Diálogos em Nazaré... Que Venha o Cariri Cangaço


O Cariri Cangaço chega a Nazaré


A cada dia que passa o entusiasmo toma conta de todos nós que fazemos o Cariri Cangaço. Quando pensamos em um evento, o construímos a partir do desejo de mostrar a quem nos visita o que temos de melhor; em nossa memoria, historia, tradições culturais, enfim... O pouco talento que possamos ter emprestamos nessa direção; entretanto também a responsabilidade nos impõe o desafio de também fazer o melhor para nossos anfitriões, assim tem sido por onde o Cariri Cangaço passa.


Nosso próximo empreendimento, o Cariri Cangaço Floresta 2016, não é diferente, tanto em Floresta como em Nazaré do Pico, nosso esforço e dedicação está voltado antes de tudo para a valorização da família Florestana. Desde sua gênese, desde as primeiras reuniões o Cariri Cangaço procura refletir o anseio e o desejo daqueles que com muita alegria e honra, nos acolhem.

 Primeiras reuniões de trabalho em Nazaré, com Mabel Nogueira, Rubelvan e Lucinha Lira, Manoel Severo, Cristiano Ferraz, Maria Amélia e Manoel Serafim
 Netinho Flor e Manoel Severo e abaixo, imagens de um dos encontros do Cariri Cangaço em Nazaré

Nazaré e a toda a família Nazarena vem se mobilizando e unindo força e talento para receber da melhor forma a todos os que participarem do Cariri Cangaço Floresta 2016; em Nazaré; que será dia 27 de maio, com programação extremamente dinâmica, das 8:30 da manha às 21 horas !!! Dessa forma os Organizadores locais, sob orientação dessa Curadoria do Cariri Cangaço, não medem esforços para realizarmos um grande evento.

Maria Amélia e Elisabete Meneses nos "Diálogos" com a comunidade escolar da Terezinha Lira
Alunos de Nazaré conhecem de perto o Cariri Cangaço 

Reuniões de trabalho e planejamento, pesquisas, visitas a familiares, visitas e trabalhos com a comunidade escolar, comerciantes  e empresários, poder público, enfim, demonstram o grau de comprometimento de toda coletividade Nazarena, o que nos deixa cheios de entusiasmo e aumenta em muito nossa responsabilidade. "Um povo sem história... é um povo sem raiz!!!" confirma Elizabete Menezes para os alunos da Comunidade Escolar Terezinha Lira, por ocasião da apresentação do Cariri Cangaço ao lado de uma das organizadoras locais, Maria Amelia Araujo.

"Com toda essa movimentação de integração para debater o Cangaço, não sabemos dimensionar o quanto está sendo e o quanto vai ser importante a realização do Cariri Cangaço Floresta, para toda a nossa gente.... Que venha maio e que chegue ligeiro!" revela o "nazareno" Luciano Lira.

 Suely Jurubeba, Luiz Ferraz, Maria Amélia e Rubelvan Lira em mais uma reunião de trabalho para o Cariri Cangaço em Nazaré
Suely Jurubeba e Luiz Ferraz ao de Adelmo Puça

Um dos pontos altos da Programação em Nazaré do Pico, além das visitas e conferencias, serão as homenagens do Cariri Cangaço aos mais ilustres filho de Nazaré. " O Cariri Cangaço Cariri irá fazer uma homenagem mais do que justa, por exemplo no caso de Davi Jurubeba; pois quando um parente era baleado ele saia carregando nas costas para aquele não ser sangrado pelos inimigos...Sua coragem é motivo de orgulho para família JURUBEBA. Sem contar que apoio foi fundamental para o tio Gomes Jurubeba" revela Mabel Nogueira.

Já Suely Jurubeba fala da emoção das emoções: "Obrigada ao Cariri Cangaço pela merecida homenagem ao meu tio!! Ele foi tudo isso que vc falou em termo de valentia. Como tbm foi muito família. Nunca aceitou erros. Nem que fosse dos mais próximos. Destaco minha grande admiração por minha avó e seus irmãos".

Mabel Nogueira, Luiz Ferraz, Rubelvan Lira e Lucinha Lira: Preparativos finais para o Cariri Cangaço em Nazaré.

Em um outro momento tivemos mais um encontro da Família Nazarena na direção do consolidação do grande Cariri Cangaço em Nazaré. Mabel Nogueira ao lado de Rubelvan e Lucinha Lira, receberam os amigos Maria Amélia Araujo, Luiz Ferraz Filho e ainda Suely Jurubeba , Abimal Lira e Adelmo Puça em um grande encontro de trabalho quando foram acertados os últimos ponteiros para a grande Festa do Cariri Cangaço em Nazaré. Então, é aguardar maio chegar !!!

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço

Confirmado: Água Branca chega ao Cariri Cangaço !!!


Hoje, recebemos o importante e decisivo apoio de nosso querida Água Branca, em Alagoas para a realização de nosso Cariri Cangaço em Água Branca, em Julho ! Parabéns ao embaixador do Cariri Cangaço, professor Edvaldo Feitosa.
Nossa gratidão à Gestão Municipal, na pessoa da Prefeita Albani Sandes Gomes e ao Legislativo na pessoa de seu Presidente, Sr. Maciel Coito e demais Vereadores, como também a toda sociedade organizada que se une a mais esse grande empreendimento de sucesso com a Marca Cariri Cangaço!
Vamos sim construir mais uma página importante na historiografia de nosso sertão ! Água Branca nas Alagoas, dia 29 de julho, dentro da Programação de nosso Cariri Cangaço Piranhas 2016. Em breve...
Cariri Cangaço, onde o Brasil de Alma Nordestina se Encontra !
Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço

Lançamento em Fortaleza: Pajeú em Chamas !!!



CONVITE


LANÇAMENTO DO LIVRO:
"PAJEÚ EM CHAMAS,
O CANGAÇO E OS PEREIRAS,
CONVERSANDO COM SENHOR PEREIRA" 
DE HELVÉCIO NEVES FEITOSA.

 Ideal Clube
Fortaleza, CE
14 de Abril de 2016 
Às 19 Horas

Benjamim Abrahão de Firmino Holanda Por:Lailson Feitosa


O livro de Firmino Holanda intitulado Benjamim Abrahão, publicado no ano 2000 pela Fundação Demócrito Rocha foi mais um edição de um fantástico trabalho integrante da Coleção Terra Bárbara. Sua introdução – Um náufrago no Sertão o autor aborda a sagacidade do homem aventureiro, sagaz, que busca em outras plagas as satisfações para a vida. Neste ínterim, Firmino Holanda cita um exemplo de um compatriota do biografado, naufrago que se casaria com uma índia amazônica, tornando-o cacique da referida aldeia, uma alusão à destreza de lhe dar com condições adversas.

Benjamim Abrahão, de forma parecida, porém desembarca sem maiores sustos em Pernambuco, após alguns anos em Recife, tem a cidade de Fortaleza o início de sua jornada pelo Sertão Cearense. Focado nas técnicas de fotografias e filmagens, novidade tecnológica do século XX, o Sírio-libanês partirá sertão adentro em busca de seus objetivos. Nesta empreita, acaba envolvido com dois personagens singulares que desenharia o Nordeste brasileiro para sempre, o líder religioso Padre Cícero Romão Batista, e o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

1º Capítulo: Mascate “Árabe” na Meca nordestina
No capítulo inaugural temos, basicamente, um retrospecto dos primeiros momentos políticos, sociais, econômicos e culturais, em curso, no primitivo Juazeiro. O autor desenha em prosa as conjecturas estruturais daquele período que coincide com a chegada do mascate, sírio-libanês, Benjamim Abrahão a terra do Pe. Cícero. Ou seja, ele chega em um tempo de muitas agitações, cujo Lugar crescia e se desenvolvia rapidamente em virtude dos desdobramentos dos fatos extraordinários acorridos a partir de 1889 quando a Beata Maria de Araujo protagoniza o milagre eucarístico numa missa celebrada pelo Padre Cícero.

O autor, ainda, salienta que não foram apenas os fatores religiosos ou místicos que atraiam adventícios para aquele reduto em ascensão, mas também, pessoas ambicionadas pelas riquezas naturais da região do Cariri, cuja funções administrativas recaiam ao nobre reverendo. Foi neste outro contexto que em 1908, dois aventureiros provenientes do estado da Bahia, o médico Floro Bartolomeu da Costa e seu companheiro, francês, Adolfo Van Den Brule que se identificou como conde, e, ambos pretensos exploradores das minas de cobre do Coxá. De imediato pedem guarida ao padre Cícero Romão Batista e permissão para suas pretensões exploratórias.

Alencar Peixoto e Dr Floro

Contudo, esta aproximação de Dr. Floro Bartolomeu, lhe renderiam muito mais o que prometiam com os recursos minerais da região do Cariri, pois Firmino Holanda faz um levantamento, coeso, em apenas um parágrafo sobre a evolução político social do médico baiano em Juazeiro. De um viajante errante, a deputado federal, além de se tornar peça chave de três eventos importantes para a história do Estado do Ceará e da cidade de Juazeiro. Dr. Floro Bartolomeu da Costa, foi à força no desenrolar dos fatos que culminaram na pacificação dos coronéis da região (Pacto dos coronéis), da emancipação política do Juazeiro e do destaque político do reverendo como primeiro prefeito do novíssimo município assim como a nobre vice-presidência estadual.

Foi, também, neste ambiente que chega ao Juazeiro, proveniente de Recife, o Sírio Libanês Benjamim Abrahão, cujo nome verdadeiro seria Jamil Ibrahim. Naquela primeira paragem, Jamil Ibrahim, era apenas um adolescente com pouco mais de 15 anos de idade e teria aportado em Recife em 1913 ou 1916, o autor não sabe ao certo, porém, afirma com certeza aquele jovem garoto era bastante resoluto, pois já comercializava tecidos e alimentos montado a cavalo. 


Foi com essa mesma altives que o Sírio-libanês, por volta de 1920, chegaria à terra da Mãe da Mãe das Dores, e segundo o próprio adventício trazia consigo uma carta de recomendação de um amigo do padre Cícero residente em Recife. Firmino Holanda faz uma citação do Padre Azarias Sobreira quanto ao seu aspecto jovial ao chegar a Juazeiro, dizendo-o que ele, Benjamim Abrahão, mal saíra da adolescência. Portanto, até aqui percebemos que o visitante era bastante jovem ao chegar à crescente Juazeiro.

Ao se encontrar com Padre Cícero, este, ficou sensibilizado por Benjamim Abrahão ser originário de um lugar próximo a Terra Santa (Jerusalém), além de se dizer educado por missionários cristãos no Líbano. O autor esclarece que naqueles tempos a maioria do povo Sírio cultuava o cristianismo, porém coexistindo com os mulçumanos. Assim, Benjamim Abrahão pertenceria em seu país de origem, aos maronitas ou aos melkitas, ambas obedientes a Igreja de Roma, contudo, Benjamim Abrahão pertencia a uma dessas duas correntes cristãs. 

Nos parágrafos seguintes, é abordado a possível cidade de nascimento do biografado e o suposto motivo de sua emigração. Desta forma, Benjamim Abrahão teria nascido na cidade de Zahle ou Zahlah, localizada na região central do Líbano, a oeste de Beirute.

Conforme o autor, no censo de 1890 aponta que existiam mais 350 mil estrangeiros no Brasil, cuja predominância era de alemães e italianos. Os turcos, como eram conhecidos todos os indivíduos de cultura Árabe, coexistindo entre os outros povos colonizadores, porém em números bem menores. Há registros que houve um crescimento da presença deles entre os anos de 1860 e 1870, porém, novamente, inicia outro período de queda da emigração de povos de origem síria para o Brasil. Será a partir do século XX que se evidenciam as maiores levas de migrações sírias para o nosso país.

Na região Nordeste, por volta de 1920, teria chegado ao Ceará cerca de 40 famílias Sírias, cujas origens seriam exatamente de Zahle. Por aquele tempo o Império Otomano em decadência, mantinha com forte resistência sua unificação, cuja área territorial abrangia, também, os territórios da Síria e do Líbano. Contudo, a instabilidade interna, conflitos de grupos separatistas e de ordens étnicas e religiosas entraram em conflagração resultando o deslocamento maciço de libaneses pelo mundo, por aquela década, chegaria ao Brasil, Jamil Ibrahim ou Benjamim Abrahão. 

Lailson Feitosa, Manoel Severo e Emerson Monteiro no Cariri Cangaço em Juazeiro do Norte, setembro de 2015

O autor ainda salienta que o desenvolver dos acontecimentos no oriente próximo, culminariam com a eclosão da primeira guerra mundial, quando os países Balcãs retomam seus territórios e liquidam o Império Otomano. O Líbano, apesar de ser uma pequena faixa de terras fronteiriça ao Sul com Israel, tem um legado histórico de lutas com várias outras civilizações, cujos resultados foram o permanente estado de migração de seus naturais. Naquele conflito mundial de 1914, a França se apropria de seu território tornando-o subjugada, mas, desde os tempos mais remotos que os Sírios já haviam sido cooptados pelos fenícios, egípcios, gregos, persas e romanos. Devido tais conflitos, Firmino Holanda considera que a migração sempre foi uma preocupação constante dos libaneses. 

Árabes, turcos, sírios e por último os libaneses. Firmino Holanda faz uma conjectura desses três elementos identificadores de nacionalidades. Porém, a análise desenvolvida pelo autor se configura numa espécie de estágio social do migrante. Primeiramente, todos os indivíduos daquelas regiões do oriente próximo são chamados de Árabes. Após aportarem em plagas nordestinas passaram serem tratados por turcos, estes eram afáveis e modestos mascates; ao adquirem estabelecimento fixo nos centros urbanos passavam a ser chamados por sírios, contudo, após muito e longos anos de trabalho, e já ricos, com destaque social esses indivíduos passariam a ser conhecidos por libaneses.

Continua, é abordado o importante papel desses empreendedores comerciais no Ceará, eram eles, sinônimos de desenvolvimento e capacidade de administração nos ramos comerciais e industriais. Com suas habilidades comerciais o povo sírio deu ao estado do Ceará destaque no crescimento econômico da várias cidades, inclusive do interior cearense como fez o biografado Benjamim Abrahão. Em Juazeiro o jovem e recém-chegado mascate libanês abre uma loja de artigos religiosos, imagens de santos, sua vocação comercial era pulsante.

Posteriomerte postarei os capítulos seguintes...
Lailson Feitosa, pesquisador e professor
Juazeiro do Norte

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Davi Gomes Jurubeba Por:Manoel Severo

Tenente Davi Gomes Jurubeba

No primeiro dia do ano de 1903, Floresta testemunharia o nascimento de um dos mais bravos combatentes contra o cangaço. O filho de dona Maria Gomes Jurubeba e seu Militão, desde cedo cultivou o sentimento de combate aos filhos de Zé Ferreira. Com o tempo Davi Gomes Jurubeba viria a se notabilizar pela coragem, valentia e destemor, sendo um dos mais tenazes perseguidores de Lampião. 

Em um dos episódios mais marcantes dessa saga, Davi Jurubeba chegou a desafiar o rival para um duelo de punhal. Nada menos que 17 parentes de Jurubeba foram mortos em conflitos com o líder do cangaço. "Eu não era mais valente que os outros, mas, como policial, não podia fugir de bandido." O grande Davi Jurubeba morreu em 2001 aos 98 anos depois de toda uma vida dedicada a retidão e a dignidade. 

DAVI GOMES JURUBEBA, 
Um dos homenageados do Cariri Cangaço Floresta 2016 !

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço

Fazenda Lage Por:Marcos de Carmelita


"Fazenda Lage de Sérgio Gomes Correia, o Yoyô do Tigre. Na madrugada do dia 17/09/1926 ; vinte dias após a Chacina da Tapera; uma volante florestana dormiu a cerca de trezentos metros dessa casa, no riacho da Lage. Por volta das 13:00 horas, os soldados enfrentariam Lampião e sua caterva na fazenda Tigre de Santina, mãe de Yoyô. O Rei do Cangaço insistia em brigar em uma janela, na lateral esquerda da residência, e por volta das 15:00 hs, um balaço certeiro o atingiu no peito direito e por muito pouco não acabou com a sua vida. Foram momentos de agonia. A volante mantinha fogo cerrado e Lampião perdeu os sentidos. Antônio Ferreira vendo o irmão naquela situação.. " 


Para saber de todos os segredos no livro - As Cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta. Lançamento 26 de maio na abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016, às 19h30 na Câmara Municipal de Floresta. 

Estejam todos convidados para conhecer a história de Floresta que nunca foi contada. O Cariri Cangaço mais fascinante de todos os tempos sob a batuta do General Manoel Severo, que venha o Cariri Cangaço Floresta 2016.

Marcos de Carmelita
Pesquisador e Escritor
Floresta, PE

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Um pouco mais de Theophanes... Por Geraldo Ferraz



 
Theophanes Ferraz Torres

No dia 20 de setembro de 1926, Theophanes, até então delegado de Petrolina, desde dezembro de 1924, foi nomeado pelo Governador de Pernambuco, Sérgio Loreto, Comandante Geral das Forças em Operação no Alto Sertão, com sede em Salgueiro, aonde chegou no dia 29 daquele mesmo mês, e, na medida em que ia limpando a área, deslocou a sede para a cidade de Floresta, onde ficou do dia 01 de outubro até receber o comando Geral das mãos do comandante Coronel Quintino, na cidade de Rio Branco (Arcoverde), no dia 16 de novembro de 1926. A partir desta data, Theophanes tem sede fixa em Vila Bela.

No fogo cerrado ocorrido na Fazenda Favela, município de Floresta, no dia 11 de novembro, Muniz de Farias era comandante de Volante com sede na cidade de Floresta. Mais uma vez, covardemente, deixou de socorrer companheiros em hora tão difícil. Lembra-se da Fazenda Tapera, com o inditoso Manoel Gilo?

Em comunicação ao comando, no dia 13 de novembro, Muniz alega, descaradamente, o seguinte: “Floresta, 11. Despertado primeiras horas hoje com forte tiroteio lado occidente desta cidade marchei a rectaguarda. No meio caminho encontrei soldados que fugiam preciptadamente campo lucta e prossegui porem chegando local Favella distante d’aqui duas leguas onde se ferira combate dirigindo forças Sargento José Saturnino e Anspeçada Manoel Netto contra grupo chefiado bandoleiro Lampeão, Sabino e Antonio Ferreira apenas encontrei sete soldados mortos. Referidas forças num total 98 praças foram rechaçadas pois que ainda se encontram 3 feridos até agora sabido. Estive até quasi anoitecer procurando trilha porem este serviço foi improficuo devido confusão deixadas força fugiram diversas direcções.” (grifos nosso)

Manoel Neto

Nesta oportunidade, o Capitão do 2º Batalhão, cuja sede ficava no Recife, Antonio Muniz de Farias teve problemas com o comando das forças e com Theophanes, que estava próximo de assumir, repito, o Comando Geral das Forças Contra o Banditismo, pela segunda vez, a primeira foi em 1924. Devido a este e outros problemas, Muniz seria julgado e colocado para fora das fileiras da Força Pública.

O 3º Batalhão da Força Pública, que tinha como finalidade o policiamento do interior, com sede na cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas, foi transferido para a cidade de Triunfo, em 30 de agosto de 1919. Em 16 de janeiro de 1920, foi extinto e incorporado ao 2º Batalhão.

Novo endereço do 3º Batalhão: O prédio que abrigaria a sede do 3º Batalhão da Força Pública de Pernambuco, na cidade de Floresta, graças a ação provocada pelo prestígio de Theophanes, bem como a estrada que liga Serra Talhada a Floresta, tornou-se sede em novembro de 1928. Para comandar o respectivo Batalhão seguiu o Major Urbano Ribeiro de Senna.

Geraldo Ferraz
Pesquisador e Escritor
Conselheiro do Cariri Cangaço

O Padre José Kehrle e a Outra História de Lampião Por:Rangel Alves da Costa

Padre José Kehrle

Lendo uma postagem do professor e pesquisador Geziel Moura, mais precisamente alguns anexos da revista Manchete (nº 1.045, de 29 de abril de 1972, págs. 154 a 157), deparo-me com algumas informações importantes repassadas pelo padre José Kehrle ao repórter Ricardo Noblat. Na reportagem intitulada “Lampião morreu envenenado”, surgem logo algumas afirmações já conhecidas e outras que podem ser contestadas com força na pena. Ou assim se faz ou revirada estará a saga de Lampião e a própria história do cangaço.
Diz o religioso que Lampião não morreu num tiroteio, foi envenenado juntamente com os cangaceiros que o acompanhavam na ocasião. Diz ainda que Lampião era um homem profundamente religioso. Todas as manhãs, bem cedo, se afastava do grupo e lia seu breviário. Informa ainda que a polícia não tinha interesse em prender Lampião. Soldados e oficiais, além do salário, recebiam também uma diária especial, se empenhados na caça ao cangaceiro. Portanto, quanto mais demorassem a encontrá-lo tanto melhor para eles. E também: Lampião sempre foi protegido por chefes políticos e grandes donos de terras. Deles, em troca de determinados serviços, Lampião recebia armas e mantimentos. Até a polícia, às vezes, fornecia munição.

Manoel Severo e Rangel Alves da Costa

Sobre o conluio entre Lampião e as forças policiais, pontua o religioso: “Quando as tropas policiais tinham ciência de que Lampião estava perto, o oficial em comando mandava tocar a corneta, retardava a marcha, e isso dava tempo suficiente para que os cangaceiros fugissem”. E um relato surpreendente, ainda que muitos historiadores já tenham afirmado acerca da amizade e entre Lampião e o Tenente João Bezerra: “Revelou-me que o tenente era amigo de Lampião e que, muitas vezes, ia jogar com ele no seu esconderijo, em terras do pai do governador de Alagoas”. Segundo o padre, tal revelação fora feita por Vicente, antão ordenança do tenente.

Acerca do envenenamento, afirma o padre Kehrle: “Conhecia bem a rotina da casa e sabia que, todos os dias de manhã, uma mulher levava um pote de água de beber para os cangaceiros. Em troca de dez contos de réis, a mulher depois de muito vacilar, diluiu na água o veneno que o tenente lhe dera. João Bezerra cercou a casa, viu quando Maria Bonita levou o pote para dentro, e esperou mais um pouco. Entrou sozinho quando ouviu gritos: os cangaceiros e Lampião agonizavam envenenados. O tenente então deu um tiro na cabeça de Maria Bonita e os soldados invadiram a casa, roubaram o dinheiro dos cangaceiros e cortaram-lhes as cabeças”.


À época da reportagem, o padre Kehrle, contava com oitenta e um anos. Contudo, por mais conhecimento de causa que tivesse, pois se autodenominado confessor do rei cangaceiro antes de o mesmo entrar no cangaço, bem como gozando de tamanha intimidade que certa feita, ferido, o das caatingas afirmou que só se entregaria à polícia na sua presença, não se pode, infelizmente, creditar como verdadeiras todas as suas narrativas. Ademais, repassa outras informações que contrastam totalmente com os alfarrábios da história.

Numa palavra: se o padre Kehrle estiver com a verdade, grande parte da história acerca de Lampião está sendo contada e recontada de forma equivocada, senão mentirosa. Prefiro confiar em pesquisas, em antigos relatos oriundos de fontes fidedignas (em muitos casos e sobre muitas situações), a abraçar como verdadeiras algumas assertivas, perceptivelmente surgidas para afamar o informante. Neste sentido, diz a reportagem que o padre Kehrle é o maior testemunho vivo da história do cangaço. Ora, o ano era o de 1972 e nesta época muitos ex-cangaceiros continuavam vivos, a exemplo de Sila e Adília.

Angico

Na verdade, de fácil percepção é o fato de que o religioso nada mais pretendeu do que ganhar escopo de importância no mundo do cangaço. Dizia-se, então, acusado pela polícia de proteger Lampião e seu bando e de ter feito uma grande ação evangelizadora em meio aos homens das caatingas. Não obstante isso, seu relato acerca das vinditas de sangue dos Ferreira não condizem com a verdade histórica. Acaba transmudando toda a saga familiar para Alagoas e deixa de citar as raízes da violência ainda em Pernambuco, como se menosprezasse as reais sementes dos ódios e das violências.

Não nos parece veraz a narrativa acerca do envenenamento. Cita uma casa onde a morte se deu, mas não cita sequer o local onde estava escondido o agrupamento cangaceiro. Era como se o bando dependesse apenas de um balde de água para matar a sede. Como o balde entregue naquele dia estava envenenado - e muita gente matou a sede ao mesmo tempo -, então houve envenenamento conjunto. Noutras palavras, era como se o leiteiro entregasse o leite envenenado certa manhã e grande parte da casa morresse por causa disso. Ademais, no relato não há lugar para o Angico, para o cerco na madrugada, para o curto tiroteio, para o sangue derramado e a fuga desesperada de cangaceiros.

Também não condiz com a verdade histórica a citação segundo a qual as forças policiais perseguiam de mentirinha o bando Lampião. A acreditar nisso, o Fogo do Maranduba teria sido a mais perfeita encenação entre cangaço e volante. Muito mais teria para contestar acerca das palavras do padre, mas creio que a própria reportagem cuida de definir bem o informante: “Uma pausa. Padre Kehrle vai tirar o demônio do corpo de uma mulher que chora há três noites”. E cura. Mas não a História.
Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista

As Cruzes do Caminho...E do Cangaço ! Por:Marcos de Carmelita

Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz


Quando tivemos a ideia de escrever um livro sobre um tema tão complexo e polêmico como é o cangaço, sabíamos o que iríamos enfrentar pela frente. Não foi fácil chegar aonde chegamos e conseguir descobrir tantos segredos guardados a sete chaves. Fotografias sonhadas por muitos pesquisadores. É parceiro, o nosso trabalho começa a ser reconhecido. Uma pesquisa séria e comprometida com a verdade dos fatos e que foi aprovada por mestres como Frederico Pernambucano, Leonardo Gominho, João de Sousa Lima e Manoel Severo. É gratificante poder trazer ao conhecimento do público, tanta informação que estava guardada, intocável. 

Jamais escreveríamos um livro repetitivo ou copiado, como se vê muito no mundo do cangaço. É por isso que as vezes sou um pouco rude com alguns, quando postam comentários dizendo que são possuidores e escritores de livros completos. Completo só nosso senhor Jesus Cristo. A nossa intenção não é atingir nenhum outro autor. Mas é preciso às vezes ser autêntico, sertanejo, florestano. E dizer em alto tom : "respeita Januário seu coisa". Como disse o nosso padrinho Frederico Pernambucano e o apresentador João de Sousa Lima, tinha que ser gente da terra para descobrir esses segredos. Um abraço a todos. Fiquem com Deus. As cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta em grande lançamento no Cariri Cangaço Floresta dia 26 de maio deste 2016.


A história não pode ser construída quando pesquisadores fazem uma ou outra visita e já partem para escrever e transmitirem para a posteridade fatos mal colhidos. Os sertanejos de Floresta tem disso. Não confiar seus segredos a pessoas que não são da região. É preciso conviver com os personagens diariamente, pegar eles num dia bom e numa véia boa. Por isso a distorção dos fatos será corrigida. Na época que pesquisadores vinheram para Floresta nos anos 60/70 mais ou menos ainda era muito perigoso se falar em assuntos referentes a esses acontecimentos. O silêncio e o medo sempre dominaram o sertão. Por isso o motivo de se conhecer muito pouco sobre o cangaço em Floresta. Fomos felizardos e acertamos na época certa , além do mais somos policiais conhecidos e respeitados na região e devido a esse conhecimento com o nosso povo, eles nos deram esse voto de confiança para contarmos a verdadeira história deles.

Túmulos no cemitério São Miguel em Floresta

Os túmulos no cemitério São Miguel em Floresta, onde foram enterrados o Capitão e o Tenente, mortos no tiroteio dentro do Batalhão da cidade ocorrido em 1930. Uma notícia boa. O livro As Cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta está concluído. Eu e Cristiano temos o prazer de revelar de antemão a quantidade de páginas de algumas histórias escritas. Tiroteio das Caraíbas com 20 páginas, Chacina da Tapera com 50 páginas, Lampião é baleado no Tigre com 14 páginas, o fogo da Favela com 8 páginas, a morte de Garapu e dos cangaceiros Zé Marinheiro e Sabiá com 13 páginas, tiroteio e mortes no Batalhão , o sequestro de Macário e as mortes de Aureliano Sabino e Pedro Juremeira , Moreno na Varjota, enfim. Além de mais de 120 fotos inéditas : Tapera dos Gilos (54) e por aí vai. Lançamento na abertura do Cariri Cangaço Floresta dia 26/05/2016.

Marcos de Carmelita
Pesquisador e Escritor
Floresta-PE

A Reconciliação Por:Luitgarde Barros

Padre Cícero
Tenho refletido muito sobre o ambiente de regozijo com a Reconciliação, que conduziu o retrato do Padre Cícero ao interior da igreja onde foi batizado e celebrou sua primeira missa como sacerdote.
Pensar no Padre Cícero para mim é  evocar  o  grande  juazeirense  Padre Azarias Sobreira e seu inigualável livro sobre a história do Nordeste e de sua igreja – O Patriarca de Juazeiro. Seus inesquecíveis depoimentos me tocam. Lembram-me sua firmeza de caráter e, indagado,  a resposta que me deu sobre a possibilidade de algum dia ter tido dúvidas  pela  escolha do sacerdócio católico, quando me afirmou muito ter sofrido e pedido a Deus o “milagre de um sinal de que esta é sua Igreja”, acossado como sempre viveu pela descoberta dos erros da hierarquia da igreja cearense em relação ao Padre Cícero.



Este milagre aconteceu, dando-lhe o júbilo  de ver a  ascensão de João XXIII (Cardeal Roncalli) ao Papado, e a abertura do Concílio Vaticano II (11/02/1962), a primeira grande reforma da Igreja proposta por um membro da hierarquia sacerdotal. Antes,  as grandes reformas tinham sido propostas por leigos, como Francisco de Assis em 1209, opondo a pobreza aos exorbitantes tesouros e opulências do poder papal, enfim proclamando a “regra dos menores”   em  rejeição aos bens materiais. Longo foi o caminho da Igreja cristã primitiva nos seus primeiros três séculos de helenização para se adaptar à  paideia  grega de conciliação entre os poderes do mundo, até que no quarto século (313) o imperador Constantino suspendesse  a  perseguição ao cristianismo, tornando-se ele próprio cristão, atraindo para fortalecimento de seu poder todos os cristãos do Império Romano. Em 325 Constantino convoca o I Concilio de Niceia, do qual participaram cerca de 300 bispos  cristãos, no qual  se proclama a unidade  política do Império e a Doutrina da Trindade.  Para a expansão do cristianismo, Constantino  transfere a capital do Império para Constantinopla em 330. Antes de morrer havia estabelecido a existência de livros canônicos e livros apócrifos.
Nos séculos seguintes a Igreja vai substituindo o desapego material pelo luxo, separa-se da Igreja Ortodoxa do Oriente, tornando-se  a Igreja Romana  a principal força do Ocidente, com centralidade na Europa.. A história do crescimento do viés de riqueza do papado é também a história da reação dos “franciscanos espirituais” ao crescente poder econômico-político da instituição dirigente do catolicismo ocidental. A resistência dos “espirituais” crescia com a adesão maciça de cristãos a seus princípios, até à ideia da pobreza de Cristo, que atingia a ordem social daquele tempo. Desde Bonifácio VIII os franciscanos espirituais foram condenados: em 1311, 1317, 1322 e 1323. Essa repressão é respondida  pelo mais contestador dos  pensadores franciscanos, Guilherme de Ockham, que  escreveu sobre o principal problema político de seu tempo, referindo-se ao papa João XXII: “o poder do papa, o seu direito de determinar os caminhos e os limites da vida espiritual, o seu direito de intervir nas questões temporais, o seu direito inquestionável  de propriedade e o seu direito de ter a sua autoridade inalcançável pelos outros poderes”.



A alegria do Padre Azarias em 1973 era poder ter assistido, mais de  seiscentos anos após a luta  dos franciscanos espirituais, a retomada de suas teses por João  XXIII no Concílio Vaticano II (11/02/1962), cujos temas centrais foram a Misericórdia e o voltar-se a Igreja para os pobres. João XXIII demonstrou preocupações com temas  como a pobreza de Cristo, elemento basilar do mundo beato, do qual Padre Azarias foi o maior divulgador e defensor, principalmente das práticas de seu criador – Padre Mestre Ibiapina.
Imagino seu entusiasmo se estivesse assistindo a atuação de um cardeal latino-americano, jesuíta Jorge Mario Bergoglio que, eleito papa após a renúncia  de  Bento II, escolhe a nominação de papa Francisco, preocupado com a pobreza e a violência no planeta,  preconizando uma Igreja voltada para esses problemas concretos nas atuais dinâmicas do mundo contemporâneo.
Evocando teses caras a João XXIII, como Evangelho dos pobres e uma Igreja Pastoral,  Francisco publica  “Evangelii Gaudium” e convoca o Sínodo da Família em 2014 e 2015, quando são expostos  conflitos internos da Igreja Romana contemporânea, num mundo em crise econômica e de valores, marcado por extrema violência e aparecimento de novos protagonistas na cena internacional de disputa do poder hegemônico num  momento de diminuição da importância da Europa. Para seu papado, convoca titulados e experientes participantes de cargos como o Cardeal- presbítero de 83 anos de idade Walter Kasper (membro da Congregação para as Igrejas Orientais, do Pontifício Conselho para a Cultura, Congregação para a Doutrina da Fé, Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica,  Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e Pontifício Conselho para os Textos Legislativos) e o respeitado diplomata Pietro Card. Parolin seu Secretário de Estado. Francisco empreende a dificílima tarefa de reforma do papado, objetivando  principalmente efetivar  a Descentralização do poder decisório entre Bispados nacionais e regionais. Isto é expresso pela criação de um estatuto das conferências episcopais, com o Evangelho dos pobres, ouvindo o “sensus fidei do povo”, como propusera João XXIII. 


Papa Joao XXIII
Preocupado com escândalos na Igreja, Bergoglio se preocupa com a escassez de vocações  sacerdotais, mas clama  por “fervor apostólico religioso”, enquanto expande para a Ásia a Evangelização. Preocupado com a moral religiosa, incrementa maior rigor na seleção de seminaristas, elencando a fragilidade de motivações como busca de  formas de poder,  de glória humana ou bem estar econômico e insegurança afetiva. Como característica de uma Igreja Pastoral, recomenda criatividade das Igrejas locais na escuta dos principais problemas que angustiam os cristãos em cada país, em cada  região.  Enfim, recomenda a Igreja atenta aos clamores de seu povo, à fé e à moral cristã, na construção de uma verdadeira Igreja Mundial.
Para quem vive ou estuda as romarias de Juazeiro,  é como se aí  se encontrasse  a ideia, emanada do mundo beato, de que  a pobreza de Cristo irmanava-o com todos os romeiros do Padre Cícero e da Mãe das Dores, numa piedade cristã que o tempo, mesmo com todas as incertezas desse “vale de lágrimas” contemporâneo, só tem feito multiplicar.
Reconciliando a Igreja  com o Padre Cícero, o Papa Francisco supera a proposta de Ratzinger de “reabilitação histórica” deste que é o maior guia do povo nordestino, tendo vivido  para que o catolicismo seja educação, forma de vida, consolo dos aflitos, força dos necessitados,  respeito aos 10 mandamentos da lei de Deus, fé em Nossa Senhora das Dores, misericórdia,  exaltação do trabalho no exemplo de São José Carpinteiro, resistência ao sofrimento e o perdão divino.


Papa Francisco
Constituindo a categoria “homem de bem”, para designar seus seguidores que o ajudaram no “ciclópico trabalho”( Sic Azarias Sobreira) de soerguimento da vida nos sertões do Nordeste - com a palavra do evangelho, o trabalho e a oração, Ibiapina fundiu em seu programa missionário os preceitos de São Bento e São Francisco de Assis, este último a principal evocação de Bergoglio.
Em sua concepção de autonomia da Igreja local para suas práticas pastorais, Francisco  destacou  na América Central o sacrifício de Dom Romero em El Salvador e, na América Latina,  a obra de Padre Cícero no Juazeiro do Norte, último testemunho do Mundo Beato em  seu possível histórico no seio de uma Igreja em transformação.
Procurando fragmentar o poder de dominação do Vaticano, o atual papa pratica o ecumenismo proposto por João XXIII e, como aquele, procura a Conciliação entre todas as denominações cristãs, superando quase milenares dissensões, com o objetivo de colocar  a Igreja cristã como Mediadora num tempo em que um por cento (1%) da população mundial detém noventa e nove por cento (99%) da riqueza dos bilhões restantes dos filhos de Deus.
No mundo estritamente político-econômico - partidos políticos, empresas e potências bélicas fazem Acordos e instalam a barbárie do saque à natureza na exploração de nióbio, coltran,  petróleo, gás, tráfico de armas e drogas, com a consequência da morte ou expulsão  de milhões de seres humanos de suas terras de origem, prenunciando-se, pela potência destrutiva  dos métodos  utilizados nessas guerras, até o desaparecimento da espécie humana.
Na busca de paz para a humanidade as Igrejas Cristãs fazem Reconciliação.  
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros
Doutora em Ciências Sociais e Professora aposentada da UFRJ e da UERJ
Fonte: blog do Crato/Armando Rafael