Morre Geraldo Aguiar.

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Lili e Geraldo Aguiar no Cariri Cangaço 2009

Recebemos neste momento, do confrade Paulo Gastão, a informação do falecimento do companheiro Geraldo Aguiar, autor de "Lampião o Invencível"; com a versão da sobre-vida do Rei do Cangaço; o Lampião de Buritis.

Dona Ednir, esposa de Geraldo, informou que o falecimento se deu semana passada e que o sepultamento aconteceu na última quinta-feira. Geraldo Aguiar esteve conosco na primeira edição do Cariri Cangaço, quando fez o lançamento de seu livro. Gostaríamos de nos unir às orações da família e nos solidarizar com dona Ednir. 

Manoel Severo
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Barro, o mais novo anfitrião do Cariri Cangaço.

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Manoel Severo, Prefeito José Marquinélio e Sousa Neto 

O município do Barro, terra do poderoso major José Inácio de Sousa, é o mais novo anfitrião do Cariri Cangaço 2011. Em almoço de trabalho realizado nesta última quinta-feira, reunindo o Curador do Cariri Cangaço e autoridades do município, foi assinado o Termo de Adesão de Barro, pelo prefeito, José Marquinelio Tavares. Ao almoço estiveram presentes representantes do Grupo Gestor do Cariri Cangaço, da Câmara Municipal e da Prefeitura do município.

Prefeito José Marquinélio assina Termo de Adesão ao Cariri Cangaço 

Para o prefeito José Marquinélio "é uma grande satisfação receber um evento qualificado como o Cariri Cangaço, nos sentimos honrados em fazer parte", para o pesquisador Sousa Neto "Barro não poderia ficar fora do Cariri Cangaço, pois aqui é o berço de uma das mais significativas sagas desse fenômeno que é o Cangaço, com a ação do major Zé Inácio, além de Luiz Padre e Sinhô Pereira. Para nós de Barro é uma grande honra receber o evento em 2011".

 Sousa Neto, Justino Feitosa, Vereador Elionilton Feitosa, Bosco André, Prefeito Marquinélio, Manoel Severo, Vereadores Vicente Alexandre e Eurandir Sinésio

Já Manoel Severo, curador do evento ressaltou: "a chegada de Barro só veio enriquecer o Cariri Cangaço. A dedicação de nosso amigo Sousa Neto, a grande sensibilidade e visão administrativa de nosso prefeito José Marquinélio, o apoio da Câmara Municipal e a riqueza cultural e histórica que representa o Barro, são a certeza de mais um grande momento em nosso Cariri Cangaço, agora é só aguardar para conhecermos mais de perto nosso mais novo anfitrião, que junto com Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha e Aurora, estarão prontos para acolher da melhor maneira possível a toda família Cariri Cangaço".

Produção Cariri Cangaço
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Aqui tudo começou...

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Casa das André, primeira casa do Barro

É na praça da Matriz de Santo Antônio, bem no centro da cidade, onde vamos encontrar a primeira casa do município do Barro. Construida pelo fundador da cidade, Pedro Rodrigues Santos, depois veio a pertencer a famíla André, uma das mais tradicionais do município; quando  passou a ser conhecida por "Casa das André".

 
Bosco André, Sousa Neto e o testemunho do fogo de Zeca André

 
A beleza da estrutura interna da casa das André

Foi ali o cenário de uma das passagens marcantes dos tempos do "bacamarte" quando a residência ocupada por Zeca André foi cercada por soldados do lugar, que travaram grande tiroteio que ainda hoje mantém suas marcar visíveis e fortes na janela principal.


Moacir Gonzaga, Manoel Severo, Walter Tavares e Bosco André 

Sob o busto de Padre Tiburcio, se encontram os restos mortais de dona Chiquinha Pereira

A casa das André, primeira edificação do Barro, fica bem em frente a Matriz da cidade, onde se localizava o antigo patamar da capelinha do Barro, local onde se encontram sepultados os restos mortais de Dona Chiquinha Pereira, mãe de Luiz Padre e tia de Sebastião Pereira. Hoje no local do antigo patamar se encontra o monumento com o busto do Reverendíssimo padre Tiburcio Granjeiro.

A Casa das André e o Antigo Patamar onde se encontra sepultada dona Chiquinha, farão parte das Visitas Técnicas do Cariri Cangaço, em Barro.

Produção Cariri Cangaço 
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O Canto do Acauã de Marilourdes Ferraz

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A Escritora Marilourdes Ferraz, filha do famoso Cel. Manoel Flor, Nazareno e grande perseguidor de Lampião, estará lançando neste próximo dia 26 de maio, às 18:30 H no Memorial da Medicina em Recife - PE, a terceira  edição de sua monumental obra:

" O Canto do Acauã"

Esta terceira edição virá com aprosimadamente 660 páginas, informações e fotos inéditas, o prçeo estará em torno de R$ 70,00 . Informações enviadas pelos amigos: Ivanildo Silveira e Paulo Britto.
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Chico Chicote com Napoleão Tavares Neves Por:Manoel Severo

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Manoel Severo e Napoleão Tavares Neves na última quinta-feira em Barbalha
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Em nossa visita ao Cariri; nesta última semana; tivemos uma importante confirmação que nos encheu de satisfação e honra, além de proporcionar ao bom público e convidados do Cariri Cangaço 2011, uma das mais esperadas Conferências do evento.

Por ocasião da ida ao município de Porteiras, teremos a visita a fazenda Guaribas, do famoso coronel Chico Chicote, cenário marcante do grande cerco e "Fogo das Guaribas", onde depois de 32 horas de fogo cerrado, mais de 100 homens do tenente José Gonçalves Bezerra, juntamente com as volantes de Arlindo Rocha e Manoel Neto, acabaram por matar o grande coronel das Porteiras e Brejo Santo, da família Lucena: Chico Chicote.

Aqui, uma das "testemunhas..ou vitima"...do fogo das Guaribas

Chico Chicote tinha a seu lado apenas a família e a ajuda de 5 capatazes,  acabou tombando depois do forte e desleal cerco  movido por Zé Bezerra. Ao final tombariam mortos, 25 soldados entre cearenses, paraibanos e pernambucanos. Até na derradeira hora, Chico Chicote escreveria com valentia e coragem a história dessa terra e dessa gente. Tudo isso e muito mais para todos que nos visitarem quando setembro chegar.

Parabens aos participantes do Cariri Cangaço e muito obrigado ao Mestre Napoleão pelo grande presente. Que venha o Cariri Cangaço 2011.

Manoel Severo
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Missão Velha o Portal do Cariri Cangaço

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Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Prefeito Washington Fechine
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O Portal do Cariri, também é um dos principais anfitriões do Cariri Cangaço 2011. Em seguidas reuniões ocorridas por toda a semana, o Grupo Gestor do Cariri Cangaço fechou as parcerias e a programação do evento no município de Missão Velha. Pela terceira vez consecutiva a terra do poderoso Cel. Santana e Izaias Arruda, receberá o Cariri Cangaço em noite solene do dia 23 de setembro.

Ilze, Rodrigo, Bosco André e Secretário Antônio Carlos

O primeiro encontro reuniu representantes da Prefeitura Municipal de Missão Velha. Com a presença do secretário de comunicação, Antônio Carlos Oliveira; representando o senhor Prefeito Washington Fechine; e sua equipe, foram definidos os últimos detalhes da presença do Cariri Cangaço em Missão Velha. Para o curador do evento, Manoel Severo "Missão Velha é um parceiro de primeira ordem, vital companheiro de realização do Cariri Cangaço e estamos muito felizes por mais esta confirmação, agora é trabalhar e procurar construir um grande evento para todos os que nos visitam e principalmente para os amigos do município."

Presidente da Câmara Breno Lucena e Manoel Severo

Um segundo encontro marcou  o local de realização das Conferências em Missão Velha. No gabinete da Presidência da Câmara Municipal, ficou acertado o plenário daquela Casa Legislativa como palco da noite solene Cariri Cangaço em Missão Velha. A reunião aconteceu com o presidente da casa, vereador Breno Lucena; para o Conselheiro do Cariri Cangaço, Bosco André " a Câmara de Missão Velha à exemplo do ano passado não poderia de forma nenhuma, ficar fora deste grande evento, é agradecer ao presidente Breno Lucena e a todos os vereadores que nos acolhem neste momento de festa da cultura e história de nosso cariri."

Estúdios da Rádio Transcariri

Além dos encontros com representantes do poder público, o Cariri Cangaço ainda participou de programa na rádio Transcariris, de Missão Velha, com o jornalista e radialista Gilberto Rocha. por meia hora os ouvintes da Rádio puderam conhecer mais de perto a estrutura do evento e um pouco de sua programação para o ano de 2011.

Produção Cariri Cangaço
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Tenente Pompeu e a Morte de Virgínio Por:Aderbal Nogueira

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Companheiros de Cariri Cangaço,

Segue um trecho importante que gravei com meu amigo Ten. Pompeu Aristides de Moura, em 1996. Vejam que coisa: Estava eu batendo, literalmente, de porta em porta em um bairro meio antigo de Arcoverde- Pernambuco, tentando encontrar alguém da época do cangaço, quando vi um senhor de aproximadamente 90 anos em um portão e, ao interpelá-lo ele me disse que não era dali, era de São Paulo. Nessa mesma hora uma criança passava correndo na calçada e ouviu a conversa, voltou correndo e disse - " meu avô brigou com Lampião e ele mora bem ali". Pois bem, era o Ten. Pompeu, uma pessoa maravilhosa, de quem fiquei amigo e admirador. 


Nessa época não pertencia à SBEC e nem conhecia o monossilábico amigo Paulo Gastão, a quem tempos depois levei para conhecer o Ten.Pompeu. Nesse primeiro contato gravei aproximadamente 8 horas com ele e um dos fatos é esse que envio a vocês - "A morte de Virgínio e uma perseguição ao bando em Serrinha do Catimbau".

Quase uma década depois, ciceroneado pelo amigo Vilela; que apesar do tênis VERMELHO e do bornal COLORIDÍSSIMO; é um cabra arretado de quem eu tenho orgulho de ser amigo, desses que a gente guarda do lado esquerdo do peito, nos guiou por Serrinha do Catimbau onde pude gravar os outros dois depoimentos das senhoras Josefa e Maria do Carmo, que foram testemunhas oculares do ataque de Lampião àquela localidade e na qual o Ten.Pompeu veio em perseguição ao bando. Espero que gostem do vídeo.

Aderbal Nogueira
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O Olhar de Wilson Bernardo

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Um dos mais sensíveis olhares de nosso Cariri do Brasil é sem dúvidas, o do querido amigo WB, quer dizer, Wilson Bernardo. Esse espetacular artista de Crato, tem o dom de conseguir mostrar para o planeta o que poucos olhos conseguem perceber.

Aqui, dois dos maiores cartões postais de nosso Crato; a magnífica Chapada do Araripe e as Torres da Matriz de Nossa Senhora da Penha; simplesmente sensacional, sob o olhar diferenciado do grande Wilson Bernardo. Se você já conhecia essa grande personalidade, parabens! Se não conhece, não se preocupe pois teremos muito mais de Wilson Bernardo, quando setembro chegar, no Cariri do Brasil, no cariri do Ceará. Então que venha o Cariri Cangaço 2011 !

Manoel Severo
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Cinco Vaqueiros da História Por:João de Sousa

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Olhar para essa foto, que foi publicada recentemente no Jornal Folha Sertaneja, fotografia realizada em Canindé do São Francisco, Sergipe, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita, traz uma certa recordação do amigos que aqui abrilhantaram o evento.

Ela se torna enigmática por alguns aspectos claros, visíveis: Paulo Gastão com a boca fechada, João de Sousa Lima entre dois homens, Vilela contrastando seu chapeu de couro com uma suspeita fechada de perna, Alcino com uma sandália de couro e Severo olhando para o infinito e sua teimosa câmera fixa para o chão. Quem conhece as figuras sabe do que estou falando.

Brincadeiras à parte, desejo saúde e paz aos amigos. Abraços.

João de Sousa Lima
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E que venha o Cariri Cangaço 2011 Por:Manoel Severo

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Nem só de violência vive o Cangaço...
Arte de Fábio Eduardo

Vivemos um  novo tempo, a meu ver um momento extremamente própício para criarmos o verdadeiro sentimento de cooperação entre todos aqueles que se entregam de corpo e alma à pesquisa e ao estudo de nossa cultura, história, folclore, raízes. Em passado recente nos surpreendíamos com os antagônicos não conseguindo conviver sob o mesmo "guarda-chuva"; hoje percebo com muita clareza que existe uma nova consciência que move a todos na direção do convívio harmônico e construtivo, primordialmente no universo daqueles que pesquisam o fenômeno do Cangaço.

Detentores únicos e absolutos da verdade, estão fadados a ficar parados no tempo. A história como a vida, apesar de acontecer em um dado espaço temporal e espacial, é dinâmica, daí permitir vários olhares, várias interpretações, vários caminhos, muitas vezes movidos por sentimentos antagônicos... como não perceber isso? Verdades absolutas e aparentes se confundem, mas e o fato histórico? O fato histórico por si só se justifica; e tudo isso já bastaria! O resto fica muitas vezes por conta de nossa conveniencia, nossas convicções... nossa vaidade.

Grandes vaqueiros da história, parabéns por estarem percebendo esse novo momento, por estarem juntos construindo essa nova era. Humildemente estaremos juntos, e que venha o Cariri Cangaço 2011.

Manoel Severo
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Uma tragédia acontecera, outra estaria por chegar Por:Alcino Costa

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Não bastou um só tiro para tirar a vida do coronel. Ao ser baleado o velho  coronel Joaquim Wolney despencou do cavalo. Estava lúcido. Seus olhos brilhavam. Os militares assassinos não perderam tempo. Puxaram seus punhais e deram-lhe quatorze punhaladas. A voz do patriarca cala de repente. O coronel Joaquim Wolney estava morto. O saque é feito. Em um dos bolsos do gibão é encontrada a vultosa quantia de 30 contos de réis. A volante sanguinária retorna. Carregam numa rede os corpos dos dois cadáveres. E, segundo registros contidos no livro de Nertan Macedo, Abílio Wolney, pagina 45, prendem um irmão (Wolney Filho) e um sobrinho, ainda menor de idade (Oscar Wolney Leal), e ainda Voltaire Ayres Cavalcante.Todos os que fizeram parte daquela macabra missão foram assassinos. Porém, a história registra como verdadeiros matadores o cabo Justiniano Ferraz e o anspeçada Marcelino Néri que foram posteriormente assassinados. Uma tragédia acontecera. Outra estaria por chegar.

Abílio consegue fugir. É tenazmente perseguido. Homizia-se na Bahia. Ali têm muitos e influentes amigos. Solicita ajuda de dois poderosos chefes de jagunços, Roberto Dourado e Abílio Araújo. É formado, então, um exército de jagunços. Marcham sobre o Duro. É a hora da desforra e da vingança. A morte do velho Wolney não ficaria sem uma dura resposta. O juiz Calmon é esperto e treiteiro. Sabe o que lhe espera. Termina o processo e deixa a povoação. As informações que chegam ao Duro são estarrecedoras. Amedrontados, os policiais procuram meios para intimidar os agressores que já se encontram no Buracão. Os Abílio (Wolney e Araújo) e Roberto Dourado estão de bote armado. O Duro será inevitavelmente invadido e os militares trucidados. A desgraça ronda o lugarejo. Um rio de sangue irá correr.Os do governo, acovardados e impotentes, tomam uma estarrecedora e tenebrosa providência. Aprisionar e amarrar num tronco (antigo objeto de tortura usado pelos senhores das senzalas contra os escravos) o major João Batista Leal (Janjão), cunhado de Abílio Wolney; o capitão Benedito Pinto de Cerqueira Póvoa, seu filho João Pinto Póvoa (Joca); o capitão João Rodrigues de Santana e seu filho Salvador; ainda Wolney Filho, irmão de Abílio que estudava no Rio de Janeiro.

Capela das Missões, aqui tudo começou.

 

O tronco estava fincado no sobrado onde a polícia havia se aquartelado. Num quarto, no mesmo casarão, estavam presos Messias Camelo, sobrinho de Benedito Póvoa; Nilo Rodrigues de Santana e Nazário Bomfim, filho-agregado de João Rodrigues.Apenas sete pessoas podiam ficar aprisionadas no tronco, motivo pelo qual o capitão Benedito Póvoa foi substituído daquele instrumento de tortura por Messias Camelo Rocha.O terror dominara por completo aquele triste lugar. O desespero destroçava até os mais negros corações. Dona Ana Custódia, irmã de Abílio e de Wolnei, esposa do capitão João Batista e mãe do jovem Oscar; está em estado de choque. Enlouquecida de tanto sofrimento e agonia, monta num cavalo e corre, aflita, para o Buracão. Seu irmão terá que salvar os seus entes queridos da medonha morte que os espera. Dona Ana não tem êxito em seu aflitivo pedido. O irmão não pode decidir sozinho. Agora tudo terá que passar pelo crivo dos outros dois chefes. Abílio Araújo e Roberto Dourado se negam em mudar os planos de ataque. Agoniada, a mãe e esposa se revoltam com o irmão, e num gesto de supremo sofrimento, puxa um revolver que trazia escondido na saia e aponta-o para o corpo do mano. Rápidos, os jagunços agarram-na, impedindo-a do gesto extremo.

O desfecho que ocasiou o famoso Massacre do Tronco, na postagem abaixo...

Alcino Alves Costa
O Decano, Caipira de Poço Redondo
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A Chacina dos Nove Por:Alcino Costa

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Chega o dia do ataque: 16 de janeiro de 1919. A jagunçada estar entusiasmada e sedenta, louca e faminta. O que mais deseja é matar, ver a terra empapada de sangue, saquear e roubar o que for encontrado pela frente. Roberto Dourado avança pela pracinha. Está indo para o sobrado. A sua intenção é libertar os prisioneiros e os que estão amarrados no tronco. Duas feras da polícia goiana vigiam os detentos, são eles o cabo José Lourenço d’Abadia e o soldado Pedro Francisco da Cruz que diante do ataque iminente dos jagunços se preparam para fuzilar os presos, no que é impedido pelo alferes Ulisses. E a jagunçada ataca ferozmente. Debocham da soldadesca. Chamam os do governo para a luta como se os mesmos fossem pintinhos. O que se escuta é o piu, piu, piu, atemorizante dos capangas, convidando os militares para o medonho e encarniçado corpo a corpo.


Família Wolney:

1. Wolney Filho (morreu em 1919 na chacina dos nove era um dos reféns);
2. Josefa (Nenzinha) esposa de Abílio Wolney;
3. Cel. Joaquim Ayres Cavalcante Wolney (morreu na véspera da chacina);
4. Maria Jovita (mariazinha) esposa do cel. Joaquim Ayres Cavalcante Wolney;
5. Ana Custódia Leal Wolney esposa de Janjão, irmã de Abílio e Wolney Filho;
6. Janjão (morreu no tronco em 1919 na chacina dos nove era um dos reféns);
7. Edmundo (filho de Janjão e Ana Custódia);
8. Oscarzinho (filho de Janjão e Ana Custódia, morreu no tronco );
9. Mireta esposa de João Correia de Mello;
10. Jaime (filho de Abílio Wolney)
11. Diana Póvoa;
12. Palmira;
13. Diana Wolney;
14. Josélia e
15. Wolney Neto (filho de Janjão e Ana Custódia).

O nunca imaginado acontece. São três horas da tarde. A tropa está perdida. A fúria dos jagunços é incontrolável. Então, o alferes Ulisses dá uma inacreditável e medonha ordem. Executar os que estão presos no tronco. Os sanguinários José Lourenço d’Abadia e Pedro Francisco da Cruz são os executores da macabra sentença. Entram no quarto onde está o objeto de suplício e o massacre é indescritível. Cada um dos prisioneiros recebe tiros na cabeça, no coração e na barriga. Ainda era pouco, são sangrados de faca e baioneta. 

O filho de Dona Ana Custódia (Oscar Wolney) que estava preso em um dos quartos do sobrado foi executado pelo alferes Catulino. Consumada a grande tragédia os militares correram. A debandada foi geral. Alguns, na ânsia de salvar-se da sanha assassina dos invasores, se vestem de mulher e fogem mataria adentro. Correm. Correm. Pulam cercas e valados. Desaparecem nas brenhas. Na terra ensangüentada da pracinha do Duro ficaram os corpos mutilados e sem vida de João Rodrigues de Santana, Salvador Rodrigues de Santana, Nilo Rodrigues de Santana, Nazário Bomfim, Benedito Pinto de Cerqueira Póvoa, seu filho João Pinto Póvoa (Joca), Messias Camelo Rocha, João Batista Leal (Janjão) e Wolney Filho.A tragédia do Duro é uma das maiores do Brasil.

O sangue de seus mártires que ali pereceram serviram de adubo para a criação desta comovedora história. No local da chacina foi construída uma humilde casa de oração. O povo dos Gerais. Os moradores do Duro. Os familiares e os patrícios chamavam aquele sagrado lugar de “Capelinha dos nove”.A história sangrenta do Duro nasceu da força, poder e valentia dos coronéis. Do arbítrio, arrogância e brutalidade de militares sanguinolentos e de uma justiça capenga e mal intencionada. Também da barbárie de ferozes jagunços que não temiam os perigos e brincavam com a morte e do sangue e martírio de seres humanos que viviam a mercê de tantos desmandos e injustiças de um Brasil sem lei.


Alcino Alves da Costa
O Decano; Caipira de Poço Redondo
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