Império do Bacamarte : Obra Prima da Historiografia Cearense Por: Liduino de Brito

Meus senhores e minhas senhoras, presentes nessa sessão solene em comemoração aos trinta anos da primeira publicação do livro IMPÉRIO DO BACAMARTE, do escritor, historiador e professor Joaryvar Macedo, por iniciativa da Fundação Sintaf, permitam-me duas observações: A primeira – apresentar nossa Fundação Sintaf:  A Fundação Sintaf de Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, Científico e Cultural é uma instituição de ensino e pesquisa constituída pelo Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf). A instituição desenvolve ações estratégicas de cunho técnico, científico e cultural junto ao setor privado, a outras organizações do terceiro setor e à administração pública, no intuito de promover o aperfeiçoamento profissional dos diversos agentes sociais, assim como aprimorar, na plenitude, o desenvolvimento intelectual e humano. Uma Fundação se caracteriza pela destinação de seu patrimônio, e seu maior legado é poder transferir esse patrimônio em benefício da sociedade, o que significa assegurar, às gerações futuras, o seu conhecimento intelectual. A Fundação Sintaf busca possibilitar que a cultura da atual geração de servidores da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará esteja a serviço da população cearense.

Joaryvar Macedo, autor de Império do Bacamarte

A segunda – porque dessa homenagem ao professor Joaryvar de Macedo: A História do Brasil passa pela História do Ceará e a História do Ceará passa inexoravelmente pela História do Cariri. Quem desconhece a Revolução de 1817, a Confederação do Equador de 1824, desconhece o protagonismo dos filhos do Cariri; não conhece a historiografia cearense e, consequentemente, a brasileira.

Conforme acentua nosso insigne homenageado “no território cearense, as lutas e revoluções libertárias e independentistas de 1817 a 1824 partiram do extremo sul. Uma efêmera república deveu-se aos Alencares, tendo à frente a figura de dona Bárbara Pereira de Alencar. ” E como a concordar com a nossa assertiva, arremata brilhantemente: “O Cariri, berço da liberdade em terra cearenses, influiu, decisivamente, nos destinos não apenas do Ceará. Dali partiu o bravo José Pereira Filgueiras, rumo à Capital, solidificando-se nossa independência. Posteriormente, a marcha guerreira e os feitos heroicos de sua expedição conquistaram a emancipação do Maranhão e a consolidação da independência no Piauí. ”

Liduino de Brito recebe Diploma das mãos de Fernanda Pacobahyba

Assim como “Capítulos da História Colonial”, de João Capistrano Honório de Abreu, lhe confirma a superioridade como historiador, “Império do Bacamarte – uma abordagem sobre o coronelismo no Cariri cearense” desponta como a obra prima da historiografia cearense pelo seu poder de síntese, consagrando Joaquim Lobo de Macedo, o mestre Joaryvar Macedo(como ele gostava de ser chamado)! 

José Murilo de Carvalho, no prefácio à sétima edição do livro de Victor Nunes Leal – “Coronelismo, Enxada e Voto – o município e o regime representativo no Brasil” (1948) – afirma que, a maior preocupação desse autor, ao publicar na revista do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) o artigo “O coronelismo e o coronelismo de cada um” era fazer com que seu conceito de coronelismo fosse compreendido. 

“De fato, a maioria dos autores que empregaram o conceito usado por ele, sem distinção entre críticos e admiradores, identificava coronelismo com mandonismo local. Era o caso do crítico Eul-Soo Pang e do admirador Barbosa Lima Sobrinho, que por insistência do autor escreveu o prefácio à segunda edição do livro feita pela Alpha Ômega em 1975. ” 

Para Victor Nunes, o conceito de coronelismo incorporava, sim, traços de mandonismo local, mas era mais que isso: fazia parte de um sistema, de uma trama que ligava coronéis (mandões), governadores e presidente da República. Para ele (Victor Nunes) o coronel entrou em sua análise por ser parte desse sistema, dessa estrutura e suas relações de poder desenvolvidas na Primeira República, a partir do município. A partir da publicação de IMPÉRIO DO BACAMARTE, em 1990, esse conceito torna-se cristalino. Segundo Joaryvar Macedo “no Cariri, a autocracia, base da autoridade sociopolítica dos coronéis, atingiu todas as esferas de poder. Agiam eles quais árbitros supremos sobre tudo e sobre todos. Indicavam nomes ao governo para o preenchimento dos cargos e exigiam demissão de juiz, promotor e delegado, sendo prontamente atendidos. ” 

Por sua abordagem, pela análise sistêmica empreendida sobre o coronelismo no centro sul do Ceará, “onde se narram fatos mais expressivos ou mais característicos daquela tumultuada quadra da História do Cariri”, conforme afirma Melquíades Pinto Paiva, no livro Uma Matriarca do Sertão: Fideralina Augusto Lima (1832/1919), Joaryvar Macedo é o “maior escritor de todos que voltaram suas vistas para o passado de nossa terra comum, a cidade/município de Lavras da Mangabeira!” 

Por fim, aproveitamos o ensejo para agradecer ao Deputado Evandro Leitão a possibilidade dessa sessão solene; ao Sindicato dos Fazendários do Ceará, através de seus diretores Remo César Moura, Carlos Brasil Gouveia, Luiz Carlos Diógenes e Nilson Fernandes o apoio integral a essa iniciativa; aos jornalistas Patrícia Guabiraba e Tarcísio Matos pelas palavras de incentivos; a Família de Joaryvar Macedo, através da Sra. Rosalba Saraiva de Macedo e José Hélio dos Santos por acreditar nos esforços da Fundação Sintaf na concretização dessa justa homenagem. 

Muito obrigado!

Liduino de Brito, diretor da Fundação Sintaf - Discurso representando os homenageados em Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Ceará, em 19 de maio de 2022.

NOTA

Sessão Solene da Assembleia Legislativa do Estado do Ceara, presidida pelo primeiro-secretário deputado Antônio Granja , celebrando os 30 anos de lançamento de o Império do Bacamarte de Joaryvar Macedo, a sessão homenageou Rosalba Macedo, viúva do autor; Remo Moura, diretor de Relações Intersindicais do Sindicato dos Fazendários do Ceará (Sintaf); Liduíno de Brito, diretor-geral da Fundação Sintaf; Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço; José Hélio dos Santos, editor da edição recém-lançada do livro.

Noite de Homenagem a Joaryvar Macedo em Sessão Solene Por: Fernanda Pacobahyba Macedo

Deputado Antônio Granja, Fernanda Pacobahyba Macedo e Rosalba Macedo

Que alegria imensurável estar cercada do meu bem mais precioso, minha família, tendo a oportunidade de homenagear e honrar a memória dessa figura extraordinária que é meu tio-avô Joaryvar Macedo. Nesta quinta-feira (19), os Macedo estiveram reunidos em sessão  solene no Plenário 13 de Maio, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará para prestigiar o lançamento da terceira edição da obra "Império do Bacamarte" que
 completa 30 anos de sua primeira publicação.


Mais que um livro, é a história marcada de nosso Cariri, do coronelismo, do cangaço cearense, escrita pelas mãos de um verdadeiro erudito, que tenho orgulho de ser sobrinha. Meu tio Dimas Macedo, jurista e poeta, falou sobre nossa historia e sobre como Joaryvar não partiu desse mundo deixando bens materiais, mas sim uma herança muito mais preciosa: o seu legado intelectual. Algo que é imaterial, não finda, não envelhece, não perece e nunca perde o valor. Joaryvar meu tio, você é referencia e seu nome ecoa na minha casa desde que me entendo por gente.

Fernanda Pacobahyba e Manoel Severo
Flagrantes da Noite Solene na Assembleia Legislativa

Obrigada ao meu esposo Marcus e meu filho Marquinhos, minha mãe Sara e meu pai Fernando, por estarem sempre ao meu lado. Vocês são base sólida. Meu carinho especial para minha tia Rosalba, esposa de tio Joaryvar, e para minhas primas, sua filhas, Gessen e Karen. Foi incrível reencontrar vocês depois de tantos anos. Agradecer também ao meu amigo, Presidente Evandro Leitão, por ter solicitado esse momento, ao deputado Antônio Granja por ter comandado com maestria toda a noite e aos queridos companheiros fazendários: Liduino de Brito, diretor da Fundação Sintaf, pelo convite e pela iniciativa; ao Reno Cesar, diretor do Sintaf, pelos esforços em fazer esse evento acontecer; e ao Carlos Brasil diretor da organização da Sintaf pelo apoio. Gratidão ao Jose Hélio Santos, editor da nova edição do livro e a Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço e autor da apresentação da nova edição do livro.

Fernanda Pacobahyba Macedo
Doutora em Direito Tributário PUC-SP
Secretária da Fazenda do Estado do Ceará

Lançamento da Rota do Cangaço de Serrinha do Catimbau

Junior Almeida e a Rota do Cangaço de Serrinha do Catimbau

Local de um dos mais importantes combates do cangaço lampiônico, onde Maria Bonita, companheira de Lampião foi baleada, Paranatama (antiga Serrinha do Catimbau), no Agreste de Pernambuco, realiza neste sábado, 21 de maio, a partir das 10 horas, a primeira rota do cangaço, que refaz os passos do cangaceiro mais famoso do país na região.

O trajeto organizado tem como base o recente livro do escritor Junior Almeida, “Lampião em Serrinha do Catimbau”, e leva os participantes a conhecerem os locais em que o Rei do Cangaço e seus cabras passaram em 19 e 20 de julho de 1935, cometendo assaltos, extorsões e um assassinato, no então território de Garanhuns, sendo na vila, a súcia repelida pela resistência local, que com seus homens bem entrincheirados nas casas da vila, alvejaram Maria Bonita, mulher de Lampião.


Tudo pronto para o lançamento neste sabado dia 19 de maio de 2022
Para este encontro, já confirmaram presenças membros do Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco - GECAPE -, Arquivo Público de Pernambuco, Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns – IHGG -, Instituto Cariri Cangaço, Academia brasileira de Letras e Artes do Cangaço – ABLAC -, Espaço Cultural Colimusic, Casa da Cultura de Paranatama, além de secretário e diretores municipais, escritores, pesquisadores, e entusiastas da temática.

O LIVRO
“Lampião em Serrinha do Catimbau”, livro com informações inéditas sobre o famoso “fogo de Serrinha”, vem fechar uma lacuna na literatura cangaceira, que são justamente os detalhes do ferimento à bala de Maria do Capitão. É o quarto trabalho do pesquisador pernambucano. Junior Almeida, natural de Garanhuns, é membro fundador do GECAPE, ABLAC, além de ser conselheiro do Instituto Cariri Cangaço do Brasil.

Reginaldo Santos / Junior Almeida

NOTA CARIRI CANGAÇO

É com muito entusiasmo que o Cariri Cangaço celebra o lançamento da "Rota do Cangaço de Serrinha do Catimbau", antigo sonho do pesquisador e escritor Junior Almeida; Conselheiro do Cariri Cangaço. Por muito tempo a literatura do cangaço deixou de lado esse que sem dúvidas foi um dos mais emblemáticos episódios da passagem de Lampião pelo Agreste pernambucano, quando sua Maria, a Maria do Capitão; foi baleada no confronto com a resistência do bravo povo de Serrinha do Catimbau, atual Paranatama. Junior Almeida com muito trabalho e zelo, foi personagem importante no resgate de Paranatama dentro da literatura do cangaço, insistindo, incentivando, provocando a municipalidade para que pudéssemos oferecer ao Brasil a possibilidade dessa "Rota". Em março ultimo, representantes do município de Paranatama estiveram conosco participando do Cariri Cangaço Paulo Afonso, para conhecer a dinâmica e a essência do empreendimento, e assim, neste sábado, testemunharemos o lançamento da Rota do Cangaço de Serrinha do Catimbau, Avante Conselheiro Junior Almeida, avante Paranatama !!!

Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço.

Vicente de Marina: O Gatilho mais Temido do Sertão Por:Luiz Ferraz Filho

Luiz Ferra Filho e Maria Marina da Conceição, sobrinha de Vicente de Marina

Nas veredas desse Sertão esturricado, onde no século passado foi arena para gladiadores, o bem mais valioso foi a amizade. E nenhum jagunço foi mais fidedigno ao seu patrão do que o mulato Vicente de Marina. Nascido no final do século XIX, na ribeira da Malhada do Bom Nome (hoje, povoado de Bom Nome, distrito de São José do Belmonte), tornou-se o lendário cangaceiro de melhor pontaria conhecida até hoje. Alto, robusto e das costas largas, era uma verdadeira baraúna. Nasceu e se criou trabalhando arduamente para o major Deodato Pereira da Silva, patrão da ex-escrava Marina, vendida ainda criança juntamente com a mãe por um boiadeiro do agreste pernambucano. 

Na degustação de um doce de leite, no povoado de Bom Nome, tive a oportunidade de conhecer a matriarca Maria Marina da Conceição, 94 anos, filha de Cícero de Marina (irmão de Vicente). Na lucidez de quem trabalhou arduamente lavando roupa nas cacimbas do Riacho do Cristóvão, recorda ela de tudo que falavam sobre o tio, Vicente de Marina. 'Ele atirava melhor que todos, mas era lento. O povo falava que certa vez, Sinhô Pereira deu 24 tiros e Vicente só deu 16 tiros. Ele gastava pouca munição, mas era certeiro', revelou ela. Vicente de Marina iniciou essa irmandade bélica com Sebastião Pereira e Silva (Sinhô Pereira), quando ambos eram jovens caçadores nas caatingas da Gameleira, Passagem do Meio e Serra da Forquilha. Foi uma verdadeira escola de tiro ao alvo. Conta o renomado escritor Luis Wilson de Sá Ferraz (Vila Bela, Os Pereiras e Outras Histórias, pág. 316), que 'em outra ocasião, um dos Rufinos, Antônio ou Jeremias Rufino (da Gameleira), ofertou a Vicente uma caixa de balas e um rifle para o negro matar veado e trazer o couro pra ele, recebendo de volta, alguns dias mais tarde, 50 couros de veado. A conta fechou certinho'. Naqueles idos de lutas entre gregos e troianos, Vicente de Marina com sua espetacular pontaria não podia ficar de fora. Com o assassinato de Né Pereira (irmão de Sinhô Pereira), em outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, entrou definitivamente no cangaço, sempre ao lado de Sinhô Pereira.

Barragem de Serrinha, que inundou a antiga Vila São Francisco

Serrote próximo a vila São Francisco que serviu de muralha para a resistência de Sinhô Pereira e Luis Padre

Atirador de elite, Vicente de Marina tornou-se célebre em abril de 1919, quando a força volante do tenente Holanda Cavalcanti atacou o povoado de São Francisco, reduto dos Pereiras, para desalojar o bando de Sinhô Pereira e Luis Padre. Escondido por trás das pedras de um serrote, Vicente de Marina lentamente alvejava a volante. Morreram oito soldados, ficando mais um soldado ferido, que acabou falecendo dias depois. Sepultados numa única cova, o túmulo ficou conhecido pela 'cruz dos 9 soldados', nas proximidades da Vila São Francisco, hoje inundadas pelas águas da Barragem de Serrinha. Foi uma verdadeira catástrofe para a Polícia Militar de Pernambuco. Enfurecido com a derrota, o capitão João Nunes chegou dias depois na Vila São Francisco e mandou atear fogo em algumas casas comerciais, cartório e casebres. Só escapou a capela de São Francisco das Chagas, o padroeiro.

Maria Marina da Conceição e pesquisador Valdir Nogueira 

Após a morte dos 9 soldados, a fama de ótimo atirador se espalhou pelo sertão. Vicente de Marina  para 'se exibir na pontaria, jogava uma laranja para cima e a esbagaçava com um tiro de carabina ou de fuzil. (FERRAZ, Luis Wilson, ob. cit., pág. 312). Continua o nobre escritor dizendo que 'ao voltar de Alagoas, no dia em que Luis Padre matou o assassino de seu pai, chegaram à casa do cangaceiro, numa curva do caminho que ia de São João do Barro Vermelho para São Francisco, ele (Luis Padre), Sinhô Pereira e Vicente de Marina. Sebastião chamou na porta da frente pelo nome do cabra que, arisco, saiu na carreira pela porta da cozinha da casa, quando Vicente mete-lhe bala, ganhando, no entanto, Luis de França o mato, no escuro da noite'. 

Luís Padre lamentou, com tristeza, para Sinhô Pereira que o cabra havia ido embora. - Não patrão, fui eu que atirei nesse camarada. Ele não pode ter ido a lugar nenhum - , disse Vicente de Marina. Ou seja, um tiro dele quando não matava, deixava aleijado. Era o gatilho mais temido do Sertão do Pajeú. Em agosto de 1922, seguiu com Sinhô Pereira para Minas Gerais, deixando sua noiva grávida de uma única filha que faleceu solteira em avançada idade. Já seu irmão, Cícero de Marina - protegido pelo Sr. Pedro Donato de Moura - continuou residindo em Bom Nome, onde faleceu com 105 anos, deixando numerosa família.  Ao lado do amigo pesquisador e historiador Valdir José Nogueira de Moura, tive o prazer de encontrar a sobrinha Maria Marina e seus filhos, que cantou um dos inúmeros versos que guarda na memória sobre o tio.

'Te abaixa, Zé Caetano

Mode a bala do meu rifle

Quando ela vai danada

Só respeita o Padre Cicero'. 

(Verso após o combate da Serra da Forquilha, em novembro de 1921, entre a força volante do capitão José Caetano e o bando de Sinhô Pereira e Lampião).

Luiz Ferraz Filho, Presidente da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Serra Talhada

Cariri Cangaço Piranhas 2022 Programação Oficial

CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2022

 Sertão das Alagoas - Nordeste do Brasil

28 de Julho - Quinta-Feira

NOITE DE ABERTURA

18:30hs Centro Cultural Miguel Arcanjo

19:00h – Formação da Mesa Oficial de Abertura

Hino Nacional - Filarmônica Mestre Elísio

MESA

TIAGO FREITAS - Prefeito Municipal

CELSINHO RODRIGUES- Presidente da Comissão Organizadora

MANOEL SEVERO - Curador Cariri Cangaço 

MELLINA TORRES FREITAS - Secretária Estadual da Cultura

INÁCIO DE LOIOLA - Deputado Estadual de Alagoas

ARCHIMEDES MARQUES - Presidente da ABLAC - Sergipe

EDUARDO CLEMENTE - Secretário de Cultura e Turismo de Piranhas

ANGELO OSMIRO – Presidente do GECC - Ceará

NARCISO DIAS - Presidente do GPEC – Paraíba

ÁLVARO MOREIRA - Presidente da APLA 

19:30h-Entrada do Estandarte do Cariri Cangaço

QUIRINO SILVA e CÉLIA MARIA João Pessoa PB 


19:40h - Apresentação do Cariri Cangaço

EMMANUEL ARRUDA - João Pessoa PB 

19:50h – Cumprimentos aos Convidados

CELSINHO RODRIGUES - Conselheiro Cariri Cangaço

MANOEL SEVERO - Curador do Cariri Cangaço

INACIO LOIOLA - Deputado Estadual

TIAGO FREITAS - Prefeito Municipal de Piranhas


 20:00h – Posse de Novos Conselheiros Cariri Cangaço

1. JACQUELINE RODRIGUES Piranhas AL 

Entrega de Diploma por JOÃO DE SOUSA LIMA - Paulo Afonso BA

2. PEDRO POPOFF - Bauru SP 

Entrega de Diploma por KYDELMIR DANTAS - SBEC - Nova Floresta PB

3. GILMAR TEIXEIRA Feira de Santana BA 

Entrega de Diploma por  CALIXTO JUNIOR Juazeiro do Norte CE


20:15h – Entrega de Diplomas "Mérito Cultural Cariri Cangaço"

     1.Prefeitura Municipal de Piranhas - TIAGO FREITAS

Entrega de Diploma por MELLINA FREITAS Maceió AL

2.Academia Piranhense de Letras e Artes - ÁLVARO MOREIRA

Entrega de Diploma por CRISTINA COUTO Lavras da Mangabeira CE

3.MFTur - ANTONIO MANOEL DE CARVALHO NETO

Entrega por Conselheiro CELSINHO RODRIGUES -  Piranhas AL


20:30h – Homenagem à Memória de Celso Rodrigues Rego

PADRE LUCIANO JOSÉ RODRIGUES BRITO

20:45h - Comenda de "Personalidade Eterna do Sertão" 

CELSO RODRIGUES REGO IMemoriam

SÔNIA RODRIGUES e FAMILIA recebem

 de IVANILDO SILVEIRA e JOÃO DE SOUSA LIMA


21:00h - Comenda de "Personagem Histórica do Sertão" 

CYRA BRITTO BEZERRA IMemoriam

PAULO BRITTO e ANE RANZAN recebem de INACIO LOIOLA


21:15h - Lançamento do Projeto

"CAMINHOS DA RESISTÊNCIA - PELAS RUAS DE PIRANHAS"

CELSINHO RODRIGUES

MIGUEL ALENCAR

29 de Julho - Sexta-Feira

MANHÃ

9h30 - Saída para Tour Histórico
Lançamento Projeto 
"CAMINHOS DA RESISTÊNCIA - PELAS RUAS DE PIRANHAS"

Apresentação do Roteiro e Episódios 
PRISÃO DE INACINHA , INVASÃO E MORTE DE GATO
PERSONAGENS CHIQUINHO RODRIGUES - CYRA BRITTO

TRAMA PARA O CERCO DE ANGICO
PERSONAGENS JOCA BERNARDO - PEDRO DE CÂNDIDO
SARGENTO ANICETO - JOÃO BEZERRA
FERREIRA DE MELO

PRÉDIOS HISTÓRICOS

Explanações sobre o Roteiro e Episódios
CELSINHO RODRIGUES - Piranhas AL
MIGUEL ALENCAR Piranhas AL
INACIO LOIOLA Piranhas AL
JACQUELINE RODRIGUES Piranhas AL
PAULO BRITTO - Recife PE
JOÃO DE SOUSA LIMA Paulo Afonso BA

11:30h - Centro Cultural Miguel Arcanjo
LANÇAMENTOS DE LIVROS

1. Lampião e a Aliança de Gonzaga
VALDIR NOGUEIRA - São José de Belmonte PE

2.Lampião, Herói ou Bandido - A Construção de um Mito
MARIA OTILIA CABRAL SOUSA - Capela SE

3. Lampião em Serrinha do Catimbau
JUNIOR ALMEIDA - Capoeiras PE

4.Guerra de Pau de Colher: Massacre à sombra da Ditadura Vargas
MARCOS DAMASCENO Dom Inocêncio PI

5. Maria Bonita a Rainha do Cangaço 
JOÃO DE SOUSA LIMA Paulo Afonso BA 

6. Corisco e Dadá - Uma Saga de Amor, Cachaça e Sangue
7. Zé Baiano e os Engrácias
JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO - Salvador BA

8. Lampião e Seus Cangaceiros - 1920 a 1940 Caderno de Anotações
9. Lampião e a Revolução de 1930
10. Lampião em 1931 - O Imperador dos Sertões
11. Lampião em 1932 - O Terror dos Sertões
LUIZ RUBEN BONFIM Recife PE

12. Quem Matou Delmiro Gouveia
GILMAR TEIXEIRA Feira de Santana BA

13.Contadores de História - Lá vem a Maria Fumaça
REGINA CELI BORGES Jatobá PE

13:00h - Almoço

TARDE LIVRE

NOITE

18:30hs Centro Cultural Miguel Arcanjo

18:40h –Sessão Solene da ABLAC
Posse de Novos Acadêmicos
ARCHIMEDES e ELANE MARQUES - Aracaju SE

20:30h - Conferência e Lançamento
 "Memórias Sangradas"
RICARDO BELIEL - Rio de Janeiro RJ
LUCIANA NABUCO - Rio de Janeiro RJ

MESA:
JORGE REMÍGIO - Custódia PE
KIKO MONTEIRO - Lagarto SE
CARLOS ALBERTO SILVA - Natal RN



30 de Julho - Sábado

MANHÃ

7:30h - Saída para Grota do Angico - Poço Redondo SE
Porto de Piranhas

8:30h - MOMENTO SOLENE ECUMÊNICO
Onde serão Depositadas no Leito do Rio São Francisco, à bordo do Catamarã, as CINZAS do Pesquisador 
ANTONIO AMAURY CORRÊA DE ARAUJO

CARLOS ELIDIO ARAUJO
MANOEL SEVERO 

10:00h - GROTA do ANGICO
28 de Julho de 1938... a Morte de Lampião - Rei do Cangaço

Apresentação e Debate sobre o Cenário e Episódio
"Mentiras e Mistérios de Angico"

IVANILDO SILVEIRA - Natal RN
LEANDRO CARDOSO FERNANDES - Teresina PI
WESCLEY RODRIGUES - Cajazeiras PB
KYDELMIR DANTAS / SBEC - Nova Floresta PB
MOACIR ASSUNÇÃO - São Paulo SP
JOSE BEZERRA LIMA IRMÃO - Salvador BA

12:30h - Almoço

TARDE LIVRE

NOITE

18:30hs Centro Cultural Miguel Arcanjo

19:00h – O Homem, a Vida e os Desafios de Antônio Amaury 
CARLOS ELIDIO ARAUJO - São Paulo SP

19:40h - Comenda "Personalidade Eterna do Sertão"
ANTONIO AMAURY CORRÊA DE ARAUJO IMemoriam
Entrega por MANOEL SEVERO -  Fortaleza CE

20:00h - A Obra e o Legado de Antônio Amaury 
LEANDRO CARDOSO FERNANDES - Teresina PI
ANGELO OSMIRO BARRETO - Fortaleza CE
LUIZ RUBEN BONFIM - Recife PE


Realização:
Instituto Cariri do Brasil
Conselho Alcino Alves Costa
Prefeitura Municipal de Piranhas
Secretaria de Cultura e Turismo de Piranhas

Apoio:
APLA - Academia Piranhense de Letras e Artes 
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
ABLAC - Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço
GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
MFTUR



NOTA IMPORTANTE CARIRI CANGAÇO

Para um melhor esclarecimento sobre o Cariri Cangaço Piranhas 2022, ressaltamos que toda a agenda do evento é totalmente grátis, sem necessidade de inscrição prévia nem pagamento de nenhuma taxa. Os participantes serão responsáveis por suas próprias despesas; de hospedagem e alimentação. A Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Piranhas 2022 coloca a título de sugestão a indicação de hotel;  que estará concentrando a grande maioria de nossos convidados; sendo: Hotel Xique Xique - Bairro Xingó - Contato pelo ZAP (82) 98178.8756 ou Email: hotelxiquexiquepiranhas@gmail.com . Esclarecemos ainda que a cidade de Piranhas possui uma espetacular rede hoteleira, atendendo a todos os públicos, dessa forma basta a consulta via internet. Reiteramos que nosso compromisso é com você , sem dúvidas nosso maior patrimônio. Sejam todos muito bem vindos ao Cariri Cangaço Piranhas 2022, Território de Grandes Encontros. 

Manoel Severo Barbosa - Curador do Cariri Cangaço

Celsinho Rodrigues - Presidente da Comissão Org. do Cariri Cangaço Piranhas