Princesa Isabel

Noite de Festa marca Abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015

Mesa de Abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015 em Princesa Isabel

Mais de 500 pessoas lotaram os salões do Acqua Parque de Princesa Isabel na grande noite de abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015. Com as presenças do prefeito municipal Domingos Sávio, do Curador do Cariri Cangaço Manoel Severo, do Presidente do GPEC, Narciso Dias, do Presidente do GECC, Ângelo Osmiro e do representante da SBEC, Aderbal Nogueira; pesquisadores e escritores de todo o Brasil prestigiaram a noite de abertura de umas das edições mais esperadas do Cariri Cangaço. A solenidade foi aberta pela Mestre de Cerimonia Sabrina Barbosa, que fez a apresentação da trajetória do Cariri Cangaço ao londo de seus cinco anos de existência para logo em seguida o público ouvir as palavras do curador do evento, Manoel Severo Barbosa.

 Manoel Severo e Prefeito Domingos Sávio na noite de abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015

Para Manoel Severo "a presença deste público maravilhoso e surpreendente em nossa noite de abertura aqui em Princesa Isabel nos traz uma felicidade inigualável, na verdade é o resultado de espetacular trabalho de uma grande equipe; coroado sem dúvidas nesta noite de abertura. Para o Cariri Cangaço é uma enorme honra inaugurar mais esta empreitada em terras paraibanas, ainda mais num cenário tão marcante como Princesa Isabel. Nossa gratidão a toda equipe do prefeito Domingos, da secretária Socorro Mandu e de meus queridos amigos Emmanuel Arruda, Valmir Sousa e Thiago Pereira. Que grande e inesquecível festa !"

 
 
Público recorde na abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015

Para Narciso Dias, do GPEC "Ficamos honrados com a Paraíba hoje se consolidar como a segunda casa do Cariri Cangaço: Sousa, Nazarezinho e Lastro e agora Princesa Isabel e São José de Princesa" , já Aderbal Nogueira da SBEC ressaltou a importância histórica do evento e festejou a iniciativa das autoridades municipais junto ao Cariri Cangaço: "outras municipalidades poderiam seguir o exemplo de Princesa Isabel na promoção da cultura e da memória, na verdade uma grande festa" . 

Ângelo Osmiro do GECC confessou: "sempre tive muita afinidade com a história de Princesa Isabel e estar hoje nesta noite testemunhando esse grande Cariri Cangaço Princesa, é uma honra". Finalizando, o prefeito Domingos Sávio acentuou e disse da "grande felicidade de Princesa Isabel está recebendo o maior evento deste gênero no país, o que nos honra profundamente, hoje Princesa Isabel, essa terra tão cheia de história e tradição,não só para a Paraíba, mas para todo o Brasil, está em festa, muito obrigado ao meu amigo Manoel Severo do Cariri Cangaço, muito obrigado a todos que colaboraram com esse grande momento de Princesa".


 Manoel Severo e Domingos Savio
 Ângelo Osmiro , presidente do GECC
Narciso Dias, presidente do GPEC

Para um dos organizadores do Cariri Cangaço Princesa 2015, Emmanuel Arruda "surpreendeu a todos os organizadores a maciça presença de companheiros de todo o Brasil ao evento, temos hoje todas as pousadas e hotéis de Princesa, totalmente lotados, e já temos registros de mais 70 municípios do Brasil com representações em nosso evento, realmente um sucesso o Cariri Cangaço Princesa 2015."

Entre as presenças na noite de abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015, registraram-se a vice-prefeita de São José de Princesa, Rúbia Matuto, o Secretário de Cultura de Aurora, José Cícero, o Secretário de Cultura de Barro, Sousa Neto; a Secretária de Cultura de Lavras da Mangabeira, Cristina Couto; o Secretário de Cultura de Brejo Santo, Miran Basílio, a Secretária de Cultura de Piranhas, Patrícia Brasil, o Secretário do Meio Ambiente de Flores, Roberto Santana, vereadores, dentre muitas outras autoridades.


Prefeito Domingos Sávio,  Manoel Severo e Aderbal Nogueira 


O Conselho do Cariri Cangaço também marcou forte presença no evento, pois além de Cristina Couto, Sousa Neto e José Cícero, estavam presentes: Narciso Dias, Aderbal Nogueira, Ângelo Osmiro, Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima, Ana Lúcia Souza, Wescley Rodrigues, Juliana Pereira, Geraldo Ferraz, Archimedes Marques e Professor Pereira. 


A arte do Aboio de Princesa Isabel
 Grupo de Cultura Abolição
 

O evento teve ainda as apresentações do Grupo Cultural Abolição; de Sandro Mandu e Grupo de Aboio de Princesa Isabel. Além da Latada do Livro Cariri Cangaço, com vários escritores exponde e comercializando suas obras; exposição de artesanato em barro, couro, cerâmica e cutelaria, do artesão "Ferreirinha" da Cutelaria Ferreira de Princesa Isabel;  como também a apresentação da nova Coleção Cariri Cangaço 2015 com as camisas bordadas a mão, as mochilas e bolsas, além de outros acessórios pelos artesãos de Lavras da Mangabeira.  

 Cutelaria e a nova Coleção Cariri Cangaço 2015 de Lavras da Mangabeira
 Jeová Batista e Francisco Dantas
Escritor Renato Bandeira no Cariri Cangaço

Depois da solenidade tivemos a primeira conferencia do Cariri Cangaço Princesa 2015 - "Princesa - Território Livre" com o professor, pesquisador e escritor Romero Cardoso, seguida de coquetel aos presentes.

FOTOS: Pedro Bruno, Ingrid Rebouças, Celsinho Rodrigues

Cariri Cangaço Princesa 
19 de Março de 2015
Princesa Isabel, Paraíba

Brasil invadiu Princesa !

Juliana Pereira, Manoel Severo, Cristina Amaral Lira e Ana Lucia

Pesquisadores, escritores, professores e universitários, alunos, e amigos de todo o Brasil prestigiaram a noite de abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015. Quase todos os estados do Nordeste estavam presentes; Ceará com uma grande comitiva, inclusive com a presença de 4 secretários municipais de cultura; Aurora, Barro, Brejo Santo e Lavras da Mangabeira; Rio Grande do Norte com destaque para caravanas de Mossoro e Natal, dentre outros municípios potiguares; Pernambuco com amigos de Recife, Petrolina, Triunfo, Floresta, Flores, Calumbi, São José do Egito, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, dentre muitos outros; Alagoas com Maceió, Piranhas e Santana de Ipanema; Sergipe com Aracaju, Poço Redondo, Itabaiana, dentre outros; Bahia com amigos de Salvador, Paulo Afonso, Feira de Santana e outros, além do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, sem falar no grande anfitrião, a Paraíba, com inúmeras caravanas de amigos de toda o estado.

 Rosane Pereira, Thiago Pereira, Manoel Severo e Paulo Moura
 Manoel Severo, Miran Basílio e Sousa Neto
 Humberto Paz, Raimundo Cândido, Manoel Severo e Aguiar Caçula
Manoel Severo e João Antas Florentino

Princesa Isabel se notabiliza pela história e por seus grandes personagens que influenciaram nos destinos de todo o Brasil. O Cariri Cangaço Princesa teve a grata satisfação de abraçar as muitas e tradicionais família de Princesa Isabel, principalmente os descendentes do grande Cel. José Pereira Lima; Sua filha Rosane Pereira, seu genro Roberto Soares e seu neto, Thiago Pereira, atual secretário municipal e ex-prefeito de sua terra natal por duas vezes. 


Jose Cícero, Manoel Severo e Sousa Neto
Manoel Severo, Ivanildo Silveira e Thiago Pereira
 Manoel Severo, Juliana Pereira, Wescley Rodrigues e Elane Marques
 Jorge Remígio, Professor Pereira, Ângelo Osmiro, Ivanildo Silveira e Sousa Neto
Juliana Pereira e Emmanuel Arruda

Além da presença maciça de pesquisadores que compõem o Conselho Consultivo do Cariri Cangaço, o evento contou com a presença importante de vários componentes dos grupos de estudo sobre a temática, como a SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço e GECC - Grupo Cearense de Estudos do Cangaço; como também de vários representantes de Academias Literárias de vários municípios nordestinos, como é o caso da caravana da Academia de Letras de Crateús, no Ceará.

 Romero Cardoso, Manoel Severo, Ivanildo Silveira, Netinho Flor, Geraldo e Rosane Ferraz
 Louro Teles, Narciso Dias e Manoel Severo
 Luana Lira, Alcides e Gerlena Cavalcante, Manoel Severo e Pedro Barbosa
José Tavares e Manoel Severo
Tomaz Cisne, Afranio Gomes, Juliana Pereira, Vagner Ramos, Livio Ferraz e Manoel Severo

Impossível citar todas as honrosas presenças e vale ressaltar a grande e significativa presença das família de Princesa, que tinha ali no Cariri Cangaço a oportunidade de mais uma vez ter sua história revisitada e recontada por qualificados conferencistas e debatedores numa autentica festa da cultura e do conhecimento em pleno sertão paraibano.

 Jorge Remígio, Pacelli Mandu, Manoel Severo e João Mandu
 Romero Cardoso e Ana Lucia Souza
 Emmanuel Arruda, Ingrid Rebouças, Manoel Severo e Elane Marques
Manoel Severo e Paulo Moura
 Casal Roberto Santana e Manoel Severo
 Chagas e Assis Nascimento com Manoel Severo

A noite de abertura do Cariri Cangaço Princesa 2015, superou todas as expectativas, não só pela primorosa organização, não só pela Conferencia extraordinária de abertura, não só pela imensa platéia, mas e principalmente, pela qualidade dessas presenças, que de todo o Brasil enriqueceram o evento, traduzindo e materializando nesta noite, o respeito e a credibilidade do Cariri Cangaço em todo o território nacional.

 Patrícia Brasil, Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Celsinho Rodrigues
Manoel Severo, Nalva Passoni e João de Sousa Lima
 Manoel Severo e Vereador Irismar Mangueira
 Geraldo Ferraz e Ivanildo Silveira
Manoel Severo e Neli Conceição 
Professor Pereira e Manoel Severo
 Pacelli Mandu, Manoel Severo e Emmanuel Arruda
 Equipe de Brejo Santo com Miran Basílio, Neli Conceição e Manoel Severo
 Pedro Barbosa, Manoel Severo e Aldo Anísio
 Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima, Nilda Passoni, Neli Conceição e José Cícero
Romero Cardoso, Thiago Pereira, Manoel Severo, João de Sousa Lima e Roberto Soares
 Ingrid Rebouças e Juliana Pereira

Ao final ficou a certeza da salutar parceria entre os grupos de estudo e as municipalidades na direção da consolidação de nosso história e cultura. Princesa Isabel viveu juntamente com São José de Princesa e Nazaré do Pico, um evento único, onde o trabalho articulado e harmônico entre todos os envolvidos foi a tônica principal; marca indelével do Cariri Cangaço.


Muitos e muitos amigos ainda irão ser registrados na sequencia de postagens de nosso Cariri Cangaço Princesa 2015, mas encerramos esse capítulo por aqui com uma das mais ilustres presenças; representante das novas gerações de pesquisadores do futuro, em suas veias corre o sangue sagrado do nordestino: João Lucas NAZARENO !!! Filho dos queridos Nazarenos Hildebrando Neto e Nancy.
Viva o Nordeste, viva o Sertão !!!

FOTOS: Pedro Bruno, Ingrid Rebouças, Celsinho Rodrigues

Cariri Cangaço Princesa 
19 de Março de 2015
Princesa isabel, Paraíba

Em Princesa, Noite de Homenagens !

Manoel Severo recebe homenagem de Elane e Archimedes Marques
Quando nos envolvemos num empreendimento como o Cariri Cangaço, presente em 16 municípios de 4 estados nordestinos, com 85 Conferências e 24 Mesas de Debates, com 76 Visitas Técnicas e 6 Grandes Caravanas de Trabalho reunindo até agora mais de 10.000 expectadores, se percebe que isso tudo é o resultado de uma grande Construção Coletiva. Dessa forma o sentimento que impera em nosso seio é o de Gratidão, muita gratidão a todos estes abnegados apaixonados pela história e cultura do sertão.
 Prefeito Dominguinhos recebe Título das mãos de Aderbal Nogueira
Angelo Osmiro entrega Título a Emmanuel Arruda
 Narciso Dias passa às mãos de Paulo Mariano
Prefeito Dominguinhos entrega a Thiago Pereira o Título do Cariri Cangaço
 Paulo Mariano entrega o Título de Valmir Sousa
Aderbal Nogueira entrega Título de Socorro Maria ao representante, Vereador Pacelli Mandu

Em Princesa Isabel, não foi diferente de outras edições de nosso Cariri  Cangaço. Em nossa noite de abertura o Conselho Consultivo do Cariri Cangaço conferiu aos responsáveis na municipalidade pela parceria e realização do evento. Receberam o Título de Amigo do Cariri Cangaço: Domingos Sávio Roberto; prefeito municipal; Emmanuel Arruda, assessor especial do município, grande embaixador do Cariri Cangaço em Princesa Isabel; Thiago Pereira, bisneto do Cel José Pereira, ex-prefeito por duas vezes da cidade e atual secretário municipal de administração; Paulo Mariano, pesquisador, memorialista e renomado escritor, filho do município de Princesa, Valmir Sousa, grande colaborador do Cariri Cangaço, secretário de infraestrutura do município e ainda Socorro Mandu, secretária de Cultura da cidade, representada pelo vereador Pacelli Mandu.

 Narciso Dias homenageia Jorge Remígio
Angelo Osmiro em nome do Cariri Cangaço homenageia Carlos Eduardo Gomes, empresário do Rio de Janeiro, proprietário do Sítio Passagem das Pedras, local de nascimento de Virgulino Ferreira
Prefeito Dominguinhos entrega Título ao Dr Lamartine Lima

Em outro momento por ocasião de menções especiais, o Conselho Consultivo Alcino Alves Costa, do Cariri Cangaço, prestou uma homenagem especial ao grande artista, compositor e músico, in memoria, Canhoto da Paraíba, título recebido por Sabrina Barbosa, representando a família do ilustre artista princesence, que inclusive aniversariava na data. Além desta homenagem foram também homenageados, pelos relevantes serviços prestados ao fomento da memória e cultura do sertão, os pesquisadores; Jorge Remígio de João Pessoa, Carlos Eduardo Gomes do Rio de Janeiro e Dr Lamartine Lima, de Gravatá.

Sabrina Barbosa recebe a homenagem ao grande Canhoto da Paraíba
 Manoel Severo recebe homenagem pelo casal Elane e Archimedes Marques

Ao final o curador do Cariri Cangaço foi surpreendido pela homenagem por parte do casal Elane e Archimedes Marques com Placa de Reconhecimento pelo trabalho à frente do Cariri Cangaço.

Cariri Cangaço Princesa
Dia 19 de março de 2015
Princesa Isabel, Paraíba


Patos de Irere recebe Cariri Cangaço em dia histórico

Cariri Cangaço em Patos de Irerê

O sol começava a despontar na manha fria da sexta-feira nublada, dia 20, quando a Caravana Cariri Cangaço, partiu de Princesa Isabel rumo ao esperado momento da visita ao vizinho município de São José de Princesa e seu famoso distrito : Patos de Irerê, terra do poderoso Major Floro, sua encantadora filha Xanduzinha e do lendário Marcolino Diniz, terra tão cheia de memória e história que a partir desse dia também passaria a ser Casa do Cariri Cangaço.

Patos parece tirada dos livros de história, o pequeno e aconchegante povoado, com suas casinhas de arquitetura do começo do século passado, de pequena e bem cuidada praça, da capela de São Sebastião com gravura vinda da Itália pelos ancestrais das famílias Florentino, Antas, Dantas, Diniz e tantas outras; recebeu o Cariri Cangaço em festa. 

 A festa dos Bacamarteiros do Pajeú !

 Neli Conceição e a festa dos alunos da escola Joaquim Antas

As honras da fantástica recepção ficaram a cargo dos Grupos de Bacamarteiros de Serra Talhada e de Santa Cruz da Baixa Verde formando o Grupo Bacamarteiros do Vale do Pajeú numa autentica festa do sertão nordestino. Alunos da escola Joaquim Antas abrilhantaram a festa na chegada do Cariri Cangaço com a apresentação de numero de baliza e fanfarra, emocionando a todos que tiveram o privilégio de acompanhar o evento, resultado do empenho e dedicação de toda a equipe da diretora Adriana Elizabeth. Para a Coordenadora Pedagógica Josefa Gomes Neta, uma das entusiastas da presença do Cariri Cangaço na região "o evento é um total sucesso e estamos orgulhosos de receber da melhor forma todos do Cariri Cangaço". 

 
Manoel Severo e Lucilene Diniz na festa do Cariri Cangaço em Patos de Irerê
 
Rúbia Diniz Matuto anfitriã do Cariri Cangaço em Patos de Irerê
 
João Antas sob o olhar de Sousa Neto e José Cícero

A grande anfitriã do dia, vice-prefeita de São José de Princesa, Rúbia Diniz Matuto ressaltou a sua emoção e grande felicidade:"A família Cariri Cangaço, visitando nosso município,com pessoas maravilhosas recheadas de conhecimentos, com um rico acervo cultural,é uma honra para todos nós" e conclui, "agradeço a todo povo de Patos do Irerê, terra abençoada e de uma História linda, obrigada pela calorosa  e sensacional acolhida ao Cariri Cangaço, vemos aqui todo o povoado, todas as famílias, a igreja, a escola, realmente um dia histórico para Patos de Irerê". 

Já o memorialista João Alberto Antas Florentino; grande responsável pela chegada do Cariri Cangaço em Patos de Irerê, confessa: "Há um ano quando este tal de Severo chegou aqui com outros cabras, e muito falador, assim e tal, eu fiquei meio desconfiado, mas hoje vi que o homem é dos bons, tem palavra, veio aqui e trouxe a festa do Cariri Cangaço" e completa: "minha casa vai tá sempre aberta, mas a senha é: Sou do Cariri Cangaço".

 João Antas e Manoel Severo
 Lamartine Lima e Manoel Severo
 Miran Basílio, Neli Conceição e equipe de Brejo Santo
Manoel Serafim, Netinho Flor e Geraldo Ferraz
Oleone Fontes, Manoel Severo e José Bezerra Lima Irmão

"Nunca Patos de Irerê recebeu tanto escritor, isso é muito importante" diz seu Antônio, filho de um dos mais destacados homens de Marcolino Diniz, Manuel Ronco Grosso. Para a pesquisadora de Triunfo Diana Rodrigues, "que recepção maravilhosa, grandiosa, emociona a todos", já o pesquisador de Calumbi, Louro Teles comenta "realmente um dia marcante, sensacional". Geraldo Ferraz de Recife assevera:"Dia inesquecível!"Oleone Fontes de Salvador confirma: "Que recepção maravilhosa!" Já Rostand Medeiros, de Natal diz de sua preocupação com "o compromisso da comunidade e das autoridades em possibilitar que Patos de Irerê possa entrar na rota do turismo sertanejo".

A Caravana Cariri Cangaço chegou a Patos de Irerê em três ônibus e mais algumas dezenas de carros, para participar da visita ao povoado de Patos de Irerê, à famosa casa de Marcolino Diniz, "onde Lampião costumava descansar e jogar baralho" diz João Antas e completa:"aqui ainda temos a mesa onde Marcolino ficava numa cabeceira e Lampião na outra, da posição que estava Marcolino conseguia ver todo o movimento, se vinha inimigo, Lampião saia pelo outro lado da casa", a capela de São Sebastião e o famoso Casarão de Patos.

 Gerlane, Alcides, Manoel Severo e João Antas
 Ingrid Rebouças na Casa de Marcolino Diniz
 André Vasconcelos, Manoel Severo e Rostand Medeiros
Reginaldo Rodrigues, Patricia Brasil, João Antas, Washington Rosa e Sonia Jacqueline

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço dando as boas vindas a todos do Cariri Cangaço e às famílias do lugar, lembrou: "O Cariri Cangaço promove muitas conferências e debates, visitas técnicas, exposições, feira de livros, mas um de seus grandes legados é justamente promover o encontro das pessoas, isso não tem preço. Muito obrigado à querida Rúbia, ao meu irmão João Antas, a Elizabeth, a Neta, enfim, a todos os que fazem esse acolhedor distrito de Patos de Irerê, a partir de hoje: Casa do Cariri Cangaço".

André Vasconcelos e Manoel Severo, abaixo um pouco da Caravana Cariri Cangaço em Patos de Irere.
Ana Lúcia, Neli Conceição, Wescley Rodrigues, Elane Marques e Juliana Pereira
Luana Lira e Pedro Barbosa ao lado do Bacamarteiros do Pajeú
Narciso Dias, Jorge Remigio, João de Sousa Lima, Diana Rodrigues, Professor Pereira, Archimedes Marques, Manoel Severo, Lira e Neli Conceição
José Cícero, Archimedes Marques, Lira, João de Sousa Lima, Lívio Ferraz e Manoel Severo
Ângelo Osmiro, Wescley Rodrigues e Juliana Pereira

Para o pesquisador de Custódia, radicado em João Pessoa;Jorge Remigio "realmente o evento foi vitorioso. Como falei, parabenizo os gestores públicos, por terem encampado a ideia e realização de um evento cultural de tamanha magnitude para a memória dos municípios, como o Cariri Cangaço.Fiquei honrado em participar e alegre em ver muita gente da cidade interessada na história. No caso, na sua própria história." Já José Tavares Neto assentua: "Em termos de história, foi sem dúvidas melhor evento que participei em toda minha vida. Visitas aos locais históricos, conversando com descendentes dos que fizeram a história e tendo como guia os maiores especialistas da área , não tem preço. Obrigado ao Cariri Cangaço por nós patrocinar momentos inesquecíveis."

Ingrid Rebouças e Jorge Remigio
Rúbia Diniz Matuto, Geraldo e Rosane Ferraz
José Cícero, Juliana Pereira, Emmanuel Arruda e Manoel Severo

Ao final, antes mesmo de iniciarmos as visitas técnicas, os mais de 100 convidados do Cariri Cangaço na Caravana de Patos de Irere foram recepcionados com um autentico Café da Manha Sertanejo na residencia de João Antas Florentino e a equipe da escola Joaquim Antas. Em seguida houve a Conferência do próprio João Antas na capela de São Sebastião e logo após, a visita ao Casarão de Patos, residencia do Major Floro.

Cariri Cangaço Princesa
Dia 20 de março de 2015
Patos de Irerê, São Jose de Princesa, Paraíba

Marcolino e Lampião, Elos de um Passado Presente...

Marcolino Diniz, sentado ao centro

Um dos momentos altos do Cariri Cangaço Princesa 2015 em Patos de Irerê foi a conferencia do grande memorialista João Alberto Antas Florentino. Por mais de duas horas os convidados que lotaram a Capela de São Sebastião puderam "beber da fonte" com João Antas, um profundo conhecedor da história do povoado de Patos de Irerê e das "ligações perigosas" entre Marcolino Diniz e Virgulino Ferreira da Silva. Ao final um importante e lúcido debate aprofundando o assunto, tendo como participantes da Mesa; Ângelo Osmiro de Fortaleza, mediador; e ainda Jorge Remígio e Narciso Dias, de João Pessoa, José Cícero Silva de Aurora e Archimedes Marques de Aracaju, como debatedores.

 João Antas e a Conferência sobre as ligações de Marcolino e Lampião
 Ângelo Osmiro, moderador da manha em Patos de Irere
Ivanildo Silveira e as fotos do Major Floro

"Nossos ancestrais vieram da Itália, havia naquela época a tradição de mudar o sobrenome da família quando se chegava numa outra pátria, dessa forma os que vieram parar aqui, mudaram o nome para Florentino, uma referencia à suas origens em Florença na Itália; esse povoado foi batizado de Patos de Irerê, em função de um tipo de pato existente aqui, na verdade deveria ser só Irerê, mas acabou ficando Patos de Irerê" Ressalta João Antas. 

"O mais impressionante por ocasião da visita marcante do Cariri Cangaço a Patos de Irerê foi a presença maciça das famílias do distrito, na verdade houve uma grande festa com as pessoas saindo de suas casa para receber a Caravana Cariri Cangaço, confraternizarem-se juntas e acima de junto, compartilharem este extraordinário recorte de sua própria história" comenta Aderbal Nogueira, de Fortaleza.

 Já Antônio Edson Lima confessa: "Viajei sozinho 600 km (só ida) para participar do Cariri Cangaço Princesa; se a quilometragem fosse o dobro, hoje eu também teria ido. É até um tanto difícil eternar o que senti e o que sinto. Eu olhava aquilo tudo, o Casarão de Patos, a casa de Marcolino Diniz, as pessoas, as histórias, os escritores; pessoas simples e amigas; com o entusiasmo de quem parece ter vivido um pouco daquelas coisas. Agradeço tudo isso a Família Cariri Cangaço, vocês são arretados, botaram para quebrar, parabéns pela grandeza do evento".


 
 Ângelo Osmiro
 José Cícero Silva
 Archimedes Marques
 Jorge Remigio
 Narciso Dias
 Rostand Medeiros
 Diana Rodrigues
Rosane Pereira

O grande João Antas do alto de sua experiência de vida e muitos caminhos percorridos se emocionou por várias vezes durante o Cariri Cangaço em Patos de Irerê, por muitas vezes era possível perceber o brilho e as lágrimas em seus olhos, fruto do que ele mesmo confessa "é muita emoção está vivendo isso tudo ao lado de vocês, vou guardar o Cariri Cangaço em meu coração" e confirma, "aqui Lampião mantinha o respeito por todas as famílias, sua forte ligação com Marcolino e Zé Pereira, desde da época do balaço em seu pé e do assassinato do juiz em Triunfo quando Lampião tirou Marcolino da prisão, essa relação só amiudou. Aqui Lampião chegava nessa casa que vocês conheceram, tomava sua pinga ou conhaque, jogava carta e ficava "descansando", ele de um lado da mesa e Marcolino do outro, quando havia algo suspeito, Lampião era alertado por Marcolino" e diz ainda: "ai de quem desobedecesse ao Dr Marcolino; doutor porque ele cursou até o segundo ano de direito; ele ficava naquela calçada alta, de terno branco, ditando tudo aqui na região".

Ao final da brilhante conferencia de João Antas na capela de São Sebastião em Patos de Irere, os convodados do Cariri Cangaço se deslocaram ao famoso Casarão de Patos.

Cariri Cangaço Princesa
Dia 20 de Março de 2015
Patos de Irere, São José de Princesa, Paraíba

O Cariri Cangaço chega ao Casarão de Patos

Caravana Cariri Cangaço no Casarão de Patos

Após a Conferencia de João Antas na Capela de São Sebastião, manhã de sexta, dia 20 de março de 2015, a Caravana Cariri Cangaço se dirigiu para o famoso Casarão de Patos, a cerca de 1 km do centro do povoado, quando foram recebidos pelos descendentes do Major Floro; pai de Xanduzinha e sogro de Marcolino Diniz; representados pela senhora Maria Lucilene Rodrigues Diniz. "É importante notar que aqui no começo do século vinte tínhamos um forte parque industrial, mostrando a pujança de Patos de Irerê, que além disso ainda tinha e tem um dos melhores solos da região" complementa o pesquisador de Natal, Ivanildo Silveira.

O Casarão de Patos atualmente se encontra em adiantado estado de abandono, o patrimônio histórico representado pelo imóvel corre sérios riscos, inclusive, de não suportar o quadro de chuvas que se avizinha. "Aqui Marcolino botou os olhos em Xanduzinha, filha do Major Floro e deu a ela 15 dias para ela acabar seu noivado com um primo médico de Recife; com dois dias Xanduzinha havia enviado uma carta ao noivo, acabando tudo; daí em pouco meses estavam casados. Foi uma semana de festa neste terreiro aqui do Casarão", revela João Antas.

Neli Conceição, Louro Teles, Jair Tavares e Emmanuel Arruda
Alcides Carneiro e... Afranio Gomes, Tomaz Cisne e Vagner Ramos
Diana Rodrigues, Maria Amélia, Lucilene Diniz e Manoel Serafim
Carlos Alberto

Para o Secretário de Cultura de Aurora, pesquisador e escritor José Cícero Silva: " Um evento como diria o velho sertanejo: Porreta ! Iniciativa da "bexiga lixa" que a propósito podia muito bem ser mais bem vista pelo poder público no sentido de gerar divisas, emprego e renda para a comunidade através do fomento ao turismo, e e´vital a restauração e o tombamento deste patrimônio". Já o pesquisador e profissional da área de turismo, Rostand Medeiros lamenta: " Infelizmente o velho Casarão de Patos está arquejando e prestes a cair o resto que ainda esta de pé, quando eu o conheci, na companhia de meu amigo Sérgio Dantas, ainda tinha muita coisa para se ver, infelizmente hoje a situação é tristemente diferente".

Emmanuel Arruda e Ana Lúcia
Josefa Neta, Carlos Eduardo, Ângelo Osmiro e João Antas
Cristina Amaral Lira e Manoel Severo
Sousa Neto e Professor Pereira
José Tavares Neto
Caçula Aguiar, Manoel Severo e Humberto Paz
Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima, José Tavares Neto, Juliana Pereira e a Caravana Cariri Cangaço
 Jose Cicero Silva e Manoel Serafim
Sônia Jaqueline, Ingrid Rebouças, Diana Rodrigues, Reginaldo Rodrigues e Patricia Brasil
Lívio Ferraz e Vagner Ramos

Com o cuidado que a situação do Casarão de Patos inspirava, no que diz respeito a integridade física dos participantes, foi orientado pela organização do Cariri Cangaço que não entrassem no imóvel, resumindo apenas nos registros externos do grande casarão. "E Pensar em tanta história que aconteceu aqui, a invasão a Patos de Irerê, a tomada do Casarão por Clementino Quelé e a grande retomada do mesmo por parte dos homens de Marcolino Diniz, resgatando sua amada Xanduzinha, realmente é algo sensacional. É uma pena que esteja nesse estágio de abandono" comenta a pesquisadora Juliana Pereira de Quixadá.

A secretária de cultura de Lavras da Mangabeira, no Ceará, poetisa e escritora Cristina Couto " nos resta parabenizar ao Cariri Cangaço pelo belo evento, um verdadeiro resgate da historia do nordeste brasileiro, possibilitando a reedição dessa mesma história". Já o representante da Academia de Letras de Crateús, também do Ceará, escritor Humberto Paz, "O Cariri Cangaço foi o evento mais grandioso e espetacular que já participei, fico extremamente agradecido por ter tido a oportunidade de viver este momento tão especial e rico. É fato incontestável que nenhum movimento de cunho cultural, no Brasil, se assemelha à grandiosidade do projeto Cariri Cangaço, parabéns!"

Joao Vanildo, Manoel Severo e Josefa Neta
Roberto Soares e Manoel Severo
João Antas e Miran Basílio
Pedro Bruno e Pedro Barbosa
Raimundo Cândido
Ezequias Aguiar, Sousa Neto e Carlos Eduardo
Oleone Coelho Fontes, Edson Lima e Cristina Couto
Bacamarteiros do Pajeú
 Ezequias Aguiar, Ângelo Osmiro, José Cícero, Sousa Neto, Professor Pereira
Pedro Bruno e Ingrid Rebouças
Casal Lamartine Lima

Manoel Severo curador do Cariri Cangaço fala do significativo momento em Patos de Irerê: "São dois sentimentos; primeiro de imensa gratidão a João Antas, a Rúbia Matuto, a Neta, a Elizabeth, a Lucilene, enfim a todos que nos proporcionaram momentos tão importantes e emocionantes. Sem dúvidas testemunhamos nesta manha de sexta-feira, dia de 20 de março, uma grande festa, e que tomou o coração e a alma de todos. Foi sensacional. O segundo sentimento é de preocupação. Desde a primeira vez que estivemos visitando o Casarão de Patos que entendemos ser urgente uma ação decisiva na direção da restauração de tão precioso patrimônio, com humildade entendemos a longa caminhada a ser percorrida para que possamos ter esse intuito. Hoje tivemos a grata satisfação de sermos recebidos por uma das descendentes; herdeiras do imóvel, a senhora Lucilene Diniz; como também testemunhamos a boa vontade e a disposição do poder público municipal em assumir ao lado de todos, esse desafio. Dessa forma esperamos que possa haver um diálogo franco, sincero, profícuo, entre todos os interessados; herdeiros, poder público, ministério público, grupos de pesquisa, universidades, para concretizarmos esse sonho. O Casarão de Patos, não pertence só a Patos de Irerê, não pertence só a Paraíba, pela sua grandeza e a magnitude de sua história, na verdade, pertence ao Brasil."

Cariri Cangaço Princesa
Dia 20 de Março de 2015
Casarão de Patos
Patos de Irerê, São José de Princesa, Paraíba

Visita ao Palacete de Zé Pereira

Cariri Cangaço visita Palacete dos Pereira em Princesa Isabel

Eram cerca de 15 horas da sexta-feira, dia 20 de março, quando a Caravana Cariri Cangaço retornou a Princesa Isabel, dentro da programação: A visita ao emblemático Palacete do coronel José Pereira Lima, bem no centro da cidade, em frente a praça onde o próprio José Pereira ergueu uma estátua em homenagem ao líder político Epitácio Pessoa. A recepção ficou a cargo dos descendentes do grande coronel; seu bisneto Thiago Pereira, por duas vezes prefeito de Princesa Isabel e seus pais, Rosane Pereira e Roberto Soares.

A edificação com arquitetura clássica do inicio do século XX , construída em 1923 pelo artesão e construtor José Ferreira Dias o famoso “Ferreirão”, que já havia sido o responsável por importantes obras na região, como é o caso da igreja de Triunfo; a mando de Epitacinho Pessoa de Queiroz por ocasião, hospede do coronel José Pereira, em Princesa. Tempos depois o palacete foi dado de presente a Luiza Pereira Lima, filha do coronel José Pereira, sendo chamado de "Palacete dos Pereira".

 Manoel Severo, Thiago e Rosane Pereira: Recepção ao Cariri Cangaço no Palacete
 Caravana Cariri Cangaço acompanha explanação de Thiago Pereira

Por cerca de 30 minutos Thiago Pereira apresentou para todos os presentes a origem e todas as histórias ligadas à bela edificação. A cada instante uma pergunta, a cada instante um esclarecimento e a certeza da grandiosidade histórica do Palacete. "São 46 portas e janelas, o piso mosaico foi trazido da Áustria. Aqui era onde ocorriam as muitas reuniões políticas, o transito de pessoas era imensa, também foi hospital na época da guerra de Princesa e tempos depois haviam bailes também no palacete, e mesmo assim o piso permanece impecável" assevera Thiago Pereira.

Já Rosane Pereira enfatiza:"Saber que a minha cidade Princesa Isabel e a historia da Revolução de 30, tendo como cenário todo esse universo que amo tanto e como personagem principal o meu avô Cel. José Pereira vão ser reconhecidas honradamente e cada vez mais por aí afora nos deixa muito felizes."

 Os detalhes dos afrescos e do mosaico, vindo da Áustria e do fogão da época do coronel

Pelos salões do Palacete dos Pereiras, por décadas a fio foram tomadas as mais importantes decisões da politica paraibana. Por ali passaram as mais destacadas personalidades nordestinas, coronéis de barranco, lideres e os mais destacados produtores rurais da região, todos sob o comando do mitológico coronel José Pereira Lima.

"Nessa edificação grandiosa e charmosa, construída na década de 20 do século passado, residiram membros das famílias mais importantes do Nordeste. Hospedaram-se ou foram recebidas figuras ilustres como coronéis, governadores, prefeitos, artistas, empresários, políticos diversos e personalidades valorosas, como Alcides Carneiro, Canhoto da Paraíba e Ariano Suassuna.Sua história é maior e mais admirável que suas curvas e desenhos arquitetônicos." Completa Thiago Pereira.

 No detalhe a partir do espelho de cristal do Palacete,flagrante dos participantes da visita
  Manoel Severo e Andrade Júnior

Cariri Cangaço Princesa 
Palacete do Coronel José Pereira
20 de Março de 2015
Princesa Isabel, Paraíba

Um Coronel e o seu Palácio Por:Thiago Pereira

 
 Thiago Pereira

Nada é mais significante para um regime monárquico que a relação soberana entre a figura regente e o seu palácio. Mais ainda quando o mesmo é sinônimo de bravura e força imperial (ou política). No Território Livre de Princeza não foi diferente. A coragem do seu povo e a ousadia de seu líder maior são, atualmente, representados pela imponência de um palacete de extrema beleza arquitetônica e inestimável valor histórico.

O “Palacete dos Pereiras”, como é conhecido, acomoda não apenas mosaicos austríacos e imensos janelões, entre paredes grossas e terraços exuberantes. Nele reside, principalmente, a história de uma família que dedicou sua vida pelo desenvolvimento da terra natal.

 Palacete do coronel José Pereira em frente a Praça Epitácio Pessoa

Tudo começou quando o membro de uma das principais famílias nordestinas, o senhor Epitácio Pessoa de Queiroz (Epitacinho), sobrinho do ex-Presidente da República, o senhor Epitácio Pessoa, cometeu um crime passional, na capital do estado de Pernambuco, assassinando o médico Bandeira de Melo, casado com uma prima legítima do senhor João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, que seria, depois, Presidente da província paraibana. Epitacinho, após o ato delituoso, refugiou-se em Princeza, sob a proteção do amigo próximo, o Coronal José Pereira Lima. É necessário lembrar que este crime e a atitude solidária do coronel tocaram, profundamente, a família do ex-Ministro e ex-Governador paraibano, João Pessoa, que, já prevendo suas intenções proclamou o seguinte:

- Se um dia eu vier a governar a Paraíba, acabarei com o prestígio de três famílias: os Dantas, de Teixeira; os Santa Cruz, da cidade de Monteiro; e os Pereira, da cidade de Princesa.
O Coronel, de forma cortês, como era seu costume, informou ao hóspede (assim como ao seu irmão, compadre do Coronel, o industrial José Pessoa de Queiroz), que receberia o foragido, da melhor maneira possível, até que o crime fosse julgado. Naturalmente, como adiantou o coronel, a depender da sentença final, transitada em julgado, o amigo permaneceria (ou não), em suas terras. Epitacinho e a família, seguros dos seus direitos, aceitaram as condições.

Epitácio Pessoa
 Coronel José Pereira Lima
José Pessoa de Queiroz

Em sua estada nas terras princesenses, o visitante, para seu melhor conforto e sob orientação do seu irmão, resolveu construir uma casa, segundo o seu estilo e de acordo com suas expensas, que não eram poucas. Contratou o artesão/construtor José Ferreira Dias, conhecido como “Ferreirão”, famoso em toda a região, por ter construído obras importantes, como a belíssima igreja de Triunfo - PE.

Ergueu-se, assim, um palacete com 46 (quarenta e seis) portas e janelas, piso em mosaico trazido da Áustria (em baixo relevo), 05 (cinco) quartos, salas de refeições, terraços, salas de recepção, cozinha, área de serviço e garagem externa, duas vezes maior à área construída.Após alguns anos, Epitacinho foi absolvido do crime, e resolveu retornar a sua terra natal, Recife – PE, mas guardou consigo o patrimônio nas terras revolucionárias paraibanas. Depois de algum tempo, o seu irmão José Pessoa de Queiroz, julgando desnecessária a manutenção do imóvel em nome da família e determinado a restituir o enorme favor prestado pelo seu amigo, o Coronel José Pereira, resolveu presentear, com o palacete, a sua afilhada, Luiza Pereira Lima, filha primogênita do coronel e irmã mais velha do ex-Deputado Estadual e ex-Secretário de Estado da Saúde, o médico Aloysio Pereira Lima.

 
Utensílios pertencentes ao coronel José Pereira Lima

Dona Luizinha, como era conhecida, foi uma dedicada dona de casa e habitou com o seu esposo no palacete até sua morte, em 27 (vinte e sete) de maio de 2002. O seu amado companheiro, Gonzaga Bento, faleceu após três meses, em 05 (cinco) de setembro do mesmo ano. Gonzaga foi vereador do município por dois mandatos, foi vice-prefeito, Prefeito da cidade de Tavares (sua terra natal), e ainda três vezes Prefeito de Princesa. Nunca perdeu uma eleição e (como bem pronunciou Hermosa Pereira Sitônio) “apesar de não ter o sangue, foi Pereira tanto quanto os que tinham, pois nunca deixou ser derrubada a bandeira política de seu sogro, o Coronel Zé Pereira”.

Após a morte dos proprietários, o Palacete e todo o espólio foram repassados aos herdeiros Rosane e Humberto, filhos de Gonzaga e Luizinha. Posteriormente, em conseqüência da conclusão da Ação de Inventário, a casa foi registrada em nome de Rosane Pereira de Sousa Soares, atual proprietária, que vem a ser, portanto, neta do Coronel José Pereira Lima e sua esposa Alexandrina Pereira Lima (Dona Xandú).

Coronel José Pereira e seus homens durante a Revolta de Princesa

Além de residência do Coronel José Pereira, por um breve período após a anistia, o Palacete, durante a famosa guerra ocorrida em de 1930, que alguns chamam de “Revolta de Princeza”, serviu de Hospital de Sangue, onde se salvaram inúmeros combatentes princesenses, além de membros da Polícia paraibana, que o coronel ordenava tratar com enorme respeito e atenção. Esse procedimento fez com que muitos aderissem à causa daquele povo sertanejo, que se insurgia contra o governo paraibano.O “Palacete dos Pereiras”, apesar das intempéries e da utilização ininterrupta, mantém-se erguido e majestoso, mas precisa, naturalmente, de atenção e carinho.

Nessa edificação grandiosa e charmosa, construída na década de 20 (vinte), do século passado, residiram membros das famílias mais importantes do Nordeste. Hospedaram-se ou foram recebidas figuras ilustres como coronéis, governadores, prefeitos, artistas, empresários, políticos diversos e personalidades valorosas, como Alcides Carneiro, Canhoto da Paraíba e Ariano Suassuna.Sua história é maior e mais admirável que suas curvas e desenhos arquitetônicos. Está ligada à memória do povo brasileiro e por isso desfez-se o seu caráter pessoal, individual, particular. O objetivo primordial de sua existência é público, coletivo, devendo ser amado, preservado e compartilhado, sob a égide dos Poderes Públicos, especialmente, Estadual e Federal, pois possuem recursos disponíveis.


O Palacete do Coronel José Pereira, em Princesa Isabel – PB, transpira história e arrepia, quase sempre, os seus visitantes. História verdadeira. História brasileira. História de um povo, constantemente, esquecido no alto sertão nordestino, mas que permanece aguerrido, lutador, trabalhador e vivo, como a sua memória.

Thiago Pereira de Sousa Soares
Bisneto do Coronel José Pereira Lima
Cariri Cangaço Princesa 2015
Princesa Isabel, Paraíba

As Mulheres no Cangaço e Theophanes Ferraz em Manha de Cariri Cangaço Princesa 2015


A manhã do terceiro dia de Cariri Cangaço Princesa 2015, dia 21 de março, trouxe aos salões do Acqua Parque em Princesa Isabel duas primorosas Conferencias, com os renomados pesquisadores e escritores; João de Sousa Lima de Paulo Afonso e Geraldo Ferraz de Recife. A abertura ficou a cargo do curador do Cariri Cangaço Manoel Severo que deu as boas vindas a todos os participantes e ressaltou a importância dos dois temas: "É extremamente importante termos um olhar dedicado a este importante e vital recorte da historiografia do cangaço que é sem dúvidas a entrada das mulheres a partir de Maria Bonita e ninguém melhor que o pesquisador João de Sousa Lima, dedicado rastejador das coisas do sertão e que vem lá do berço da morena da terra do condor, para nos contar essa história; e no ano em que comemoramos os 100 anos da prisão de um dos cangaceiros mais famosos, Antonio Silvino, ninguém menos que o grande Geraldo Ferraz, neto de Theophanes Torres, personagem principal desse episódio para  nos brindar a todos aqui em Princesa Isabel".

João de Sousa Lima
 Geraldo Ferraz
 Aderbal Nogueira
Ivanildo Silveira
Wescley Rodrigues

"E o que dizer de Maria de Déa, a Rainha do Cangaço, que ousou deixar um marido com quem se casara ainda adolescente, rompeu os paradigmas de sua época, abandonou os costumes, tradições e feriu a honradez da família ao optar em acompanhar Lampião e viver uma vida de confrontos com a polícia, fugas pela caatinga, sem a paz suficiente para manter vivos em seu ventre os filhos gerados e poder sequer ser a mãe presente na vida de sua menina, Expedita, criada por amigos?  Como compreender essa mulher quando mandou de volta o irmão que queria entrar no cangaço a ela é atribuída a frase: "desgraçada por desgraçada aqui, basta eu"... revela João de Sousa Lima, o  pesquisador de Paulo Afonso.

"Nos alegra momentos como esse, somos uma grande família e ela está sempre crescendo, em conhecimento, qualidade, respeito, e em número de membros...Manoel Severo com sua generosidade impar, foi o idealizador e dividiu com todos os pesquisadores, não só o sonho... mas também a realização... e desde então, não paramos mais, e cada conquista, e olha que já foram muitas e muitas ainda estão por vir, comemoramos e agradecemos a todos que tem compartilhando conosco esta história fantástica que é o Cariri Cangaço. Este evento de Princesa extraordinário..." Fala a pesquisadora Juliana Pereira. 

 Tomaz Cisne, João de Sousa Lima, Manoel Severo e Neli Conceição
 Valmir Pereira, Manoel Severo e Roberto Soares
 Andrade Junior e Professor Pereira
 André Vasconcelos
Elane Marques e Patrícia Brasil
Luana Lira, Gerlane e Alcides Carneiro

"Uma das maiores emoções de minha vida foi conhecer Durvinha, pela qual me apaixonei profundamente, paixão que hoje transferi para sua filha, nossa querida Neli" confessa João de Sousa Lima.

André Vasconcelos, de Triunfo ressalta, "para mim é sempre motivo de alegria participar do Cariri Cangaço e seus debates, reencontrar amigos como Manoel Severo, Rostand Medeiros e tantos outros, além de ter a oportunidade de visitar locais que formam a identidade histórica e cultural do nosso sertão nordestino. Sempre volto renovado, entusiasmado e embriagado de sertão. Valeu !!!" 

Geraldo Ferraz a partir de um minucioso trabalho de pesquisa trouxe os principais pontos sobre a personalidade de seu avô, um dos mais brilhantes comandantes de volantes da ápoca do cangaço, Theofanes Ferraz, protagonista da prisão de Antônio Silvino: "

Lamartine Lima 
Carlos Alberto
Juliana Pereira, Freira Francinalda Lima e Aderbal Nogueira
 
 José Bezerra Lima Irmão, Jair Tavares e Ezequias Aguiar
 Narciso Dias, Geraldo Ferraz e Ivanildo Silveira
Thiago e Rosane Pereira

Completa Geraldo Ferraz: "Em agosto de 1914, Theophanes e seus companheiros foram informados que havia estourado, no Velho Continente, uma grande guerra, a primeira entre várias nações, que muito transformaria o panorama mundial. No segundo trimestre daquele mesmo ano, com 19 anos, foi nomeado, novamente, delegado de polícia de Vila Bela, onde teve a oportunidade de impor a lei e promoveu a prisão de alguns bandoleiros que já possuíam uma certa fama. Em setembro daquele mesmo ano, quando da sua nomeação como delegado de Taquaritinga, estava para acontecer a realização de um dos seus sonhos - a captura do mais famoso cangaceiro daquela época, o temível Antônio Silvino, também conhecido como "Rifle de Ouro" ou "Governador do Sertão". Com aquela formidável prisão, conseguiu por fim a uma carreira de mais de 15 anos de terror no Sertão. Por conta daquele ato de bravura foi promovido ao posto de tenente e nomeado delegado de Limoeiro."

Para a neta do coronel Zé Pereira, Rosane Pereira, "ficamos felizes em saber que agora fazemos parte desta família Cariri Cangaço, e pegarem os as estradas com muita alegria e voltaremos todas as vezes com a bagagem mais pesada de conhecimentos e amigos." Já o casal Alcides e Gerlane Carneiro, de Serraria,"ainda deslumbrados com tantos momentos maravilhosos, queremos, de coração, agradecer tanta gentileza . Jamais esqueceremos a maneira carinhosa como fomos recebidos pelo Cariri Cangaço aqui em Princesa ! Foram dias que curtimos esta cultura que nos deixou encantados com tanta riqueza de detalhes . Nossos sinceros agradecimentos e o compromisso de voltarmos para outros eventos."

 Oleone Fontes, Abreu Mendes e Manoel Severo
Sousa Neto, Manoel Serafim, Roberto Soares e Luana Lira
 Angelo Osmiro e Rostand Medeiros
 Abreu Mendes, Ana Lucia Souza e Neli Conceição 
Celsinho Rodrigues e Ingrid Rebouças
Vagner Ramos, Washington Rosa e Lívio Ferraz
Manoel Severo e Carmelo Mandu

Novamente os salões do Acqua Parque ficaram repletos de expectadores para mais um momento de palestras do Cariri Cangaço Princesa. Pesquisadores e escritores de todo o Brasil, tinham ali a oportunidade de reencontrar amigos, estreitar laços e aprofundar conhecimentos. "Tão importante quanto as Conferencias e as Visitas são estes momentos de "bastidores" quando trocamos idéias com os muitos amigos de todo o Brasil, realmente uma rara oportunidade que o Cariri Cangaço nos proporciona" fala Narciso Dias, de João Pessoa.

"Na qualidade de um dos Conselheiros do Cariri Cangaço, gostaria de agradecer ao Prefeito Dominguinhos pela grande receptividade a todos nós que fazemos essa grande familia de pesquisadores, assim como, pela elegância do evento que está sendo coroado de êxito. Tenho plena certeza que Princesa encantou todos os participantes e sem dúvida ficará para sempre na minha memória como dos maiores eventos que já participei. Parabéns  reforça o pesquisador e escritor Archimedes Marques, de Aracaju. Já o Prefeito de Princesa Isabel confirma: "fico feliz em ser o prefeito nessa ocasião e poder colaborar para a vinda desse evento para o nosso município. Aqui temos gente de diversos lugares do pais, pessoas do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Norte de outras unidades da federação. Aqui estamos resgatando a cultura e história. Princesa é uma cidade inserida no contexto da história da cultura da Paraíba e do Brasil. Isso é muito gratificante”

 Aguiar Caçula, Raimundo Candido, Humberto Paz e Manoel Severo
 Manoel Severo e Angelo Osmiro
 Rostand Medeiros e Manoel Severo
 Sonia Jacqueline e Wescley Rodrigues
 Archimedes e Elane Marques
Manoel Serafim e Maria Amélia

Ao final da manha de palestras nos salões do Acqua Parque de Princesa Isabel os convidados do evento participaram de um coquetel e logo após puderam acompanhar a sensacional apresentação de Teatro do Grupo Sound Chash de Princesa Isabel com o espetáculo contando a vida de Virgulino Ferreira.

Fotos: Pedro Bruno e Ingrid Rebouças
Gravura: Cristiane Campos

Cariri Cangaço Princesa
21 de Março de 2015
Princesa Isabel, Paraíba

Jenipapo: Primeira Parada do Cariri Cangaço em Terras Nazarenas !


A tarde do último dia de Cariri Cangaço Princesa 2015, sábado - dia 21 de março, marcou a extraordinária visita da Caravana Cariri Cangaço ao distrito de Nazaré do Pico, município de Floresta no vizinho estado de Pernambuco. Terra dos valentes e valorosos Nazarenos, maiores perseguidores de Lampião, da história e marcaria um dos momentos mais emocionantes do Cariri Cangaço Princesa 2015.

A Caravana Cariri Cangaço saiu de Princesa Isabel por volta das 15 horas, debaixo de uma chuva fina desceu a serra, passando por Flores, Calumbi e Serra Talhada, seguindo rumo a Floresta encontrou com os anfitriões tendo a frente um dos descendentes dos irmãos Flor: Hildebrando Nogueira Neto, Netinho Flor. Da entrada de Nazaré a Caravana partiu para a primeira visita da tarde: Fazenda Jenipapo.


Netinho Flor e a memória dos acontecimentos da Fazenda Jenipapo
Rubelvan Lira explanando como tudo aconteceu no Jenipapo

No Jenipapo, o Cariri Cangaço foi recepcionado pelos proprietários da fazenda; senhor Francisco de Assis, filho de Gomes Jurubeba e seus filhos; Mabel e Moabe Nogueira, tendo ainda Netinho Flor e Rubelvan Lira, que fizeram uma espetacular explanação sobre os principais fatos ocorridos no lugar, ainda no inicio da vida fora-da-lei de Virgulino Ferreira. Segundo Mabel Nogueira "até agosto estaremos inciando a restauração da casa grande da fazenda do Jenipapo".

 Casal Lamartine Lima e Manoel Severo no Jenipapo
Narciso Dias, Jair Tavares, Jorge Remigio, Jose Cícero e Sousa Neto
 Pedro Barbosa, Manoel Severo, Sousa Neto, Jair Tavares, Narciso Dias, Netinho Flor, Rostand Medeiros e Jorge Remigio no Janipapo
Ana Lúcia Souza e a visão da Serra do Pico

Na fazenda Jenipapo, a cerca de 5 km do centro da vila de Nazaré, na estrada que liga Nazaré a Betânia aconteceu o célebre desafio de Virgulino e seus irmãos a João e Antônio Gomes Jurubeba. Eram idos de 1919 e Virgulino, juntamente com seus irmãos, Antônio e Levino, acompanhado de outros cabras se aproximaram da fazenda Jenipapo onde estavam retelhando a casa João e Antonio Gomes Jurubeba, ao que Virgulino falou: "Benção meu padrinho !" se dirigindo a João que se encontrava em cima da casa, que respondeu imediatamente: 

"Não sou padrinho de cangaceiro..." 

Ao que provocou a ira dos irmãos, principalmente de Antônio Ferreira que queria matá-los ali mesmo, mas foi contido por Virgulino. Naquele dia era escrito mais um capítulo da novela de ódio e sangue entre os Ferreira e o povo de Nazaré, ódio esse que se recrudesceria e teria repercussões anos a fio, inclusive com o incêndio e a depredação das propriedades do jenipapo e redondezas em 1926.

Antônio Gomes Jurubeba, pai de João Gomes de Lira, se encontrava ao lado do irmão, João Gomes Jurubeba; retelhando a casa do Jenipapo (foto abaixo).

"Naquela época a maioria das famílias moravam por estas bandas, em Betânia, Ipueiras, Ema, e aqui no Jenipapo. Tinha casa aqui o Gomes Jurubeba e alguns membros dos Flor. Em 26 (1926) no ataque frustado de Lampião a Nazaré ele saiu incendiando tudo que encontrava pela frente, aqui no Jenipapo tocou fogo na casa de Gomes Jurubeba, de Euclides e Afonso Flor, não sobrou nada, animal, cerca, casa, tudo foi destruído pelo fogo." diz Netinho Flor.

Neli Conceição na Fazenda Jenipapo
 José Cícero Silva
João de Sousa Lima e Geraldo Ferraz
Maria Amélia Souza e dona Gildete
Jair Tavares, Jorge Remigio, Ivanildo Silveira e Narciso Dias

"É a união da seriedade, responsabilidade, alegria e emoção... O Cariri Cangaço Princesa-2015, demonstrou que este Encontro é o melhor espaço para se discutir o universo do Cangaço, essa é uma ação inesgotável!!!! " Ressalta Maria Amélia de Souza.

Cariri Cangaço Princesa 2015
Dia 21 de Março de 2015
Fazenda Jenipapo - Nazaré do Pico, Floresta - Pernambuco


Lendária Poço do Negro no Cariri Cangaço Princesa 2015


Nossa segunda visita em terras dos Nazarenos por ocasião do Cariri Cangaço Princesa 2015 foi à lendária fazenda Poço do Negro, segunda morada de seu Zé Ferreira e os "meninos" Antonio, Virgulino, Levino e etc...logo após as primeiras refregas entre os filhos de Zé Ferreira e Zé Saturnino, quando não mais era possível à família Ferreira permanecer morando em Vila Bela; na Passagem das Pedras, acabaram mudando para o Poço do Negro, a cerca de 2 km do centro da vila de Nazaré. Ao se estabelecerem ali começaria um dos mais violentos e sangrentos conflitos que se tem notícia na historiografia do cangaço: Lampião contra os Nazarenos, Nazarenos contra Virgulino
.

 Gilson Nazaré e Manoel Severo
 Narciso Dias e Ulisses Nogueira
Alcides Carneiro, Manoel Severo e Lívio Ferraz

A visita ciceronizada pelas famílias Nogueira, Sousa, Ferraz e Lira, autênticos representantes dos Nazarenos "da gema" , tendo a frente Ulisses Nogueira; filho do grande Euclides Flor e seu sobrinho, Netinho Flor, neto de outro destacado combatente nazareno: Hildebrando Flor, e muitos outros nazarenos como Luciano Lira, Gilson Nazaré, Julio César, Zezinho, Mabel e Moabe Nogueira. 

O caminho entre a entrada da fazenda em um assentamento, até o local exato onde outrora existia a casa original é de cerca de 400 metros, seguido em fila indiana pela caravana Cariri Cangaço. No cenário da segunda morada do cangaceiro mais famoso da história, só restavam escombros, restos de tijolo e telha, pedras e o "velho pé de umbu cajá", plantado ainda pelos filhos de Zé Ferreira ao chegar ao Poço do Negro.


Caravana Cariri Cangaço, passo a passo, Poço do Negro
Casa original do Poço do Negro (Livro Frederico Maciel)
Casa ao lado das ruínas do Poço do Negro: Telhas usadas 
 Wescley Rodrigues e Pedro Bruno
 Ingrid Rebouças
 Todos os pés que pisam esse sertão... Jorge Remígio
Famoso Pé de Umbu Cajá plantado pelos irmãos Ferreira

"Zé Ferreira e os filhos vieram aqui para a fazenda Poço do Nêgo acho pelos idos de 1919, casa da velha Chica Jacoza e dali pra frente só aumentou a briga com as família de Nazaré", assevera Ulisses Nogueira "Flor". Netinho Flor completa, "da casa original só resta o que vocês estão vendo nos escombros e inclusive as telhas foram reaproveitadas naquela casa de taipa logo ali a frente".


Wescley Rodrigues, Manoel Severo, Aguiar Caçula e Ivanildo Silveira
Sousa Neto, Narciso Dias e Jorge Remígio
Lamartine Lima, José Cícero e Ulisses Nogueira
Sousa Neto e Rostand Medeiros

"Enquanto houver oxigênio não nos
 cansaremos de preservar a história..."
Narciso Dias

"Visitar e revisitar todos esses cenários que fizeram parte do ciclo cangaceiro, notadamente de Virgulino Ferreira, nos permite in loco, aprofundar ainda mais nossa busca por fragmentos da verdade histórica, hoje o Cariri Cangaço dá um passo enorme na direção de pagar uma dívida de gratidão e respeito a Nazaré do Pico, colocando essa valorosa vila em seu devido lugar dentro do turismo sertanejo e de conhecimento. Espetacular !" ressalta a pesquisadora Juliana Pereira.

Cariri Cangaço Princesa
Dia 21 de Março de 2015
Fazenda Poço do Negro, Nazaré do Pico - Floresta, Pernambuco


Nazarenos e a Festa de Encerramento do Cariri Cangaço Princesa 2015


A espetacular Vila de Nazaré do Pico, distrito de Floresta, no estado de Pernambuco foi a responsável pelo acolhimento do encerramento do Cariri Cangaço Princesa 2015. Depois das visitas à Fazenda Jenipapo e ao Poço do Negro, a Caravana  Cariri Cangaço aportava na mais famosa vila do sertão nordestino, quando se fala em cangaço; a terra dos Nazarenos. 

A capela de Nazaré do Pico ficou pequena para a acolhida de encerramento do Cariri Cangaço Princesa 2015. A chuva fina e o céu de um azul belíssimo das 17 horas pareciam reverenciar aquele momento histórico. "Nazaré vive um momento histórico, enfim estamos testemunhando um ato que começa a resgatar o histórico valor desse povo" fala Ângelo Osmiro; pesquisador e escritor, presidente do GECC. 

 Manoel Severo no encerramento do Cariri Cangaço em Nazaré do Pico
 
 Netinho Flor, anfitrião do Cariri Cangaço em Nazaré
Amanda Feitosa, secretária de educação e cultura de Floresta

A abertura do evento ficou a cargo do curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo que ressaltou a grande "emoção de estar pisando o solo sagrado de Nazaré" concluindo: "É nosso desejo que a partir de hoje possamos, juntos, de forma efetiva concretizar o sonho de termos aqui em Nazaré o Museu das Volantes, resgatando uma dívida histórica de todo o Brasil com esses homens que se notabilizaram pela coragem, valentia e defesa da honra do povo do sertão; aqui nos sentimos em casa, aqui sempre somos acolhidos com carinho e respeito e saibam que sempre poderão contar com o Cariri Cangaço".

Hildebrando Neto; Netinho Flor; um de nossos anfitriões revelou a satisfação da realização do Cariri Cangaço em Nazaré: "Grande Severo, nós ficamos extremamente felizes com a presença de vocês na nossa querida terrinha. Nazaré estará sempre de portas abertas para receber a família Cariri Cangaço, e tem mais: João Lucas não se cansa de olhar  o Título que recebeu, muito obrigado ao Cariri Cangaço de coração, contem conosco sempre"!

 Ulisses Ferraz e Aderbal Nogueira
 Angelo Osmiro e Cristina Amaral Lira
 Amanda Feitosa Goiana e João Lucas de Souza Ferraz Nogueira

Cristina Amaral Lira, filha de um dos mais destacados combatentes Nazarenos; tenente João Gomes de Lira, também disse da emoção do momento: "Não tenho palavras para dizer de minha imensa emoção, muito obrigado ao Cariri Cangaço por esse momento. Meu pai sem dúvidas, de onde estiver, esta muito feliz".

Ainda dentro da programação de encerramento o Conselho Curador do Cariri Cangaço outorgou Títulos de Amigo do Cariri Cangaço às personalidades locais, representando as famílias nazarenas: Ulisses Ferraz e Cristina Amaral Lira, e num momento mais que especial ao pequeno João Lucas de Souza Ferraz Nogueira, de apenas 4 anos;filho de Netinho Flor e Nanci, representando as novas gerações de Nazarenos. 

Julio Cesar Nogueira, Wescley Rodrigues, Sousa Neto, Rostand Medeiros e Manoel Severo
Caravana Cariri Cangaço e a Festa em Nazaré
 
 Pedro Barbosa, Manoel Severo e Rubelvan Lira
 Gilson Nazaré e Manoel Severo
Geraldo Ferraz, Roberto Soares, Manoel Severo e Cristina Amaral Lira
Amanda Feitosa Goiana e Manoel Severo

Ao final a Caravana Cariri Cangaço foi recepcionada com um autêntico "manjar sertanejo da gôta serena..." na residência de Netinho Flor e Nanci, com direito a "Umbuzada" e um Festival de Tapiocas que acabou fazendo do encerramento do Cariri Cangaço uma grande festa de alma verdadeiramente nordestina.

Cariri Cangaço Princesa 
21 de Março de 2015
Nazaré do Pico - Floresta, Pernambuco

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