- Archimedes Marques
- Quem conhece o cismado sertanejo sabe muito bem que jamais um cidadão que tivesse qualquer desconfiança da sua masculinidade, por mínima que fosse, jamais teria condições de chefiar homens cuja coragem e machismo eram cultivados e levados às últimas consequências.
- Uma análise criteriosa, baseado em tudo que já foi escrito sobre o fenômeno cangaço em centenas de livros, em tudo que já foi pesquisado, em tudo que já foi historiado, nenhum desses homens e mulheres que se embrenharam caatinga adentro no rastro desses sanguinários bandidos, em especial no rastro de Lampião, entrevistando cangaceiros sobreviventes, coiteiros, policiais, perseguidores, amigos e inimigos de Lampião, investigando os fatos, comparando depoimentos, colhendo historias, comparecendo aos locais das guerras do cangaço, aos locais das atrocidades praticadas pelos bandoleiros, conversando com todos os que vivenciaram aquela época de dor e lagrimas dos sertões nordestinos, a exemplo de Alcino, Amaury, João de Sousa Lima e tantos outros amigos pesquisadores e escritores do Cangaço, nunca disseram tamanho disparate quanto o autor do livro “Lampião, o mata sete” diz na sua obra.
- Archimedes Marques e Manoel Severo
- Haveria possibilidade de se fazer sexo a três de uma maneira silenciosa, calada, quieta e escondida de vinte ou mais pessoas entre cangaceiros e cangaceiras, saindo Luiz Pedro na calada da noite da sua barraca deixando sua companheira Neném dormindo para entrar na barraca de Lampião e Maria Bonita sem que ninguém desconfiasse de nada, nem mesmo os vigilantes do acampamento?...
- O suposto triângulo amoroso vivido por Lampião, Luiz Pedro e Maria Bonita, pela lógica, não havia possibilidade alguma de se manter um segredo desse a “sete chaves dentro do cangaço”. As próprias condições físicas do ambiente em que viviam os cangaceiros, nas caatingas, sem teto para dormirem, sem quatro paredes para fazer e acontecer sem ninguém ver ou escutar o que estava ali ocorrendo, não dá qualquer margem de suspeita para uma possível relação sexual a três em segredo. Não teria o trio a mínima condição de enganar todos os componentes do bando a todo tempo, justamente um tipo de amor tão combatido, jamais admitido pelos ferozes e sanguinários bandoleiros.
- Como era que o cangaceiro Luiz Pedro manteria relações sexuais com Maria Bonita e Lampião dentro de uma pequena barraca de pano - que eles chamavam de torda - sem chamar atenção ou fazer qualquer barulho a ponto que os outros cangaceiros não desconfiassem, não vissem e nem escutassem nada de anormal?...
- Ademais o próprio Luiz Pedro também tinha a sua mulher, Neném. Estaria ela envolvida também nessa triangulação amorosa que no caso já seria um quarteto amoroso, sem chamar a atenção dos machistas cangaceiros que viviam naquele mesmo plano de moradia como se uma grande família fosse?...
- Será que todos os cangaceiros eram tão idiotas a tal ponto de nada maldarem com uma safadeza dessa se passando ao seu redor?... Seria possível que esse segredo tenha sido mantido preso a sete chaves e dezenas de cangaceiros sobreviventes não tenham dito nada nas suas entrevistas, até porque não tinham nada mais a perder, pois Lampião, Luiz Pedro e Maria Bonita já estavam mortos?... O autor entrou em contato comigo reclamando que eu estava fazendo propaganda contra o livro dele e argumentou alguns fatos como sendo provas que facilmente eu contestei e não foi contra-razoado. Assim, apesar de não ter lido o livro dele, acredito que todas as suas alegações maldosas serão colocadas por terra, pois não existe sustentáculo algum de provas verdadeiras em seu livro. Tudo parece mesmo uma triste maneira de aparecer para vender o seu peixe, mesmo que ultrapassando, pisando e enlameando a história de um trio de cangaceiros que jamais vivienciaram tal safadeza, e porque não dizer, uma suja tentativa de mudar a história do cangaço com afirmativas inveridicas quanto a honra sexual dos três atingidos.
- Saudações e abraços a todos que fazem o Cariri Cangaço.Archimedes Marques
Páginas
- Início
- A Origem...
- Cariri Cangaço 2009
- Cariri Cangaço 2010
- Cariri Cangaço 2011
- Cariri Cangaço 2013
- Edição de Luxo 2015
- Lavras da Mangabeira
- Piranhas
- Parahyba
- Princesa Isabel
- Exu
- Água Branca
- Floresta
- Fortaleza
- Poço Redondo
- São José de Belmonte
- Quixeramobim
- 10 Anos
- Paulo Afonso
- Serra Talhada
- Campina Grande
- Natal
- Gurjão
- Grandes Artigos
- PodCast Cariri Cangaço
Gato, o mais cruel cangaceiro Por:João de Sousa Lima
Santílio Barros era o verdadeiro nome do cangaceiro Gato e não se tem na história do cangaço, outro homem que tenha sido tão sanguinário, perverso e frio como foi este cangaceiro. Era filho de Ana ( Aninha Bola) e Fabiano, um dos sobreviventes da guerra de Canudos, seguidor do reverenciado beato Antonio Conselhereiro. Era índio da tribo Pankararé.
Alem de Gato, duas irmãs sua foram pro bando: Julinha, amante de Mané Revoltoso e Rosalina Maria da Conceição, companheira de Francisco do Nascimento, o cangaceiro Mourão.
Mourão mesmo sendo cunhado e primo de Gato, acabou sendo morto por ele, depois que Mourão e Mormaço acabaram uma festa, acontecida no Brejo do Burgo, onde deram alguns tiros colocando a população em pavorosa fuga, Gato sendo cobrado por Lampião que pediu providências por ser o pessoal de sua família, perseguiu e matou os dois companheiros enquanto eles pegavam água em um barreiro, em um dos coitos no Raso da Catarina. Mourão deixou Rosalina grávida e desta gravidez, nasceu Hercílio Ribeiro do Nascimento, ainda vivo e residindo no Brejo do Burgo.
Gato por pouco não matou sua própria mãe por esta ter feito comentários sobre as constantes passagens dos cangaceiros por sua casa. Gato foi até a casa da mãe com a finalidade de corta sua língua, quando foi dissuadido por alguns familiares do macabro intento, mostrando pra mãe dois facões e dizendo: Este aqui é o cala boca corno e este é o bateu cagou!
Gato ainda matou sete pessoas de sua família, em represália a um sumiço de bodes e cabras que estava acontecendo e sendo creditado a Lampião. O cangaceiro perseguiu os envolvidos e encontrando em uma casa de farinha, Calixto Rufino Barbosa e Brás, ceifando a vida dos dois e seguindo até a casa de Valério, na fazenda Cerquinha, onde assassinou Luiz Major e os dois filhos Silvino e Antônio e o sobrinho Inocêncio. Um duro castigo para um pago sem provas.
Gato foi casado com Antônia Pereira da Silva (foto acima, ainda viva, com 104 anos), também índia Pankararé como seu marido. O casamento aconteceu “Nas Caraíbas”, fazenda de Sinhá, no Brejo do Burgo. Gato carregou a outra prima Inacinha e na justificativa de permanecer com as duas primas, teve seu projeto descartado por Antônia, espancando-a. Antônia contou a Lampião o acontecido e no outro dia, fugiu pra casa de um tio que morava na beira do Rio São Francisco, onde ficou por muito tempo escondida.
Gato encontrou a morte depois do ataque a cidade de Piranhas, em Alagoas. Fato acontecido depois da prisão de sua amada Inacinha, realizada pelo tenente João Bezerra. Inacinha estava grávida e neste combate saiu ferida. O tiro entrando nas nádegas e saindo no abdômen. Por muita sorte a criança não foi ferida. Gato pede ajuda a Corisco e este organiza o ataque a cidade Alagoana. No trajeto, Gato sai disseminando a morte. A data se tornaria, para algumas famílias, uma lembrança dolorosa. Era 29 de outubro de 1936. Dentre os mortos feitos por Gato, estavam Abílio, Messias, Manuel Lelinho e Antônio Tirana. Sendo refém de Gato, o jovem João Seixas Brito, que seria sangrado alguns minutos depois, quando jurou que não havia policiais na cidade e ao romper o som dos primeiros disparos, ocasionados pe los poucos moradores que se negaram a fugir, abandonando a cidade, o rapazinho de 15 anos de idade foi barbaramente assassinado.
Gato e Inacinha
Assim que os cangaceiros entraram na cidade, o delegado Cipriano Pereira e mais oito soldados fugiram deixando os moradores desguarnecidos. Os populares tiveram que suprir a falta dos “Homens da Lei”. Formaram-se poucos grupos de resistência e entre alguns dos habitantes que lutaram estava Cira Brito, esposa do tenente João Bezerra. No cemitério estava Joãozinho Carão e mais alguns companheiros e em um dos sobrados, estavam Chiquinho Rodrigues e Joãozinho Marcelino.
Chiquinho Rodrigues portava um rifle cruzeta e tinha um estoque de 260 cartuchos, dos quais deflagrou 170. Existe uma polêmica em razão do tiro que atingiu o cangaceiro Gato. Uns dizem que o autor do foi Chiquinho Rodrigues, outros creditam o certeiro disparo, a Joãozinho Carão. A verdade é que gato saiu baleado e morreu três dias depois do confronto, acabando-se assim um dos mais cruéis homens que engrossaram as fileiras do cangaço.
Membro da SBEC,
Conselheiro Cariri Cangaço
Um homem de bem... Por:Carlos Eduardo
Carlos Eduardo Gomes
Recentemente comentei aqui no blog Cariri Cangaço um artigo onde Alcino Costa disse que apesar de cangaceiro, Luis Pedro era um homem de bem. Eu não podia concordar com essa afirmação, apesar de estar de acordo com a linha de pensamento do autor, que no meu entender queria dizer que o cangaceiro de Triunfo, apesar de fazer parte do bando criminoso, conservava dentro de si alguns princípios morais que faziam parte do código de valores do sertanejo naquela época.
Refletindo um pouco mais sobre essa classificação de “homem de bem”, gostaria de reafirmar meu ponto de vista, pois um homem de bem é exatamente Alcino Alves Costa. Conheci esse bom amigo no ano de 2000, em Piranhas. Desde essa época assisti várias apresentações do Caipira, como ele mesmo gosta de ser chamado, bem como inúmeras intervenções em outras palestras, conversas informais sobre o cangaço, todas, sempre muito respeitosas, democráticas, sem nunca tentar impor sua verdade. Apesar de Alcino, nascido em Poço Redondo, trazer no seu sangue traços de cangaceiro e das vitimas dos bandoleiros, sempre ouviu o contra ponto, ponderou, sem considerar que por ter crescido entre os que fizeram a história, isso fizesse com que sua versão fosse única e verdadeira. Alcino não se nega a ler e ouvir opiniões divergentes, apesar da critica firme, mas educada. Não discrimina, não é preconceituoso, nunca será autoritário. Não usa antolhos.
No seu livro Lampião Além da Versão, Alcino homenageia seus 34 filhos naturais. Em outro comentário meu aqui no blog, disse que toda família Cariri Cangaço adotou Alcino como pai e hoje além dos filhos de sangue, o Caipira tem mais uma centena de novos filhos que o adotaram.
Alcino é um homem de bem e jamais seria um cangaceiro, assim como nenhum cangaceiro pode ser chamado de homem de bem.
Carlos Eduardo Gomes
RIO DE JANEIRO
RIO DE JANEIRO
Osmiro mata sete... Por:Ângelo Osmiro
Ângelo Osmiro
Até o momento não havia feito qualquer comentário público sobre o livro Lampião O Mata Sete do escritor Pedro de Morais. Entretanto, apesar de não ter ainda terminado de ler todo o conteúdo do referido trabalho, (parei na página 169). Devidos às aberrações que esse trabalho contém não pude esperar terminar a leitura.
Como a maioria dos colegas que estudam o cangaço sabe, procuro adquirir tudo que sai sobre o cangaço, livros, revistas, jornais, qualquer coisa que o assunto esteja relacionado ao cangaço, com esse livro em questão não poderia ser diferente, apesar de ter ocorrido até uma campanha para que não se adquirisse o livro, como colecionador, não poderia aderir a essa campanha. Tenho em minha biblioteca, relativo ao cangaço, exatos 588 livros, assim distribuídos, 388 livros que classifico como História do cangaço propriamente dita, 170 (livros com um ou mais capítulos relacionado ao cangaço) e 30 romances que tem o cangaço como cenário.
Fora dessa relação temos ainda 106 livros sobre o padre Cícero que também trata de cangaço, mas por haver classificado separadamente, não incluo nessa relação. Dentre todos esses livros não encontrei aberrações maiores do que nos traz o livro Lampião, O Mata Sete. Fala-se muito que o autor diz que Lampião e Luiz Pedro eram homossexuais, mas ele também diz a mesma coisa de Antônio Rosa, (segundo ele, parceiro de Virgulino na mocidade), Afora o “corrompido e afeminado fascínio por Zé Saturnino” por parte de Virgulino e mais tantas outras que ficaria enfadonho citar aqui.
Meus amigos; não quero me alongar nesse comentário, somente deixar registrada minha indignação pelas informações distorcidas que trazem o livro em questão. Não se trata de qualquer tipo de preconceito, trata-se de valorizar a história, valorizar o trabalho que vários pesquisadores tiveram e ainda tem, nesses longos anos em busca de se aproximar da verdade, percorrendo milhares de quilômetros por amor a história e de uma hora para outra ver todo esse trabalho comprometido por causas de informações infundas, sem o mínimo de alicerce histórico.
O pior de tudo é que sabemos que uma boa parte da imprensa valoriza esse tipo de coisa, levando que algumas pessoas, pouco ou mal informadas acabem por querer ridicularizar o trabalho de quem realmente estuda com seriedade o tema, já tão discriminado. Relutei em postar esse comentário, estaria dando mais “corda” a esse trabalho? Mas resolvi postar em respeito e admiração aos pesquisadores que levam seus estudos a sério.
Ângelo Osmiro, pesquisador e escritor
Presidente do GECC, sócio da SBEC
Conselheiro Cariri Cangaço
Querido irmão Ângelo Osmiro,
Parabéns pela sua postagem. Apenas para mostrar o quanto o juíz Pedro Moraes foi infeliz e mal intencionado em seus registros no "Lampião, o mata sete", ele diz, dentre muitas aberrações, que Maria Bonita também era amante de Messias Caduda. Messias Caduda, quando em vida era muito meu amigo. Ele e o pai, Caduda, eram proprietários da fazenda Mulungu que tempos depois passou a ser de minha propriedade.
Em nosso livro "Lampião além da versão" existem vários capítulos que os fatos me foram passados por Messias de Caduda, como por exemplo a viagem dele com Maria para Propriá, na canoa "Tereza Góis", de Moisés Tambangue, levando-a para Propriá onde iria se tratar de uma enfermidade no olho.
Messias de Caduda, era isto sim, um coiteiro da mais absoluta confiança de Lampião. Jamais ele e Maria Bonita tiveram qualquer tipo de intimidade.Quanto ao juíz ter levantado em seu livro, pleno de irresponsabilidade, a hipótese de que o encontro havido entre Lampião e Pedro de Cândido, os dois sozinhos, na caatinga da Grota de Angico, foi um encontro sexual, não passa de uma monstruosidade saída da mente de um louco. Pedro Maraes, não sabe e nem quer saber, que os dois não estavam tão sozinhos assim, pois Vicente Rodrigues do Nascimento, aquele mesmo que levou a máquina para que fosse feita a roupa de José, o sobrinho de Lampião, e era sobrinho de Pedro e Durval, não participou da conversa, mas viu os dois conversando o tempo todo.
Vicente ainda está vivo. Meu "coroné", o meu abraço e um feliz Natal e Ano Novo para você, sua famíia e todos os nossos verdadeiros "vaqueiros da história".
Alcino Alves Costa
Sócio da SBEC, Conselheiro Cariri Cangaço
Sócio da SBEC, Conselheiro Cariri Cangaço
O jovem caipira de Poço Redondo rsrsrsrs
Mais conhecido como "Decano!!!"
Cíceros... Por:Leopoldo Kaswiner
Nos acostumamos a ter a maravilhosa companhia de nosso confrade Leopoldo Kaswiner,
ou simplesmente Leo,
o competente e talentoso fotógrafo, que encanta a todos com o seu olhar diferenciado e que ao longo desse tempo todo nos traz imagens inesquecíveis de nosso Cariri Cangaço.
Desta vez te convidamos a conhecer um pouco mais a arte de Leo, na exposição "Cíceros.."
Leo Kawisner e Dario Castro Alves
A partir de hoje, no MAC do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza
vale a pena visitar.
vale a pena visitar.
Feliz Natal Família Cariri Cangaço !!! Por:Aderbal Nogueira
Feliz Natal, são os votos da SBEC, GECC e Cariri Cangaço
Venho aqui fazer uma justa homenagem a uma grande família que agora pertencemos, que é a família SBEC, GECC e CARIRI CANGAÇO. Desejo a todos um ótimo final de ano e um futuro de muita paz, saúde e realizações.
Esse simples vídeo, de autoria do representante da paz John Lennon e cantado numa versão por Simone, nada mais é que um reconhecimento a pessoas que agora fazem parte de nossas vidas.
Por favor, sintam-se todos representados
nesse clip.
Aderbal Nogueira
Aderbal Nogueira
Diretor GECC- Membro SBEC
Conselheiro Cariri Cangaço
Natal recebe Cariri Cangaço-GECC Por:Heldemar Garcia
Honório de Medeiros, Manoel Severo e Ivanildo Silveira
Mais uma vez o grande colecionador do Cangaço, Conselheiro Cariri Cangaço, Ivanildo Silveira, foi provocado a nos brindar com um volume ou mil volumes, onde nos permitiriam conhecer a partir de seu espetacular acervo iconográfico, mais um pedaço importante, da história do cangaço. Ivanildo Silveira, nosso Reverendo, dessa vez se fez de rogado... Ainda não conseguimos convencer o homem, mas...falta só "uma laminha".
Na verdade, Ivanildo Silveira iniciou sua "coleção" há cerca de oito anos e com muita dedicação e persistência conseguiu formar um acervo realmente precioso, "muitas destas fotografias precisei de meses, suor e paciência para conseguir" lembra Ivanildo. Não seria preciso dizer que durante esse tempo todo, o Reverendo colheu além de fotos, muita coisa boa para nos contar... agora é esperar.
Honório de Medeiros, também Conselheiro Cariri Cangaço, nos trouxe mais detalhes sobre o embrólio dos bastidores da invasão de Lampião a Mossoró, "Rodolfo sabia que Massilon participava de um engenhoso plano para matá-lo" e conclui: "Se existem heróis na ressistencia de Mossoró, Rodolfo Fernandes foi o grande e verdadeiro responsável pelo desfecho daquele episódio". Ainda houve tempo para "dissecar" alguns dos emblemáticos personagens de outro espetacular episódio de nossa história: Sedição de Juazeiro. "Gostaria de escrever sobre Floro Bartolomeu..." emendou Honório de Medeiros.
gostaria de escrever sobre Floro Bartolomeu...
João Simplíco, como um franco atirador, ao lado do confrade Carlos Alberto, desfilavam argumentos a desafias a todos: "É necessário uma respostas a esses absurdos que escrevem por aí..."´e mais: "Lampião que começou com vingador, fora da lei, agora tá terminando com sua masculinidade em jogo..." e ainda: "É tanta bobagem que se vê por aí, que encontramos até placas ' Neste solo sagrado pisou Virgulino Lampião!". Pois é companheiros e a vida segue.
João Simplício...neste solo sagrado pisou Lampião
Ao final ainda houve tempo para reflexões sobre o próximo Cariri Cangaço. O ano de 2012 é um ano em que teremos eleições municipais e tradicionalmente o evento acontece em Setembro; assim, compreendendo as naturais dificuldades em conciliar a agenda de muitos de nossos parceiros, já estamos nos dedicando a encontrar, nesse ano de 2012, um novo período para realizar o Cariri Cangaço 2012. Até a primeira quinzena de janeiro, deveremos ter a nova data, é aguardar.
Carlos Alberto
Honório de Medeiros, Heldemar Garcia e Ivanildo Silveira
Mais uma noite Cariri Cangaço-GECC e o Grupo de Natal
A agenda é intensa, já nos próximos dias teremos mais um representante Cariri Cangaço-GECC na capital potiguar, desta vez o Conselheiro Cariri Cangaço e diretor do GECC, documentarista Aderbal Nogueira, estará protagonizando mais um encontro entre o Ceará e o Grupo de Natal.
Heldemar Garcia, jornalista
Assessor de Imprensa e Marketing
Cariri Cangaço
Dadazinha e Maria Bonitinha em Natal
Manoela e Bárbara
E olhem só quem acabou aparecendo na noite
Cariri Cangaço-GECC em Natal, duas pequenas cangaceirinhas: Dadazinha e Maria Bonitinha; encantos e razão de nossas vidas.
Manoel Severo e Honório de Medeiros
NOTA CARIRI CANGAÇO: Manoela é filha de Manoel Severo, Bárbara é filha de Honório de Medeiros, as duas; cada uma a seu jeito, não confessam, mas...possuem uma paixão enrrustida pelo cangaço... Que elas não nos leiam !!!
Dialogando com o Mestre Alcino Por:Juliana Ischiara
Luis Pedro ao lado do líder maior; Virgulino Ferreira, em foto de Benjamim Abraão
Concordo com suas palavras, a historiografia nunca deu a Luis Pedro o lugar de destaque que ele fez por merecer enquanto cangaceiro, principalmente por ter pertencido ao estado maior do Cangaço. Infelizmente, boa parte dos pesquisadores não enxergou outro personagem histórico além de Lampião. Por décadas, o grande líder cangaceiro reinou absoluto na historiografia e, só há pouco tempo, foi se dando oportunidade aos demais personagens, deixando que emergissem do ostracismo em que foram lançados.
Quando falo, só há pouco tempo me refiro aos muitos anos de pesquisas acerca do cangaço em que só se soube falar sobre Lampião. Concordo que ele reinou absoluto pelos sertões nordestinos, porém, não reinou sozinho e, em nenhum momento, enfrentou o poder de polícia do Estado só. Homens e mulheres tiveram suas vidas ceifadas durante o processo, seja por cangaceiros, seja pelo Estado que, por não ter tido tempo de treinar aqueles que iria combater o bando criminoso, se valeu de indivíduos corajosos e com disponibilidade de adentrar a caatinga na caça de seus pares, pois, em ambas as facções, imperavam a coragem e o destemor, bem como a ignorância, a violência e a falta de piedade para com os sertanejos desprotegidos e relegados à própria sorte.
Como vemos, a historiografia cangaceira tomou novos rumos depois de uma safra mais recente de pesquisadores. Falo de 20 e poucos anos até os dias atuais, onde houve uma oxigenação nas pesquisas, pois, escreviam-se memórias ou, se muito, falava-se tão somente de Lampião, dando uma leve pincelada em um ou outro personagem, mas apenas como subterfúgio para se enriquecer o texto, sendo que o foco principal sempre fora o grande líder do bando criminoso. Um bom exemplo do que estou falando é “Maria Bonita”, que fora relegada ao esquecimento e ou ostracismo histórico por boa parte dos pesquisadores com mais tempo de pesquisa. Bastou que um começasse a estudá-la seriamente, investigando-a e dando a devida visibilidade que a mulher teve enquanto parte integrante do bando cangaceiro, para despertar a sanha midiática de muitos.
Juliana Ischiara e Alcino Alves Costa, em dia de Cariri Cangaço
Dar visibilidade e trazer à tona outros personagens é extremamente salutar, mas deve-se fazê-lo com responsabilidade. As pesquisas necessitam de novos olhares, novas investigações. Não se pode analisar um fenômeno como o cangaço pegando um personagem isolado como âmago de um grande e duradouro processo social, histórico e cultural. O que me causa certo temor em relação aos novos rumos da história, em especial ao do cangaço, é perceber que muitos tem se dedicado ao tema de forma leviana, buscando tão somente fama e sucesso. Chego até a me perguntar em que estes “ditos” pesquisadores diferem dos cangaceiros, objeto de suas pesquisas? Porque vejamos, assim como os cangaceiros, eles roubam dos interessados no tema a oportunidade de saber o que de fato ocorreu, enganando, de forma insidiosa, aqueles que estão começando a pesquisar e que ainda não tem um embasamento sedimentado o suficiente para não se deixarem enganar e, de forma contumaz, mentem, inventam e ou aumentam os fatos, seja por fama, dinheiro, notoriedade.
Nos últimos anos foram propaladas coisas tão levianas e descabidas, que chega a ser nauseante. Senão vejamos: Ezequiel viveu até a velhice no interior piauiense; Lampião não morreu em Angico e sim numa cidade no interior de Minas, depois Lampião deixa de ser o “cabra macho” que assolava o sertão nordestino e passa a ser visto como o Clodovil das caatingas, que passava horas e horas bordando, costurando, pregando botões, fazendo barras de saias e calças e daí para tornar-se homossexual foi um pulo.
Juliana Ischiara ao lado de Lily e Paulo Moura em dia de Cariri Cangaço
Por fim ou até que enfim, chegamos à era dos descobrimentos. Agora vamos saber os porquês dos nomes, Maria, que nunca foi chamada de Bonita por Lampião ou qualquer integrante do bando e que só veio a ser chamada de Maria Bonita pela imprensa, terá revelado, agora, a versão oficial e verdadeira sobre a origem de seu nome de guerra. Já estou esperando a próxima novidade: - Lampião, enquanto bordava florzinhas e estrelas, cruzava as pernas e determinava que o chamasse de “Sabrina”.Como vemos, a vaidade e a busca desenfreada por um lugar na mídia têm sido cada vez mais exageradas. Mas enquanto batermos palmas e parabenizarmos aqueles que dizem besteiras para se promoverem, teremos muitos “Pedro Moraes” pela frente.
Mesmo tendo sido o autor de “Lampião – mata sete”, infeliz e leviano para com a história, não o considero o cavaleiro do apocalipse, mas apenas um adorador, como muitos outros, do cavaleiro e suas insignes profecias e não ficarei surpresa se, em meio a tudo isso, surgir uma sociedade secreta...
Juliana Ischiara
Diretora do GECC, Membra da SBEC
Conselheira Cariri Cangaço
...do 'burguês' ao 'marxista'; do 'refinado' ao 'revolucionário camponês'
Artigo excelente. Juliana,com extremo bom senso, nos abre os olhos em relação aos inúmeros factóides que têm aparecido nos últimos tempos - e, convenhamos, não são poucos!!
Desta forma tem sido; quase como uma constante: se alguém acha que esse ou aquele detalhe não é interessante à sua visão de cangaço ,simplesmente se omite ou altera o 'detalhe', ferindo de morte o curso natural da História.
Neste pouco tempo em que me dedico à leitura do tema, já observei várias espécies de cangaceiros: do 'burguês' ao 'marxista'; do 'refinado' ao 'revolucionário camponês'. E a História vai ficando para trás, aparecendo, apenas, como um pano de fundo para a exposição desta ou daquela tendência ideológica. E agora, mais recentemente, também para questionar a sexualidade em uma época onde a masculinidade predominava soberba - e orgulhosa!.
Qual será a próxima novidade? Que peça será movimentada no tabuleiro até o grito de 'cheque-mate'?? Só que, no Xadrez, vence a inteligência, o raciocínio, a argúcia.
A Ciência histórica - diferentemente do Xadrez - não é um embate, mas a busca da verossimilhaça de um ou mais fatos. E nesta, além das qualidades comuns ao enxadrista, já citada acima, há que acrescentar-se mais uma: o compromisso com a verdade!
Sds.
Sérgio Dantas.'.
NATAL
Diretora do GECC, Membra da SBEC
Conselheira Cariri Cangaço
...do 'burguês' ao 'marxista'; do 'refinado' ao 'revolucionário camponês'
Artigo excelente. Juliana,com extremo bom senso, nos abre os olhos em relação aos inúmeros factóides que têm aparecido nos últimos tempos - e, convenhamos, não são poucos!!
Desta forma tem sido; quase como uma constante: se alguém acha que esse ou aquele detalhe não é interessante à sua visão de cangaço ,simplesmente se omite ou altera o 'detalhe', ferindo de morte o curso natural da História.
Neste pouco tempo em que me dedico à leitura do tema, já observei várias espécies de cangaceiros: do 'burguês' ao 'marxista'; do 'refinado' ao 'revolucionário camponês'. E a História vai ficando para trás, aparecendo, apenas, como um pano de fundo para a exposição desta ou daquela tendência ideológica. E agora, mais recentemente, também para questionar a sexualidade em uma época onde a masculinidade predominava soberba - e orgulhosa!.
Aderbal Nogueira, Maneol Severo e Sérgio Dantas
Qual será a próxima novidade? Que peça será movimentada no tabuleiro até o grito de 'cheque-mate'?? Só que, no Xadrez, vence a inteligência, o raciocínio, a argúcia.
A Ciência histórica - diferentemente do Xadrez - não é um embate, mas a busca da verossimilhaça de um ou mais fatos. E nesta, além das qualidades comuns ao enxadrista, já citada acima, há que acrescentar-se mais uma: o compromisso com a verdade!
Sds.
Sérgio Dantas.'.
NATAL
Hoje ! Cariri Cangaço em Natal...
Cangaceiro, com lápis de cor aquarelável, nankin e hidrográfica; de Thales Molina em www.thalesmolina.wordpress.com
É Hoje, logo mais às 19 horas no Restaurante Mangai, em Natal, Rio Grande do Norte, mais um encontro do Cariri Cangaço-GECC com os confrades do Grupo de Estudos do Cangaço, de Natal. O encontro se insere dentro do sentimento de estreitar os laços de amizade e integração entre os vaqueiros da história destes dois estados nordestinos com forte viéis de pesquisa e estudo da temática cangaço.
Hoje; sábado, dia 17
19 horas
Restaurante Mangai - Natal/RN
Você é nosso convidado, participe!
Nota Cariri Cangaço: Apesar do carater informal do encontro entre Cariri Cangaço-GECC e o Grupo de Estudos do Cangaço de Natal, sem dúvidas teremos uma pauta positiva, dentro das discussões da formatação do Cariri Cangaço 2012. Os Conselheiros Cariri Cangaço: Ivanildo Silveira, Honório de Medeiros, Múcio Procópio, além dos pesquisadores, Sérgio Dantas, Rostand Medeiros, Jomar Henrique, João Marcílio, Coronel Angelo, Carlos, dentre outros estarão participando do encontro.
Uma cicatriz por vingança Por:João de Sousa Lima
A Rainha do Cangaço, Maria Bonita, acabara de perder seu primeiro filho. A natureza lhe negara naquele instante o direito de perpetuação da espécie humana. As lágrimas da triste mãe encharcaram a cova rasa e solitária do filho que não viu o mundo, enquanto o leite materno, fonte divina da vida, secava na dor da trágica perda. No seu sofrido silêncio desaparecera a ansiedade antes vivida. A sua angústia se apagara durante o resto do dia frustrante e da noite mal dormida.
O consolo virá na serenidade da alvorada. Com o novo amanhecer, renascerão novas esperanças e só as esperanças curam os traumas doloridos do dia a dia. Durante as próximas noites, sob as tendas dos esconderijos e a luz das inúmeras fogueiras, velhos companheiros e seguidores de lutas alegrarão os corações tristes dos Reis do Cangaço.
O velho e fiel coiteiro, Venceslau, cobriu a criança em um lençol e a enterrou a poucos metros da sua residência, nos fundos da sua propriedade, no povoado Campos Novos. A parteira Aninha regressou ao povoado Nambebé. Lampião e Maria Bonita agradeceram ao fiel coiteiro Lau pelo apoio recebido e com o restante do bando partiram caminhando lentamente, em silêncio, na direção da casa do casal Aristéia e Quinca, no povoado Várzea.
João de Sousa Lima, Geraldo Ferraz e Alfredo Bonessi em tarde de Cariri Cangaço
Nas proximidades do Nambebé os cangaceiros ouvem o barulho de um animal de montaria e buscam rapidamente os arbustos e pedras existentes no local e se entrincheiram. Todos apontam suas armas para o lado aonde vinha o som do tropel. Entrincheirados e prontos para o combate Lampião reconhece o cavaleiro que se aproxima. Era mais um dos seus incontáveis coiteiros. O burro pára bruscamente. O homem desce rápido do animal, pois tem pressa em revelar o segredo de sua urgente viagem, mais uma notícia de traição:
- Capitão, pur pouco vocês num fôro atacados. Assim que vocês saíro dos Campos Novos, lá chegou uma força do guverno, cum mais de trinta hômim.
- Alguém me traiu! Você sabe quem foi que denunciô nosso coito?
- Sei sim; foi Pimba, do Nambebé.
- Ta bom, pode ir.
Virgolino pagou a informação e por alguns minutos se perdeu nos seus pensamentos, formulando sua defesa contra a volante e sua vingança contra o delator.O traidor era velho conhecido dos cangaceiros, o verdadeiro nome de Pimba era Francisco Teixeira Lima e era irmão do fiel
coiteiro Lixandrão, pai dos cangaceiros Bananeira e Tutu.
Poucos minutos depois, Lampião chega ao Nambebé e cerca a casa de Pimba, os cangaceiros invadem a residência e vasculham todos os cômodos, não encontrando o traidor. A velha casa de taipas é revirada. A esposa do homem sentenciado a morrer protege os filhos com o escudo do próprio corpo. Dona Maria e os filhos João Preto, Zé de Pimba, Anacota, Jeoventina, Júlia, Elvira e Rita se abraçam enquanto os cangaceiros quebram alguns móveis e pratos.Naquela ocasião eram duas Marias, frente a frente, ligadas por sentimentos diferentes, lutando por um objetivo comum: a sobrevivência.A Maria mãe, aflita, pede ajuda a outra Maria, a Rainha do Cangaço. Já se conheciam de outras vezes, em circunstâncias menos violentas. A mãe desesperada implora e pede clemência para aquela que ainda não havia amamentado mais que havia sentido a dor do parto e a infelicidade da perda do filho pela morte traiçoeira.
- Maria, peça a Lampião pra não matar a gente!
- Quem mata vocês é a língua!
Nesse momento chega o irmão de Pimba, o fiel coiteiro Lixandrão.O velho conhecido cumprimenta Lampião com um aperto de mão e fala:
- O sinhô me cunhece e sabe que eu sô um hômim interado e cumigo num tem falsidade. O que meu irmão fez não tá certo e eu prometo que não acontecerá outra vez. Por isso estou aqui pra lhe pedir que não mate ele e nem a sua família.
- Muito bem, Lixandre, diga aquele safado que erre o meu caminho e tenha cuidado com o que fala.
Lampião sai da casa e se reúne com seus comandados no terreiro.Quando se preparavam para seguir viagem, chega outra Maria, a esposa de Lixandrão e diz a Lampião que um dos cangaceiros invadiu sua residência e tomou seu xale. Lampião não procurou saber quem tinha sido, apenas colocou a mão no bornal, puxou algumas notas e pagou o prejuízo à mulher.Lixandrão agradeceu por Lampião ter atendido ao seu pedido de não matar o irmão Pimba e desejou boa sorte aos cangaceiros. Lampião ainda movido pela ira, mal respondeu e começou a seguir seu itinerário.
Quando os últimos telhados das casas do Nambebé desapareceram no emaranhado dos galhos secos, eis que surge na frente dos cangaceiros a presa tão procurada: Pimba.O angustiado sertanejo é envolvido em um cordão humano. Lampião fala:
- Caba safado, anda dando difinição de cangaceiro pras volantes!
O homem esmorece, sente a indesejável morte aproximando-se e ajoelha-se chorando, pedindo por tudo quanto é santo para que não o matassem.
- A sua sorte, caba sem vergonha, é que hômim de minha qualidade tem palavra e eu prometi num lhe matar, mais vou dexá uma lembrança minha, pra que você nunca mi esqueça. Da próxima veiz que você mi denunciá num tem disculpa, você mim paga com sua vida.
Enquanto o aflito sentenciado era seguro por Luís Pedro, Lampião puxa um canivete de um dos bolsos e se aproxima do trêmulo catingueiro. Pimba chora e clama por todos os santos. O Rei do Cangaço, impiedosamente, abre uma ferida em forma de cruz na testa do moribundo sertanejo, deixando uma eterna cicatriz como pagamento pelo vacilo de sua denúncia e traição. O grito de Pimba é abafado por mãos fortes e firmes. O sangue escorre por sobre o nariz e a boca, ensopando a gola da camisa. Os cangaceiros soltam a vítima quase desfalecida, muito mais pelo medo que pela dor. O grupo pega uma das veredas que dava acesso a mataria fechada e some rapidamente. Pimba, ainda de joelhos, puxa um lenço do bolso, cobre o ferimento, levanta-se e, apressadamente, segue para sua casa.
O preço cobrado pela traição de Pimba saiu de bom tamanho, em outras circunstâncias, para preservar a vida dos cangaceiros, o traidor não teria sido poupado. Durante muitos anos Pimba teve que usar chapéu de couro com uma lapela cobrindo a permanente tatuagem. Uma cruz por lembrança, uma eterna marca por castigo.
Em agosto, tudo e isso e muito mais no lançamento da segunda edição de "Lampião em Paulo Afonso" de João de Sousa Lima.
João de Sousa Lima
www.joadesousalima,blogspot.com
Os óculos de Sabino !
Olá Severo,
O par de óculos de Lampião que estava no Museu do cangaço em Serra Talhada, foi roubado
no domingo último...
O par de óculos de Lampião que estava no Museu do cangaço em Serra Talhada, foi roubado
no domingo último...
Agora só restam mais 183 em circulação.
Abraço.
Sabino Bassetti
Abraço.
Sabino Bassetti
Assinar:
Postagens (Atom)




