De Bosta Seca a Volta Seca Por: Guilherme Machado

Volta Seca

Em 1929 Um menino por nome Antônio dos Santos chegar em Guloso atual Novo Triunfo vilarejo a 4 léguas distante de Bom Conselho atual Cicero Dantas Lampião foi visitar um amigo oculto o delegado Antonio Guerra, este casado com a filha de um dos maiores fazendeiros da região, Saturnino Nilo ( Nilo das Abobreiras) este foi avô do deputado Baiano Marcelo Nilo. Lampião conversava com o delegado a espera
da hora
do almoço, quando Ezequiel e outros Cangaceiros foram dar uma volta nos arredores atrás de cavalos foi quando encontrou um moleque com mais ou menos 10 ou 11 anos com uma franga em baixo dos braços, provavelmente roubada em algum galinheiro dos arredores do Guloso.

E perguntaram como é o seu nome menino? "Antônio" respondeu o molecote, e perguntou o Cangaceiro: você sabe onde tem cavalos por aqui? E sem tutibiar o moleque respondeu "sei me acompanhe!" e levou os cangaceiros em todos os currais da região onde tinha bons cavalos de fazendeiros. Em virtude da franga que o menino levava em baixo dos braços os cangaceiros passaram a chama-lo de Tonho da Pinta!

Quando chegaram ao Guloso com o menino, Lampião olhou e perguntou: mais onde diabo vocês vai com este menino? Achamos este peste no mato Capitão ele nos ajudou a achar boas montarias ( risos ) com esta franga nas mãos nos botamos seu apelido de Tonho da Pinta; O delegado interveio! Tonho da Pinta? por aqui nos conhecemos ele como Bosta Seca! E falou Lampião ah é:Bosta Seca vá lavar aqueles cavalos, mais cuidado para não sujar os cavalos de bosta ( risos ). Tonho não perdeu tempo banhou os cavalos em tempo recorde e chamou a atenção de Lampião que lhes deu 50 mil réis, até ai o menino ja estava familiarizado com os cangaceiros e eles ao menino que já conhecia a todos pelos seus nomes.

de Bosta Seca a Volta Seca

Lampião perguntou se ele já tinha comido e ele respondeu que não; logo o moleque estava almoçando na casa do delegado com toda a cabroeira de Lampião, não calava a boca dava conta de tudo e sabia de tudo da vida de todo mundo. Um dos cangaceiros sugeriu que levassem o moleque, a principio Lampião não aprovou disse: este moleque tem a língua solta! de tanto os cangaceiros insistirem Lampião aceitou que o moleque fossem com eles.

Assim que o bando saiu do Guloso o moleque foi na garupa do cavalo de Corisco. Em Tanque Novo atual Duas Serras, Lampião mandou um Bilhete ao Coronel Saturnino Nilo pedindo uma quantia em dinheiro e o portador foi o moleque Bosta Seca. Depois seguiram viajem para Bom Conselho onde prenderam dois Soldados do destacamento de Salvador que vinham servir em Bom Conselho e os dois foram Sangrados por Bosta Seca, onde foi parar nos noticiários da capital; nos jornais saiu a nota escrita soldados mortos e estrangulados pelo terrível cangaceiro "Estrume Seco" por não poderem escreverem Bosta Seca... Com presteza a sabedoria logo logo o molecote teve o reconhecimento de suas perversidades por Lampião que exigiu que o bando o chamasse de Volta Seca, e assim foi feito, e o malfeitor passou a chamar Lampião de Padrinho.
Fontes. Livros Raposa das Catingas. As 4 Vidas de Volta Seca. Jornal da Bahia 1932.
Guilherme Machado, pesquisador e escritor
Bahia, 06 de julho de 2022

No Rastro de Lampião - Lançamento do Podcast Cariri Cangaço


Lançamento do Podcast Cariri Cangaço
01 de julho de 2022
NO RASTRO DE LAMPIÃO
Manoel Severo, Ângelo Osmiro e Ricardo Beliel

A Gruta do Angico em Poço Redondo Por:Manoel Belarmino

A Gruta da Grota, do Angico

Muitas pessoas escrevem "Grota do Angico" dando nome ao lugar onde morreram Lampião, Maria Bonita e os outros nove cangaceiros no dia 28 de julho de 1938. Outras escrevem "Gruta do Angico" como costuma escrever o escritor Rangel Alves da Costa. Vale dizer que naquele lugar, geograficamente falando, existe uma gruta e uma grota. Existe as duas coisas. Portanto, estaria correto se alguém escrevesse assim: "na gruta da grota do Angico".

Vejamos: Gruta é uma "cavidade de forma e profundidade variáveis, encontrada frequentemente em rochas calcárias ou em arenitos de cimento calcário". Grota é uma "cavidade, na encosta de serra ou de morro, provocada por águas das chuvas, ou, em ribanceira de rio, por águas de enchentes". E ainda sobre o significado de gruta, alguns dicionários dizem que gruta significa: "depressão causada pela água nas ribanceiras de rios; gruna". O mesmo significado de grota.
Não está errado quem chama Angico de grota e está certo quem chama aquele lugar de gruta. Posso afirmar que o correto mesmo é manter o topônimo conforme foi dado pelos que ali viveram e fizeram a história. Se eles chamavam aquele lugar de Gruta do Angico é porque ali é a Gruta do Angico, lugar que geograficamente está localizado inteirinho em Poço Redondo.

Manoel Belarmino, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço - Poço Redondo SE

No Ar o Novo Projeto: Podcast Cariri Cangaço , primeiro episódio NO RASTRO DE LAMPIÃO

Heldemar Garcia, Ricardo Beliel, Luciana Nabuco, Manoel Severo e Ângelo Osmiro

A última sexta-feira, dia 01 de julho de 2022, marcou o lançamento do mais novo empreendimento da marca Cariri Cangaço. A data marcou o lançamento do PODCAST Cariri Cangaço, um  programa em parceria com o Podcast "de tudo um pouco" do jornalista Heldemar Garcia. O programa foi gravado em parceria com os estúdios do Instituto Opnus. Para o jornalista Heldemar Garcia "esse é mais um projeto de sucesso do consagrado Cariri Cangaço, a parceria entre o Cariri Cangaço, nosso Podcast e o instituto Opnus, é a certeza de muita coisa boa que vem por ai, ainda mais falando de Severo, que não para nunca!" 

Neste primeiro programa Manoel Severo recebeu; Ângelo Osmiro, Conselheiro Cariri Cangaço e presidente do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e Ricardo Beliel, fotojornalista, pesquisador e que lançou recentemente "Memórias Sangradas"; num bate papo descontraído e que versou sobre as experiências de ambos durante os anos de pesquisas sobre o cangaço, nas caatingas sertanejas do nordeste.
Manoel Severo, Ângelo Osmiro e Ricardo Beliel na estreia do Podcast Cariri Cangaço

Sobre o novo projeto, Ângelo Osmiro fala: "É uma grande honra participar do programa inaugural de mais uma iniciativa de sucesso do Cariri Cangaço, hoje o maior empreendimento do gênero, no Brasil. Foi um programa leve, descontraído e que sem dúvidas todos os expectadores vão gostar. Hoje contamos aqui no Podcast Cariri Cangaço, um pouco de nossa história, de nossas andanças e experiências, foi muito bacana".

Já Ricardo Beliel ressalta a grande e já exitosa iniciativa do Cariri Cangaço, "eu que já conhecia e acompanhava de longe o excelente trabalho de Severo e do Cariri Cangaço, como também o trabalho do Osmiro e de tantos outros amigos do Cariri Cangaço, hoje esta participando programa de estreia do Podcast Cariri Cangaço é uma grande satisfação. Sem dúvida uma experiência gratificante, é como Severo sempre diz: Avante".

...bate papo descontraído e que versou sobre as experiências de ambos durante os anos de pesquisas sobre o cangaço, nas caatingas 
sertanejas do nordeste.
Ricardo Beliel, Manoel Severo e Ângelo Osmiro

É Manoel Severo quem revela, "o projeto de nosso Podcast Cariri Cangaço consiste em proporcionar aos muitos apaixonadas pela história do sertão e do cangaço mais uma possibilidade de conhecer de perto esse grande universo. Os programas serão gravados em nossos estúdios aqui em Fortaleza e sem dúvidas teremos muita coisa boa pra mostrar. Nesse primeiro momento terá veiculação em nosso canal no YouTube e estamos ultimando os acertos para veicular nos principais tocadores de podcast."

Manoel Severo e Heldemar Garcia
Heldemar Garcia e Ricardo Beliel

Cronologia Cariri Cangaço: com o advento em fevereiro de 2020 da Pandemia do COVID 19, o Cariri Cangaço que mantinha uma agenda dinâmica e surpreendente de eventos presenciais, se reinventa e inaugura mais duas frentes de propagação da memoria e historia do sertão. Em setembro de 2020 é criado o Canal do Cariri Cangaço no YouTube e ao mesmo tempo é lançado o primeiro programa do canal; SEMANAL e AO VIVO nasceu ali os "Grandes Encontros Cariri Cangaço"; reunindo para conferências e debates, on line, algumas das mais destacadas personalidades do universo da pesquisa e estudo de temas nordestinos. Em um ano e seis meses meses de realização o Cariri Cangaço realizou mais 60 programas ao vivo de "seus" Grandes Encontros.

Em Março de 2021 estreia na plataforma Instagram mais um programa da marca: "Cariri Cangaço Personalidade" , com um outro formato e essência, entrevistando também semanalmente e ao vivo, personalidades do mundo das artes e das culturas. Em junho de 2021 o Canal do YouTube do Cariri Cangaço inovou com mais um programa ao vivo e bimestral: Cariri Cangaço Opinião; mais polêmico, controverso, provocador, tudo na direção do fomento  e consolidação da memoria e historia do sertão. E agora seguindo a dinâmica da inovação o Cariri Cangaço lança seu primeiro programa sob a forma de Podcast.

Veja o primeiro episódio do Podcast Cariri Cangaço
NO RASTRO DE LAMPIÃO
Manoel Severo, Ângelo Osmiro e Ricardo Beliel


Lançamento do Podcast Cariri Cangaço
01 de julho de 2022

Há 118 Anos é Apeado do Poder em Crato, o Coronel José Belém de Figueiredo pelos Rifles do Santo André Por: Valdir Nogueira

Coronel José Belém de Figueiredo

29 de junho de 1904, após 3 dias de tiroteios, o coronel José Belém de Figueiredo, chefe político do Crato e então vice-presidente do estado do Ceará, ligado a família Pereira do Pajeú, é deposto por tropas particulares comandadas pelo coronel Antônio Luiz Alves Pequeno. Tropa esta trazida do sertão do Pajeú, estado de Pernambuco para auxiliar o chefe político cearense. Em seguida a deposição do coronel José Belém de Figueiredo, o coronel Antônio Luiz Alves Pequeno, é grimpado ao poder municipal naquela comuna, lógico, pelos rifles da fazenda Santo André, de propriedade do belmontense Antônio Clementino de Carvalho, o famoso Antônio Quelé, principal desafeto da família Pereira. 

Quelé possuía o maior plantel de jagunços ao norte do rio São Francisco, fornecendo braços armados para desempatas contendas em toda região. A fazenda Santo André, era uma das vigas mestras da disputa sangrenta entre os dois tradicionais clãs Carvalho e Pereira . Por sua vez, o coronel Antônio Luiz Alves Pequeno, era primo do combativo MONSENHOR AFONSO ANTERO PEQUENO pároco de Belmonte e Vila Bela, no princípio do século passado, e envolvido também no conflito do Crato.

Valdir José Nogueira de Moura, Pesquisador e Escritor - Conselheiro Cariri Cangaço ; 02 de julho de 2022 São José de Belmonte PE

"A Bala e a Mitra" - Terceira Edição Lançada em Garanhuns Por: Junior Almeida


Foi lançado ontem, 2 de julho, no auditório do Seminário São José, aqui em Garanhuns, pela Editora Verbo Encarnado, de São Paulo, a terceira edição do livro A Bala e a Mitra, da jornalista recifense Ana Maria César. O evento foi especialmente escolhido para esta data, por coincidir com o 65º aniversário de morte do 5º Bispo de Garanhuns, Dom Expedito Lopes, assassinado pelo Padre Hosana Siqueira, único caso desse tipo no Brasil. O evento, prestigiado por um bom número de pessoas, começou ainda sem a presença da autora, que veio de Recife, e se atrasou por conta das chuva em todo trajeto, foi um pouco diferente de demais eventos literários, pois, teve antes do seu início, a reza do terço, comandada por membros da confraria Dom Expedito Lopes. 

A colunista Kitty Lopes foi a mestre de cerimônias do evento, tendo a mesa das autoridades composta por Ivonete Xavier, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns – IHGG -, Dom Paulo Jackson, Bispo Diocesano, do psiquiatra Bruno Lopes, presidente da Confraria Dom Expedito Lopes, além do seu irmão, Padre Thiago, que é postulador da causa de beatificação de Dom Expedito, em sua fase romana, e que escreveu um dos capítulos de A Bala e a Mitra.

Junior Almeida e Ana Maria César

Em sua fala, Ana Maria César disse como como se deu o início de sua pesquisa para o livro.  Ela, que é filha do juiz do caso, Amaro de Lyra e César, disse que em 1980, ainda residindo em Caruaru, encontrou o relatório do seu pai sobre o famoso crime, e que o documento foi o ponto de partida para o livro, que atualmente está na terceira edição. Depois, segundo ela, foi ao cartório em que estava arquivado o processo e tirou uma cópia do documento.A autora revelou que tempos depois o processo sumiu do cartório e, que existe hoje em dia apenas uma cópia deste documento histórico doada por ela ao Memorial de Justiça de Pernambuco, no bairro do Brum, em Recife.

Ana Maria, visivelmente emocionada, disse que se sentia agradecida a Deus por ser, segundo ela, um instrumento Dele para reparar a verdade histórica, pois, antes dela publicar sua obra, existiam várias versões equivocadas sobre o episódio, como por exemplo, a que “Padre Hosana tinha matado Dom Expedito por que o bispo estaria namorando com a sua mulher”. Ao final de suas palavras, Ana Maria César foi aplaudida calorosamente.Um momento de grande emoção do evento, foi quando a Irmã Justina, de 87 anos, uma das sete freiras da primeira turma da congregação fundada por Dom Expedito, falou. A religiosa do Instituto das Missionárias de Nossa Senhora de Fátima do Brasil estava com o Bispo no Hospital Dom Moura, segurando seu oxigênio enquanto ele estava ferido, e junto com outros religiosos, presenciou a sua morte.

Corpo de Dom Expedito

Irmã Justina, junto com Cândida, residem no Rio de Janeiro e, são as últimas religiosas vivas que estavam com o 5º Bispo de Garanhuns no momento de sua passagem. Apoiada em uma bengala, a religiosa contou que no hospital, vendo seu fim se aproximar, Dom Expedito fazia orações em latim, nas quais pedia o perdão para o Padre Hosana e, que um o médico que o assistia achou que ele delirava, passando, então, o Bispo a falar em português.Dom Paulo, ao falar, lembrou de alguns momentos da vida de seu antecessor. Destacou a humildade e a pobreza material de Dom Expedito, citando o caso em que seu pai, pedreiro de profissão, não foi à sua ordenação de padre por que não possuía um simples par de sapatos. Lembrou também que seu algoz, o destemperado Padre Hosana zombava dele, pois se dizia um fazendeiro, enquanto seu Bispo e superior não passava de um pobretão.

O atual Bispo de Garanhuns ainda relembrou algumas transgressões do Padre Hosana, como uma agressão ao próprio Dom Expedito, um ano antes de seu assassinato e, também do aborto da mulher Maria José, concubina do então padre de Quipapá, isso em 1953. Disse também que Padre Hosana queria a todo custo que Maria José abortasse novamente, no ano de 1955, tendo ela fugido para não cometer mais esse pecado.

Dom Paulo Jackson disse que em 24 de março de 1956, nasceu o filho de Padre Hosana e Maria José, bem longe de Pernambuco. O Bispo revelou ainda que Quitéria, a outra mulher de Hosana, teve um filho dele. Que um pintor de paredes, que trabalhou no “Palácio do Bispo” foi que lhe revelou que era neto de Quitéria e Padre Hosana, se dizendo filho do pecado.

Dom Paulo destacou que mesmo Dom Expedito sendo acusado injustamente de dar ouvidos à fofocas, de ter sido agredido pelo Padre Hosana em 1956, e no ano seguinte ser baleado, vindo a morrer por conta dos ferimentos, perdoou tudo; as pessoas que o caluniavam a até seu próprio algoz. O bispo finalizou dizendo que “vai fazer um decreto para que todos os padres da Diocese rezem para Dom Expedito, pedindo a sua beatificação.” Padre Thiago, como dito, postulador da causa de beatificação de Dom Expedito em Roma, disse não ter dúvidas de “que ele é santo”.

Depois das falas sobre o livro e o trágico episódio de julho de 1957, Ana Maria César autografou os exemplares da nova edição de A bala e a Mitra, obra, que ao lado de A Vida de Dom Expedito Lopes Bispo Mártir de Garanhuns, de Frei Fernando Francisco da Silva, são indispensáveis para a História de Garanhuns, bem como a História da Igreja. 

Junior Almeida, pesquisador e escritor - Conselheiro Cariri Cangaço 

Capoeira, PE 03 de julho de 2022

Fonte: Blog do Roberto Almeida


Cyra Britto Bezerra Homenageada como Personagem Histórica do Sertão no Cariri Cangaço Piranhas 2022

Muitos são os personagens que se imortalizam por sua coragem, destemor e bravura. Em Piranhas o Cariri Cangaço 2022 presta uma justa homenagem a um desses personagens da história, aliás, uma personagem: Cyra Britto Bezerra, ou dona Cyra Britto, eternizada pelo ato de bravura em defesa de sua casa e de sua cidade; Piranhas; em 1936 quando da invasão dos bandos dos cangaceiros Gato e Corisco. Dona Cyra era a esposa do festejado personagem histórico, tenente João Bezerra, comandante das volantes que deram cabo de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo, Lampião.

Para conhecer um pouco mais de dona Cyra, vamos recorrer às linhas de Carlos Jatobá: "Cyra Britto Bezerra (nascida Correa de Britto), nasceu no interior de Alagoas, no município de Piranhas, às margens do rio São Francisco, em 12 de março de 1915. Filha de Francisco Correa de Britto e de Emiliana Gomes de Britto prósperos fazendeiros e, também neta do chefe político da região dos dois lados do rio São Francisco: Piranhas (Alagoas) e Canindé do São Francisco (Sergipe), o Cel Antonio José Correa de Britto (conhecido como "Antonio Menino", "Sinhozinho do Gerimum" ou "Pai-Nosso") e de Prima Gomes de Britto ("Mãe-Nossa"). De família numerosa, dividia com seus 14 irmãos: Carlos, Célia, Ciro, Claudemiro, Clodovil, Cordélia, Guiomar, João, José, Maria José, Nair, Noélia, Raimundo e Yolanda, as brincadeiras entre a Fazenda Gerimum (no lado sergipano) e a casa grande em Piranhas." 

Gato e Inacinha, Inacinha presa em Piranhas; João Bezerra e Dona Cyra.

E segue Jatobá: "Casou-se com o então Ten Bezerra em 1935 de quem lhe era prometida, por "Pai-Nosso", desde tenra idade. Aos 21 anos de idade (por volta de 1936), era considerada a grande incentivadora nas campanhas do marido, além de exercer forte liderança como professora, enfermeira e conselheira entre os seus liderados e respectivas famílias. Fazia de sua casa um verdadeiro quartel da volante. A esse respeito Cyra Bezerra, assim se expressou: "Quando chegava, a volante vinha diretamente para minha casa. Eram 20, 30 homens de uma vez. Alguns com família iam para suas residências. Outros eram medicados, comiam e dormiam na minha casa." 

No Cariri Cangaço 2015, no primeiro tour histórico pela ruas de Piranhas, vamos o encontrar dona Cyra Britto em dos mais marcantes episódios da saga cangaceira, por ocasião da invasão de Corisco e Gato em 1936; na programação, seu filho, Paulo Britto, apresentou aos presentes a imponente participação de sua mãe na defesa de sua casa e de sua cidade na invasão de Corisco e Gato no ano de 1936. 

Paulo Britto filho do tenente Bezerra , teve também sua mãe, dona Cyra, como uma das protagonistas do marcante episodio, que afirmaria depois em um depoimento: "Eram duas da tarde quando eles chegaram a Piranhas. Eu pensei que fosse [o tenente] Bezerra de volta com a volante [proveniente de Delmiro Gouveia]. Então eu saí para a calçada, porém uma prima minha gritou: 'Cyra, entre são os cangaceiros'. Piranhas é uma cidade construída num vale cercado de serras. Quando eu olhei, vi que vinham descendo cangaceiros por todos os lados. Recuei e fui fechar a porta da casa, mas não consegui fechar a primeira janela e, um cangaceiro, escondido atrás de uma gameleira (uma árvore secular que havia em frente à casa) disse: 'Não feche que morre'. Eu me encostei na janela e olhei. Vi a um canto da parede um riflezinho. Peguei-o e atirei no cangaceiro. Fiquei trocando tiro. Ele tentava me alvejar pela janela e eu atirava nele. (...) Nós tínhamos armas em todos os cantos da casa."

"Quando eu estava assim trocando tiros com esse homem, Corisco surgiu na esquina da avenida Tabira de Britto [próxima à Prefeitura Municipal], perseguindo meu tio João Correa de Britto, prefeito nessa época. Corisco estava quase pegando meu tio quando eu atirei nele, mas só consegui atingir os bornais. Ele rodopiou, entrincheirou-se na escada de uma casa e ficou atirando em mim. Eu deixei de atirar naquele que estava junto à gameleira e fiquei atirando para o outro. É quando surge na mesma esquina um grupo de cangaceiros trazendo uma rede com um corpo, uma rede toda ensangüentada. Era Gato, marido de Inacinha, que tinha morrido. Um tiro [dos muitos dados pelos defensores da cidade em duas horas de cerrado tiroteio] atingiu a cartucheira que ele trazia na cintura, atingiu o pente de onde explodiram cinco balas que esfacelaram seu intestino." (1985, p. 13) Os cangaceiros, diante do inesperado, bateram em retirada."
Cyra Britto e Tenente João Bezerra

Na noite de abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2022, o Conselho Alcino Alves Costa concede a  
CYRA BRITTO BEZERRA o Título de
 "Personalidade Histórica do Sertão"

Ane e Paulo Britto

Na noite de abertura do Cariri Cangaço Piranhas, Paulo Britto, filho e Ane Ranzan, nora, recebem em nome da família de dona Cyra Britto Bezerra as homenagens prestadas pelo Organização do Cariri Cangaço Piranhas 2022. Para Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, "dona Cyra é parte da história, uma personagem de sua grandeza, não só pelo episódio de bravura em 1936 contra o bando de Corisco e Gato, mas por toda uma vida dedicada em apoiar o marido, tenente João Bezerra, e cuidar tão bem dos filhos, nos legando uma prole espetacular, com destaque para o querido Paulo Britto, dessa forma é uma honra prestarmos essa homenagem a dona Cyra no Cariri Cangaço Piranhas 2022". Dona Cyra faleceria na cidade do Recife, Pernambuco no dia 30 de março de 2003, tinhas 88 anos de idade.

Cariri Cangaço Piranhas; 28 a 31 de Julho de 2022 - Alagoas Brasil

Homenagem a Celso Rodrigues no Cariri Cangaço Piranhas 2022


A noite de abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2022; em 28 de julho; marcará as homenagens a um dos mais destacados filhos deste torrão alagoano: Celso Rodrigues Rego, ou simplesmente "seu Celso Rodrigues". Da tradicional familia Rodrigues, filho do grande Chiquinho Rodrigues; que comandou a resistência quando da invasão de Piranhas pelo bando chefiado por Gato e Corisco em 1936; Seu Celso era a própria memória viva da cidade. Impossível visitar Piranhas e não ir até o Solar dos Rodrigues, no centro histórico da Lapinha do Sertão, para tirar um ou dois ou mil dedos de prosa com seu Celso.

Solar dos Rodrigues no centro histórico de Piranhas

Prefeito por quatro vezes do município de Piranhas, seu Celso devotou toda sua vida à terra amada. Ao lado da esposa, dona Sônia, e de toda família, deixou um legado de honradez, honestidade e muito trabalho. "Por ocasião da noite de abertura no dia 28 de julho em Piranhas, o Cariri Cangaço resgata uma das figuras mais extraordinárias deste baixo São Francisco. Seu Celso era uma lenda, essa homenagem mais que justa a um homem que se notabilizou por construir acima de tudo, grandes amizades" revela o Conselheiro Cariri Cangaço, João de Sousa Lima.

É Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço quem completa: "perdemos as vezes em que passávamos horas e horas explorando a memória e a companhia extraordinária de seu Celso, sempre solícito, atencioso e ávido a nos contar tudo sobre sua querida Piranhas, um homem de um memória e um coração, gigantes. Para nós prestar essa homenagem a seu Celso nos enche de alegria e satisfação."  

Em 2015 recebendo de seu neto, Conselheiro Cariri Cangaço Celsinho Rodrigues o Diploma de "Amigo do Cariri Cangaço"
Em 2013 ao lado da esposa Sonia e de Manoel Severo

Um dos momentos mais marcantes do Cariri Cangaço em suas edições em Piranhas foi sem dúvidas no ano de 2015, em momento memorável na Fazenda Patos , revivendo o horror da familia de Domingos Ventura. Ali, durante mais de uma hora Celso Rodrigues com um precisão e lucidez incomuns, traçou o passo a passo de toda a penosa trama que acabou traçando o destino final de Domingos Ventura...  No ano seguinte, 2016, novamente seu Celso se destacava dentro da Programação do Cariri Cangaço Piranhas, sendo um dos grandes anfitriões no Primeiro no Tour pelas ruas de Piranhas elucidando a fatídica invasão da cidade pelos bandos de Gato e Corisco em 1936.

Celso Rodrigues em momento memorável na Fazenda Patos , revivendo o horror da familia de Domingos Ventura ao lado de Manoel Severo, Antônio Amaury e João de Sousa Lima
Celso Rodrigues da sacada do Solar dos Rodrigues e a Invasão de Gato 
no Cariri Cangaço Piranhas 2016

Na noite de abertura do Cariri Cangaço Piranhas 2022, o Conselho Alcino Alves Costa concede a CELSO RODRIGUES REGO o Título de "Personalidade Eterna do Sertão"

Celso Rodrigues, Manoel Severo, Celsinho Rodrigues, Jacqueline Rodrigues, 
Edvaldo Feitosa e dona Zilda

"É com muita honra que nossa família recebe esta homenagem do nosso Cariri Cangaço a meu avô, todos nós estamos festejando o reconhecimento ao trabalho, à dedicação e a honradez de toda uma vida de Vô Celso, por parte de tantos escritores e pesquisadores de nosso Brasil,  sem dúvidas uma grande honra para todos nós", declara Celsinho Rodrigues, Conselheiro Cariri Cangaço e presidente da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Piranhas 2022 e neto do homenageado. Celso Rodrigues Rego, patriarca da familia Rodrigues, viria a falecer no dia 26 de setembro de 2021, aos 81 anos. 

Cariri Cangaço Piranhas; 28 a 31 de Julho de 2022 - Alagoas Brasil

Ervas na Pedra do Reino Por: Valdir Jose Nogueira

Dom Sebastião

As notícias das pregações do profeta impostor João Antônio dos Santos, a respeito do desencantamento do reino de D. Sebastião, haviam se espalhado com rapidez. Tendo sido avisado do que ocorria, o padre Francisco José Correia de Albuquerque se dirigiu para a Fazenda Cachoeira, pertencente ao capitão Simplício Pereira da Silva, por parecer-lhe ficar mais próxima dos lugares, em que mais enraizada se achava a doutrina plantada pelo mameluco, e ali chegando expeliu emissários em sua procura, e tratou de missionar alguns dias com o único fim de eliminar do povo tão pernicioso fanatismo. Quando João Antônio ali chegou, foi notificado de que não deveria prosseguir em suas atividades. Sem esboçar qualquer resistência, ele concordou com as determinações do padre, retirando-se com sua mulher para os lados do Rio do Peixe, passando dali para o sertão dos Inhamuns na Província do Ceará.

Conforme narrou o historiador Mário Melo, no seu artigo do Diário de Pernambuco, de 9 de agosto de 1931: “João Ferreira, cunhado de João Antônio, assume a chefia do bando, faz-se coroar rei daquele povo e marcha com sua gente em direção a Serra do Catolé, onde já repontava a torre do castelo de El – Rei Dom Sebastião. Das imediações da serra, continuavam a chegar fanáticos. João Ferreira lhes dava a beber um composto de manacá e jurema e a fumar uma erva com a propriedade de ópio – talvez a maconha. Com o espírito entorpecido pela beberagem e pelo fumo, os fanáticos viam as riquezas de que lhes falava o rei e já se sentiam possuidores daqueles tesouros imaginários.”
Valdir José Nogueira de Moura, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço
São José de Belmonte

100 Anos do Assalto ao Casarão da Baronesa de Agua Branca Por:Luiz Ferraz Filho

Baronesa da Água Branca e seus filhos

Nesta quinta-feira (23), há exatos 100 anos, em 23/06/1922, o cangaceiro Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, entrava na vila de Água Branca (AL), assaltando e levando grande quantia de dinheiro do casarão da Baronesa de Água Branca, Sra. Joana Vieira Sandes. A mesma era viúva do barão Joaquim Antônio de Siqueira Torres, que teve de seu primeiro casamento o Cônego Torres, o padre que havia batizado o menino Virgulino quando estava na titularidade de vigário de Serra Talhada (PE). O titulo de baronato, no qual o coronel Joaquim recebeu do Imperador D. Pedro II, foi em razão do mesmo ter construído com recursos próprios a matriz da vila de Água Branca (AL), que lhe emprestou o nome do título nobiliarquico. 

casarão da Baronesa de Água Branca, Sra. Joana Vieira Sandes

Cerca de um ano após a morte dos pais, Lampião retornou para o sertão alagoano. Pertencente ao bando de Sinhô Pereira, o cangaceiro se juntou aos irmãos e companheiros da vida de crime e andou pela região em busca de dinheiro para manter armando seu bando. Para isso, mandou bilhetes aos principais fazendeiros da região, porém, em um desses bilhetes que chegou ao consentimento da baronesa, a mesma mandou uma resposta para o portador que tinha dinheiro, mais era pra comprar de bala para seus jagunços “arrancar a cabeça dos bandidos”. Sem se intimidar com a defesa que a jagunçada da baronesa poderia fazer, Lampião preparou uma artimanha colocando seus homens com roupas comuns para conduzir redes cheias de armamentos, servindo assim de isca para ludibriar a guarnição local que imaginava ser um comboio fúnebre, muito comum naqueles idos. 

Fuzis, punhais e cartucheiras eram carregados no lugar dos mortos. Ninguém desconfiou. Dirigiram-se esses à porta da delegacia de polícia local e, aos berros, um dos cabras de Lampião, disfarçado, gritou para o soldado de plantão: “Acuda, praça! Mande gente lá para as bandas do povoado da Várzea, que a cabroeira de Lampião está acabando com tudo ali; mataram estes daqui e ainda há mais gente morta aos montes".

O despreparado soldado chamou imediatamente o corneteiro, que tocou reunir. Foi o momento propício para a execução do plano de Lampião: as armas foram retiradas das redes e nisso todos os volantes acabaram rendidos pelos cangaceiros. Enquanto a polícia era rendida, outra parte do grupo já havia entrado na cidade e agia no saque ao casarão da Baronesa de Água Branca. Somente nesse assalto ao casarão sabe-se que o cangaceiro roubou a quantia de 20 contos, que a baronesa tinha escondido em um surrão de couro. Foi após esse assalto, que o cangaceiro se tornou conhecido pela imprensa da época, liderando ele um grupo próprio de bandoleiros. Depois disto, retornou Lampião ao Estado de Pernambuco, encontrando-se com Sinhô Pereira que decidiu deixar a vida criminosa, passando ele o comando do bando e a 'coroa de Rei do Cangaço' para Lampião.

Luiz Ferraz Filho, Pesquisador - 23 de junho de 2020 ; Serra Talhada PE

FONTE: Lampião, Seu Tempo e Seu Reinado (MACIEL, Padre Frederico Bezerra Maciel); Lampião, Memórias de Um Soldado de Volante (LIRA, João Gomes de Lira); O Canto do Acauã (FERRAZ, Marilourdes); De Virgulino a Lampião (AMAURY, Antônio - FERREIRA, Vera); O Espinho de Quipá, Lampião a História (AMAURY, Antônio - FERREIRA, Vera) ; Lampião em Paulo Afonso (SOUSA LIMA, João de) ; Lampião, Nem Herói, Nem Bandido, A História (SOUZA, Anildoma Williams de) ;Serra Talhada, 250 anos de História (LORENA, Luiz Conrado de)

Os Lançamentos do Cariri Cangaço Piranhas 2022


Quando nos dedicamos a construção de nossas edições, nos entregamos de corpo e alma para a realização de um grande evento, onde todos possam sentir-se em casa e conhecer o que temos de melhor. Em Piranhas não será diferente, de 28 a 31 de julho de 2022, reservamos além de Conferências, Debates e Visitas Técnicas, o lançamento e especial relançamento de 17 Obras da Literatura do Cangaço e Nordeste, assim, não tem como perder. Confira quem estará conosco na Grande Festa da Alma Nordestina do Cariri Cangaço Piranhas 2022 - Uma Construção de Muitas Mãos e Muita Emoção:

1. Lampião e a Aliança de Gonzaga
VALDIR NOGUEIRA - São José de Belmonte PE
2.Lampião, Herói ou Bandido - A Construção de um Mito
MARIA OTILIA CABRAL SOUSA - Capela SE
3. Lampião em Serrinha do Catimbau
JUNIOR ALMEIDA - Capoeiras PE
4.Guerra de Pau de Colher: Massacre à sombra da Ditadura Vargas MARCOS DAMASCENO - Dom Inocêncio PI
5. Maria Bonita a Rainha do Cangaço
JOÃO DE SOUSA LIMA - Paulo Afonso BA
6. Corisco e Dadá - Uma Saga de Amor, Cachaça e Sangue
7. Zé Baiano e os Engrácias
JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO - Salvador BA
8. Lampião e Seus Cangaceiros - 1920 a 1940 Caderno de Anotações
9. Lampião e a Revolução de 1930
10. Lampião em 1931 - O Imperador dos Sertões
11. Lampião em 1932 - O Terror dos Sertões
LUIZ RUBEN BONFIM Recife PE
12. Quem Matou Delmiro Gouveia
GILMAR TEIXEIRA Feira de Santana BA
13.Contadores de História - Lá vem a Maria Fumaça
REGINA CELI BORGES Jatobá PE
14.Lampião, o Banco do Brasil e Mossoró
Org. ABIMAEL SILVA Mossoró RN
15. Da Cabeça aos Pés: A Estética do Cangaço
LUCIANO BONFIM Sobral CE
16. Memórias Sangradas
RICARDO BELIEL - Rio de Janeiro RJ
17. Antônio Amaury: Um Caipira Paulistano de Alma Nordestina
CÉLIA MARIA - João Pessoa PB

Piranhas, sede oficial do Cariri Cangaço
"Estamos esperando aos amigos da imensa família Cariri Cangaço de todo o Brasil; de portas e corações abertos. Sem dúvidas realizaremos juntos, mais um inesquecível
Cariri Cangaço, então:AVANTE !"
Celsinho Rodrigues, Conselheiro Cariri Cangaço e
presidente da Comissão Organizadora em Piranhas

Eleita Nova Diretoria da SBEC

Professor Lemuel Rodrigues, eleito novo presidente da SBEC

Aconteceu na manhã do ultimo dia 15 de junho de 2022, nas dependências da Biblioteca Municipal Ney Pontes no centro da cidade de Mossoró, a eleição e posse da nova diretoria da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço. Na oportunidade foi realizada uma prestação de contas pelo presidente Benedito Vasconcelos que esteve a frente da instituição pelos últimos anos.

SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, criada a partir do sonho e do empreendedorismo do pesquisador Paulo Gastão

A Chapa única apresentada ao pleito tem como presidente o pesquisador Lemuel Rodrigues, na vice presidência a pesquisadora Patrícia Gastão, como secretário temos Geraldo Maia tendo como suplente o escritor Leandro Cardoso Fernandes e como tesoureiro, o pesquisador Marcílio Falcão com Honório de Medeiros como suplente. A chapa apresentada foi eleita por unanimidade e em ato contínuo foi declarada empossada pela diretoria que encerrava seu mandato.

Ricardo Meira, Manoel Severo, Benedito Vasconcelos, Susana Goreti e Graça Gastão
Paulo Gastão, fundador da SBEC

Uma das presenças marcantes na solenidade de eleição e posse da nova diretoria da SBEC foi da senhora Graça Gastão, viúva e grande companheira do fundador e primeiro presidente da SBEC, o inesquecível Paulo Gastão. "Novamente nos emocionamos e temos certeza que Paulo esta conosco também na manha de hoje, ao lado dos amigos que ele tanto gostava e da SBEC que ele amava", palavras de Graça Gastão. 

Para o ex-presidente Benedito Vasconcelos, "depois de muitos desafios conseguimos através desta competente Comissão Eleitoral realizar o pleito nesta manha, só temos a agradecer a confiança em mim depositada inicialmente por Paulo Gastão e a todos os sócios e confrades da SBEC ao longo desses anos. Destaco aqui a instituição das comendas: Alcino Alves Costa que teve como primeiro comendador, o nobre curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa e da comenda Paulo Gastão, que teve como primeira comendadora, para nossa honra, sua esposa, Graça Gastão; comendas essas que com certeza serão mantidas pela nova diretoria".

Benedito Vasconcelos
Benedito Vasconcelos e Manoel Severo

Em seguida à posse da diretoria, o novo presidente Lemuel Rodrigues no uso de suas palavras ressaltou as primeiras ações que serão assumidas por sua diretoria com destaque para as possíveis regulamentações burocráticas necessárias, uma ampla renovação cadastral e as primeiras ações no planejamento tanto dos Fóruns do Cangaço como do futuro Congresso Nacional do Cangaço.

Lemuel Rodrigues e Marcilio Falcão
Professor Lemuel Rodrigues, novo presidente da SBEC

Para o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "testemunhar a eleição e posse da nova diretoria da SBEC é sem dúvidas uma grande honra; na verdade o Cariri Cangaço é resultado do amplo e irrestrito apoio recebido a partir da SBEC. Gostaria de ressaltar a figura de Gastão, sempre a nos orientar e nos mostrar os caminhos para consolidar nosso Cariri Cangaço que hoje é uma realidade, e mais, uma diretoria recém eleita com a qualidade de seus integrantes como Lemuel Rodrigues, a Patrícia, Geraldo, Marcilio, Leandro e Honório, é garantia de tempos alvissareiros, salve nossa SBEC; desses ilustres confrades, tenho a honra de ter dois deles; Leandro e Honório; Conselheiros Cariri Cangaço", conclui Manoel Severo.   

Eriberto Oliveira e Manoel Severo

Para o jornalista Heldemar Garcia, assessor do Cariri Cangaço, e também presente à solenidade, um dos pontos importantes do encontro da SBEC "foi também a apresentação aos presentes do projeto do Cariri Cangaço Mossoró 2023, realizado pelo Severo, e sem dúvidas Cariri Cangaço, SBEC, Museu do Sertão, UERN, Prefeitura, enfim, irmanados iremos realizar mais um espetacular Cariri Cangaço, isso para 2023", revela Heldemar.

Para o presidente eleito da SBEC, professor Lemuel Rodrigues, "estaremos realizando em breve, uma reunião da atual diretoria para apresentar a proposta de realização do Cariri Cangaço em Mossoró". revela o atual presidente da SBEC.

Eleição da Nova Diretoria da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, cidade de Mossoró em 15 de junho de 2022, nas dependências da Biblioteca Municipal Ney Pontes.