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Não haverá mais a fórmula de retrocedermos Por:Paulo Medeiros Gastão

Paulo Gastão

Caros irmãos Severo e Danielle, meu grande e fraternal abraço, O 3º Seminário Cariri Cangaço com sua edição neste setembro de 2011 está consolidado.Houve superação em todos os sentidos que desejemos fazer observações, comparações, análises e mais, definições que apresentam fortes conotações de desenvoltura e objetividade.Devemos observar que praticamente o Brasil se fez representar pelos seus dedicados pesquisadores.

O aprimoramento relativo a parte cultural propriamente dita tomou rumos, que até então eram desconhecidos frente aos posicionamentos estabelecidos pelos aficionados do Cariri Cangaço e assim conseguimos plantar uma nova semente que tem no seu íntimo o sêmen da renovação, de novos conceitos e caminhos a serem percorridos. Não haverá mais a fórmula de retrocedermos. Só nos resta um único caminho, seguirmos em frente na busca de novos segmentos e conhecimento. É momento de lembrarmos que dispomos dos melhores sistemas de comunicação em vigência do mundo e assim, por intermédio da comunicação haveremos de preencher as lacunas que nós mesmos acabamos de construir.

Com as características esboçadas o Cariri Cangaço marca o antes e o depois para com a cultura popular nordestina e brasileira. A busca incessante pelo aprimoramento das idéias e dos posicionamentos, muitas das vezes divergentes, tem nos mostrado caminhos seguros para galgarmos novas posições junto ao mundo da cultura popular brasileira.O Cariri Cangaço tem nos proporcionado momentos de reflexão na busca do melhor, que possamos construir em prol dos neófitos e de uma gama imensa de brasileiros, que precisam tomar conhecimento da história dos seus antecedentes em todos os quadrantes deste imenso país.

Gastão em manhã de Angico e Cariri Cangaço

O papel que hora o Cariri Cangaço vem desenvolvendo com muita segurança haverá de nos levar as portas da Academia e assim estaremos utilizando os conceitos da matemática, quando haveremos de trabalhar com as progressões geométricas, pois, estaremos sendo os multiplicadores do conhecimento para todos os brasileiros e estrangeiros.

É apenas uma questão de tempo e oportunidades. Dispomos do melhor que existe, que é aquele que estuda, pesquisa, escreve e estabelece o diálogo.A presença das mulheres ligadas intrinsecamente ao movimento do cangaço já estão participando com todo vigor. Jovens em busca de conceitos sólidos, confiáveis e, anotam os elementos desejados para concluirem suas defesas de mestrado e doutorado junto a universidade brasileira. O somatório de vários municípios têm redundado em sucesso palpável servindo de estímulo para outros que fazem parte da meso região caririense.

Estamos sentindo o dessecar dos nomes e histórias mais representativas e o futuro nos parece altamente promissor.O carinho que é ponto alto durante o evento nos deixa desarmados para qualquer reação em contrário. A habilidade usada pelo distinto casal Severo e Danielle, tem uma textura inconfundível, chegando ao ponto de levar energia positiva a todos aqueles, que queiram comungar com os dogmas oriundos do oriente.

Liderança, respeito, objetividade, congraçamento e respeito tem sido adjetivos corriqueiros durante todas as edições do Cariri Cangaço, quando nesta edição sentimos um real aprimoramento. O senhor Curador além de nos acolher com muita dignidade, nos presenteia com o ajuntamento de pessoas por ele escolhidas para formar um Conselho Consultivo. Assim torna-se mais fortalecido o grande projeto Cariri Cangaço, onde a divisão de forças caracteriza o somatório de novos posicionamentos que abrilhantarão nossas futuras promoções. É preciso ser grande de espíritto para saber dividir o poder e de imediato usar o fator da multiplicação na construção do desejado.

Está análise é pequena, diminuta, em relação a grandiosidade do CARIRI CANGAÇO.Precisamos olhar para ele como sendo uma parte de nós mesmos. Muito se poderia dizer, mas, para mim basta. Deixo para outros momentos, neste espaço ou ao vivo, porque só assim haveremos de somar o quanto é esperado por cada um dos participantes.Está na hora de regaçarmos as mangas da camisa e partirmos para a próxima edição 2012 e lá nos confraternizaremos mais uma vez, buscando novas forças para embalarmos cada vez mais o rebento que agora, mais do que nunca é nosso, pois as responsabilidades redobraram.

Que fique meu abraço, do Curador a pessoa mais humilde, que colaborou para que mais uma vez o Cariri Cangaço fosse grande, magestoso e acolhedor.Outro abraço cheio de vigor e carinho para as comunidades do Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro e Porteiras que nos recebrem como verdadeiros príncipes.Até 2012!!!

Fica aqui o abraço de Paulo Gastão.
Sócio da SBEC
Conselheiro do Cariri Cangaço

Paulo Gastão sobre a noite Cariri Cangaço na Saraiva...

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Ingrid Alidiane, Paulo Gastão e Mabbel

Caríssimo Curador, Severo, boa noite...
Parabéns pela coragem e desenvoltura em levantar a bandeira dos principais problemas relativos  ao cangaço. Ao sairmos do marasmo esperamos que haja uma ampliação cada vez maior no universo das caatingas.

Lembre-se que estamos apenas dando o ponta pé inicial e precisamos ir muito mais longe. O que existe no procedimento dos pares ontem reunidos é uma antevisão do que será o tema no próximo Fórum do Cangaço a se realizar em Mossoró, ou seja, ventilar a violência doutora e a cidadania.
 
Estamos em plena sintonia frente a historiografia cangaceira. Deixemos o mundo lampiônico e haveremos de nos deparar com momentos altamente representativos. Vamos dar uma trégua ao homem.
 
Que seu caminho continue iluminado.
 
Abração, Paulo Medeiros Gastão, ou
Paulo Cariri.
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Angico por Paulo Gastão

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Paulo Gastão, Severo, Lemuel e Aderbal

Angico se constitui no calcanhar de Aquiles do cangaço lampiônico. A construção do mito e seus asseclas desmoronam de forma vertiginosa. Se desejam o término do cangaço com o episódio de Angico, considero uma aberração, final trágico e desabonador da saga de homens assassinos, porém, valentes e destemidos. 
A história dos cangaceiros deve ser vista de vários ângulos.
A descrição concebida pelos escritores, jornalistas, pesquisadores deixam Gengis Kan, Napoleão, Júlio César (O imperador), Al Capone, Billys the Kid, Kelly (e seu bando), Hitler e muitos outros, fichinha frente aos cangaceiros.

O cangaceiro Candeeiro me fez o seguinte relato, em sua residência na vila de Guanumbi, no município de Buíque, estado de Pernambuco: 
“Na noite anterior ao ocorrido, ou seja, 27 de julho de 1938, Lampião reuniu seus homens e assim falou: “-Amanhã cedinho vou viajar. Vou embora para Minas ou Goiás. “Quem quiser ficar, fica, quem quiser ir comigo se prepare.” Continua o chefe cangaceiro: “-Não posso mais ficar por aqui, pois, vou começar a matar até meus amigos; voltar para Pernambuco, não volto, pois, lá só tenho inimigos e a matança vai continuar. Assim o melhor é terra nova, onde ninguém me conhece”. A conversa foi encerrada e todos foram dormir pensando na decisão e na hora de ficar ou seguir o comandante. Tenho este depoimento gravado, com testemunhas na hora da gravação. 



Manoel Dantas Loiola, o Candeeiro; por Márcio Vasconcelos
 
De última hora é colocado um parente que dizem, ser de Lampião e de nome José. Foi arranjada máquina de costura para confeccionar roupa para o rapaz. Não é descrito como o mesmo lá chegou, e muito menos após o tiroteio do dia seguinte, qual teria sido seu destino. Até parece com história de Dom Sebastião, Rei de Portugal. O belo e valente monarca foi lutar no norte da África e após a renhida luta, ninguém encontra o Rei. Caracteriza-se que Dom Sebastião havia se “encantado”. Não se fala em morte em ambos os momentos.


Os cachorros pela primeira vez estavam sonolentos e teriam perdido o faro. Dormiam nas pernas dos seus donos. Junto aos cachorros deveriam estar às sentinelas que devem ter esquecido as suas responsabilidades junto ao grupo. Falha lamentosa. 
Naquela manhã chovia na área. Comprove esta afirmação no livro de João Bezerra, onde solicita aos seus comandados que: “-Tenham cuidado em pisar no chão para não fazer barulho com as folhas secas”. Parece-nos que a chuva não atingia as folhas, enquanto o restante do chão corria água. 

A coragem da volante (grupo de militares) era tamanha que o comandante permitiu o uso de cachaça para quem desejasse criar coragem. Esta declaração me foi prestada por um membro da volante que ainda está vivo. 
Aos registros feitos por todos que escreveram sobre o tema, mostram que as relações entre o chefe cangaceiro e o militar aconteciam para um jogo de 31, compra e venda de armas e munição, além de um bom trago de bebida especial. Sendo o coito a margem de um caminho, que liga a casa da fazenda ao Rio São Francisco, logo mais abaixo, verificamos que as descrições, todas, todas são falhas, pois na realidade não existia nenhuma segurança para com a permanência do grupo.

Volante do Tenente João Bezerra

As águas que correm no riacho do Tamanduá descem com muita velocidade até o rio, desde que a serra forma um plano inclinado muito acentuado. Tempo de inverno, água no riacho, onde fixar a tolda e dormir? Cangaceiros acordados, inclusive o chefe, que manda o companheiro de nome Amoroso ir buscar água logo abaixo do coito, no poço (formado na época das chuvas) que fica a 200 metros para fazer o café. Amoroso é baleado com um tiro de fuzil. Este momento não foi o suficiente para deixar os cangaceiros em condição de luta?A polícia queria os cangaceiros ou o ouro e dinheiro que eles transportavam? Por que a retirada dos anéis, cortando-se os pulsos e levando-se o conjunto, mãos e anéis? 
O governo da Bahia oferecia 50:000$000 (cinquenta contos de réis), a quem entregasse Lampião vivo ou morto. Não se tem notícia do ganhador do prêmio milionário. Por quê? 
Quem nominou as cabeças errou gravemente. Muitos escritores colocam nos seus relatos que metade das cabeças tem o mesmo nome. A partir do meio (fotos das cabeças) para cima seja como Deus quiser. Encontraram um cangaceiro que só aparece naquele momento chamado de Desconhecido? Até então não existe nenhuma informação sobre este personagem? Por outro lado Amoroso foi baleado ou morto, em primeiro lugar, e seu nome é totalmente esquecido. Como explicar?




Se a volante possuía duas metralhadoras não ficava um pé de macambira para contar a história. Por que conseguiram se salvar muitos cangaceiros? O cerco não foi cerco. É piada. 

Durval Rosa, irmão de Pedro de Cândido, em depoimento a mim prestado e registrado em fita de vídeo, declara que na noite anterior ele desceu a serra e foi levar um saco de balas, dividido em duas porções, em cima de um jumento. “Era muito peso”, dizia o entrevistado. Para que tantas balas? Que desejaria o capitão fazer com o material?

Existia a compra de armas e balas, porém, se quem servia de intermediário para que farto material chegasse às mãos dos bandidos? Um militar que atuou na volante que chegou a Angico foi curto e grosso. “-A polícia!” Minha intenção é fazer um artigo, porém, se nas páginas de um jornal coubesse as informações, conclusões a que cheguei escreveria um livro. E mais, o livro já estaria em fase de acabamento. Existindo alguma dúvida do leitor, lhe faço um convite – vamos ao estado de Sergipe e lá você encontrará os elementos que lhe darão o norte de toda a história. Não sou o dono da verdade, porém, não quero lhe deixar enganado, nem tão pouco morrer na ignorância, na mentira. A história do povo nordestino e dos cangaceiros é outra, não se iluda. Caso o leitor não fique satisfeito, farei um outro artigo ainda mais contundente sobre o episódio. Chega de tanto embuste. 

O matador dos onze cangaceiros diz que feito o cerco tiveram que recuar. Ora, difícil era chegar perto daquelas feras, quanto mais, ter a chance de ir e voltar. Momento único desde o início do cangaço no século anterior. 
O suicídio de Luiz Pedro é fantástico. É advertido ao cangaceiro que Lampião estava morto e que ele fosse à luta. Ao chegar junto ao amigo, assim falou: “-Compadre, eu lhe disse que lutaria com você até a morte”. No trajeto, o Pedro perdeu a coragem que foi possuidora desde os tempos em que esteve no Rio Grande do Norte, em 1927. 

O conceito de cerco efetuado pela volante não determina a figura geométrica do círculo. Acredito que definir como lua crescente é razoável. Teria que se deixar uma válvula de escape e ela existiu. Os cangaceiros se evadiram em busca da parte da alta da fazenda e, por incrível que pareça, não foram perseguidos. A saída esteve sob comando do Ten. Bezerra. 
Que você acha disto? 

Houve traição? Existe divergência. Um grupo diz que não. Outro diz que sim. Quem traiu? Afirmam que o grande traidor foi o homem que se caracteriza como seu matador, ou seja, João Bezerra. E o envenenamento? No coito o cangaceiro Zé Sereno avisou: 
“-Capitão, a tampa da garrafa tem um pequeno furo”. O chamamento da atenção não foi levado em consideração. Por quê? 
Se salva Sila. Personagem único que ficou para contar a história. Foi a predestinada para fazer o relato em nome de todos os sobreviventes. Por quê? O que na realidade aconteceu o que não podia existir divergências nos relatos? Impossível. Se vamos a uma festa, ou a qualquer lugar, cada um tem uma visão própria do ocorrido. Os primeiros escritores deixaram-se levar na conversa. O resultado é o que aí está.

Fonte:blogdomendesemendes.blogspot.com
Blog do amigo José Mendes
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