Neste sábado acontece o 3° encontro do Clube de Leitura de Escrita Literária (CLEL). A ideia é criar uma comunidade de pessoas que escrevem ou querem começar a escrever a fim de estudar técnicas e conceitos para amadurecer a escrita.Os encontros acontecem em todos últimos sábados mensais. Neste sábado teremos o estudo a partir do "Como melhorar um texto literário" de Lola Sabarich e Felipe Dintel. Entrada e participação totalmente grátis.
Paulo Neves e Manoel Severo diante do alicerce da Casa de Capistrano de Abreu
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João Capistrano Honório de Abreu; o Príncipe dos Historiadores Brasileiros; nasceu na cidade de Maranguape no estado do Ceará no dia 23 de outubro de 1853; no sítio Colominjuba, cerca de 15 km da sede do município. Capistrano de Abreu realizou seus primeiros estudos em rápidas passagens por várias escolas para em 1869, viajar para Recife, onde cursou humanidades e retornando ao Ceará dois anos depois fundou a Academia Francesa, órgão de cultura e debates, progressista e anticlerical, que durou de 1872 a 1875.
Capistrano de Abreu, o "Príncipe dos Historiadores Brasileiros"
Capistrano de Abreu mudando para o Rio de Janeiro onde foi aprovado em concurso público para a Biblioteca Nacional. Em 1879, foi nomeado oficial dessa mesma Biblioteca, lecionou Corografia e História do Brasil no Colégio Pedro II e foi nomeado por concurso em que apresentou tese sobre O descobrimento do Brasil e o seu desenvolvimento no século XVI. Capistrano dedicou-se ao estudo da história colonial brasileira, elaborando uma teoria da literatura nacional, tendo por base os conceitos de clima, terra e raça, que reproduzia os clichês típicos do colonialismo europeu acerca dos trópicos, invertendo, todavia, o mito pré-romântico do «bom selvagem». Por seu talento invulgar, dedicação e pela grande Obra, foi considerado o "Príncipe dos Historiadores Brasileiros". Capistrano de Abreu; membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), patrono da cadeira 15 da Academia Cearense de Letras e da cadeira 23 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, morreu no Rio de Janeiro, aos 73 anos, em 13 de agosto de 1927. o
ACLA, diante do Obelisco do Centenário do alicerce da Casa de Capistrano de Abreu
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Para celebrar e resgatar a memória do maior historiador brasileiro, nasce há 27 anos a ACLA - Academia De Ciências Letras e Artes De Columinjuba ; sob ideia de Américo de Abreu; com sede na mesma Colominjuba de Capistrano , assumia o desafio desse resgate. Com ela o sonho , a dedicação e o trabalho de abnegados defensores de sua memória e obra do "Príncipe dos Historiadores Brasileiros". Tempos depois nasce o projeto do Memorial Casa de Capistrano de Abreu; projeto ousado de reconstrução da Casa Original de Capistrano de Abreu em sua Colominjuba.
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Mesa solene da Reunião da ACLA, no"maravilhoso barracão da obra" da construção da Casa de Capistrano de Abreu
Presidente da ACLA, Paulo Neves
Odaílson da Silva, Manoel Severo, Pedro Abreu e Moreira Lopes
Na manhã deste último domingo, dia 29 de setembro de 2019, sob a presidência de Paulo Neves, aconteceu a Reunião Itinerante da ACLA, bem diante do Obelisco que celebra o 1º Centenário de Capistrano de Abreu e bem diante dos primeiro alicerces da reconstrução da Casa Memorial Capistrano de Abreu. "Essa presente reunião deste domingo da ACLA, neste maravilhoso barracão da obra da reconstrução da Casa de Capistrano de Abreu, bem no meio de nosso sertão amado é mais uma demonstração da visão, do entusiasmo e dinamismo de nosso querido Paulo Neves, avante !" ressalta Manoel Severo Barbosa.
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Emanuela Honório e Karine Coelho em momento solene de Juramento
Karine Coelho e Odaílson da Silva
Alonso Hygino e esposa com a filha, Emanuela
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A reunião marcou a apresentação por parte do Sodalício das primeiras obras referentes à reconstrução do precioso imóvel, à frente a Comissão da Obra, que conta com o presidente da ACLA, Paulo Neves, os engenheiros Walter Veloso e Francisco Moura, além de Pedro Abreu, acadêmico, ex-presidente e representante da família. "A ideia é já inaugurarmos a primeira etapa da obra ainda no primeiro semestre de 2020" comenta um dinâmico e entusiasmado Paulo Neves.
Na oportunidade a ACLA promoveu a posse de mais duas integrantes; a escritora Karine Coelho que assumiu uma das cadeiras de Letras da referida academia e a jovem Emanuela Honório, a primeira a ocupar uma cadeira do sodalício destinada aos membros juvenis.
Capistrano de Abreu e Manoel Severo
Manoel Severo e Paulo Neves e os alicerces da Casa de Capistrano de Abreu
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A ACLA - Academia de Ciências, Letras e Artes de Columinjuba foi criada em 21 de junho de 1992, no Sítio Columinjuba, na cidade de Maranguape, na regiãometropolitana de Fortaleza. A data de sua inauguração homenageia o nascimento de Antonio de Abreu, primeiro dentre os Patronos a ter um livro publicado. Seu primeiro presidente foi o intelectual Américo de Abreu, escolhido por suas virtudes, raras qualidades e reconhecido saber cultural. Por ocasião de criação deu-se a solenidade de posse da primeira Diretoria Executiva e do seu Conselho Fiscal, além da posse dos primeiros Membros Titulares da ACLA, assim, plantada a semente de um sodalício em um aprazível local, berço de figuras exponenciais cujas principais virtudes sempre foram a honra, a disposição para o trabalho e, principalmente, o sentimento de fraternidade.
Flagrante da homenagem da ABLAC a Antônio Amaury Correa de Araujo
Foto: Geraldo Junior
o Aconteceu na tarde desta segunda-feira, dia 30 de setembro de 2019, a visita oficial da ABLAC - Acadêmia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço ao pesquisador e escritor Antônio Amaury Corrêa de Araújo. Na oportunidade a Academia representada por um de seus membros, o pesquisador Luiz Ruben Bonfim; acompanhado de sua esposa dona Ângela; entregou ao ilustre pesquisador o Título de Membro Honorário do referido sodalício como também Medalha Comemorativa ao ato. O referido título, uma proposição do senhor presidente da ABLAC, pesquisador Archimedes Marques; aprovada por unanimidade em Assembléia do prestigiado sodalício; presta uma das mais justas homenagens ao Mestre da pesquisa do Cangaço, Doutor Antônio Amaury Correa de Araujo.
Antônio Amaury e Luiz Ruben
Antônio Amaury e Pedro Popoff
Fotos:Carla Mota
A visita aconteceu na residência da família Corrêa de Araujo em São Paulo, tendo como anfitriões, além do homenageado, sua esposa, dona Renê e o filho Carlos Elidyo. Participaram também do momento da homenagem os pesquisadores; Geraldo Antônio de Souza Junior, Adauto Silva, além da família Popoff; Carla e Marcelo, além de Pedro Popoff, o "Menino do Cordel e do Baião".
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Fonte: YouTube
Por: Geraldo Antonio Souza Junior
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A ABLAC - Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço, foi fundada na noite do dia 25 de julho de 2019 no auditório do Hotel Lagoa Lazer, Hotel Oficial do Cariri Cangaço 10 Anos na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. A ABLAC apresentou como acadêmicos fundadores representantes de oito estados da federação, sendo o estado de Pernambuco com 6 membros: Ana Lucia Granja de Souza, Luiz Ruben F. de A. Bonfim, Antônio Vilela de Souza, Euclides José de Almeida Junior, Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho e Lourinaldo Teles Pereira Lima, Sergipe com 5 membros: Archimedes José Melo Marques, Elane Lima Marques, Raul Meneleu Vasconcelos, Osvaldo Abreu e Rangel Alves Costa, seguindo o estado do Ceará também com 4 componentes: Ângelo Osmiro Barreto, Juliana Pereira, Manoel Severo Gurgel Barbosa e Severino Neto de Souza, Bahia com 4 integrantes: Gilmar Teixeira Santos, João de Sousa Lima, José Bezerra Lima Irmão e Voldi Ribeiro, Paraíba com 3 - Bismarck Martins de Oliveira, Jorge Remígio e Narciso Aparecido Dias, o estado do Rio Grande do Norte com 2 membros: Ivanildo Alves da Silveira e Francisco Honório de Medeiros Filho, o estado de São Paulo com 1, José Sabino Bassetti como também o estado do Piauí com 1:Leandro Cardoso Fernandes.o
"Paulista, Antônio Amaury, é um dos maiores pesquisadores da vida de Lampião e da história do cangaço, há mais de 60 anos em busca de informações sobre o assunto realizou muitas entrevistas (com pessoas da sociedade, do cangaço e das forças policiais da época e familiares remanescentes). Suas pesquisas minuciosas, diretas, imparciais, fazem-no um autêntico mestre, criterioso e honesto. Nos anos 70, tornou-se conhecido em todo o Brasil ao participar do "Programa 8 ou 800", da TV Globo, respondendo sobre o assunto. Tem vários livros publicados sobre o assunto, entre eles:“Lampião: Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço”; “Assim Morreu Lampião”; “Lampião: As Mulheres e o Cangaço”; “Gente de Lampião: Dada e Corisco”; “Gente de Lampião: Sila e Zé Sereno”; “De Virgolino a Lampião”; “O Espinho do Quipá” (estes dois últimos em co-autoria com Vera Ferreira, neta de Lampião); “Lampião e Maria Fumaça” (co-autoria com Luiz Ruben F. de A. Bonfim, de Paulo Afonso – BA); “A Medicina e o Cangaço” (em co-autoria com Leandro Cardoso Fernandes, de Teresina – PI).
Seu trabalho mais recente é “Lampião e as Cabeças Cortadas”, também em co-autoria com Luiz Rubem Bonfim. É também Sócio-fundador da União Nacional de Estudos Históricos e Sociais – UNEHS. Dr Amaury e o Cariri Cangaço
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Antônio Amaury ao lado da equipe de produção do Cariri Cangaço Barro 2013,
Fazenda Nazaré...
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Antônio Amaury Corrêa de Araujo possui fortes ligações com o Cariri Cangaço. Desde nossa primeira edição ainda no ano de 2009 como um de nossos principais incentivadores e apoiadores, sendo figura principal dentre todos os ilustres convidados daquele que se prenunciava como um dos maiores eventos já realizados sobre a temática cangaço. Ao longo desses últimos dez anos de Cariri Cangaço, tivemos a honra e o grande privilégio de contar com o Mestre Antônio Amaury em incontáveis de nossas agendas, sendo referência na pesquisa e estudo da temática cangaço, muito nos honra em tê-lo na família Cariri Cangaço.
Um dos momentos marcantes de Antônio Amaury em nosso Cariri Cangaço Crato 2011; Debate no SESC-Cariri Cangaço - "Angico" ao lado de Alcino Alves Costa, Paulo Gastão, Manoel Severo, Sabino Bassetti e Aderbal Nogueira
Presença marcante de Antônio Amaury em edições Cariri Cangaço:
Juazeiro do Norte em 2009, Barbalha em 2010, Juazeiro em 2010 e Piranhas 2015
Aderbal Nogueira, Leandro Cardoso, Antônio Amaury, Paulo Britto e Alcino Alves Costa na abertura do Cariri Cangaço em Juazeiro do Norte em 2009
Carlo Elidyo e Antônio Amaury no Cariri Cangaço Aurora 2010,
Fazenda Ipueira de Isaias Arruda
Antônio Amaury ao lado de Manoel Severo, Celso Nogueira e João de Sousa Lima
Debate na Fazenda Patos, Cariri Cangaço Piranhas 2015
Antônio Amaury recebe homenagem das mãos de João de Sousa Lima
no Cariri Cangaço Barbalha 2011
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"Era ainda o ano de 2015, fazia tempo que não encontrava São Paulo tão quente, a sensação térmica estava terrível, a umidade do ar e termômetro marcando 33º C em plena 18:30h só perdiam para a satisfação e alegria em reencontrar queridos e espetaculares amigos. O bairro; Jardim São Paulo; extremamente agradável e a travessa Guajurus, um recanto onde pontuam preponderantemente residências, pequenos sobrados e pequenas vendas, nos transportam para uma "Sampa" mais tranquila, onde as pessoas ainda se cumprimentam nas calçadas, jogam conversa fora, sorriem juntas... É ali o "coito" de um dos mais respeitáveis pesquisadores sobre o cangaço no Brasil: Antônio Amaury Correia de Araujo, nosso Mestre." Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço, sobre uma de suas visitas ao Mestre Amaury...
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Manoel Severo, Napoleão Tavares Neves, Antônio Amaury e Múcio Procópio
no Cariri Cangaço Porteiras 2011
Antônio Amaury e o Cariri Cangaço
Cariri Cangaço, território de grandes encontros: Antônio Amaury e Alcino Alves Costa no grande Cariri Cangaço Crato 2013
Antônio Amaury e Lamartine Lima no Cariri Cangaço Piranhas 2015
Fazenda Pau de Arara
Narciso Dias, Jorge Remígio, Sousa Neto, Lamartine Lima e Antônio Amaury
"Mestre, segundo o "Aurélio" significa: Professor de grande saber e nomeada, o que é versado em qualquer ciência ou arte, oficial graduado de qualquer profissão... Para mim, Mestre é tudo isso e mais: É aquele que coloca a alma, o coração e todos os seus talentos e esforços, naquilo em que acredita, naquilo pelo qual tem paixão, naquilo que faz o olho brilhar. Querido amigo e Mestre Antônio Amaury temos você como nosso Mestre, e saiba que está em nosso coração" Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço e membro da ABLAC.
Antônio Amaury e Manoel Severo
Antônio Amaury, Dr Napoleão Tavares Neves e Lemuel Silva no
Cariri Cangaço Juazeiro do Norte
Manoel Severo, Dr Lamartine Lima e Antônio Amaury
Zé Tavares Neto , Valquíria e Antônio Amaury em visita do Cariri Cangaço no Angico
Marcos e Felipe Passos, Ivanildo Silveira, Antônio Amaury e Jorge Remígio
Valdir José Nogueira, talvez somente Ariano Suassuna para
descrevê-lo assim de relepada, quando o mestre armorialista diria: “Olhe no
homem a pedra em seu estado de pedra, no silêncio e na mansidão do tempo, no
seu estado de sol e de chuva, e no seu lodo encobrindo segredos. Mas tente se
aproximar da pedra, falar com a pedra, aprender com a pedra. E terá uma pedra
que é um reino de humildade, de simplicidade, de conhecimento e de sabedoria.
Assim é Valdir, o belmontense, o guardião da Pedra do Reino, dos segredos do
Castelo Armorial, o olhar dos casarões antigos e avivados na cor, o jardineiro
das pedras portuguesas e o estandarte da cavalaria, dos bacamarteiros e de toda
a cultura brotada em seu imenso Pajeú”.
O prazeroso destino me fez chegar a Valdir Nogueira durante
o Cariri Cangaço Belmonte, em outubro do ano passado. O evento parecia somente
ele. A voz do evento parecia somente a dele. Tudo se fazia perante sua
presença, orientação e guia. Homem de estatura mediana, de gestos
despreocupados e ao mesmo tempo atentos a tudo ao redor, de calmaria em mar
bravio, de palavras profundas e desapressadas, numa ser de simplicidade difícil
de ser encontrada. Um chapéu na cabeça, óculos moldurando um olhar de águia.
Acessível, de mão estendida e sorriso estampado e, de repente, um amigo. Um
grande amigo.
Augusto Martins, Manoel Severo e Valdir Nogueira
Algumas ligeiras informações. Valdir Nogueira, filho de
Pedro Andrelino Nogueira e Aliete Moura Nogueira, é escritor, historiador,
professor, palestrante, com profunda atuação na Secretaria Municipal de Turismo
de Belmonte, membro da Associação Cultural Pedra do Reino, Conselheiro Cariri
Cangaço, dentre outras atividades. Enquanto historiador apresentou estudos
sobre os coronéis belmontenses, sobre a saga dos Pereira e dos Carvalho, a
valentia de Quelé do Pajeú, sobre a Lendária Casa de Pedra, acerca do Capitão
Luiz Mariano da Cruz, sobre o Movimento Sebastianista, sobre as Memórias do
Antigo Casarão e a Morte do Coronel Gonzaga, sobre a História de São José do
Belmonte, e muito mais.
Desde aquele Cariri Cangaço que Valdir Nogueira começou a
despertar minha atenção e curiosidade. Ora, seu conhecimento histórico e
cultural poderia levá-lo ao pedestal daqueles que se acham diferenciados pelo
saber. Mas quem avista e dialoga com Valdir encontra um conhecido de soleira da
porta ou de pé de balcão. O contexto cultural no qual está envolvido, num
emaranhado de ricas e preciosas informações, bem que poderia torná-lo como
aquele indivíduo que só tem tempo para o acúmulo do que interessa. Mas Valdir
procurar compartilhar, de forma sucinta e inteligível, toda informação
recolhida nas suas andanças, nos seus olhares, no seu sentimento de historiador
do singelo e do grandioso.
Jorge Figueiredo, da cidade Baiana de Entre Rios, Valdir Nogueira, da cidade pernambucana de São José de Belmonte, João Tavares Calixto Junior, da cidade cearense de Juazeiro do Norte, Manoel Belarmino, da cidade sergipana de Poço Redondo; , Quirino Silva, da cidade paraibana de João Pessoa e , empossados como Conselheiros Cariri Cangaço na noite de abertura da festa de 10 anos, 24 de julho de 2019 em Crato
Dificilmente alguém vai se preocupar com as pedras
portuguesas antigas cimentadas nos belos casarões belmontenses. Dificilmente
alguém se orgulha tanto com o que convive como Valdir. Peça-lhe para falar
sobre Ariano Suassuna, sobre a Pedra do Reino encravada em Belmonte, sobre João
Antônio, João Ferreira e demais personagens daquela saga de fanatismo, loucura
e sangue. Valdir é sebastianista, é armorialista, é um livro de Ariano. Valdir
é o guardião dos mistérios e segredos da Serra do Catolé. Creio que Valdir seja
o próprio Quaderna narrando a epopeia de seu povo e de sua terra.
Por tudo isso - e muito mais - eu aprendi a devotar
admiração especial por Valdir Nogueira. Meu leitor em alguns textos que
publico, igualmente sabedor de minha escrita engajada com a cultura e a
história sertaneja, ele bem sabe que muito nos aproximamos na apreciação das
singelezas da vida. Então de repente faz surgir de sua boca uma nostalgia
encantadora: “Hein Rangel, vai fumar um cigarrinho em deforete?”. Para depois
lembrar que deforete é um termo interiorano para indicar descanso ou folga.
Mais adiante se volta pra mim e diz: “Viu Rangel, aquele senhor na madorna no
sombreado da igreja?”. E repliquei: “Só você Valdir, para aparecer agora com essa
madorna!”.
E de sua boca vão saindo pérolas e preciosidades já fora do
alcance e do entendimento moderno. E de sua presença aquele sopro de vento bom
e de sombreado debaixo de frondosa árvore. Abraço-te, amigo Valdir!
Rangel Alves da Costa, Pesquisador, Poeta e Escritor
Nova diretoria do Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú - IHGP para o triênio 2019 a 2022. Presidente Augusto Martins ; Vice Presidente Louro Teles,
O auditório da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco; no bairro de Santo Amaro, no Recife; anfitrionou pesquisadores e admiradores da temática cangaço para a solenidade de criação do GECAPE-Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco. Superando todas as expectativas o momento marcou o encontro de pesquisadores e escritores de todo o estado pernambucano como também de estados vizinhos.
A solenidade teve na presidência da mesa o curador do Cariri Cangaço; Manoel Severo Barbosa; que ato contínuo convidou também para compor a mesa solene os pesquisadores, Dr Frederico Pernambucano de Melo, Narciso Dias, Aderbal Nogueira, Geraldo Ferraz, Luiz Ruben, Itamar Baracho e Wasterland Ferreira.
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Manoel Severo e Frederico Pernambucano de Melo
Conselheiros Cariri Cangaço; Professor Pereira, Emanuel Arruda, Manoel Serafim, Valdir Nogueira, Manoel Severo, Geraldo Ferraz, Luiz Ruben, Antonio Vilela,
Narciso Dias e Junior Almeida
Manoel Severo e Itamar Baracho
Nas palavras de saudação e boas vindas aos convidados, o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, ressaltou a grande honra do "Cariri Cangaço ser o Patrono deste valoroso GECAPE" e disse mais, confirmando a certeza do sucesso do mesmo "a partir da credibilidade, seriedade, dedicação e zelo de seus fundadores responsáveis; como o Luiz Ruben, o Wasterland Ferreira e o Itamar Baracho" concluindo:" A tarde de hoje mais uma vez consolida a força de integração do que nos acostumamos a chamar no nosso Cariri Cangaço da verdadeira alma nordestina, com a presença amigos de todo o estado pernambucano, e de estados vizinhos, uma grande demonstração de apoio e solidariedade".
Ainda fizeram uso da palavras os pesquisadores; Narciso Dias, representante do GPEC; Aderbal Nogueira, representante do GEEC; Geraldo Ferraz, da ABLAC e os reapresentantes fundadores do GECAPE, Luiz Ruben, Wasterland Ferreira e Itamar Baracho. Para Narciso Dias:"É muito importante testemunharmos a criação de mais um responsável grupo de estudos, desta vez no estado de Pernambuco, podem contar conosco do GPEC, da Paraíba, estaremos juntos!"
Narciso Dias e o apoio do GPEC.
Aderbal Nogueira representou o GECC
Geraldo Ferraz representou a ABLAC
Luiz Ruben, um dos fundadores do GECAPE
Luiz Ruben; fundador do GECAPE e Conselheiro Cariri Cangaço; afirmou a grande satisfação em receber o grande público presente na solenidade:"A ideia era ter uma reunião mais simples, em minha própria residencia, com no máximo 10 pessoas, mas a partir da grande articulação do curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, acabamos tendo essa grande festa, diria até, vivemos hoje mais um Cariri Cangaço". p
Wasterland Ferreira
Itamar Baracho
Já Wasterland Ferreira comentou a "enorme emoção em compartilhar esse grande momento com amigos pesquisadores de todo o Brasil", e Itamar Baracho revelou os grandes desafios que virão:"Agora teremos muitos desafios e juntos haveremos de enfrentar e vencer, se preparem!".
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Pesquisadores lotaram as dependências da Biblioteca Publica de Pernambuco
Manoel Severo coordenou a entrega de Homenagens do Cariri Cangaço
Um dos momentos altos da solenidade foi a entrega dos Diplomas de Amigo do Cariri Cangaço aos pesquisadores Wasterland Ferreira e Itamar Baracho, fundadores do GECAPE. "Hoje o Cariri Cangaço homenageia o destemor e a dedicação, tanto de Wasterland como do Baracho, a partir da iniciativa de criação do GECAPE, para nós; os pernambucanos do Conselho do Cariri Cangaço; foi um honra prestar essa homenagem" falou Manoel Serafim, Conselheiro Cariri Cangaço da cidade pernambucana de Floresta.
Manoel Severo e Frederico Pernambucano de Melo
Cariri Cangaço homenageia Wasterland Ferreira
Wasterland Ferreira recebe o Diploma do Conselheiro Cariri Cangaço, Geraldo Gerraz
Conselheiro Cariri Cangaço Luiz Ruben entrega Diploma a Itamar Baracho
Ainda dentro da solenidade o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, passou às mãos do pesquisador e escritor Frederico Pernambucano de Melo, a Comenda do Mérito Cultural e Histórico do Cariri Cangaço. "Hoje o Cariri Cangaço presta essa justa homenagem ao Dr Frederico Pernambucano de Melo, em reconhecimento ao conjunto de sua Obra e por toda importante contribuição ao estudo e pesquisa da temática cangaço" falou Manoel Severo.
Manoel Severo e Paulo Britto entregam a Comenda do Cariri Cangaço
a Frederico Pernambucano de Melo
Paulo Britto saúda Frederico Pernambucano em nome do Cariri Cangaço
Por fim o Conselho Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço, com o apoio de várias entidades, entregou aos fundadores do GECAPE um Diploma celebrando essa importante data. Foram signatários do Diploma a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, a Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço e os Grupos; Paraibano de Estudos do Cangaço e o Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará.
Manoel Severo em nome do Cariri Cangaço e Instituições signatárias
Ainda dentro da tarde solene fizeram uso da palavra os representantes da Biblioteca Pública de Pernambuco; Sandra Veríssimo e André Maia; também responsáveis por uma exposição sobre a temática cangaço, no hall de entrada da Biblioteca, com exemplares de livros, revistas, artesanato em couro, barro, dentre outros apetrechos ligados à temática. Finalizada o momento solene do lançamento do GECAPE, Manoel Severo, convidou para iniciar sua conferência sobre o "Ciclo Histórico do Cangaço", o pesquisador Frederico Pernambucano de Melo, que por mais de uma hora fez uma minuciosa explanação sobre os movimentos de colonização do nordeste, suas implicações, a formação do homem sertanejo, os principais conflitos armados até chegar ao cangaço e as várias e fortes interligações entre todos esses movimentos.
Frederico Pernambucano de Melo e a conferência: "O Ciclo Histórico do Cangaço"
Após a conferência do Dr Frederico Pernambucano de Melo foi aberto o debate com a participação de vários pesquisadores convidados,quando forma abordados vários temas, como: A questão do fornecimento de armas ao cangaço, a questão da alimentação medicina na época do cangaço, a estética e o modos de vida dos cangaceiros, Virgulino estrategista, dentre muitos outros temas. O proveitoso e oportuno debate ocupou mais uma hora da solenidade.
Célia Maria e Quirino Silva na apresentação artística no GECAPE
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Seguindo a programação de lançamento do GECAPE, Manoel Severo convidou a todos para a apresentação cultural do casal Quirino Silva e Célia Maria para logo após, encerrar a solenidade com o lançamento do mais novo livro do pesquisador Voldi Ribeiro: "Lampião e o Nascimento de Maria Bonita". o
Luiz Ruben, Manoel Severo, Voldi Ribeiro e Frederico Pernambucano
Frederico Pernambucano e Jorge Remígio
"A homenagem do Cariri Cangaço do Brasil, na pessoa do presidente da insigne instituição, Manoel Severo Barbosa, à minha pessoa, durante o evento de lançamento do GECAPE - Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco, realizado ontem, 21 de setembro de 2019, no auditório da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, em Recife me deixou muito honrado. Muito obrigado ao Conselho Curador Alcino Alves Costa; muitíssimo obrigado, meu amigo, confrade e presidente Manoel Severo; muito obrigado à toda Família Cariri Cangaço.Avante, sempre!" Fala um emocionado Wasterland Ferreira, um dos fundadores do GECAPE.
Ingrid Rebouças e Manoel SeveroM
Grande tarde de lançamento do GECAPE
Ingrid Rebouças
A solenidade de lançamento do GECAPE na cidade do Recife, marcou a forte participação da comunidade de pesquisadores do estado, como também de estados vizinhos. O destaque ficou para a participação efetiva do Conselho Consultivo Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço; patrono do GECAPE; estiveram presentes 12 Conselheiros do Cariri Cangaço, sendo: Manoel Severo, Narciso Dias, Jorge Remígio, Emmanuel Arruda, Professor Pereira, Manoel Serafim, Junior Almeida, Antônio Vilela, Quirino Silva, Valdir Nogueira, Geraldo Ferraz e Luiz Ruben.
Manoel Severo e Zenon Pereira
Aderbal Nogueira, Verluce Ferraz e Manoel Severo
Manoel Severo, Sandra Veríssimo e Luiz Ruben
Quirino Silva, Manoel Severo, Luiz Ruben, Ângela, Voldi Ribeiro, Vilela, Geraldo Ferraz, Junior Almeida e Célia Maria
André Maia, Manoel Severo e Geraldo Ferraz
Paulo Filho, Paulo Britto, Manoel Severo, Luiz Ruben e Benner Britto
Célia Maria e Manoel Severo
Um dos pontos diferenciados com relação ao GECAPE sem dúvidas é o processo de criação de seu escudo e flâmula; um desses processos está sendo desenvolvido pelo pesquisador Dantas Suassuna, que já disponibilizou os rascunhos, contendo os preciosos sinais da maravilhosa arte armorial, simbolo inconteste da cultura pernambucana e herança de seu pai, Mestre Ariano Suassuna.
Rascunhos do escudo e flâmula do GECAPE, criação de Dantas Suassuna
O curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo ressalta a grande participação de amigos de várias cidades que vieram ao lançamento do GECAPE: "Sem dúvidas mostra o tamanho da força de Pernambuco e a imensa credibilidade de seus fundadores; Luiz Ruben, Baracho e Wasterland; todos ficamos muito felizes com a participação dos amigos que acolheram nosso convite, ter aqui representantes da Paraíba, Ceará além dos amigos de Pernambuco foi uma festa."
Manoel Severo recebe o pesquisador Frederico Pernambucano de Melo
Tendo a frente um quarteto de ouro; pesquisadores; Luiz Ruben Bonfim, Conselheiro Cariri Cangaço, membro da ABLAC e SBEC; o pesquisador e professor Itamar Baracho; o pesquisador Wasterland Ferreira,membro da SBEC e Geraldo Ferraz; Conselheiro Cariri Cangaço, membro da ABLAC e SBEC ; além de outros ilustres pesquisadores,escritores e admiradores da temática, o GECAPE já nasceu com a força do estado pernambucano; um dos mais ricos em memória, tradição e cultura,