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Assim era Lampião De:Ângelo Osmiro

Manoel Severo e Ângelo Osmiro com o livro "Assim era Lampião..."

Vem aí mais uma grande obra do pesquisador e escritor Ângelo Osmiro, ex-Presidente da SBEC, atual Presidente do GECC e 
Conselheiro Cariri Cangaço. 
O livro com título "Assim era Lampião e outras histórias" já se encontra em revisão final e mais alguns dias teremos o lançamento. 

Manoel Severo

Existia amor no Cangaço ? Por: Ângelo Osmiro

Ângelo Osmiro e Kiko Monteiro

Acredito sim que tenha havido amor no cangaço. Assim como Sila disse nunca ter amado seu companheiro Zé Sereno, Adília falava que não derramou uma lagrima sequer quando da morte de seu companheiro Canário, apesar de tê-lo acompanhado por livre e espontânea vontade, tendo inclusive declarado que o acompanharia até se ele fosse para o inferno. O que é isso senão paixão? Mesmo que de uma adolescente, depois transformada em rancor. Entretanto Dadá percorreu justamente o caminho inverso; foi seqüestrada, estuprada por Corisco, mas mesmo assim, com o tempo e a convivência passou a amar aquele homem, pelo menos era isso que ela declarava.

Durvinha mesmo tendo casado e vivido muitos anos na companhia de Moreno, declarava em alto e bom som que o amor de sua vida fora Virginio, seu primeiro companheiro no cangaço, seus próprios filhos tem conhecimento disso. Sem contar Maria de Déia, que deixou o marido, Zé de Nenen para acompanhar Lampião, segundo consta por livre e espontânea vontade, vindo a morrer junto com seu companheiro em julho de 1938 em Angico.

Obviamente o cangaço não era o local ideal para se viver um grande amor, entretanto acredito que apesar do sofrimento experimentado por aquelas pessoas, existia sim espaço para o amor, assim como também para o ódio e o rancor.   

Ângelo Osmiro.
Presidente do GECC, Sócio da SBEC
Conselheiro Cariri Cangaço

Osmiro mata sete... Por:Ângelo Osmiro

Ângelo Osmiro

Até o momento não havia feito qualquer comentário público sobre o livro Lampião O Mata Sete do escritor Pedro de Morais. Entretanto, apesar de não ter ainda terminado de ler todo o conteúdo do referido trabalho, (parei na página 169). Devidos às aberrações que esse trabalho contém não pude esperar terminar a leitura. 

Como a maioria dos colegas que estudam o cangaço sabe, procuro adquirir tudo que sai sobre o cangaço, livros, revistas, jornais, qualquer coisa que o assunto esteja relacionado ao cangaço, com esse livro em questão não poderia ser diferente, apesar de ter ocorrido até uma campanha para que não se adquirisse o livro, como colecionador, não poderia aderir a essa campanha. Tenho em minha biblioteca, relativo ao cangaço, exatos 588 livros, assim distribuídos, 388 livros que classifico como História do cangaço propriamente dita, 170 (livros com um ou mais capítulos relacionado ao cangaço) e 30 romances que tem o cangaço como cenário. 

Fora dessa relação temos ainda 106 livros sobre o padre Cícero que também trata de cangaço, mas por haver classificado separadamente, não incluo nessa relação. Dentre todos esses livros não encontrei aberrações maiores do que nos traz o livro Lampião, O Mata Sete. Fala-se muito que o autor diz que Lampião e Luiz Pedro eram homossexuais, mas ele também diz a mesma coisa de Antônio Rosa, (segundo ele, parceiro de Virgulino na mocidade), Afora o “corrompido e afeminado fascínio por Zé Saturnino” por parte de Virgulino e mais tantas outras que ficaria enfadonho citar aqui.

Meus amigos; não quero me alongar nesse comentário, somente deixar registrada minha indignação pelas informações distorcidas que trazem o livro em questão. Não se trata de qualquer tipo de preconceito, trata-se de valorizar a história, valorizar o trabalho que vários pesquisadores tiveram e ainda tem, nesses longos anos em busca de se aproximar da verdade, percorrendo milhares de quilômetros por amor a história e de uma hora para outra ver todo esse trabalho comprometido por causas de informações infundas, sem o mínimo de alicerce histórico. 

O pior de tudo é que sabemos que uma boa parte da imprensa valoriza esse tipo de coisa, levando que algumas pessoas, pouco ou mal informadas acabem por querer ridicularizar o trabalho de quem realmente estuda com seriedade o tema, já tão discriminado. Relutei em postar esse comentário, estaria dando mais “corda” a esse trabalho? Mas resolvi postar em respeito e admiração aos pesquisadores que levam seus estudos a sério.


Ângelo Osmiro, pesquisador e escritor
Presidente do GECC, sócio da SBEC
Conselheiro Cariri Cangaço



Querido irmão Ângelo Osmiro,

Parabéns pela sua postagem. Apenas para mostrar o quanto o juíz Pedro Moraes foi infeliz e mal intencionado em seus registros no "Lampião, o mata sete", ele diz, dentre muitas aberrações, que Maria Bonita também era amante de Messias Caduda. Messias Caduda, quando em vida era muito meu amigo. Ele e o pai, Caduda, eram proprietários da fazenda Mulungu que tempos depois passou a ser de minha propriedade.

Em nosso livro "Lampião além da versão" existem vários capítulos que os fatos me foram passados por Messias de Caduda, como por exemplo a viagem dele com Maria para Propriá, na canoa "Tereza Góis", de Moisés Tambangue, levando-a para Propriá onde iria se tratar de uma enfermidade no olho.

Messias de Caduda, era isto sim, um coiteiro da mais absoluta confiança de Lampião. Jamais ele e Maria Bonita tiveram qualquer tipo de intimidade.Quanto ao juíz ter levantado em seu livro, pleno de irresponsabilidade, a hipótese de que o encontro havido entre Lampião e Pedro de Cândido, os dois sozinhos, na caatinga da Grota de Angico, foi um encontro sexual, não passa de uma monstruosidade saída da mente de um louco. Pedro Maraes, não sabe e nem quer saber, que os dois não estavam tão sozinhos assim, pois Vicente Rodrigues do Nascimento, aquele mesmo que levou a máquina para que fosse feita a roupa de José, o sobrinho de Lampião, e era sobrinho de Pedro e Durval, não participou da conversa, mas viu os dois conversando o tempo todo.

Vicente ainda está vivo. Meu "coroné", o meu abraço e um feliz Natal e Ano Novo para você, sua famíia e todos os nossos verdadeiros "vaqueiros da história".

Alcino Alves Costa
Sócio da SBEC, Conselheiro Cariri Cangaço
O jovem caipira de Poço Redondo rsrsrsrs
Mais conhecido como "Decano!!!"

Ângelo Osmiro e as controvérsias de Sila...


Durante a noite Cariri Cangaço - GECC, tendo como personagem principal a ex-cangaceira Sila; o pesquisador e escritor Ângelo Osmiro, um dos expoentes do debate; nos trouxe um apanhado de registros que se encontram nos diversos livros que contaram com a colaboração da mesma; na oportunidade do debate o trabalho apresentado por Ângelo acabaria sendo um dos pontos referenciais e que agora transcrevemos abaixo:
 "Angicos, eu sobrevivi" Autor:Sila

PÁG. 25: SILA DIZ QUE ZÉ BAIANO A PROCUROU, ENTRETANTO FOI MORTO, E EM SEU LUGAR APARECEU ZÉ SERENO. (MOTIVO: MORTE DE ZÉ BAIANO)

PÁG. 26:DIZ QUE NÃO FOI A FESTA (ORGANIZADA PELOS CANGACEIROS); EM OUTROS LIVROS DIZ QUE DANÇOU A NOITE TODA COM LUIZ PEDRO.
EM “SILA UMA CANGACEIRA DE LAMPIÃO” DIZ QUE ZÉ SERENO FOI SEU “PAR INSEPARAVEL” DURANTE O BAILE.

PÁG. 27:CONTA EPISÓDIO DO ENCONTRO, ONDE CAIU NO RIACHO, FICOU TODA MOLHADA. O ENCONTRO SERIA COM ZÉ SERENO. EM “SILA NO DIVÔ CONTA O MESMO EPISÓDIO SENDO O PERSONAGEM ZÉ BAIANO (PRIMEIRO ENCONTRO)

PÁG. 28:“[...] RESPONDI-LHE QUE SÓ POSSUIA VESTIDOS NA BAGAGEM”; SILA EM VÁRIOS DEPOIMENTOS, DIZ QUE FOI (PARA O CANGAÇO) SOMENTE COM A ROUPA DO CORPO.

PÁG. 29:“SENTIA-ME COMO EM OUTRO MUNDO. TRISTE, ISOLADA DE MINHA FAMÍLIA, DESILUDIDA E AMEDONTRADA, POR NÃO CONHECER TODA AQUELA GENTE ESTRANHA...”

PÁG. 30:“[...] MULHERES, APENAS DUAS: NENEN E EU. NOVO TEMPO, MERGULHÃO, MARINHEIRO ERAM OS TRES NOVOS CANGACEIROS”. (NENEN MORREU LOGO NOS PRIMEIROS DIAS, SEUS IRMÃOS SÓ ENTRARIAM DEPOIS)

PÁG. 38:REPETE INFORMAÇÃO ACIMA (DESTA VEZ EM UM ENCONTRO NA CASA DE UM COITEIRO)

PÁG.53:“[...] NO MEIO DOS CANGACEIROS PASSARAM A ME CHAMAR MARIA BONITA”. PALVRAS DE MARIA BONITA PARA SILA, SEGUNDO ELA.

PÁG. 54:DIZ QUE O GRUPO ESTAVA CONSTITUIDO DE CINCO PESSOAS.

PÁG. 60:AINDA CONTANDO A MESMA HISTÓRIA DIZ QUE O GRUPO ERA CONSTITUIDO DE 10 PESSOAS.
 
  “Gente de Lampião, Sila e Zé Sereno” 
Autor: Antônio Amaury

 
 PÁG. 50:AMAURY NARRA ENCONTRO DE SILA COM OS CANGACEIROS: “OCORREU O ENCONTRO COM ZÉ BAIANO, ELE FICOU DE VOLTAR PARA PEGÁ-LA, NESSE INTERIM FOI MORTO EM ALAGADIÇO E SERENO VOLTOU E PEGOU SILA” CONTINUA AMAURY: “POUCOS MESES DEPOIS EM FINS DE 1936 OU EM JANEIRO DE 1937 OS IRMÃOS DE SILA RESOLVERAM ENTRAR NO GRUPO DE CANGACEIROS”.

PÁG. 107:“A ESCURIDÃO DA NOITE ENVOLVIA AS DUAS; [...] SOMENTE SE AVISTAVA PONTOS VERMELHOS DE CIGARRO QUE AS DUAS FUMAVAM”. JÁ SERIAM MAIS DE 21:00 HORAS QUANDO FORAM DORMIR”

 PÁG. 108:“[...] SILA CORRIA JUNTO COM CANDEEIRO”. “[...] A MULHER DE CAJAZEIRA, ENEDINA, JUNTOU-SE AO GRUPO QUE FUGIA”
 
"Sila, uma cangaceira no divã" Autor:Daniel Lins
Daniel Lins

PÁG. 13:A PRÓPRIA SILA SEGUNDO DANIEL FALA VEZ QUE NASCEU EM 1919 E OUTRA EM 1924.

PÁG. 16:SURGE UMA TERCEIRA DATA DITA POR SILA, EM ENTREVISTA: “EM 1927, AOS SEIS ANOS”. ENTÃO AÍ TERIA NASCIDO EM 1921.

PÁG. 23:DIZ TER APENAS DEZ ANOS QUANDO O PAI MORREU.

PÁG. 35:“[...] AOS TREZE ANOS, SILA CONHECE AS PRIMEIRAS EMOÇÕES”; DIZ SILA: “ERA BASTANTE DESENVOLVIDA PARA MINHA IDADE; MAS O OLHO DE MEU PAI ESTAVA PRESENTE EM TODOS LUGARES”. (O PAI NÃO TERIA MORRIDO QUANDO ELA TINHA DEZ ANO?)

PÁG. 36:“[...] AOS DOZE ANOS DE IDADE OUVI FALAR DO CANGAÇO. MEU PAI TEMIA OS CANGACEIROS, UMA VEZ INFORMADO QUE O BANDO ESTAVA PRÓXIMO DE POÇO REDONDO, ESCONDEU TODOS OS FILHOS, PROTEGENDO-NOS CONTRA QUALQUER PERIGO”

PÁG. 93:“NINGUEM ROUBAVA, PEDIA. NINGUEM ENTRAVA NA CASA DOS OUTROS PARA ROUBAR”. “EU PESSOALMENTE AJUDEI MUITOS POBRES”.
 
PÁG. 97:“CANDEEIRO PEDIA-ME PARA NÃO DEIXÁ-LO ALI. BALEADO NA PERNA O CANGACEIRO IMPLORAVA AJUDA”.
 
“Sila memórias de guerra e paz" Autor:Sila

PÁG. 19:SILA DIZ QUE NÃO ACEITOU AS JÓIAS QUE ZÉ BAIANO A PRESENTEOU. (EM OUTROS LIVROS DISSE QUE RECEBEU)
 
PÁG. 20:DIZ QUE ZÉ SERENO VOLTOU NO DIA SEGUINTE. (EM OUTROS LIVROS DIZ CERCA DE UM MÊS) REVELA O MOTIVO DE ZÉ BAIANO NÃO LEVÁ-LA E SIM ZÉ SERENO; FOI UM DESENTENDIMENTO ENTRE OS DOIS. (EM OUTROS LIVROS DIZ QUE NUNCA SOUBE O MOTIVO)

PÁG. 24:DEIXA EVIDENTE QUE OS IRMÃOS NÃO A ACOMPANHOU DE IMEDIATO.

PÁG. 29:“EU NÃO TINHA NENHUMA NOTÍCIA DOS MEUS FAMILIARES” (EM OUTROS LIVROS TAMBÉM DIZ QUE  OS IRMÃO ESTAVAM COM ELA?)
“[...] IAMOS PARA POÇO REDONDO E ENCONTRAMOS MEUS IRMÃOS. ELES DISSERAM A JOSÉ QUE ESTAVAM SENDO PERSEGUIDOS PELOS SOLDADOS DESDE QUE EU ENTRARA NO BANDO” JOSÉ RESPONDEU: “SE VOCÊS QUISEREM ENTRAR PARA O CANGAÇO, ENTREM”.
 
PÁG. 30:“LAMPIÃO DIRIGIU-SE A ELES E DISSE: DU FICA SENDO CHAMADO NOVO TEMPO, GUMERCINDO MERGULHÃO E ANTÔNIO DE MARINHEIRO”. FIQUEI MUITO SATISFEITA DE AGORA EM DIANTE TER MEUS IRMÃOS JUNTO DE MIM”
  PÁG. 33:“ZÉ RUFINO DA POLÍCIA SERGIPANA”.
 
PÁG. 50:"SILA DIZ QUE ZÉ SERENO ACABARA DE CONHECER PEDRO DE CANDIDO E NA MESMA PÁGINA DIZ QUE ZÉ SERENO “NÃO GOSTAVA DAQUELE COITEIRO”.
 
PÁG. 51:"PEDRO DE CANDIDO VOLTOU AO COITO DIA 16 DE JULHO (DEVE SER ERRO DE IMPRESSÃO)"

PÁG. 52:REPETE A HISTÓRIA DA LUZ
 
PÁG. 57:“FOI LIDO UM OFÍCIO DO PRESIDENTE GETULIO VARGAS DECLARANDO ANISTIA A TODOS OS CANGACEIROS QUE SE ENTREGASSEM (NA CIDADE DE JEREMOABO)”.
 
PÁG. 59:REPETE HIST. OFÍCIO DE ANISTIA.
 
PÁG. 89:“FOMOS LANÇAR NO JUAZEIRO DO PADRE CÍCERO, LUGAR QUE LAMPIÃO TANTAS VEZES ANDOU”.
 
“Sila uma cangaceira de Lampião" 
Autor: Israel Araujo e Sila
 
PÁG. 21:“AOS NOVE ANOS PERDI MEU PAI”  ( TAMBÉM DIZ QUE PERDEU AOS 10, AOS 9 E AOS 13 AINDA ESTAVA VIVO)

PÁG. 27:“ZÉ SERENO MEU PAR INSEPARAVEL”  (NO BAILE DE DESPEDIDA) (EM OUTRAS OBRAS DIZ SER LUIZ PEDRO)

“PÁG. 28:DIZ QUE SEUS IRMÃOS A ACOMPANHARAM DESDE O PRIMEIRO DIA.(EM OUTRAS OBRAS: MESES DEPOIS OU DIAS DEPOIS)

PÁG. 36:TENENTE ZÉ RUFINO DA POLÍCIA DE SERGIPE.

PAG. 42:EM CONVERSA COM MARIA BONITA ELA TERIA DITO SER CHAMADA MARIA DÉA; QUANDO ENTROU NO GRUPO PASSOU A SER CHAMADA MARIA BONITA.  REUNIÃO COM CHEFES DE GRUPO COM A PRESENÇA DE ZÉ SERENO E ZÉ BAIANO EM NOVEMBRO DE 1936, ZÉ BAIANO FOI ASSASSINADO NO DIA 07 DE JULHO DE 1936.

PÁG. 43:O CORONEL NOGUEIRA QUERIA SE APOSSAR DAS TERRAS DE ZÉ FERREIRA, DAÍ VIRGULINO ENTROU NO CANGAÇO          
PÁG. 57:“LAMPIÃO INVADE NAZARÉ E QUEIMA AS CASAS DOS NOGUEIRA”

PÁG. 59:“[...] A POLÍCIA CERCOU A CASA DO PAI (ZÉ FERREIRA) JUNTAMENTE COM ZÉ SATURNINO A MÃE DE VIRGULINO NÃO SUPORTA E MORRE DO CORAÇÃO”.

PÁG. 64:“APÓS A MORTE DE LAMPIÃO OS COMPANHEIROS SOBREVIVENTES ESCOLHERAM ZÉ SERENO PARA COMANDANTE”

PÁG. 70:“[...] BOTEI O FUZIL NO OMBRO, CARTUCHEIRA ENTUPIDA DE BALAS E TOQUEI...”  (ARMA GRANDE)

PÁG. 73:“[...] DESCANSEI O FUZIL NO MEU COLO...”

PÁG. 75:“[...] DEI UM SALTO E ARREBENTEI A CORONHA DO MOSQUETÃO NA CABEÇA DO SOLDADO”.

PÁG. 76:“COSTUMEIRAMENTE PASSAVAM ALGUNS DIAS CONOSCO, LUIZ PEDRO, NENEN E ZÉ BAIANO”. (NENEN NÃO MORREU NOS PRIMEIROS DIAS?)


MORTO LAMPIÃO, ZÉ SERENO ASSUME O COMANDO DE 200 HOMENS, INCLUSIVE CORISCO E DADÁ, “APESAR DE ESTAREM AFASTADOS DE LAMPIÃO POR DIVERGENCIAS”.
PÁG. 77:IDENTIFICA ADÍLIA COMO ENEDINA.
 
PÁG. 80:CONFESSA TER PRESENCIADO EXECUÇÃO

PÁG. 96:“[...] O SOL DESBANCAVA NO HORIZONTE QUANDO MARIA BONITA ME CHAMOU PARA TROCARMOS DOIS DEDOS DE PROSA...”

PÁG. 98:“[...] CAMINHEI EM DIREÇÃO A TOLDA, VI  NOVAMENTE A MESMA LUZ...”“[...] SE EU LHE HOUVESSE FALADO SOBRE AQUELA LUZINHA, TUDO TERIA SIDO DIFERENTE”.
 “UM PRIMEIRO TIRO ECOOU MATANDO UM COMPANHEIRO”.
 “SEGUREI NA MÃO DE ENEDINA E ARRASTEI PARA O MEU LADO”.
 “[...] CANDEEIRO BALEADO NA PERNA, PEDIR-ME QUE NÃO O DEIXASSE ALI, O CANGACEIRO IMPLORAVA AJUDA”.

 PÁG. 102:ENTREGAS: DULCE, ADÍLIA E EU PERMANECEMOS EM JEREMOABO. (ADÍLIA DIZIA TER SE ENTREGADO EM PROPRIÁ-SE).

PÁG. 118:EM ENTREVISTA PERGUNTOU AO IRMÃO JOÃO PAULO: “VOCÊ FICOU TRISTE QUANDO MARINHEIRO, NOVO TEMPO E MERGULHÃO SAIRAM PARA NOSSA COMPANHIA?

Ângelo Osmiro
Presidente do GECC, Sócio da SBEC
Conselheiro Cariri Cangaço

Uma semana de história para ficar na História Por:Ângelo Osmiro

Ângelo Osmiro

Mais uma vez as expectativas em relação ao Cariri Cangaço foram superadas, a cada ano que passa se consolida o evento, que hoje sem sombra de duvidas é o maior e o melhor no gênero do Brasil. Além das palestras e debates sempre nos trazendo novas informações, as visitas técnicas, nos colocando em contato com locais onde se passou a história, o reencontro com velhos companheiros que labutam nessa trilha espinhosa da história do cangaço, faz do Cariri Cangaço um lugar de se rever pesquisadores e também conhecer novos amigos.

As recepções em Aurora, Barro e Porteiras ficarão nas nossas retinas por muito tempo, sem desmerecer as outras cidades, essas três se superaram em receptividade, o teatro lotado em Aurora, o clube repleto de jovens em Barro, terra fértil para se plantar boa semente, a semente da nossa história, em Porteiras o coral, emocionou a todos, quando se presencia um espetáculo como aquele, renascem as esperanças de que podemos ter um mundo melhor, belo, belo, belo...

Receptivo; Françoi e Mabel...

Já no sábado à noite a saudade começa a dar sinal de sua graça, no domingo o ultimo dia, as despedidas, sempre deixando um gostinho de quero mais, assim é o Cariri Cangaço. A alegria nos trajetos, com nosso amigo Ivanildo, contando suas histórias hilariantes, trazendo a alegria e conseguindo gargalhadas de todos, principalmente do Paulo Gastão com seu sorriso contagiante, sempre conversando muito pouco, o Jadilson não fica atrás, com sua alegria e simpatia sem igual; o Ari com sua extrema humildade nos dá lição de vida, um coração de homem bom esse Ari. Com as quatro citações saúdo todos os convidados dessa edição do III Cariri Cangaço.

A simpatia e ótimo acolhimento de Severo e Danielle, nos dando atenção especial, sempre solícitos as reivindicações dos participantes, Em nome da jovem Mabel quero saudar todos os recepcionistas, ela que com a sua simpatia contagiou a todos nós.

Depois de uma semana tão agradável e produtiva, temos recarregadas as baterias para enfrentar as dificuldades da vida, o III Cariri Cangaço já se foi, restou à saudade e a satisfação de rever muitos amigos, aguardemos o IV e muitos mais que virão, Deus nos permita podermos participar. Obrigado a todos vocês pela companhia nessa semana que passou; uma semana de histórias para ficar na História.

Ângelo Osmiro Barreto
Presidente do GECC
Membro da SBEC
Conselheiro do Cariri Cangaço

Cangaceiro de Bigode ? Por: Manoel Severo

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Cangaceiro de Bigodes ? !

Em toda a historiografia do cangaço; pelo menos que seja de meu conhecimento; nunca soubemos de nenhum "cangaceiro de bigodes", ou seja, que cultivasse o bigodes, aliás, houve um: Imagem acima. O nome é conhecido da maioria dos amigos da Família Cariri Cangaço: Ângelo Osmiro, ex-presidente de nossa augusta SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.


O criador e a criatura...

Pois é, a arte em barro, presente especial de Kiko Monteiro ao amigo Ângelo Osmiro, manteve seu traço mais marcante, enfim, Ângelo é na verdade o bigode mais famoso do cangaço...

Manoel Severo
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Hilário Lucetti "de presente"... Por:Angelo Osmiro

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Os que privaram da amizade de Hilário Lucetti sabiam que possuia tres grandes amores: A família, o Crato e o Cangaço. Pesquisador dedicado, escritor refinado e um maravilhoso contador de histórias, Hilário nos legou uma das mais festejadas obras da literatura cangaceira, ao lado de Magerbio Lucena, com o "Estado Maior do Cangaço". Nunca será demais lembrar o grande confrade, seu sentimento e sua obra.

Na última semana Dona Meire Lucetti e Andrea Lucetti; viuva e filha, do inesquecível Hilário, passaram às mãos do escritor e colecionador  Ângelo Osmiro, mais uma raridade do acervo de Hilário...

 

Venho dividir com vocês a imensa satisfação que tive ao receber como doação da família de meu saudoso amigo Hilário Lucetti , nas pessoas de sua viúva Sra. Meire Lucetti e sua filha Andréia Lucetti, mais uma relíquia sobre o cangaço; o Álbum (LP) “A Música do Cangaço”. Material de estimado valor histórico.
 
Mais uma vez fico grato e lisonjeado pela deferência que mereci da família Lucetti, quando da doação da sua biblioteca e agora desta raridade em vinil.

Ângelo Osmiro
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Ângelo Osmiro em entrevista na TVC

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Esta é para os amigos do Ceará e os "parabólicos", não percam!

Será exibida neste sábado,dia 22, entrevista dada pelo confrade Ângelo Osmiro a TV Ceará, Canal 5, Jornal da TVC. A entrevista em sua integra será mostrada  no programa Papo Literário TVC as 19:00Hs . 

A matéria gira em torno dos livros que abordam a temática do Cangaço; Ângelo Osmiro, proprietário de uma das mais respeitáveis bibliotecas sobre o tema, nos traz uma apresentação de alguns livros; segmentando em: Livros Raros e da época, escritos no calor das décadas de 20 e 30;  Os Clássicos: Edições consagradas e eleitas pelos leitores como referências sobre o tema; Livros escritos por Autores Estrangeiros, mostrando a importância do tema difundido em todo o planeta e por fim as obras de Autores Cearenses, ou seja, programa imperdível.
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Cariri Cangaço
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