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Uma noite de ouro ! Por:Manoel Severo

 Crhistiano Câmara, dona Douvina e Manoel Severo

O que dizer de nosso mais recente encontro Cariri Cangaço-GECC na Saraiva MegaStore do Iguatemi ? Bem, para quem teve a oportunidade de estar conosco; e o público do encontro foi realmente surpreendente, mais de 50 participantes; não teríamos problemas, entretanto para os muitos amigos que não puderam ir, temos uma tarefa verdadeiramente dificil em tentar refletir o grande presente que recebemos do incomparável Crhistiano Câmara.

"Agradeço a duas mulheres:A primeira a que me deu vida e a segunda a que me 
fez acreditar na vida !"

Acompanhado da gentil e amável esposa, dona Douvina, filha e neta, o bom e velho Christiano se sentiu em casa. A presença dos muitos amigos, tanto do Cariri Cangaço-GECC, como muitos outros convidados especiais tornou o ambiente plural, mas acolhedor. O tempo passou mais rápido do que imaginávamos e como de outras vezes foi necessário nos convidarem a encerrar o encontro, uma vez que chegávamos às 22 horas. Ao final ficou um gostinho de quero mais.

Christiano Câmara é dessas pessoas únicas. Sua conferência, ou, o bate-papo, nos conduziu à fantástica e iniqualável ligação entre a História e a Música, ou, como a História sempre esteve presente e retratada na Música, ou ainda, como a inspiração, o poema e a emoção de compositores e interpretes, perpetuaram os fatos históricos através de suas composições.

Crhistiano Câmara e a noite Cariri Cangaço-GECC na Saraiva MegaStore

Ataufo Alves, Orlando Silva, Francisco Alves, Elisete Cardoso, Assis Valente, Pixinguinha, etc, etc, etc... Dos idos de 1900 até a primeira metade do século passado, Christiano foi nos mostrando a intrínseca e monumental ligação entre a música e a história, sempre com seu carisma e humor inteligente, "doa a quem doer" acabou tornando a reunião do Cariri Cangaço-GECC, inesquecível. Vale ressaltar que todo o encontro foi gravado pela equipe de televisão da FGFTv e logo logo estaremos disponibilizando para todos os nossos amigos. Valew Christiano Câmara !

Manoel Severo
Cariri Cangaço-GECC

A Casa de Santinha Por:Manoel Severo

Pawlo Cidade ao lado de Manoel Severo

A vida imita a arte! O que seria de nossas vidas sem a magia e o encantamento da arte? Quando chegamos a este mundo trazemos em nossa bagagem muitas missões. Para cumprir essas missões recebemos maravilhosos presentes que são como dons, talentos. Pawlo Cidade é uma dessas pessoas que veio ao mundo trazendo em sua bagagem o dom daqueles que fazem a diferença em tudo a que se dedicam, e o faz bem, com amor, talento e alegria. Pawlo Cidade tem o dom dos alquimistas que percebem a vida de outra forma, compreendem o mundo e vêem as coisas com outro olhar; transformam em realidade, emoções e sentimentos. Assim nasceu A Casa de Santinha, sua mais nova obra de ficção, transformando em livro o sonho de nos trazer um pouco da vida de uma das sertanejas mais conhecidas do planeta.

Quantas emoções e sentimentos pontuaram a história do casal mais famoso do cangaço. Virgulino e Maria, o Capitão e sua Santinha, o rei e a rainha do cangaço: Lampião e Maria Bonita ? “O mundo é um palco. Homens e mulheres, não mais que meros atores, entram e saem de cena e durante a sua vida não fazem mais do que desempenhar alguns papéis.” Nos diz Shakespeare. O talento de Pawlo Cidade traz para o teatro um recorte ficcional de um momento importante da vida de dois desses maravilhosos protagonistas das sagas nordestina: A morena da terra do condor, a menina moça que abandonou sua casa, sua família e seu casamento para se tornar uma das Marias mais festejadas e famosas, que enfeitiçou o  maior de todos os cangaceiros: O seu homem; Virgulino Lampião.



Por entre as linhas de Pawlo Cidade em sua A Casa de Santinha, pode-se perceber a beleza daquele sertão alegre, o cheiro do mato e da terra batida. Por traz das letras de sua obra encontramos o linguajar apaixonante do povo simples do nosso chão: Uma família, um pai, uma mãe, uma filha... Cheia de vida, de sonhos e de...beleza. Maria Gomes de Oliveira . A leitura cuidadosa, despretensiosa e mansa da obra de Pawlo Cidade, nos transporta para aqueles longínquos idos do final da década de 20 do século passado, para as terras da fazenda Malhada da Caiçara; quando reinava soberano o mito de Lampião, o capitão governador do sertão.

Pawlo Cidade nos mostra uma outra Maria, uma menina doce e sonhadora, vivendo a desilusão de um casamento infeliz e a euforia da descoberta de uma nova e misteriosa vida a partir de um grande e devastador amor, um dos maiores que o sertão já conheceu.

Nenhuma arte é fruto do acaso, A Casa de Santinha encanta pela leveza, navegando entre a ficção e a realidade, tem como cenário principal o palco do coração de todos os apaixonados pelas coisas de nosso nordeste...E como o próprio Pawlo Cidade se apresenta: “um sonhador, escrevendo parte da história, driblando as diferenças e vivendo o presente.” Parabéns queridos leitores por terem a oportunidade de compartilhar essa maravilhosa e singela obra.

“ Dona Déa:
Salvo entrou, salvo estará. Salvo. Salvo. Salvo sempre estará (bate três vezes no peito e com o pé esquerdo) Santa Mãe de Deus e Mãe Nossa, Mãe das Dores, pelo amor do meu padrinho Ciço, li­vre Virgulino e Maria de tudo quanto for perigo e miséria. Dai paciência para sofrerem tudo pelo vosso amor e do meu padim Ciço. Minha Mãe das Dores do Juazeiro, eu trago o vosso retrato e o do meu padim dentro do meu coração. A eles nunca deixe de dar abrigo e proteção. Com o Credo em cruz, que seus corpos sejam fechados. Amém!”

Uma das passagens do personagem de Dona Déa em A Casa de Santinha.

Manoel Severo 
Cariri Cangaço

A incrível história de Dona Bolinha, do Caldeirão do Deserto ! Por:Manoel Severo

Aderbal Nogueira, Manoel Severo e Seu Raimundo, no primeiro documentário Cariri Cangaço.

Nestas nossas caminhadas e aventuras por meio deste sertão maravilhoso de nosso nordeste, colhendo aqui e ali, fragmentos da verdade que constroe nossa história, acabamos ouvindo, vendo e vivenciando de tudo. São tantas as histórias que povoam os bastidores dessas aventuras, que certamente seriam facilmente transformadas em livro. Ali, o drama e a comédia conviviam sem nenhum preconceito e ajudavam a criar a atmosfera perfeita e o combustível necessário para o próximo desafio.

Um desses momentos imperdíveis, aconteceu ainda em 2009, quando nos preparavamos para o primeiro Cariri Cangaço. Nossa equipe percorreu os possíveis cenários para acolher nossos convidados e em um deles, o famoso sítio do Caldeirão do Beato José Lourenço, estava eu conversando  amenidades com o morador do lugar, "seu" Raimundo, e repentinamente lembrei de uma foto clássica, feita ali, pelo grande fotografo Pachelli Jamacaru, onde temos a Capela de Santo Inácio e um cachorro devidamente pousado para a fotografia. 

Bolinha e a clássica fotografia de Pachelli

Perguntei ao "seu" Raimundo: "Meu amigo e aquele cachorro da foto do Pachelli, ainda tá vivo?" e o homem respondeu: "Tá vivo, mas é uma cadelinha, já mora qui conosco a muito tempo" e voltei a perguntar: "Qual o nome dela?" 

Raimundo prontamente falou: "É Bolinha !"

Aderbal Nogueira e Danielle Esmeraldo, que nos acompanhavam na oportunidade, estavam na porta da casa da esposa do Raimundo, já prontos para se despedir e ouvindo "de revestrés" a nossa conversa, foram logo chamando a esposa do Raimundo:

"Dona Bolinha, já estamos indo..." gritou Danielle, no que foi seguida por Aderbal "Bolinha ? que nome esquisito!"

Foi aí que sai de meu tamborete e tirei os dois da enrascada, "pessoal Bolinha é o nome da cadela do casal, não é da esposa do Raimundo, que chama dona Maria..."

Dona Maria, seu Raimundo e Danielle Esmeraldo

Belo cenário do caldeirão do Deserto do Beato José Lourenço, em Crato

Até hoje não sabemos se a dona Bolinha, digo, a dona Maria ouviu ou não o espantoso chamado, mas, foi melhor assim, ao final, entre mortos e feridos todos salvaram. O Caldeirão do Deserto do Beato José Lourenço foi palco anfitrião das duas primeiras edições do Cariri Cangaço, 2009 e 2010, e ficou guardado na memória de todos os participantes, mas... isso é outra aventura, depois eu conto.

Manoel Severo

Momentos eternos ! Por:Manoel Severo



Com a matéria sobre o Sítio Passagem das Pedras, há dias atras, concluímos as postagens sobre a Caravana Cariri Cangaço-GECC, que aconteceu durante todo o período de Carnaval deste ano de 2012. Desde os primeiros momentos, ainda em Fortaleza e depois passando pelo Cariri; Crato e Juazeiro do Norte; adentrando pelo estado de Pernambuco: São José de Belmonte, Serra Talhada, Triunfo, Flores, Custódia, Arco-Verde, Buique, Águas Belas e Floresta; depois Alagoas: Água Branca, Delmiro Gouveia, Olho d'Água do Casado e Piranhas; Sergipe: Canindé do São Francisco e Poço Redondo e por fim Bahia: Paulo Afonso, Santa Brígida e Jeremoabo, vivenciamos momentos realmente eternos.




Para todos nós que pesquisamos a história do cangaço, uma maratona como essa representa bem mais do que o simples fato da busca por fragmentos da verdade histórica. Quando falamos, e eu em particular, sobre a grande família de vaqueiros da história e aqui se insere a família Cariri Cangaço, não o faço por um orgulho menor; mas pela compreensão que tenho e sinto, de todo o sentimento que norteia a caminhada de todos nós ao longo dos anos, pelas trilhas desta maravilhosa caatinga.



Uma caravana como essa possui também seus próprios desafios: Os vaqueiros da história também têm suas próprias histórias, e precisamos com humildade e reverencia, nos dedicar a cada uma delas. Os relacionamentos humanos são construídos acima de qualquer coisa por, respeito, abnegação, humildade e  muitas vezes, renúncia; quando nos esforçamos para fazer assim, crescemos um pouco mais. Essa oportunidade que tivemos foi mais uma prova de toda a beleza que há no convívio harmônico pontuado por esses princípios; as diferenças quando são compreendidas nos fazem crescer e tornarmo-nos pessoas melhores .




Em nome de todos os amigos que estiveram conosco nessa maravilhosa Caravana, agradecemos aos queridos amigos e amigas que nos acolheram em seu chão, sob seu teto e diante de sol  e chuva fizeram desta Caravana Cariri Cangaço-GECC, inesquecível.

Não seria necessário dizer que já estamos nos preparando para próxima...


Manoel Severo
Cariri Cangaço

Passagem das Pedras e a Caravana Cariri Cangaço Por:Manoel Severo


Um personagem inusitado roubou toda a cena por ocasião da visita da Caravana Cariri Cangaço-GECC ao Sítio Passagem das Pedras, berço do maior de todos os cangaceiros, Virgulino Ferreira da Silva. Esse personagem trata-se de uma pequena ovelha, linda; preta e branca; que por sua docilidade e domesticidade parece mais um animalzinho domestico; com um pequeno esforço, "passaria por um gato ou um pequeno cachorro..." A ovelhinha segue todos os passos da caseira do local, obedece a seu chamado e come arroz com leite, até parece personagem de Ariano Suassuna no Auto da Compadecida. Quando visitarem a Passagem das Pedras não esqueçam de cumprimentar esse pequeno personagem que é sem igual

O personagem principal do último dia da Caravana Cariri Cangaço-GECC
Totalmente restaurada a fazenda Passagem das Pedras traz à memória a infância do menino Virgulino

Como comenta nosso confrade e proprietário do lugar, Carlos Eduardo "Ali é um lugar polêmico e importante. Uns dizem que o parto foi de um lado da cerca, outros dizem que foi do outro lado. Mas foi naquele chão que veio ao mundo o Capitão Virgulino......." , o fato é que de um lado ou do outro da cerca, nasceu Virgulino Lampião, bem vizinho as terras da família de Zé Saturnino e o resto todos já sabem....

Múcio Procópio e o registro da visita
Juliana Ischiara
Aderbal Nogueira e Afranio Gomes
A Casa de dona Jocosa se transforma em Museu sob a guarda da famosa Serra Vermelha...

Hoje a fazenda mantém a casa de dona Jocosa (avó de Virgulino) totalmente restaurada, o pequeno museu mantido em parceira com a Fundação Cabras de Lampião; de Anildomá Willians e Cleo, é ponto de visita obrigatório para todos os amantes do tema cangaço. Uma das visões mais impressionates da própria fazendo são as da Serra Vermelha, vislumbrada ao longe, mais ao sul da fazenda. Marcante como tudo o que relaciona com a vida de Lampião.

Manoel Severo

Fazenda São Miguel e a Caravana Cariri Cangaço Por:Manoel Severo

Batentes da acolhedora fazenda São Miguel, do inesquecível Luiz de Cazuza

Outra ausência por demais sentida no decorrer da Caravana Cariri Cangaço-GECC, foi sem dúvidas a de "seu" Luiz de Cazuza; patriarca da fazenda São Miguel, ali bem vizinho a Passagem das Pedras, berço de Virgulino e seus irmãos. Por tanta vezes estivemos visitando o lugar e éramos recebidos com a mesma simpatia e carinho pelo seu Luiz e toda sua família.

O olhar do companheiro Aderbal Nogueira com certeza buscava algo além da mobília ou dos personagens daquela tarde de quarta-feira de cinzas. A figura singela, frágil, mansa, mas firme, do sertanejo que aprendemos a admirar e a querer bem, já não iria aparecer... Foram tantos os momentos e recordações, foram tantas as lembranças e histórias repassadas que foi difícil segurar as lágrimas da saudade do bom e afável Luiz de Cazuza...

Luiz de Cazuza em foto de dezembro de 2010 por ocasião de uma de nossas visitas a São Miguel

Seu Luiz veio a falecer no dia 28 de março de 2011, deixando um legado de trabalho e dedicação à família tão marcantes como sua forma de viver e receber os amigos. Naquela tarde de quarta-feira não reencontramos com o velho amigo, mas deixamos em sua casa a marca de nosso respeito e saudade.

Manoel Severo

Floresta Por:Manoel Severo


O número 251 da principal praça de Floresta, em Pernambuco, marca a emblemática sede do quartel da Força Pública, comando central das volantes na luta contra o cangaceirismo dos idos dos anos 20. Por ali sentaram praça, famosos oficiais e sertanejos que dedicaram boa parte de suas vidas à luta contra o banditismo das primeiras décadas do século passado. Destaque para o comandante Teophanes Ferraz Torres, um dos mais festejados oficiais da briosa policia militar de Pernambuco. 

A outrora imponente sede da Força Pública hoje, é o retrato do abandono...

O município de Floresta emancipou do município de Flores, possui 3 distritos e dentre esses está Nazaré do Pico, terra dos famosos Nazarenos, Nazaré por sua vez fica geograficamente entre Serra Talhada, antiga Vila Bela, e Floresta, dessa maneira fazendo do lugar um centro de efervescência na luta contra o banditismo. Foi para Floresta que Livino Ferreira, irmão de Lampião, foi levado por ocasião de sua primeira e única prisão, quando os irmãos Ferreira ainda não eram  cangaceiros profissionais, antes mesmo de entrarem no bando de Sinhô Pereira. 

A história do lugar exige os melhores ângulos: Aderbal, Múcio e Pedro Luiz

Tanto a praça como as calçadas de frente ao prédio foram testemunhas vivas de muitos e signbificativos momentos da história do cangaço

O registro lamentável da visita da Caravana Cariri Cangaço-GECC ao município de Floresta foi sem dúvida a constatação do atual estado do prédio que foi sede da Força Pública da cidade. Casário de valor histórico e arquitetônico sem igual, se deteriorando com a ação do tempo e pelo abandono. Dali partimos para Serra Talhada, visita obrigatória às fazendas São Miguel de Luiz de Cazuza e Passagem das Pedras, berço dos irmãos Ferreira.

Manoel Severo

Nazaré do Pico e a Caravana Cariri Cangaço Por:Manoel Severo

Capela de Nazaré do Pico

Quando Aderbal Nogueira publicou seu testemunho sobre a Caravana Cariri Cangaço-GECC, externou o sentimento de todos nós. Por quantas vezes passamos por aquelas terras, por tantas oportunidades vivenciamos momentos marcantes e inesquecíveis, cheios de história, memória e muito afeto. Em um desses a saudade e lembrança foram enormes: Nazaré do Pico. Era fundamental para nós, logo que entrávamos na Vila de Nazaré, encontrar logo em seus primeiros metros... A velha e conhecida cadeira de balanço na calçadinha de uma das primeiras casas: João Gomes de Lira.


Desta vez não mais o encontramos, sua missão agora não é mais está entre nós. Todas as suas batalhas, vitorias, experiencias, ficaram guardadas, e bem guardadas como todo o carinho e atenção que ele e sua família sempre nos dedicaram, e dedicaram a todos que o visitavam. Grande tenente João Gomes de Lira esta postagem é em sua homenagem.


Nazaré e as homenagens a seus bravos filhos: Primeira Placa em homenagem aos muitos que tombaram na luta contra o cangaceirismo, aqui a homenagem a Gomes Jurubeba, pai de João Gomes de Lira e a placa da rua principal, Coronel Manoel Neto.

Chegamos a Nazaré do Pico por volta das 15 horas, o sol a pino mostrava a vila quase deserta... De repente ao descer do carro e caminhar pela rua principal: Coronel Manoel Neto, se aprochega um grande amigo de "outros carnavais"; Ulisses de Sousa Ferraz, filho do lendário Euclides Flor, comandante de Volante, Nazareno da Gema. Ulisses foi vereador por sete mandatos e vice-prefeito de Floresta, hoje se dedica a perpetuar a memória do seu lugar e de seus valentes antepassados.

Ulisses de Sousa Ferraz, filho de Euclides Flor
Caravana Cariri Cangaço-GECC em Nazaré
Luca correndo para não perder as fantásticas histórias dos Nazarenos

Primeiro foi Ulisses Ferraz, depois um a um foram se chegando e nós também fomos nos aproximando e de repente toda a vila de Nazaré estava novamente revivendo a memória de seus ilustres filhos. Dona Nanã, ou Ana Severo, que costumava dançar "muito" com Manoel Neto, seu Afonso, sobrinho do brioso militar; seu Totonho que ainda lembra a dor sofrida com a perca do pai, Hercílio Nogueira no fogo da Maranduba, seu Neco Gomes, que guarda na cabeça detalhes do dia a dia dos valentes nazarenos. Pouco a pouco a história era revivida, passo a passo, lá do céu o sol parecia ter dado uma trégua, como se também quisesse ouvir os fenomenais relatos...

Ana Severo, Nanã e Manoel Severo
Seu Totonho Nogueira, Ulisses e Lívio Ferraz e seu Afonso de Sá Sobrinho
Seu Neco Gomes sendo entrevistado por Múcio Procópio
Aderbal Nogueira e a "garimpagem" de fragmentos da história

Por fim é dizer de nossa grande satisfação e alegria em novamente visitar Nazaré do Pico ou, a Vila de Carqueja ou simplesmente Nazaré dos Nazarenos. Aqui sem dúvidas foi palco e cenário de grandes emoções, que se perpetuam com o passar dos anos. Desse solo saíram os mais aguerridos e determinados perseguidores de Lampião. Homens que não sabiam o que significava ter medo...

Múcio, Lívio, Juliana, Afrânio e Pedro Luiz
A bela e simpática Nazaré, nos acolheu sob a guarda da Serra do Pico

A João Gomes de Lira; a todos os valentes Nazarenos, suas famílias, amigos, a essa terra de gente forte, o nosso mais profundo 
respeito e admiração.
A vocês dedicamos essa postagem.

Cariri Cangaço.