Virgulino Cartografado de Guerhansberg Tayllow, Saindo do Forno

Este livro foi resultado de uma dissertação de mestrado e investiga as relações de poder e os processos de territorializações que o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião (1898-1938), construiu por meio do estabelecimento de uma malha de protetores e coiteiros e em contraponto a uma rede de opositores, entre os anos de 1920 e 1928. Aqui o espaço do cangaço 'lampiônico' não é entendido como dado e preestabelecido, mas como resultado dos jogos de poder e das múltiplas relações que esse cangaceiro agenciou com sujeitos de destaque da política sertaneja dentro do contexto da chamada Primeira República.
O território é aqui percebido em sua dimensão processual, possibilitando interpretar as ações de Lampião como produtoras de múltiplos territórios, que ganharam configurações espaciais diversas, como: territórios em rede, territórios em zona ou territórios em movimento. Três tipos de fontes foram explorados nesta pesquisa: os jornais, que divulgaram notícias sobre Lampião, entre os anos de 1920-1928; os relatos policiais; e a bibliografia memorialística. Partindo da problematização dessas produções e do diálogo com a historiografia do tema, busco entender como se deram as múltiplas territorializações do cangaceiro Lampião.
O AUTOR: Mestre em História pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Formação de Professores. Pesquisa sobre as relações entre História e Memória e História e Espaço, com ênfase nas narrativas culturais sobre o Nordeste, sobretudo do Cangaço.
A presente obra tem 280 páginas. Peça o seu agora (Valor R$60,00), através do nosso sebista oficial, o professor Francisco Pereira Lima; Via e-mail franpelima@bol.com.br ou WhatsApp (83) 99911-8286.
Kiko Monteiro.

Jesuíno Brilhante, O Primeiro dos Grandes Cangaceiros, em Breve Por:Honorio de Medeiros


"O que levou alguns homens a não se conformarem com o papel que lhes foi destinado pelas circunstâncias e ousarem tomar seus destinos com as mãos e construírem suas próprias histórias? Como explicar a vida de alguns homens que parecem ter surgido do nada, de tempos em tempos, e adquirido brilho próprio, escrevendo páginas inigualáveis durante suas existências, quando comparadas com a dos seus contemporâneos? Homens ou mulheres que não esquecemos, como São Francisco de Assis e Hitler? Em uma escala menor, 
Padre Cícero do Juazeiro e Lampião?"

BREVE: 
"Jesuíno Brilhante, O Primeiro dos Grandes Cangaceiros". 
Abril de 2020.
Honório de Medeiros
Pesquisador e escritor, Natal - RN
Conselheiro Cariri Cangaço

Zé do Papel e Lampião Por:Archimedes Marques

Zé do Papel

Em meados de outubro de 1930 quando o bando de Lampião entrou na cidade de Aquidabã, em Sergipe, o ínfimo contingente policial fugiu às pressas deixando as pessoas totalmente desprotegidas e nas garras dos cangaceiros. Aquele era o retrato da força policial sergipana do governador Eronildes de Carvalho, filho de Antônio Caixeiro, sem dúvidas, dos maiores coiteiros que o famigerado Lampião teve na sua vida bandida por cerca de 20 anos no nordeste brasileiro.

Jose Custódio de Oliveira, o Zé do Papel, em virtude de ser uma pessoa aparentemente de classe privilegiada, de classe média para rica, um pecuarista e proprietário da Fazenda Pai Joaquim, fora abordado por Lampião e dentro da sua residência na cidade de Aquidabã, além de certa quantidade de dinheiro, fora encontrado dez balas de fuzil em uma cômoda, sendo daí interpelado para contar onde estava a arma, pois pela lógica, havendo munição haveria a consequente arma, oportunidade em que o trêmulo cidadão afirmou ter emprestado o mosquetão para o juiz de direito daquela comarca, Dr. Juarez Figueiredo.

Tal fato, provavelmente incutiu na mente de Lampião que a arma fora passada ao juiz, justamente para que ele se defendesse do seu bando, daí, enraivecido com o fato, o chefe do cangaço, irracional e impiedosamente arrastou Zé do Papel ruas acima e em frente a um armazém próximo da praça principal da cidade decepou à golpe de faca a sua orelha, depois do bando ter praticado saques no comércio local e tantos outros crimes de torturas contra pessoas amedrontadas, dentre os quais o assassinato de um débil mental de nome Souza de Manoel do Norte, mais conhecido por Abestalhado, que se fez de corajoso na sua insanidade sacando um pequeno canivete com o qual cortava fumo de corda para fazer seu cigarro de palha e com tal arma teria desafiado os cangaceiros. Diante do fato, o sanguinário Zé Baiano partiu em verdadeira fúria contra o pobre do doido ceifando a sua vida a golpes do seu longo e afilhadismo punhal de 70 centímetros, em luta totalmente desigual de um ínfimo canivete em mãos de um doente mental contra um longo punhal em mãos de um feroz e impiedoso cangaceiro. Não satisfeito com o bárbaro assassinato, Zé Baiano abriu a barriga da pobre vítima para retirar gordura e untar as suas armas de fogo. Tal pratica era useira e vezeira quando os cangaceiros eliminavam as suas vítimas e queriam impressionar a população para serem mais respeitados ainda do que já eram.

Eronildes de Carvalho

Consta que Zé do Papel na agonia de sentir o sangue escorrendo pescoço abaixo ainda foi obrigado a beber um litro de cachaça que ao mesmo tempo era usada para estancar o seu ferimento e aliviar a sua dor. Em meio a esse místico de humilhação, crueldade, sangue e cachaça o endiabrado cangaceiro Zé Baiano pegou o roceiro Eduardo Melo e após espancá-lo com o coice do seu fuzil, também cortou a sua orelha seguindo o exemplo do seu chefe. Zé do Papel ainda viveu por muito tempo e viu o cangaço se acabar e seu carrasco morrer, entretanto, o Eduardo Melo não teve a mesma sorte e faleceu cerca de um mês depois da perversidade sofrida.

Assim, Aquidabã viveu o maior dia de terror da sua história. Assim Aquidabã fora vítima das atrocidades dos cangaceiros e para sempre pelos seus sucessores moradores aquele dia será lembrado. Assim, Aquidabã fora vítima também do próprio Estado que deveria ser o protetor do povo, mas que estava ausente. Ausente pela covardia dos seus policiais que fugiram mato adentro sem esboçarem reação alguma. Ausente pela pouca ou nenhuma vontade política de verdadeiramente se combater o cangaço nas nossas terras.

De tudo isso, por incrível que pareça, a Justiça de Aquidabã, sequer abriu Processo Criminal contra Lampião e seu bando. Teria o juiz Juarez Figueiredo, o mesmo que estava com o fuzil emprestado de Zé do Papel, responsável indireto pela decepação da sua orelha se acovardado para não providenciar qualquer procedimento judicial contra Lampião?...
Por outro lado, em igual modo de impunidade falando, dizem " e a história de certo modo comprova " que a polícia de Sergipe era uma polícia de "faz de conta": Fazia de conta que caçava Lampião, e, Lampião por sua vez, fazia de conta que era caçado.

Archimedes Marques, pesquisador e escritor
Presidente da Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço
Conselheiro Cariri Cangaço, Aracaju-SE

Palestra: "A construção da imagem pública de Lampião" Por:Wescley Rodrigues

Fonte: You Tube - Canal Aderbal Nogueira

Em novembro a cidade paraibana de Campina Grande promoveu sob o comando do pesquisador João Dantas o espetacular Campina Cangaço, reunindo alguns dos maiores nomes da pesquisa da temática no Brasil. Hoje Trazemos a palestra do pesquisador paraibano Wescley Rodrigues; Membro da SBEC e ABLAC; Conselheiro do Cariri Cangaço: A construção da imagem pública de Lampião.

Wescley Rodrigues
Conselheiro do Cariri Cangaço

Sertões do Nordeste Por:Heitor Macedo


Não sou historiador, pois não sou formado em história. Não sou memorialista, porque não escrevo minhas memórias. Também não sou literato nem escritor propriamente dito, posto que não tenho o objetivo de cultuar as letras e a ficção. Por conhecer um pouco fontes bibliograficas e documentais, já fui considerado por alguns como "empirista", ou seja, aquele que adquire o conhecimento por meio da experiência pessoal. Igualmente, não concordei com essa tentativa de classificação de pessoa tão esquisita que sou. Na verdade, fico confortável em dizer que sou apenas um curioso que pesquisa e compartilha o que encontra pelos becos obscuros do tempo, onde dorme a maior parte dos fatos humanos. 

Gurgel Feitosa, Heitor Macedo, Manoel Severo e Calixto Junior

Minha proposta é alcançar o autoconhecimento com liberdade, sem as amarras dos modelos formais de educação, por sinal, muito eurocêntricos. Conhecimento não é propriedade privada de ninguém, mas pode e deve pertencer a todos. Nesta obra, de minha autoria, publicada em 2015, defendi a valorização da visão do sertão pelos sertanejos. Alguns não deram muita importância por não terem entendido o título, por acreditarem que sertão é apenas aquele lugar seco, lá no semiárido. Ledo engano, pois o sertão brasileiro de que falo é o território criado pelo branco invasor, lá pelos idos de 1500, e que coincidia com espaço que ainda não havia sido "conquistado" aos índios, o que não era litoral, o que não era "civilizado", o interior. Então, aí está minha pequena contribuição, disponibilizada gratuitamente. Para baixar, é só acessar o link do Cariri das Antigas, do amigo Roberto Júnior. Obs: digitalização feita por Reginaldo Zurlo.


Heitor Feitosa Macedo
Crato, Ceara
10 de janeiro de 2020

Palestra "As Mulheres no Cangaço" Por:João de Sousa Lima

:
Fonte: You Tube - Canal Aderbal Nogueira
  
Em novembro a cidade paraibana de Campina Grande promoveu sob o comando do pesquisador João Dantas o espetacular Campina Cangaço, reunindo alguns dos maiores nomes da pesquisa da temática no Brasil. Hoje Trazemos a palestra do pesquisador e escritor pernambucano, radicado em Paulo Afonso, João de Sousa Lima; presidente do Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso e Conselheiro do Cariri Cangaço: As Mulheres no Cangaço.

João de Sousa Lima nasceu em São José do Egito, Pernambuco, no dia 20 de dezembro de 1964. Chegou a Paulo Afonso em janeiro de 1970, com poucos anos de nascido e tornou-se filho adotivo das doces e amáveis terras baianas. É filho de Raimundo José de Lima e Rosália de Sousa Lima. Tem três irmãos: José de Sousa Lima, Manuel José de Lima e Maria Bernadete Lima Santos. Pai de duas princesas: Stéfany da Silva Sousa Lima e Letícia da Silva Sousa Lima. Serviu ao Exército Brasileiro em 1983, na 1ª Cia. de Infantaria, em Paulo Afonso, Soldado “Sousa Lima”, nº 145, do 2º Pelotão de Fuzileiros. Em 2016 foi Agraciado com o Título de Amigo da 1ª Companhia de Infantaria pelo Major Barroso Magno e com o Diploma de Amigo da 6ª Região Militar, pelo General Joarez Alves. Em 2016 foi agraciado por unanimidade pela Câmara de Vereadores com o Título de Cidadão de Paulo Afonso. Em 2019 recebeu o Título de Cidadão Honorário de Piranhas, pelo Decreto Legislativo 002/2019. Licenciado em História e Escritor, hoje autor de 20 livros. 

João de Sousa Lima
Conselheiro do Cariri Cangaço

O Andarilho! Por:Fabiano Piuba

Alemberg Quindins, Manoel Severo e Fabiano Piúba

O leitor é um andarilho. Está sempre em movimento enquanto ler. Um caminhante que faz o caminho ao caminhar. Como uma Alice no bosque ou um Teseu no labirinto de Creta. Quem entra num livro pode não sair mais o mesmo. A leitura é uma viagem de formação. Uma experiência de transformação. Quem lê realiza travessias e encontros com o outro, com o mundo e consigo mesmo.
Mas o bom leitor é aquele que lê com o corpo inteiro. Com a boca e o nariz, com os olhos e os ouvidos, com as mãos e os pés, com o ventre e o coração os sentimentos das palavras, das cores e dos sons.

por Fabiano dos Santos Piúba

O médico e o cangaceiro? Por:Archimedes Marques

Dr Archimedes Ferrão Marques

A minha avó Helena Motta Marques, quando ainda com vida e lúcida, contava uma história ocorrida em Nazaré das Farinhas, cidade do sertão da Bahia, na madrugada do dia 27 de maio de 1929, época em que ela e o meu avô Archimedes Ferrão Marques, então médico, naquele município residiram por alguns anos.

O meu avô que era médico daqueles que de tudo fazia para ajudar as pessoas, além de ter um cargo estadual como sanitarista possuía também uma farmácia tipo drogaria onde atendia aos doentes e ali mesmo quase sempre manipulava e vendia os remédios que ele próprio receitava. A farmácia que servia de aprendizado e de complemento de renda familiar lhe dava outros bens de consumo, além da satisfação de curar doentes e salvar vidas, vez que, quando os seus pacientes não podiam pagar com dinheiro, presenteavam-no com galinhas, patos, cabritos, porcos e outros animais. Assim eles viveram uma vida dura e simples em Nazaré das Farinhas naquele tempo de muito trabalho, mas também de boas realizações e excelentes lições de vida.

O meu avô Archimedes era muito caridoso e atendia qualquer um a qualquer hora, independente da pessoa ter ou não como pagar pela consulta ou pelo medicamento utilizado. Bastava bater na porta da sua casa que ficava anexa a sua farmácia, que ele medicava, fazia curativos, pequenas intervenções cirúrgicas, engessamento em traumatismo de pernas e braços e até partos realizava com o maior prazer possível. Era médico por vocação, amava a sua profissão e tentava seguir fielmente o Juramento de Hipócrates.

Elane Marques, Manoel Severo e Archimedes Marques, em dia de Cariri Cangaço

Naquele dia, mais de perto na calada da madrugada, em meados das primeiras horas, chegaram a sua casa dois homens montados a cavalo, um deles com um dente bastante inflamado e "urrando" de dor, querendo a qualquer custo que ele o arrancasse e lhe livrasse daquele atroz sofrimento. Não bastaram as desculpas do meu avô em dizer que somente poderia aliviar a sua dor, pois não era dentista e sim um médico e, além disso, nunca tinha arrancado um dente na sua vida, além de não possuir os instrumentos pertinentes necessários para uma perigosa extração como aquela demonstrava ser.

O homem desesperado puxou de um punhal dizendo que se ele não arrancasse o seu dente seria sangrado ali mesmo sem dó ou piedade. Diante do novo "argumento" não restou outra alternativa senão cumprir a vontade do bandido. Aflita e trêmula de medo a minha avó logo foi buscar um alicate comum na caixa de ferramentas e o colocou para esterilizar em água fervente, enquanto o meu avô aplicava injeção de morfina na boca inchada do intransigente paciente e depois de muito suor, desespero, gemidos e luta do alicate com a boca, o dente do cidadão finalmente foi extraído. Em seguida o meu avô fez uma boa limpeza em toda a boca infeccionada do paciente, aplicando-lhe uma injeção antibiótica e, recomendando por fim, além da higiene necessária, repouso absoluto nos dois dias seguintes.

O homem agradecido e aliviado, em demonstração de possuir algum sentimento, tirou um anel de ouro de um dos seus dedos e o deu como paga ou presente para o meu avô que então mais à vontade, criou coragem para perguntar pelos nomes deles, obtendo a resposta do outro cidadão acompanhante, que os seus nomes não lhe interessava e se ele tivesse juízo que ficasse calado sobre o ocorrido para não ter um dia a sua garganta cortada. Em seguida montaram nos seus cavalos e desapareceram no escuro da noite para sempre.


Por via das dúvidas, diante do iminente perigo da ameaça e com receio dos homens voltarem em vingança caso fossem denunciados e presos, os meus avós preferiram guardar segredo dos fatos durante o tempo em que naquela cidade permaneceram, não prestando queixa à Polícia nem tampouco comentando com vizinhos e amigos sobre o desespero e terror pelos quais passaram naquela noite.

Diz o velho ditado que não há um mal que não traga um bem. Assim, a lição e o exemplo vividos pelo casal que inclusive já tinha filhos menores, serviram para que o meu avô adquirisse os instrumentos dentários essenciais e passasse também a extrair dentes, sendo então, mais uma fonte de satisfação e caridade aos mais necessitados que passavam pela angustia dessa insuportável dor, além do somatório próprio da renda familiar, vez que no município não existia um dentista sequer. Contava a minha avó que por vezes a fila para extrair dentes era bem maior do que as consultas médicas tradicionais realizadas pelo meu avô Archimedes.

Quanto aos dois desconhecidos que a minha avó dizia ser de compleição física sertaneja e rude, de cor morena queimada pelo sol e que usavam roupas grosseiras com bornais de couro e outros apetrechos, nunca souberam de quem se tratavam. Teriam sido cangaceiros desgarrados de algum grupo de Lampião ou teriam sido criminosos outros procurados pela Polícia?... Como não há nenhum registro de ataque ou presença de cangaceiros no município de Nazaré das Farinhas é mais provável a segunda opção.

Archimedes Ferrão Marques.

Nasceu em 2 de julho de 1892, em Salvador/BA, filho de Ernesto dos Santos Marques e Ana Ferrão Moniz Marques. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1917, defendendo a tese "Raspagem Uterina". Iniciou suas atividades médicas em 1918, combatendo a epidemia de varíola que grassava em todo o interior da Bahia, sendo em razão disso nomeado Inspetor Sanitário do 10º Distrito da Bahia e membro da Comissão Sanitária Federal de Combate à Febre Amarela. Em seguida, ainda em Salvador, foi transferido para o serviço de Saneamento Rural, onde fez carreira como médico, subinspetor, inspetor e chefe de distrito e zona até dezembro de 1930. Nomeado Sanitarista do Ministério da Saúde, atuou na Delegacia Federal de Saúde da 5ª Região da Bahia. Transferiu-se para Recife, onde atuou na Delegacia Federal de Saúde e Inspetoria de Saúde dos Portos, durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1945 é designado para a Delegacia de Saúde da 6ª Região, em Aracaju. Cumulativamente exerceu o cargo de médico da Caixa de Aposentadorias e Pensões da Leste Brasileira. Atuou como clínico e obstetra. Faleceu em 17 de março de 1968, em Salvador/BA, com 76 anos.

Archimedes Marques, pesquisador e escritor
Presidente da Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço
Conselheiro Cariri Cangaço - Aracaju-Sergipe
Fonte:http://www.cangacoemfoco.jex.com.br em 23 de Março de 2011

Encontro dos Poetas da Chuva...


Acontecerá neste sábado, 11, em Quixadá, no Sertão Central, a 24ª edição do Encontro dos Profetas da Chuva, evento que se tornou tradição e acontece sempre no segundo sábado de janeiro, e que atrai profetas e participantes de diversas regiões do Estado. 

Com realização do Instituto de Violas e Poesia do Sertão Central, este ano, pela segunda vez consecutiva, o encontro ocorrerá no auditório da Faculdade Cisne. As atividades terão início na sexta-feira, 10, na Praça da Cultura, onde ocorrerá XIV Encanta Quixadá – Festival de Violeiros, a partir das 20h.

No sábado, o encontro na Faculdade Cisne ocorrerá a partir das 9h. Todos os anos, o momento é um dos mais aguardados pelos cearenses, que esperam dos estudiosos da natureza, previsões animadoras de chuvas para o sertão.
Dia dos Profetas...
A Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) aprovou em junho do ano passado o Projeto de Lei nº 29/19, que institui o Dia Estadual dos Profetas da Chuva. Com a aprovação, ficou instituído que o dia deve ser comemorado, anualmente, no segundo sábado do mês de janeiro.
Repórter Ceará

"Mulheres da Terra" Exibe a Historia de Dona Zefa na Serra da Guia

Dona Zéfa da Guia

O documentário "Mulheres da Terra" é o resultado de um projeto idealizado pela então estudante de obstetrícia Mayara Boarreto e foi exibido na noite de ontem, dia 16, na comunidade Quilombola da Serra da Guia. Há 8 anos, Mayara busca por parteiras tradicionais no Brasil, o que acabou se tornando uma jornada de aprendizados e encontros pelo mundo. Hoje, Mayara Boarreto é aprendiz de parteira tradicional e formada em obstetrícia pela Universidade de São Paulo.

O documentário Mulheres da Terra é o resultado de um projeto que busca dar visibilidade para as histórias de mulheres que desenvolvem papéis sociais importantes em suas comunidades. Muitos são seus nomes, elas são parteiras, benzedeiras, raizeiras, xamãs e líderes sociais. Histórias de mulheres da terra aparecem no documentário, como: Suely Carvalho, professora e parteira tradicional; Maria d'Ajuda, parteira e pajé indígena; Mamãe Zezé, parteira e líder comunitária; e Zefa da Guia, parteira, benzedeira e líder quilombola.

Conselheiros Cariri Cangaço, Rangel Alves da Costa e Manoel Belarmino
Mayara Boarreto

Os quilombolas da Serra da Guia se aglomeraram na frente da tela, ou melhor, na frente da parede caiada da igreja da comunidade que serviu de tela para a exibição do documentário Mulheres da Terra. Homens, mulheres, meninos e meninas, quilombolas, de olhos arregalados para ver as imagens da comunidade Serra da Guia e as histórias de Dona Zefa da Guia e das outras mulheres da terra. O pátio da capelinha da Nossa Senhora da Guia transformou-se, na noite de ontem, num cinema a céu aberto. Eu , Rose Sousa, Rangel Alves da Costa, Binho do Mercadinho e Ricardo, estivemos presentes para prestigiar Dona Zefa da Guia, Sandro, o povo da comunidade e a equipe do documentário Mulheres da Terra coordenada pela parteira obstetrícia Mayara Boarreto.

Por ocasião de nossa grande Edição do Cariri Cangaço Poço Redondo em 14 de junho de 2018, o Conselho Alcino Alves Costa concedeu solenemente Diplomas de Honra ao Mérito a várias "personalidades de destaque da vida sertaneja". Na noite de abertura do Cariri Cangaço, dona Zefa da Guia recebeu seu diploma das mãos do 
Conselheiro Cariri Cangaço Ivanildo Silveira. 





Manoel Belarmino, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço - Poço Redondo, SE



Quilombo Serra da Guia...
O Quilombo Serra da Guia está localizado no município de Poço Redondo, na região chamada Sertão do São Francisco, no estado de Sergipe. Cerca de 200 famílias ocupam historicamente um território localizado entre o povoado de Santa Rosa do Ermínio, em Poço Redondo, Sergipe, e o município de Pedro Alexandre, na Bahia. A Serra da Guia, que dá nome à comunidade, faz parte do complexo da Serra Negra, cadeia de morros situada na divisa entre os estados de Sergipe e Bahia. O direito sobre o seu território de 9.013,18 hectares foi validado por decreto de desapropriação publicado em 22 de novembro de 2012. Quem é do Quilombo Serra da Guia reconhece que seu nome faz referência ao passado de resistência à escravidão. A Serra é chamada “da Guia” porque foi usada pelos escravizados como marcação de uma rota de fuga. “Da Guia” também serve para identificar o grupo, adjetivando os nomes dos moradores ou daqueles originários do Quilombo, como no caso de D. Zefa da Guia. As atividades cotidianas são divididas entre dois espaços do território: o Alto e o Pé da Serra da Guia. Na Serra estão localizados as fontes de água, as áreas agrícolas e o cemitério da comunidade. No Alto da Serra também são realizadas as festas mais importantes, em homenagem à Santa Cruz e a N. Sra. da Imaculada Conceição: “A novena é a tradição dos escravos aqui”, diz D. Zefa. “Também fazem um samba de coco. Samba de roda.” O povoamento colonial da região do Sertão do São Francisco começou no século 17, quando as primeiras sesmarias foram distribuídas na margem direita do Rio São Francisco. A Freguesia de São Pedro do Porto da Folha, região onde Poço Redondo está situado, surgiu no século 18 e seus limites chegaram a abranger a maior parte do Sertão do São Francisco.

Fonte: Coleção Terras de Quilombo
Sergipe

Pequeno Não Existe, Grande só Deus... Por: Luitgarde Barros



A Lucidez desconcertante da incomparável Luitgarde Barros; uma reserva dentre os melhores pesquisadores das coisas do sertão; nessa entrevista ao Conselheiro Cariri Cangaço, documentarista Aderbal Nogueira, Luit nos traz um recorte sobre as ligações de Padre Cícero, Floro Bartolomeu e o poder central da república com a famosa Patente "concedida" a Virgulino Lampião em 1926 em Juazeiro do Norte, Ceara. Vale a pena ver...
Fonte YouTube
Canal Aderbal Nogueira

Floro Cumpriu as Ordens da República... Por:Renato Casimiro



Mais uma vez o documentarista Aderbal Nogueira; Conselheiro do Cariri Cangaço;  nos traz em vídeo do ano de 2012, evidências de uma das mais propaladas e polêmicas passagens da época do cangaço lampiônico: A visita e a patente de capitão a Virgulino Ferreira em 1926 em Juazeiro. A relação conflituosa entre Floro e Padre Cícero; o convite, a patente, as ligações, enfim; tratados de maneira direta pelo pesquisador de Juazeiro do Norte, Professor Renato Casimiro.

Fonte: Conhecedores da Nossa História
Youtube, canal Aderbal Nogueira