Compromisso Marcado com a Noite Cariri Cangaço-GECC na Saraiva Mega Store

Já temos mais um compromisso marcado; na próxima quarta-feira, dia 02 de Maio, nosso encontro será na Noite Cariri Cangaço-GECC, no Espaço Raquel de Queiroz , da Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi; com o pesquisador , escritor e dramaturgo paranaense, Luiz Zanotti, apresentando sua mais nova obra: "Lampião, Texto, Tela e Palco" e a grande Conferência da noite com o jornalista e radialista Odilon Camargo com o tema "Só a Utopia Salva".


Imperdível a Noite Cariri Cangaço-GECC, próxima quarta-feira, dia 02 de maio, no Espaço Raquel de Queiroz da Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi, Fortaleza, sempre as 
19 horas. Você é nosso convidado.

Ângelo Osmiro - Presidente do GECC
Manoel Severo - Cariri Cangaço
Aderbal Nogueira - Laser Vídeo

O Lampião de Zanotti, na Saraiva Mega Store Por:Manoel Severo


O tempo parece correr solto, como nunca antes em nosso sertão... Alias não só em nosso sertão querido do nordeste, mas também pelos lados do sul, bem lá pelas bandas de baixo de nosso Brasil, mais precisamente do Paraná de nosso estimado e querido Zanotti... E nunca dantes na história deste país houve uma integração cultural tão grande como em tempos de agora. Esse imenso Brasil, de muitas culturas e tradições; continental como poucos, se debruça sobre si mesmo e consolida os laços que nos unem a todos. Coube-me fazer a apresentação da presente obra deste mesmo Zanotti, querido e estimado amigo, quero dizer: Luiz Roberto Zanotti.

A vida nos resguarda inúmeras surpresas; receber em nosso pedaço de chão, no Cariri do Ceará, terra de Padre Cícero; um paranaense da gema que se dizia apaixonado pelas coisas de nosso sertão, até parecia um pouco estranho, entretanto esse tal de Zanotti foi chegando de mansinho, bem devagar e de repente tomou conta não só da situação, mas e principalmente do coração de todos que fazem a família Cariri Cangaço; evento de cunho histórico-científico, turístico e cultural, que reúne as mais destacadas personalidades da pesquisa e estudo do fenômeno Cangaço Nordestino; em sua terceira edição. Foram seis dias que consolidaram a admiração e respeito por esse cidadão paranaense, nordestino, brasileiro do mundo.

Em nossas andanças pelo sertão tórrido, pelas veredas das caatingas de nosso Ceará, percebeu-se rapidamente a grande afinidade de Zanotti com a grande e maravilhosa Mata Branca; habitat natural de seu objeto de estudo: Cangaço. O sorriso aberto e sincero mostrava-nos um homem  reencontrando alguns caminhos perdidos, mostrava um brasileiro disposto a conhecer mais de perto uma saga que marcou gerações e pontuou em nossa história como marco de toda uma geração de homens e mulheres que habitaram essas terras muitas vezes esquecidas e por algum tempo; longo tempo, quase vinte anos; comandada por Virgulino, o "Cego véi" que se tornou Capitão, o Capitão Lampião, Rei do Cangaço.

Não seria necessário dizer da natureza do cangaço e o que ele representou para as sociedades rurais de nosso nordeste, sobretudo nos idos entre 1915 a 1940, é por demais conhecido por todos que estudam os fenômenos sociais e suas repercussões, talvez também não fosse necessário dizer da grande influência que o fenômeno acabou legando as mais variadas manifestações culturais de nossa terra e gente: Na comida, na medicina, na estética, nas artes em geral; pintura, artesanato, música, dança, teatro... E foi a partir de um espetacular trabalho de um talentoso cearense; Marcos Barbosa e o seu Auto de Angicos, que retrata através da dramaturgia os momentos imediatamente anteriores ao horror vivido pelo casal mais famoso do cangaço, Lampião e Maria Bonita, antes da morte na Grota do Angico em Sergipe; que um surpreendente Zanotti desenvolveu sua obra em Lampião - Texto, Tela e Palco. 

Isento dos padrões muitas vezes habituais da abordagem do rei de todos os cangaceiros: Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, que navegam entre o estereotipo de herói ou bandido, o trabalho zeloso de Zanotti nos remete a um olhar transversal, versando sobre aspectos muitas vezes deixados de lado por trabalhos que buscam tratar da mesma temática. A peça nos transporta às mais variadas e pertinentes reflexões sobre o comportamento humano, a partir da ênfase de seu personagem principal, Capitão Lampião; dessa forma só me resta dizer o quanto foi importante para nós do Cariri Cangaço, da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e do GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, contribuir, mesmo que de forma humilde com esse capítulo ímpar da dramaturgia brasileira. Parabéns Zanotti e parabéns aos leitores e espectadores....bom espetáculo.

Zanotti estará apresentando sua obra e batendo um papo pra lá de interessante, com todos os amigos na Noite Cariri Cangaço-GECC , no espaço Raquel de Queiroz da Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi, em Fortaleza, é nesta próxima quarta-feira, dia 2 de maio, sempre as 19 horas. Você é nosso convidado.

Manoel Severo 
Cariri Cangaço

Utopia Sim na noite Cariri Cangaço - GECC

Odilon Camargo e Manoel Severo

O brasileiro Odilon Camargo (São Bernardo do Campo-SP, 1951) começou no jornalismo em 1976, escrevendo para alguns jornais do Brasil direto de Londres, quando atuou na BBC. Em 1965 havia iniciado sua trajetória profissional na Rádio Primavera de Porto Ferreira-SP. Mais de quatro décadas atuando na TV, no Rádio e no Teatro,  em São Paulo,  Goiás, Brasília, Londres, Paris, Rio de Janeiro, Tocantins e em Fortaleza. 

Prepara, atualmente, a publicação do seu segundo livro,  UTOPIA SIM, THOMAS!, ficção que se passa em 2063, falando da RPM- Revolução Midiática Pacífica, ocorrida no Brasil no ano de 2013, que mudou radicalmente o nosso país e exerceu decisiva  influência  na queda do ICG -  Império  Civilizatório Global,  que reinava bélico e diabólico, no início do séc. XXI. De acordo com Serafim, ancião que narra toda a Utopia,  nos cinco anos pós- 2013, o Brasil finalmente nasce como Nação. Com a queda da Grande Mídia, surgem  trinta e três mil Vilaldeias, desaparecendo as Regiões Metropolitanas. Ato contínuo, desaparecem as drogas, a violência, a miséria, o analfabetismo e todos os problemas com Educação e Saúde. Diante da nova realidade, os três poderes quedam-se desnecessários, e são extintos.  

 “Só a Utopia nos Salva” é o título da palestra de Odilon Camargo, convidado especial e conferencista da Noite Cariri Cangaço-GECC na próxima quarta-feira, dia 02 de maio, às 19hs., no espaço Raquel de Queiroz da Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi em Fortaleza,  abordando a essência do livro UTOPIA SIM, THOMAS!, segundo ele, uma homenagem-resposta a Thomas Morus, autor da Utopia publicada em 1516. Duração: 50 minutos. Você é nosso convidado.

Manoel Severo
Cariri Cangaço

O cangaço e Melquíades Por:Renato Casimiro


Amigos do Cariri Cangaço: logo, logo também estará saindo esta beleza de trabalho do Mestre Melquíades Pinto Paiva. Talvez, antes que Maio se acabe.

Renato Casimiro
Conselheiro Cariri Cangaço

Parabens a Jairo Luiz ! Por: Manoel Severo

  Cacau, Manoel Severo e Jairo Luiz

Hoje é um dia especial. É dia de abraçarmos ao amigo Jairo Luiz, pesquisador, escritor, turismólogo, Sócio da SBEC e Conselheiro Cariri Cangaço; que assume mais um grande desafio: A Secretaria de Turismo do município de Piranhas, em Alagoas. Quem conhece Jairo e sabe de sua competência, retidão e força de trabalho, sabe que o povo de Piranhas está de parabens. Grande abraço amigo Conselheiro, de toda família Cariri Cangaço.

Manoel Severo

A foto na Fazenda Jaramataia

Em pé: Ezequiel, Calais, Fortaleza, Mourão e o menino Volta Seca. Sentados : Lampião, Moderno, Zé Baiano e Arvoredo.*Mariano foi omitido. Na original ele aparece esq. de Ezequiel. 
Origem da fotografia que o Major Optato Gueiros afirma em seu livro que foi na Bahia em 1929, errado ! A foto foi feita em Sergipe na Fazenda Jaramataia e a original pertence ao escritor João de Sousa Lima que fez uma cópia para o Portal do Cangaço da Bahia.

- Entre meu filho! – respondeu Dona Branca. E virando-se para o marido, que assomava a sala, explicou: Antonio é o capitão Virgulino que chega perseguido pelos soldados de Alagoas e pede pousada. Já mandei ele entrar.

É assim que o escritor Nertan Macedo que entrevistou Eronides descreve a chegada de Lampião na Borda da Mata numa madrugada escura de Agosto de 1929. 

Não há registro de uma pousada anterior, o capitulo na obra “Lampião, Capitão Virgulino Ferreira” de Nertan é detalhado, descreve uma enorme hospitalidade para acomodar mais ou menos 20 cangaceiros que dormiam e se revezavam de sentinelas espalhados pela casa em companhia do casal.

Unica fotografia de Antonio Caixeiro: Pai do Governador de Sergipe, Eronildes de Ferreira de Carvalho, Propietarios da Fazenda Jaramatáia.
Mancomunados com o Rei do Cangaço


Lampião conhecia “os Carvalho” desde a sua juventude. Quando percorreu a maioria dos caminhos que viria a fazer mais tarde como bandoleiro. Revendendo nas fronteiras de Alagoas e Sergipe, como simples almocreve conheceu a família. E agora já como poderoso chefe cangaceiro, aproveitou para visitar o Coronel. Sabendo do poder do grande comerciante Lampião pediu abrigo e comida, sendo prontamente atendido, onde lhe foi autorizado o abate de rezes etc, mas que seus moradores e contratados não fossem molestados por seus homens.

Esta improvisada reportagem não pretende, e nem se quisesse iria conseguir elucidar esse grande mistério do cangaço. Se o chefe do executivo sergipano foi realmente o principal “Paiol do poderio bélico de Virgulino” é assunto secundário eu quero tratar da amizade e tolerância. Os capitães se reconhecem

Sede da Fazenda Jaramataia, Sergipe

Eronides foi apresentado a Lampião em agosto de 1929, durante os dias em que se restabelecia de uma enfermidade na fazenda Jaramataia propriedade de seu pai no município de Gararu.Algumas biografias dão conta de que esse encontro se deu “antes” de ele estar com Caixeiro. Outras que foi numa visita do interventor até a Borda da Mata.

A ordem dos fatores… Em ambas há um mesmo parágrafo: Trocam cumprimentos e o Dr. faz a Lampião uma indagação que entrou para galeria das “máximas cangaceiras”.

- “Então, como devo chamá-lo, capitão ou coronel? Porque eu também sou capitão e deve haver aqui uma hierarquia – como oficial do exército não posso ser comandado pelo senhor”. 
Lampião compreendeu a malícia e replicou: - “Pois desde já o senhor está promovido a coronel”. 


Após o café Eronides presenteou Lampião com uma garrafa térmica e uma caixa de queijos importados. Naquele instante nascia uma estreita amizade. Lampião passou a tratar de negócios, queria munição especialmente para sua pistola Luger (Parabellum) cujas balas eram difíceis de encontrar.

Por favor, um médico!

Foi através de Eronides que os cangaceiros conheceram as propriedades analgésicas do ácido-acetil-salicílico. Em dado momento perceberam que um dos cabras apresentava o rosto inchado e queixou-se de dor de dente. O Dr. trouxe-lhe o comprimido o qual inicialmente não ingeriu. Olhou para Lampião que fez um sinal de consentimento com a cabeça e em algumas horas tinha sua dor aliviada pelo comprimido. Uma aspirina.

Outra propriedade dos Carvalho que era pouso seguro para os cangaceiros era a fazenda São Domingos em Porto da Folha. 

Fonte e Fotos Rostand Medeiros

"Coronelismo e cangaço no imaginário social" do sociólogo Erivam Felix Vieira


O livro  tem como intento uma busca para a compreensão do imaginário e o cotidiano do Sertão nordestino, propondo não apenas relacionar o contexto histórico em que tais manifestações se inserem e situá-lo à nossa realidade, como gerar um ponto de análise sobre as diferentes percepções dos atores em relação a si mesmos e de uns em relação aos outros, onde o paradoxo e o excêntrico se fizeram presentes em importante acontecimento sociológico nacional.

Através das metáforas dos cordéis, explorando o mito libertário, temos uma história construída na qual o real e o imaginário se interligam surgindo um Lampião que torna-se cúmplice do seu próprio personagem e da sua ficção.


Portanto, não se pode negar que um olhar sob a historiografia, por essa perspectiva fará emergir a força do imaginário e do simbólico das lutas, retomando o significado dos conceitos de sujeição e banditismo, e de violência e poder, favorecendo uma visão de conjunto.


Valor R$ 30,00 (Trinta reais) com frete incluso
contato: erivamfv@hotmail.com
FONTE: www.lampiaoaceso.blogspot.com

Conhecedores da Nossa História Por:Aderbal Nogueira

Aderbal Nogueira

Caros amigos; estou enviando para vocês o primeiro vídeo CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA.Trata-se de um projeto que quero levar para a rede todo mês com os mais diversos assuntos de nossa história. Nem sempre vou trazer algo ligado ao tema cangaço, mas vou procurar sempre trazer algo interessante.

Para começar, um tema bastante polêmico para nós que pesquisamos o cangaço: 'O relacionamento Padre Cicero - Lampião'. Teremos os depoimentos de 4 renomados pesquisadores do tema. Cada qual de uma escola diferente e com opiniões bem definidas.

Nosso primeiro depoente é Ângelo Osmiro Barreto, Prof. de história, ex-presidente da SBEC e atual Pres. do GECC. Os próximos entrevistados serão: Bosco André, Profª Luidgarde Barros e Prof. Renato Casimiro. Espero que, com esses conhecedores da nossa história, possamos aprender algo mais e tirar nossas conclusões, ou então nos confundir mais ainda em um tema tão delicado. Abraços.

Aderbal Nogueira-Laser Vídeo
Sócio da SBEC, Diretor do GECC
Conselheiro Cariri Cangaço

Ângelo Osmiro e a Relação de Padre Cícero com o Cangaço


Pesquisador e Escritor Ângelo Osmiro, Presidente do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, Conselheiro Cariri Cangaço , 
Ex-presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

CONHECEDORES DE NOSSA HISTÓRIA
Aderbal Nogueira - Laser Vídeo

O pouco que faltava de Christiano Câmara....

Christiano Câmara, dona Douvina e Manoel Severo

Caros companheiros de jornada, hoje, por gentileza de Aderbal Nogueira e sua Laser Vídeo, trazemos na postagem abaixo, a segunda parte da grande Conferência sobre "A História na Música", proferida por Christiano Câmara em nosso último encontro Cariri Cangaço-GECC.
Grande Abraço
Manoel Severo

Arrematando com "A História na Música" Parte Final Por:Christiano Câmara


Um presente do Cariri Cangaço - GECC

Hoje temos a satisfação de trazer no "post" abaixo, a toda família Cariri Cangaço - GECC , a primeira parte da extraordinária Conferência com o musicólogo cearense Christiano Câmara, no último encontro do Cariri Cangaço-GECC no espaço Raquel de Queiroz da Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi, com eletrizante e supreendente tema: 
"A História na Música". 
É acompanhar e aplaudir.

Imagens da LASER VIDEO
Enviado por: ADERBAL NOGUEIRA