A Criação da Câmara da Vila d'Aurora pela Câmara Municipal da Vila das Lavras Por:Calixto Junior


Somente aos 18 de março de 1885, dois anos após ter sido instalada a Vila, foi dada posse às primeiras autoridades constituídas. Apontou-se o cidadão Manoel Joaquim Carneiro como primeiro chefe representante do Legislativo (Presidente da Câmara).
Como não havia sido implantado o Conselho de Intendência, fato ocorrido em 1890, exercia o Presidente da Câmara a função de mandatário mor da recém criada Vila d'Aurora (criada em 10 de novembro de 1883)
Em 1884 (27 de dezembro), pelas 09 h, no Paço da Casa de Câmara e Cadeira da Vila das Lavras, edifício designado pelo Presidente da Província para os trabalhos, foi realizada a primeira eleição da Câmara Municipal do novo Município de Aurora. Em ata da apuração geral, o resultado da votação, apontando-se os votados como primeiros vereadores da recém criada vila:
"Manoel Joaquim Carneiro, criador, residente na Aurora, cinco votos; Manoel Homem de Figueiredo, criador, residente na Aurora, cinco votos, Manoel Raymundo da Cunha, lavrador, residente no Calumby, cinco votos, Alexandre Manoel de Oliveira, lavrador, residente na Roça Velha, cinco votos, João Francisco Leite, lavrador, residente na Aurora, cinco votos, Bento Alves Torres, lavrador, residente no Sobradinho, cinco votos, Joaquim Gonçalves Ferreira, lavrador, residente no Barro Vermelho, dois votos; Pedro Bezerra da Maria, lavrador, residente no Tipy, um voto".
Em 18 de março do ano seguinte (1885) foi dada a posse das primeiras autoridades administrativas constituídas da vila d'Aurora:
“Esta Comarca tem a honra de levar ao conhecimento de Vossa Excelência que, tendo ordem nas leis, vem tomado posse e prestado juramento no dia 13 do corrente, perante o Presidente da Câmara municipal da cidade de Lavras, de cujo município foi o desta Vila desmembrado no dia 10 deste mesmo mês em sessão ordinária, reunidos os ditos seis vereadores, procederam a eleição de Presidente e Vice Presidente da referida Comarca, de conformidade com a disposta na nova Lei eleitoral de 9 de janeiro de 1881, e foram eleitos – Presidente o vereador Tenente Manoel Joaquim Carneiro e Vice – Presidente, o vereador Alferes Manoel Raymundo da Cunha, e na sessão do dia seguinte, foram nomeados o fiscal, o procurador, o secretário e o porteiro da mesma Câmara” (Atas das Sessões da Câmara da Vila das Lavras).
Em 18 de agosto de 1885 foi designado o vereador Manoel Raymundo da Cunha para proceder como agente fiscal na demarcação dos limites da Vila. Em 12 de dezembro de 1885 promulga-se a Lei nº 2.111, que no artigo 36 extingue o Município de Aurora (Vila d’Aurora), voltando a pertencer ao território de Lavras, com o topônimo antigo de Distrito de Paz da Venda. Apesar de extinto e anexado novamente a Lavras, procederam-se normalmente as atividades do poder legislativo até janeiro de 1886, quando se encerraram as atividades da Casa, conforme observado em documentação original.
Somente quatro anos após (29 de julho de 1889) seria novamente emancipada a Vila d’Aurora, desmembrando-se, assim, definitivamente do município de Lavras. Em seção ordinária da Câmara da Vila d’Aurora de 7 de janeiro de 1886 (havia mudança na Presidência a cada ano), tomam posse para o exercício de 1886, o Alferes Manoel Raymundo da Cunha como Presidente, e João Francisco Leite como vice. Como demais vereadores permaneceram: Joaquim Gonçalves Ferreira, Manoel Joaquim Carneiro e Bento Alves Torres (Ofícios expedidos pela Câmara da Vila d'Aurora, 1886).
Em 1890 (8 de janeiro) delibera a Câmara da Vila da Aurora para a eleição do seu presidente e vice, sendo eleitos Barnabé Leite Teixeira e Manoel Tavares Teixeira, respectivamente, aos citados cargos (Ofícios expedidos pela Câmara Municipal da Vila d’Aurora, 1890). Em 1890 é emitido ofício à Presidência do Estado com relação dos bens imóveis pertencentes à Câmara da Vila d'Aurora:
"Uma mesa grande, uma mesa pequena, 12 cadeiras cobertas de couro, uma cadeira de braço coberta de palha, três urnas com seis chaves com puxadores para o trabalho de júri, duas urnas para eleição, duas cabines, duas cantareiras, um arquivo, duas cobertas de lã, dois livros para qualificação de eleitores, dois livros de atas, dois livros de atas de eleições, dois livros de assinaturas, um livro de juramentos, um livro de registros (Ofícios expedidos pela Câmara Municipal da Vila d’Aurora, 1890).
João Tavares Calixto Junior
Pesquisador e Escritor, Juazeiro do Norte,CE
Fonte:

- Ata da sessão da Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira, 18 de março de 1885. 
- Calixto Júnior, J.T. Venda Grande d'Aurora. Expressão Gráfica, Fortaleza, 300p.
- Ofícios expedidos pela Câmara Municipal da Vila d’Aurora, 12 de dezembro de 1885. 
- Ofícios expedidos pela Câmara Municipal da Vila d'Aurora, 7 de janeiro de 1886.
- Ofícios expedidos pela Câmara Municipal da Vila d’Aurora, 8 de janeiro de 1890.

E em Julho...
Cariri Cangaço 10 Anos
Crato - Juazeiro - Missão Velha
Barro - Lavras da Mangabeira

O Sertão de Marica Lessa Por:Bruno Paulino

Bruno Paulino, Manoel Severo e Ciro Barbosa nos 
"escombros da Casa Grande de Marica Lessa" 

Quando era criança meu avô Luis Paulino foi quem primeiro me contou sobre “a história da mulher que mandou matar o marido” como ficou conhecida no imaginário dos rincões de Quixeramobim a tragédia greco-sertaneja ocorrida em 1853 envolvendo a matriarca e eterna personagem do sertão Maria Francisca de Paula Lessa e seu marido o cel. Victor de Abreu Vasconcelos. O coronel fora a assinado em seu lar, pelo escravo Corumbé, supostamente a mando de Marica Lessa.

O vô Luis trabalhou muitos anos na fazenda Canafístula – palco principal da tragédia – no tempo de Damião Carneiro, o bandeirante do sertão, como o definiu Armando Falcão em livreto escrito sobre o fazendeiro.  Naquela época que vovô trabalhou por lá – década de 50 do século XX – a história de Marica Lessa, antiga dona daquelas terras ainda estava fresca na memória de muita gente que morava por ali. Ele acabou guardando muitas delas, e eu tive a sorte de ouvi-lo contar. Hoje quase ninguém se lembra dessas histórias na região, da casa-grande de Marica não resta mais uma parede sequer em pé, porém, é possível encontrar muitas porcelanas nos escombros, o que demonstra quão rica de fato, ela era. Do tempo de Marica Lessa na Canafístula Velha resta apenas à capelinha da Sagrada Família (Jesus, Maria e José), onde ainda se reza missa pelo menos uma vez no mês.

O Sertão de Marica Lessa
Hoje só restam tijolos que ainda guardam a memória do lugar

Uma história que vovô contava era que quando Marica Lessa foi presa na fazenda, após preso Corumbé e ele acusá-la de ser a mandante do crime – vinha ela escoltada para a vila por um enorme cortejo de homens, na altura de uns seis quilômetros da Canafístula mandou que parasse numa casa e pediu que o morador, que era seu agregado passasse um café, que ela estava indo resolver um mal-entendido e na volta passaria por lá para tomarem o café juntos. Marica Lessa nunca mais voltou à Canafístula.

Proprietária de uma imensidão de terras e de grandes rebanhos de gado, além de teres e haveres de ouro e prata, a matriarca sertaneja despertou a inveja de seus inimigos e a cobiça de alguns membros da justiça. Ao ser acusada do crime, Marica Lessa, uma mulher rica e mandona, numa sociedade patriarcal do Século XIX, ficou à mercê de seus desafetos. Aos poucos, foi se desfazendo dos seus bens, vendidos a preço de banana para cobrir as custas do processo do qual nunca pode se livrar.

Porcelanas teimam em guardar a historia da grande matriarca

Depois que o vô Luis me contou a história da mulher que mandou matar o marido eu fiquei curioso para saber mais sobre o assunto. Logo passei a perguntar aos adultos sobre aquela história. Descobri que tinha se escrito um livro sobre a trama, mas naquela idade não atinei para ler o romance Dona Guidinha do Poço, do escritor cearense Oliveira Paiva. Só depois na faculdade é que fui lê-lo. Em 1989, atacado pela crise da tuberculose e em busca de um clima que lhe fosse mais aprazível Oliveira Paiva pousou em Quixeramobim, aí teve contato com a história de Marica Lessa através da tradição oral e da consulta dos documentos cartoriais do caso, e resolveu escrever o romance, que só veio a ser publicado na integra em 1952, através do esforço da crítica literária Lúcia Miguel Pereira, que recebeu um original das mãos do escritor Américo Facó, que por sua vez os tinha recebido de Antônio Sales, a história da publicação do romance como se vê, dá outro livro.   

Manuel de Oliveira Paiva

O historiador Ismael Pordeus, natural de Quixeramobim, trouxe a luz em 1961, o festejado estudo À margem de Dona Guidinha do Poço: história romanceada, história documentada, em que comprovava que a ficção de Oliveira Paiva teria sido inspirada no caso real de Marica Lessa. Desse modo os nomes Marica Lessa e Guidinha do Poço são hoje indissociáveis na memória social de Quixeramobim, num entrelaçamento perfeito entre ficção e história, embora não esqueçamos o alerta do escritor Milan Kundera: o romance não tem compromisso com a realidade. Nesse sentido outra lenda que muito se divulgou e que ainda hoje encontra eco foi que Marica Lessa teria mandado construir – destinando a maior parte dos recursos – o prédio de Câmara e Cadeia e teria sido ela a primeira prisioneira do recinto. Esse fato é refutado por quase todos os historiadores que consultei, mas lembro de vovô me contá-lo como verdade absoluta. 


De certo é fato que Marica Lessa foi à madrinha de Batismo de Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro. Muitos historiadores sustentam que quando ela foi presa, Antônio teria testemunhado todo acontecimento e que certamente aquelas cenas deram-lhe um entendimento de como funcionava a justiça, muitos crêem que Marica foi vitima de uma intriga política e pelo fato de ser mulher.  Ismael Pordeus, afirma ainda no seu estudo que o “crime” de Marica Lessa teve como pena 20 anos de reclusão, mas segundo Gustavo Barroso ela ficou muito mais tempo presa e morreu na miséria aos 85 anos nas ruas de Fortaleza, “semi-louca” a bradar reiteradamente: – Deus é testemunha que não mandei matar ninguém!.

Bruno Paulino
Poeta e Escritor
Quixeramobim, Ceará

E vem ai...
Cariri Cangaço Quixeramobim
24 a 26 de Maio de 2019
Antônio o Conselheiro do Brasil 

Antônio Conselheiro Não Morreu Por:Goreth Pimentel


Há 189 anos que nesta terrinha de meu Deus nascia um Antônio e, com ele, a semente de um sonho. Sonho que alimentou a luta, uma luta desigual e desumana como a vida de seu povo, como se natural fosse a mesa farta do banquete de alguns à custa da miséria da maioria. E a criança sofrida se fez homem e sentiu na pele a dor da injustiça social que maltrata o corpo e fere a alma de seus irmãos. E assim, saiu Antônio em nome de Deus, pelo sertão adentro e pelo sertão afora, disseminando o sonho da Terra Prometida e arrastando multidões. O sonho, pouco a pouco, foi crescendo no seu coração e desenhando em sua mente um projeto: construir uma sociedade igualitária, saciar a fome e a sede através do trabalho coletivo na terra que é de todos.
Além de milhares de seguidores, atraiu também o ódio dos “donos do poder”ameaçados em sua hegemonia dominante. Pagou um preço alto pela ousadia de pensar e de fazer diferente. Machucaram seu corpo, porém não conseguiram endurecer sua alma. Mancharam seu nome mas não apagaram sua luta.

Professora Goreth Pimentel e o Parque Estadual de Canudos

E o sonho, que se fizera coletivo, deixou de ser um sonho só. Tornou-se realidade: Canudos foi a prova viva de que é possível sim, construir um mundo melhor para todos. Uma vida simples, porém digna, sem miséria nem riqueza, onde todos trabalhavam e as mãos que, muitas vezes estiveram vazias ou estendidas para suplicar esmolas ou direitos como se favores fossem, passaram a produzir alimento, fruto do suor de seus rostos.
Um pobre sertanejo mostrou ao mundo e de forma concreta uma sociedade alternativa que muitos intelectuais teorizaram e não saiu do papel. Uma sociedade construída com a cara e a coragem de um povo e que incomodou muita gente do lado de cima. E por isso, foi cruelmente extinta. Virou um grande palco de guerra, uma lagoa de sangue que afogou tantas vidas. Tentaram apagar da memória social. Não conseguiram.
Contaram a história mal contada, como sempre o fazem, mas ela resistiu pela força e resiliência desse povo simples e guerreiro que deu a vida por uma causa, de todas a mais nobre: a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.


Antônio não morreu…continua aí, mais vivo do que nunca, junto aos seus seguidores, enfrentando a ira de um sistema historicamente cruel e excludente em sua essência. Continuam os golpes e toda a crueza de uma luta ideológica perversa e amoral que sempre tem denegrido a imagem dos líderes populares e ameaçado os projetos de inclusão social.
E a história continua a ser escrita com suor e sangue... Que a semente plantada por Antônio Conselheiro seja relembrada e refletida para iluminar a luta sempre tão presente e atual por um futuro mais feliz e mais humano para tantos Antônios, Joãos, Chicos, Josés e Marias que continuam sofrendo as dores de um mundo injusto que lhes nega a qualidade de vida e lhes rouba o direito de ser cidadão em um sistema que fabrica a miséria e que tenta,a todo custo,se perpetuar no poder inocentando a si mesmo e culpando o pobre pela vida desumana a que tem sido condenado.
E a história se repete na sua forma mais cruel. Mesmo assim, este mundo ainda tem jeito. Há sempre uma esperança brotando. Ela não morre jamais. Salve a todos que abraçam a luta por um mundo melhor para todos! Viva Antônio Conselheiro!

Maria Goreth Pimentel Nunes Amâncio
(Professora, Coordenadora Pedagógica EEMTI Cel. Humberto Bezerra e Secretária da Academia Quixeramobiense de Letras, Ciências e Artes - AQUILETRAS.

E Vem aí
Cariri Cangaço Quixeramobim
24 a 26 de Maio de 2019

No Aniversário do Conselheiro Por:Acorda Cordel



Há cento e oitenta e nove anos nascia ANTÔNIO CONSELHEIRO. Antônio Vicente Mendes Maciel nasceu em Vila Nova de Campo Maior (Quixeramobim), a 13 de março de 1830 — e faleceu em Canudos-BA, a 22 de setembro de 1897. Ficou conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, que se autodenominava "o peregrino", foi um líder religioso brasileiro.

Figura carismática, adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos em 1896. A imprensa dos primeiros anos da República e muitos historiadores, para justificar o genocídio, retrataram-no como um louco, fanático religioso e contrarrevolucionário monarquista perigoso.

O primeiro folheto de cordel publicado sobre a Guerra de Canudos foi escrito pelo poeta paraibano  João Melchíades Ferreira da Silva, que participou da luta como militar e, naturalmente, defende a versão divulgada pelo Exército Brasileiro. Posteriormente outros poetas retornaram ao tema, fazendo a defesa de Conselheiro e sua gente. Caso do poeta Geraldo Amâncio, que fez um livro magistral. O trabalho mais recente foi escrito por ARIEVALDO VIANNA e BRUNO PAULINO e retrata duas facetas pouco exploradas do beato ANTÔNIO DOS MARES, O PEREGRINO: a visão sebastianista e a sua fama de milagreiro.

Vejam alguns trechos:

Nós vamos contar um fato 
Que dizem ser verdadeiro
Ocorreu em Monte Santo    
Com um Santo Brasileiro,
(Tudo em versos, se me entendes):
Antônio Vicente Mendes
Maciel,  O Conselheiro.
  
O poeta popular
Sempre amplia seus estudos
Buscando novas matérias
E melhores conteúdos;
Depois de leituras tantas
Encontramos Paulo Dantas,
E um livro sobre CANUDOS.

 Num dos capítulos do livro
Que é “O CAPITÃO JAGUNÇO”
Deparamos com uns fatos
Cujo relato esmiunço
Da fama de milagreiro
Que Antônio Conselheiro
Tinha antes do “furdunço”.

Nessa peregrinação
Passou por muitos lugares
Fazendo igrejas, capelas,
Levando conforto aos lares
Quando o beato pregava
Muita gente o chamava
De Santo Antônio dos Mares.

 Antônio Vicente tinha
Uma visão humanista
Pregou contra a escravidão
Com sólido ponto de vista
Devido a esses sermões
Fundou naqueles sertões
Um reino Sebastianista.
  
Sebastião, o Desejado
Foi um rei de Portugal
Que promoveu uma cruzada
No meio de um areal;
Na batalha se perdeu
Nunca mais apareceu
Foi um drama sem igual.

Grande Lançamento na Noite de Abertura do Cariri Cangaço Quixeramobim 2019

Noite de Homenagens a Melquíades Pinto Paiva e Linhares Filho


A noite desta terça-feira, dia 12 de março, marcou o encontro do GEEC-Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará junto com a Academia Lavrense de Letras e o Cariri Cangaço numa grande homenagem a duas das mais festejadas personalidades do mundo acadêmico e intelectual cearense. No apartamento do casal; Professor Doutor Melquíades Pinto Paiva e Arair Pinto; na cidade de Fortaleza, reunimos confrades e confreiras das três instituições em uma noite memorável de plena celebração. 

Poeta Linhares Filho e Mariazinha, Manoel Severo e Ingrid Rebouças
 Ingrid Rebouças e Angelo Osmiro
 Fátima Lemos, Arair Pinto, Francisca Costa, Cristina Couto e Ingrid Rebouças

Tendo a frente o presidente do GEEC, escritor Ângelo Osmiro, deu-se inicio ao encontro com os tradicionais informes sobre as  mais recentes novidades do universo do estudo e pesquisa do cangaço; em seguida o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa trouxe os principais pontos e programações do Cariri Cangaço para este primeiro semestre de 2019, “teremos o espetacular Cariri Cangaço Quixeramobim em Maio, nossa festa de 10 anos em Julho, no cariri cearense, além de uma agenda intensa de abril a junho no Café Patriota” relembra Manoel Severo Barbosa.

Presidente da ALL, Cristina Couto outorga 
a Medalha Fideralina Augusto Lima a Melquíades Pinto Paiva

Dando prosseguimento à noite, o anfitrião, professor doutor Melquíades Pinto Paiva deu as boas vindas aos convidados para logo em seguida a presidente da Academia Lavrense de Letras, escritora Cristina Couto iniciar a solenidade que iria homenagear o pesquisador e escritor Melquíades Pinto Paiva e ao poeta Linhares Filho, ambos saudados por Cristina Couto e pela vice-presidente da ALL Fátima Lemos.

A Academia Lavrense de Letras outorgou a Medalha Fideralina Augusto Lima a um de seus biógrafos, justamente o anfitrião da noite, Melquíades Pinto Paiva, que em suas palavras ressaltou toda sua emoção: “Em toda minha vida já recebi inúmeras homenagens e inúmeras medalhas, mas nenhuma me toca tanto como a que eu recebo nessa noite”. Já o poeta Linhares Filho, recebendo as homenagens pela passagem de seus oitenta anos de vida pode confirmar todo o seu amor ao “torrão natal” Lavras da Mangabeira, tão bem representada no conjunto da obra literária do “Príncipe dos Poetas Cearenses”. 

A presença feminina na noite de homenagens...
 Manoel Severo, Professor Rui Martinho e Cristina Couto
Arair Pinto e Ingrid Rebouças 
 Os Homenageados da Noite
 Afrânio Cisne, Ingrid Rebouças e Antonio Tomaz
Ezequias Aguiar, Manoel Severo e Ângelo Osmiro
João de Lemos e Ingrid Rebouças

Ao final foi oferecido pelo casal Melquíades Pinto Paiva e Arair Pinto um coquetel aos convidados.

Fortaleza, 12 de Março de 2019

Café Patriota Lança “Brasilidade, um canto de amor à Pátria”


Aconteceu no último sábado, dia 9 de março, o lançamento do livro “Brasilidade, um canto de amor à Pátria”, obra organizada pelo Café Patriota e que reúne as poesias selecionadas no II Concurso Literário e conteúdo sobre História do Brasil. O CEO Lincoln Chaves realizou a abertura do evento, apresentando o projeto cultural Café Patriota - um projeto de propagação do conhecimento. Anapuena Havena, diretora cultural, apresentou a obra e demonstrou todo o seu significado, desde o motivo da escolha da capa - missa campal em ação de graças pelo fim da escravidão no Brasil - e o conteúdo do livro, dividido em quatro capítulos.

Patrick Beserra, advogado e presidente do Clube Abolição, fez uma brilhante palestra sobre o “Ceará - Terra da Luz” : o processo de fim da escravidão no Ceará e seu pioneirismo (tema do último capítulo do livro). Por fim, o advogado e poeta Max Alan Parente declamou sua poesia “Pátria de todos os tempos”, presente na obra. Aconteceu também a entrega de certificados aos autores selecionados no II Concurso Literário Café Patriota.


Brasilidade, um canto de amor à Pátria - uma obra que reúne poesia e História do Brasil, e propaga poesia dos talentosos poetas 
da Terra da Luz.

Autores selecionados do II Concurso Literário Café Patriota:

Anna Beatriz de Oliveira Gomes 
Bruno Paulino do Nascimento 
Cássia Regina de Almeida do V. Dantas 
Daniel Silva Marques 
Dárcio Jânio Macedo Barbosa 
Francisca Íris Cavalcante Costa 
Francisco José Pessoa de Andrade Reis 
Luciom Caeira 
Marcos Vitor Chaves Conrado 
Max Alan Parente Azevedo 
Sabrina Souza Menezes 
Thiago Borges

Autores convidados:

Anapuena Havena 
José Luís Lira 
Lincoln Chaves

Café Patriota
Fortaleza, Ceará

Quixeramobim em Festa Celebrando "Conselheiro Vivo" 2019.


Manoel Severo presente a Festa do "Conselheiro Vivo"

Quixeramobim; no sertão central cearense; a mais nova sede do Cariri Cangaço e que recebe no mês de maio a 23ª edição do Cairi Cangaço, celebra nesta semana os 189 anos do mais famoso de seus filhos: Antônio Vicente Mendes Maciel, o líder de Canudos, Antonio Conselheiro. Neste ano 2019 o evento conta com lançamento de livros, palestras temáticas, entrega de comendas, apresentações de alunos da rede municipal, cavalgada, apresentações culturais e ainda visita de comitiva de Canudos-BA ao município . São seis dias intensa programação histórico-cultural na terra de Antônio Conselheiro, e agora também, "Casa do Cariri Cangaço".

Com o Tema “Luta, Fé e Resistência no Sertão” Quixeramobim mobiliza entre os dias 08 e 13 deste mês de março de 2019, pesquisadores, escritores, poetas, professores e principalmente os alunos do município numa grande celebração pelos 189 anos de Conselheiro.O evento teve seu inicio nesta sexta-feira, dia 08, com cortejo de abertura nas ruas da cidade com a presença das escolas rurais, exibição do Documentário "Sobreviventes: Filhos da Guerra de Canudos" e ainda uma roda de conversa sobre Antônio Conselheiro e Canudos com o Professor Doutor. Paulo Emílio Martins Matos, da UFF-RJ.

Manoel Severo e o Professor Paulo Emílio Martins Matos
 Professor Neto Camorim e Manoel Severo
 Manoel Severo e Aílton
Neto Camorim, Paulo Emílio e Manoel Severo

No sábado, dia 09, a festa ficou por conta da espetacular apresentação cultural das escolas da rede púbica municipal de Quixeramobim, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação. As apresentações com temáticas voltadas para a história e memória de seu filho mais ilustre:Antônio Conselheiro e sua Canudos, traziam no cenário, no figurino, nas musicas, na poesia e sobretudo no olhar e representação daqueles "pequenos e pequenas" a grandeza do personagem, o homem que saiu de Quixeramobim para tornar-se o mítico Conselheiro .

 Festa espetacular com a apresentação cultural das escolas da rede púbica municipal
.
Conselheiro; nascido Antônio Vicente Mendes Maciel há exatos 189 anos atras nessa cidade de Quixeramobim; certamente permanece como um ilustre desconhecido para as novas gerações de pequenos quixeramobienses, iniciativas como a do "Conselheiro Vivo" são de fundamentais importância para aproximar a figura, a historia e memoria desse grande brasileiro a todos de sua cidade natal.


Ainda dentro da programação do sábado o auditório da Faculdade de Quixeramobim - UNIQ , outro importante conjunto de palestras sobre a temática acabou marcando com muita qualidade mais uma edição do festejado "Conselheiro Vivo". Com os poetas Maílson Furtado, Renato Pessoa, Alan Mendonça e Bruno Paulino uma roda de conversa contagiante com o tema “Conselheiro e as cidades”, em seguida novamente a brilhante palestra do professor Paulo Emílio, desta vez com a palestra "Conselheiro e a Invenção de Canudos" como também o lançamento do livro – A Reinvenção do Sertão: A estratégia organizacional de Canudos, do mesmo autor. No final da noite Quixeramobim recebeu o vereador de São Paulo, ex-Senador Eduardo Suplicy para uma Mesa com o Tema "O Desenvolvimento Sustentável da Cidade" que contou ainda com a participação do Dr. Pedro Igor.

Bruno Paulino ao lado de Fabiano Piúba, Renato Pessoa, Alan Mendonça e 
Mailson Furtado em noite de Conselheiro Vivo em Quixeramobim.
Dr Pedro Igor e Senador Eduardo Suplicy

Roda de Conversa Literária...

A semana cultural em Quixeramobim contemplando a espetacular iniciativa do "Conselheiro Vivo" ainda contou de forma paralela com um momento precioso na Biblioteca da E.E.P. José Alves da Silveira com uma Roda de Conversa sobre poesia, literatura e as coisas do coração... 


 Poetas, Renato Pessoa, Bruno Paulino, Mailson Furtado e Alan Mendonça 
numa manhã de afeto e poesia 
.
O encontro precioso em um ambiente especial, reuniu turmas dos cursos técnicos profissionalizantes da Escola Dr José Alves da Silveira. A convite da coordenação da escola, professora Rosângela, os escritores e poetas cearenses da nova geração: Maílson Furtado, Renato Pessoa, Alan Mendonça e Bruno Paulino compartilharam de forma mais que especial e leve suas experiências literárias, suas formações, as influências, as paixões e acima de tudo o amor incondicional à poesia.


Bruno Paulino, Renato Pessoa, Manoel Severo, Maílson Furtado, 
Alan Mendonça e o pequeno Fernando, nomes mais que confirmados 
para o Cariri Cangaço Quixeramobim 2019.
Coordenadora Rosângela e Manoel Severo
Luana, Alan Mendonça e Ingrid Rebouças
p
"O que mais me impressionou foi sem dúvida a profunda afinidade com a literatura e com a poesia desses jovens; meninos e meninas com idade que variavam entre 15 e 18 anos; da escola José Alves, sensacional mesmo, uma garotada com uma sensibilidade incrível, isso não tem preço, além da imensa alegria de testemunhar esse verdadeiro encontro de Gigantes; meu irmão querido Bruno Paulino, dos estimados Alan e Renato e ainda do festejado Maílson Furtado; ganhador do Prêmio Jabuti 2018; e o mais importante, todos estão confirmados para o Cariri Cangaço Quixeramobim 2019, avante!" Confirma o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa.


 Roda de Conversa Literária na Escola José Alves da Silveira
 Ingrid Rebouças, Alan Mendonça, Bruno Paulino, Isabelle Oliveira e Renato Pessoa
Grupo Dirigente da Escola Profissionalizando em dia de Roda Literária

Prêmio Jabuti 2018...


A obra de poesia "à cidade" (Autor Independente), de Mailson Furtado Viana, foi escolhida como o livro do ano no 60º Prêmio Jabuti. O prêmio foi entregue pela Câmara Brasileira do Livro - CBL, esta que é a mais tradicional premiação literária do país. O autor, Mailson Furtado,  foi escolhido entre os ganhadores de todas as categorias do Jabuti 2018, em cerimônia no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. As categorias do Jabuti estão divididas em quatro eixos: Literatura, Ensaios, Livro e Inovação. Este último contempla ações de incentivo à leitura. Prêmio Jabuti: Eixo -  Literatura tendo como Livro do ano: "à cidade" (Autor Independente), de Mailson Furtado Viana.


Conselheiro Vivo 2019
Quixeramobim, Ceará
09 de Março de 2019

E Vem aí...
Cariri Cangaço Quixeramobim
24 a 26 de Maio de 2019
Antônio o Conselheiro do Brasil