Programação Completa Piranhas 2015


Piranhas 2015

25 de Julho - Sábado

19:30hs Centro Cultural Miguel Arcanjo
Apresentação da Filarmônica Mestre Elísio
Formação da Mesa de Autoridades
Representantes de Sociedades e Grupos de Estudos
 Hino Nacional
Abertura Oficial Entrega de Diplomas Cariri Cangaço

20:00hs Palestra: Piranhas e sua Historia 
Deputado Estadual e Pesquisador
INÁCIO LOIOLA DAMASCENO FREITAS

21:00hs  Apresentação Cultural do GMAP
 Grupo Musical Armorial de Piranhas 

26 de Julho - Domingo

7:30hs Saída para Maranduba
Poço Redondo
9:00hs O Fogo da Maranduba
MANOEL SEVERO BARBOSA

11:00hs Inauguração
MEMORIAL ALCINO ALVES COSTA
Poço Redondo
Palestra: O Cangaço e o Legado de Alcino Alves Costa
ARCHIMEDES MARQUES
13:00hs Almoço em Poço Redondo
Apresentações Culturais
14:00hs Retorno para Piranhas.

15:00hs Palácio Dom Pedro II - Prefeitura Municipal 
Um Estudo Multidisciplinar sobre o Cangaceirismo
LAMARTINE ANDRADE LIMA
 LANÇAMENTO DO PROJETO DE RESTAURAÇÃO DAS ESCADARIAS
IPHAN 
Apresentação do Roteiro da Invasão dos Cangaceiros 
Trajeto pelas ruas de Piranhas
JOÃO DE SOUSA LIMA
INÁCIO DE LOIOLA

Centro Cultural Miguel Arcanjo

19:20hs Lançamento: - "Água Branca - Historia e Memoria"
EDVALDO FEITOSA
19:30hs Lançamento: - "Fim do Cangaço - As Entregas"
LUIZ RUBEN

19:40hs Painel: Corrupção na Época do Cangaço
JORGE REMIGIO
NARCISO DIAS
SOUSA NETO
20:30hs Palestra: Cinema e História do Cangaço
ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SÁ
21:30hs Centro Histórico
Teatro do Cordel da Rabeca
O Amor de Filipe e Maria e a Peleja de Zerramo e Lampião

27 de Julho - Segunda

8:00hs Fazenda Picos
Mapeamento da Rota dos Cangaceiros para Invasão de Piranhas 
8:30hs Fazenda Pau de Arara
  Contextualização Histórico-Geográfica da Invasão
INÁCIO DE LOIOLA DAMASCENO FREITAS
10:30hs Fazenda Cachoeirinha
Ataque a Cachoeirinha 

Instituto Federal de Alagoas - IFAL
11:45hs Palestra: Uma Viagem Fotografica pelo Cangaço 
IVANILDO SILVEIRA
KIKO MONTEIRO

12:30hs Almoço no IFAL
14:00hs Painel: A Vingança de Corisco no Palco dos Inocentes
CELSO RODRIGUES
ANTONIO AMAURY
SÍLVIO BULHÕES
15:00hs Homenagem a Família de Domingos Ventura
LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DA RESTAURAÇÃO 
Fazenda Patos

15:30hs Rasga Bode
16:30hs Retorno à Piranhas

Centro Cultural Miguel Arcanjo

19:20hs Lançamento: - "Piranhas - No Tempo do Cangaço"
GILMAR TEIXEIRA

19:30hs Painel: Arqueologia do Cangaço
 Apresentação das Repercussões e Primeiros Resultados 
LEANDRO DOMINGUES DURAN

20:30hs Painel: A Sexualidade nos Tempos do Cangaço
WESCLEY RODRIGUES
JULIANA PEREIRA
ADERBAL NOGUEIRA

28 de Julho - Terça feira

9:00hs Missa do Cangaço 
Sociedade do Cangaço
VERA FERREIRA
Grota do Angico - Poço Redondo

13:00hs Passeio pelos Canyons do São Francisco
Encerramento no Karrancas

Cariri Cangaço Piranhas 2015

Realização:
Instituto Cariri do Brasil
Prefeitura Municipal de Piranhas
Secretaria de Turismo e Cultura de Piranhas

Apoio:
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
Governo do Estado de Alagoas - Secretaria Estadual da Cultura
Assembléia Legislativa do Estado de Alagoas

Todos os Nomes do Cariri Cangaco Piranhas Por Manoel Severo


Quando nos envolvemos em projetos grandiosos como as edições do Cariri Cangaço temos uma tendencia natural em focar apenas nos aspectos voltados a grandes programações, palestras, visitas, enfim. No Cariri Cangaço nos acostumamos a cuidar das pessoas, são elas que fazem com que tudo aconteça, são elas as grandes responsáveis por todas as realizações e conquistas. Cada palavra, cada ideia, cada sugestão... Tudo é levado muito a sério. Cuidamos das pessoas porque elas são as razão maior de nosso Cariri Cangaço, elas são a memoria, a historia e a emoção, e isso tudo vale muito a pena.

A cada edição o numero de expectadores e convidados especiais só aumenta, em cada sede, em cada cidade, mais do que um evento, mais que uma reunião de escritores e pesquisadores, mais que um responsável conjunto de palestras, painéis debate histórico, mais do qualquer coisa, traduzimos nosso Cariri Cangaço como um espetacular encontro de amigos. 

 Arte de Carybe...

Aqui se reúnem pesquisadores, escritores, professores, universitários, artistas, documentaristas, cineastas e curiosos de todos os cantos do Brasil. Aqui temos a grande satisfação de reunir muitos mestres, mas com a capacidade extraordinária de tornarem-se alunos, aprendendo sempre. Esses mesmos mestres, que dedicaram boa parte de suas vidas e seus talentos a historia do cangaço e do sertão, se encantam com o entusiasmo dos jovens desbravadores da caatinga, aqui, experientes e jovens, tímidos e ousados, se unem e juntos olham na mesma direção - A isso chamamos Cariri Cangaço. 

De norte a sul, de leste a oeste, não importa a direção, todos os caminhos levam ao Cariri Cangaço. Chegamos a nossa terceira edição em terras alagoanas, Piranhas 2015. As margens do belo Sao Francisco recebem amigos de todo o Brasil. Veja agora algumas das personalidades que já confirmaram presença em nosso Cariri Cangaço Piranhas 2015...


Antonio Amaury Correa de Araujo, Paulo Britto, João de Sousa Lima, Oleone Coelho Fontes, Jose Bezerra Lima Irmão, Ivanildo Silveira, Aderbal Nogueira, Juliana Pereira, Kiko Monteiro, Vera Ferreira, Professor Pereira, Chagas Nascimento, Wescley Rodrigues, Narciso Dias, Antonio Tomaz, Patricia Brasil, Jorge Remigio, Jair Tavares, Bismarck Oliveira, Archimedes e Elane Marques, Celsinho Rodrigues, Assis Nascimento, Carlos Alberto, Guerhansberger Taylor, Neli Conceição, Jose Cicero Silva, Cristina Couto, Manuel Nascimento, Sarah Brasil, Raul Meneleu, Adauto Silva, Carlo Araujo, Sousa Neto, Otávio Maia, Antonio Galdino, Ana Lucia Souza, Benedito Denarzi, Sonia Jacqueline, Alan Pernambuco, Getúlio Bezerra, Antonio de Moura, Jose Mario, Silvio Bulhões, Raquel Rodrigues, Inácio de Loiola, Andrade Leal, Sálvio Siqueira, Fabio Moura, Antonio Vilela, Junior Almeida, Mabel Nogueira, Urbano Silva, Vasko Vasconcelos, Rangel Alves da Costa, João Nóbrega Bezerra, Edinaldo Leite, Domingos Pascoal, João Paulo, Luiz Ruben, Gilmar Teixeira, Rosa Bezerra, Woton Honório, Luiz Antonio, Lenivaldo Melo, Francisco Aírton Bastos, Luiz Ferraz Filho, Jose Tavares, Anderson Mathias, Daniel Magno, Paulo Henrique, Marcos de Carmelita, Maria Amelia, Paulo Wenceslau, Cristiano Ferraz, 
Louise Farias, Iris Mendes, Jeová Batista, Jose Juventino,
 Roberto Cavalcante, Abreu Mendes, Joesia Ramos, Alexandre Franca, Fernando Sá, Manoel Serafim, Lívio Ferraz, Edvaldo Feitosa, 
Henrique Fontenele, Afrânio Mesquita, Renato Bandeira, Antonio Edson, Louro Teles, Alcides Carneiro, Lamartine Lima, Ruy Gabriel... Bem, só nos resta agradecer e dizer, venha você também para essa grande festa de alma verdadeiramente nordestina...

Cariri Cangaço Piranhas 2015
Você nunca viu nada igual...


Manoel Severo Barbosa, 
Curador do Cariri Cangaço
Diretor da SBEC
Diretor do GECC

A Saudável Polêmica Sempre Presente ! Por Manoel Severo


Os temas de nosso Cariri Cangaço Piranhas 2015 foram pensados com muito zelo. A preocupação em aliarmos a busca da verdade histórica com temas atuais e visões diversas sobre a natureza do fenômeno cangaço acabou formatando uma programação dinâmica, plural e atraente. Sem dúvidas e como não poderia deixar de ser tratando-se de Cangaço, a polêmica se fará presente , mas de forma saudável, responsável e acima de tudo preservando o que temos de mais precioso, nossas raízes, nossas origens. 

Os conferencista e painelistas, debatedores e convidados especiais, todos eles de renomado talento e reconhecimento regional e nacional, se unem ao esforço de traduzir em algumas horas, durante estes 4 dias de Cariri Cangaço Piranhas 2015, o reflexo de uma vida dedicada ao estudo e à pesquisa deste que inevitavelmente trata-se de um dos temas mais intrigantes da história do Brasil.

Arte de Edinaldo Leite

Inácio de Loiola, um dos que mais conhece a história do baixo São Francisco, homem de invulgar talento... nos traz "Piranhas e sua História" em conferência de abertura de nossa edição 2015. Certamente toda magia e encantamento das origens e toda a historia de uma das mais belas cidades de nosso Brasil.

No domingo, coube a minha pessoa, conversar um pouco sobre um dos mais "espetaculares" combates do segundo reinado de Virgulino. Em terras da fazenda Maranduba, vamos esmiuçar os detalhes e as escaramuças de Virgulino Ferreira e seus homens diante da força volante de Liberato de Carvalho e Mané Neto, teremos comigo o "Combate da Maranduba" . Ainda em terras da simpática Poço Redondo, Sergipe, o talentoso pesquisador e escritor Archimedes Marques nos presenteia com o Legado do grande Mestre Alcino Costa. Mais uma vez o Cariri Cangaço se curva diante de uma vida verdadeiramente dedicada ao sertão, Archimedes nos traz "O Cangaço e o Legado de Alcino Alves Costa".

Alcino Alves Costa, homenageado pelo Cariri Cangaço Piranhas 2015

Na tarde do mesmo dia, domingo 26 de julho, já de volta a Piranhas, teremos homens com faro apurado de investigação: João de Sousa Lima e novamente Inácio de Loiola, nos apresentam o "Roteiro da invasão dos Cangaceiros a Piranhas" episódio marcante de 1936, quando os grupos de Corisco e Gato invadem a cidade ribeirinha para libertar Inacinha... na mesma oportunidade teremos a maestria do professor doutor Lamartine Lima, com "Um Estudo Multidisciplinar sobre o Cangaceirismo". Imperdível... 

A noite do mesmo dia, um trio de peso se prepara para "colocar fogo no circo". Sousa Neto, pesquisador e escritor de Barro, no Ceará; Narciso Dias, presidente do GPEC de João Pessoa e Jorge Remígio de Custódia, são os responsáveis por um dos momentos mais esperados do Cariri Cangaço Piranhas 2015. O Painel "A Corrupção no Tempo do Cangaço" promete consolidar um debate aprofundado e responsável sobre esse polemico tema.  

Logo após, teremos a presença de luxo do professor doutor Fernando Araujo Sá, da Universidade Federal de Sergipe apresentando uma conferência cheia de charme com o "Cinema e o Cangaço" resultado de anos de trabalho e pesquisa sobre a presença do fenômeno mais famoso do nordeste no cinema brasileiro e a sétima arte.


Na manha da segunda-feira, dia 27, o IFAL recebe a conferência de mais duas feras: Ivanildo Silveira, pesquisador, colecionador do cangaço, de Natal, juntamento com o não menos brilhante, Kiko Monteiro, pesquisador, bloqueiro e artista, trazem "Uma Viagem Fotografica pelo Cangaço" prometendo revelar os detalhes fascinantes e elucidativos e fortes da imagens, da época e depois do cangaço.

Já a tarde, sob a tutela de um dos Mestres da historiografia do Cangaço, Antonio Amaury Correa de Araujo, "A Vingança de Corisco no Palco dos Inocentes" com as não menos brilhantes participações do economista Sílvio Bulhões; filho do segundo casal do cangaço, Corisco e Dadá e ainda uma das revelações da pesquisa sobre o gênero; companheiro na organização do evento, Celsinho Rodrigues. A tragédia perpetrada pelo Diabo Louro contra a família de Domingos Ventura e a selvageria da fazenda Patos, nos transportará no espaço e no tempo.



A noite da segunda-feira fecha com chave de ouro a terceira edição do Cariri Cangaço em terras alagoanas. O Cariri Cangaço Piranhas 2015 traz o professor doutor da UFS Leandro Domingues Duran e os sensacionais e intrigantes resultados do projeto "Arqueologia do Cangaço" uma iniciativa da Universidade Federal de Sergipe através do MAX - Museu de Arqueologia de Xingó e a parceria das universidades federais da Bahia e Minas Gerais.

A nitroglicerina ficou para o final. A pesquisadora cearense, advogada Juliana Pereira, o mago das imagens, Aderbal Nogueira e o respeitado professor mestre, Wescley Rodrigues, nos proporcionarão muita polemica e emoção com o painel "A Sexualidade nos Tempos do Cangaço. Bem, esperamos que todos possam estar conosco neste grande evento e que mais uma vez possamos juntos colaborar com a consolidação do sentimento que norteia o Cariri Cangaço, o amor incondicional ao nosso sertão, ao nosso nordeste.

Manoel Severo Barbosa
Curador do Cariri Cangaco
Diretor da SBEC
Diretor do GECC


Que venha o Cariri Cangaço Piranhas 2015 Por:Manoel Severo

 Arte de Carybé

Nos aproximamos de mais um grande momento Cariri Cangaço. A iniciativa com berço no cariri do Ceará, nascido ainda em 2009, acabou tomando conta do nordeste. Hoje concretizamos mais um grande desafio. Nos próximos dias 25 a 28 de julho, em uma das mais belas cidades do Brasil; Piranhas, em Alagoas estaremos realizando o Cariri Cangaço Piranhas 2015.

Este evento marca a chegada do município de Poço Redondo,   consolidando a participação de mais um estado: Sergipe. Dessa forma já estamos presentes em 5 estados e em 17 municípios, sendo Ceará; com Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro, Porteiras, Lavras da Mangabeira e Brejo Santo; Paraíba, com Sousa, Nazarezinho, Lastro, Princesa Isabel e São José de Princesa; Alagoas, com Piranhas; Pernambuco, com Floresta e por fim, Sergipe com Poço Redondo.



A Prefeitura Municipal de Piranhas através da Secretaria de Cultura e Turismo , com a secretária Patricia Brasil Rodrigues, desde o primeiro momento, de forma decisiva assumiu o desafio de realizar dentro da tradicional "Semana do Cangaço" nossa terceira edição do Cariri Cangaço Piranhas. O evento Cariri Cangaço, com a chancela do Instituto Cariri do Brasil, traz as assinaturas da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço. Particularmente neste Cariri Cangaço Piranhas 2015, temos como parceiro a Sociedade do Cangaço, com a jornalista Vera Ferreira, neta de Virgulino Ferreira.

O zelo e o cuidado com o Cariri Cangaço Piranhas 2015; desde a formatação do evento, sua programação, os temas, as conferências, painéis, debates. A atenção com todos os detalhes, a logística das movimentações, adequação do tempo à visita aos principais cenários, as apresentações artísticas, enfim, mantêm a marca da responsabilidade e seriedade, próprias dos eventos com a marca Cariri Cangaço. Nosso desafio e nosso legado: A preocupação em proporcionar um evento de qualidade e o mais agradável possível tanto para quem nos visita, como  e principalmente para nossos anfitriões.


Criação de Edinaldo Leite

Durante dois meses nos dedicamos à construção desse que sem dúvidas será mais um grande evento. Através dos meios de divulgação, notadamente as redes sociais; Blogs,Facebook, What zap; acabamos por nos surpreender com a imensa repercussão. Pesquisadores, Escritores, amantes da temática, curiosos, professores, universitários, artistas, enfim, de todo o Brasil, confirmam suas presenças, cristalizando uma credibilidade fruto do compromisso, do talento e do esforço de muitas mãos.

O Cariri Cangaço é na verdade uma enorme e consolidada construção coletiva. Nos acostumamos a denominar de Grande "Família Cariri Cangaço", todos os bem intencionados que resolveram assumir esse desafio, colaborando de forma importante e vital na construção não só de um evento de palestras, conferencias, visitas técnicas, enfim, mas acima de tudo, na construção de um sentimento. Sentimento de respeito e amor às nossas raízes, nossa memória, nossa história, às nossas origens, à cor de nosso coração: Sertão.


A arte de Eduardo Lima

Mais uma vez, durante quatro dias teremos a oportunidade de reunir pessoas de todo o Brasil, vindas de norte a sul, todos compromissados com o aprofundamento da história, em Piranhas e Poço Redondo fragmentos da verdade histórica serão debatidos sob as bençãos do Velho Chico. Teremos João Bezerra, Aniceto, Liberato, Mané Neto, teremos fazenda Patos, Pulgas, Angico, Canindé, teremos Virgulino, Gato e Corisco, sim, teremos todos eles, mas o principal personagem de nosso Cariri Cangaço Piranhas será você, nosso convidado especial. Até lá. Acompanhe a Programação Completa visitando o link:

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2015/04/programacao.html

Manoel Severo Barbosa
Curador do Cariri Cangaço
Diretor da SBEC
Diretor do GECC

Coronelismo Por:Zózimo Lima em 1935

 

Depois mesmo de extinta a Guarda Nacional, corporação que merecia e merece ainda todo o meu respeito, não desapareceu o coronelato que constituía a máxima aspiração dos poderosos latifundiários e negociantes. Ainda nos fins do governo do Marechal Hermes, que foi, se não me engano, quem acabou com essa mavórtica agremiação, eu vi na minha terra um abastado senhor de dois engenhos de açúcar e três fazendas de gado no sertão romper com o chefe local porque este lhe não conseguira a promoção de tenente a capitão do 428º corpo de infantaria classificado empiricamente em Uruburetama, no Ceará.


Desaparecida a temível milícia de quadro ilimitado – pois tanto as promoções como as nomeações eram feitas ao sabor dos candidatos, contanto que estes remetessem as importâncias das patentes aos cofres do Ministério do Interior, e não ao da Guerra, como devia ser –, ficou, entretanto, embora para figurar no noticiário dos jornais, tacitamente estabelecido que qualquer cidadão, principalmente proprietário ou fazendeiro, seria oficial da briosa corporação que já não mais existe.


O coronel da finada Guarda Nacional quando político, é, como se costuma dizer agora, um caso muito sério. Julga-se ele uma entidade onipotente. Olha para os doutores com a fanfarrice e a empáfia de galo único no terreiro povoado exclusivamente de galinhas.



E vejam que existem por aí afora doutores com a mentalidade de “coronéis”, e vice-versa. O doutor que se afunda no “engenho” adquire para sempre a visão, a compreensão, o raciocínio estreitos do autêntico oficial dessa denodada milícia que teve o seu período áureo.

Dizia-me o doutor Guilherme Marbak, inteligência aguda e observador percuciente, que foi oficial de gabinete do saudoso democrata Dr. Vital Soares, que nada lhe distraía mais do que a pose de certos coronéis-chefes-políticos, senhores de vastas terras, plantações, arregimentadores de crescido eleitorado, quando vinham do interior se entender com o chefe do executivo estadual.

Quase sempre julgam eles – dizia-me o Marbak –, porque graduados cabos eleitorais -, que os salões de despacho governamentais são um prolongamento dos seus rurais domínios. 

Zózimo Lima

Bradam “quero porque quero”, ameaçam retirar a solidariedade aos representantes federais, romper com a situação estadual se não foi retirado o cabo comandante do destacamento, exonerado o escrivão da coletoria, transferido o telegrafista e chamado à capital o juiz ou promotor para, assim, satisfeito, mostrarem aos munícipes basbaques que o seu valor vai além do de Moisés fazendo brotar água do rochedo.

Se o Governador, por conveniência da cousa pública, atendendo às circunstâncias do momento, aos imperativos da justiça, lhe nega satisfazer os caprichos de potentado regional, o compenetrado coronel perde as estribeiras, vocifera e ameaça romper definitivamente com o partido aliando-se desde já à oposição.

Afinal de contas, para acalmar os ímpetos belicosos do potentado correligionário, depois de esgotados os recursos diplomáticos e pacifistas, o governo, que sempre é poderoso em qualquer circunstância, arrasa-lhe a importância com a interferência de um sargento de polícia destacado no seu efêmero feudo.

Há, porém, como colaborador dos governos, o coronel sisudo, prestigioso pela sua influência moral, pela circunspecção nas suas atitudes, apaziguador, pugnador pela estabilidade da ordem, da harmonia dos partidos, jungido aos postulados legítimos da polícia coordenadora, ao contrário daquele que, possuidor de mentalidade aldeã, obcecado pela egolatria, não passa de um elemento dissolvente, desagregador, individualista, quase sempre, por essas qualidades, cavador da própria ruína. É uma entidade que se encontra em todos os quadrantes da politica nacional. Não é como se observa, uma individualidade regional.

Zózimo Lima - “Correio de Aracaju” – 21.06.1935
Gentileza da divulgação: Facebook - Antonio Correa Sobrinho 

A Justiça Tarda mas não Falta... Por:Roberto Soares

Coronel Cornélio Soares

A vida é cheia de surpresas e quando menos se espera a verdade aparece repentinamente. No dizer popular, “a mentira tem pernas curtas”. É prazeroso quando o bom imprevisto bate à sua porta de forma súbita! Contudo, para facilitar o entendimento desse caso que passo a narrar, preciso discorrer sobre fatos pretéritos, nascidos a partir de falsas premissas, ou melhor, de uma “estória mal contada”.
Devo esclarecer que vários autores, transcreveram trechos do equivocado livro de Rodrigues de Carvalho, “que alguns escritores consideram um clássico” (?), assinalando na parte que cita o Cel. GN/PE Cornélio Soares e o Cel. PM/PE Teofhanes Ferraz, verdadeiros exemplos no Sertão de outrora, como prováveis responsáveis pelo envio de armas para cangaceiros num certo dia de 1925. 

Aliás, é bom registrar que falar mal de policiais causa exultação, e afrontar os falecidos coronéis de uma época em que as únicas referências sertanejas eram a seca e o cangaço, afigura-se como provocação extasiante, quiçá sensação de turgescência. Escritores por vezes omitem fatos positivos e exteriorizam vastamente os negativos, ocultando ou distorcendo a verdade, almejando não se sabe bem o que.
Pois bem, depois que “Serrote Preto” apresentou essa versão esdrúxula, um dos que transcreveram resolveu insinuar que esses dois coronéis eram “BANDIDOS” numa entrevista ao repórter Francisco José na Rede Globo de Televisão, emissora de larga divulgação, o que torna desmesurado o prejuízo à imagem desses íntegros homens públicos.

Tem-se que a palavra “BANDIDO” significa bandoleiro, quadrilheiro, salteador, ladrão, criminoso, assassino, delinquente, homicida, pistoleiro, trapaceiro, facínora, salafrário, malfeitor, mau-caráter, etc. Porquanto, advirta-se que o sujeito para ser de fato assim considerado, precisa de culpa ou dolo formal, além de uma condenação protocolar. Sem condenação na verdade não pode ser chamado de “bandido”, mesmo que contra si tramite uma situação “sub judice”.

Interpelado, o equivocado narrador fincou premissa em outros livros que incidiram na mesma versão (de “Serrote Preto”), e proferiu que “não era crime naquela época vender armas”, todavia, não sucumbiu qualquer condenação, mesmo administrativa, imposta aos ilustres Cornélio e Teophanes sobre o aludido caso de 1925, embora tenha sido instado. E, não apresentou alguma prova material do imaginável “delito” que pudesse corroborar a escrita ou declaração à imprensa, já que teceu acusação tão séria. Ora, seria adequado que tivesse anexado a cópia de um inquérito, intimação, citação, recibo, nota fiscal, carta, bilhete, documento, etc., porém, nada disso veio à tona, salvo cópias dos tais livros que na verdade se constituíram em réplicas do saltério “Serrote Preto” de Rodrigues de Carvalho.
Rodrigues de Carvalho
Não bastasse, a insensata e exasperada escrita de Rodrigues de Carvalho em Serrote Preto (pág. 293), que demonstra simples e claramente “uma presunção”, porque na verdade ele não prova o que diz com algum documento. Tão-somente, cinge-se a repassar, de forma irresponsável, uma variante fantasiosa criada pelo cangaceiro conhecido por “Cancão”, que o fez obviamente de forma maldosa para se vingar de Teophanes, o qual, heroicamente jamais deu trégua a bandoleiros. Por que Rodrigues não pesquisou um pouco mais antes de escrever?

É cediço que com base no direito, quando se tem a presunção de um fato, aplica-se o consagrado princípio jurídico “in dubio pro reo.  Na dúvida, o juiz é compelido a absolver o réu.  Mas, alguns escritores tendem a agir, desfigurando princípios éticos e de Direito, talvez por não aceitarem os fatos optam em repassar situações advindas da paixão, divorciadas da realidade histórica. Só tendem a preocupar-se mesmo quando um caluniado, difamado ou injuriado resolve ingressar com um processo criminal para saldar a inverdade, ou uma ação cível para reparar os danos morais causados ao inocente da vez. Escondem-se na sombra de terceiros. É uma lástima, mas é a mais pura verdade.

Geraldo Ferraz
Retornando ao ponto essencial, aconteceu um lance espetacular que pode mudar o curso da história, ou da “estória”, como queira designar o leitor. Confesso que devemos isso ao GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, ao GPEC – Grupo Paraibano de Estudo do Cangaço, ao ditoso “CARIRI CANGAÇO” e, por óbvio, em especial ao escritor que revelou o fato, bem como à investigação realizada por Geraldo Ferraz junto à PMPE.  A pesquisa responsável e imparcial empreendida por esses grupos compostos por homens de bem dedicados e estudiosos, vem produzindo bons frutos e com isso a verdade começa a aparecer de forma cristalina.

O ápice da questão é que um dos bons amigos de Rodrigues de Carvalho (autor de Serrote Preto), o eminente escritor Antônio Amaury Correia de Araújo, de São Paulo/SP, homem isento e de reconhecida responsabilidade, em texto muito claro para o GECC/Cariri Cangaço (set./13), colocou em dúvida a versão de 1925 que eventualmente teria ocorrido na Serra do Saco em Serra Talhada/PE, próximo da divisa com a Paraíba. Disse o estudioso Amaury que o respeitável escritor e pesquisador Geraldo Ferraz, vasculhou os arquivos da Polícia militar de Pernambuco e nada encontrou sobre o sangrento episódio contado por Cancão, o cangaceiro cujo nome era José Firmino e fora a fonte única de Rodrigues de Carvalho nesse episódio, que inclusive acabou por envolver os Cels. Cornélio e Teophanes. Ressalte-se: qualquer cidadão poderá fazer essa pesquisa no Comando da PM/PE. Finalmente, Amaury fechou a questão revelando que a imprensa sempre atenta aos acontecimentos relevantes, na época nada noticiara. Lamentavelmente, somente agora tomei conhecimento desse relevante texto de Amaury.

Romero Cardoso, Thiago Pereira, Manoel Severo, João de Sousa e Roberto Soares

Veja a lógica: “Cancão” disse que fora ferido nessa ocorrência de altíssima magnitude em que morreram vinte e cinco (25) soldados (pasme) nas mãos dos cangaceiros. Como pode isso ter acontecido se não consta qualquer registro nos arquivos da Polícia Militar de Pernambuco que, na época trabalhava em conjunto com a Polícia da Paraíba? Onde estão essas viúvas? Do mesmo modo, a imprensa dos dois Estados sempre alerta quanto aos casos mais relevantes como esse, absolutamente nada noticiou. Na verdade, essa ação nunca existiu nem produziu morto ou ferido.

A Polícia de Pernambuco e da Paraíba faziam ações conjuntas contra o cangaço, especialmente na divisa, mas nesse dia não houve nenhuma movimentação militar naquelas imediações. Ora, se não consta na imprensa nem nos anais da Polícia Militar tal episódio, com obviedade não aconteceu! Assim, não há como incriminar pessoas em evento inexistente. Seria um imaginário transloucado. Além disso, quando aferimos a biografia do Cel. Teophanes amparada em documentos oficiais do Governo de Pernambuco, da própria Polícia e analisando os atos de nomeação e designação, constatamos que nessa época esse ínclito oficial estava prestando serviço muito longe. 

Theophanes Torres

Encontrava-se em Petrolina, onde era delegado de polícia desde novembro de 1924 e de lá informava ao Governador de PE e ao Comando da PM as andanças da Coluna Prestes. Logo, como poderia esse oficial estar em dois lugares ao mesmo tempo, em época tão complexa para deslocamentos? Por sua vez, Cornélio que era genro de um Juiz de Direito da região, representava o Ministério Público Federal uma vez que fora nomeado em 1920 pelo Ministro da Justiça de Epitácio Pessoa para a nobre e honrosa função e agia repetidamente como mediador da luta entre Saturnino e Lampião. Tudo como se comprova no livro de José Alves Sobrinho e Antônio Neto (PEGADAS de um SERTANEJO – Vida e memórias de José Saturnino – Ed. dos Autores, 2015). Amiúde, atuava em conjunto com o Juiz de Serra Talhada, então Vila Bela. 

Dessa forma, essa variante esquisita sempre foi integralmente incompatível com a verdadeira história de Teophanes e Cornélio. É quase como acusar Duque de Caxias de traidor. Por isso, me senti na obrigação de escrever às pressas um livreto em defesa do meu avô (“Coronel Cornélio Soares – Uma História de Vida em Serra Talhada”), onde por óbvio, acastelei a conduta sempre ilibada dos dois coronéis.


Indagações: é peremptório que Lampião sempre foi heterossexual, pois se relacionou somente com mulheres. Contudo, um Juiz de Direito de Sergipe disse no seu livro que Lampião era homossexual. O citado livro foi suspenso pela Justiça e o autor fora agredido verbalmente por escritores que não aceitaram essa variante. Mas, homossexualidade é opção e não crime. Assim, como o seu livro foi liberado pela Justiça em nome da liberdade de expressão, deduz-se que isso dá o direito a outros escritores transcreverem essa versão absurda, evidentemente citando a fonte. Se hipoteticamente o mesmo juiz tivesse contado essa versão a Rodrigues de Carvalho, ele teria assentado isso no seu parcial livro? Aproveitando o mesmo entendimento, faço a seguinte inquirição: por que Cornélio e Teophanes jamais foram defendidos pelos escritores, salvo pelas suas famílias? Observe que há uma total inversão de valores!

Após essas fortíssimas comprovações e esclarecimentos, amplamente ratificados pelas contestações exibidas pelas famílias dos mortos ofendidos, constata-se que o falacioso episódio de 1925 não passa de uma grande falsidade. Pura fantasia. De tal modo, depois de tantas ilações como reparar a honra desses dois cidadãos injustamente aniquilada, quando certamente o direito de ação já se encontra prescrito?

Roberto Soares
Serra Talhada , Pernambuco

Lançamento de "O Padre Azul" hoje em Fortaleza Por: Wilton Dedê


A AFAC-Associação dos Filhos e Amigos do Crato, convida todos a prestigiar o lançamento do documentário 
" O PADRE AZUL".
Curta metragem sobre o Padre Agio Moreira, Fundador de uma orquestra de camponeses em Crato, 
e da Sociedade Lirica do Belmonte.
 
NOME: O PADRE AZUL 
DATA: 30 de junho de 2015 
LOCAL:Assembléia Legislativa do Ceará, Auditorio Murilo Aguiar
HORA: 20 horas
 

A Sombra de Lampião Por:Manoel Severo



Recebi em meu apartamento, aqui em Fortaleza, a partir da enorme gentileza do autor: "Corisco - A Sombra de Lampião"; uma das mais espetaculares obras sobre a historiografia do cangaço, com a marca do pesquisador e escritor Sérgio Augusto Dantas, que desta vez vem nos presenteando com a saga de um dos mais importantes personagens do cangaço, Cristino Gomes da Silva Cleto.

Estilo inconfundível. Responsabilidade, retidão, elegância e clareza; essa são as marcas fortes das obras de Sérgio Dantas; sem falar no rigor com relação ao cruzamento das inéditas revelações que a obra traz. Sérgio Dantas em seu mais novo livro, sonho acalentado ha muitos anos, realizou mais de 100 entrevistas, relatos aos quais agregou o zelo da pesquisa nos inúmeros arquivos públicos disponíveis sobre a figura do segundo homem dentro da hierarquia do cangaço, no ciclo de Virgulino Ferreira; Corisco - O Diabo Louro... A Sombra de Lampião. O compromisso com a verdade histórica, característica dos trabalhos de Sérgio, impõem à sua obra, um valor incalculável, tanto para os amantes da temática como para todos aqueles que buscam conhecer mais de perto este que foi um dos fenômenos mais marcantes de nossa história.


Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Sérgio Dantas

Relatos com remanescentes da época; memórias vivas daqueles tempos de dor e aflição se unem aos conjunto de informações contidas nos jornais, nas publicações oficiais; boletins, relatórios e notas da própria policia, confrontadas pelo rigor ético e pelo talento do grande pesquisador nos proporcionam uma obra espetacular. Com suas 334 páginas de leitura fácil e dinâmica, acaba por se tornar mais um dos livros indispensáveis para os apaixonados pelo cangaço.

Pela grandeza da Obra e pelo inconfundível talento do autor, Corisco - A Sombra de Lampião é mais do que recomendável, é imprescindível !

Vendas através de Francisco Pereira
Valor de R$ 50,00 (com frete incluso). 
Pedidos através do email: franpelima@bol.com.br