Piranhas

Abertura de Homenagens no Cariri Cangaço Piranhas 2016

 Manoel Severo curador do Cariri Cangaço

Uma noite solene de muitas homenagens marcou a abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2016. Com o auditório do Centro Cultural Miguel Arcanjo, no centro histórico de Piranhas totalmente lotado, a noite teve inicio com a Sessão Solene Extraordinária da Câmara Municipal de Piranhas, tendo a frente o senhor , presidente da Câmara Municipal, quando foi outorgado em clima de reconhecimento e festa; ao curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Gurgel Barbosa, o Título de Cidadão Piranhense.

O título propositura do vereador José Cláudio - Cacau, foi aprovado por unanimidade pela poder legislativo piranhense. Na ocasião o homenageado foi saudado pelo vereador Cacau que ressaltou a homenagem:"Hoje Piranhas está em festa, reconhecendo o grande trabalho deste espetacular nordestino, um homem que não mede esforços pata defender o sertão e que tem levado o nome de nossa cidade de Piranhas para todo o Brasil e o mundo". Em nome da sociedade de Piranhas falou um dos organizadores do evento, Celsinho Rodrigues:"Manoel Severo é um encantador de amigos e hoje Piranhas está em festa com o reconhecimento a este grande amigo de nossa cidade".

Mesa de abertura da Sessão Solene da Câmara Municipal de Piranhas
 Manoel Severo recebe o Título de Cidadão de Piranhas das mãos do vereador proponente, José Cláudio-Cacau

O Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo em suas palavras não contendo a emoção de tão significativo momento afirmou: "Esse é um dos dias mais felizes de minha vida, receber o título de cidadão da querida cidade de Piranhas, uma honra que guardarei por toda vida, mas gostaria de pedir permissão aos senhores vereadores e ao meu estimado amigo vereador Cacau para compartilhar esse Título com toda Família Cariri Cangaço de todo o Brasil".

 Celsinho Rodrigues: "Severo é um verdadeiro encantador de amigos"
Manoel Severo:"Gostaria de compartilhar esse Título com a imensa família Cariri Cangaço de todo o Brasil"

Ainda dentro da solenidade da noite, foi lida uma Moção de Aplausos ao Cariri Cangaço, iniciativa da vereadora Bia Numeriano da cidade de Floresta, proposição aprovada por unanimidade daquela casa legislativa pernambucana, lida e representada em Piranhas pelos pais da vereadora, Ana Gleide e Betinho Numeriano e grande comitiva de florestanos presentes ao Cariri Cangaço Piranhas.

 Betinho Numeriano, Manoel Severo e Caravana de Floresta: Moção de Aplausos ao Cariri Cangaço Floresta de Maio de 2016

Após encerrada a Sessão Solene da Câmara Municipal de Piranhas deram inicio as homenagens prestadas pelo Conselho Alcino Alves Costa , do Cariri Cangaço a personalidades que se destacam na defesa da memoria e historia do sertão. Receberam os Diplomas de Amigos do Cariri Cangaço, o pesquisador e advogado cearense Lívio Ferraz, o pesquisador e escritor José Bezerra Lima Irmão, o pesquisador e escritor de Calumbi, Lourinaldo Teles; o "capelão do Cariri Cangaço" Padre Augustinho Justino, do Rio de Janeiro; a senhora Gerlane Cavalcanti, de Serraria, o vereador José Cláudio Pereira e o ex-prefeito de Piranhas, Celso Rodrigues. Para o Conselheiro Cariri Cangaço, Jorge Remígio, "a entrega desses diplomas é uma forma de respeito e reconhecimento do Cariri Cangaço a essas personalidades que através de seu trabalho consolidam a memória e história de nosso nordeste".

Aderbal Nogueira entrega Diploma a Lívio Ferraz
Dois homenageados: Lourinaldo Teles e José Bezerra Lima Irmão
Elane Marques entrega Diploma a Padre Augustinho Justino
Geraldo Ferraz entrega o Diploma a Gerlane Cavalcanti, ao lado do esposo Alcides Carneiro
Deputado Inácio Loiola entrega Diploma ao vereador Cacau
Celsinho e Celso Rodrigues

Um dos momentos altos da noite foi a homenagem prestada pelo Cariri Cangaço e os grupos de estudo do cangaço: GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará; GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço e GFEC - Grupo Florestano de Estudos do Cangaço; ao deputado estadual e pesquisador Inácio Loiola Damasceno Freitas que recebeu Diploma de Sócio Honorário dos referidos grupos. Para Manoel Severo "sem dúvidas essa homenagem prestada pelos grupos de estudo do cangaço ao deputado Inácio Loiola é mais que merecida. Quem conhece a dedicação e determinação de Inácio em defesa de nossa memoria, principalmente no restabelecimento da verdade histórica sobre o cangaço, reconhece seu valor e sem dúvidas hoje estamos resgatando essa dívida por parte dos grupos de estudos a esse grande nordestino, Inácio Loiola".

Deputado Inacio Loiola, duplamente homenageado: Cristiano Ferraz, Tomaz Cisne e Narciso Dias entregam Título de Sócio Honorário dos Grupos de Cangaço e Ivanildo Silveira a Placa de Honra ao Mérito

A noite também marcou homenagens do Cariri Cangaço e do Conselheiro Cariri Cangaço; Ivanildo Silveira ; ao pesquisador e deputado estadual Inácio Loiola; ao casal organizador do Cariri Cangaço Piranhas, Celsinho Rodrigues e Patricia Brasil , ao Padre Augustinho Justino e ao Presidente do GPEC, Narciso Dias. 

Casal Celsinho e Patrícia recebem de Ivanildo Silveira e Manoel Severo a Placa de Homenagem
 Padre Augustinho Justino em mais uma Homenagem da Noite de Abertura
Narciso Dias recebe a Homenagem de Ivanildo Silveira e Manoel Severo

Ainda dentro da Programação de Abertura da primeira noite do Cariri Cangaço Piranhas 2016, foram prestadas homenagens a Manoel Severo Barbosa e Neli Conceição, através do pesquisador e escritor de Capoeiras; Júnior Almeida, através de arte em barro, representando os dois homenageados, como também homenagens por parte do pesquisador, escritor e artista plástico Archimedes Marques ao casal Celsinho Rodrigues e Patricia Brasil e ao colecionador do Cangaço, Ivanildo Silveira.

 Manoel Severo e a Homenagem de Junior Almeida
Neli Conseição recebe estatueta de Junior Almeida e Yasmim
 Escritores Elane e Archimedes Marques e as homenagens a Celsinho Rodrigues, 
Patrícia Brasil e Ivanildo Silveira

O último momento da noite ficou por conta do talento e da arte do fotografo maranhense Márcio Vasconcelos, com o lançamento de sua obra: "Na Trilha do Cangaço - O Sertão que Lampião Pisou". A Obra foi vencedora do XI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia. Para Márcio Vasconcelos "foi uma grande honra trazer o lançamento de nosso trabalho para um evento do porte do Cariri Cangaço, meus agradecimentos a Manoel Severo e Celsinho Rodrigues". Conheça o espetacular trabalho de Márcio Vasconcelos em: http://www.natrilhadocangaco.com.br/ensaio.php

 Manoel Severo e o Márcio Vasconcelos no lançamento de "Na Trilha do Cangaço"

Após a solenidade de abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2016 os convidados do evento participaram da Exposição sobre o Cangaço no mesmo Centro Cultural e de programação cultural de xaxado no centro histórico de Piranhas.

Cariri Cangaço Piranhas 
Centro Cultural Miguel Arcanjo, Piranhas AL
28 de Julho de 2016

Tomam Posse Novos Conselheiros do Cariri Cangaço em Piranhas

Wescley Rodrigues e Juliana Pereira e a Posse do Conselho

Dentro da solenidade de abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2016 ; por determinação e a partir de modificações nos Estatutos do Instituto Cariri do Brasil; procedidas no ultimo mês de Fevereiro; tomaram posse cinco novos conselheiros para assento no Conselho Consultivo Alcino Alves Costa, colegiado formado por personalidades do universo do estudo e pesquisa da temática  cangaço e correlatas, eleitos por votação direta pelos membros atuais do colegiado.

Os cinco mais votados e que tomaram posse na noite desta última quinta-feira, 28 de julho, foram: Pesquisador e escritor Luiz Ruben de Paulo Afonso na Bahia; pesquisador e escritor Edvaldo Feitosa de Água Branca nas Alagoas; pesquisador Manoel Serafim de Floresta em Pernambuco; pesquisador Raul Meneleu de Aracaju, Sergipe e por fim, pesquisador Celsinho Rodrigues de Piranhas, Alagoas.

A posse dos novos conselheiros, que agora estabelecem o numero de 30 Conselheiros ativos se deu por solenidade comandada pelos Conselheiros, Wescley Rodrigues, de Sousa na Paraíba e Juliana Pereira de Quixadá no Ceará.

Luiz Ruben de Paulo Afonso e Juliana Pereira
Manoel Severo, Edvaldo Feitosa e Zilda Lima

O Conselho Consultivo Cariri Cangaço Alcino Alves Costa, assume novamente o desafio de pensar juntos os próximos passos do empreendimento Cariri Cangaço para os anos de 2017 e 2018, tendo já sua primeira reunião marcada para este mesmo Cariri Cangaço Piranhas no próximo domingo,dia 31 de Julho, quando se reunirá para definir as diretrizes e agenda para o próximo biênio.

Manoel Serafim e Juliana Pereira
Raul Meneleu e Juliana Pereira 
Celsinho Rodrigues e Juliana Pereira

Assim, a composição do Novo Conselho Alcino Alves Costa ficou: O Ceará, como berço, continua mantendo o maior número de conselheiros, oito, sendo: Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, de Fortaleza. Do sertão central, Quixadá: Juliana Pereira. Do cariri passando pelo vale do salgado, das Lavras da Mangabeira, Cristina Couto; de Aurora o grande José Cícero Silva, de Barro, Sousa Neto; do portal Missão Velha , Bosco Andre que ao lado do Mestre Napoleão Tavares Neves formam a seleção alencarina do Conselho.

Teresina nos permitiu o talento inconfundível de Leandro Cardoso que abriu alas para outra seleção; o espetacular time potiguar, com seis nomes de peso: Honório de Medeiros, Paulo Gastão, Kydelmir Dantas, Ivanildo Silveira, Múcio Procópio e Rostand Medeiros. Da Paraíba, Narciso Dias e Jorge Remígio de João Pessoa, Wescley Rodrigues da cidade de Sousa e professor Pereira, de Cajazeiras. 

Conselho Alcino Alves Costa, do Cariri Cangaço

A terra de Virgulino nos trouxe os Pernambucanos; Geraldo Ferraz do Recife; Antonio Vilela de Garanhuns, Ana Lucia de Petrolina e agora , Manoel Serafim de Floresta. Cruzando o Velho Chico a trilogia final nordestina: Sergipe vem com um dos novos: Raul Meneleu de Aracaju, depois temos Kiko Monteiro de Lagarto e Archimedes Marques também de Aracaju, e ainda Alagoas com os novos conselheiros: Celsinho Rodrigues de Piranhas e Edvaldo Feitosa de Água Branca e por fim, da Bahia, o "baiano" de São José do Egito, João de Sousa Lima e outro estreante, Luiz Ruben, ambos da bela Paulo Afonso...  

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço comenta: "Nosso empreendimento ganhou uma dimensão muito bacana, hoje estamos presentes em 18 municípios de 5 estados, ano que vem estaremos inaugurando de 4 a 6 novas sedes, dessa forma, foi mais que oportuno a mudança dos estatutos do Instituto Cariri do Brasil e o novo formato de nosso Conselho Consultivo que contará com até 50 membros, isso só fortalece o trabalho em equipe e o inegável reconhecimento a esses homens e mulheres que são os grandes responsáveis por tudo isso."

Conheça o Conselho Consultivo Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço:

Napoleão Tavares Neves, Barbalha CE
Juliana Pereira, Quixadá CE
Ivanildo Silveira, Natal RN
Ângelo Osmiro, Fortaleza CE
Honório de Medeiros, Natal RN
Narciso Dias, João Pessoa PB
Sousa Neto, Barro CE
Gerado Ferraz, Recife PE
Wescley Rodrigues, Sousa PB
Ana Lúcia Granja, Petrolina PE
Kiko Monteiro, Lagarto SE
João de Sousa Lima, Paulo Afonso BA
Archimedes Marques, Aracaju SE
Rostand Medeiros, Natal RN
Aderbal Nogueira, Fortaleza CE
José Cícero Silva, Aurora CE
Antônio Vilela, Garanhuns PE
Bosco André, Missão Velha CE
Múcio Procópio, Natal RN
Paulo Gastão, Mossoró RN
Kydelmir Dantas , Mossoró RN
Cristina Couto, Lavras da Mangabeira CE
Jorge Remígio, Custódia PE
Professor Pereira, Cajazeiras PB
Leandro Cardoso, Teresina PI
Luiz Ruben, Paulo Afonso BA
Edvaldo Feitosa, Água Branca AL
Celsinho Rodrigues, Piranhas AL
Manoel Serafim, Floresta PE
Raul Meneleu Mascarenhas, Aracaju SE


Cariri Cangaço Piranhas 
Posse de Novos Conselheiros
Centro Cultural Miguel Arcanjo, Piranhas AL
28 de Julho de 2016

Água Branca e a Festa do Cariri Cangaço

Era sexta-feira, dia 29 de julho de 2016, segundo dia do Cariri Cangaço Piranhas, quando a Caravana Cariri Cangaço chegou a bela cidade de Água Branca, um pedaço do paraíso fincado em terras alagoanas. 

A recepção em grande estilo reuniu mais de 500 pessoas em praça pública para as apresentações da Orquestra Filarmônica Santa Cecília de Água Branca e a forte e significativa apresentação de dança da tripo Kalankó, do Pajé Pedro e Cacique Paulo, um momento de muita tradição e arte dos índios de nosso sertão, numa demonstração inequívoca da força de nossa cultura de raiz. 


 A espetacular Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Água Branca recebeu o Cariri Cangaço em manhã de festa

A solenidade de boas vindas ao Cariri Cangaço em Água Branca aconteceu na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, uma das mais belas do Brasil; de estilo barroco, foi construída no ano de 1871 - século XIX, pelo Capitão-mor, Joaquim Antônio de Siqueira Torres o Barão de Água Branca, com uma área de 1.100 m². A caravana Cariri Cangaço foi recebida pelo Pároco local,padre José Aparecido, pela prefeita municipal Albani Sandes Gomes, pelo presidente da Câmara Municipal Maciel, pelo Conselheiro Cariri Cangaço e organizador local do evento, pesquisador Edvaldo Feitosa, autoridades municipais, pesquisadores, escritores, comunidade em geral, numa manha de grande festa.


 Padre José Aparecido, abriu as "portas da Casa de Deus para reverenciar a memória e história do sertão"
Filarmônica Santa Cecília de Água Branca na Nave Sagrada de Nossa Senhora da Conceição, encantando a grande Nação Cariri Cangaço de todo o Brasil
Cerimonial de Fayrust Silva em Água Branca

Anfitrião, Conselheiro Cariri Cangaço, Edvaldo Feitosa

O ato de boas vindas contou as palavras do anfitrião Edvaldo Feitosa que ressaltou "a grande empreitada de realizar pela primeira vez o esperado Cariri Cangaço em Água Branca, que será o primeiro de muitos". Já a Prefeita Albani Sandes Gomes enalteceu "a realização do Cariri Cangaço em Água Branca, terra de muita tradição e história e que hoje entra de vez no circuito dos grandes eventos sobre a temática nordestina, a família de Água Branca se sente honrada com a chegada do Cariri Cangaço" e conclui com muita emoção: "Nunca houve uma festa cultural histórica com tanto significado para nós, sejam bem vindos todos do Cariri Cangaço".


 Mesa sob o Altar, em Água Branca
 Professor doutor José Geraldo Dantas Santos e Professora Doutora Maria Stela Torres Barros Lameira, momentos marcantes da história de Água Branca
 Inácio Loiola - Lôla, descendente do Barão de Água Branca
 Padre Aparecido, Bruno Mafra, Amosiel Feitosa e Presidente da Câmara Municipal , Maciel da Silva
Curador do Cariri Cangaço Manoel Severo fala da emoção da chegada pela primeira vez do Cariri Cangaço a Água Branca

Também usaram da palavra, a senhora vice-prefeita de Água Branca, Tatiana Sandes Gomes; os secretários de Educação, Bruno Mafra e da Cultura, Amosiel Feitosa; além do Presidente da Câmara Municipal, vereador Maciel da Silva ; o pároco local, Padre José Aparecido que "abriu as portas da Casa de Deus para o resgate da Memória e História do Povo Nordestino", a professora Zilda Lima e o representante da família Siqueira Torres, Inácio Loiola - Lôla, responsável pela visita interna, ainda inédita aos pesquisadores; à Casa do Barão de Água Branca.


 Prefeita Albani Sandes Gomes e vice-prefeita Tatiana Sandes Gomes
Homenagens pela municipalidade a Dra Maria Stela 
 Prefeita Albani Sandes Gomes entrega homenagens aos convidados do Cariri Cangaço

Com a Matriz de Nossa Senhora da Conceição totalmente lotada os convidados do Cariri Cangaço foram presenteados com a apresentação da Filarmônica Santa Cecília e com as palestras do Professor doutor José Geraldo Dantas Santos e da Professora Doutora Maria Stela Torres Barros Lameira, ambos numa apresentação rica e primorosa da cultura, da arte e da vida da bela Água Branca. 


 Roberto Soares, Geraldo e Rosane Ferraz, Raul e Francisca Mascarenhas 
e João de Sousa Lima
 Gil e Luma Holanda
 Graça e Múcio Procópio e Ivanildo Silveira
 Giovane Macário, Maria Olieveira e Emmanuel Arruda
 Kiko Monteiro e Leandro Cardoso
Mabel Nogueira, Lucinha Gomes de Lira e Neli Conceição

Ao final os convidados do Cariri Cangaço, vindos de todos os cantos do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste, ainda participaram no átrio da Matriz de apresentação teatral e de xaxado.

Cariri Cangaço Piranhas 
Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Água Branca, AL
29 de Julho de 2016

A Alma do Brasil se encontra em Água Branca


A cada nova edição do Cariri Cangaço novas emoções afloram e laços de harmonia, fraternidade e confiança mútua se consolidam no desafio da construção de nossa verdadeira história. No estado de Alagoas no grande Cariri Cangaço Piranhas 2016 não foi diferente. Água Branca que realizava seu primeiro Cariri Cangaço, abriu não só as portas da cidade ou da magnânima Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ou da Extraordinária Casa da Baronesa Siqueira Torres; Água Branca abriu seu coração.

 Luiz Antônio, Ivanildo Silveira, Manoel Severo, Edvaldo Feitosa e Pajé Pedro
 José Tavares, Francymary Oliveira, Maria Oliveira e Manoel Serafim
Edvaldo Feitosa e Narciso Dias
Kiko Monteiro, Aderbal Nogueira e Ivanildo Silveira
Cargilson Lacerda, Manoel Severo e Voldi Ribeiro
 Alcides e Gerlane Carneiro e Neli Conceição
Cristina Couto e Manoel Severo

 Márcio Vasconcelos e Ingrid Rebouças
Manoel Severo e Múcio Procópio

Por toda sexta-feira, dia 29 de julho, andando por entre as ruas de um casario invejável, cheio de memória, história e tradição, olhando a arte a se manifestar em praça pública e apresentações cheias de dedicação e amor, olhando nos olhos e vendo o sorriso das pessoas... Ah, isso não tem preço, levaremos Água Branca em nosso coração, sem dúvidas esse foi o primeiro de muitos Cariri Cangaço na bela serra alagoana.

 Ivanildo Silveira, Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Raul Meneleu Mascarenhas
Elane e Archimedes Marques
Quinha Mascarenhas, Zilda e Edvaldo Feitosa
Lucia Costa e Manoel Severo
Camilo Lemos, Abreu Mendes e Manoel Severo
Carlos Alberto
 Manoel Severo e Lucinha Gomes de Lira
Richard Oliveira, Valquíria e Celsinho Rodrigues
Manoel Severo, Fayrust Grennick e Zilda Lima
 Cargilson Lacerda, Edvaldo Feitosa, Manoel Severo e Prefeita Albani Sandes Gomes
 Maricô, Gilka, Gerlane, Aparecida e Luizinha, do Mundo para Água Branca
Manoel Severo e Neli Conceição
José e Detinha Tavares, Nicole e Nicolas, e Ivanildo Silveira
Louro Teles
Abreu Mendes, Elane Marques e Kydelmir Dantas

O Brasil do Oiapoque ao Chui marcou e confirmou presença em nosso Cariri Cangaço Piranhas e Água Branca; amigos vaqueiros da história de todos os cantos e recantos do país nos permitiram compartilhar o aconchego e hospitalidade alagoana. Em Água Branca, como em todas as cidades por onde temos passado a receptividade foi além de nossa expectativa e merecimento, sem dúvidas a generosidade daquele bom povo ficou a mostra, e aí a emoção pontuou cada momento de nossa visita.

Luiz Antônio, Manoel Severo, Edvaldo Feitosa, Louro Teles, Albani Sandes, Prof. Pereira, Fátima Cruz, José e Detinha Tavares, Nicolas e Nicole Tavares
Kiko Monteiro
 Manoel Severo e João Andrade
Elzir Valeriano e Manoel Severo
 Manoel Severo ao lado de Lígia Sandes, Janaína Sá e Cícera Pereira
Aline Melo e Família Cangaceira
Manoel Severo, Alexandre Wagner e Kiko Monteiro
 José Tavares, Manoel Severo, Edvaldo Feitosa, Pajé Pedro
Manoel Severo, Quirino Silva, Cássia e Leo Gominho
 Aderbal Nogueira, Raul Meneleu, Quinha Mascarenhas, Zilda e Edvaldo Feitosa, Narciso Dias
Manoel Severo, Jacqueline Rodrigues e Petrúcio Rodrigues
Petrucio, José Tavares, Gilmar, Ivanildo, Junior, Albani Sandes, Tatiana Sandes, Neli, Cargilson Lacerda e João de Sousa Lima
Ivanildo Silveira, Edvaldo Feitosa, Prof Pereira, Fátima Cruz e Albani Sandes
Ingrid Rebouças, Manoel Severo, Edvaldo Feitosa e Pajé Pedro
Lucinha Gomes de Lira, Amélia Araujo e Mabel Nogueira

Abraçando o grande e abnegado Edvaldo Feitosa e a querida prefeita Albani Sandes Gomes, traduzimos toda nossa gratidão por momentos tão especiais, onde além de voltarmos no tempo, aprofundarmo-nos nas memórias do lugar, cercados de belezas por todos os cantos, ainda sentimos forte o pulsar da alma nordestina em Água Branca.

Manoel Severo e Ingrid Rebouças
Amélia Araujo
 Manoel Severo e Jacqueline Rodrigues
Juliana Pereira e Livio Ferraz, Afranio e Tomaz comandam caravana do Ceará

 Celsinho Rodrigues
 Nicole e Junior Almeida
Amosiel Feitosa, Manoel Severo, João de Sousa Lima e Petrucio Rodrigues
Aderbal Nogueira, Neli Conceição e Gilmar Teixeira
 Tomaz Cisne, Célia e Quirino Silva
 Jair Tavares, Francisco de Assis, Tomaz Cisne, Célia e Quirino Silva
 Petrúcio Rodrigues, José Tavares, Ivanildo Silveira, Amosiel Feitosa, Neli Conceição, Cargilson Lacerda e João de Sousa Lima
 José Tavares e Ivanildo Silveira
Quirino Silva, Giovane Sá, Valquíria, João de Sousa Lima, Petrúcio, Ivanildo Silveira e Richard Oliveira 

A apresentação dos índios Kalankó, se traduziu numa demonstração da grande força de nossa raiz, os Kalankó sob a chefia do Cacique Paulo Kalnakó e do Pajé Antonio dos Santos pareciam nos abraçar a cada um a partir da dança, do canto e do olhar. Os Kalankó hoje se resumem a cerca de 390 índios em 54 famílias que vivem no município de Água Branca, em Lageiro do Couro. Sensacional !

Camilo Lemos e arte Kalankó

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição parecia abençoar o grande encontro: Pela primeira vez os vaqueiros da história, a família Cariri Cangaço chegava a Água Branca. O canto forte e grave dos Kalankó deram passagem ao Forró Pé de Serra e ao Xaxado, típicos da alma nordestina, sem falar no bordado, no artesanato, nas comidas típicas, a isso chamo Cariri Cangaço Água Branca. 


Fotos: Louro Teles, Ingrid Rebouças, Junior Almeida, José Tavares
Cariri Cangaço Água Branca
29 de Julho de 2016
Água Branca, Alagoas
Brasil

Abre-te Sésamo !!!


Não foi o lendário Ali-Babá em "Mil e Uma Noites"... Mas no começo da tarde do último dia 29 de julho de 2016, com o esforço do Conselheiro Cariri Cangaço, professor Edvaldo Feitosa e a intercessão da querida Professora Maria Stela Torres Barros Lameiras, pela primeira vez na história foram abertas as portas da Casa do Barão de Água Branca, para a visita de um grupo de estudiosos. O Cariri Cangaço agradece a enorme atenção e deferência por parte da família dos descendentes, na pessoa de Inácio Loiola - Loia; que nos recebeu neste dia histórico de Cariri Cangaço em Água Branca.

Gilmar Teixeira, Elane e Archimedes Marques e Manoel Severo
Ana Gleide e Betinho Numeriano e Manoel Severo
Manoel Severo e o clã Tavares, abaixo: Detinha, Nicolas e Nicole Tavares e Neli Conceição

Com  a palavra o pesquisador Geziel Moura: "Por ocasião do assalto em Água Branca -AL Lampião, ainda, estava sob ordem de Sinhô Pereira, é certo que ele comandou o bando, neste assalto, mas Pereira, ainda não havia se retirado para Goiás, hoje estado de Tocantins. Outros autores, apontam este caso, como o primeiro de Lampião, como comandante. Para pensar um pouco mais sobre o assalto em Água Branca e a Chefia de Lampião: Segundo o escritor José Bezerra Lima Irmão em sua obra "Lampião, a Raposa das Caatingas" na pág 116 - Sinhô Pereira após reunião com familiares,reuniu com a cabroeira, no dia 08.08.1922, passando efetivamente o comando do bando para Lampião, sendo que no dia 22.08.1922, Pereira segue para o então, estado de Goiás. 

Diversas são as datas apontadas, pelos autores e jornais, para o assalto da Baronesa de Água Branca, considerando o Diário de Pernambuco, cuja publicação informa que a data foi em 28.06.1922. Portanto, penso que na ocasião do assalto e utilizando um jargão do meio jurídico, Virgolino era um chefe de fato e não de direito.Em tempo: segundo o autor alagoano Clerisvaldo Chagas o dia do assalto foi 26.06.1922 sendo acompanhado do mesmo entendimento, por Geraldo Ferraz e Jose Bezerra Lima Irmão"

Yasmim, Netinho, Maiara e Junior Almeida
Ingrid Rebouças
Edvaldo Feitosa grande anfitrião em Água Branca

A baronesa de Água Branca, dona Joana Vieira Sandes, era viúva do Barão de Água Branca;  Joaquim Antônio de Siqueira Torres; e já contava mais de 90 anos quando sua residencia foi invadida e assaltada por Lampião e seu bando, nesse que é contado em prosa e verso, como o primeiro ato do Rei do Cangaço, como chefe efetivo de um bando. Era o mês de Junho de 1922. Por muito tempo as jóias roubadas da Baronesa de Água Branca, ornaram a figura da rainha do Cangaço, Maria Bonita.

  Imagens do Casarão do Barão de Água Branca
 Tomaz Cisne e Louro Teles
Ivanildo Silveira
Raul Meneleu
Família Cariri Cangaço na Casa do Barão de Água Branca 
 Camilo Lemos e Quirino Silva no local onde no passado os cangaceiros entraram no casarão da Baronesa
  Louro Teles

A arquitetura e os detalhes do belo casarão do século XIX chegam a impressionar por sua beleza e grande significado histórico, ainda é possível identificar marcas de balas possivelmente daquele junho de 1922. A mobília de época nos transporta para o cotidiano de uma das mais tradicionais e influentes família do sertão de Alagoas. 




 Louro Teles e a marcas de bala que persistem e trazem a lembrança do ataque
Aline Melo, João de Sousa Lima, Petrucio Rodrigues, José Tavares, Francimary Oliveira, Alan , Detinha, Nicole e Nicolas Tavares
Louro Teles, Petrúcio Rodrigues, João de Sousa Lima, Wescley Rodrigues e Abreu Mendes
 Oleone Coelho Fontes
Inácio Loiola, descendente do Barão de Água Branca
Oleone Fontes, Ana Lucia Gomes, Maria Oliveira, Neli Conceição e Catarina
Junior Almeida

Joaquim Antônio de Siqueira Torres, filho do capitão Teotônio e de Gertrudes Maria da Trindade, nasceu em 8 de setembro de 1808 vindo a falecer em 29 de janeiro de 1888. Nobre proprietário rural do sertão alagoano, recebeu a comenda da Ordem de São Gregório Magno, pelo Papa Leão XIII por ter patrocinado a construção da belíssima Matriz de Água Branca. Por concessão de Dom Pedro II, recebeu o Título de Barão de Água Branca por Decreto Imperial em 15 de novembro de 1879.

  Imagens do interior da Casa do Barão de Água Branca, inclusive os aposentos da Baronesa, senhora Joana Sandes Vieira

Na mesma oportunidade da visita inédita à Casa do Barão de Água Branca, os convidados do Cariri Cangaço Água Branca participaram também da visita à Casa de dona América Fernandes Torres; primeira mulher eleita prefeita em Água Branca, mais uma joia da arquitetura local e do casario ímpar da bela cidade de Água Branca no seu centro histórico.

 Nicole , Nicolas e Detinha Tavares em visita a Casa de dona América Fernandes Torres
 Petrucio Rodrigues, Juliana Pereira e Emmanuel Arruda
A mobília nos transporta no tempo, na visita a Casa de dona América Fernandes Torrres
 As portas e janelas de Água Branca ficaram abertas para o Cariri Cangaço: Amélia Araujo, Lucinha Gomes de Lira e Mabel Nogueira
 Evanilson Sousa e Ingrid Rebouças
  Ingrid Rebouças e Evanilson Sousa

Fotos: Louro Teles, Ingrid Rebouças, José Tavares e Junior Almeida
Cariri Cangaço Água Branca 
Casa do Barão de Água Branca
29 de Julho de 2016

Tarde de Música, Aboio e Sertão em Água Branca !

Maciel Coito e Manoel Severo e a festa do Aboio no encerramento em Água Branca

O auditório da Secretaria de Educação do município recebeu o último momento do Cariri Cangaço em Água Branca. Novamente sob o talento e arte da Filarmônica Santa Cecília os convidados do Cariri Cangaço puderam participar de um recital da mais tradicional e autentica música nordestina, com os meninos e meninas da filarmônica interpretando composições de Luiz Gonzaga, Zé Ramalho, entre outros.

Filarmônica Santa Cecília, de Água Branca, ponto alto em todos os momentos do Cariri Cangaço em Água Branca
  Professores Bruno Mafra e José Silva em tarde de lançamentos no Cariri Cangaço em Água Branca
Amélia Araujo, Manoel Severo e Junior Almeida
Ingrid Rebouças e Juliana Pereira

Na mesma tarde fomos contemplados com os lançamentos de dois autores locais; o professor e pesquisador Bruno Mafra lançou "O Catolicismo Popular Praticado no Alto dos Coelhos "  e o professor José Silva lançou seu livro "O Messianismo no Brasil".

Em seguida pesquisadores de todo o Brasil puderam acompanhar a Conferência do pesquisador potiguar Múcio Procópio sobre a vida e a obra do compositor e interprete alagoano, Augusto Calheiros. "Nada melhor do que ter Múcio Procópio; um dos maiores conhecedores da música brasileira; e trazer o grande Augusto Calheiros a partir dessa conferência em sua terra natal; Alagoas, celebrando a chegada do Cariri Cangaço em Água Branca" afirma Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.

Múcio Procópio e a Conferência sobre Augusto Calheiros
Augusto Calheiros, cantor e compositor alagoano
Múcio Procópio e Edvaldo Feitosa

Por quase uma hora e meia, o talento e o conhecimento do pesquisador Múcio Procópio apresentou a todos os presentes a vida e obra de Augusto Calheiros, desde a origem familiar até o auge da fama do alagoano nascido em Maceió ainda em 1891 e que iniciou sua carreira de sucesso em Recife; em 1927, como integrante do grupo Turunas da Mauriceia, transferiu-se para o Rio de Janeiro com a estreia do grupo no Teatro Lírico, em espetáculo patrocinado pelo jornal Correio da Manhã, onde Augusto Calheiros fez enorme sucesso por causa de sua voz afinada e estilo peculiar de interpretação.

 Presidente "Aboiador": Maciel Silva e Manoel Severo e as homenagens de Água Branca ao Cariri Cangaço, através de seu curador

Fechando com chave de ouro o Cariri Cangaço em Água Branca, a homenagem do poder legislativo ao evento e seu curador Manoel Severo com a surpreendente apresentação do presidente da Câmara Municipal vereador e "aboiador" , Maciel Silva juntamente com os vaqueiros Zé Pequeno e Pedro, que proporcionaram a todos a emoção genuinamente sertaneja. 

Vídeo por Raul Meneleu, fonte: Youtube

Cariri Cangaço Piranhas
Secretaria de Educação, Água Branca, Alagoas
29 de Julho de 2016

Entremontes na Rota do Cariri Cangaço Piranhas 2016


O terceiro e último dia de Cariri Cangaço Piranhas 2016; sábado, 30 de julho; teve seu inicio com a Caravana Cariri Cangaço sob o comando de Celsinho Rodrigues e Sonia Jaqueline, visitando o povoado de Entremontes. O povoado que fica a cerca de 25 km de Piranhas às margens do Velho Chico, encanta por sua beleza natural, pelo bucólico de suas ruas e por seu casario ainda guardando características coloniais e que faz o tempo passar mais devagar. 

Quem visita Entremontes parece se transportar no tempo, o mesmo foi o primeiro núcleo de povoamento da região, consolidado mesmo antes de Piranhas, sede do município. A excelência e o talento de suas mulheres, exímias artesãs do bordado redendê e ponto de cruz, conhecidos mundialmente se unem a história do cangaço e da passagem do imperador Pedro II ao lugar ainda em 1859.


 Família Cariri Cangaço em Entremontes, Piranhas-AL
 Afranio, Manoel Severo, Ingrid Rebouças e Antonio Tomaz
 Cicero Rodrigues, Quirino Silva e Célia Maria
 Lili Conceição, Carlos Alberto, Oleone Fontes e Lívio Ferraz
ManoeL Severo, Neli Conceição e Cícero Rodriges

"Quando o imperador Dom Pedro II veio para a região, ficou hospedado aqui e a princesa Isabel realçando a beleza do lugar, seu relevo e localização, indagou porque não se colocava o nome do povoado deEntremontes, a partir dali ficou definido como povoado de Entremontes" assevera Cícero Rodrigues, guia turístico e pesquisador local. Ainda sobre a origem do nome do lugar existe outra versão, que dizem que quando o Imperador Dom Pedro II, veio à Província de Alagoas para conhecer a Cachoeira de Paulo Afonso ao passar pelo lugarejo a bordo de um vapor teria perguntado: "Que lugar é aquele entre os montes." A partir dessa pergunta de Sua Majestade o Imperador, o lugar passou a se chamar de Entremontes. 

Ingrid Rebouças
  Rosane e Geraldo Ferraz e Juliana Pereira
 Lívio Ferraz, Benner Britto e Manoel Severo
 Leonardo Gominho e Manoel Severo
Abreu Mendes, Manoel Severo, José Bezerra Lima Irmão, Oleone Fontes e Rossi Magne
 Ana Lucia, Francimary Oliveira, Manoel Severo e Lili, Higor Freire, 
Amelia Araujo, Ingrid Rebouças
Antônio Edson, João de Sousa Lima, Manoel Severo, Lili, Cícero Rodrigues, Francimary Oliveira e Junior Almeida
Aparecida, Luizinha, Célia Maria, Maricô e Quirino Silva
Gerlane Carneiro, Lili e Gilka

Estamos no dia 18 de outubro de 1859, às 11h45. Nessa data, Dom Pedro II desembarcava em Piranhas. O dia estava quente. Sobre a gente, ele observou: “Um dos piranhenses disse ‘que solão’! Gostam muito de tais aumentativos”. Naquela época, a vila contava com trezentas a quatrocentas casas. “Tirei uma vista à pressa do rio junto a Piranhas de Cima, através da grade de pau da janela do meu quarto, e depois dormi até o jantar”, escreveu o Imperador. O sobrado, que pertencia ao subdelegado de polícia, Joaquim da Costa Campos.

Foi em Piranhas que o navio Pirajá ficou atracado, dali Pedro II e sua comitiva, acompanhados da Guarda Nacional, seguiram para as cachoeiras de Delmiro Gouveia a cavalo, foi na volta que pernoitou no distrito de Entremontes. 


Cícero Rodrigues e um pouco da história de Entremontes
 Sonia Jaqueline. Manoel Serafim, Célia Maria e Lili
 Cangaceiros em Entremontes
 João de Sousa Lima, Celsinho Rodrigues, Paulo Britto e Valquíria
Caravana Cariri Cangaço na Casa que hospedou Dom Pedro II em Entremontes
Casa em que se hospedou o imperador Dom Pedro II
 

Ainda em seu diário de viagem, Dom Pedro II manteve registros sobre sua passagem no lugar. “Chegamos ao Armazém ou Entremontes às 3h30; jantamos aí na casa de um Anacleto Brandão, cuja família é quase tudo nesta povoação, sendo um dos filhos o capelão, outro o médico, e outro oficial da Guarda Nacional”, comentou o Imperador.

Há 150 anos, o lugarejo era ponto de parada de muitas embarcações. As mercadorias eram deixadas no local. Por isso, passou a ser conhecido como Armazém. A passagem do imperador marcou tanto a comunidade que muitos moradores, ainda hoje, atribuem a ele a escolha do nome Entremontes.

 Giovani Gomes de Sá e Ana Lúcia Gomes e a Caravana Cariri Cangaço em frente a "Bodega" que pertenceu a Pedro de Cândido
Quirino Silva, Cícero Rodrigues, Giovani, Célia Maria e Ana Lúcia
Narciso Dias, Antonio Tomaz, Jorge Remigio, Afranio 
 Elzir e Jorge Remigio
 Junior Almeida e Família
Quinha, Raul Meneleu, Francimary, Kiko Monteiro, Ivanildo Silveira e Alan Ferreira
 Carlos Alberto e Getúlio Bezerra
Junior Almeida, Catarina e Narciso Dias, Francimary Oliveira e Juliana Pereira
 Ingrid Rebouças
 Wescley Rodrigues, José Bezerra e Oleone Fontes
 
Amanda e Aglézio de Brito e Manoel Severo
 Wescley Rodrigues, Lucinha Lira, Mabel Nogueira, Ana Gleide, Manoel Serafim, Amélia Araujo e Manoel Severo
 Wescley Rodrigues, Angela e Luiz Ruben
Juliana Pereira; Ingrid Rebouças e Lynda Veríssimo

Aqui também morava a família Rodrigues Rosa, conhecidos coiteiros de Virgulino Ferreira da Silva; principalmente dois dos mais famosos protagonistas do episódio de Angico, os irmãos: Pedro de Cândido e Durval Rosa. 

"Pedro Rodrigues Rosa , conhecido por Pedro de Cândido, era uma figura bastante conhecida  quando o Capitão Virgolino Ferreira  andava pela região do Baixo São Francisco  nos anos de 1930 quando se conheceram  por intermédio da famosa família Félix da cidade de Poço Redondo. Pedro de Cândido era irmão de Augusta casada com Júlio Félix , um dos coiteiros de maior confiança de Lampião na região, daí  surgiu uma relação de negócios que aos poucos es transformou em grande amizade entre o  capitão cangaceiro e o fazendeiro coiteiro oriundo do belo povoado de Entremontes localizado ás margens do rio São Francisco", conta o pesquisador e turismólogo Jairo Luiz de Oliveira.

A bodega de propriedade de Pedro de Cândido localizava-se exatamente em frente a sua residencia, ambas ficavam às margens do São Francisco. Alguns autores levantam a hipótese que a "pretensa prosperidade" dos negócios de Pedro de Cândido, alavancados por sua privilegiada ligação e serviços ao rei do cangaço, havia sido um dos motivos da inveja de Joca Bernardo, coiteiro conhecido; de Corisco, levando o mesmo a "entregar" os irmãos Rosa ao sargento Aniceto na feira de Piranhas na manha daquele 27 de julho de 1938.

Wescley Rodrigues e a Bodega de Pedro de Cândido em Entremontes
 Amélia Araujo, Ademir Teles e cangaceiros em Entremontes 
Junior Almeida, Abreu Mendes e Manoel Severo 
Antônio Tomaz e Kiko Monteiro
Ana Cleide e Manoel Severo
 Valquíria e Celsinho Rodrigues
 Família Cariri Cangaço pelas ruas de Entremontes 
Manoel Severo e Juliana Pereira

No centro do povoado de Entremontes, baseando toda sua existência se encontra a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, imponente, de arquitetura solene e bela, se ergue por entre as pequenas ruas e casas do lugar trazendo as bençãos dos céus àquele povo que se acostumou ao ritmo próprio da brisa leve e ao som do caudaloso Velho Chico.

Também sobre a Igreja de Nossa Senhora da Conceição falou o Imperador Pedro II: "Fomos ver a capela construída por um homem como cumprimento de voto pelo seu restabelecimento de cólera-morbo”. Embaixo, em frente ao altar, fica a sepultura de Anacleto Brandão, o anfitrião de Dom Pedro e alguns de seus parentes, naquela época, acreditavam que assim estariam mais perto de Deus. 


Imagens da igreja de Nossa Senhora da Conceição em Entremontes
  Isabela Remígio na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Entremontes
 Ingrid Rebouças
Iago Remígio
 Jazigos da família de na Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Francisco Rodrigues, Manoel Severo e Celsinho Rodrigues nas boas vindas à Entremontes
Quirino Silva
 Abreu Mendes  
 Família Cariri Cangaço na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Entremontes
Emmanuel Arruda e Manoel Severo 
Kydelmir Dantas e Cícero Rodrigues
Rossi Magne, Manoel Severo, Abreu Mendes e Leandro Cardoso

Por fim, a visita ao distrito de Entremontes consolida ainda mais a cidade de Piranhas como "Casa do Cariri Cangaço"; mais uma vez pesquisadores de todo o Brasil tiveram a grande oportunidade de pisar o solo sagrado do sertão. Alagoas através de Piranhas comemora a quarta edição do Cariri Cangaço no baixo São Francisco.

 Luiz Ruben, e Caravana de João Pessoa com o comando de Jair Tavares
 Antonio Edson e Neli Conceição
 Ingrid Rebouças e Aline Melo
Raul Meneleu e Múcio Procópio
 Quirino Silva, Alcides e Família , Francimary Oliveira, Célia Maria
 Antonio Edson, Louro Teles, Ivanildo Silveira, José Tavares, Cícero Rodrigues e Rossi Magne
Osvaldo Alves, Junior Almeida, Ademir Teles e Paulo Britto
Ingrid Rebouças e Evanilson Sousa
Abreu Mendes, Rossi Magne, José Bezerra, Oleone Fontes, Manoel Severo, Evanilson e Antonio Edson 
 Ingrid Rebouças e Manoel Severo
 Aline Melo e João de Sousa Lima
 Louro Teles
 Juliana Pereira
 Quirino Silva e Célia Maria
Cícero Rodrigues, Manoel Severo e Ingrid Rebouças e Evanilson Sousa
Junior Almeida, Ademir Teles, Oswaldo Alves e Paulo Britto
Narciso Dias e Catarina; Iago, Jorge, Elzir e Isabela Remígio

Cariri Cangaço Piranhas
Entremontes, Piranhas - Alagoas
30 de Julho de 2016
Fotos: Ingrid Rebouças, Louro Teles, Jorge Remígio, Higor Freire, Evanilson Sousa

Os Desafios do Cariri Cangaço para o futuro: 2017 e 2018


Com a presença de 17 Conselheiros aconteceu na tarde do último dia 30 de julho de 2016, no IFAL de Piranhas, Alagoas; reunião extraordinária do Conselho Alcino Alves Costa, para definição de diretrizes e comunicados referentes às atividades com a Marca Cariri Cangaço para o Biênio 2017/2018. 

Sob a Presidência do Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, estiveram presentes os conselheiros: Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima, Archimedes Marques, Kiko Monteiro, Wescley Rodrigues, Leandro Cardoso, Juliana Pereira, Jorge Remigio, Múcio Procópio ,Narciso Dias, Kydelmir Dantas, Geraldo Ferraz, Manoel Serafim, Luiz Ruben, Celsinho Rodrigues, Edvaldo Feitosa e Raul Meneleu.
 Joao de Sousa Lima, Manoel Severo, Ivanildo Silveira, Mucio Procópio 
e Archimedes Marques
Com uma pauta dinâmica e que envolveu principalmente os novos desafios para os anos de 2017 e 2018, o Conselho começa a trabalhar os empreendimentos para a chegada de mais três sedes do Cariri Cangaço em Pernambuco: Exu, Serrita e Granito; segundo o Conselheiro Kydelmir Dantas "já estamos formando uma Comissão para tratar do Cariri Cangaço Exu 2017, que será sensacional, até o final do ano estaremos junto com Manoel Severo e outros confrades fazendo uma visita de trabalho a região".

Além do Cariri Cangaço Exu 2017, as edições do Cariri Cangaço Centenário de Nazaré com uma grande festa preparada para o povo nazareno e a chegada do Cariri Cangaço a Paulo Afonso e Delmiro Gouveia, movimentaram as discussões. "Olhe; a chegada do Cariri Cangaço a Paulo Afonso era só uma questão de tempo, e esse tempo chegou, em 2017 Paulo Afonso em consórcio com Delmiro Gouveia, Água Branca e Piranhas, haveremos de realizar um Cariri Cangaço inesquecível", ressalta o Conselheiro João de Sousa Lima. Já o Conselheiro Manoel Serafim revela:"Hoje temos quase 15 representantes de Floresta e Nazaré nesta reunião de hoje do Conselho, não tenho dúvidas que realizaremos o segundo Cariri Cangaço Floresta com a grande festa do Centenário de Nazaré."


Archimedes Marques, Geraldo Ferraz, Kydelmir Dantas, Luiz Ruben e Raul Meneleu

Além das iniciativas que serão as chegadas ao Cariri Cangaço das cidades de Exu, Serrita, Granito, Paulo Afonso e Delmiro Gouveia, outro ponto alto do encontro foi a divulgação das negociações iniciais para um dos mais ousados projetos do Cariri Cangaço: Atravessar o Atlântico e chegar a Europa com o Cariri Cangaço Lisboa; em Portugal e o projeto de levar o empreendimento às capitais do Nordeste, a começar com Teresina e João Pessoa.

"Nosso curador Manoel Severo já vem trabalhando nisso ha muito tempo, inclusive com duas visitas a Europa nos últimos dois anos, e agora com a possibilidade real de parceria com a Universidade de Lisboa, será um marco mais que importante para nosso Cariri Cangaço Lisboa - Portugal", afirma o Conselheiro Geraldo Ferraz, um dos entusiastas e articuladores do projeto. Manoel Severo lembra que: "Já neste próximo dia 16 de agosto estaremos recebendo em Fortaleza para uma primeira reunião de trabalho o professor Jorge de Sá da Universidade de Lisboa, realmente teremos muito trabalho pela frente, a ideia é formatarmos o evento para a segunda metade de 2017, daí precisamos começar cedo".

Já sobre o Cariri Cangaço chegar às capitais, o Conselheiro Leandro Cardoso revela: "Vamos trabalhar forte para realizar um grande Cariri Cangaço em Teresina". Já Narciso Dias confirma: "Já estamos trabalhando na formatação do Cariri Cangaço João Pessoa, sem dúvidas será uma grande festa, sem dúvidas o ano de 2017 promete muito para a família Cariri Cangaço." 

 Emmanuel Arruda, Wescley Rodrigues, Narciso Dias, Jorge Remigio, Kiko Monteiro e Juliana Pereira
Raul Meneleu, Celsinho Rodrigues, Edvaldo Feitosa, Leandro Cardoso e Manoel Serafim

O Conselho ainda tornou consensual a formação de uma Comissão para trabalhar outra iniciativa no baixo São Francisco, tendo como sede o município de Propriá em Sergipe, representado na reunião do Conselho, como convidado, o secretário de cultura de Propriá, Rossi Mágne. A Comissão inicialmente ficou definida com Kiko Monteiro, Archimedes e Elane Marques e ainda Rossi Mágne. Também ficou acertada a Comissão para avaliar uma iniciativa do Cariri Cangaço em Poço Redondo nos próximos dois anos, tendo a frente a Conselheira Juliana Pereira. "Poço Redondo é rica em historia e memória do cangaço, é a terra de nosso Patrono, o querido Alcino, assim o Severo pediu para começarmos a pensar em um momento especial só para Poço Redondo, vamos ao desafio."Complementa Juliana Pereira.


 Kydelmir Dantas e o entusiasmo com o Cariri Cangaço Exu 2017
Secretário de Cultura de Propriá, Sergipe; Rossi Magne na reunião do Conselho do Cariri Cangaço
Francimary Oliveira e Ana Lúcia Gomes; representantes de Teresina

"Vejam; a reunião do Conselho Alcino Alves Costa reuniu hoje a tarde, além dos Conselheiros, cerca de 70 pesquisadores convidados de todo o Brasil, numa autêntica e democrática demonstração dessa grande construção coletiva que é o Cariri Cangaço, realmente temos muito trabalho, 2017 e 2018 terão agendas cheias e extremamente proveitosas" revela o Conselheiro Ivanildo Silveira.

Manoel Severo fala: "Hoje tivemos uma reunião diferente, com quase 100 pessoas, extraordinário; e mesmo assim tudo transcorreu na mais perfeita ordem e harmonia, cumprindo uma pauta extensa e cheia de novidades conseguimos chegar a muitas determinações positivas e que sem dúvidas serão nosso norte para os anos de 2017 e 2018. Muitos desafios, mas eles são próprios de quem gosta de trabalhar, e com o quilate dos membros desse Conselho e da grande Família Cariri Cangaço, fica fácil. Avante Cariri Cangaço".
  
Cariri Cangaço Piranhas 
Reunião do Conselho Alcino Alves Costa 
IFAL, Piranhas AL
30 de Julho de 2016

Tarde de Esclarecimentos:Maria Bonita e Angico, em Piranhas 2016


O Instituto Federal de Alagoas, sede Piranhas, recebeu a tarde do terceiro dia de Cariri Cangaço Piranhas 2016, na pauta do encontro, Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo Alcino Alves Costa e as conferências dos pesquisadores, Luz Ruben sobre a Origem do Nome Maria Bonita e Leandro Cardoso Fernandes, sobre o Desfecho de Angico.

O auditório tomado por pesquisadores de todo o Brasil viveu momentos marcantes e elucidativos diante da qualidade dos conferencistas e a riqueza das temáticas. O pesquisador e escritor Luiz Ruben, Conselheiro Cariri Cangaço, apresentou um minucioso trabalho de pesquisa em jornais da época, para suscitar o debate sobre a verdadeira origem do nome de Maria Bonita. "As primeira notícias de jornal onde podemos verificar alguma citação sobre o pseudônimo Maria Bonita é de 1934, quando o jornal de forma jocosa registra: Maria Bonitinha!" provoca Luiz Ruben. 


 Luiz Ruben e "O Nome de Maria Bonita pelos Jornais"
 João de Sousa Lima, Neli Conceição e Célia Maria
Neli Conceição, Luiz Ruben e Célia Maria
João de Sousa Lima e Manoel Severo
 Algumas das muitas imagens trazidas por Luiz Ruben, de jornais notadamente da década de 30 sobre o nome de Maria Bonita
Pesquisadores de todo o Brasil participaram das apresentações de Luiz Ruben 
e Leandro Cardoso.
Francisco de Assis

Luiz Ruben comenta: "Hoje estamos tendo a oportunidade de trazer e apresentar para pesquisadores de todo o Brasil; presentes ao Cariri Cangaço; esse manancial de citações de jornais de época, notadamente da década de 30, onde vamos encontrar referências ao cognome de Maria Bonita, companheira de Lampião, fato que nos permite aprofundar a pesquisa sobre a origem desse nome."


 Médico, pesquisador e escritor Leandro Cardoso e as principais polêmicas de Angico
Manoel Severo e Leandro Cardoso
 Mesa de Debates com Leandro Cardoso, Raul Meneleu, Cristiano Ferraz 
e João Tavares Calixto Junior

O médico e pesquisador Leandro Cardoso Fernandes, Conselheiro Cariri Cangaço, de forma magistral abordou o tema "O Desfecho de Angico" quando passo a passo elencou e discorreu sobre os principais pontos de polêmica em relação ao episódio mais controverso da história do cangaço.


Conselheiro Cariri Cangaço Raul Meneleu
 Cristiano Ferraz e João Tavares Calixto Junior
Leandro Cardoso Fernandes e Paulo Britto
 Narciso e Catarina, Emmanuel Arruda e Getúlio Bezerra; Raíssa Fernandes
 e Daniel Walker, Carlos Alberto 
Aglézio de Britto e Oleone Fontes

"Massacre ou combate?" "Quem traiu Lampião?" "Houve ou não houve Veneno?" e o "Lampião de Buritis?" "Porque não foi feito o cerco completo?" Passo a passo o pesquisador Leandro Cardoso foi apresentando suas conclusões diante dos pontos mais polêmicos que envolvem Angico. Para Leandro Cardoso "não resta a menor dúvida que Lampião morreu em Angico, também não resta a menor dúvida, que não houve envenenamento naquele 28 de julho e sobre o Lampião de Buritis, quero crer que o autor Geraldo Aguiar foi levado de boa intensão a acreditar na fantasia do suposto personagem em Minas Gerais".

A tarde do último dia do Cariri Cangaço Piranhas 2016 no IFAL ficou marcada pela grande participação dos pesquisadores presentes, "os debates e as intervenções dos companheiros que pesquisam cangaço, especialmente na tarde hoje, permitiram aos conferencistas esclarecerem ainda mais suas convicções sobre esses temas tão palpitantes que são o nome de Maria Bonita e o sempre polêmico Angico, realmente um dos pontos altos de nosso Cariri Cangaço em Piranhas", reforçou o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa.

Cariri Cangaço Piranhas 
IFAL , Piranhas AL 
30 de Julho de 2016

Noite de Encerramento do Cariri Cangaço Piranhas 2016


Janine Barbosa, Manoel Severo e Celsinho Rodrigues

auditório do Centro Cultural Miguel Arcanjo, no centro histórico de Piranhas recebeu a terceira e última noite do Cariri Cangaço Piranhas 2016. Dentro da programação de encerramento, duas conferencias com mesas de debates, lançamento de livros e apresentações culturais.

No primeiro momento da noite , Janine Barbosa foi a responsável em apresentar o projeto da Rota do Cangaço, dentro dos "Caminhos do São Francisco". Desde sua foz, em Piaçabuçu, até a última cidade do estado, em Delmiro Gouveia, o Rio São Francisco carrega no seu leito passeios encantadores por toda Alagoas. O Projeto mostra todas as potencialidades dos vários destinos, sua  interface com as iniciativas locais e os talentos das culturas do lugar além da importância do tema cangaço, uma vez que o mesmo é um dos maiores indutores de turismo da região.

 Manoel Severo e abertura da terceira e última noite do Cariri Cangaço Piranhas 2016

 Janine Barbosa e a apresentação da "Rota do Cangaço" nos Caminhos do São Francisco

Em seguida os pesquisadores e escritores; Elane Marques de Aracaju e Luiz Ruben, de Paulo Afonso, apresentaram e realizaram o lançamento de suas mais novas obras. Elane Marques nos trouxe mais uma releitura sobre uma das mais polêmicas personagens do universo feminino do cangaço, com "Sila, do cangaço ao estrelato" reunindo também em seu livro, abordagens e estudos de outros pesquisadores, sobretudo os que mantiveram contato próximo com a ex-cangaceira, companheira de um dos sub-chefes do bando de Lampião, Zé Sereno.

Já o pesquisador e escritor Luiz Ruben, conselheiro Cariri Cangaço lançou "Lampeão, antes de ser Capitão". Neste trabalha o autor apresenta matérias dos jornais publicadas entre 1920 e 1926, antes do rei do cangaço receber a polêmica patente de Capitão dos Batalhões Patrióticos em Juazeiro do Norte. "Não faço intervenções, apenas atualizo os nomes das cidades que ao longo do tempo tiveram seus nomes trocados. A iconografia deste livro abrange a década de 1920 e início dos anos 30 " revela Luiz Ruben.

Elane Marques e Luiz Ruben em noite de lançamento no Cariri Cangaço Piranhas 2016

O último momento da noite ficou por conta da Conferência "Piranhas: Cidade das Volantes" sob a responsabilidade de Paulo Britto, filho do tenente João Bezerra, militar que comandou as volantes que deram fim a Virgulino Ferreira na manha de 28 de julho de 1938 no Angico. 

Paulo Britto confessa:"Eu não sou palestrante nem conferencista, mas diante do desafio que me foi posto por Manoel Severo e Celsinho, não poderia fugir a raia e estar aqui com pesquisadores de todo o Brasil para falar de Piranhas, a cidade das volantes." A conferência de Paulo Britto contou ainda com uma mesa de debates qualificada com os pesquisadores Wescley Rodrigues de Sousa e Jorge Remígio de João Pessoa, além da participação de inúmeros pesquisadores presentes à noite de encerramento.

Paulo Britto e "Piranhas: A Cidade das Volantes"
 Mesa de debates com Wescley Rodrigues e Jorge Remígio
Benner Britto

Piranhas teria seu nome consolidado dentro da historiografia do cangaço a partir da segunda metade da década de trinta; como base de volantes alagoanas, pela invasão de Gato e Corisco ainda em 1936 e principalmente por ali ter sido arquitetado por João Bezerra e seus homens, o plano que teria como desfecho a morte de Lampião no Angico em 1938. Por mais de uma hora Paulo Britto, do alto de seu conhecimento e profunda afinidade com o tema, presenteou a todos com uma brilhante apresentação dos principais aspectos sobre a temática, ligadas a Piranhas, ao cangaço e principalmente à sua família; sua mãe, Cira Britto esteva na linha de frente da defesa da cidade no ataque de Gato e seu pai, João Bezerra; foi o comandante da volante no Angico, não precisa de mais nada...

 Ane e Paulo Britto, Rossi Magne, Benner e Valdeci Britto
Benner Britto, Gilmar Teixeira e Fábio Moura

Cariri Cangaço Piranhas
30 de Julho de 2016
Centro Cultural Miguel Arcanjo, Piranhas, Alagoas

Cariri Cangaço Piranhas 2015

Noite de Luxo na Abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2015


Mesa de Abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2015

Uma grande noite de festa marcou a abertura da Semana do Cangaço com o Cariri Cangaço Piranhas 2015 na noite deste sábado, 25 de julho. O Centro Cultural Miguel Arcanjo ficou pequeno para a espetacular presença do publico, vindo de todo o Brasil para prestigiar uma dos maiores edições do Cariri Cangaço. 

O evento teve seu inicio com a apresentação da Orquestra Filarmônica Mestre Elísio, da cidade de Piranhas para logo em seguida ter sua mesa formada pelo Prefeito Municipal Manoel Brasiliano de Santana, pelo Curador do Cariri Cangaço Manoel Severo Barbosa, pela secretária de cultura do estado de Alagoas, Mellina Freitas, representando também o Governador do Estado de Alagoas, Renan Filho; pelo Deputado Estadual Inácio Loiola, pela secretária de cultura e turismo do município, Patrícia Brasil, pelo representante da Câmara Municipal, vereador Antonio Bráulio e do representante da Comissão Organizadora, Archimedes Marques.

 Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço e Deputado Inácio de Loiola na noite de abertura em Piranhas.

Em suas palavras iniciais a anfitriã da noite, Secretária Patrícia Brasil Rodrigues disse da grande honra em receber o Cariri Cangaço dentro da semana do Cangaço em Piranhas e a grande felicidade de está acolhendo "pesquisadores de todos os lugares do Brasil, tornando o evento na maior festa cultural da temática cangaço, da região"

Para o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, “mais uma vez temos a oportunidade de testemunhar uma demonstração inequívoca da forca da memória, história e tradição de nosso nordeste. Este auditório completamente lotado por verdadeiros apaixonados pelo sertão nos diz de forma segura que estamos no caminho certo, no fomento de debates lúcidos e acima de tudo responsáveis, na direção do fortalecimento da verdade histórica deste que sem duvidas se traduz como o mais significativo fenômeno nordestino. Meu coração se enche de felicidade pois vejo aqui amigos de todos os lugares do pais, numa demonstração da força da integração de toda uma nação, além da presença marcante e honrosa da família Piranhense, isso não tem preço...”

Secretária de Turismo e Cultura de Piranhas, Patricia Brasil Rodrigues 

Mellina Freitas, Secretária de Cultura de Alagoas, representando o Governador do Estado.

Mellina Freitas, ex-prefeita de Piranhas e atual Secretária de Cultura de Alagoas, na solenidade também representando o Governador do Estado, ressaltou a "espetacular iniciativa do Cariri Cangaço, fomentando e construindo bases sólidas para a perpetuação da cultura do sertão" e complementou, "conseguimos sentir que aqui temos uma verdadeira família".

Ainda dentro da programação de abertura foram entregues Diplomas de Amigo do Cariri Cangaço pela realização da terceira edição do Cariri Cangaço em Piranhas às autoridades presentes. Receberam a honraria o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Desembargador Washington Damasceno Freitas, representado por sua filha, Mellina Freitas; o Prefeito Municipal Manoel Brasiliano de Santana, a secretária de cultura do estado de Alagoas, Mellina Freitas, o Deputado Estadual Inácio Loiola, a secretária de cultura e turismo do município, Patrícia Brasil e um  dos Organizadores do evento, Celsinho Rodrigues.

 Prefeito Manoel entrega o Diploma a Mellina Freitas
Deputado Inacio Loiola entrega Diploma a Secretária Patrícia Brasil Rodrigues

Mellina Freitas recebe de Manoel Severo Diploma do Desembargador Washington Freitas

Para o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "as presentes homenagens representam a sincera gratidão de todos os que fazem o Cariri Cangaço, a estes homens e mulheres, que dentro de sua atividades se notabilizam pela defesa intransigente das coisas do sertão. 

 Celsinho Rodrigues recebe das mãos de sua esposa, Patrícia Brasil Rodrigues
 Archimedes Marques passa as mãos do Deputado Inácio Loiola
Vereador Antônio Bráulio entrega Diploma ao prefeito Manoel Brasiliano

O Cariri Cangaço Piranhas 2015 ainda haveria de homenagear com a Placa de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados a cultura nordestina a várias personalidades do universo da pesquisa e estudo do cangaço. Tendo a frente o Conselheiro Cariri Cangaço, Ivanildo Silveiro e o pesquisador Rostand Medeiros, receberam a honraria: Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço; os pesquisadores; de Barro, Sousa Neto; de Paulo Afonso, Luiz Ruben; de Cajazeiras, Professor Francisco Pereira e de Nazaré do Pico, Netinho Flor.

Manoel Severo recebe placa das mãos de Rostand Medeiros e Ivanildo Silveira

Sousa Neto recebe de Patrícia Brasil Rodrigues
Luiz Ruben recebe de Patricia Brasil Rodrigues
Amélia Araujo representando Netinho Flor recebe de Ivanildo Silveira

Ainda dentro da Programação Solene da noite o pesquisador, escritor e artista plástico sergipano Archimedes Marques homenageou um dos convidados especiais do Cariri Cangaço Piranhas 2015, Paulo Britto, com uma escultura em papel machê do grande comandante das volantes que deram cabo de Lampião na grota de Angico, seu pai, tenente João Bezerra. 

 Paulo Britto, filho do tenente João Bezerra e a homenagem de Archimedes Marques

Depois do momento solene de abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2015, para um auditório totalmente tomado de pesquisadores de todo o Brasil, representantes de vários grupos de estudos, universidades, curiosos e sobretudo a sociedade piranhense, houve a conferencia de abertura com a palestra: Piranhas e sua Historia, sob a responsabilidade do pesquisador e deputado estadual Inácio Loiola. 

As origens de Piranhas, até os dias atuais, passando por todos os significativos acontecimentos perpetuados na "lapinha do sertão" foram pouco a pouco sendo desnudados em brilhante conferência pelo pesquisador Inácio Loiola. "A presença do cangaço foi tão forte aqui em Piranhas que chegou a colocar em segundo plano na história, a visita do imperador Dom Pedro II" , ressalta Inácio.

Deputado Inácio Loiola em "Piranhas e sua História"


Auditório do Centro Cultural Miguel Arcanjo totalmente lotado na noite de Abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2015.




Durante mais de uma hora os convidados da noite foram presenteados por uma conferência que proporcionou a todos, conhecer mais de perto a história e os principais acontecimentos que marcaram  a vida de Piranhas. Ao final da noite os convidados participaram ainda de show de forró na Feira do Cangaço, no centro histórico de Piranhas, onde também puderam entrar em contato com os principais pesquisadores e escritores da temática que realizavam exposição de suas obras, como também como o mais autentico artesanato local e comidas típicas da região. 

Cariri Cangaço Piranhas 2015
Piranhas, 25 de Julho 
Centro Cultural Miguel Arcanjo

Presenças Honrosas no Cariri Cangaço Piranhas 2015

Celsinho Rodrigues, Manoel Severo e Patricia Brasil

O Cariri Cangaço Piranhas 2015 mais uma vez consolidou de maneira inequívoca o nosso principal lema: Onde o Brasil de Alma Nordestina se Encontra ! Por todos os dias e em especial à noite de abertura, no auditório do Centro Cultural Miguel Arcanjo, no centro histórico de Piranhas, reencontramos e tivemos o prazer de receber confrades e amigos de praticamente todo o Brasil. Expert e iniciantes, experientes e entusiastas, pesquisadores, escritores, documentaristas, cineastas, artistas, enfim verdadeiros apaixonados pela cultura do sertão.

Sem dúvidas a região nordeste esteve presente em peso. Oito dos nove estados de nosso chão estiveram presentes, com destaque; além dos anfitriões alagoanos; o estado da Paraíba com uma espetacular grupo de mais de 20 componentes, tendo a frente o bravo GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, com seu presidente Narciso Dias, Jorge Remigio, Jair Tavares, Bismarck Oliveira, além dos pesquisadores, Wescley Rodrigues, Francisco Pereira, Francisco Messias, Guerhansberger Taylor, de Pombal, José Tavares, Alcides Carneiro, dentre muitos outros, fazendo de Piranhas uma segunda Paraíba.


 Pedro Barbosa, Manoel Severo e Deputado Inacio Loiola
 Manoel Severo, Aderbal Nogueira e Wescley Rodrigues
 Manoel Severo, Raul Meneleu e Narciso Dias
José Tavares, Rostand Medeiros, Manoel Severo e Luiz Antônio

Lá de cima os confrades da Procissão da Sanfona, Teresina de Wilson Seraine esteve presente com a grande caravana de Tadeu Matos abrilhantando sobremaneira o evento. Do Ceará, destaque para os confrades do GECC; Aderbal Nogueira, Lívio Ferraz, Afrânio Mesquita, Aldo Anísio, Antônio Tomaz, Felipe Mafuz, além de Juliana Pereira, ainda do Ceará, as honrosas presenças dos Secretários de Cultura de Lavras da Mangabeira, Cristina Couto, de Aurora, José Cícero Silva e Barro, Sousa Neto.

Os potiguares de Natal e Mossoró tendo à frente Ivanildo Silveira, Rostand Medeiros, Chagas Nascimento, Carlos Alberto, Assis Nascimento, Alexandre Wagner, Luiz Antônio, Manuel Nascimento, além de Romero Cardoso formam o valoroso time do Rio Grande do Norte.


 Manoel Severo e casal Bismark Oliveira
 Elisangela Lima, Ivanildo Silveira e Lamartine Lima
 Afranio Cisne, Lívio Ferraz e Manoel Severo
Washington Correa, Manoel Severo e Marcos de Carmelita

Pernambuco, berço do rei do cangaço; esteve presente com destaque para a grande caravana de Floresta com Teresa e Manoel Serafim, Maria Amelia Araujo, Cristiano Ferraz, Vanessa Novaes Ferraz e Marcos de Carmelita, já preparando o esperado Cariri Cangaço Floresta em 2016. Pernambuco ainda contou com Paulo Britto, filho do tenente João Bezerra, Ane Ranzan, Rhyan Britto, Dr. Lamartine Lima, Rosa Bezerra, Antônio Vilela, Júnior Almeida, Ana Lucia Souza, Louro Teles, José Carlos Xavier, Urbano Silva, Viridiano Dias, dentre muitos outros confrades.

Alagoas, sem dúvidas, anfitriã de nosso Cariri Cangaço Piranhas 2015, esteve com presença forte de companheiros de todo o estado. Piranhas tendo a frente o Prefeito Manoel Brasiliano, nossos estimados secretários municipais; Patrícia Brasil, Reginaldo Rodrigues, Sônia Jaqueline, Felipe Rodrigues, Washington Correa alem dos amigos Petrucio Rodrigues e Fábio Moura, dentre outros. Ressaltamos o grande destaque do evento, Celsinho Rodrigues e as presenças honrosas do deputado estadual Inácio Loiola, da secretaria de cultura do estado, Mellina Freitas, e do amigo José Carlos - Cacau . Destaque também para as caravanas de Água Branca, com Edvaldo Feitosa e também Delmiro Gouveia, além de Maceió. 


Rostand Medeiros, Sousa Neto e Manoel Severo
 Ana Lucia Souza, Juliana Pereira e Wescley Rodrigues
André Brasil e Manoel Severo
 Chagas, Manoel Nascimento, Manoel Severo e Assis Nascimento
 Narciso Dias, Manoel Severo e Roberto Cavalcante
Sousa Neto, João de Sousa Lima, Leila e Patrícia Brasil
Getúlio Bezerra e Manoel Severo

Sergipe forte com Aracaju : Archimedes e Elane Marques, Raul Meneleu, Joesia Ramos, Abreu Mendes e o grande Kiko Monteiro de Lagarto; Professores Leandro Duran e Railda Nascimento do MAX. Já Poço Redondo, cidade sede de nosso evento, despontou com o prefeito Roberto Araujo, Padre Mário, e a espetacular e gigante representação da família do principal homenageado do evento, Alcino Alves Costa, como Rangel Alves da Costa, Ustane Costa e Eliene Costa, dentre muitos outros.

Para completar o mapa nordestino, a Bahia pontuou forte no Cariri Cangaço Piranhas 2015: Salvador e Paulo Afonso, dentro outros municípios, formaram um time sem igual, com destaque para o querido amigo João de Sousa Lima, Gilmar Teixeira, Luiz Ruben, Oleone Coelho Fontes, Renato Bandeira, José Bezerra Lima Irmão, Antônio Edson, José Joventino, dentre outros.


Manuel Nascimento, Elane Marques, Juliana Pereira e Chagas Nascimento
 Manoel Severo e Antônio Edson
Archimedes Marques, Luiz Ruben, Manoel Severo e Renato Bandeira
 Manoel Severo, Amélia Araujo, Teresa e Manoel Serafim
 Oleone Fontes, Junior Almeida e José Bezerra Lima Irmão
 Antonio Vilela e Junior Almeida
Sálvio Siqueira, Petrucio Rodrigues e Edinaldo Leite
Manoel Severo e casal Paulo Wenceslau
Gilmar Leite, Manoel Severo e Edinaldo Leite

Sudeste, Centro Oeste e Sul, também estiveram presentes, com destaque para São Paulo com as presenças mais que honrosas do grande Mestre, Antonio Amaury Correa de Araujo, e grande grupo de amigos: Carlo Araujo, Dr José Mario, Dr. Benedito Denarzi, Paulo Wenceslaw, Sálvio Siqueira, Edinaldo Leite, Gilmar Leite; de Minas a presença sempre maravilhosa da filha dos cangaceiros Moreno e Durvinha, Neli Conceição, do Distrito Federal, os amigos Roberto Cavalcante e Getúlio Bezerra, além de Saquarema com Josué Macedo, dente muitos outros companheiros que abrilhantaram mais uma vez essa grande festa da integração nacional, na direção do fortalecimento de nossa cultura sertaneja.

Cariri Cangaço Piranhas 2015
25 a 28 de Julho - Piranhas e Poço Redondo - Nordeste - Brasil

Maranduba no Cariri Cangaço Piranhas 2015 !


Eram cerca de 9 da manha quando a Caravana Cariri Cangaço partiu de solo alagoano rumo a outra margem do Velho Chico, destino: Poço Redondo, em Sergipe - para a famosa fazenda Maranduba; palco de um dos mais espetaculares e sangrentos combates do ciclo lampiônico, o conhecido Fogo da Maranduba. A Caravanas partiu do centro histórico e do hotel Xique Xique em Xingó e em horário pré-determinado seguiram juntas rumo a Maranduba.

35 minutos de Piranhas a Poço Redondo, ali, saindo da rodovia entre Canindé e Poço Redondo, se seguiu por uma estrada de terra por cerca de uns 17 km ate chegar a lendária fazenda Maranduba, antigo território pertencente a Porta da Folha, hoje Poço Redondo. No trajeto, vários lugarejos e fazendas, inclusive a casa da ex-cangaceira Adília. Vislumbrando ao longe a famosa Serra Negra, de João Maria e Zé Rufino, depois se chega a incomparável fazenda Maranduba. Na Caravana pouco mais de 150 pessoas...

 Archimedes e Elane Marques, Manoel Severo
 Manoel Severo e o Fogo da Maranduba
Dentro da programação da visita técnica, Manoel Severo Barbosa , curador do Cariri Cangaço foi o responsável pela apresentação do local e o histórico do combate, apresentação essa precedida pelas palavras dos responsáveis pela programação do Cariri Cangaço Piranhas 2015 em Poço Redondo, os pesquisadores Elane e Archimedes Marques; na capela de Santa Luzia no povoado de Maranduba.

Manoel Severo, nos contou assim: “Maranduba sem dúvidas se configura como mais um surpreendente combate onde Virgulino novamente mostra sua vivacidade e o pleno conhecimento do lugar e de táticas de combate na caatinga. O ano era 1932 e os primeiros dias de janeiro, dias antes havia acontecido o terrível episodio das “ferrações” por Zé Baiano na vizinha Canindé.
 Elisangela e Lamartine Lima, Manoel Severo
 Afranio Mesquita, Ana Lúcia, Juliana Pereira e Wescley Rodrigues
 Abreu Mendes, Cristina Couto, Romero Cardoso, Manoel Severo, Jeová, Cecilia Maria, Neli Conceição e Ruy Gabriel
Manoel Severo e Patricia Brasil

Continua Severo: " O fato acirrou a sanha dos soldados sob o comando de Mané Neto e Liberato de Carvalho...” e continua Severo: “O Tenente Manoel Neto, o bravo Nazareno, viu tombarem sem vida muitos de seus valorosos homens nesse fogo da Maranduba e afirmou que nunca tinha visto tanta bala como viu ali, outra coisa que se comentava foi que no local em que aconteceu o fogo de Maranduba, durante vários anos, das árvores e dos matos rasteiros não ficaram folhas. Tudo era preto, como se tivesse passado um grande fogo. As árvores ficaram completamente descascadas de cima abaixo, de balas”.

E ainda Manoel Severo “o combate se deu perto do meio dia e se estendeu até o sol se por, os cangaceiros estavam se preparando para comer e as pias iriam fornecer a água necessária para os próximos caminhos, dispostos sob a sombra dos sete famosos umbuzeiros do lugar. As volantes cansadas da longa jornada se aproximaram pela caatinga da Maranduba tendo Mané Neto no comando de seus homens, para em seguida se aproximarem os baianos de Liberato de Carvalho. 
 Manoel Severo, Cristina Couto e Celsinho Rodrigues
 Caravana Cariri Cangaço rumo a Maranduba...
Bela Maranduba, cenário de fogo e morte...


Concluindo: "Ali cometeram os mesmos erros de combates anteriores e acabaram envolvidos por várias linhas de tiros, engenhosamente armada por Lampião e seus cangaceiros. Ao final, dentre os muitos que tombaram sem vida, constavam 4 homens de Nazaré: Hercílio de Souza Nogueira e seu irmão Adalgiso de Souza Nogueira (primos dos irmãos Flor), João Cavalcanti de Albuquerque (tio de Neco Gregório) e Antônio Benedito da Silva (irmão por parte de mãe de Lulu Nogueira, filho de Odilon Flor).”

Logo em seguida sob a orientação do pesquisador Ivanildo Silveira a Caravana de visitantes adentraram o local palco do combate. Por mais de 1 hora os confrades puderam conhecer de perto aquele que seria um dos cenários inesquecíveis do cangaço. Um momento marcante da visita em Maranduba foi encontrar a Cruz que marca o local onde foram sepultados os Nazarenos e seus companheiros de farda. Dos velhos Umbuzeiros, únicas testemunhas ainda presentes em Maranduba, restam apenas cinco.
 Marcos de Carmelita, Vanessa Novaes, Cristiano Ferraz e Jorge Remígio
 Wescley Rodrigues, Livio Ferraz, Juliana Pereira e Kiko Monteiro
 Josué Macedo, Jose Joventino, Manoel Severo e Neli Conceição
 Luiz Ruben e Aderbal Nogueira
 Sálvio Siqueira, Edinaldo e Gilmar Leite
Antonio Tomaz, Ana Lúcia e Ingrid Rebouças

Vendo de perto a lendária Maranduba, sua geografia, vegetação, pisando aquele chão, vendo em loco como as tropas da policia se posicionaram e se aproximaram o recuo estratégico dos cangaceiros; só assim vamos entender o quanto foi surpreendente o desempenho e a resistência dos 32 homens de Virgulino contra as forças de baianos e pernambucanos de Manoel Neto e Liberato de Carvalho. 
Ingrid Rebouças e a vida e a esperança nascendo em Maranduba...

Do cenário da batalha pouco se conservou, a casa da fazenda toda ruiu, a vegetação típica da caatinga da época virou uma grande roça, poucas pedras, as pias secas, apenas os enigmáticos umbuzeiros e a cruz que marca o local do sepultamento dos homens de Nazaré, testemunham contra o tempo, aquela que foi uma das mais significativas vitórias de Virgulino Lampião. Por fim a constatação da valiosa visita dentro da Programação do Cariri Cangaço em Poço Redondo, Sergipe. Dali seguiríamos para o centro de Poço Redondo, local das muitas homenagens a Alcino Alves Costa.

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Fazenda Maranduba, 26 de Julho
Poço Redondo - Sergipe

Alcino...Personalidade Eterna do Sertão!

Elane e Archimedes Marques na festa de Poço Redondo e Alcino...

Do Fogo da Maranduba direto para o centro de Poço Redondo. Outrora, Poço Redondo era um arruado pertencente ao vasto município de Porto da Folha. Com sua emancipação em 25 de novembro de 1953 quase todas as fazendas nascidas nos escondidos daquelas brenhas caatingueiras passaram a pertencer ao novo município.

Na manha desde 26 de Julho uma grande festa marcaria mais uma homenagem ao inesquecível Decano. O município tendo a frente o Prefeito Roberto Araújo Silva, inaugurou nesta manhã a Avenida Alcino Alves Costa; principal logradouro do município; em reconhecimento ao legado do grande pesquisador e escritor, prefeito por 3 vezes de Poço Redondo e Patrono do Conselho Cariri Cangaço, Caipira de Poço Redondo, Alcino Alves Costa.
 Poço Redondo parou para homenagear Alcino...
 Autoridades e familiares, além de pesquisadores de todo o Brasil na festa de Alcino
Juliana Pereira recebe homenagem de Elane Marques
 Padre Mário Sérgio e Prefeito Roberto Araujo
Deputado Inacio Loiola ao lado de Elane Marques e Patricia Brasil Rodrigues

Durante a solenidade, a Comissão Organizadora do Cariri Cangaço em Poço Redondo, Archimedes e Elane Marques prestaram várias homenagens a personalidades do universo da pesquisa do cangaço e que possuíam estreitas ligações com Alcino Costa, dentre essas foram homegeados, Manoel Severo, Inácio Loiola, Juliana Pereira, Ustane e Eliene Costa, Roberto Araujo, Padre Mário, Patricia Brasil, Ivanildo Silveira, Aderbal Nogueira, entre outros. 

Tendo o momento alto da solenidade marcado pela espetacular homenagem do pesquisador e escritor, artista plástico Archimedes Marques a Alcino Alves Costa, com uma bela e significativa escultura em papel machê do velho Caipira com suas famosas e conhecidas "sandálias de dedo" e sua obra preferida:"Maria do Sertão". "Essa escultura sera mantida em uma redoma doada pela prefeitura, para a perpetuação da memoria de Alcino", confirma Archimedes Marques.
 Deputado Inacio Loiola entrega Título ao Prefeito de Poço Redondo, Roberto Araujo
Elane Marques entrega Título a Padre Mário Sérgio
Juliana Pereira e Ustane Costa e a outorga de "Personalidade Eterna do Sertão" ao Caipira de Poço Redondo, Alcino Alves Costa
Ainda dentro da solenidade o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo entregou o Diploma de Amigo do Cariri Cangaço ao senhor prefeito Roberto Silva e ao Padre Mário Sérgio, pela defesa das tradições e memória do sertão. Outro ponto emocionante foi quando Manoel Severo, em nome do Conselho Cariri Cangaço, da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço,outorgaram a Alcino Alves Costa o Título de PERSONALIDADE ETERNA DO SERTÃO.  

Em suas palavras o prefeito Roberto Araujo ressaltou a grande importância de Alcino para a história do nordeste e de Poço Redondo ... “Alcino ficará na memoria de Poço Redondo e assim entra para nossa história". Já o Deputado Estadual de Alagoas, amigo pessoal de Alcino; pesquisador Inácio Loiola afirmou: "Alcino não imagina o quanto foi importante para a minha vida, em todos os aspectos, isso guardo em meu coração e citando Rui Carneiro, "Os grandes homens não morrem... Se encantam...!" 
 O Pequeno Alcino para o Grande Alcino...
 Deputado Inácio Loiola: "Grandes homens não morrem, se encantam" citando o paraibano Rui Carneiro 
Wescley Rodrigues, Ana Lucia, Elane e Archimedes Marques, Neli Conceição e  o pesquisador Ivanildo Silveira
Teresa e Manoel Serafim, Oswaldo e Manoel Severo

Para a pesquisadora cearense Juliana Pereira, visivelmente emocionada, as homenagens ao inesquecível Caipira de Poço Redondo “traduzem toda a gratidão de um povo a um dos seus, Alcino amou o sertão e seu Poço Redondo acima de qualquer coisa e hoje testemunhamos dentro do Cariri Cangaço mais uma justa e oportuna homenagem, certamente lá do céu o querido Mestre está exultando de felicidade”. 

Amigos de todo o Brasil estiveram em Poço Redondo para prestar a homenagem àquele que sem dúvidas é uma referencia para todos os que pesquisam o cangaço. Com sua forma fácil de falar, colocando sempre o tempero sadio da polêmica pertinente, a obra de Alcino se configura como uma das mais seguras fontes de pesquisa para todos nós.
A arte e o talento de Poço Redondo tendo Alcino como testemunha...
 Kiko Monteiro, Manoel Severo e Narciso Dias
 Juliana Pereira, Luiz Antonio, Manoel Severo e Louro Teles
 Ivanildo Silveira
 Manoel Severo, Sálvio Siqueira, Edinaldo Leite, Ivanildo Silveira e Gilmar Leite
Ivanildo Silveira, Manoel Severo e a família "Florestana"

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço não conteve as lágrimas em muitos momentos da manhã inesquecível em Poço Redondo e disse: "O que podemos dizer depois de uma homenagem tão significativa e sincera ? Alcino era a nossa alma, o nosso combustível, o nosso  amigo e Mestre".

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Poço Redondo, Sergipe 26 de Julho 
Solenidade de Inauguração Avenida Alcino Alves Costa

Memorial para a Eterna Memória do Caipira de Poço Redondo...

Personalidade Eterna do Sertão

As homenagens ao escritor Alcino Alves Costa não pararam na inauguração da principal rua de Poço Redondo, que passava a se chamar Avenida Alcino Alves Costa, nem com as placas de homenagens, nem com a outorga do Título "Personalidade Eterna do Sertão", concedido pelo Cariri Cangaço, SBEC, GECC e GPEC.

Logo após a solenidade na praça de Poço Redondo os convidados do Cariri Cangaço Piranhas 2015 se deslocaram até a inauguração do esperado Memorial Alcino Alves Costa. Para Ustane Alves, filha do escritor homenageado "o Cariri Cangaço era a vida de papai, ele passava o ano inteiro esperando chegar e hoje temos essa maravilhosa homenagem, muito obrigado".

Manoel Severo e Rangel Alves da Costa no Memorial Alcino Alves Costa

Com a presença do casal de pesquisadores, Archimedes e Elane Marques responsáveis pelo Cariri Cangaço em Poço Redondo; contando com a participação de familiares, foi inaugurado o Memorial Alcino Alves Costa, tendo a frente um dos filhos de Alcino, o pesquisador, escritor e cronista, Rangel Alves da Costa, que recebeu a todos e foi o responsável pela concepção do Memorial, localizado na residência em que Alcino morava , no centro de Poço Redondo.

Nas dependências do Memorial, estão mantidas e expostas além dos móveis e utensílios pertencentes a família, objetos pessoais de extremo valor sentimental e que contam a história deste que sem dúvidas é um dos mais ilustres filhos de Poço Redondo e de Sergipe. Ali despontam sobretudo seu farto material de pesquisa e fotos, inúmeras fotos, centenas de fotos marcando a trajetória de vaqueiro da história do decano Caipira de Poço Redondo, como ele mesmo gostava de ser conhecido.
 Lena e a homenagem de Elane Marques; Ustane Alves recebendo a família Cariri Cangaço

Juliana Pereira, advogada e pesquisadora cearense; "filha de coração" de Alcino Alves Costa; comenta: "incrível, Alcino foi prefeito por três vezes de Poço Redondo, e hoje em seu Memorial testemunhamos que a maioria das fotografias e da memória viva do lugar está ligado a sua vida de pesquisador do cangaço, principalmente dentro de nosso querido Cariri Cangaço".

Para Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, "Alcino era mais que um amigo, com  um senso e um zelo de justiça incomum, sempre aberto ao diálogo com o contraditório, nos ensinava mais com  sua postura e sentimento do mesmo com suas espetaculares descobertas... Alcino trata-se de um grande pesquisador, é verdade; grande como poucos, mas Alcino antes de qualquer coisa foi um ser humano sem igual, gigante...enorme... que saudade de seu sorriso, de seu olhar aguçado, de seu coração do tamanho de todo o sertão". Por fim os convidados do Cariri Cangaço foram recepcionados por almoço oferecido pela família Alves Costa.

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Memorial Alcino Alves Costa, 26 de Julho
Poço Redondo, Sergipe

O Cariri Cangaço e a Invasão de Gato a Piranhas

Nas escadarias da prefeitura de Piranhas, a Família Cariri Cangaço...

A tarde do segundo dia do Cariri Cangaço Piranhas 2015 reviveu um dos momentos mais marcantes de sua história. Sob a coordenação dos pesquisadores João de Sousa Lima, Inácio de Loiola, Paulo Britto e Celso Rodrigues, tivemos a oportunidade de reencontrar nas ruas de Piranhas aqueles momentos de tensão vividos em 1936...

João de Sousa Lima nos esclarece: “Gato encontrou a morte depois desse ataque a Piranhas, depois da prisão de sua amada Inacinha, pelo tenente João Bezerra. Inacinha estava grávida e neste combate saiu ferida. O tiro entrando nas nádegas e saindo no abdômen. Por muita sorte a criança não foi ferida. Gato pede ajuda a Corisco e este organiza esse ataque . No trajeto, Gato sai disseminando a morte. A data se tornaria, para algumas famílias, uma lembrança dolorosa. 


Gato e Inacinha, Inacinha presa em Piranhas; João Bezerra e Dona Cyra.

E continua João: "Era 29 de outubro de 1936. Dentre os mortos feitos por Gato, estavam Abílio, Messias, Manuel Lelinho e Antônio Tirana. Sendo refém de Gato, o jovem João Seixas Brito, que seria sangrado alguns minutos depois, quando jurou que não havia policiais na cidade e ao romper o som dos primeiros disparos, ocasionados pelos poucos moradores que se negaram a fugir, abandonando a cidade, o rapazinho de 15 anos de idade foi barbaramente assassinado.” 

Inácio Loiola, confirma: " É importante saber que Inacinha depois desse episódio viria a se casar justamente com um soldado da volante de Piranhas..." E continua João de Sousa Lima... “Assim que os cangaceiros entraram na cidade, o delegado Cipriano Pereira e mais oito soldados fugiram deixando os moradores desguarnecidos. Os populares tiveram que suprir a falta dos “Homens da Lei”. Formaram-se poucos grupos de resistência e entre alguns dos habitantes que lutaram estava Cira Brito, esposa do tenente João Bezerra."

Sonia Jaqueline, Cacau, Manoel Severo, Petrucio e Reginaldo Rodrigues, João de Sousa, Inácio Loiola e Paulo Britto
 João de Sousa Lima
Paulo Britto
 Antônio Vilela, Manoel Severo, Rostand Medeiros
Paulo Britto, Ivanildo Silveira, Josué, Junior Almeida, José Tavares e Narciso Dias

Celso Rodrigues complementa:" Lá do cemitério o Joãozinho Carão defendia com outros homens aquela lado da cidade, já meu pai Chiquinho Rodrigues e Joãozinho Marcelino, se encontravam nos sobrados sustentando fogo contra os homens de Corisco e Gato.” Volta João de Sousa Lima: ”Chiquinho Rodrigues portava um rifle cruzeta e tinha um estoque de 260 cartuchos, dos quais deflagrou 170. Existe uma polêmica em razão do tiro que atingiu o cangaceiro Gato. Uns dizem que o autor do foi Chiquinho Rodrigues, outros creditam o certeiro disparo, a Joãozinho Carão. A verdade é que Gato saiu baleado e morreu três dias depois do confronto, acabando-se assim um dos mais cruéis homens que engrossaram as fileiras do cangaço.”

Paulo Britto filho do tenente Bezerra , teve também sua mãe, dona Cyra, como uma das protagonistas do marcante episodio, que afirmaria depois em um depoimento: "Eram duas da tarde quando eles chegaram a Piranhas. Eu pensei que fosse [o tenente] Bezerra de volta com a volante [proveniente de Delmiro Gouveia]. Então eu saí para a calçada, porém uma prima minha gritou: 'Cyra, entre são os cangaceiros'. Piranhas é uma cidade construída num vale cercado de serras. Quando eu olhei, vi que vinham descendo cangaceiros por todos os lados. Recuei e fui fechar a porta da casa, mas não consegui fechar a primeira janela e, um cangaceiro, escondido atrás de uma gameleira (uma árvore secular que havia em frente à casa) disse: 'Não feche que morre'. Eu me encostei na janela e olhei. Vi a um canto da parede um riflezinho. Peguei-o e atirei no cangaceiro. Fiquei trocando tiro. Ele tentava me alvejar pela janela e eu atirava nele. (...) Nós tínhamos armas em todos os cantos da casa."


 Do alto do Solar dos Rodrigues, Celso Rodrigues, João de Sousa Lima e Paulo Britto: A saga da invasão de Gato
Celso Rodrigues
João de Sousa Lima e Celso Rodrigues  
Renato Bandeira

E continua dona Cyra: "Quando eu estava assim trocando tiros com esse homem, Corisco surgiu na esquina da avenida Tabira de Britto [próxima à Prefeitura Municipal], perseguindo meu tio João Correa de Britto, prefeito nessa época. Corisco estava quase pegando meu tio quando eu atirei nele, mas só consegui atingir os bornais. Ele rodopiou, entrincheirou-se na escada de uma casa e ficou atirando em mim. Eu deixei de atirar naquele que estava junto à gameleira e fiquei atirando para o outro. É quando surge na mesma esquina um grupo de cangaceiros trazendo uma rede com um corpo, uma rede toda ensanguentada. Era Gato, marido de Inacinha, que tinha morrido. Um tiro [dos muitos dados pelos defensores da cidade em duas horas de cerrado tiroteio] atingiu a cartucheira que ele trazia na cintura, atingiu o pente de onde explodiram cinco balas que esfacelaram seu intestino." (1985, p. 13) Os cangaceiros, diante do inesperado, bateram em retirada.”

Por mais de duas horas os convidados Cariri Cangaço puderam ouvir das escadarias do Palácio Pedro II, sede da Prefeitura Municipal de Piranhas e mais que isso; percorrer ao lado dos pesquisadores, as ruas e o trajeto, como também conhecer as verdadeiras posições e os principais pontos do ataque e da 


Pedro Barbosa, Luana Lira, Ingrid Rebouças
Celsinho Rodrigues e a Rota da Invasão pelas ruas de Piranhas 
 Cada passagem , cada local, cada ponto: Memoria e história pelas ruas de Piranhas
Wescley Rodrigues, Neli Conceição, Patrícia Brasil Rodrigues

O sol já começava a se por quando a caravana de peregrinos das caatingas retornava ao ponto de partida. Ali se consolidava mais um dos sensacionais momentos do Cariri Cangaço Piranhas 2015.

Grandes Lançamentos na Segunda Noite de Cariri Cangaço Piranhas

Manoel Severo e Edvaldo Feitosa

A noite do segundo dia do Cariri Cangaço Piranhas teve como palco o Centro Cultural Miguel Arcanjo. Antes mesmo das conferencias da noite, os pesquisadores e escritores, Edvaldo Feitosa de Água Branca e Luiz Ruben de Paulo Afonso, realizaram os lançamentos de suas mais novas obras; Água Branca - História e Memória e Fim do Cangaço - As Entregas.
Manoel Severo e Edvaldo Feitosa em noite de Lançamento

Em seu livro Água Branca - História e Memória, o pesquisador e escritor Edvaldo Feitosa, filho de Água Branca traz em suas linhas a história dessa que sem dúvidas é uma das aconchegantes cidades das Alagoas; anteriormente o território de Água Branca fazia parte das sesmarias de Paulo Afonso,depois foi denominada Mata Pequena, Matinha de Água Branca, até se tornar atualmente no município de Água Branca. 

Água Branca entrou para a historiografia do Cangaço, a partir do ataque de Lampião, ainda em 1922, o ataque foi o primeiro do rei do cangaço liderando pela primeira vez seu próprio bando, outrora bando de Sinho Pereira; ao Casarão da Baronesa de Água Branca. Recorremos ao pesquisador Raul Meneleu :"O livro do amigo Edvaldo traz fatos pitorescos como por exemplo, em terras da Vila de Viçosa e Anadia, Raimundo José Vieira, antepassado da família Vieira Sandes, escravizou uma índia Caeté e quando saía do vilarejo costumava trancá-la em uma gaiola feita de bambu, para que ela não fugisse pois seu intento era casar-se com ela, o que aconteceu no ano de 1815 onde a índia recebeu o nome de Maria Barbosa de Jesus."


Casa da Baronesa de Água Branca e Foto da cidade em 1919

Para o autor, escritor e pesquisador Edvaldo Feitosa, "Neste universo literário descobrimos que um livro é um mundo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, e um morto que vive! O livro Água Branca: História e Memória, foi contemplado com mais um cerimonial de lançamento, desta vez aqui na cidade de Piranhas, Alagoas, reunindo escritores, pesquisadores e historiadores de todo Brasil. As edições do Cariri Cangaço, além do contexto histórico-cultural nos proporciona a construção de um novo ciclo de amizades. Essa é a família Cariri Cangaço que conheço...de corpo e alma nordestina!"

O outro momento da noite de lançamentos foi com Luiz Ruben, pesquisador e escritor de Paulo Afonso lançando seu mais novo livro que reúne em sua obra "Fim do Cangaço - As Entregas", episódios marcantes dos últimos dias do ciclo cangaceiro de Virgulino Ferreira logo após Angico, entre os anos de 1938 e 1940. A obra é resultado de uma longa pesquisa realizada pelo autor nos jornais baianos e na Biblioteca Pública do Estado da Bahia. 


De acordo com Luiz Ruben, "buscava saber tudo que foi publicado sobre o cangaço, especialmente sobre Lampião nos jornais daquela época. Daquele trabalho mais abrangente, fiz um recorte que apresento agora, tratando especificamente do fim do cangaço, através das entregas dos grupos cangaceiros, mostrando tudo que o jornal A Tarde, Diário de Notícias,Diário da Bahia, Estado da Bahia, O Imparcial, A Noite, Correio da Manhã, Diário da Noite, Jornal de Alagoas, Gazeta de Alagoas e O Globo, publicaram sobre o assunto."

E completa: "Esse trabalho é dividido em quatro partes. A primeira mostra as entregas dos cangaceiros liderados por Zé Sereno, Ângelo Roque e o grupo do cangaceiro Pancada. Os primeiros se entregaram na Bahia, e o último em Poço Redondo estado de Sergipe, para as polícias alagoanas e sergipanas.A outra parte deste trabalho foi realizada no Quartel dos Aflitos, atual QG da Polícia Militar, também em Salvador. São os documentos oficiais dos Boletins da Polícia Militar da Bahia sobre o combate ao banditismo, obtidos graças à gentileza do amigo, na época tenente Marins, que me deu total acesso aos arquivos da Polícia Militar da Bahia do período de 1928 a 1940."
 Manoel Severo e Luiz Ruben em noite de Lançamento
E por fim revela Ruben: "Na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, localizada no bairro dos Barris em Salvador, fiz o levantamento dos jornais locais a partir da morte de Lampião em julho de 1938, mostrando o que a imprensa baiana publicou sobre as entregas dos cangaceiros à Polícia Militar da Bahia, com menor destaque ao grupo de Zé Sereno, ao contrário do grande destaque dado a rendição do grupo de Ângelo Roque, com fotografias e páginas inteiras sobre o fato.As entregas à Polícia alagoana obtive o material da imprensa Caetés, como troca de documentos com o pesquisador David Bandeira e Marcos Edilson. Também de pesquisa feita por Ana Paula Arruda, por mim contratada para essa missão em Aracaju, onde foram pesquisados os jornais tanto sergipanos quanto alagoanos."

Apresento neste trabalho uma série de fotografias, entre outras, mostrando aspectos urbanísticos de algumas das cidades que tiveram alguns fatos ligados às visitas dos cangaceiros, na área de atuação dos grupos que andavam com Lampião no cangaço. Quero deixar registradas minhas homenagens à imprensa alagoana e baiana pelos seus profissionais anônimos e os que estão identificados neste trabalho.

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - 
Piranhas, Alagoas 26 de Julho 
Lançamentos - Centro Cultural Miguel Arcanjo

Cariri Cangaço Reedita Noite de Festa em Piranhas

Manoel Severo, Lamartine Lima e Antônio Amaury

Ainda dentro do esforço de reconhecimento do Cariri Cangaço às várias personalidades que contribuem com seu trabalho ao fomento da pesquisa e estudo da temática cangaço, o Conselho Curador do Cariri Cangaço, entregou na abertura da segunda noite em Piranhas 2015, Diplomas de Amigo do Cariri Cangaço aos pesquisadores, Paulo Britto, pernambucano, filho do tenente João Bezerra; Antonio Tomaz, pesquisador cearense, diretor do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e Jair Tavares, pesquisador cearense radicado em João Pessoa, integrante do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço.

Paulo Britto e José Cícero Silva
Antônio Tomaz e Aderbal Nogueira
Reginaldo Rodrigues e Jair Tavares

A primeira Conferência da Noite ficou a cargo do médico legista e pesquisador ; oficial médico da Marinha do Brasil; Lamartine de Andrade Lima, que ao longo de mais de uma hora e meia brindou a todos os convidados com uma primorosa apresentação de “Um Estudo Multidisciplinar sobre o Cangaceirismo” e de maneira magistral discorreu sobre os principais aspectos do cangaceirismo em relação aos conflitos bélicos ao longo da história da humanidade. 

"Um trabalho simplesmente espetacular... Hoje foi um privilégio para todos nós recebermos essa grande aula do Dr. Lamartine" ressalta o pesquisador e escritor de Aurora, Professor José Cícero Silva. Já Aderbal Nogueira, documentarista de Fortaleza acentua: "Sensacional !!! Simplesmente sensacional a apresentação do Dr Lamartine". "Realmente um ponto alto neste Cariri Cangaço essa Conferência do Dr Lamartine, pela lucidez, pelo conjunto articulado de informações e por seu grande grau de conhecimento, realmente sensacional" confirma o pesquisador Lívio Ferraz.

Manoel Severo, Lamartine Lima e Antônio Amaury
Lamartine Lima e Antônio Amaury

Para Pedro Barbosa, um dos auxiliares da Organização do Cariri Cangaço, "todos terão acesso às conferências em sua integra, estamos cuidando da parte técnica e logo logo estaremos disponibilizando os áudios completos não só da conferência do Dr Lamartine, mas de todas, não só neste blog, mas também nas redes sociais".

No segundo momento de conferências, um time de peso entrou em campo para o Painel: "A Corrupção nos Tempos do Cangaço". Jorge Remígio, pesquisador de Custódia, radicado em João Pessoa, Sousa Neto de Barro e Narciso Dias, presidente do Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço - GPEC, por mais de uma hora puderam apresentar as diversas visões sobre o controverso assunto, que gravita em torno da literatura do cangaço desde aos primeiros estudos sobre o fenômeno.

 Narciso Dias, Jorge Remigio e Sousa Neto em Painel sobre a Corrupção no Cangaço
Narciso, Jorge, Sousa, Lamartine e Amaury em noite de Painel
Ivanildo Silveira, Rostand Medeiros e Aderbal Nogueira 
Celsinho Rodrigues, Prefeito Manoel Brasiliano, primeira-dama e Patrícia Brasil

Até que ponto a grande rede de relacionamento tecida pela "raposa das caatingas", Virgulino Ferreira, envolvia a presença corrupta de autoridades constituídas do estado ? De onde vinham as armas e a munição ? Como o chefe supremo dos cangaceiros se relacionava com o poder dos coronéis do sertão? o que diziam e dizem os pesquisadores e escritores ? O que há de mentira e de verdade ? 

Tudo isso e muito mais foi a temática do Painel desenvolvida pelos pesquisadores Jorge Remígio, Narciso Dias e Sousa Neto, a polêmica, a controvérsia, a dúvida, as certeza. Para um público atento a noite acabou se prolongando até depois das 23 horas, para depois os convidados participarem de grande show com o espetacular grupo Teatro Cordel da Rabeca. 

Cariri Cangaço Piranhas 2015 -Centro Cultural Miguel Arcanjo, 26 de Julho
Piranhas, Alagoas

Fazenda Picos e a Prisão de Inacinha no Cariri Cangaço Piranhas 2015


Logo cedo da manha a Caravana Cariri Cangaço parte do centro histórico de Piranhas no terceiro dia de evento, rumo a uma das trilhas mais sangrentas do cangaço. Destino: Fazendas, Picos , Pau de Arara e Cachoeirinha, locais da prisão de Inacinha e depois da saga sangrenta do cangaceiro Gato rumo a Piranhas. Novamente cerca de 200 confrades, entre pesquisadores, escritores, alunos e professores, participaram da jornada que teve seu primeiro momento na fazenda Picos.

A fazenda Picos, hoje pertencente ao Dr. Jorge Forte, nos recebeu em grande estilo. A sinalização histórica e o acesso a todos os cenários do marcante episódio do cerco da volante do tenente João Bezerra ao grupo de Gato, providenciados pela municipalidade de Piranhas, tendo a frente as secretarias de Cultura e Turismo com Patricia Brasil Rodrigues e Agricultura com João Lopes, facilitaram sobremaneira a visita técnica do Cariri Cangaço Piranhas 2015.

 Paulo Britto, Seu João, Manoel Severo e Patrícia Brasil Rodrigues 
Patrícia, João de Sousa, Celsinho, Manoel Severo, Dr. João Forte, Seu João, Reginaldo e Sonia Jaqueline
Manoel Severo e as boas vindas à fazenda Picos 
Dona Cláudia, Manoel Severo e José Cícero Silva

Era o mês de Setembro, o ano:1936; quando a volante comandada por João Bezerra cercava e trocava tiros com o grupo de Gato, que se encontravam acoitados na Fazenda Picos. Inacinha, gravida de oito meses acabou sendo foi baleada e capturada por João Bezerra. A companheira do cangaceiro Gato foi levada pela volante para Pedra de Delmiro para logo em seguida seguir para a cidade de Piranhas. 

Durante as explanações o senhor João Lopes, mostrou aos convidados Cariri Cangaço o mapeamento da rota do grupo de Gato, onde estavam e o cerco e por onde se aproximaram os homens de João Bezerra, depois foi mostrado o rumo que o bando tomou, para libertar Inacinha, na frustrada invasão de Piranhas, que teve final trágico para Gato, que na ruas de Piranhas seria baleado e perderia a vida logo depois.

 Abreu Mendes, Romero Cardoso, Jose Joventino, Josue Macedo, Neli Conceição, Manoel Severo e Alan Pernambuco
 Dr Lamartine Lima e Neli Conceição
Antônio Amaury Correa de Araujo...
 Archimedes Marques, Getúlio Bezerra, Elane Marques e Renato Bandeira
 Aderbal Nogueira e Francisco Correia
Afranio Gomes, Manoel Severo e Wescley Rodrigues

Recorremos ao pesquisador João de Sousa Lima sobre o perfil do cangaceiro Gato: "Santílio Barros era o verdadeiro nome do cangaceiro Gato e não se tem na história do cangaço, outro homem que tenha sido tão sanguinário, perverso e frio como foi este cangaceiro. Era filho de Ana (Aninha Bola) e Fabiano, um dos sobreviventes da guerra de Canudos, seguidor do reverenciado beato Antonio Conselheiro. Era índio da tribo Pankararé.

Alem de Gato, duas irmãs sua foram pro bando: Julinha, amante de Mané Revoltoso e Rosalina Maria da Conceição, companheira de Francisco do Nascimento, o cangaceiro Mourão. Mourão mesmo sendo cunhado e primo de Gato, acabou sendo morto por ele, depois que Mourão e Mormaço acabaram uma festa, acontecida no Brejo do Burgo, onde deram alguns tiros colocando a população em pavorosa fuga, Gato sendo cobrado por Lampião que pediu providências por ser o pessoal de sua família, perseguiu e matou os dois companheiros, enquanto eles pegavam água em um barreiro, em um dos coitos no Raso da Catarina. Mourão deixou Rosalina grávida e desta gravidez, nasceu Hercílio Ribeiro do Nascimento, ainda vivo e residindo no Brejo do Burgo."
 Dr Lamartine Lima
 Manoel Severo e Celso Rodrigues
 Kiko Monteiro, Narciso Dias, Jorge Remigio e Ivanildo Silveira
 Juliana Pereira e o local do tiroteio
Rostand Medeiros, Paulo Britto e Ane Ranzan

E continua João de Sousa Lima, "Gato por pouco não matou sua própria mãe por esta ter feito comentários sobre as constantes passagens dos cangaceiros por sua casa. Gato foi até a casa da mãe com a finalidade de corta sua língua, quando foi dissuadido por alguns familiares do macabro intento, mostrando pra mãe dois facões e dizendo: Este aqui é o cala boca corno e este é o bateu cagou!" A partir desse perfil traçada pela história do sanguinário Gato, é fácil compreender a sina macabra acontecida logo após a fazenda Picos.

Fotos: Felipe Montargil / Ingrid Rebouças / Narciso Dias

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Fazenda Picos, 27 de Julho
Piranhas, Alagoas

Fazenda Pau de Arara e a Recepção ao Cariri Cangaço Piranhas 2015

Chatia Lisboa e Manoel Severo

Logo após a visita à fazenda Picos, local da prisão da cangaceira Inacinha, companheira de Gato, a Caravana Cariri Cangaço partiu para a recepção na Fazenda Pau de Arara, pertencente ao pesquisador e deputado estadual, Inácio Loiola. Ali fomos recebidos por sua esposa, ex-deputada Chatia Lisboa. Momentos de descontração e fraternidade para a grande família Cariri Cangaço de todo o Brasil, presente ao Cariri Cangaço de Piranhas 2015.

Na fazenda Pau de Arara, placa de homenagem a Piranhas e à SBEC
 Patrícia Brasil Rodrigues, Celsinho Rodrigues, Chatia Lisboa e Manoel Severo
Ivanildo Silveira, Manoel Severo e a caravana de Teresina, Tadeu Matos da procissão da sanfona
Renato Bandeira e Manoel Severo

O momento na fazenda Pau de Arara, fazia parte do conjunto de visitas técnicas aos locais onde aconteceram as mortes em série, perpetradas pelo cangaceiro Gato quando marchava para Piranhas no intuito de resgatar sua companheira Inacinha. Além da fazenda Pau de Arara foi também visitada a localidade de Cachoeirinha, onde foi morto Antonio Tirana,uma das vítimas de Gato no macabro episódio. 

Casal Raul Meneleu
Antônio Amaury e Dr Lamartine Lima
Manoel Severo e Marcos de Carmelita

E recorremos a João de Sousa Lima sobre os episódios de Pau de Arara e Cachoeirinha: "Dentre os mortos feitos por Gato, estavam Abílio, Messias, Manuel Lelinho e Antônio Tirana. Sendo refém de Gato, o jovem João Seixas Brito, que seria sangrado alguns minutos depois, quando jurou que não havia policiais na cidade e ao romper o som dos primeiros disparos, ocasionados pelos poucos moradores que se negaram a fugir, abandonando a cidade, o rapazinho de 15 anos de idade foi barbaramente assassinado." Esse sem dúvidas um dos mais sangrentos e bárbaros episódios do cangaço.

Felipe Mafuz e Aderbal Nogueira: Imagens para Laser Video
Trabalho espetacular  de apoio da Guarda Municipal - Trânsito; de Piranhas

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Fazenda Pau de Arara - Cachoeirinha, 27 de Julho
Piranhas, Alagoas

Piranhas em uma Viagem Fotográfica pelo Cangaço


O IFAL , Instituto Federal de Alagoas, em sua sede de Piranhas, recebeu a Caravana Cariri Cangaço dentro da Semana do Cangaço de Piranhas 2015 realizando a apresentação da Conferência "Uma Viagem Fotografica pelo Cangaço", sob a responsabilidade do pesquisador e colecionador do cangaço, Ivanildo Silveira com a colaboração dos também pesquisadores, Kiko Monteiro de Lagarto e Rostand Medeiros de Natal.


Ivanildo Silveira
 José Tavares, José Bezerra Lima Irmão, Ingrid Rebouças, Juliana Pereira e Ana Lúcia
família de Paulo Britto, Narciso Dias e Aderbal Nogueira
Dona Cláudia e José Cícero Silva

Durante mais de uma hora e meia o pesquisador Ivanildo Silveira, provocou e esclareceu um conjunto de polêmicas envolvendo algumas das mais célebres imagens do ciclo do cangaço de Virgulino Ferreira, desde as primeiras fotografias ainda como "cabra" de Sinhô Pereira, passando pelas imagens imortais de Juazeiro do Norte em 1926, pela chegada em Ribeira do Pombal em 1929, navegando pelo espetacular trabalho de Benjamim Abraão até as "cabeças cortadas" e a volante de João Bezerra em fotos de 1938.


 Imagens de 1922
 
Um recorte com o documentário de Louro Teles sobre Serra Grande
Caravana de São Paulo, Dr José Mario , Carlo Araujo e Antonio Amaury 
Patrícia Brasil, anfitriã do Cariri Cangaço em Piranhas

Para um auditório totalmente lotado, o pesquisador Ivanildo Silveira, a partir de um minucioso trabalho técnico de observação e comparação, e ainda técnicas de analise de fotografias; além de destacar os verdadeiros locais das referidas imagens e desvendar personagens até então anônimos e ou eventualmente identificados de forma equivocada , também ressaltou o trabalho desenvolvido por outros destacados pesquisadores, dentre esses, o trabalho do pesquisador sergipano de Itabaiana, Robério Santos.
 Trabalho do pesquisador Robério Santos
 Oleone Coelho Fontes, Sonia Jaqueline...
Leila, João de Sousa Lima, Reginaldo e Petrúcio Rodrigues
Ingrid Rebouças, Juliana Pereira, Ana Lúcia, Elane Marques e Cláudia Silva
Tomaz Cisne, Jorge Remigio, Ivanildo Silveira, Kiko Monteiro, Rostand Medeiros e Sousa Neto

Ao final, os participantes de forma unânime , destacaram a primorosa apresentação do pesquisador Ivanildo Silveira; para Afrânio Gomes de Fortaleza "sem dúvidas foi um dos momentos mais edificantes desta edição do Cariri Cangaço, o professor Ivanildo com muita maestria conseguiu nos esclarecer pontos nebulosos ha muito tempo discutidos, como o caso da clássica foto de Benjamim Abraão em que o cangaceiro Vinte e Cinco afirma ser ele um dos componentes da imagem e hoje estamos convencidos que ele cometeu um equivoco, ou seja, ele não estava naquela foto, e isso graças ao trabalho sério e dedicado do pesquisador Ivanildo Silveira". 

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - IFAL - 27 de Julho
Piranhas, Alagoas

A Vingança de Corisco no Palco dos Inocentes:Cariri Cangaço Piranhas 2015


O sol do baixo São Francisco parecia querer nos dar uma trégua. O horário avançado nos imprimiu um ritmo mais acelerado para cumprir uma das agendas mais significativas de todo o Cariri Cangaço Piranhas 2015. Voltaríamos a Fazenda Patos, como nos dois anos anteriores, desta vez, para de forma oficial, prestar uma reta e justa homenagem à família de Domingos Ventura...No Palco dos Inocentes.

Manoel Severo, Antônio Amaury, Celso Rodrigues e João de Sousa Lima
Celso Rodrigues, João de Sousa Lima, Reginaldo Rodrigues e Marcos de Carmelita
Padre Agostinho e a Oração pelos inocentes de Patos 
Novamente a Caravana parte do bairro Xingó e adentra os carrascais da zona rural de Piranhas, margeando o leito do Velho Chico, entrando caatinga a dentro até chegar a um dos mais famosos palcos de uma das mais selvagens covardias do cangaço: Fazenda Patos, de propriedade da família Ventura...

Ali os convidados do Cariri Cangaço Piranhas 2015, viveriam momentos importantes e únicos. O painel sobre o trágico episódio teria a frente o memorialista Celso Rodrigues, filho do emblemático Chiquinho Rodrigues, Antônio Amaury Correa de Araujo, um dos mais destacados pesquisadores e escritores sobre a temática e João de Sousa Lima, pesquisador e escritor da nova geração.

 Ivanildo Silveira, Manoel Severo e Lívio Ferraz
 Carlo Araujo, Ingrid Rebouças e Wescley Rodrigues
Carlos Alberto e Alexandre Wagner

Durante mais de uma hora Celso Rodrigues com um precisão e lucidez incomuns, traçou o passo a passo de toda a penosa trama que acabou traçando o destino final de Domingos Ventura... Contando com o trabalho do confrade e amigo, pesquisador Raul Meneleu, apresentamos a primeira parte do Painel sobre A Vingança de Corisco no Palco dos Inocentes, dentro do Cariri Cangaço Piranhas 2015. Vale a pena ver:

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=art2-i2lXvs


A Caravana Cariri Cangaço Piranhas 2015, reunindo pesquisadores renomados de todo o Brasil tiveram a grande oportunidade de ver in loco e a partir dos relatos preciosos de Celso Rodrigues, Antonio Amaury e João de Sousa Lima; detalhes importantes desse que foi um dos mais marcantes episódios do fim do fenômeno cangaço... A vingança de Corisco no palco dos inocentes...

Antonio Amaury, José Cícero, Marcos de Carmelita e Urbano Silva
Luiz Ruben, Raul Meneleu, Lamartine Lima, Archimedes Marques e Narciso Dias
Paulo Britto, Padre Agostinho, Benedito Denarzi e Renato Bandeira

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Fazenda Patos, 27 de Julho
Piranhas, Alagoas

Piranhas no Tempo do Cangaço !

Manoel Severo e Gilmar Teixeira

A terceira e última noite do Cariri Cangaço Piranhas 2015; teve  inicio com o lançamento de mais uma grande obra. O pesquisador, escritor e documentarista de Paulo Afonso, Gilmar Teixeira apresentou ao público sua mais nova obra, o livro: "Piranhas no Tempo do Cangaço".

Em sua mais nova obra, Gilmar Teixeira, nos permite conhecer mais de perto, justamente Piranhas; cidade sede do presente evento; palco de uma das fases mais importantes do ciclo de Virgulino Ferreira. Os últimos anos, os últimos dias... As últimas movimentações de seus homens, as ações de seus comandados... Chegamos assim ao enredo principal  de “Piranhas – No tempo do Cangaço”.

Gilmar Teixeira e "Piranhas no Tempo do Cangaço."

Essa magnifica cidade, com história espetacular, às margens do Velho Chico, pelo lado Alagoano, Piranhas; uma das mais belas cidades de nosso Brasil; atualmente Patrimônio da Humanidade; com sua rica arquitetura e um casario que guarda em suas linhas as memórias de tempos passados, recebendo a brisa mágica do São Francisco, viveu também seus tempos de incertezas, violência e medo...nos tempos onde os reis de chapéus de aba virada, mandavam no sertão... Assim Gilmar pouco a pouco nos traz essa época viva da história do cangaço em Piranhas.

O autor de “Quem Matou Delmiro Gouveia”, Gilmar Teixeira nos transporta para os idos entre 1936 e 1938, os dois últimos anos de vida do celerado do Pajeú. As zonas fronteiriças de Sergipe, Alagoas e Bahia, notadamente o Baixo São Francisco acabaram se tornando pouso do mais famoso cangaceiro nordestino. Piranhas como um dos mais destacados portos fluviais de então, passaria a fazer parte da historiografia do cangaço e se notabilizaria por episódios marcantes e definitivos para o fim do mesmo. Quem desejar adquirir a obra, entrar em contato diretamente com o autor, através do e-mail: gilmar.ts@hotmail.com

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Centro Cultural Miguel Arcanjo, 27 de Julho
Piranhas, Alagoas

Arqueologia do Cangaço: Cariri Cangaço Piranhas 2015 em debate

Professor Leandro Duran da Universidade Federal de Sergipe

A noite de encerramento do Cariri Cangaço Piranhas 2015 reservou dois dos mais esperados momentos de toda edição. De inicio a apresentação dos primeiros trabalhos desenvolvidos pela Universidade Federal de Sergipe, através do professor Leandro Duran, que contou com a participação de dois de seus alunos, Dalila e Marcos Vinicius, sobre a Arqueologia voltada para a temática Cangaço.

Durante sua apresentação o professor Leandro Duran, ressaltou a grande colaboração que a ciência arqueológica esta dando a este novo momento do estudo e aprofundamento do Cangaço. Um olhar científico que sem dúvidas auxiliará em muito o entendimento do que foi e das capilaridades desse tema que é tão peculiar e com tanta influência nas sociedades sertanejas daquela época.

Universitário Marcus Vinicius, Leandro Duran, Dalila Feitosa e Manoel Severo

Em princípio os convidados Cariri Cangaço que lotaram as dependências do Centro Cultural Miguel Arcanjo, acompanharam a apresentação do trabalho da universitária da área de arqueologia Dalila Feitosa sobre o estudo das vestimentas e os tecidos utilizados pelos cangaceiros e cangaceiras nos idos de 1920 até 1940. Logo após, o universitário Marcus Vinicius apresentou os primeiros resultados de seu trabalho sobre o arsenal bélico usado pelos vários grupos cangaceiros.

Marcus Vinicius realizou e apresentou um detalhado estudo das armas e munições usadas pelos grupos cangaceiros, realizando uma catalogação  a partir do acervo de dois pesquisadores de Paulo Afonso, João de Sousa Lima e Luiz Ruben, que disponibilizaram suas colecoes particulares para o estudo acadêmico.


Pesquisador Narciso Dias no sitio arqueológico da Fazenda Patos, cenário do primeiro trabalho de pesquisa arqueológica a ser desenvolvido pela equipe da UFS.

Cariri  Cangaço Piranhas 2015 - Centro Cultural Miguel Arcanjo, 27 de Julho
Piranhas, Alagoas

Sexo, Amor e Polêmica em Noite de Debates no Encerramento do Cariri Cangaço Piranhas 2015 !

Aderbal Nogueira, Wescley Rodrigues, Juliana Pereira e Manoel Severo

Novamente o auditório do Centro Cultural Miguel Arcanjo, centro histórico da mais bela cidade ribeirinha do Brasil; viveu momentos eletrizantes e marcantes, cheio de polemica e muita discussão quando trouxe à luz do debate outro tema dos mais intrigantes de todo o evento: A Sexualidade no Cangaço. Para a mesa tão esperada: Aderbal Nogueira, Wescley Rodrigues e Juliana Pereira.

Tendo como primeiro painelista o Professor Mestre da Universidade de Campina Grande, doutorando em Historia Cultural, Wescley Rodrigues, de Cajazeiras, a temperatura aumentou e o grau da polêmica chegou a envolver inclusive a inviolabilidade da masculinidade dos homens cangaceiros, o professor Wescley Rodrigues afirma: "chegou a hora desta geração de pesquisadores recortar com responsabilidade as temáticas que envolvem o cangaço em todas as suas nuances e capilaridades, assim nos propomos a discutir com lucidez a questão da sexualidade masculino, que ficou sob minha responsabilidade, sobre a sexualidade feminina com Juliana Pereira e o amor no cangaço com Aderbal Nogueira".

Juliana Pereira e a sexualidade feminina na época do Cangaço"

"O meio molda nossa sexualidade... Aqui no sertão do nordeste vivíamos uma sociedade patriarcal...esta história de que as mulheres eram livres no cangaço é uma grande mentira" reforça Wescley Rodrigues em sua fala e em certo momento , arremata sobre a historia da masculinidade de grandes vultos da historia:" Vejam, Julio Cesar o imperador romano, era conhecido como o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens. Acredito sim que existiam homossexuais no cangaço... Por quê ? Porque são seres humanos..." 

E continua o professor Wescley Rodrigues, apimentando ainda mais o debate :"Acho que todos devem ler o livro de Pedro Moraes (Lampião o Mata Sete) , até para poder criticar, até para poder contra-argumentar. A obra de Pedro Moraes para mim, é uma grande obra de ficção, ali nada se pode provar, mas é importante que se leia. Eu particularmente não acredito de jeito nenhum na pretensa homossexualidade de Lampião, a tese de Pedro Moraes não tem fundamento algum." Já o pesquisador Ivanildo Silveira, dentro do debate rebate: “esse livro de Pedro Moraes é um lixo, é um desserviço a literatura do cangaço é um livro para ganhar dinheiro, tenho vergonha de um livro como esse.”

Pesquisador Ivanildo Silveira na polemica noite de debates..
Pesquisador Archimedes Marques e a desconstrução do "Mata Sete" de Pedro Moraes

A advogada e historiadora cearense Juliana Pereira por sua vez nos trouxe abordagens ligadas à sexualidade feminina e o perfil das cangaceiras e provoca: "Não se reconhece a importância da mulher no universo cangaceiro, muitos ainda não atentaram com o devido cuidado para todas as mudanças que houveram com a entrada das mulheres no cangaço, a partir de Maria Bonita".

"A entrada da mulher humanizou o cangaço, eu não tenho dúvidas; quanta selvageria foi amenizada ? A entrada das mulheres estabeleceu sim a verdadeira segunda fase do cangaço, isso não podemos desconhecer" assegura Juliana Pereira. Nesse segundo momento do Painel da noite, a pesquisadora cearense navegou pelos vários olhares sobre esse universo surpreendente que envolvia a presença do sexo feminino no cangaço, se configurando como um dos momentos marcantes do Cariri Cangaço Piranhas 2015 e completa: "Realmente acho que havia sim amor no cangaço, temos o próprio caso do primeiro casal; Virgulino e Maria, por outro lado penso que com Dadá houve uma espécie de síndrome de Estocolmo...Ela acabou se apaixonando por seu algoz..."

Carlo Araujo e o debate sobre sexualidade no cangaço.
Ivanildo Silveira, Elane Marques, Ingrid Rebouças, Neli Conceição, Luana Cavalcante e Pedro Barbosa

Já o pesquisador e documentarista cearense, diretor da SBEC e do GECC, Aderbal Nogueira acentua a discussão "Porque no cangaço não poderia haver homossexuais ? Eu particularmente acho que Lampião não foi homossexual, essa conversa é sem pé nem cabeça, mas acho sinceramente que poderia ter havido sim no cangaço, precisamos acabar com esse tabu. Nos recusamos a falar nisso por nosso próprio preconceito."

E continua Aderbal Nogueira: "Eu não acho que as mulheres foram a grande causa da derrocada do cangaço, mas estou convencido que elas atrapalharam e muito aqueles caras...E outra coisa essa historia de amor no cangaço eu também não acredito nisso não, em caso de tiroteio era cada um por si, eles se defendiam e elas que se virassem" E completa Aderbal Nogueira, "é muito bonito a poesia o que tá nos livros, etc, mas duvido que nenhuma mulher aqui desejasse viver uma vida daquelas e discordo da pesquisadora Juliana, não acho que houve humanização nenhuma... O amor no cangaço foi uma grande ilusão.

Felipe Mafuz, Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Juliana Pereira
Eliene Costa, Manoel Severo e Celsinho Rodrigues

Cariri Cangaço Piranhas 2015 - Centro Cultural Miguel Arcanjo, 27 de Julho
Piranhas, Alagoas




Cariri Cangaço Piranhas

Avante-Première 2013

Dia 26 de Julho de 2013

Sexta-feira – Piranhas / Alagoas
Local : Centro Cultural Miguel Arcanjo
16:00 h – Abertura da Semana do Cangaço  

Homenagem ao escritor Alcino Alves Costa


 


16:20 h – Palestra : Roteiros Integrados do Cangaço 
Palestrante: João de Souza Lima – Pesquisador ,Escritor e Biografo de Maria Bonita ligado a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e Conselheiro Cariri Cangaço
17:00 H – Intervalo

 17:10 h – Palestra : O Amor no Cangaço
Palestrante : Juliana Ischiara – pesquisadora do Cangaço
17:40 h – Debate

18:20 h – Exibição do documentário de Aderbal Nogueira .
18:40 h – Apresentação cultural
19:20 h – Encerramento 

Dia 27 de Julho de 2010



Sábado
MANHÃ LIVRE PARA VISITAS
 
 
 
 
PALESTRAS
Local : Centro Cultural Miguel Arcanjo - Piranhas / AL
15:00 h – Palestra : Caminhos do São Francisco : 

De Pedro II a Lampião
Palestrante: Jairo Luiz Oliveira 

Pesquisador do Cangaço, idealizador da Rota do Cangaço Xingó e do Roteiro Turístico Integrado Caminhos do Imperador
15:40 h – Intervalo
15:50 h – Palestra : A Polêmica e Intrigante Genialidade de 
Virgulino Lampião
Palestrante : Manoel Severo

Pesquisador e Curador do Cariri Cangaço
16:20 h – Debates
17:00 h – Exibição do filme “ Gato : Um Cangaceiro de Lampião” 

de João de Souza Lima
17:30 h – Apresentação cultural : Peça de teatro 
“ A invasão de Gato em Piranhas” 
Grupo  Estrelas do Sertão 
18:00 h – Encerramento

Dia 28 de Julho de 2010

Domingo
08:00 h – Saída para Angico – Missa do Cangaço
Local de embarque : Porto de Piranhas/AL
 
 
 
11:00 h – Apresentação da peça teatral “ Lampião Moderno” com grupo Estrelas do Sertão
11:30 h –Forró pé de serra com Trio Canoa de Tolda.
13:00 h – Retorno

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