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Ângelo Osmiro em noite ímpar do Cariri Cangaço-GECC
A noite Cariri Cangaço-GECC nesta última terça-feira no Espaço Raquel de Queiroz da Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi de Fortaleza, teve em Ângelo Osmiro uma Conferência primorosa sobre "Os Livros do Cangaço escritos na época do Cangaço".
Para uma platéia seleta e atenta, o presidente do GECC e Conselheiro Cariri Cangaço Osmiro, "deitou e rolou" nos apresentando todas as publicações, muitas delas raríssimas, desde "O Cabeleira" de Franklin Távora de 1876, passando por "Os Brilhantes" de Rodolpho Teófilo de 1895, Terra do Sol de Gustavo Barrozo de 1912, sem esquecer os clássicos "Beatos de Cangaceiros" de Xavier de Oliveira dos idos de 1920 e "Almas de Lama e Aço" de Gustavo Barrozo.
Ângelo Osmiro e Renato Casimiro
Wilton Dedê e Aderbal Nogueira
Jonas Luis da Silva de Icapuí, Manoel Severo e Renato Casimiro
Para todas as obras Ângelo nos brindava com detalhes curiosos sobre a mesma ou sobre seus autores, garantindo uma noite impagável e que ficou na memória de todos os confrades que participaram do encontro. Ao final ficou marcada a nova data para o Encontro Cariri Cangaço-GECC para o próximo dia 02 de Abril na Saraiva Mega Store, parceira das instituições.
Por ocasião do encontro, o Conselheiro Cariri Cangaço Renato Casimiro, promoveu o sorteio de dois exemplares de "Cangaço - Uma ampla Bibliografia comentada " edição de luxo, cortesia do autor, confrade Melquíades Pinto Paiva. Na noite ficou confirmada a presença do GECC e do Cariri Cangaço na próxima reunião da Confraria do Chapéu de Couro, atraves do confrade Wilton Dedê.
Outra novidade da noite foi o inicio da formação da caravana GECC que estará presente na grande Avant Premier do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira, para Manoel Severo "estamos recebendo confirmações além dos companheiros do Ceará, confrades da Paraíba e Rio Grande do Norte, isso é muito bom, nos deixa entusiasmados, tanto a nós que fazemos o Cariri Cangaço como os grandes anfitriões: Dr. Tavinho e Cristina Couto, juntamente com toda família Lavrense".
Cariri Cangaço-GECC
Por ocasião do encontro, o Conselheiro Cariri Cangaço Renato Casimiro, promoveu o sorteio de dois exemplares de "Cangaço - Uma ampla Bibliografia comentada " edição de luxo, cortesia do autor, confrade Melquíades Pinto Paiva. Na noite ficou confirmada a presença do GECC e do Cariri Cangaço na próxima reunião da Confraria do Chapéu de Couro, atraves do confrade Wilton Dedê.
Outra novidade da noite foi o inicio da formação da caravana GECC que estará presente na grande Avant Premier do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira, para Manoel Severo "estamos recebendo confirmações além dos companheiros do Ceará, confrades da Paraíba e Rio Grande do Norte, isso é muito bom, nos deixa entusiasmados, tanto a nós que fazemos o Cariri Cangaço como os grandes anfitriões: Dr. Tavinho e Cristina Couto, juntamente com toda família Lavrense".
Cariri Cangaço-GECC
Catálogo do Artesanato Caririense lançado nesta quinta...
A
AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato convida você e
amigos para o lançamento do livro CATÁLOGO DE ARTESANATO
CARIRIENSE, organizado pela Design e professora CLEO DO VALE,
da
Universidade Federal, Campos Cariri.
O
Lançamento será nesta quinta feira, dia 14 de março de 2013, às
19:30 hs, na livraria Lua Nova, na Av. 13 de maio em frente ao
shopping Benfica no sentido Av. Jovita Feitosa para a Av. Pontes Vieira, em Fortaleza-CE.
Wilton Dedê
A Expedição contra Lampião, de Humberto Campos- Parte II Por:Manoel Neto
Longa seria a lista
e certamente assunto para muitas laudas a história da repressão ao banditismo
nos sertões do Nordeste, notoriamente no período em que o cangaço experimentou
modificações expressivas no seu modus
operandi, atingindo um nível de sofisticação profissional adredemente
estruturada pela astúcia militar e estratégica de Virgolino Ferreira da Silva,
o Lampião. Para combatê-lo e aos seus subgrupos, sob diferentes comandos,
fizeram-se necessárias articulações políticas entre os estados atingidos[1].
Considerável dispêndio de recursos públicos, reciclagem das forças policiais
regulares e das suas formas de combate, como também, a incorporação de contratados eventuais, geralmente moradores das caatingas, afeitos
ao terreno e conhecedores dos socavões por onde transitavam os bandoleiros, em
verdade, guias sem os quais soldados e oficiais encontrariam enormes
dificuldades de locomoção e orientação. Muitos deles tornaram-se rastejadores, isto é, indivíduos que
divisavam em meio ao ambiente hostil e ilegível aos olhos leigos, as marcas
deixadas pelos bandos marginais.
Ao comentar os preparatórios do capitão Chevalier, Humberto de Campos evidencia está mais familiarizado com as táticas e estratégias de luta dos adornados combatentes das caatingas. De chofre, sem maiores rodeios, chama a atenção do público leitor para o inédito conjunto de homens, armas e apetrechos a ser empregado na Campanha, afirmando que para justificar tão onerosa e complexa operação, os seus planejadores, à frente o oficial irredento de 1930, ancoravam-se na perspectiva de bater-se com uma quadrilha composta por 150 homens. Então Campos pondera explicitando conhecimento de causa:
E há nisso, evidente exagero. O cangaço profissional, para ser exercido
com eficiência, prescinde de grandes grupos, que lhe comprometeriam a
finalidade. A sua tática reside na mobilização rápida, na facilidade da
dispersão no momento do perigo, e esta não é possível se os cangaceiros
dispusessem de contingentes consideráveis. Antônio Silvino[2]
jamais admitiu mais de uma dúzia de cabras,
e Lampião
nunca reuniu mais de 40, e isso mesmo para entrar em Juazeiro, temendo uma surpresa
de Padre Cícero[3].
É sabido, mesmo, que o seu processo consiste em reduzir os seus contingentes à
medida que é perseguido, de modo a desorientar os perseguidores, eclipsando-se
na caatinga (CAMPOS, pp. 31, 32).
A citação
conscientemente longa se impôs em decorrência da relevância de algumas
observações nela contidas, que ratificam nossa percepção de que o articulista
àquela altura já conhecia maiores detalhes sobre o modo de guerrear de Lampião
e seus seguidores, observações estas que grifamos no trecho citado.
Vale ressaltar igualmente que em Mossoró, para citar das mais infelizes sortidas de Lampião contra uma localidade, os sitiantes somavam mais de 150 homens, muito embora fosse um somatório de bandos que atuavam dispersos e independentes, inclusive nos seus comandos. Portanto, época houve, antes de ingressar na Bahia em 1928, que os agrupamentos eram mais numerosos, ao revés do mencionado no texto.
Interessante é que Campos já se refere ao “cangaço profissional”, num tempo em
que a vida bandoleira no Nordeste ainda era analisada sob outros prismas.
Vale ressaltar igualmente que em Mossoró, para citar das mais infelizes sortidas de Lampião contra uma localidade, os sitiantes somavam mais de 150 homens, muito embora fosse um somatório de bandos que atuavam dispersos e independentes, inclusive nos seus comandos. Portanto, época houve, antes de ingressar na Bahia em 1928, que os agrupamentos eram mais numerosos, ao revés do mencionado no texto.
Independente das ponderações expressas fica, entretanto, o reconhecimento de que “o jovem oficial revolucionário vai prestar, todavia, um relevantíssimo serviço a sua terra, com essa expedição” (CAMPOS, p. 32). Mas, cauteloso e reflexivo adverte o capitão Chevalier: “Para combater cangaceiros, faz-se mister mais a habilidade individual do que a bravura, e mais perfídia vulpina do que, propriamente, arte militar”.(ibid. p. 32). Ou seja, o expedicionário teria que usar de “perfídia vulpina”, ou melhor, usar a sagacidade, a esperteza, a mobilidade da raposa, animal que integra a fauna catingueira, prevendo adiante
“[...] que vamos assistir a um duelo entre
a artimanha de um bandoleiro e a intrepidez de um verdadeiro soldado, ou, mais
caracteristicamente, um encontro entre um cavaleiro que maneja um florete e um
bárbaro que avança contra ele sustentando com a s duas mãos a sua formidável tangapema (grifo nosso) de maçaranduba”
(CAMPOS, passim).
O contraponto entre
civilização e barbárie que neste extrato fica delineada no confronto entre “o
cavaleiro que maneja o florete” e o bárbaro munido de tangapema – mesmo que
tacape, borduna, armas de guerra indígenas – representado pelos homens do
cangaço, foi usado reiteradamente por Euclides da Cunha designando os
camponeses sublevados em Canudos, tratamento reincidente em outros autores
quando historiaram as insurreições do Contestado[4] e
Pau-de-Colher[5], levantes rurais, nos
quais milhares de seres humanos foram sacrificados com requintes de crueldade
pelas armas “civilizatórias” do Exército e das forças policiais dos estados
beligerantes.
Não nos esqueçamos das volantes e suas arbitrariedades e violências, quando soldados representando os Governos, estadual e federal, comportavam-se de forma truculenta. Lamentável por tudo a referência aos índios brasileiros, vítimas de agressões e dizimados durante séculos pelos colonizadores, latifundiários e autoridades dos mais diversos calibres e procedências. Afrancesada e recolhida ao conforto das cidades, especialmente as litorâneas, a intelectualidade brasileira ou a maior parte dela costumava “chamar de feio tudo que não era espelho”, parafraseando Caetano Veloso, e Humberto de Campos não era exceção, carregando sobre o seus ombros o pesado fardo do “espírito da época”. Volta-se posteriormente para aquilo que considera ultrajante para o país e sem rebuços, direto e incisivo opina:
Não nos esqueçamos das volantes e suas arbitrariedades e violências, quando soldados representando os Governos, estadual e federal, comportavam-se de forma truculenta. Lamentável por tudo a referência aos índios brasileiros, vítimas de agressões e dizimados durante séculos pelos colonizadores, latifundiários e autoridades dos mais diversos calibres e procedências. Afrancesada e recolhida ao conforto das cidades, especialmente as litorâneas, a intelectualidade brasileira ou a maior parte dela costumava “chamar de feio tudo que não era espelho”, parafraseando Caetano Veloso, e Humberto de Campos não era exceção, carregando sobre o seus ombros o pesado fardo do “espírito da época”. Volta-se posteriormente para aquilo que considera ultrajante para o país e sem rebuços, direto e incisivo opina:
“”A
impunidade de Lampião constitui, sem
dúvida, uma vergonha para a nação brasileira, e reclamava, de há muito, a
intervenção do Exército, isto é, de forças da União, para acabar com o
escândalo da sua sobrevivência. Mas não reclamava, talvez, a honra de uma
expedição tão vultosa, como essa que lhe está destinada”. (grifo nosso). (CAMPOS, ob. cit. p. 33).
Retoma a tese de
uma intervenção federal como resolução adequada pata enfrentar a resistência obstinada e ardilosa dos cangaceiros,
sem perder de vista, contudo, o juízo sobre o exagero das forças e equipamentos
mobilizados para a tarefa, considerando que talvez “o Diabo não seja tão feio
com se pinta”.
Logo mais vai
descer ao terreno das especulações ao tomar como exemplo episódio ocorrido com
o rei de Túnis, que tendo sua cidade arrasada pelas tropas de Luiz XIV, Rei de
França, teria afirmado aquele monarca que pela metade dos gastos dispendidos
pelo Rei Sol para por abaixo “o velho
porto africano”, ele próprio executaria a tarefa pela metade do valor gasto, o
que pouparia vidas e recursos. Logo volta a realidade dos fatos e escreve:
“Amando a agitação e o perigo, o Capitão Chevalier não aceitaria, sem
dúvida, uma proposta de Lampião, no
sentido de lhe darem a metade das despesas da Expedição mediante o seu
desaparecimento do cenário nordestino. [...] O que o seduz é aventura e não o
resultado feliz”. (Idem).
Desavisado
pressupõe ser o Capitão sediado no litoral a recusar proposta do seu “colega”
de patente, o comandante das tropas catingueiras, que tinha para si planos mais
ambiciosos, sonhava ser o “Governador do Sertão”, conforme já propusera em um
dos seus famosos bilhetes, este encaminhado ao Sr. Júlio de Melo, mandatário de
Pernambuco, no mês dezembro de 1926, no qual redigiu a debochada proposta de
uma divisão territorial e de poder. Seria ele Lampião, responsável pela região
sertaneja do território pernambucano, cabendo a Júlio Melo, governar o litoral.
Provocativo garatujou textualmente:
“Faço-lhe esta devido a uma proposta que desejo
fazer ao senhor pra evitar guerra no sertão e acabar de vez com as brigas... Se
o senhor estiver de acordo, devemos dividir os nossos territórios. Eu que sou
Capitão Virgulino Ferreira Lampião, Governador do sertão, fico governando esta
zona de cá, por inteiro, até as pontas dos trilhos em Rio Branco. E o senhor,
do seu lado, governa do Rio Branco até a pancada do mar no Recife. Isso mesmo.
Fica cada um no que é seu. Pois então é o que convém. Assim ficamos os dois em
paz, nem o senhor manda os seus macacos me emboscar, nem eu com os meninos
atravessamos a extrema, cada um governando o que é seu sem haver questão. Faço
esta por amor à Paz que eu tenho e para que não se diga que sou bandido, que
não mereço.
Aguardo resposta e confio sempre[6]”
Como se vê avaliava
mal o acadêmico. Àquela altura, em meados dos anos vinte não houvera Lampião
cruzado o Rio São Francisco rumo a Bahia. Não intentara contra a cidade de
Mossoró, no Rio Grande do Norte, fato ocorrido somente no dia 13 de junho de
1927, mas já se convertera em figura carimbada nos sertões, caminhando
rapidamente para se tornar história e mito, memória e imaginário.
A seriedade do assunto tratado não toldava,
contudo, o fino humor de Humberto de Campos. Finaliza sua crônica de forma imaginativa
e jocosa: “Eu tenho receio, entretanto, que o excesso
de pares comprometa o sucesso da contradança,
e que ouçamos, daqui do litoral, marcação
do celerado sertanejo:- “Dames à droite!.... Chevalier à
gauche!...” E que, como consequência, a quadrilha continue...” (CAMPOS, ibid.
pp. 34,35).
Evocando as
quadrilhas tão animadas e comuns nas festas sertanejas de junho, Campos fez-se
profeta e acertou no alvo: muita água ainda rolaria debaixo da ponte. Mas isso
fica para o próximo capítulo!
Manoel Neto
PESQUISADOR/HISTORIADOR
MEMBRO DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA
– IGHB
COORDENADOR DO CENTRO DE ESTUDOS EUCLYDES DA CUNHA
– CEEC/UNEB
[1] Foram
celebrados vários convênios de cooperação entre os Estados molestados pelo
cangaço, dentre os quais destacamos aquele acordado em 1927, entre os dias 28 e
30 de dezembro, cujo principal intuito era coibir com mais veemência a ação dos
coiteiros.
[2] Antônio
Silvino. Nascido Manoel Baptista de Morais, em Ingazeira, Estado de Pernambuco, faleceu na
Paraíba em 1944., Precedeu
Lampião e foi o mais afamado e temido bandido do seu tempo, ganhando o apelido
de “Rifle de Ouro”.
[3]
Lampião visitou Juazeiro do Norte em março de 1926. Lá recebeu a patente de
Capitão, armas, munição e fardamento pra organizar um Batalhão Patriótico, com
o fito de combater a Coluna Prestes. Sobre quem o convidou há controvérsias,
que ainda suscitam debates e dissenções entre os pesquisadores e estudiosos.
[4] A revolta do Contestado eclodiu em 1912, na
região sul do Brasil, em área confluente dos Estados de Santa Catarina e
Paraná. Apesar da forte conotação religiosa do movimento, outros interesses
sócio-econômicos foram decisivos para a sublevação.
[6] Consulta
realizada ao site
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/.
Acesso em 20/02/2013.
O Cangaço e os livros de sua época em noite na Saraiva Mega Store
Ângelo Osmiro e os
"Livros escritos sobre o Cangaço
na época do cangaço"
Noite Cariri Cangaço- GECC
Nesta Terça-Feira, dia 12
19 Horas
Espaço Raquel de Queiroz
Saraiva Mega Store - Shopping Iguatemi
Fortaleza - Ceará.
Filho de Corisco presente no Cariri Cangaço 2013 ! Por: Professor Pereira
Sílvio Bulhões, filho de Corisco e Dadá
"Nunca vi tanta alegria estampada no rosto de uma pessoa, com vi no
rosto de Silvio Bulhões, filho de Dadá e Corisco, em Santana do Ipanema,
no lançamento do livro "Lampião em Alagoas", dos companheiros Clerisvaldo Chagas e Marcellos Fausto; pela
homenagem que recebeu do Cariri
Cangaço. Ele fala para todas as pessoas com muito orgulho e prazer.
Fez questão de lhe transmitir Severo, através de mim um forte abraço e o desejo de participar do Cariri Cangaço 2013. Quer vir !"
Professor Pereira
Cajazeiras-PB
Professor Pereira
Cajazeiras-PB
Nesta terça, dia 12, Noite Cariri Cangaço - GECC
O GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e o Cariri Cangaço convidam a todos os confrades e amigos para participar, nesta terça-feira, dia 12 de Março, às 19 horas, de mais uma noite Cariri Cangaço-GECC
Espaço Raquel de Queiroz
Livraria Saraiva
Shopping Iguatemi
Fortaleza - Ceará
Ângelo Osmiro - Manoel Severo
O retorno de um Bravo !
Severo, minha cirurgia para extração de um nódulo renal foi um sucesso! Já estou em Juazeiro. Confio em Deus para que em setembro possa estar juntos com todos os meus amigos cangaceirólogos no Cariri Cangaço 2013, grande evento idealizado por você e que já é uma marca cultural no Nordeste.
Daniel Walker
A Expedição contra Lampião, de Humberto Campos- Parte I Por:Manoel Neto
Os Cangaaceiros, de Carybé
“A Expedição Contra Lampião”, com esse título Humberto de Campos revive o tema cangaço nas suas crônicas diárias, então publicadas em todo o país por diferentes periódicos que lhe asseguravam muitos leitores e, por conseqüência, enorme popularidade, como já afirmamos no capítulo anterior.
Oportuna
essa aproximação do autor com o cangaceirismo nordestino, pois era a união da
“fome com a vontade de comer”, mormente, naquela quadra, quando despertava
curiosidade crescente na opinião pública, cotidianamente informada sobre as
andanças dos bandos errantes nos carrascais sertanejos, notadamente de Lampião,
informações estas carregadas nas tintas e quase sempre tingidas com muito
sangue e descritas com pormenores estarrecedores.
Mais
uma vez é a repressão aos cangaceiros, muito embora, o autor se refira
explicitamente a Lampião, a quem denomina - “o famoso sanguinário bandido que domina
há doze anos os sertões do Nordeste brasileiro[1]”,
que ocupa as meditações do cronista. Sobre este texto colhemos evidências que
nos levam a acreditar haver sido ele publicado em 1931, isto por que, trabalho
do professor Jorge da Matta Villela, intitulado “Operação
anti-cangaço: As táticas e estratégias de combate ao banditismo
de Virgulino Ferreira, Lampião[2]
nos dá ciência que:
“Neste inicio de 1931, segundo CHANDLER[3], o centro de planejamento da campanha contra Lampião havia-se deslocado para a capital federal”. E no centro deste plano estava o Capitão Carlos Chevalier. Ele pretendia utilizar aviões na captura de Lampião e em conjunto com as aeronaves (que na verdade pareciam ser apenas uma) seriam empregues sistemas de radiocomunicação que travariam contato com um contingente de mil homens, dentre os quais 200, por exigência do capitão do ar, cariocas.(Cf. VILELLA, p. 112)
“Neste inicio de 1931, segundo CHANDLER[3], o centro de planejamento da campanha contra Lampião havia-se deslocado para a capital federal”. E no centro deste plano estava o Capitão Carlos Chevalier. Ele pretendia utilizar aviões na captura de Lampião e em conjunto com as aeronaves (que na verdade pareciam ser apenas uma) seriam empregues sistemas de radiocomunicação que travariam contato com um contingente de mil homens, dentre os quais 200, por exigência do capitão do ar, cariocas.(Cf. VILELLA, p. 112)
A
informação transcrita acima que Mattar colheu em Chandler nos permite elucidar
um dado cronológico importante. Melhor explicando: esclareço de imediato que “A
Expedição Contra Lampião”, objeto de nossos comentários neste capítulo
reporta-se justamente ao ataque planejado pelo oficial Chevalier contra os
salteadores sertanejos. Tendo em conta esse dado, podemos presumir que a crônica
foi produzida por Campos em 1931, posto que ele não comentaria em ano posterior
notícia notadamente datada. Ao puxarmos o fio de uma meada, sabemos, estamos
“cutucando o cão com vara curta”.
Assim
é que fomos passar os olhos no indispensável trabalho de Marilourdes Ferraz[4] e
lá encontramos o seguinte trecho: “Em 1931, dois episódios marcaram de modo
extraordinário a vida do Rei do Cangaço no sertão baiano”. (Cf. FERRAZ, p.
338). Como
o primeiro episódio relatado não é relevante para o que tratamos neste artigo
passemos ao segundo:
“[...] Em maio deste mesmo ano, surge o bando no povoado de Várzea da Ema (grifo nosso) para levar a efeito a vingança contra o fazendeiro Petronilo Reis[5]. Agora quase meia centena de homens integravam o grupo, que chegou arrasando, queimando e matando. Essa tarefa devastadora teve a duração de quase quarenta e oito horas, num mês ameno, com o mato muito verde. Quando Lampião deu a ordem de partida, deixava para trás mais um lugar devastado e uma área esturricada pelo fogo” (ob. cit. p. 339).
“[...] Em maio deste mesmo ano, surge o bando no povoado de Várzea da Ema (grifo nosso) para levar a efeito a vingança contra o fazendeiro Petronilo Reis[5]. Agora quase meia centena de homens integravam o grupo, que chegou arrasando, queimando e matando. Essa tarefa devastadora teve a duração de quase quarenta e oito horas, num mês ameno, com o mato muito verde. Quando Lampião deu a ordem de partida, deixava para trás mais um lugar devastado e uma área esturricada pelo fogo” (ob. cit. p. 339).
Este
acontecimento narrado por Ferraz nos obriga a uma digressão, porém necessária.
Quando tratamos da primeira crônica de Humberto de Campos, “A Última Proeza de Lampião”, em que o mesmo aborda os
acontecimentos transcorridos em Curaçá, nos sertões da Bahia, destacamos as
dificuldades para precisar a data da publicação do texto, em razão de inexistir
referência na coletânea consultada. Além disso, em outras fontes coligida, como
também, auscultando nomes conceituados que averiguaram e continuam averiguando
o episódio, os mesmos confirmaram passagens de Lampião na Sede de Curaçá, mas
desconheciam o incidente narrado por Campos, pelos menos naqueles moldes e
extensão. Fato de tal monta como aquele textualizado por Campos não teria sido
perpetrado por lá. Ocorre, contudo, que a narrativa constante do “Canto do
Acauã” ao mencionar Várzea da Ema e a violência do ataque, bem como, o número
de cangaceiros participantes, nos obrigou a considerar que naquele ano o
pequeno povoado – Várzea da Ema - onde nascera o famoso guerrilheiro Pedrão,
conselheirista que lutou em Canudos, integrava o território de Curaçá, havendo,
por conseqüência, a possibilidade clara de Campos haver citado este município,
em razão das informações que coligiu para redigir o seu escrito. Cabe neste
momento uma observação que devemos ter em conta quando o tema é cangaço e que
também se encaixa aqui como uma luva, observação esta proveniente de Luiz Rubem
Bonfim[6],
qual seja:
“Não existia na época um jornalismo investigativo sobre a presença de Lampião na Bahia, as matérias publicadas nem sempre eram assinadas pelos jornalistas, os periódicos da capital não focavam apenas notícias, mas também opiniões, comentários e editoriais. As informações sobre Lampião e seu bando na Bahia, eram obtidas através das agências de notícias, da abordagem de viajantes na estação ferroviária da Calçada em Salvador, no trecho ferroviário Salvador a Juazeiro, na Secretaria de Segurança Pública no bairro da Piedade, moradores do sertão se dirigiam às redações em Salvador, também eram enviados do interior telegramas e cartas assinadas” (grifo nosso).
(BONFIM, ob. cit., p. 15).
“Não existia na época um jornalismo investigativo sobre a presença de Lampião na Bahia, as matérias publicadas nem sempre eram assinadas pelos jornalistas, os periódicos da capital não focavam apenas notícias, mas também opiniões, comentários e editoriais. As informações sobre Lampião e seu bando na Bahia, eram obtidas através das agências de notícias, da abordagem de viajantes na estação ferroviária da Calçada em Salvador, no trecho ferroviário Salvador a Juazeiro, na Secretaria de Segurança Pública no bairro da Piedade, moradores do sertão se dirigiam às redações em Salvador, também eram enviados do interior telegramas e cartas assinadas” (grifo nosso).
(BONFIM, ob. cit., p. 15).
Que
outras fontes estariam disponíveis para o ilustre autor de “Notas de Um Diarista”,
cujo interesse pelo canagaço era eventual? Escrevia em cima da perna,
diariamente, fazendo uso do seu enorme talento e inegável erudição, não havendo
tempo para pesquisas mais acuradas, detalhes. Sofria de grave enfermidade que
lhe roubava a visão gradativamente, escrevendo com enorme dificuldade para por
“o pão na mesa”, como salientou inúmeras vezes. Leve-se em conta igualmente
quer a notícia em si, já rendia “panos para manga”. Daí nossa especulação sobre
a possibilidade de que o lugar exato do corrido, considerando os indícios, venha
mesmo a ser o então distrito de Várzea da Ema, hoje pertencente à Chorrochó,
sendo que naquela época ambos estavam inseridos em território de Curaçá.
Estaríamos certos?
Capitão Carlos Chevalier
Voltemos
agora ao capitão Chevalier e sua iniciativa na ótica do “moço de Miritiba”. Dizendo
está noticiada “há dias a organização de uma coluna militar, de mil e poucos
homens, para dar combate ao bandoleiro Lampião,
o famoso e sanguinário bandido que domina há doze anos os sertões do Nordeste
brasileiro” (Cf. CAMPOS, Notas de um
Diarista, p. 31), Humberto vai adiante detalhando informes sobre a
empreitada em curso, não sem uma fina ponta de ironia e certa estranheza diante
da complexa estrutura logística que se ajuíza organizar para combater
cangaceiros nos terrenos áridos e espinhosos da caatinga. Mencionando a chefia
da empreitada dá asas ao seu raciocínio:
“Comandada pelo Capitão Chevalier essas forças levam canhões, metralhadoras, aviões, automóveis, o material bélico indispensável, em suma, para mim, batalha com tropas regulares. E é assim constituído, armado, municiado, apetrechado, que o pequeno exército vai entrar pelas terras adustas do Brasil nordestino, entre toques de corneta, rufos de tambores e a trepidação bárbara dos motores, na terra e no céu. Para justificar esse aparato bélico, informa-se que a quadrilha chefiada pelo salteador se compõe de 150 homens. E há nisso um evidente exagero. “O cangaço profissional para ser exercido com eficiência, prescinde de grandes grupos, que lhe comprometeriam a mobilidade” (CAMPOS, p. 31).
“Comandada pelo Capitão Chevalier essas forças levam canhões, metralhadoras, aviões, automóveis, o material bélico indispensável, em suma, para mim, batalha com tropas regulares. E é assim constituído, armado, municiado, apetrechado, que o pequeno exército vai entrar pelas terras adustas do Brasil nordestino, entre toques de corneta, rufos de tambores e a trepidação bárbara dos motores, na terra e no céu. Para justificar esse aparato bélico, informa-se que a quadrilha chefiada pelo salteador se compõe de 150 homens. E há nisso um evidente exagero. “O cangaço profissional para ser exercido com eficiência, prescinde de grandes grupos, que lhe comprometeriam a mobilidade” (CAMPOS, p. 31).
Cabe-nos
de imediato melhor apresentar o Capitão Carlos Saldanha da Gama e Chevalier,
este o seu nome completo. De antemão podemos assegurar que naqueles idos era o
citado oficial figura conhecida. Participara das conspirações que resultou na
sublevação vitoriosa denominada Revolução de 1930, havendo, porém, poucos anos
antes, em 1921, integrado a turma:
“[...] de Observadores Aéreos ao lado do Capitão Newton Braga, dos Tenentes Eduardo Gomes, Ivo Borges, Amílcar Velloso Pederneiras, Gervásio Duncan de Lima Rodrigues, Ajalmar Vieira Mascarenhas, Sylvino Elvidio Bezerra Cavalcante, Plínio Paes Barreto”
“[...] de Observadores Aéreos ao lado do Capitão Newton Braga, dos Tenentes Eduardo Gomes, Ivo Borges, Amílcar Velloso Pederneiras, Gervásio Duncan de Lima Rodrigues, Ajalmar Vieira Mascarenhas, Sylvino Elvidio Bezerra Cavalcante, Plínio Paes Barreto”
Na mesma década e, antes, no final dos anos 20, historiografou a insurreição militar acontecida em 1922, na fortificação militar de Copacabana, movimento popularizado como “os 18 do Forte” [7]. Em 1931 alcança generosos espaços na mídia ao apresentar seu plano para capturar Lampião. Não se pode dizer, contudo, que tenha sido o primeiro, talvez, sim, o mais ambicioso. Se corrermos os olhos nos jornais baianos publicados quando Lampião ganhara fama nacional e suas façanhas repercutiam com freqüência quase diária na imprensa, veremos que muitos foram àqueles, notórios ou anônimos, que “tiravam do bolso do colete” planos mirabolantes para capturar o antigo tropeiro de Vila Bela. O professor Jorge Vilella, autor já citado neste texto, observa que:
“Entre os anos de 1922 e 1938 os governos das capitais nordestinas, seus jornais e uma parcela de seus cidadãos tiveram uma preocupação em mente: como dar cabo daquele que era, já desde o primeiro dos seus 16 anos como chefe de cangaço, o maior de todos os cangaceiros” (VILELLA, ob. cit.)
Urgindo cumprir este desiderato, algumas iniciativas
oficiais foram espantosamente encaminhadas, apesar das pouquíssimas chances de
lograrem êxito. Refiro-me no caso a iniciativa do Capitão João Miguel, que
agindo de forma insensata, autoritária e cruel, resolveu evacuar as populações
rurais e confiná-las nos cidades-sedes dos municípios indexados no seu plano,
como maneira de desmontar o apoio voluntário e involuntário que os coiteiros
asseguravam aos bandidos. Famílias inteiras foram obrigadas a deixar seus lares
e pertences, suas roças, afazeres e criações para em muito pouco tempo
transformarem-se em pedintes, em párias, a perambular por praças e demais
logradouros públicos das cidades, inteiramente despreparadas para receber e
cuidar daquele excedente populacional. Em decorrência desta sandice, pais de
família perderam-se no álcool e na violência, meninas se prostituíram, sem
contar o sofrimento atroz de velhos e crianças. Este caos se estabeleceu em
1932 quando os sertões nordestinos padeciam uma das mais inclementes estiagens
do século, fenômeno que por si só era um flagelo, batizada então de “seca de
João Miguel[8]“.
O então 1º Tenente
Felipe Borges de Castro num documento datado de 1939[9],
portanto, depois do trucidamento de Lampião e parte do seu bando na Grota do
Angico, também apresentou sua solução para erradicar o cangaço. Na sua proposta
Castro reconhece que a ação nefasta da Polícia que frequentemente usa de
“medidas violentas” contra supostos colaboradores dos cangaceiros, pessoas em
alguns casos, vítimas de informações infundadas oriundas de informantes dos
policiais, é extremamente prejudicial à campanha repressora. Feita esta
constatação o militar sugere a criação de “uma colônia correcional agrícola num
dos pontos mais frequentados pelos bandoleiros” [10]. A
esta providência somar-se-iam duas outras iniciativas: “a criação de uma
Delegacia Especial em zona atingida pelo banditismo[11]”
e a “difusão na zona do banditismo da doutrina de Deus e catequeses por um
sacerdote católico”. Na avaliação do já citado Mattar Vilella,
“o projeto utópico do Tenente Castro é um plano de separação e arresto, a criação de um amplo espaço carcerário e didático no interior do qual todos os implicados no problema do banditismo, mesmo sem prova criminal, pudessem ficar fechados mantendo sua influência negativa separada do mundo[12]“.
“o projeto utópico do Tenente Castro é um plano de separação e arresto, a criação de um amplo espaço carcerário e didático no interior do qual todos os implicados no problema do banditismo, mesmo sem prova criminal, pudessem ficar fechados mantendo sua influência negativa separada do mundo[12]“.
Sempre atento e
perspicaz o Cego Véio[13]
mostrava-se escrupulosamente cuidadoso e discreto em relação aos seus
colaboradores, avaliando corretamente a importância dos mesmos para o perfeito
funcionamento da intricada rede de apoio
que cuidadosamente montara, como alerta Maria Cristina da Matta Machado:
“Lampião era muito discreto, comportamento importante para quem vive ameaçado de ter inimigos, até mesmo nas suas fileiras. Jamais falava com todos os seus camaradas de luta os assuntos ligados à segurança moral e física dos seus coiteiros” (MATTA MACHADO, 1969, p. 68)[14]
“Lampião era muito discreto, comportamento importante para quem vive ameaçado de ter inimigos, até mesmo nas suas fileiras. Jamais falava com todos os seus camaradas de luta os assuntos ligados à segurança moral e física dos seus coiteiros” (MATTA MACHADO, 1969, p. 68)[14]
[1] A
área territorial em que o cangaço se fez mais assíduo integra os Estados de Alagoas,
Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, e Sergipe. Procedente,
entretanto, é a observação de Luiz Rubem Bonfim, no seu livro “LAMPIÃO,
Conquista a Bahia”, quando o mesmo destaca que o vocábulo Nordeste era usual
para referência a Bahia. Quanto aos demais Estados nordestinos eram registrados
como “estados do Norte”, embora, não pareça ser o caso no texto comentado.
[2] VILLELA, Jorge
Mattar. Artigo publicado na Revista de
Ciências Humanas, de Florianópolis, Santa Catarina, no número 25, à página 112,
em abril de 1999:
[3]
CHANDLER, 1981apud Mattar, 1999, p. 112. Ob.cit.
[4]
FERRAZ, Marilourdes. O Canto do Acauã.
Das memórias do Cel. Manoel Flor (Coronel Manoel Flor). Comunigraf Editora. 3ª
edição. Recife, 2011. 661 p. Il:.
[5]
Senhor de muitos cabedais, grande proprietário de terras e criador de gado e
principal liderança de Santo Antonio da Glória, hoje município de Gloria,
situada próximo a divisa de Pernambuco e Alagoas.
[6] BONFIM,
Luiz Rubem F De A. Lampião Conquista a
Bahia. Impressão Graf Tech. Paulo Afonso, 2011. 422 p. Il:.
[7]
Chevalier publicou os seguintes títulos “Memórias de um revoltoso ou
Legalista”, de 1927 ; “Os 18 do Forte”, de 1930 e “Os 18 do Forte – Siqueira
Campos”, obras hoje somente encontráveis em sebos e com alfarrabistas.
[8] O
Capitão João Miguel integrava os quadros do exército Brasileiro e sendo comissionado
na Polícia Militar com o fito de participar da luta contra o banditismo na
Bahia, durante o governo do Interventor Juraci Magalhães, ocasião em que o posto de Comandante das Forças em Operação
Contra o Cangaço na Bahia. Era especialista em comunicações. Sobre a seca de
1932 e outras estiagens nos sertões nordestinos sugerimos a leitura do livro “Vida e morte no sertão: história das secas
no Nordeste nos séculos XIX e XX”, do historiador paulista Marco Antonio Villa.
[9]
Novo Plano Para Extinção do Banditismo. Felipe Borges de Castro galgou a
posição de Coronel e escreveu um importante trabalho para a compreensão da
política de repressão ao cangaço na região, o livro “A Derrocada do Cangaço na
Nordeste”, reeditado recentemente pela Assembleia Legislativa da Bahia.
[10] Apud.
VILELLA, Jorge |Mattar. Ob. cit.
[11] Idem
[12] VILELLA
Jorge matar. Passim. Sugerimos a leitura entre outros de Lampião na Bahia, de Oleone Coelho Fontes, onde o autor relata
outras iniciativas de particulares sequiosos de notoriedade ou portadores de
uma coragem suicida, que se ofereciam para capturar Lampião por meios de
estratagemas os mais diversos e inusitados.
[13]
Porr esta alcunha muitos oficiais, soldados, rastejadores e contratados das
volantes se referiam a lampião, em razão do seu olho afetado por acidente que
causou-lhe a peda parcial da visão.
[14]MACHADO
MATA, Cristina da. As Táticas de Guerra
dos Cangaceiros. Laemmert, rio de Janeiro, 1969,223 p.
Continua...
Manoel Neto
Centro de Estudos Euclides da Cunha
UNEB - Salvador - BA
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