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Cariri Cangaço Presta Homenagem a Portugal e à Revolução dos Cravos

Djalma Pinto, Dra Neuma, Carlos Beato, Jorge de Sá e Manoel Severo

A Noite desta última segunda-feira, dia 04 de Dezembro,  marcou mais um importante momento na construção do grande e ousado empreendimento que será o Cariri Cangaço Lisboa, a travessia de nosso projeto além mar, chegando a Península Ibérica, mas precisamente em Portugal. O casal, Dr Djalma Pinto e Dra Neuma receberam em sua residencia em Fortaleza, o Professor Jorge de Sá da ULISBOA  e Doutor Carlos Beato da Associação 25 de Abril, da capital portuguesa.


 Djalma Pinto, anfitrião do jantar recepção
 Manoel Severo e Djalma Pinto

O jantar de recepção às destacadas personalidades do país irmão reuniu vários convidados e marcou a entrega do Diploma de Amigo do Cariri Cangaço ao Doutor Carlos Vicente de Morais Beato, militar destacado; combatente da Revolução dos Cravos; ex-prefeito da cidade portuguesa de Grândola, ex-deputado federal e vogal do Conselho das Ordens Nacionais. 

Na programação do jantar o curador do Cariri Cangaço fez uma apresentação da temática; origem, desenvolvimento e repercussões do cangaço até os dias atuais como também apresentou os principais números do Cariri Cangaço, além do Projeto Ousado de "Além Mar" que deverá se consolidar entre os anos de 2018 e 2019.


 Manoel Severo e a homenagem a Carlos Beato 
Carlos Beato recebe o Título de "Amigo do Cariri Cangaço" das mãos de Djalma Pinto, Dra Neuma, Professor Jorge de Sá e Manoel Severo.

"Foi uma honra em nome do Cariri Cangaço prestar a homenagem na noite de hoje a uma personalidade da estatura moral e história como o doutor Carlos Beato, com toda sua espetacular trajetória de vida. Hoje testemunhamos um pouco do sentimento daqueles homens que ainda na década de 70, mas precisamente em abril de 1974 se levantaram para restituir a paz social e a liberdade do povo português" revela Manoel Severo.

Para o advogado Djalma Pinto, anfitrião e promotor do jantar:"Realmente uma noite ímpar, todos somos privilegiados em receber em nosso solo os excelentíssimos doutores, Jorge de Sá e Carlos Beato e a homenagem do Cariri Cangaço através de nosso amigo Manoel Severo retrata todo nosso respeito e admiração". Já o empresário cearense Marciano Girão pontua:"A noite de hoje começa a consolidar por todas as conversas que tivemos com nossos convidados de Portugal, a presença certa do Cariri Cangaço em terra portuguesas". 

Carlos Beato e Revolução dos Cravos...

"Era 24 de abril de 1974 e Portugal definhava sob uma ditadura que durava mais de 50 anos. Naquela manhã, no quartel da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, 70 quilômetros ao norte de Lisboa, o capitão José Salgueiro Maia encontrou o tenente-substituto Carlos Beato (então com 27 anos) e disse a ele, em segredo: — Rapaz Beato, é esta noite.

O que aconteceria naquela noite foi um levante organizado por um grupo de capitães e jovens oficiais portugueses com o objetivo de derrubar a ditadura de Marcelo Caetano, instaurar a democracia em Portugal e acabar com uma guerra colonial em Angola e Moçambique completamente impossível de vencer do ponto de vista militar. “E eu, claro, quando ouvi o capitão Maia me dizendo que tudo ia acontecer e que seria naquele dia, senti um calafrio que me congelou. Você pode imaginar: uma coisa é conspirar e outra diferente é saber que tudo vai começar em horas”, diz Beato, de 67 anos.


 Carlos Beato e as lembranças fortes do 25 de Abril de 1974

Há uma foto famosa, reproduzida em inúmeros textos, brochuras e cartazes e que se tornou um ícone histórico, que mostra o capitão Salgueiro Maia, considerado o herói da Revolução dos Cravos, falecido em 1992, com o fuzil de assalto em suas costas, olhando para frente. Ao lado há um soldado com capacete e bigode, com a gola abotoada até em cima olhando para o seu mestre com uma aparência assustada(foto acima).“Claro que eu estava um pouco assustado. Foram os momentos decisivos: quando estávamos esperando que Marcelo Caetano se rendesse, por volta das quatro da tarde do dia 25 de abril. Um helicóptero de artilharia voava sobre nós e a qualquer momento podia disparar fogo e armá-la. O ditador estava trancado na sede do quartel general da polícia do Largo do Carmo, protegido por soldados leais, e, do lado de fora, o povo, junto com a gente, que queria entrar e fazer justiça com as próprias mãos”, acrescenta. Beato, vestido de terno e gravata, afável, simpático, sorri hoje ao lembrar a quinta-feira nublada que parecia não acabar, mas que mudou a vida inteira de Portugal com uma revolução sem derramamento de sangue. Tudo havia começado à meia-noite: no gabinete do quartel de Santarém de Maia, os oficiais envolvidos no golpe estavam esperando o sinal: naquela hora deveria tocar na Rádio Renascença a música Grândola, Vila Morena, de José Afonso. A transmissão, em uma época sem telefones celulares, significava que o plano prosseguiria em todos os quartéis do país. Não tocar a música significava que algo tinha dado errado. Beato, emocionado, nervoso, se levanta para continuar contando a história 40 anos depois: “E lá estávamos, esperando que a música tocasse, com os mapas de Lisboa na mesa do capitão. Chegou a meia-noite e nada. E a meia-noite e dez, e nada. Eu já estava enrolando os mapas, porque parecia que não tocaria quando, logo depois de meia-noite e quinze, começamos a ouvir a canção. E naquele momento pensei: não tem mais volta”.






UMA REVOLUÇÃO EM 24 HORAS


  • Em 24 de abril de 1974, um grupo de militares, o Movimento das Forças Armadas (MFA), liderado por Otelo Saraiva de Carvalho, instala em segredo um posto de comando no quartel da Pontinha, em Lisboa. Às 22h55 é transmitida a canção E depois do Adeus, de Paulo de Carvalho, na rádio Emissores Associados de Lisboa.
  • O segundo sinal combinado para começar a revolução, Grândola, Vila Morena, de José Afonso, uma canção proibida pelo regime, é transmitida pela Rádio Renascença à 0h25 do dia 25 de abril. A partir da uma hora da madrugada, os quartéis das principais cidades do país (Porto, Santarém, Braga, Faro) se juntam ao MFA, fecham o espaço aéreo e tomam portos e aeroportos. Ao amanhecer, o Governo perdeu o controle de quase todo o país.
  • O primeiro-ministro Marcelo Caetano se rende aos rebeldes às 17h45. Apesar disso, a polícia política PIDE mata a tiros quatro manifestantes civis às 20h00.
  • À 1h00 do dia 26 de abril, a televisão e rádio públicos apresentam as autoridades do MFA.
Djalma Pinto, Dra Neuma, Carlos Beato, Jorge de Sá e Manoel Severo
 Carlos Beato, Jorge de Sá e Manoel Severo
"Não tenho outra palavra para definir meu sentimento na noite de hoje a não ser meu muito obrigado, obrigado, obrigado, sei não ser merecedor dessa honraria, mas me encontro inteiramente honrado e feliz" revela um emocionado Carlos Beato. 
 Cariri Cangaço na festa de recepção à comitiva de Portugal
 Jorge de Sá, Manoel Severo, Carlos Beato e Marciano Girão
 Amaro Pena
 Dr. Adriano e Manoel Severo
Ingrid Rebouças e Amaro Pena

O jantar recepção ao grupo português na residência do casal Djalma Pinto e Neuma, marcou o fortalecimento dos laços entre o Cariri Cangaço e os convidados especiais; tanto o professor doutor Jorge de Sá, da ULisboa e o doutor Carlos Beato da Associação 25 de Abril, oportunidade que cumpriu mais uma importante agenda na direção da realização do Cariri Cangaço Lisboa. "Saímos dessa noite com a certeza de que estamos mais próximos de nossa ousada empreitada. Vamos formatar o Projeto como um todo e estamos vendo já a possibilidade de uma viagem de trabalho a Portugal para apresenta-lo junto a ULisboa e a Associação 25 de Abril, como sempre digo: Não paramos nunca !!!" Completa Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço .   

Recepção a Carlos Beato e Jorge de Sá
Residencia Djalma Pinto, Fortaleza
04 de dezembro de 2017

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