Luitgarde, Padre Cícero e Lampião em "Conhecedores da Nossa História" Por: Aderbal Nogueira

Amigos da família Cariri Cangaço, 
Trouxemos hoje mais um capitulo dos CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA, com a professora e escritora Luitgarde Cavalcante Barros, agora fica faltando apenas a entrevista com o professor Renato Casimiro para fecharmos o primeiro assunto, que tanta polemica sussita no universo da pesquisa sobre o cangaço: Lampião e Padre Cícero. Espero que esses depoimentos sirvam para tentarmos entender qual o verdadeiro grau de relacionamento entre Lampião e Pe. Cícero. Saudações a todos.

Aderbal Nogueira



4 comentários:

Anônimo disse...

Caros(as),

Simplesmente brilhantes as palavras da Prof. Drª Luitgarde.
Cada vez que leio ou ouço essa mulher tenho a sensação de está tendo uma aula de cultura e história do Nordeste e sertão brasileiro.
Precisamos de mais pesquisadores com a bagagem dessa acadêmica que não perdeu a sensibilidade para os dilemas sociais.

Saudações cangaceiras!

Prof. Ms. Wescley Rodrigues
João Pessoa – PB

Anônimo disse...

Caro Aderbal,
Essa série de vídeos vai dar muito pano para manga. A Prof. Luitgarde apresenta uma visão extremamente clara e lúcida não só a respeito do Padre Cícero como de sua relação com Lampião (quase nenhuma!). A maneira como ela coloca ambos diante dos fatos ocorridos no Juazeiro é uma lição para se guardar com carinho.

Abraço

William White

NETO disse...

Caro Severo, esse vídeo é um excelente depoimento da pesquisadora e escritora Luitgarde. No universo do cangaço ainda existem muitas informações que os brasileiros não sabem sobre lampião e coronéis da época. Essa forma de colocar alguns assuntos resumidos em vídeos é uma excelente oportunidade para ficarmos ciente o que realmente houve na época de Lampião.

Atenciosamente,
Neto - Natal.

Anônimo disse...

Gostei muito do depoimento da Prof Luitgarde. Seu livro “A Derradeira Gesta” é um dos que tenho mais simpatia dentro da literatura do cangaço. Mas, nesta entrevista eu acho que talvez existam alguns exageros:
1 - Os valores extorquidos pelo bando de Lampião serem comparados ao orçamento anual do Distrito Federal, para educação e saúde, parece ser demais. Essa comparação merece maiores esclarecimentos. Não tenho dúvida que os assaltos, seqüestros e outros crimes do cangaceiro causaram enorme atraso econômico ao sertão nordestino. Não tenho motivo para duvidar da professora, mas quem sabe houve um engano.
2 - “Se esse homem não se acaba, não teria sobrado nada no sertão”. A impressão que causam essas palavras, dentro da entrevista, é de que legiões de jovens estavam sendo requisitados pelos cangaceiros e que toda riqueza estaria sendo destruída. Sabemos que o número de adesões não era dessa ordem e que apesar das conseqüências negativas por causa da insegurança gerada pela violência do bando e da destruição do produto do trabalho do sertanejo, a pessoa entrevistada pela professora exagerou bastante.Essa reação é própria de quem sofria com o problema, mas deve ser posta na medida certa pelos que analisam o fato anos depois.
3 - O caso da castração do jovem que segundo a Professora teve os testículos presos numa gaveta fechada com chave (caso também relatado pelo escritor Rodrigues de Carvalho), é outra hipótese que considero difícil de aceitar. Mais uma vez quero dizer que não tenho nenhum motivo para duvidar das palavras da Professora, mas, talvez o entrevistado tenha criado uma situação fantasiosa. É comprovado que Lampião e seu bando praticavam esse tipo de agressão contra as vitimas, porém com menos “requinte”.
Parabéns por essa iniciativa do GECC/Cariri Cangaço.