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Rostand com novo livro na praça.

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Rostand Medeiros ao lado do grande Raimundo Fagner

Amigo Severo, estou entrando em contato contigo para saber como posso te entregar um exemplar do nosso trabalho “João Rufino-Um visionário de fé”, pois lhe tenho na mais alta consideração e eu não quero que você fique sem receber este nosso livro. Este projeto teve início em agosto de 2009, onde a ideia era basicamente realizar a biografia do Sr. João Alves de Lima, o João Rufino, da cidade de São Miguel, extremo oeste do Rio Grande do Norte, criador de uma pequena torrefação de café que atualmente é o Grupo Santa Clara/3 Corações.

O que no começo seria apenas um relatório restrito aos familiares, gerou um livro que teve a tiragem de 10.000 exemplares, onde além da biografia propriamente dita, foram acrescentadas em um anexo com mais de 100 páginas, mais de 200 fotografias antigas de São Miguel e região. Além do livro, no último final de semana ocorreu a Exposição Fotográfica “São Miguel, Minha Terra”. São mais de 300 fotos ilustrarão a história de São Miguel nesta exposição fotográfica e o show do cantor Raimundo Fagner, grande amigo da cidade. Cerca de 90% do total de livros foram entregues gratuitamente, na proporção de um exemplar por residência dos municípios de São Miguel, Coronel João Pessoa, Venha Ver e Dr. Severiano. Outros detalhes no meu blog http://tokdehistoria.wordpress.com/

Um abraço.
Rostand Medeiros
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O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs

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cartazshowcleivan30abril


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O SHOW DO ANO - 3 dos maiores instrumentistas Cearenses juntos pela primeira vez no CCBNB - Neste Sábado, 30 de Abril - 20Hs - no ENCERRAMENTO das Festividades pelos 5 Anos do Centro Cultural Banco do Nordeste - CARIRI
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Crato recebe a Sedição de Juazeiro

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Prefeito Samuel Araripe e Jonasluis da Silva de Icapuí

O prefeito de Crato Samuel Araripe ao lado da Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo, receberam no Paço Municipal os Diretores e Produtores da minissérie Sedição de Juazeiro. Em visita de cortesia comandada pelo Diretor da FGF e Roteirista da película; Jonasluis de Icapuí foi ressaltada a importância do apoio prestado pelo poder público municipal às filmagens no município.


Na oportunidade, o prefeito Samuel Araripe destacou o importante papel que os empreendimentos de carater histórico cultural; como a minisserie Sedição de Juazeiro; prestam ao fortalecimento da história, cultura e tradições do Ceará, notamente da região do Cariri. Já a Secretária Danielle Esmeraldo, destacou o grande número de atores e figurantes da região do Cariri que estão participando das filmagens.

Manoel Severo
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Os bastidores da Sedição em Crato

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Camilo Vidal, Manoel Severo e Nemésio Barbosa
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A equipe de produção da minisserie Sedição de Juazeiro chega a cidade do Crato para as últimas tomadas da película. Os produtores Daniel Abreu, Jeanne Feijão, Aderbal Nogueira e o Diretor da FGF, Jonasluis de Icapuí, comandaram o grupo de mais de 50 profissionais que participaram das imagens em Crato.

 
 Jonasluis de Icapuí e Ary Sherlok em entrevistas antes das filmagens

Crato;protagonista preponderante dentro dos episódios que marcaram os idos de 1911 a 1914, primeiro com a independência de Juazeiro do Norte e depois com a luta dos romeiros de Padre Cícero contra o governo de Franco Rabelo em 1914, recebeu os atores e figurantes da grande produção da minisserie em clima festivo, onde foram reunidos, produtores culturais, intelectuais, artistas e autoridades municipais.

 Aldo Anísio e Lampseixas, figura folclorica do mundo artistico do Crato
 Manoel Severo e Alexandre Lucas
 George Macário
As gravações aconteceram durante todo o dia se estendendo até a noite com cenas envolvendo a tomada da cadeia do Crato pelos jagunços de Floro Bartolomeu. A produção contou com o apoio incondicional da Prefeitura do Crato, da Secretaria de Cultura, do Departamento de Trânsito e do Corpo de Bombeiros da cidade.

Manoel Severo
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Huberto Cabral, patrimônio do cariri Por:Manoel Severo

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Huberto Cabral entre os produtores, Aderbal Nogueira e Jonasluis de Icapui
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Uma das presenças mais marcantes aos bastidores das filmagens da Sedição em Crato, foi do intelectual e memorialista cratense, Huberto Cabral. Velho conhecido do documentarista Aderbal Nogueira; Huberto Cabral acabou roubando infinitos minutos dos diretores e assistentes por ocasião da visita da produção da minisserie, com suas informações precisas e elucidativas, auxiliando na reta final, ao roteirista Jonasluis de Icapui.

Huberto Cabral em diferentes momentos dos bastidores da Sedição

Com uma memória extraordinária e um profundo amor pelo Crato e pela região do cariri, Huberto Cabral se configura com um patrimônio vivo, unindo saber e intelectualidade a serviço da perpetuação das tradições, cultura e história de todo um povo e seu lugar.

Manoel Severo
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A tomada da cadeia do Crato...

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Diretor Daniel Abreu e o "Corpo da Guarda" do Crato de outrora

O prédio do atual Museu do Crato; antiga e original cadeia do Crato do inicio do século XX; foi o cenário principal das tomadas finais na cidade, da minissérie Sedição de Juazeiro. Ali os jagunços de Floro e os romeiros de padre Cícero formaram ao lado do corpo da guarda e dos prisioneiros os protagonistas do dia.

 Tio Bibi, Aldo Anísio e Sérgio Barros entre atores da Sedição
 Diretor, ator, figurante, câmera man...Daniel Abreu
Tudo preparado...

O público desde cedo acompanhava à distância os preparativos, os ensaios e as cenas gravadas em Crato, enquanto a equipe de produção se esmerava com os últimos detalhes da maquiagem dos atores, figurantes e também no ajuste final dos equipamentos, a integração com a família cratense foi o ponto alto da visita da Sedição a cidade.

 
 

Manoel Severo
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ABL recebe Literatura do Cangaço Por:Napoleão Tavares Neves

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Academia Brasileira de Letras

No próximo dia 21 de maio, vai haver na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, uma Mesa Redonda sobre a Literatura Cangaceira. Sim, a literatura do cangaço está de tal modo robusta que até a Academia Brasileira de Letras quer debatê-la. Para tanto, foram especialmente convidados vários dos melhores escritores do cangaço; entre os quais; dr. Leandro Cardoso, Dr. Marcos Vilaça e Dr. Frederico Pernambucano de Melo, entre outros. Vai ser, pois a literatura do cangaço na ABL ou a ABL abordando, em debate, a literatura do cangaço. Incrível, mas verdade. Efetivamente a casa de Machado de Assis jamais poderá ignorar a literatura cangaceira que, a cada ano, mais se rubustece. Na verdade, cangaço é história e história bem sertaneja, bem nordestina e essencialmente regional. Vamos esperar os frutos desse debate que dignifica a literatura cangaceira.

Napoleão Tavares Neves
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Família Quelé "comeu foi fogo"! Por: Rostand Medeiros

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Rostand Medeiros e parte da Confraria Cariri Cangaço

Ainda sobre a refrega entre Lampião e Quelé, por ocasião do cerco do Rei do Cangaço à "Casa Fortaleza" de valente Clementino Quelé e seus parentes; recorremos novamente ao confrade Rostand Medeiros...

Enquanto isso a família de Quelé, literalmente “comia chumbo” e o tiroteio não dava mostras de diminuir. A casa sofria diante da quantidade de tiros, em mais de seis horas de batalha ininterruptas. Antônio Ramos e seus familiares, até por razões bastante óbvias, não viram nada da refrega, apenas escutaram assustados a troca de disparos. Nosso entrevistado comentou que nesta época morava na sua casa um primo chamado Augusto e foi este quem primeiro ouviu um tiro de fuzil. Esta arma possuía um som característico e bem diferente dos rifles Winchester, de calibre 44, ainda bastante utilizados pelos cangaceiros e pelo pessoal de Quelé. O som lhe chamou a atenção e mostrava que a polícia estava chegando, vindo pelo caminho que seguia para a pequena Santa Cruz, que nessa época era um simples arruado “-Com no máximo quatro casas”.

Aparentemente a Força Policial começou a atirar com seus fuzis muito antes de chegar ao local do confronto, esperando que assim os cangaceiros debandassem. Mas segundo o nosso informante, foi nesse momento que o tiroteio ficou ainda mais forte, “-Com a fumaça cobrindo tudo” e as balas “-Zunindo por riba de casa”, o que deixou os membros da sua família extremamente assustados. Podemos deduzir através de suas informações que, de alguma maneira, a sua casa ficou entre o fogo cruzado.

Segundo Ferraz (op. cit.), no “Boletim Geral nº 05” encontramos a informação que o tiroteio morreu o irmão Pedro Quelé e Alexandre Cruz, ficando ferido Deposiano Alves Feitosa. Antônio Ramos narra que seu pai considerava Pedro Quelé como um homem valente. Na região ficou conhecido o fato que quando acabou a sua munição, este pediu garantias para sair, mas ao colocar a cabeça para fora da janela, foi impiedosamente morto. Depois de toda uma batalha tenaz onde não tivera êxito, Virgulino Ferreira da Silva não refreou sua vontade de acabar com o atrevido Clementino Quelé.


Antônio Ramos recordou muito bem que em relação a este combate, percebeu que o sol já vinha saindo quando o tiroteio teve início e novamente a história se repetiu. De um lado os cangaceiros sedentos de sangue e do outro um pequeno grupo de homens se defendendo como podiam. 
Segundo Lira (op. cit.), Lampião despejava todo tipo de impropérios e palavrões conhecidos contra o destemido Quelé e seu pessoal. Mas os sitiados respondiam, cantavam e assim irritavam o chefe dos cangaceiros.


Mesmo com uma força policial numerosa em Triunfo, novamente os agentes de segurança do Estado levaram outras seis longas horas para chegarem a Santa Cruz, repetindo-se o que ocorreu no domingo anterior. De toda maneira Clementino só conseguiu se safar pela chegada do destacamento policial baseado em Triunfo. 
Para Antônio Ramos, consta que Quelé tinha um parente de nome José, apelidado “José Caixa de Fósforo”, que parece ter estado nos dois tiroteios.


Apesar do antigo cangaceiro de Lampião sair vivo nestes combates, a família Furtado foi praticamente exterminada. Segundo Mello (op. cit.), tanto neste, como em combates futuros, morreram três irmãos, dois genros e um sobrinho. Além destes seis parentes, segundo o pesquisador, mais cinco amigos do valente Quelé pagaram com a vida e inúmeros outras pessoas ligadas a Clementino ficaram feridos.
Ferraz (op. cit.) mostra que no “Boletim Geral nº 07”, da polícia pernambucana, emitido no dia 9 de janeiro de 1924, reproduz um bilhete do tenente Malta informando “Acha-se grupo de Lampião proximidade de Santa Cruz”. O militar ainda comentou na missiva que contava com “89 praças” para defender Triunfo e região. 


Mesmo com esta força nas proximidades, seis dias depois, no dia 11 de janeiro, uma sexta-feira, Lampião e seus homens voltaram para aplicar uma segunda dose de chumbo em Quelé e seus companheiros.


Rostand Medeiros

Piranhas e o pessoal da novela Por:Manoel Severo

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Uma das passagens mais interessantes e engraçadas de nossa última visita a cidade de Piranhas por ocasião do Seminário de Maria Bonita, foi logo que chegamos à bordo do Ônibus da organização do evento, e descíamos na pracinha central para realizar a visita ao Angico, o confrade Ângelo Osmiro foi abordado por um  grupo de pessoas que ao ver aquele "monte de gente esquisita" descendo do coletivo acabou lhe perguntando:

" Vocês são da novela?"

Ângelo não se fez de rogado e foi logo adiantando: - "Somos sim, está vendo aquele velhinho ali? É o padre Cícero!" Não é preciso dizer que acabamos passando todos, por "pessoal da novela" e ainda tivemos que aguentar outra autoridade eclesiástica na viagem: O padre Cícero Medeiros Gastão.

Chegada a Piranhas da "Equipe da Novela".....

 Padre Cícero Medeiros Gastão

Dois dos atores principais: Afrânio e Júlio Cesar 
Produtores da novela: Vilela e Aderbal Nogueira

Só nos restou sair para as gravações.....

Diretor Ângelo Osmiro e os próximos capítulos...

A bela Piranhas, Patrimonio Histórico tombado, uma das maravilhas encravada no leito do Velho Chico pelo lado Alagoano; com seu Casário maravilhoso, suas ruas de paralelepipetos perfeitos, já se tornou ponto obrigatório das produções cinematograficas e televisivas que buscam enfocar as belezes do sertão.

Foi assim por ocasião de várias produções de nosso cinema com destaque para o festejado "Baile Perfumado" e agora acontece novamente com a mais nova novela da maior rede de televisão brasileira; Cordel Encantado. Essa realidade além de mostrar as belezas do Baixo São Francisco ainda colaboram sobre maneira para a difusão do turismo inteligente e sustentável para a região.

Um abraço fraterno aos amigos de Piranhas; Prefeita Melina Freitas, Secretário Cacau, Diretor Jairo Luiz e o grande amigo Inácio de Loiola, todos já confirmaram presença em nosso Cariri Cangaço 2011, quando setembro chegar.

Manoel Severo
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Encontro de Xaxado em Serra Talhada Por:Cleonice Maria

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Serra Talhada vai ser invadida por cangaceiros!
Nos dias 02, 03, 04 e 05 de junho/11 acontecerá o ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO, que este ano, além dos espetáculos com a dança de cabra macho haverá também outras linguagens artisticas, como: Mostra de Cinema, Feira de Literatura de Cordel,
 Oficinas de Xaxado

Além do tradicional passeio NAS PEGADAS DE LAMPIÃO para o Sítio Passagem das Pedras, onde nasceu LAMPIÃO.
Mais de vinte grupos de todo Nordeste já confirmaram presença.
O sertão vai estremecer e o grito será um só:
Viva a Cultura Nordestina!

Saudações cangaceiras.
CLEONICE MARIA
Presidenta
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Leia as Notícias do Cariri todo dia na Internet - JORNAL CHAPADA DO ARARIPE

Em Parceria com o Blog Cariri Cangaço


Leia todo dia as notícias do Cariri na Internet. Descubra o mundo do Cariri, a sua história, a sua cultura e as notícias da região. O Jornal Chapada do Araripe Online é o maior portal do Cariri na Internet. Contendo todas as matérias do Blog do Crato e as notícias das outras cidades do Cariri e Sul do Ceará enviadas por nossos colaboradores, aliando-se a uma qualidade visual de primeiro mundo, é a melhor forma de ver o Cariri na Internet, com qualidade, responsabilidade, e organização das matérias por conteúdo.

São mais de 20 editorias. Quer ler somente crônicas ? Basta clicar em "Crônicas". Há mais de 300 crônicas. Quer ver as últimas notícias do Cariri, do Ceará e do Mundo ? Estão todas lá. E que tal assistir vídeos, ouvir música, e procurar numa base de dados de mais de 15.000 artigos e mais de 120.000 fotos ? Descubra todo o Universo contido no Jornal Chapada do Araripe. O maior Portal do Cariri, acessível agora em todos os seguintes endereços:

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Jornal Chapada do Araripe Online - Um mundo para você descobrir !

A família aumenta!

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Sousa Neto, Manoel Severo e Pedro Luiz

Uma das gratas surpresas por ocasião da Caravana Cariri Cangaço no Seminário de Maria Bonita, quando estivemos presentes com 12 confrades; a maior caravana presente ao evento; foi sem dúvidas, as presenças dos confrades Sousa Neto da cidade Barro, emblemática terra do Major Zé Inácio, e do amigo, promotor de justiça do Crato, Pedro Luiz. Ambos já estão integrados à equipe que está construindo o Cariri Cangaço 2011, aguardem, novidades a vista.

Manoel Severo
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O mistério da Estrada Zé Saturnino! Por: Manoel Severo

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Quem visita o município de Serra Talhada e busca os resquícios da história de um de seus filhos mais famosos: Virgulino Ferreira da Silva, invariavelmente terá que percorrer os caminhos que levam à fazenda Passagem das Pedras, lugar berço do Rei do Cangaço, ainda em tempos de Vila Bela.

Saindo de Serra Talhada rumo a Floresta, cerca de 20 km do centro, vamos encontrar o entroncamento com a famosa Estrada Zé Saturnino, estrada de terra que nos leva à fazenda Passagem das Pedras, à casa de dona Jocosa e à fazenda São Miguel do saudoso Luiz de Cazuza, pai do amigo Zé Alves.

Sabemos do forte significado do lugar só não sabíamos do mistério desta parada obrigatória à beira da famosa placa. Com a palavra os senhores, José Cícero, Jack de Witte e Bosco André...



Pois é grande Padre Bosco André, você é um dos que poderá nos auxiliar no esclarecimento desse mistério da Estrada José Saturnino! Agora é com você.

Manoel Severo
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Múcio Procopio em Palestra na UFRN e depois no Cariri Cangaço...

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Múcio Procópio ao lado dos irmãos; Nely e João Souto

O Vice-Presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, companheiro e amigo, Múcio Procópio, estará realizando nos próximos dias 12 e 13 de Maio do corrente, na UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, duas Palestras sobre "Antonio Conselheiro e Belo Monte" e "Belo Monte e a Guerra de Canudos"  para o Centro de Educação de alunos e professores.  Depois do dia 15 estará em viagem para tratar de assuntos pessoais, mas já nos avisa que logo que retorne se dedicará inteiramente ao preparo de sua Conferência "A História da Música Nordestina" estreiando no Cariri Cangaço 2011.

NOTA CARIRI CANGAÇO: Para nossa satisfação recebemos a confirmação de presença do confrade Múcio Procópio no Cariri Cangaço 2011 com a Conferência "A História da Música Nordestina", incluindo as figuras de João Pernambuco, Catulo da Paixão Cearense, o Grupo Caxangá, Os Turunas da Maluriceia e os Turunas Pernambucanos, Jararaca e Ratinho, Augusto Calheiros, Luiz Gonzaga, Luiz Vieira, Jackson do Pandeiro, Sivuca, Trio Nordestino e Flávio José entre outros.
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Manuel Marcelino, o Bom de Veras. Parte I - Por:Antônio Morais

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Manuel Marcelino, o Bom de Veras, o homem a quem Lampião temeu. Hoje, divulgamos palpitante entrevista sobre um dos mais temíveis componentes do celebre grupo de Lampião: Manuel Marcelino - O Bom de Veras. O nosso entrevistado é o agricultor António Taveira, residente na cidade pernambucana de Sitio dos Moreira. Na linguagem simples de homem da roça, habituado as agrurias da vida, incapaz de recuar diante das mil dificuldades que lhe surgem no dia-a-dia penoso do sertão, Antonio Taveira falou a Revista Região. Com seus 76 anos, natural da cidade cearense de Barbalha, Taveira, durante duas horas, conversou com o reporter. Estavamos na Casa Paroquial da pequenina cidade de Sitio dos Moreiras, ao lado deste formidavel e integro Mons. João Cancio, atraves do qual conhecemos o nosso entrevistado. 

A pergunta inicial foi formulada pelo proprio Mons. Cancio: Seu Antonio, por que Manuel Marcelino entrou nessa vida de cangaceiro? 
A: Tudo começou por causa de uma simples faca que o velho Ioiô Peixoto mandou tomar de João Marcelino, irmão de Manuel. Nesse tempo, o velho Ioiô era delegado de policia de Caririzinho, hoje distrito de Sitio dos Moreira. Joao Marcelino, cujo nome de guerra, na epoca do cangaço, era João Vinte e Dois, estava jogando baralho com alguns amigos. Como é comum no sertão, João trazia a cintura uma faca, dessas fabricadas na Paraiba. Uma excelente faca. Ze Benedito, preposto do delegado, a mando deste, foi desarmar João Marcelino. A arma foi entregue sob protesto deste: O que, Zé Benedito, eu entregar minha faca? Isso não. É melhor entregar. Voce sabe: A policia não pode ficar desmoralizada. Com a aproximação do Delegado e de seus soldados, a faca foi entregue a autoridade. Mais tarde, João Marcelino, julgando-se desmoralizado, procurou o delegado Ioiô, com quem manteve o seguinte dialogo:

Bem, Ioiô, pode ficar com a faca e fazer dela o que quiser. Não me interessa mais recebe-la. Já fui desmoralizado. Deixe de conversa mole. Voce é pagão. Converse pouco. Livra de apanhar. Apanhar? Sim. Voce sabe que tenho autoridade. Está bem. Mas voce vai ver. A conversa encerrou aí. João Marcelino dirige-se imediatamente a casa do Velho Daozinho Lopes, com quem trocou duas novilhas por um rifle papo-amarelo.Atendendo a uma pergunta do reporter, Antonio Taveira esclareceu que os Marcelinos eram filhos de Antonio Marcelino e Dona Nenen. Toda Familia ali morava na propriedade de nome Olho Dagua, a eles pertencente. 


Manuel Marcelino, o Bom de Veras, era vaqueiro de João Coelho no minadouro. É Taveira quem fala, retomando o fio da narração: Cedinho ainda, na Fazenda Minadouro, tipo alto, alourado e robusto, celava o cavalo para as costumeiras andanças pelo campo, no trato do gado. Com a aproximação inesperada do irmão, perguntou: O que houve, João? Voce por aqui tão cedo? Fui desmoralizado pelo o velho Ioiô. Contou toda historia da faca, no fim da qual o irmão pergunta indignado: Mas o velho Ioiô fez isso com voce? Realmente estamos desmoralizados, mas, nós vinga. A seguir retirou a sela e amarrou o animal num mourão. A decisão era irreversivel. Bom de Veras, em companhia do irmão foi a casa do Dino, agricultor residente nas proximidades, a quem comprou um rifle papo-amarelo e muita munição. Colocou a cartucheira à cintura e, em seguida, deu tres pulos mortais, um para frente, outro para traz e um terceiro para o lado, Isto ele costumava fazer para divertir o povo nas festas do Padroeiro. Finda a acrobacia, exclamou Bom de Veras: Fui vaqueiro... Agora sou cangaceiro. Penetrando numa vereda, desapareceu junto com o irmão. Durante oito dias ninguem teve noticias deles.

Certa noite, conta Taveira - "estando na minha casa, ouvi barulhos nas proximidades. A criação, assustada, denunciava algo de anormal. Saí. Eram os irmãos Marcelino. Ao ver-me, Manuel perguntou pelo velho Ioiô. Respondi-lhe que estava na rua. Sairam. Minutos depois, ouvi tiros. Disse para minha mulher maria: Os meninos estão matando o velho Ioiô. Desta feita, entretanto, não mataram o Delegado: deram-lhe a maior surra da paroquia. Cheio de escoreações, o velho IoIô foi curtir em casa a grande surra dos Marcelino. Passado o efeito daquele episodio, Ioiô Peixoto, contratou um pistoleiro. Negro forte e perverso, de nome Felizardo, passou a ser o mais comentado protetor do Delegado de Caririzinho. Quando tomava seus pileques, era verdadeira onça, a ponto de arrancar, com as unhas, carne do proprio rosto, num sadismo assustador e repugnante. Era uma fera esse Felizardo.

Continua...

Andanças e Lembranças.
Antônio Morais
postado no blog do Sanharol
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Cangaceiros de Paulo Afonso

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A primeira vez que encontramos com este grupo de cangaceiros foi na cidade de Serra Talhada. Acontecia o grande Festival de Xaxado dos "Cabras de Lampião", foi quando entre um grupo e outro nos apareceu algo totalmente inusitado; no lugar de jovens artistas, meninas com corpos bem torneados, coreografias rebuscadas... vieram os irreverentes e extremamente diferentes, Cangaceiros de Paulo Afonso.


O figurino com certeza era o mesmo; os apretechos, assessórios, armamento, cartucheiras...mas o jeitão dos Cangaceiros de Paulo Afonso não pode ser comparado a nada que já houvesse visto, a irreverencia dos passos, das músicas, da perfeita harmonia de sentimentos de seus componentes é algo inigualável, a partir daquele dia o grupo havia ganho mais um fã.

Os cangaceiros de Paulo Afonso é um grupo cultural que existe há mais de 50 anos na cidade de Paulo Afonso. Levando muita cultura e história ao conhecimento das pessoas, "Os Cangaceiros" travam batalhas com as volantes que vivem no encalce de Lampião e seus cangaceiros. A história de Virgulino Ferreira é contada pelo grupo de forma concreta e extrovertida.

Guilherme Luiz dos Santos, o grande fundador dos "Cangaceiros de Paulo Afonso"

"Maria Bonita, Arvoredo e Dadá"

Sargento Filho, ferrenho caçador de cangaceiro

Pois é, esse é o grupo tradicional Cangaceiros de Paulo Afonso que vem animando, divertindo e encantando todo o nordeste por onde tem passado. Dessa forma prestamos nossa homenagem a esse simpático e aguerrido grupo folclorico da terra de Maria Déa, e de quebra ainda abraçamos a todos os amigos da ilha mais acolhedora do Brasil; João de Sousa, Galdino, Gilmar, Voldi, Janio, Luiz Alberto, Rubinho e tantos outros...

Para conhecer mais de perto o maravilhoso grupo, visite:
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A Sedição traz Padre Cícero de volta a Juazeiro

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As filmagens da minissérie Sedição de Juazeiro, chegam a Meca Nordestina. Durante toda a semana a equipe de produção, atores e figurantes estiveram participando das últimas tomadas na região do Cariri. As filmagens acontecem ainda nas cidades de Crato, Barbalha, Lavras da Mangabeira e Quixeramobim. De acordo com os produtores executivos da Minissérie, no final de julho teremos a estréia da tão aguardada Sedição de Juazeiro.

Elenco em Juazeiro do Norte

Um dos momentos marcantes da passagem das filmagens pela "terra mãe", foi sem dúvidas a presença do ator cearense Ari Sherlok, 81 anos, que vive o personagem de Padre Cícero na mini-série. Na missa tradicional de semana santa, na Matriz de Nossa Senhora das Dores, um dos pontos mais visitados da "fé romeira". A equipe chegou cedo para os preparativos das tomadas e a multidão presente à missa se encantou com a presença dos atores e principalmente do "santo padre".

"Podia-se perceber nitidamente a emoção da nação romeira com a presença do Ari Sherlok, interpretando Padre Cícero, haviam alguns que vinham com olhos brilhando e chegavam a pedia as bençãos ao Ari, foi sensacional" , nos confirma o co-produtor da minissérie, Aderbal Nogueira.

A minissérie "Sedição de Juazeiro" conta o embate entre as forças do governo de Franco Rabelo (Presidente da Provínicia do Ceará) e as forças ligadas a Padre Cícero e Floro Bartolomeu, no início do século XX, na famosa guerra de 1914.

Nos próximos dias estaremos trazendo a esse blog do Cariri Cangaço imagens e um pouco dos bastidores da Sedição, com momentos em Crato e Barbalha.

Para saber tudo sobre essa grande produção da televisão cearense, visite:
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