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A alegira de visitar Paulo Afonso Por:Manoel Severo

Paulo Afonso e a cordialidade da recepção do Dr. Luiz Alberto

Visitar a cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia, bem ali, na fronteira "estratégica" para nós, "cangacerófilos"; entre Pernambuco, Alagoas e Sergipe, é sempre uma grande satisfação. Satisfação em todos os sentidos, tanto no que diz respeito ao universo a ser pesquisado, como no reencontro com estimados companheiros e amigos e ainda pela forma cordata e alegre como sempre somos recebidos.

Família Cariri Cangaço em recepção festiva em residencia do Dr Luiz Alberto

Wilson Seraine e o rei Luiz Lua Gonzaga

Sob a batuta do grande João de Sousa Lima, acabamos conhecendo uma dessas pessoas especiais. Falo do odontologista Luiz Alberto, que além de ser um grande profissional da área de saúde possui um amor pelas coisas de nossa terra, incomum; transformando sua agradabilíssima residência em um Memorial das coisas do nordeste, onde convivem em harmonia entre outros, dois reis, o do cangaço e do baião. Ao grande amigo Luiz Alberto e a todos os companheiros queridos de Paulo Afonso: João de Sousa Lima, Antônio Galdino, Janinho, Voldi Ribeiro, Gilmar Teixeira, Luiz Ruben, Rubinho Lima, Jadilson Ferraz e tantos outros, a nossa gratidão.


Ângelo Osmiro, presidente do GECC, entre o casal Luiz Alberto, anfitriões da tarde.

Paulo Gastão e Rubinho Lima

As imagens são cortesia da grande profissional, Driele Mutti do site do "Mais Festa" , que compartilhou conosco a satisfação da grande recepção, que sempre se repete por ocasião de nossas visitas a Paulo Afonso, pelo casal Luiz Alberto.

Manoel Severo

Viagem à Paulo Afonso: Uma aventura cangaceira recheada de aprendizagem Por:José Cícero

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José Cícero

Em nossa recente viagem com destino a Paulo Afonso na Bahia, onde participaríamos do Seminário comemorativo ao Centenário de Maria Bonita - 2011 – Eu, Manoel Severo, Bosco André e o bonapartiano Francês Jack de Witte fizemos uma proveitosa parada na fazenda Piçarra no município de Jati, tudo ciceroneado por nosso timoneiro-mor Manoel Severo, o "cara" do Cariri Cangaço.

De pronto, formos recebidos com a maior das afabilidades sertanejas. Até porque o Severo é, por assim dizer, um antigo amigo do atual proprietário Vilson Santana, este, por sinal, neto do afamado Antonio da Piçarra que, de quebra, foi durante muito tempo um dos maiores coiteiros de Lampião nesta parte do Cariri cearense. Estámos já nas terras do Jati.

Como um bom prosador, após as apresentações de praxes, Vilson falou-nos da relação do seu avó com Virgulino, esmiuçando informações das mais preciosas para quem deseja compreender no seu nascedouro a história, muito além das invencionices mirabolantes dos que escrevem (às vezes) sem muita preocupação com a veracidades dos fatos e seus desdobramentos vindouros.
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José Cícero, Bosco, Jack e Vilson, na Piçarra
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Diga-se de passagem, muitos dos ricos relatos do jatiense, além de inéditos, não os encontramos facilmente na chamada historiografia oficial do cangaço por toda sorte de motivos... Por isso, eis a grandeza da visita. Algo que, ao meu ver, já valeria a pena ter empreendido tal caminhada. Uma proesa engendrada pelo mestre Severo e que muito agradeço por tê-la vivenciado.

Na Piçarra abraçamos a história como se diz, na carne viva. Ainda, com direito até mesmo a sentarmos no velho banco centenário da casa. Uma relíquia das mais interessantes e rara aos estudisoso contemporâneos. Pois naquele banco de madeira carcomida pelo tempo, um dia certamente sentaram para um dedo de prosa, além do seu dono(Antonio da Piçarra) o tenente Arlindo Rocha e, quiçá o próprio rei do cangaço com seu bando quando das diversas vezes que descansaram por aquelas bandas com destino ao Pernambuco ou quando adentrou o sul do Cariri na busca da Serra do Mato do Cel. Santa na Goianinha(Jamacaru) de Missão Velha, Juazeiro do Padre Cícero, Barro de Zé Inácio ou a célebre fazenda Ipueiras do coronel Izaías Arruda em Aurora.

Sentar naquele banco antigo, foi como voltar no tempo. Um momento especial, daqueles que nos enchem de memórias e de orgulho...Ouvindo a fantástica narrativa do seu atual proprietário. Como se estivéssemos efetuando um grande mergulho no fundo escuro da história.

Registramos tudo por anotações, gravações e fotos. Reversamos no ofício de fotógrafo: Eu e o Severo. Com a mesma sofreguidão de seres apressados sempre preocupados com o fantasma do esquecimento e a exigüidade do tempo e da própria vida. Mas, não. Creio que nossa maior preocupação e cuidado continua sendo de fato, com a preservação de uma saga que a posteridade não poderá por nenhum motivo deixar de conhecer. E, que de algum modo, nós é que seremos os responsáveis por sua continuidade ou pelo seu desaparecimento no futuro.
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Aqui com o anfitrião, João de Sousa Lima
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(...) Foi uma viagem das mais ricas e proveitosas. Daquelas que nunca voltamos do mesmo jeito. Posto que assimilamos uma série de novos e importantes conhecimentos. E isso não tem preço, posto que nos valem pela vida inteira...

Seguimos estrada afora. Jack, o pesquisador francês, queria ver caatinga, mandacarus, xiquexique, coroa-de frade, enfim, todas as nossas cactáceas em conjunto. Talvez quem sabe, querendo enxergar por meio delas, todas as agruras e o sofrimento de uma gente que a própria Europa, possivelmente um dia só (re)conheceu como miseráveis.

Mas não. Jack com seus próprios olhos cor de anil, pôde finalmente constatar que o sertão que os outros o dizem de longe, é uma invenção. Uma miragem das mais espinhentas quase teatralizada, repleta de ‘segundas intenções’. Portanto, muito além da realidade que vimos e sentimos ao pisar seu chão sagrado como fizemos naquele instante ímpar e singular.

De alguma maneira, diria que o amigo francês, entusiasta da história lampiônica, ficou loiteralmente extasiado pela constatação inequívoca de um sertão belo e possível, muito além das invenções mentirosas dos poderosos, tanto daqui quanto do além-fronteira.

José Cícero, Decano Alcino Costa, Aninha do Ó e Dr. Pedro Luiz

E um pouco mais a frente, após avistar toda a grandeza do São Francisco, sob o indicativo quase sempre em riste do memorialista Bosco André, Jack certamente provaria com entusiasmo da implacável assertiva conselheira de “o sertão vai virar mar”....

Prolixo diálogo, o tempo todo daquela viagem. Conquanto, sempre ao volante imerso em um turbilhão de palavras e explicações pertinentes Severo já se transformara no guia do grupo. Presumo, que uma grande alegria de neocangaceiros do conhecimento como que seguindo os mesmos passos de Lampião e seu bando pela história afora. Pela vida e caatinga adentro....

E eu, mais em silêncio mergulhado em pensamentos. Olhava tudo imaginando: quanto este Brasil é grande. O São Francisco imenso. E Lampião uma figura singular que conseguiu venceu todas as fronteiras do mundo e do tempo sem ao menos sair deste Nordeste.
José Cícero - Aurora-CE
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A cordialidade de Luiz Alberto em Paulo Afonso

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Luiz Alberto e esposa, com o confrade Ângelo Osmiro
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Já virou rotina para os que vão a Paulo Afonso participar dos eventos de Cangaço, a iniqualável receptividade do povo paulafonsino: João de Sousa, Galdino, Janio, Gilmar, Voldi, Luiz Ruben, Rubinho, enfim. Entretanto, existe um novo "cangaceiro" que sem dúvida nenhuma, "arrebenta" em matéria de recepção e calor humano em nos anfitrionar: Dr. Luiz Alberto e esposa, que a cada edição do Seminário de Maria Bonita, nos acolhe a todos para um marcante almoço, sempre em sua residência, já transformada em um pequeno Memorial da cultura e tradição nordestina.






As fotos e a cobertura ficam por conta da talentosa Driele Mutti e do site "mais festa" de Paulo Afonso. Aos amigos da ilha mais simpática do Brasil, o abraço da família Cariri Cangaço.

Manoel Severo
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Memorial da CHESF recebe Conferências na noite de sexta...

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Mesa de Abertura da terceira noite do Seminário de Maria Bonita

O Memorial da CHESF na cidade de Paulo Afonso acolheu a terceira noite do Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita. Para um auditório totalmente tomado, principalmente por alunos e professores, além de pesquisadores de todo o país, tivemos as Conferências do Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e do pesquisador Leandro Cardoso.

Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço
Leandro Cardoso, pesquisador e escritor

Manoel Severo, trouxe um paralelo entre as várias facetas da presença da mulher no cangaço, traçando reflexos entre as meninas do sertão do inicio do século XX e as meninas de hoje, aquelas e essas nos ajudando a descobrir o encantamento que o Cangaço exercia e exerce sobre a alma feminina. Severo também em um segundo momento apresentou a experiência exitosa do evento Cariri Cangaço em sua duas edições e com a edição 2011 já sendo formatada. O pesquisador e escritor Leandro Cardoso apresentou uma viagem sobre o universo do cangaço; as origens, as nuances, as mulheres e por fim a medicina na época do cangaço.

 Manoel Nascimento, de Mossoró
José Cícero, de Aurora
Wilson Seraine, de Teresina

A Mesa das Conferências da sexta-feira ainda tinham, Manoel Nascimento, pesquisador da cidade de Mossoró, representando a SBEC; José Cícero, Secretário de Cultura de Aurora e representante do Cariri Cangaço e Wilson Seraine, pesquisador de Teresina. 

 Manoel Severo ao lado do clã Nascimento, da cidade de Mossoró: Dra. Leila, Assis, Manuelzinho e Chagas Nascimento

João de Sousa Lima ao lado de Luiza e Ariane

Bosco André, Netinho do Clã dos "Flor" de  Nazaré e Jack de Witte

Professor Pereira, Dona Fátima e Dra. Francisquinha
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Paulo Afonso festeja Centenário de Maria Bonita

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O Memorial da CHESF na cidade de Paulo Afonso ficou totalmente lotado para a maravilhosa noite de abertura do Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita. O berço da rainha do cangaço reuniu em grande estilo, destacados estudiosos, pesquisadores, escritores, universitários, empresários, lideranças políticas e classistas, para reverenciar a história de uma das sertanejas mais famosas do planeta: Maria Gomes de Oliveira, a Maria do Capitão; Maria Bonita de todos nós.

Antônio Galdino, Mestre de Cerimônia do evento
João de Sousa Lima, coordenador geral do Seminário
Secretário de Cultura e Esportes de Paulo Afonso, Janinho 

As Conferências de Abertura tiveram a doutora Juliana Ischiara, do Ceará, sobre o Papel da Mulher no Cangaço, trazendo aspectos dos vários desafios enfrentados pelas sertanejas que participaram deste importante fenômeno nordestino, pontuando as questões do paternalismo e da sociedade machista reinante. Juliana também apresentou as mudanças ocorridas a partir da entrada das mulheres no cangaço e a força da personalidade de Maria Bonita.

 Juliana Ischiara
Kiko  Monteiro

A segunda conferência da noite ficou sob a responsabilidade do músico e bloqueiro Kiko Monteiro, da cidade sergipana de Lagarto. Kiko Monteiro apresentou para uma atenta platéia a força da mulher cangaceira, prepoderantemente Maria Bonita, na música brasileira e internacional. Com uma apresentação rica em imagens e som, Kiko conseguiu emocionar a todos revivendo sucessos imemoriais de grandes compositores brasileiros, com destaque para o Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Nely Gonçalves e Luiz Ruben
Kiko Monteiro e José Cícero 
 Romário, Jack de Witt e Pawlo Cidade
Dona Fátima, Nely e Dra. Francisquinha
Gilmar Teixeira e Bosco André
Alcino Costa e casal Dr. Pedro Luiz e Mariele
Voldi e Wilson Seraine
Sousa Neto e Leandro Cardoso
Wilson Seraine, Antônio Vilela e Sousa Neto
Jack de Witte .