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Porque Santinha? Por:Sabino Bassetti

Sabino Bassetti

Já a vários anos, diversos pesquisadores, historiadores e, principalmente a imprensa escrita, falada e televisada, vem chamando Maria Bonita por SANTINHA. Aqueles que realmente pesquisaram o assunto, sabem que isso não é verdade. O pesquisador Antonio Amaury, com certeza foi o estudioso no assunto que conversou com o maior número de ex cangaceiros, chegando o total por volta de 38 criaturas. Todos eles quando perguntados, disseram que jamais ouviram  qualquer pessoa chamar Maria por esse apelido. Disseram que Maria Bonita era chamada  por  Lampião, e por aqueles elementos mais chegados, simplesmente por MARIA. Que quando alguém da cabroeira se dirigia a ela a chamavam por D. MARIA, e quando se referiam a ela a chamavam por MARIA DO CAPITÃO. Quando dos acontecimentos de Angico que culminou com a morte de onze cangaceiros, foi encontrado num dos dedos de Maria, um pequeno anel que trazia gravado o nome SANTINHA. Isso não quer dizer que ela era chamada por esse vulgo, pois,  esse anel pode ter sido presente de pessoa amiga ou provavelmente  foi tomado de alguém, porém, foi o suficiente para que muitos entendessem que ela assim era chamada. Se na realidade Maria fosse chamada por Santinha, certamente aqueles que conviveram com ela no cangaço teriam tomado conhecimento. 
 
Abraço a todos.
 
Sabino Bassetti
Salto - SP

E por falar em Luis Pedro... Por:Sabino Bassetti

Sabino Bassetti, ao lado de Antônio Amaury e Aderbal Nogueira no debate "Angico" no Cariri Cangaço 2011

Luis Pedro Cordeiro, ou simplesmente, o cabra Luis Pedro, nasceu na fazenda Almas, próximo ao lugar Retiro no município de Triunfo PE. Foi sem nenhuma dúvida o cangaceiro que acompanhou Lampião por mais tempo. Entrou para o grupo de Lampião no final de 1923 ou inicio de 1924, ou seja, justamente quando  o futuro rei do cangaço "veraneava" alí pelas regiões de Triunfo PE e Princesa PB, tendo como base uma fazenda do coronel Marçal Diniz na pequenina Patos, hoje Irere. 

Luis Pedro tinha nessa época por volta de 18 anos de idade, era um homem de estatura mediana e pele clara. Luis Pedro foi também um dos poucos cangaceiros que sempre respondeu unicamente pelo nome de batismo, no bando jamais teve apelido. Pelo menos apelido que se tornasse conhecido. Embora sendo homem da maior confiânça de Lampião, Luis Pedro jamais teve um grupo que lhe pertencesse, ou seja, um grupo que fosse "o grupo de Luiz Pedro". Claro que muitas vezes chefiou grupos em várias missões, porém, nessas vezes  sempre chefiando cabras de outros grupos, principamente cabras pertencentes ao grupo de Lampião. 

Luis Pedro, não era homem que gostasse de ostentação, não ligava para a fama... 

...tanto é que, mesmo nas ocasiões que estava chefiando algum grupo, ao se apresentar em algum lugar dizia: "meu nome é Luis Pedro, CABRA de Lampião" Como tantos outros cangaceiros, durante certo tempo Luis Pedro também  teve sua companheira no bando. Era Neném, uma baiana que o acompanhou por bastante tempo, ou seja, até o dia que veio a morrer, a morte de Neném aconteceu exatamente um dia após a entrada de Sila no cangaço em novembro de 1936, num ataque da volante do sargento Deluz ocorrido na fazenda Mocambo no estado de Sergipe.

A viuva D. Delfina Fernades, coiteira de cangaceiros e propretária da fazenda Pedra dágua, chegou a comentar que certa vez quando o bando de Lampião fazia uma travessia  no rio São Francisco, Maria Bonita teria arrastado uma asa para o cabra Luis Pedro. 

Até aí nada de mais, pois, é comum isso acontecer onde convivem homens e mulheres. 

Mas será que algum dia D.Delfina chegou a navegar no rio São Francisco em companhia do grupo de Lampião? Luis Pedro, sempre fiel, sempre respeitado pelos outros cabras e também pelo próprio Lampião, veio a tombar brigando em Angico em 1938 ao lado de Lampião e mais 9 companheiros. Luis Pedro era um cangaceiro que amealhou fortuna no cangaço. De acordo com o soldado Antonio Jacó, matador de Luis Pedro, que confessou ter ficado com todos os pertences do  cangaceiro, que carregava consigo na ocasião, além de muitas jóias e ouro, quantia acima de 200 contos em dinheiro. O cabra Luis Pedro acompanhou Lampião por quase 15 anos.
 
Sabino Bassetti
Salto-SP

Os óculos de Sabino !

Olá Severo,
O par de óculos de Lampião que estava no Museu do cangaço em Serra Talhada, foi roubado 

no domingo último...
Agora só restam mais 183 em circulação.

Abraço.
Sabino Bassetti

Sila...Durma com um barulho desses ! Por:Sabino Bassetti

Sabino Bassetti

Sila, uma cangaceira de Lampião. Quando os ex cangaceiros começaram a ser procurados por pesquisadores e jornalistas, alguns optaram pelo silêncio ou então economizaram no máximo suas revelações, porém, vários deles percebendo alguma notoriedade e tentando ser aquilo que nunca foram, começaram a dar depoimentos no mínimo duvidosos.

Entre os últimos, a senhora Ilda Ribeiro de Souza, ou seja, Sila; esposa do cangaceiro Zé Sereno, quando solicitada, cansou de dar declarações sem fundamentos. Quem leu o livro "Sila. Uma cangaceira de Lampião" escrito por ela em parceria com Israel Araujo Orico, vai perceber que ela procura se colocar no mesmo nível de Maria Bonita, e guindar Zé Sereno no mesmo nível de Lampião. De acordo com declaração dela própria, Sila entrou no cangaço em novembro de 1936, isto é, um dia antes da morte de Neném, no entanto, ela diz que o famoso Zé Baiano, que havia morrido em 07/6 /1936, estava presente em andanças do grupo de Sereno com ela Sila já fazendo parte do grupo.

Naquela famosa foto do grupo de Zé Sereno, ela identifica Canário e Adilia como sendo Cajazeira e Enedina, além disso não identifica seus irmãos na foto. Mas onde Sila revela não ter nenhum compromisso com a verdade, é quando ela dá declarações sobre os acontecimentos de Angico. Ela consegue ver sinais da tropa nos arredores do coito entre 8 e 9 horas, exatamente no horário que a tropa estava saindo de Piranhas. Também não diz a verdade quando descreve o combate e a fuga.

Bando de Zé Sereno

Mas de nada vai adiantar ficar aqui falando sobre as bobagens que Sila disse ao longo de sua vida, pois, pode ter aquele que vá achar que tenho alguma implicância com ela. Nada disso, porque estou relatando aquilo que ela própria escreveu ou disse a alguém que registrou em livros. O pior já aconteceu, porque houveram aqueles que sem ao menos fazer um confronto, isto é, sem pesquisar a fundo, botaram no papel simplesmente aquilo que ela relatou, e por conta disso, aqueles que não conhecem a história a fundo, inocentemente acreditaram naquilo que leram. Para completar, esses dias, lendo o livro "Lampião em Sergipe" do meu querido amigo Alcino Alves Costa, li na na página 130 que o nome verdadeiro dessa mulher, na realidade não era Ilda Ribeiro da Silva, e sim Hermecilia Braz São Mateus. Durma-se com um barulho desses...
Abraço a todos.

Sabino Bassetti

NOTA CARIRI CANGAÇO: Sila será a personagem principal do próximo encontro Cariri Cangaço-GECC , no espaço Raquel de Queiroz da Livraria Saraiva no Shopping Iguatemi de Fortaleza, na primeira terça-feira de Dezembro, às 19 horas; todos estão convidados.

Tudo funcionou direitinho, sincronismo total Por:Sabino Bassetti

Sabino Bassetti

Amigo Severo, cheguei a minha casa arrebentado, mas; nada que um abraço na esposa, um afago no cachorro e um bom banho não resolvesse. Fiquei impressionado com a organização do Cariri Cangaço, fiquei me perguntando quanto trabalho deve ter tido você, sua esposa e equipe.

Tudo funcionou direitinho, sincronismo total, desde o momento que cheguei até a hora de ir embora no domingo. Como meu vôo era completamente fora de hora, (03,30 da manhã da segunda-feira) achei que teria problemas para chegar ao aeroporto. Que nada. A atendente do hotel me chamou as 13 horas, uma van me deixou no Hotel Plaza no Juazeiro, me acordaram a 01,30 da manhã da segunda-feira e um taxi já estava me esperando na porta. Isso é muita eficiência e consideração.

Durante a duração do evento, nas nossas visitas as cidades sempre fomos muito bem recebidos pelas autoridades e também pelos moradores. Estivemos em lugares maravilhosos. Quanto a família Cariri Cangaço não há o que falar, harmonia total. Seria injusto citar nomes, porém, também seria injusto não citar os nomes do casal Severo e Danielle, Osmirio, Alcino, Amaury, Voldi, Bonessi, o casal Juliana e Júlio, os amigos João e Ivanildo. Com esse último selamos a amizade. Eita cabra bom sô !!! Enfim. No cariri cangaço só tinha gente boa. E vou lhe dizer uma coisa amigo Severo: Não se atreva a me convidar para o próximo evento. Por que se eu for convidado o convite está aceito desde já. Obrigado por tudo e que Deus proteja vocês.


Do amigo, José Sabino Bassetti.
Pesquisador e escritor, São Paulo


Sua Morte Passada a Limpo! Por: Bassetti e Megale

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Continua à venda, o novo livro da dupla de pesquisadores, Sabino Basseti e Carlos Megale; Lampião: Sua Morte Passada a Limpo. O preço é R$ 35,00 (trinta e cinco reais) já incluso o valor do frete; para adquirir entrar em contato:

Sabino Bassetti: 11 - 4029 4209 / cel. - 11 - 9795 8943
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Lampião tinha tudo que necessitava...

.XOo
Olho no Olho...
Por Sabino Bassetti
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 Pesquisador e escritor Sabino Bassetti

Amigos do Cariri Cangaço,

No meu entender, os motivos de Lampião se manter vivo por tanto tempo na vida bandida foram vários.Um deles é o fato dele respeitar o inimigo, não brigando quando não havia possibilidade de vitória como no caso do ataque a Mossoró e, outros de menor vulto. Outro motivo podemos dizer que seja o apoio que Lampião recebia dos coiteiros das mais diferentes classes. Tenho também que citar liderança que Lampião tinha sobre seus cabras não importando a importância que este ou aquele tivesse no grupo. E por fim a coragem natural que o rei dos cangaceiros possuia.

Quanto a ligação que Lampião tinha com coiteiros e protetores de grande projeção, era importante e proveitosa para os dois lados.

Sendo amigo e, prestando favores a Lampião, o fazendeiro, comerciante ou qualquer pessoa importante não teria suas propriedades, seus empregados e também suas famílias molestadas pelo cangaceiro. Em contra partida, Lampião tinha em suas mãos tudo aquilo que nescessitava com bastante facilidade. Além disso, negociar com Lampião, era uma razoavel fonte de renda. Mas não podemos negar, que existiram coiteiros importantes que serviam a Lampião apenas por amizade. Como exemplo das desvantagens de não se ter um bom relacionamento com Lampião, é lembrarmos do coronel Petronilo Reis, que logo depois de conhecer Lampião tornou-se seu inimigo sofrendo então enormes prejuizos.

Tempos depois da morte de Lampião, falou-se que ele iria se encontrar com seus sub grupos em Angico, para tratar, da sua retirada do cangaço ou uma possivel mudança de ares. Porém, poucos dias antes de Lampião chegar em Angico, ele esteve reunido com diversos de seus sub grupos e não tocou nesse assunto. Durante a semana que esteve em Angico, também lá esteve pelo mesmo periodo Zé Sereno e todo seu grupo e, Lampião não disse uma palavra a ninguém a respeito de abandonar o cangaço ou o nordeste como se cogitou. O encontro de Angico foi apenas mais um encontro rotineiro de Lampião e seus sub grupos.

Taí meu caro Severo, espero que seja isso que o amigo queria. Estou a sua disposição para qualquer tipo de colaboração que eu possa dar. Como se diz aqui no interior de São Paulo: "nóis num entende muito, mais nóis vai empurrando devagar".

Abraço fraterno.

Sabino Bassetti
Pesquisador e escritor
Salto - São Paulo
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