Caldeirão da Santa Cruz do Deserto

. Beato José Lourenço



Dentre todos os personagens desta encantadora história do nordeste; um em especial nos chama a atenção: Beato José Lourenço. Paraibano de nascimento e chegado ao Juazeiro do Padre Cícero ainda em 1890, Zé Lourenço viria a se tornar um dos mais destacados líderes religiosos do nordeste. A partir de orientações de Padre Cícero, Zé Lourenço conseguiu arrendar um lote de terra no sitio Baixa Dantas, no município do Crato, ali com ajuda dos inúmeros romeiros enviados pelo sacerdote, transformaria o lugar em um importante produtor e fornecedor de alimentos aos mais desvalidos que acorriam à Meca nordestina.

Delmiro Gouveia presentearia Padre Cícero com um boi da raça Zebu, que por sua natureza mansa, ficou sendo chamado de Mansinho, o sacerdote encaminhou o animal para o sítio Baixa Dantas, para os cuidados de José Lourenço e para melhorar o rebanho do lugar. A partir dali começaram a surgir boatos de que as pessoas estariam adorando o boi como a um Deus. Em 1923 Floro Bartolomeu ordenou a morte do referido animal e a prisão do beato José Lourenço, sob acusação de fanatismo. O beato ficaria preso por 18 dias, sendo solto por intercessão do próprio Padre Cícero.
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Imagens por: Manoel Severo

Em 1926 após a venda do Sítio Baixa Dantas o beato e seus seguidores partem para o Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, também em Crato. Começava a se construir uma das mais destacadas e polêmicas experiências comunitárias da história do Brasil, assim como em Canudos de Antônio Conselheiro; ali o trabalho sob a liderança do beato Zé Lourenço e ainda de dois de seus mais fiéis seguidores: Isaías e Severino Tavares; acabou trazendo para o Caldeirão nos seus quase 500 hectares, cerca de mil e quinhentas pessoas.Era o ano de 1934 e após a morte de Padre Cícero o suplício dos seguidores de Zé Lourenço iria chegar ao clímax. Já em 1935 o movimento da Intentona Comunista acabaria indiretamente contribuindo para que o poder central declarasse guerra ao Caldeirão. Depois de intensa campanha e luta, os seguidores de José Lourenço viriam a ser atacados pelas forças do governo, à frente estavam o tenente José Góis de Campos Barros e o Chefe de Polícia, Capitão Cordeiro Neto, era o ano de 1937, posteriormente haveria o massacre, onde perderiam a vida perto de mil pessoas, entre homens, mulheres, velhos e crianças, fala-se até de um polêmico e “desmentido bombardeio” por parte do Brigadeiro Macedo.

Brigadeiro Macedo em foto do Acervo de Hilário Luceti (ICC)

O beato consegue se retirar para terras do Exu no visinho estado de Pernambuco e viria a morrer no dia 12 de fevereiro de 1946. Seu corpo é conduzido de volta a Juazeiro do Norte por seguidores a pé, ali seria sepultado no Cemitério do Socorro onde jaz o corpo de seu mentor, Padre Cícero Romão Batista.

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Imagens do Caldeirão do Deserto por: Afrânio Cysne

A Caravana Cariri Cangaço realizou visita técnica ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, no município de Crato na tarde do dia 25 de setembro de 2009, onde foi oferecido um almoço pelos organizadores do evento e realizada uma grande Mesa de Conversa e Debate sobre o Tema Caldeirão com as presenças dos pesquisadores, professor Domingos Sávio e Sandro Leonel, neto de Severino Tavares.
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Cariri Cangaço Plenitude Encomiástica Por:Barros Alves

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Quanto ao Cariri Cangaço, as minhas palavras, com sinceridade e sem favor, são de plenitude encomiástica. Não é fácil organizar um seminário de tal monta como toda a equipe organizou. Os senões, naturais em tais encontros, são facilmente recuperados no seguinte.
É o caso da visita ao Alto do Leitão (Visita assegurada no Cariri Cangaço 2010).Na verdade, quero crer que todos saímos do encontro devidamente contemplados com os conhecimentos dos conferencistas e com a lhaneza dos organizadores.
Parabéns!Abraços e o apreço renovado do amigo e admirador Barros Alves
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Antonio Amaury por Kiko Monteiro

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Manoel Severo, Antonio Amaury e Danielle Esmeraldo

A seguir postamos espetacular entrevista concedida pelo mestre Antonio Amaury Corrêa de Araújo, o paulista mais nordestino de todos os paulistas, um dos ícones do estudo e pesquisa da temática cangaço no Brasil, uma das presenças mais honrosas no Cariri Cangaço; a entrevista foi feita ao amigo Kiko Monteiro por ocasião do Cariri Cangaço e transcrita no prestigiado blog "Lampião Aceso" do querido confrade, a qual trasncrevemos para os leitores do blog Cariri Cangaço.

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Antonio Amaury e Waldir Junior
Qual é o filho preferido do acervo? (Sobe o conjunto de sua obra...)Assim morreu Lampião.E de outro autor?"Lampião" de Ranulfo Prata.
Qual é literatura recomendada para um calouro?
Vai soar com autopromoção, mas entre os mais de 200 títulos existentes eu indico que comecem pelo meu acervo que foi fruto de uma pesquisa séria além de muita intuição para repassar depoimentos e narrativas de quem viveu o cangaço.
Atualizando números: Com o aparecimento de Durvinha, Moreno e Aristéia quantos personagens desta história foram entrevistados por Antonio Amaury?
Moreno e Durvinha não acrescentaram nada, entenda, para o que já sabíamos. Aristéia tem menor importância ainda, pois só viveu seis meses num subgrupo, nunca participou de um combate e nem sequer conheceu Lampião, Maria Bonita etc. Possuo precisamente sete mil entrevistas a maioria em arquivo de áudio. As mais importantes seriam: Sinhô Pereira, João Ferreira e Mané Veio foram peças de grande valia para a construção da história.
Quem foi o primeiro?
Foi uma figura apagada, filho de um coiteiro que tinha 15 anos quando conheceu Lampião na ocasião de uma visita a fazenda do pai. Mas no ano de 67 eu tive um contato coletivo... um acúmulo de conhecimentos com vários envolvidos conheci: Dadá, João Bezerra, Mocinha (irmã de Lampião ainda viva).
Quais destes contatos foram os mais difíceis?
Quase sempre com soldados houve certa resistência para dar depoimentos.
Amaury teve que pagar para obter entrevista?
Sim, várias vezes.
Qual o contato que não foi possível e lhe deixou de certo modo frustrado?
Aconteceu mais de uma vez, mas lamento mesmo não ter tido um encontro com o jornalista Melchiades da Rocha ele era do jornal "A noite ilustrada" do Rio de Janeiro e estava em Angico três dias após o Massacre, ele viveu aquele momento conversamos por telefone eu insisti para um encontro, mas ele não cedeu, não quis aproximação.
Um cangaceiro?
Balão.
Um volante?
Manoel Neto.
Um coadjuvante?
Tenente João Maria, de Serra Negra. (Hoje Pedro Alexandre-BA)

Uma personagem secundária?
Jogo para esta posição na pirâmide o cabo Antonio Honorato, dá impressão que teve grande importância, ele se rogava "o homem que atingiu Lampião", mas nunca foi provada a sua ação.

O que pretende fazer com as centenas de horas em entrevistas colhidas em vídeo?Estamos com a proposta de um estúdio e possivelmente vamos criar uma coletânea de vídeos afinal são mais de 250 horas de imagens.
E quanto às peças e relíquias é real o desejo de montar um museu particular?
Sim, mas já existe uma exposição itinerante com parte de meu acervo que atualmente circula pelo nordeste sob os cuidados de Ricardo Albuquerque neto de Adhemar Albuquerque da ABA films.

Nós que gostariamos de ver um filme que retratasse um cangaço autêntico, fiel aos fatos, sem licença poética, sem erro primário enfim sem exagero da ficção lamentamos a eterna necessidade de se ter finalmente uma produção digna da saga, de preferência um épico ou uma trilogia, enquanto isto não foi possível qual a película mais lhe agradou?
O mais próximo com a verdade Corisco o diabo loiro, com Leila Diniz e Mauricio do Vale.

Eleja a pérola mais absurda que já leu sobre Lampião?
Ultimamente tenho ouvido cada balela que é difícil destacar a pior, mas "Alguém" disse... pessoas descompromissadas afirmaram para um jornal: Lampião tinha pretensões de ser governador.

Além da nova edição ampliada da obra Assim morreu Lampião qual a próxima novidade que teremos em nossas estantes?
Assim morreu Lampião ainda está encaminhada, "Cidades invadidas ou visitadas" também, estou preparando um livro sobre "Maria Bonita", mas meu próximo livro mesmo, o qual esperava ter lançado aqui no Cariri Cangaço é "Lampião, herói ou bandido?" a editora não me entregou a tempo de viajar.
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Antonio Amaury, Ivanildo Silveira e Alcino Costa

Qual é o capitulo preferido do mestre Amaury?
A história do cangaço é um tema tão controverso tem capítulos extraordinários e chocantes. Elejo três: Lampião em Juazeiro, Mossoró, e a batalha de Serra Grande.
Diante de tantas polêmicas surgidas posteriormente a tragédia em Angico alguma chegou a fazer sentido, levando-o a dar atenção especial ex.: Ezequiel reaparece anos mais tarde, João Peitudo filho de Lampião, O Lampião de Buritis e esta, mais recente sobre a paternidade de Ananias?
Sim, o caso Ananias, pois acompanhei de perto. Foi interessante até determinado ponto, depois achei por bem recuar.
Qual foi o melhor momento deste Cariri Cangaço?
Gostei de todas as palestras, mas as mais interessantes foram a do Promotor Ivanildo Silveira e a de Honório de Medeiros.
Antonio Amaury a Kiko Monteiro

Entrevista concedida ao Blog Lampião Aceso.
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Cangaceiros Invadem nosso Cariri Por:Wilton Dêde

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Manhã de 22 de setembro de 2009. A vida na cidade do Crato seguia o seu rumo tranqüilo. Nas praças, as pessoas contemplavam o dia. Nas ruas, pessoas caminhavam a resolver as suas vidas. De um lugar e de outro começam a surgir novas caras. Eles chegaram. Aos poucos, e com o correr do dia, outros se aproximam. São eles.
À tardinha todos eles já estavam na cidade.Eram os cangaceiristas. Bando formado por professores universitários, doutorandos, mestrandos, historiadores, sociólogos, etc, e residem espalhados em quase todos os estados do país. Eles formam um bando de 79 dos maiores pesquisadores do Brasil.

Naquela manhã, eles aqui aportaram para, durante seis dias, trocarem informações sobre as suas ultimas pesquisas, suas ultimas descobertas sobre o evento Cangaço, lançarem livros, apresentarem monografias e dissertações.
À noite, no Teatro Municipal de Crato, foi lançado o SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO 2009. Presentes ao evento estavam além dos pesquisadores; acadêmicos, curiosos, professores, políticos, e todos, que ali procuravam se inteirar, saber mais sobre um fato que teima em rechear, a cada ano, a historia do Nordeste com novas informações e novas descobertas.
Durante os seis dias tivemos palestras, debates, discussões, lançamento de livros, entrega de títulos, exibição de filmes e visitas aos locais turísticos da região, além de visitas àqueles lugares que tinham, direta ou indiretamente, um histórico ou uma relação com o Cangaço no Cariri.
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Wilton Dêde e Pedro Henrique
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Foram feitas visitas à Fazenda Piçarra em Porteiras-ce, à Fazenda Padre Cícero e Fundição Linard, em Missão Velha, Serra do Horto e Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, Centro histórico de Barbalha, Caldeirão da Santa Cruz, em Crato-CE, Exibição de filmes sobre Cangaço, na URCA, em Crato-CE, entre outros.
Durante as seis noites do evento, o Cangaço, foi abordado sob a ótica: “Verdades e Mentiras”. Essa foi a tônica das discussões.
Enfim, um evento que não abordou apenas a figura de Virgulino Ferreira – O Lampião – como se fora ele a figura ou evento único quando o assunto é Cangaço no Nordeste. Não, definitivamente não. O Cangaço foi abordado em toda a sua extensão. Falou-se sobre um século de cangaço.
O tema foi tratado com a responsabilidade peculiar de quem tem por principio a seriedade nas suas pesquisas. As verdades vieram à tona; as inverdades também.

Que venha o CARIRI CANGAÇO 2010. O Seminário de 2009 foi o pontapé inicial. O tema é muito rico e não vai se esgotar com facilidade.
Aos que viram, parabéns. Aos que não viram, fica o convite para o próximo ano.
À equipe organizadora, os meus parabéns. Foi tudo perfeito. Me aguardem em 2010.

WILTON DEDÊ

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Alto do Leitão Visita para 2010

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De todos os pontos de visita do Cariri Cangaço 2009, um em particular ficamos em débito. No município de Barbalha se encontra o Alto do Leitão, significativo cenário de uma das maiores barbáries da época em que os cangaceiros pisavam estas terras. Ali foram sumariamente executados o cangaceiro Lua Branca, irmão mais moço dos Marcelino, que tinha como líder; Bom de Veras; e outros companheiros, muitos deles inocentes.
Em 2010, com certeza teremos a oportunidade de propiciar a todos os visitantes, conhecer mais de perto o cenário da chacina do Alto do Leitão.

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No vídeoclip, Dr. Napoleão Tavares Neves narra

os últimos momentos dos condenados.

Música: Estrela de Prata / Dr. Raiz

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Sem Saber que era Impossível..... Por:Victor Junior

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Victor Junior, Diretor do DVD Cariri Cangaço
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Caro Severo,
Da parte que me toca, como um paulistano adotado pelo nordeste, só tenho a agradecer e, contribuir, para o próximo Cariri Cangaço.
Tenho algumas observações construtivas ( de fora a gente vê melhor!) para ajudar na sustentação e consolidação do evento. Já antecipei para o Aderbal que iria mandar alguns pontos de vista para você.
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Victor Junior se prepara para mais uma tomada...Paulo Brito e Paulo Gastão
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Grande abraço e mais uma vez parabéns para ti e esposa pela realização.
Sem saber que era impossível vocês foram em frente e fizeram. E muito bem feito.

VJ desliga!
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Cariri Cangaço, A Confraternização Por:Kiko Monteiro

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Kiko Monteiro e Dra. Francisquinha


Cariri cangaço, A confraternização!
Amigos, tentarei expressar com muita satisfação e orgulho a atenção e hospitalidade com que fomos recebidos e tratados até o ultimo instante pelos que realizaram o 1º Cariri cangaço. Atenção e respeito não só para com os interessados, mas principalmente com o tema em si.
Minha alegria não ficou apenas em poder estar entre aquela gente distinta e especializada, mas em saber da audiência e atenção que muitos dos principais pesquisadores dispensam a nosso blog, só não é mais, pois ainda há quem resista à necessidade da internet na pesquisa. Como confessou nosso amigo Antonio Vilela “o cangaceiro evangélico”, autor do livro “O incrível mundo do cangaço” “AINDA SOU UM ANALFACIBERNÉTICO”.
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Antônio Vilela o "cangaceiro analfacibernético"


Na oportunidade recebemos nosso diploma de sócio da SBEC - Sociedade brasileira de estudos do cangaço - das mãos do atual presidente Ângelo Osmiro Barreto. Este aguardado documento já se encontra devidamente emoldurado em um lugar de honra de nossa casa. Muito obrigado ao reverendo Ivanildo Silveira pela iniciativa e pelos que apoiaram nossa indicação. Ao ilustre presidente e aos demais amigos da SBEC não preciso nem dizer que agora “oficialmente” vocês têm um veículo de divulgação a vossa inteira disposição, foi uma honra conhecê-los.

Claro que sentimos a falta, digamos o desfalque de alguns possíveis participantes que formariam de “cabo a rabo” o “dream team” (time dos sonhos) do estudo na atualidade. Soubemos das dificuldades que inviabilizaram a vinda destes. Porem, evidente que este foi o primeiro e não será o único, todos depositaram lá suas sugestões. Eu como “tiete” fico torcendo e aguardando que estas novidades se confirmem para o próximo. No mais? O vale vislumbrou a todos nós... Que saudade.
Não percam a próxima edição! Se este ano o trabalho não os permitiu, transfiram ou negociem suas férias para “Agosto” do ano que vem.
Em meu nome e em nome do Lampião Aceso e das comunidades do Orkut: Cangaço, Discussão Técnica e Lampião Grande rei do cangaço quero agradecer e mais uma vez parabenizar os que proporcionaram tamanha recepção, organização, programação... Enfim o resultado natural que foi sucesso absoluto deste primeiro Cariri Cangaço.

Nossa singela homenagem ao casal de amigos Manoel Severo curador do evento e sua esposa Daniele Esmeraldo secretária de Cultura de Crato e os que fazem a SBEC como já disse muito nos honra fazer parte deste UNIVERSO DE AMIGOS.
Perdoem-nos determinada falta de conjuntura e organização na escrita, sou um mero curioso, fiz questão de deixar meu recado para todos vocês leitores do blog Cariri Cangaço.

Abraçando
Kiko Monteiro / Lagarto-SE
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Foi a Única Semana de Folga... Por:Professor Pereira

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Fátima Cruz, Professor Pereira, Dr. Napoleão e Manoel Severo
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De propósito deixei completar um mês para nesse aniversário lembrar aquele dia ímpar 22 de setembro, dia da abertura do Cariri Cangaço, foi uma semana maravilhosa. Conheci e consegui novos amigos e informações sobre os temas debatidos durante toda semana, além de conhecer lugares, para mim desconhecidos, como Caldeirão do Beato José Lourenço. Sei que toda a equipe tive um trabalho gigante para nos oferecer todo aquele cabedal de eventos; hospedagem, transporte e conforto.

Foi nossa única semana de folga neste ano, das mil atividades que desenvolvemos , na verdade não temos como agradecer a todos que direta ou indiretamente contribuiram para a grandiosidade dequele Seminário. Temos algumas sugestões para o próximo que com certeza virá em 2010, mas gostaria que fosse pessoalmente, não vai faltar oportunidade, com certeza. Nós ficamos abismado com a organização, parabéns. Quero convidar Severo e Daniele para nos visitar, aqui em Cajazeiras, será um grande prazer.
Um abraço.

Professor Pereira e Fátima Cruz


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Bailado Popular do Crato

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Muitos foram os grupos folclóricos e tradiconais que se apresentaram durante a realização do Cariri Cangaço, os parceiros institucionais, notamente o SESC e Centro Cultural Banco do Nordeste, destinaram ao evento o que o nosso cariri tem de melhor. Dentre esses maravilhosos grupos vamos encontrar uma estréia: OBailado Popular do Crato.

Liderado pelo grande cantor, ator e diretor João do Crato, o grupo acaba de ser formado e teve sua estréia na noite de abertura do Cariri Cangaço em Crato; em sua formação, bailarinos profissionais, atores e a figura inigualável de "Raul Cangaseixas", personalidade ímpar do folclore popular do Crato.
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Cangaseixas, João do Crato e o Bailado Popular


Noite de Abertura

Músicas de Marinez e Luiz Gonzaga

João do Crato e Bailarinos

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Um evento que entrou para história Por:Paulo Moura

p Danielle Esmeraldo e PauloMoura

No inicio do ano de 2009 fui apresentado ao confrade Manoel Severo, através do meu grande mestre Paulo Gastão, o idealizador da nossa SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço). Fizemos alguns contatos por email e finalmente nos encontramos em Serra Talhada, no Encontro Nordestino do Xaxado, onde estive para participar de mesa de debates. Lá, fui convidado por Severo para participar da programação, proferindo palestra sobre A Estética e a Arte no Cangaço.

No caminho de ida para o Cariri, minhas expectativas eram das melhores possíveis, pois iria ter a honra de encontrar a nata de pesquisadores do cangaço e temas correlacionados. Alguns dos quais eram então escritores nos quais eu baseei minhas pesquisas para confeccionar o meu ultimo livro Lampião, a Trajetória de Um Rei sem Castelo, lançado ano passado.

Em lá chegando fiquei surpreso com a quantidade (mais de 70) personalidades envolvidas com o tema e o projeto. Passamos momentos maravilhosos andando pelas caatingas da fazenda Piçarra, no Sitio dos penitentes, na fazenda do Padre Cícero, entre outros. Este evento foi uma iniciativa muito feliz do nosso, agora e sempre, amigo Manoel Severo, que juntamente com as prefeituras das cidades parceiras e a URCA nos proporcionou esses momentos impagáveis. Voltando de lá, deixei e levei saudades, aprendizado, conhecimento e um grande sentimento de fraternidade, pois que parecíamos todos irmãos, movidos por uma mesma causa, a pesquisa, a investigação e a manutenção da história e da cultura de nossa terra.

Estamos todos de parabéns, pois cada participante foi uma célula importante que ajudou a abrilhantar o Cariri Cangaço. Esperamos, contando os dias, que logo estejamos mais uma vez juntos no mesmo evento e defendendo as mesmas causas. De lá, trouxemos nos embornais, uma gama valiosa de informação. Na mente, a fotografia das belezas do sertão caririense. O corpo, renovado. No coração, a saudade que teima em não se descolar do nosso peito. Hoje, só temos que agradecer ao grande mentor disso tudo.
Obrigado Severo!

Paulo Moura (Poeta cordelista, escritor e pesquisador do Cangaço)

“Voltar para o Cariri
É aquilo que mais quero
Pois meu peito tem saudades
Daquele povo sincero
Da acolhida tão terna
E da presença fraterna
Do nosso amigo Severo”
(Paulo Moura)
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Universo de Amigos

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Abaixo, mais um capítulo do Universo de Amigos, retratando um pouco do que foi a presença das muitas personalidades do estudo e pesquisa da Temática Cangaço em nosso cariri cearense, em 2010, teremos novamente a oportunidade de reunir os mesmos amigos e muitos outros que não puderam estar conosco.

Professor Lemuel , Sandro Leonel e Danielle Esmeraldo

Reginaldo e Manuelzin Nascimento

Paulo Gastão Cariri e Manoel Severo

Ivanildo Silveira e Cicinato Neto

Múcio Procópio, Wilton Dedê e Peixoto Junior

Rosa Bezerra Lança Livro na URCA

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Aconteceu na noite do dia 25 de setembro, dentro da programação do Cariri Cangaço, no Salão de Atos da URCA, o lançamento do livro "A Representação Social do Cangaço" da escritora Rosa Bezerra. A obra evidencia a forma com que os conflitos entre as forças constituídas e o Cangaço foram transmitidos pela mídia a serviço da classe dominante. O fenômeno social do Cangaço é analisado através de símbolos da cultura, casos de campo e relatos de personagens remanescentes entre eles, Generino Bezerra da Silva, pai da autora.


Manoel Severo, Rosa Bezerra, Tomaz Cysne, Dra. Francisquinha e Neli Gonçalves

Rosa Bezerra é graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco e fez especialização em Psicologia Social pela FAFIRE. É parapsicóloga e membro atuante do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas e da União Brasileira de Escritores. É presidente da APPDORT - Associação dos Portadores de Doenças Relativas ao Trabalho-PE, estando, portando ligada às causas sociais, é ainda fotógrafa amadora e pesquisadora social. Acompanhando a autora, esteve no Cariri Cangaço a editora, Salete Rego.
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Rosa Bezerra autografa livro, na foto: Dra. Francisquinha,

Tomaz Cysne, Professor Pereira e Neli Gonçalves

"Emocionante" Por: Aderbal Nogueira

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Quem diria, Lampião que trouxe tanta violência e desarmonia, hoje traz a união; quantas prefeituras, quantas instituições, quantos pesquisadores, quantas pessoas de todo o Brasil, hoje reunidas nessa verdadeira integração que é o Cariri Cangaço; estudando e aprofundando esse tema que é ao mesmo tempo: polêmico, instigante e apaixonante. Simplesmente emocionante.



Aderbal Nogueira em entrevista a Sawanna Feitosa



Cariri Cangaço criado para "arrepiar" Por:Kaika Luiz

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Participar do Cariri Cangaço foi para mim uma emoção muito forte. Forte no sentido de emocionante. Desde o início dos preparativos do evento que faço a minha parte em divulgar e colocar o Cariri Cangaço na maior importância que ele merece: o de destaque no cenário histórico e cultural da região do Cariri e, claro, do Brasil. Fiz e faço isso porque vejo esse evento como a mais importante ferramenta para se conhecer esse cenário da nossa história, tão discutida, criticada, aplaudida e respeitada, mas que o seu conhecimento ainda é pouco, em relação ao seu valor histórico e de vivência em um sertão castigado pela seca e na luta pela sobrevivência, encarada pelos atores do cangaço.
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Manoel Severo, Kaika Luiz e Aderbal Nogueira

O Brasil viu no Cariri Cangaço 2009, os maiores estudiosos e pesquisadores sobre o assunto. Viu o Azul e o Encarnado do cenário do cangaço discutirem, debaterem e se aplaudirem, formando um elo de ligação entre os prós e os contras, num evento que só veio nos encher de orgulho e de conhecimentos.

As visitas "in loco", segundo me contaram, foi de uma emoção ímpar. Infelizmente, por questões de trabalho não pude comparecer a nenhuma delas, mas o relato de quem as fez é de arrepiar. Mas foi para isso mesmo que foi criado o Cariri Cangaço, para arrepiar, para mostrar o quanto essa gente lutou e o que passaram para sobreviver, mesmo que, para isso, fossem de encontro ao que ditava as regras da sociedade de então. E vem mais por aí, pois certamente os próximos "Cariris Cangaço" serão tão ou mais emocionantes do que este de 2009.

Para isso, desde já ponho-me à disposição de todos que fazem o evento, principalmente ao querido Severo, pois quero ver esse Congresso como a maior referência de educação, cultura e história do nosso Brasil. Isso não é tão difícil, pois sabemos que esse movimento é parte da nossa história, mas que continua se perpetuando em muitas ações que acontecem ainda hoje. São as heranças de uma forma de resolver algumas questões, cultivadas por boa parte da nossa sociedade, ainda. Aí, são outras histórias...Abraço forte para todos. Sucesso sempre.
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Kaika Luiz.

Hilário Luceti recebe prêmio Cariri Cangaço

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Um dos momentos marcantes da noite do dia 25 de setembro, no Salão de Atos da URCA foi sem dúvidas a homenagem "In memorian", prestada pelo Cariri Cangaço e pela SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço ao grande escritor Hilário Luceti.

Em princípio foi apresensado um vídeo clip com momentos da vida do grande pesquisador radicado em Crato; em seguida, falando em nome da família os agradecimentos vieram através da filha Andréa e da viúva, dona Mary Luceti, que recebeu das mãos da Pró-Reitora de Extensão da URCA, professora Arlene Pessoa e do Presidente da SBEC, escritor Ângelo Osmiro, o troféu "Cariri Cangaço" pelo conjunto da obra do inesquecível Hilário. Ainda dentro da programação do Cariri Cangaço, a URCA realizou em parceria com ICC -Instituto Cultural do Cariri, uma exposição contendo todo o acervo de Hilário Luceti.


Andréa Luceti fala em nome da família do homenageado

Angelo Osmiro saúda memória de Hilário Luceti
Dona Mary Luceti agradece homenagem ao grande Hilário



Urca marca quarta noite do Cariri Cangaço

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O Salão de Atos da URCA – Universidade Regional do Cariri ficou pequeno para receber a noite solene do Cariri Cangaço. Em mesa presidida pela Pró-Reitora de Extensão, professora Arlene Pessoa, foi realizada homenagem especial do evento à memória do escritor Hilário Luceti. Em seguida foi iniciado o ciclo de palestras da noite que contou com a participação dos pesquisadores Honório de Medeiros com a palestra sobre Massilon; João de Sousa Lima, as Mulheres e o Cangaço e a professora Anna Christina com a palestra O Cangaço na Teoria Sociológica.

A noite contou ainda com a entrega através do Presidente da SBEC Ângelo Osmiro e do pesquisador Paulo Gastão de Placas de Gratidão ao Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e sua esposa, Secretária de Cultura de Crato, Danielle Esmeraldo; uma homenagem da SBEC .

Pró-Reitora de Extensão da URCA, professora Arlene Pessoa

Palavra de Manoel Severo na URCA

Professora Anna Christina, uma das palestrantes da noite.

Dr. Honório de Medeiros; palestra sobre "Massilon"

João de Sousa Lima: As Mulheres e o Cangaço

Margébio de Lucena , participação no Debate da Noite

Casa Grande de Nova Olinda

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A simpática cidade de Nova Olinda, município encravado em plena Chapada do Araripe a 36 Km de Crato possui uma das mais festejadas inicitivas de inclusão social que o país conhece, a partir do trabalho criativo, inovador e responsável de Alemberg Quindins, é hoje referência para o mundo e vem ano a ano ajudando a mudar a vida de muitos pequenos e pequenas de nosso cariri. Na manhã do dia 25 de setembro a caravana Cariri Cangaço subiu a chapada e foi conhecer de perto o Memorial do Homem Kariri - Casa Grande de Nova Olinda.


Tomaz Cysne e Gonzaga de Garanhuns

Banda Cabaçal - Teatro da Casa Grande

Edmilson , Vilela e Tomaz Cysne

Emanuel Braz , Manoel Severo e Paulo Gastão

Lívio Ferraz