Padre Cícero: Todas as Dimensões do Santo do Juazeiro nos Grandes Encontros Cariri Cangaço


Sem sombras de dúvidas uma das mais significativas e ao mesmo tempo polêmicas personalidades de nosso nordeste e porque não dizer do Brasil, foi o santo padre do Juazeiro do Norte, o cearense do século. O Cícero Romão Batista nascido no Crato, ordenado em Fortaleza e que realizando sua Missão sacerdotal no antigo "Tabuleiro Grande" viria a se tornar a figura mais estudada do clero brasileiro, com mais de cinco centenas de publicações a seu respeito, despertando amor e ódio entre todos aqueles que entraram em contato com sua controversa historia e legado.


Muitos e muitos episódios marcantes na vida de Padre Cícero vieram a se tornar emblemáticos para a história não só do Ceará, mas do nordeste como um todo, destacando-se dentre eles o mais polêmico de todos: O chamado "milagre da hóstia" ainda no século XIX, quando despertou ao mesmo tempo a desconfiança e perseguição da Igreja e a histeria de toda uma "nação romeira" que passaria a partir dali a se tornar uma das forças deste grande e mítico sertanejo.

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe os historiadores; Angelo Osmiro Barreto e Urbano Silva; para uma conversa franca sobre Cícero Romão Batista, o Cearense do Século, num dos mais aguardados programas "ao vivo" do canal do YouTube do Cariri Cangaço.


Grandes Encontros Cariri Cangaço
PADRE CÍCERO: Todas as Dimensões do Santo do Juazeiro
Sexta-feira, dia 18 de setembro de 2020
20 Horas

Cariri Cangaço, Uma Luz de Cultura Nordestina Por:Luiz Serra

Luiz Serra

Um movimento que tomou corpo nos últimos anos, no campo das atividades voltadas à cultura raiz nordestino, com foco no sertão agreste, tem o nome sugestivo de Cariri Cangaço. O Curador da agremiação cultural, agora Instituto Cariri Cangaço, é o cearense Manoel Severo Barbosa, que conduz com dinamismo uma plêiade de entusiastas e pesquisadores que essencialmente se voltam a rebuscar os atos e fatos de origem do fenômeno intrínseco às caatingas: o cangaço.

Severo em seu conhecido Blog, cujo título é o nome do projeto, seguido por milhares de atentos admiradores dessa tradição brasileira, sempre se refere ao motor originário do Cariri Cangaço: “É o resultado de um grande sonho”. Citou que desde a infância se encantava com as histórias vividas pelos cangaceiros, autênticas sagas, muitas singulares em extremos conflitos, de um padecimento sem tamanho, e, mesmo assim, admirava-se por ter muitos remanescentes do bando de Lampião chegado à destacada longevidade. Tais personagens assim que proporcionaram aos pesquisadores um campo fértil para discussões temáticas e produção de uma literatura vasta e absorvente.

O centro da extensa laboração entre os tantos seminários e palestras, levados a cabo pelo Cariri Cangaço, está factualmente na figura de Lampião. Uma figura polêmica, sertaneja, que emergiu em cenário de anarquia e desordem de poderes, em meio a precárias ordenações de disputas de terras entre coronéis sertanejos que, não há dúvida, faziam comprimir os sofredores viventes da terra adusta na caatinga imensa.


Como aduz Severo acerca da personalidade central do capitão-cangaceiro: “Com o tempo levou-o a outras percepções. Criou um senso de adaptação, criatividade, em extensa rede de interesses, a estética, a medicina, o vigor em ambiente tão hostil, a compreensão da importância da imagem; o primeiro ‘marketeiro das caatingas’, enfim. Virgulino Ferreira da Silva, apesar dos muitos senões, acabou por se tornar um mito”.

Disse mais da origem, em março de 2009, após Seminário em Paulo Afonso, região de berço de Maria Bonita, surgiu a ideia de realizar no seu estado, o Ceará, mais precisamente no Cariri, outro seminário para resgatar um pouco da historiografia cangaceira na região. Referiu-se à crítica inicial, vindas de provocações locais como: “Cangaço no cariri?”, “Evento para endeusar bandido?”. Disse que somando ao sonho, pitadas de perseverança, determinação, acabou que muitos jovens, homens e mulheres, entraram nas audiências dos muitos eventos com a aquiescência e apoio de autoridades locais. Pela internet, o Cariri Cangaço é uma realidade nacional. Sem fazer apologia à violência ou crime, anuiu “ter havido um verdadeiro sentimento de proporcionar um ambiente ainda mais propício para o debate e aprofundamento dessa temática que é tão marcante em nossa terra e em nossa gente”.

Os primeiros seminários promovidos pelo Cariri Cangaço, em Serra Talhada, Mossoró, Paulo Afonso, seguindo as pisadas de Virgulino Ferreira da Lampião, acabaram se tornando novos “vaqueiros da história”. Aproximação de novos companheiros de igual disposição pela cultura, em busca de fontes, a cada evento novidades advindas de descendentes de personagens daquele rico filão da história nordestina. Disse de nomes de relevo na jornada crescente do Cariri Cangaço, os vaqueiros da história. Citou Napoleão Tavares Neves, o primaz, das primeiras bençãos” ao sonho; João de Sousa Lima e Antônio Vilela, a SBEC, Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; Paulo Gastão e Kydelmir Dantas. Aderbal Nogueira e Ângelo Osmiro; professor Francisco Pereira, de Cajazeiras com notável acervo disponível; O escritor Antônio Amaury. Mencionou que a esses se somaram tantos outros, que hoje formam essa grande confraria de amigos, reconhecida como família Cariri Cangaço.

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço

Acrescentou Severo que das prefeituras de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, vieram a assunção do desafio; a elas se somou a URCA – Universidade Regional do Cariri, o ICC – Instituto Cultural do Cariri, o ICVC – Instituto Cultural do Vale Caririense, o Centro Pró Memória e ainda a Academia de Cordelistas do Crato, o Sebrae, o CCBNB e o apoio vital da Expresso Guanabara. O ensejo acadêmico ao Instituto.

Em nota aos entusiastas do tema, a curadoria do Cariri Cangaço agora informa que esteve cumprindo no dia 08 de maio,intensa agenda de trabalho na cidade de Quixeramobim, na temática de Antônio Conselheiro, mais nova sede do evento previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 deste mês, reiterando convite aos interessados.

Manoel Severo externou por derradeiro que o incrível também acontece: “Lampião e o Cangaço que tanto sofrimento trouxe para o ordeiro povo do sertão, hoje promove o encontro, a união e a harmonia na direção da busca da verdade histórica”. Vida longa para o Instituto Cariri Cangaço!

Luiz Serra  Professor e escritor em 23 de maio de 2019 

http://www.pontodevistaonline.com.br/cariri-cangaco-uma-luz-de-cultura-nordestina-luiz-serra/

Lançamento do "Sedição de Juazeiro" Memória do Cariri Cangaço Por:Aderbal Nogueira

Fonte: YouTube Canal:Aderbal Nogueira

Memória: O dia 22 de setembro de 2011, por ocasião da terceira edição de nosso Cariri Cangaço, Juazeiro do Norte no Ceará, protagonizou no Teatro do SESC-Juazeiro, o lançamento da mini-série "Sedição de Juazeiro", do diretor e produtor; Jonas Luis da Silva, de Icapuí. Na oportunidade para os convidados do evento que lotavam o Teatro do SESC-Juazeiro, uma bancada que contou com as presenças de Jonas Luis, Aderbal Nogueira, Renato Dantas, Daniel Walker, Renato Cassimiro e mediação pelo curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, foi possível acompanhar um extraordinário debate sobre esse que foi um dos mais espetaculares episódios históricos do nordeste. As imagens são de Aderbal Nogueira e estão disponíveis no YouTube-Canal Aderbal Nogueira.

Fonte: YouTube  Canal:Aderbal Nogueira

Lançamento do Filme "Sedição de Juazeiro"
Memória Cariri Cangaço 2011 - SESC Juazeiro do Norte
Participações: Jonas Luis da Silva, de Icapuí; Aderbal Nogueira; Renato Dantas; Daniel Walker; Renato Cassimiro e Manoel Severo Barbosa.
Imagens: Laser Video - Aderbal Nogueira - YouTube

A Saga do Cangaço em Poço Redondo chega aos Grandes Encontros Cariri Cangaço !

Rangel Alves da Costa revela: "Segundo os relatos históricos, Lampião parecia mesmo ter escolhido Poço Redondo como uma segunda casa sua. A primeira era a caatinga, com varanda de xiquexique e assento de mandacaru. Mas a família era grande, era muita, espalhada por todos os sertões nordestinos. E em Poço Redondo mantinha amigos fiéis, tinha acolhida, comida à mesa, tudo o que precisasse. E também a simpatia de tantos jovens que decidiram entrar para o seu bando.Num misto de temor e reverência, aliado ao fato de que o homem sempre estava por ali desafiando as volantes, verdade é que mais de trinta filhos de Poço Redondo seguiram a trilha do bando de Lampião. Mocinhas muitas novinhas, ainda na adolescência, se encantavam com aqueles “artistas” das caatingas e seguiam seus destinos de amor cangaceiro. Assim foi com Adília, Sila, Enedina, Rosinha e outras. Dentre os meninos de Poço Redondo estavam, por exemplo, Cajazeira, Canário, Elétrico, Mergulho, Novo Tempo e Zabelê."

Poço Redondo berço de nosso Patrono do Conselho do Cariri Cangaço; Alcino Alves Costa; chega em grande estilo aos Grandes Encontros Cariri Cangaço. Teremos como convidados da noite os pesquisadores e escritores, Conselheiros do Cariri Cangaço, Rangel Alves da Costa e Manoel Belarmino. Hoje, logo mais as 20h no Canal do YouTube do Cariri Cangaço.

"Grandes Encontros Cariri Cangaço" 

A Saga do Cangaço em Poço Redondo. 

Rangel Alves da Costa , Manoel Belarmino e Manoel Severo Barbosa 
no Canal do YouTube do Cariri Cangaço!
SEXTA DIA 11 DE SETEMBRO AS 20 HORAS.

Faça sua Inscrição, ative as Notificações 


Aloysio Pereira Lima e o Memorial em Princesa Isabel Por:Jose Pereira Lima Neto

Aloysio Pereira Lima

Caro Severo, ninguém ignora na Paraíba a vida e as ações  de Aloysio Pereira Lima, meu pai, político sem mácula, sucessor honrado do coronel José Pereira Lima, meu avô, que teve seu nome ligado a Revolução de Trinta, no estado da Paraíba. 

Papai fez jus à coragem cívica de meu avô, militando na vida pública do estado e da sua querida Princesa Isabel, sabendo distinguir o interesse publico de quaisquer outro. Por mais que tal patrimônio cívico esteja bem na memória da Paraíba, necessário se fazia perpetuá-lo em um memorial físico, responsável não só pela guarda e exibição de seus objetos pessoais numa perpetuação legítima de sua existência dedicada ao bem estar de seus conterrâneos, mas, igualmente, de documentos e registros permanentes de suas ações político - administrativas, suficientes para comprovar sua honestidade pessoal, e, igualmente sua ação em favor de sua querida e amada gente. 

Honra-me tê-lo tido como pai, amigo, conselheiro, confidente, razões maiores que justificam minha iniciativa em homenageá-lo, e ao meu avô José Pereira, construindo um memorial, em Princesa Isabel, para preservação da vida e obra de ambos os líderes. Tal empreendimento é de tal grandeza histórica e diz da sensibilidade e do meu compromisso na preservação da memória dos homenageados e da história da Paraiba. Acompanhei com vivo interesse, a live do Cariri Cangaço, ocorrida ontem, dia 04/09/2020, que contou com a participação do conterrâneo Emanoel Arruda,  do ex-prefeito Thiago Pereira e também do ex-prefeito Dominguinhos, além do amigo Severo.

Oportuno, respeitoso e esclarecedor este evento. Sinceramente, desejo que possa tê-los presentes na abertura do memorial em breve. Será sem dúvida um dia marcante e de fortes emoções. Minha eterna gratidão a André  Vasconcelos e colaboradores, que muito me ajudaram nesta árdua missão de ver realizado e materializado meu sonho. Pela atenção meu muito obrigado! Abraço! 

José Pereira Lima Neto, João Pessoa 05/09/2020

Princesa Isabel terá Memorial em homenagem ao Coronel José Pereira e ao ex-deputado Aloysio Pereira


A história e a memória do ex-deputado estadual Aloysio Pereira Lima e de seu pai, o lendário caudilho princesense coronel José Pereira, líder da Revolta de Princesa, em 1930, serão preservadas e terão um memorial, segundo anunciou nesta sexta-feira (2) o filho do ex-parlamentar, José Pereira Lima Neto. De acordo com José Pereira Lima Neto, o memorial, com nome a ser definido nos próximos dias, será construído numa área lateral da casa do ex-parlamentar em Princesa Isabel, localizada na praça Epitácio Pessoa, vizinha ao Palacete dos Pereiras, no Centro da cidade.
“Tenho o dever, a obrigação moral, política, histórica e cultural de, ainda mais como filho e neto, honrar as biografias e legados de vovô Zé Pereira e de meu pai, Aloysio Pereira. Minha idealização foi integralmente apoiada por minha irmã Gláucia e igualmente chancelada pelos nossos filhos e sobrinhos, e agora será materializada, às expensas da própria família”, afirmou.
Na avaliação de José Pereira Lima Neto, a edificação “vai resgatar e preservar a memória e a história, a trajetória de protagonismo de dois filhos de Princesa Isabel, cujas vidas exemplares foram pautadas no bem servir à nossa terra. Por isso, o memorial será uma volta às origens, sem, contudo, perder com o legado de ambos, nas devidas proporções históricas, a perspectiva de futuro”.
Ele antecipou que a obra  disporá de acervo amplo, como documentos, correspondências, livros, fotos e objetos pessoais, entre outros itens. “Vamos disponibilizar fotos antigas, cartas, mobiliário e vestuário, além de livros e outros materiais que irão compor o acervo permanente do memorial”, revelou.
Com execução da VL Tecno Engenharia e projeto arquitetônico da arquiteta Fagna Juciene, a obra começará na próxima semana, com entrega prevista para abril de 2019, segundo também reforçou hoje o dono da empresa, engenheiro e empresário Verimarcos Leandro. “Será uma obra louvável e exemplar em Princesa Isabel e região que, a um só tempo, resgatará e homenageará a história de vida de duas importantes figuras princesenses que, nas suas dimensões respectivas, fizeram História. Há décadas que cobramos e aguardamos uma iniciativa assim, tanto por parte dos poderes públicos e também dos próprios familiares, que desta vez, de forma pioneira, bancam a iniciativa. Parabéns à família. Agora a coisa vai”, destacou Verimarcos.
Ele disse que o memorial terá salão para exposições, sala administrativa, almoxarifado, copa-cozinha, banheiros masculino e feminino com acessibilidade e sistema de monitoramento eletrônico, além de pracinha e jardim.
Fonte:http://opiniaotriunfodigital.blogspot.com
Carlos Ferraz.

Nova Arregimentação de Cangaceiros a Serviço do Padre Cícero Por:Valdir José Nogueira de Moura


Na fotografia, os belmontenses: Dedé Baía (José Ferreira da Silva), da fazenda Boqueirão, e Antônio David de Barros, da Cacimba Nova, integrantes do famoso grupo do caudilho Antônio Quelé de Carvalho.

“A Rua” jornal do Rio de Janeiro, na edição de 27 de janeiro de 1915 publicou:“Do nosso correspondente em Pernambuco, recebemos o seguinte telegrama: Recife 26 – Um comerciante desta capital recebeu cartas do Piancó e Bonito, informando que tem seguido levas de cangaceiros do interior deste Estado e da Paraíba para o Juazeiro do Ceará. Esses cangaceiros são aliciados pelo caudilho Antônio Quelé de Carvalho e Sá de Belmonte no Pajeú, por ordem do chefe do Cariri Antônio Luiz Alves Pequeno, amigo do Padre Cícero.

Segundo as mesmas informações, parece tratar-se de um novo movimento armado no Juazeiro, patrocinado por gente alta na política federal, porque os aliciadores de cangaceiros, além de dispor de muito armamento novo e munições, pagam com prodigalidade os seus assalariados. Antônio Quelé de Carvalho, cangaceiro mais célebre que João Curau e Quixabeira tomou parte saliente na questão que vitimou o oficial de polícia que efetuara a prisão do coronel Umbuzeiro na cidade de Floresta, e agora a serviço do Padre Cícero ameaça a tranquilidade da terra cearense.”

Valdir José Nogueira de Moura,

Pesquisador e Escritor, Conselheiro do Cariri Cangaço

São José de Belmonte

Território Livre de Princesa nos Grandes Encontros Cariri Cangaço...


"Estou vendo aqui o convite do querido amigo Manoel Severo para que assistamos ao vídeo do Cariri Cangaço sobre o tema Território Livre de Princesa – a Guerra de 30. Será amanhã, sexta-feira, no canal YouTube do Cariri Cangaço.Lembro que no encontro do Cariri Cangaço realizado em Princesa a revolta do Coronel Zé Pereira foi objeto de uma palestra do saudoso José Romero Araújo Cardoso. A Guerra de Princesa é um capítulo marcante da história do Nordeste. Governava a Paraíba o presidente João Pessoa, sujeito arrogante, vaidoso, que criticava os coronéis do sertão mas adotava os mesmos métodos deles, valendo-se de sua condição de sobrinho de Epitácio Pessoa, que tinha sido presidente da República. A polícia prendia, espancava e até matava quem lhe fizesse oposição.

Um dos perseguidos foi João Duarte, advogado brilhante, neto do ex-presidente paraibano Manoel Dantas. O automóvel do advogado foi lançado pela polícia nas águas do Sanhauá. A polícia invadiu sua residência, destruiu móveis, livros e processos judiciais e apoderou-se de vários documentos e papéis, no meio dos quais sua correspondência amorosa com a professora Anaíde Beiriz. Trechos de suas cartas íntimas foram publicados no jornal oficial do governo da Paraíba. Enquanto isso, no sertão, a violência corria solta. O Coronel Zé Pereira, chefe político de Princesa, rompeu com o governo do Estado. Os coronéis do sertão aliaram-se a ele. Em represália, o presidente João Pessoa mandou exonerar ou transferir funcionários que tivessem qualquer relação de parentesco ou amizade com Zé Pereira e seus correligionários.

Intensificaram-se as ações policiais. Em Teixeira, uma volante comandada pelo tenente Ascendino Feitosa cercou a casa do chefe político, o velho Manoel Silveira Dantas, e mandou bala. Duas senhoras idosas da família Dantas foram arrastadas da cama para a rua e humilhadas publicamente. Para arrasar Princesa, três colunas marcharam da capital o reduto do coronel turrão.Zé Pereira arregimentou seus jagunços, entre os quais havia vários ex-cangaceiros de Lampião.Foi heroica a participação do caboclo Marcolino e de seu cabra de confiança, Manoel Ronco Grosso. Marcolino era sobrinho e cunhado de Zé Pereira.

Houve combates memoráveis nas caatingas de Santana dos Garrotes, Nova Olinda, Imaculada, Água Branca, Patos de Princesa e Tavares. A Paraíba tornou-se ingovernável.Zé Pereira mandou publicar um Decreto proclamando a independência do município de Princesa, que passava a ser um Território Livre, ligado ao governo federal, mas desligado da Paraíba. Mas foi então que aconteceu um fato decisivo, embota nada tivesse a ver com a guerra de Princesa: ao anoitecer do dia 26 de julho de 1930, o advogado João Duarte, alucinado com a invasão de sua residência e a publicação de suas correspondências íntimas no órgão oficial do governo, assassinou o presidente João Pessoa em pleno centro do Recife.A revolta de Princesa e a morte de João Pessoa foram o estopim Revolução de 1930. No contexto desses fatos, ocorreu ainda o assassinato de João Suassuna, pai do grande escritor Ariano Suassuna.

(Esses episódios são narrados em detalhes no meu Capítulos da História do Nordeste. Quem tiver interesse em conhecer esse  trabalho, por favor peça ao Professor Pereira – contato: (83)9911-8286)." Pesquisador e escritor, José Bezerra Lima Irmão.

É Nesta próxima sexta-feira, dia 04 de setembro, às 20 Horas. 

Grandes Encontros Cariri Cangaço - YouTube

Território Livre de Princesa - A Guerra de 30

Convidados: Emmanuel Arruda, Thiago Pereira e Domingos Maximiano

Moreno e Durvinha nos Grandes Encontros Cariri Cangaço

Neli Conceição, Lili Neli, ou simplesmente Lili. Um ser humano espetacular, uma vida cheia de desafios sempre encarados com muita lucidez, serenidade, persistência e por que não dizer: entusiasmo, e é com esse conjunto de predicados que nossa querida Lili vai nos contar amanha a saga da descoberta e da nova vida de seus pais, Moreno e Durvinha, os Últimos Cangaceiros... Será uma conversa maravilhosa de quem viveu e sentiu na pele os resquícios do Cangaço de Virgulino Ferreira - Lampião. Para essa conversa nos Grandes Encontros Cariri Cangaço teremos o Mestre João de Sousa Lima e Manoel Severo, e com certeza, você, nosso convidado especial. Entra lá em nosso canal, se inscreve e ativa as notificações, daí nesta sexta/ dia 28 às 20h vc sera lembrado desse encontro espetacular ! Ate la.

https://www.youtube.com/channel/UCWSetStng7pRUXOahy2LziA

Um Vaqueiro de Belmonte nas Forças Volantes no Encalço de Horácio Novas Por:Valdir José Nogueira

Augusto Martins, Manoel Severo e Valdir Nogueira

A tradicional e antiga fazenda Gameleira no município de São José do Belmonte pertenceu inicialmente ao major Antônio Alves da Luz, que foi casado a segunda vez com Maria Francisca de Barros (Maria da Gameleira), filha de Jacinto Gomes dos Santos, da “Lagoa”, também em Belmonte. O casal Antônio Alves da Luz e Maria da Gameleira, deixou seis filhos, dentre os quais o famoso major Pedro Alves da Luz, da fazenda Barrinha, em Belém do São Francisco, e Maria Francisca da Luz Barros (Cotinha), que fugiu para casar com seu primo Antônio Onias de Carvalho Barros. O major Antônio da Luz revoltado, e totalmente contrariado com o rapto de sua filha, resolveu vender a Gameleira cujo comprador foi o capitão Rufino Gomes Barbosa Leal.

Conta-se que Joaquim da Silveira de Araújo, chefe de numerosa família, além de ser um afamado vaqueiro do capitão Rufino Gomes Barbosa Leal, da fazenda Gameleira, também almocrevava o comércio de Belmonte para Floresta.

Certa feita, o pobre homem foi furtado em dois burros, no entanto, para descobrir aquele crime, iniciou uma série de diligências e obteve êxito, pois os burros foram encontrados em um povoado do Cariri cearense, numa obra pública do governo federal no Nordeste. O engenheiro encarregado daquela seção lhe declarou que os animais, como outros havia comprado a Horácio Novaes. Esse indivíduo pertencia a uma das tradicionais famílias de Floresta, tendo por residência a fazenda Santa Paula, onde dizem que costumava esconder Lampião. Horácio se envolveu em muitas encrencas, uma vez se viu em apuros diante de um cerco posto pelo tenente Alencar (Sinhozinho Alencar) no povoado de Nazaré, município de Floresta, porém, conseguiu fugir. Relatam também que Horácio sempre dominou a região da serra do Umã, entre os municípios de Floresta, Belém de Cabrobó, Salgueiro e Belmonte, zona transformada em fortaleza de perigosos bandidos. Certo dia Horácio Ferraz dominou o arruado de Conceição das Crioulas, município de Salgueiro, enfrentando forças volantes sob os comandos do 1º tenente Euclides Lemos e o 2º tenente Miranda. O tiroteio foi cerrado, havendo saído algumas praças feridas e morto o bandido Sipaúba.


Quando Horácio Novaes foi desmascarado no caso do furto dos burros, jurou este vingar-se de Joaquim Araújo, tentando mesmo contra sua família, que foi forçada a se retirar para Bodocó. Em tais condições, o belmontense Joaquim Araújo, vaqueiro da Gameleira, também jurou vingar-se, tendo também no mesmo tempo resolvido Horácio Novaes enfileirar-se nas forças de Lampião.

Joaquim Araújo procurou o capitão da Força Pública de Pernambuco, Muniz de Farias, a fim de verificar praça, no que foi prontamente atendido, declarando logo para aquele oficial qual era o seu objetivo. Pois foi esse modesto vaqueiro, que por ato de bravura foi promovido a anspeçada em virtude de ter contribuído para o êxito em algumas derrotas de Lampião e do próprio Horácio Novaes.

Valdir José Nogueira de Moura, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço
São José de Belmonte, PE

Biografia de natalense desconstrói mito de cangaceiro romântico de Jesuíno Brilhante Por: Cinthia Lopes

Jesuíno Brilhante, de Honório de Medeiros

Um cangaceiro será sempre anjo e capeta, bandido e herói, como cantou Gilberto Gil na música O Fim da História. O cangaceiro Jesuíno Brilhante (1824-1879), um dos primeiros bandoleiros do sertão nordestino de meados do século XIX, nunca foi pintado nesses tons de contraste. Antecessor de Virgulino Ferreira Lampião, o norte-rio-grandense nascido em Patu deixou em torno de sim um mito de generosidade, modelado aos olhos do povo e dos historiadores como um herói romântico bem apessoado, que saqueava dos coronéis para dar aos pobres.

Um legado corroborado por Luís da Câmara Cascudo em alguns de seus livros, como “Flor de Romances Trágicos” (1966), também ressaltado no filme de 1972 do diretor William Cobbett, “Jesuíno Brilhante, O Cangaceiro”. Mas que agora se descontrói na nova biografia escrita por Honório de Medeiros “Jesuíno Brilhante, o primeiro dos grandes cangaceiros” (8 Editora, 309 págs.).

A biografia sobre a trajetória do cangaceiro de olhos azuis acaba de ser lançada e compõe com outros dois livros, “Massilon, nas veredas do Cangaço” e “Histórias de Cangaceiros e Coroneis”, a trilogia do autor acerca do coronelismo e do cangaço no Rio Grande do Norte. Jesuíno Brilhante encontrou para fechar a trilogia e foi ao se aprofundar nas pesquisas que se revelou para o autor a imagem diferente da composição que se tinha dele de “cangaceiro romântico” e “Robin Hood” do sertão.

No livro, Honório de Medeiros mostra que assim como outros que vieram depois dele, Jesuíno aterrorizou, matou por desavença ou encomenda, assaltou e saqueou o sertão do Rio Grande do Norte à Paraíba.  Algumas vezes, havia relato que saqueava comboios e doava parte aos pedintes para manter a fama de cangaceiro justo que já andava no boca a boca. Também se casou aos 19 anos com uma parente de afinidade, Maria Carolina de Castro Lira, filha do primeiro casamento da segunda mulher de seu pai.

Para encontrar sua composição “chiaroescuro”, Honório de Medeiros conta que primeiro se abasteceu de toda a bibliografia e depois trouxe novas fontes pesquisando em todos os jornais de época tanto liberais como conservadores brasileiros e até estrangeiros.  

“A pesquisa durou cinco anos. Primeiro fiz a coleta de todo o material já escrito a respeito dele, depois fiz algo que até então não tinha sido feito, coletei jornais do Brasil inteiro até do exterior falando sobre Jesuíno. À medida que eu fui pesquisando,  a lenda em torno de seu nome e seus feitos, foi sendo descontruída, mas não ao ponto de uma destruição do personagem, apenas situando-o no seu tempo histórico de forma real”, explicou.

Honório apresenta ao leitor uma biografia de narrativa leve mas em forma de ensaio, na qual confronta ideias registradas em livros e jornais, pontuando a vida de Jesuíno Brilhante, seu tempo, seus atos e como as ramificações familiares determinaram de alguma forma suas escolhas. A biografia é dividida em capítulos e temas: “A época de Jesuíno Brilhante”, “Vida e morte”, “O outro lado da moeda”, “À Propósito”, “Um esboço de conclusão”.  Cada capítulo é aberto por uma ilustração que representa um cangaceiro, desenhado por Gustavo Sobral. Já a capa do livro é um óleo sobre tela do pintor Etelânio Figueiredo.

O jornalista Vicente Serejo, autor do prefácio, escreve que foi preciso “olhos sem medo, acesos pela dúvida” para ter a coragem de desmontar uma verdade que perdurou livre e inquestionada ao longo de décadas.

Ilustração de Gustavo Sobral

Sertão pré-Lampião

No sertão da metade do século XIX as questões políticas se misturavam à vida da sociedade e era comum a aproximação dos cangaceiros com os donos do poder. Havia as velhas questões de sobrevivência em jogo, ódio entre famílias, vinganças, fama e códigos honra. Retratar a figura e o contexto da época foi uma das preocupações do autor, assim como trazer ao leitor uma análise minuciosa de suas fontes de pesquisa.

Sob a costura de datas e registros dos jornais, o autor monta a história a partir de um tio materno de Jesuíno como fio do novelo que desenrolou na sua entrada no cangaço. José Brilhante de Alencar Souza, o Cabé, era cangaceiro. Com o casamento da irmã, Cabé veio da Paraíba para o Rio Grande do Norte e se instalou na fazenda Cajueiro, próximo ao “Tuiuiú”, a fazenda do pai de Jesuíno de quem agora era cunhado. O tio é peça dessa história de desavenças familiares dos Alves de Melo e os Limões a entrada de Jesuíno no cangaço com o assassinato de Honorato Limão, numa bodega em Patu.

Foi Cabé quem também descobriu na cidade de Maioridade (antiga Martins) a “Casa de Pedra”, local que veio a se tornar o refúgio famoso de Jesuíno Brilhante. Como tudo que diz respeito a Jesuíno Brilhante, também sua morte é controversa, explica o autor no capítulo “O Fim”:

Morreu no Riacho dos Porcos, município de Brejo do Cruz, Paraíba, em dezembro de 1879, quando viajava na companhia de seus dois irmãos e demais membros de seu bando, e foi surpreendido pela Polícia paraibana guiada pelo Cabo Pedro Limão. João Brilhante, seu irmão, o sepultou em um local chamado “Palha”. Os emboscadores, no entanto, não levaram o corpo e anos depois sua caveira é levada por um líder político mossoroense, doada a uma escola e depois levada pelo Interventor Rafael Fernandes Gurjão ao médico psiquiatra Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. E não se sabe mais dela.

Jesuíno Brilhante do diretor William Cobbett, em filme de 1972.

Explicando

No filme de William Cobbett, vemos que o diretor usou uma licença poética para explicar a entrada de Jesuíno no cangaço. “Não foi para vingar a morte do irmão, mas qualquer que tenha sido o motivo, podemos situar como consequência de uma época de um código de honra brutal típico do sertão arcaico e das relações políticas existentes naquele período”.

 Já sobre Câmara Cascudo ter reforçado a lenda do gentil-homem cangaceiro, o autor explica que “existiam laços de amizades entre a sua família de Caraúbas e a família de Jesuíno Brilhante. Ele tinha um carinho pela história desse cangaceiro. Cascudo se apegou as histórias que chegavam aos seus ouvidos dizendo sobre as ações meritórias e heroicas do cangaceiro”.

Quanto à tentativa de criar um estado paralelo livre de coronéis, para o autor é “uma história infundada, pois não existe nenhum registro que possa sequer sugerir a existência desse estado paralelo sertanejo ou de uma sociedade livre de coronéis”, contou.

Honorio de Medeiros é escritor e advogado, bacharel em ciências jurídicas e sociais pela UFRN, Mestre em direito  e tem outros livros publicados em áreas como filosofia e direito.

O livro pode ser encomendado por email:mariasenna1958@gmail.com

Cinthia Lopes - Típico Local

Fonte:https://tipicolocal.com.br

Muito Obrigado Antônio Amaury !

 

"Meu velho, Antônio Amaury Corrêa de Araújo, odontólogo de formação, fez aquilo que amou. Por isso ouso dizer que ele é muito mais historiador do que dentista. Assim acabou por produzir uma fonte rica e de suma importância para a compreensão da história do cangaço. Como brasileiro, agradeço por todo empenho que teve ao colher depoimentos de todos aqueles que participaram dessa saga nordestina e que teve a oportunidade de conhecer e entrevistar. Como filho, agradeço o exemplo que norteou minha vida e todo o apoio dado."

Carlo Araujo; filho, amigo e companheiro inseparável de Antônio Amaury Correa de Araujo,odontólogo, pesquisador e escritor do cangaço, Mestre.

Uma Noite de Celebração !

Sertão; floresta longe da costa... Não o Sertão interior do país, mas o Sertão interior de cada um de nós, onde tudo começa ! A força e a graça desse Sertão, a força e a graça das cores, dos sons, da gente desse chão... O maravilhoso Sertão que nos acolhe, que é nosso berço, que traduz nossa essência. O Cariri Cangaço traz até você nessa Live, "O Sertão como Patrimônio Cultural e Afetivo" ; numa conversa preciosa com dois sertanejos arretados de bons, um pouco da magia e do encantamento da Alma Sertaneja. E não poderíamos iniciar nossa conversa sem render homenagens ao nosso Grão Mestre da Cultura do Sertão; Patativa do Assaré:

"Sertão, argúem te cantô,

Eu sempre tenho cantado

E ainda cantando tô,

Pruquê, meu torrão amado,

Munto te prezo, te quero

E vejo qui os teus mistéro

Ninguém sabe decifrá.

A tua beleza é tanta,

Qui o poeta canta, canta,

E inda fica o qui cantá."

Com a extraordinária foto de Hélio Filho; que nos mostra o "menininho que levita na Casa Grande" nos trazendo toda a magia e encantamento da Alma Sertaneja; agradecemos e celebramos a extraordinária noite de ontem, dia 21 de agosto de 2020, com os Grandes Encontros Cariri Cangaço em nosso canal no YouTube - "O Sertão como Patrimônio Cultural e Afetivo". Muito obrigado a nossos convidados especiais; Fabiano dos Santos Piúba e Alemberg Quindins, a noite foi estupenda !!! A isso chamo sertão, a isso chamo paixão, a isso chamo Cariri Cangaço! 

Quem não assistiu ao vivo, vai lá em nosso canal no YouTube e confere.

Entra no nosso canal, faz sua inscrição e ativa as notificações,vem coisa por ai

https://www.youtube.com/watch?v=Hz1IxvGlSjc