Floresta

O Resgate da História: Noite de Abertura em Floresta

Festa no Cariri Cangaço Floresta 2016

Uma apresentação teatral no patamar da Igreja de Nossa Senhora do Rosário pelo grupo Caruá, sobre a vida de Virgulino Ferreira e apresentações da Banda de Musica Municipal recepcionaram os convidados do Cariri Cangaço Floresta 2016 na noite desta última quinta-feira, 26 de maio de 2016 na chegada do Cariri Cangaço ao estado de Pernambuco.

A Noite de festa marcou a abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016. O plenário da Câmara Municipal de Floresta ficou pequeno para a multidão que lotou suas dependências para a solenidade de abertura da primeira edição do Cariri Cangaço no estado de Pernambuco. Um mar de convidados presenciaram ao comparecer e participar da grande noite neste tradicional município da região do Pajeú de um momento único e inesquecível.

Mesa de Abertura: Presidente Murilo Almeida, Archimedes Marques, Manoel Severo e prefeita Rorró Maniçoba
Representatividade na Solenidade de Abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016
 
 Narciso Dias, Juliana Pereira e Dilma Marques

Com as presenças da prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba, do Presidente da Câmara Municipal, Murilo Almeida, de secretários municipais, vereadores, autoridades, representantes dos grupos de estudos do cangaço; Archimedes Marques representando a SBEC; Narciso Dias o GPEC e Juliana Pereira o GECC, além de instituições de ensino; como a CESVASF com o presença do professor Walmir e Ana Gleide e a GRE, com Dilma Marques; entidades de classe, sociedade civil e pesquisadores de 16 estados da federação a festa ficou por conta da família florestana que lotou as dependências da Câmara Municipal.

Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e o público do Cariri Cangaço Floresta 2016
O plenário da Câmara Municipal ficou lotado na noite de Cariri Cangaço Floresta

A solenidade teve seu inicio com execução do hino nacional brasileiro para logo depois o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, dá as boas vindas a todos: " Para nós que fazemos parte do Cariri Cangaço esta noite marca de maneira muito especial a nossa história, ver este plenário totalmente lotado, principalmente pela família Florestana nos enche de honra e satisfação, mas aumenta em muito nossa responsabilidade, sejam bem vindos ao primeiro Cariri Cangaço no estado de Pernambuco". No momento seguinte houveram as homenagens do Cariri Cangaço a pesquisadores colaboradores do evento, autoridades presentes e comissão organizadora além de personalidades da história de Floresta e do nordeste.

Presidente da Câmara Murilo Almeida e Prefeita Rorró Maniçoba
 Escritores Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz
Escritor Geraldo Ferraz e Prefeita Rorró Maniçoba

Em seguida em nome do município falaram o Presidente da Câmara Municipal, vereador Murilo Almeida que emocionado com a dimensão e a significativa realização do Cariri Cangaço na cidade de Floresta revelou " Manoel Severo, meu mandato poderia se encerrar nesta noite que poderia me sentir realizado". Já a prefeita do município Rorró Maniçoba ressaltou "a presença de pesquisadores de todos o Brasil em Floresta para a realização do primeiro Cariri Cangaço em Pernambuco honra Floresta que recebe com muita alegria o Cariri Cangaço".

Um dos momentos altos da noite foi a assinatura por parte das autoridades presentes e grupos de estudos do Manifesto Cariri Cangaço pela restauração do prédio do antigo Batalhão de Floresta.

Prefeita Rorró Maniçoba assina o Manifesto Cariri Cangaço pela restauração do Batalhão
Manoel Serafim assina o Manifesto Cariri Cangaço
Mesa de Lançamento das Cruzes do Cangaço de Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz
 Cristiano Ferraz
 Marcos de Carmelita
João de Sousa Lima, Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz, noite de autógrafos

E no principal momento da noite houve o lançamento seguido de conferências sobre o primeiro e aguardado livro dos pesquisadores e escritores florestanos; Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz;  "A s Cruzes do Cangaço" , precedidas pelas apresentações do autores, feita pelo pesquisador Leonardo Ferraz Gominho e da obra, pelo pesquisador João de Sousa Lima, em mesa formada ainda com a presença do Conselheiro Cariri Cangaço, colecionador Ivanildo Silveira.

Cariri Cangaço Floresta
26 de Maio de 2016
Plenário da Câmara Municipal de Floresta
Fotos: Kiko Monteiro


Murilo Almeida, Marcos de Carmelita, Rorró Maniçoba e Cristiano Ferraz

A noite de abertura do Cariri Cangaço Floresta, foi marcada notadamente pelo conjunto de homenagens prestadas pelos organizadores do evento e também pela família florestana a destacadas personalidades que fazem parte do universo da pesquisa e estudo do fenômeno cangaço no Brasil. Para o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo o "sentimento de gratidão é nosso principal combustível, daí estarmos sempre ressaltando a importância de todos os companheiros que ao nosso lado, com talento e esforço nos ajudam a construir a consolidação de nossa memória".

 Raul Meneleu recebe o Diploma de João de Sousa Lima
 Carlos Alberto recebe o Diploma de Antônio Vilela
Aglézio de Brito recebe o Diploma de Ivanildo Silveira

O Conselho Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço, entregou os Diplomas de Amigo do Cariri Cangaço aos pesquisadores, Raul Meneleu Mascarenhas de Aracaju; Carlos Alberto Silva de Natal e Aglézio de Brito, do Crato. Para a Conselheira Juliana Pereira "as homenagens são mais que justas, tanto o pesquisador Raul Meneleu como o amigo Carlos Alberto e o doutor Aglézio estão ao nosso lado nesse caminho de fortalecer a história de nosso sertão". Já o Conselheiro Narciso Dias ressalta "O Cariri Cangaço se fortalece a partir de seus membros e como Manoel Severo sempre fala, a gratidão é o nosso norte, parabéns aos homenageados".

Raul Meneleu Mascarenhas, cearense radicado em Aracaju fala da emoção da homenagem: "Meus agradecimentos a toda a família Cariri Cangaço, ao Conselho Curador Alcino Alves Costa e ao Curador do Cariri Cangaço, o amigo Manoel Severo BarbosaEsse título de amigo do Cariri Cangaço conferido na Câmara de Vereadores da cidade de Floresta-PE com a presença de amigos e da Senhora Prefeita Rorró Maniçoba, muito me honra e estará em destaque em meu escritório. Um forte abraço amigo Severo !"

Prefeita Rorró Maniçoba e Vereador Murilo Almeida, homenageados da noite
Dilma Marques diretora do GRE recebe seu diploma de Amanda Goiana
Manoel Serafim e Maria Amélia Araujo, homenagem aos Organizadores
Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz as estrelas da noite de homenagens

Seguindo o cronogramas de homenagens a Curadoria do Cariri Cangaço passou a homenagear às autoridades e a Comissão Organizadora do Cariri Cangaço em Floresta. Receberam Diplomas de Amigo do Cariri Cangaço, a senhora prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba, o presidente da Câmara Municipal vereador Murilo Almeida e os Organizadores do evento; Manoel Serafim, Maria Amélia Araujo, Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz. Para Maria Amélia Araujo, uma das organizadores do evento e homenageada "hoje realizamos um grande sonho, os florestanos estão honrados com a realização do Cariri Cangaço pela imensa contribuição que dá ao fortalecimento de nossa própria história que inclusive muito de nossos jovens não conhecem, muito obrigada Cariri Cangaço!"

Geraldo Ferraz em nome de Theophanes Torres recebe da prefeita Rorró Maniçoba
Manoel Serafim passa às mãos de dona Mariquinha, viúva e Fernando filho, a homenagem do Cariri Cangaço a Neco de Pautilha

Depois foi a vez das homenagens do Cariri Cangaço a vultos imortais da história de Floresta e do combate ao banditismo rural; o Cariri Cangaço outorgou o Título de Personalidade Eterna do Sertão ao comandante das forças volantes, florestano Theophanes Ferraz Torres e a Neco de Pautilha que marcaram suas biografias pela coragem, valentia e honra. Na oportunidade receberam as honrarias o pesquisador Geraldo Ferraz, neto de Theophanes Torres e dona Mariquinha, viúva de Neco de Pautilha.

Também em nome do Cariri Cangaço, o Conselheiro Ivanildo Silveira entregou Placas de Reconhecimento ao trabalho de pesquisa e estudos da temática cangaço aos pesquisadores, Oleone Coelho Fontes da Bahia, Geraldo Ferraz de Recife, Archimedes Marques de Aracaju e uma homenagem especial a família de Neco de Pautilha, homenagem recebido por seu filho, Fernando Cavalcante.

Oleone Coelho Fontes recebe placa de Cristiano Ferraz
 Manoel Severo passa a placa a Geraldo Ferraz
Marcos de Carmelita passa a placa a Archimedes Marques
Fernando Cavalcante, representando Neco de Pautilha receba sua placa das mãos de Ivanildo Silveira 

Dentro do mesmo sentimento de reconhecimento ao trabalho pela manutenção da memória do nordeste receberam o Troféu Moreno e Durvinha, confeccionado pela filha do casal de ex-cangaceiros, Neli Conceição, o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa e os pesquisadores João de Sousa Lima de Paulo Afonso e Ivanildo Silveira de Natal.
João de Sousa Lima e Manoel Severo recebem de Neli Conceição o Troféu Moreno e Durvinha.
Kiko Monteiro, Archimedes Marques, Ivanildo Silveira, Kydelmir Dantas, Manoel Severo e Manoel Serafim, homenageados pela família de Neco de Pautilha
 Kydelmir Dantas, Manoel Severo e Manoel Serafim
Ivanildo Silveira
Sálvio Siqueira e Mané Neto, a fantástica arte de Arlindo Lopes

Uma das surpresas da noite, ainda dentro do sentimento de reconhecimento ao trabalho de pesquisa sobre a temática, partiu da família do ex-volante Neco de Pautilha, que a partir de sua esposa dona Mariquinha e de seus filhos, passaram ás mãos do curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e dos pesquisadores, Kiko Monteiro, Archimedes Marques, Ivanildo Silveira, Kydelmir Dantas, Manoel Severo e Manoel Serafim. Por fim a grande surpresa e homenagem prestada pelo artista plástico Arlindo Lopes de São José do Egito juntamente com o pesquisador Sálvio Siqueira ao valente e valoroso nazareno Manoel de Sousa Neto, o famoso Mané Neto, com duas esculturas sensacionais, marcando a noite de abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016.

Cariri Cangaço Floresta 
26 de maio de 2016, Câmara Municipal
Fotos: Kiko Monteiro e Elvis Lima

As Cruzes do Cangaço Lançado em Noite de Festa no Cariri Cangaço Floresta



Marcos de Carmelita e Silvania; Vanessa e Cristiano Ferraz

A noite de abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016 nos salões da Câmara Municipal de Floresta teve seu ponto alto no lançamento do mais esperado livro sobre a temática deste primeiro semestre: "As Cruzes do Cangaço - Os Fatos e Personagens de Floresta" dos pesquisadores Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz.

Leonardo Ferraz Gominho foi o responsável pela apresentação dos dois florestanos ilustres. Com o talento que lhes é peculiar, Leonardo Gominho nos transportou no tempo e nos permitiu como em um caleidoscópio reviver e conhecer de perto essas duas personalidades que hoje fazem história em Floresta. Passando pelos tempos de criança, as brincadeiras, as professoras, as inconfidências dos adolescentes, as famílias, os sonhos, até chegar no mais ousado de todos: As Cruzes do Cangaço !

João de Sousa Lima teve a incumbência de apresentar a obra. Do alto de sua grande experiência de um dos maiores pesquisadores de campo da atualidade, para Sousa Lima foi fácil traduzir as veredas que levaram Marcos e Cristiano a chegar até as "Cruzes do Cangaço". Por meses os dois abnegados dedicaram uma boa parte de suas vidas na direção de colher os fragmentos da história de sua amada Floresta.

Mesa do Lançamento de "As Cruzes do Cangaço"
 Leonardo Ferraz Gominho apresentou os autores
 João de Sousa Lima apresentou a obra
 Cristiano Ferraz
Marcos de Carmelita

"Temos ao longo de nossa caminhada muitas satisfações. Por todo esse tempo percorrendo as trilhas da caatinga em busca de fragmentos desta verdade histórica que envolve uma das sagas mais extraordinárias do nordeste que é o cangaço, temos encontrados muitos, inúmeros vaqueiros da história; homens e mulheres dedicados ao que amam: A memória de seu chão e de sua gente. Desde os Mestres como Antônio Amaury, Frederico Pernambucano, Sérgio Dantas, Alcino Costa (in memoriam), dentre outros, até os talentos de uma geração mais nova e aqui me permitam não declinar nomes, pois são tantos e tantos... acabamos contatando com uma literatura vasta, responsável, muitas vezes polêmica, mas que vão construindo nossa base de conhecimento sobre o assunto, e aí nos deparamos com uma questão: Será que ainda temos o que contar ?" Provoca Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço.

 Marcos de Carmelita e os convidados ilustres da noite, na platéia

E conclui Manoel Severo : "Pois é, me permitam responder: Temos sim, ainda muito a contar, e como temos... Essa conclusão se fortalece mais ainda quando temos a oportunidade de entrar em contato com a obra dos pesquisadores e escritores Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz:"As Cruzes do Cangaço - Os Fatos e Personagens de Floresta" o primeiro de uma lavra que esperamos ser profícua" conclui Severo.

Primeiro Cristiano Ferraz destilou capítulo por capítulo, o que se encontrava por trás da preciosas linhas, um a um mereciam de Cristiano uma apresentação especial. Os temas , os personagens, os cenários, as abordagens... Por sua vez Marcos de Carmelita deixou as formalidades de lado e partiu para o centro do furacão... Percorrendo os corredores da Câmara Municipal Marcos ia identificando personalidades que fazem parte dessa história, remanescentes de um passado recente, um a um ia sendo apresentado pelo escritor; ali muitos dos que permitiram desvendar os segredos das "Cruzes do Cangaço" se encontravam e a emoção do momento tornava a noite mais que especial.

Público que lotou as dependências da Câmara Municipal de Floresta
Família Ferraz e Florentino prestigiando o Lançamento 
 Grande noite de autógrafos no Cariri Cangaço Floresta 2016
Cristiano Ferraz e Débora Novaes Ferraz
 Marcos de Carmelita e Junior Almeida

Por fim os escritores patrocinaram uma noite de autógrafos contemplando aos convidados do Cariri Cangaço Floresta 2016. As Cruzes do Cangaço - Os Fatos e Personagens de Floresta, de Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz; prefácio de Frederico Pernambucano de Melo, apresentação de João de Sousa Lima e orelha de Leonardo Ferraz Gominho.

Cariri Cangaço Floresta
26 de maio de 2016, Câmara Municipal
Fotos de Kiko Monteiro, Junior Almeida e José Tavares


Manisfesto Cariri Cangaço pela Restauração do Batalhão de Floresta

 Cariri Cangaço em momento especial do Manifesto de Restauração do Batalhão de Floresta em noite memorável

A noite de abertura do Cariri Cangaço Floresta marcou o lançamento do Manifesto Cariri Cangaço pela Restauração do prédio do antigo Batalhão de Floresta. O texto construído a partir da colaboração de historiadores e memorialista florestanos com destaque para o pesquisador Leonardo Ferraz Gominho e pela Curadoria do Cariri Cangaço, teve também como base o trabalho da FUNDARPE e o Inventário do Patrimônio Cultural do Estado de Pernambuco – Sertão do São Francisco – IPAC/PE. 


No ato da solenidade de abertura do Cariri Cangaço assinaram o referido Manifesto, a prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba, o presidente da Câmara Municipal, vereador Murilo Almeida, Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço; Representando a SBEC, Archimedes Marques, representando o GECC, Juliana Pereira, representando o GPEC, Narciso Dias, representando o GFEC, Marcos de Carmelita, além de inúmeros pesquisadores de todo o Brasil, representantes da sociedade civil e  família florestana.

Para Manoel Severo "o Cariri Cangaço se une ao sentimento da família Florestana e a iniciativas já em curso como por exemplo o abaixo assinado promovido pela estimada Rosemere Novaes de Sá e a tantas outras inciativas do poder publico municipal; executivo e legislativo. Aqui não temos cores partidárias nem politicas, o objetivo é único e comum a todos: A restauração desse espetacular patrimônio histórico que não pertence apenas a Floresta ou a Pernambuco, mas ao Brasil, vamos enfrentar juntamente com a lideranças do município esse grande desafio."


 Prefeita Rorró Maniçoba assina o Manifesto
Manoel Serafim assina o Manifesto
Ana Gleide e professor Valmir da CESVASF assinam o Manifesto

Para o pesquisador Marcos de Carmelita, um dos representantes do GFEC-Grupo Florestano de Estudos do Cangaço " Vamos lutar pela valorização da cultura da nossa terra. Não admitiremos ser tratados como coadjuvantes, quando somos os atores principais . Floresta é a cidade mais rica do Brasil em historiografia cangaceira e no entanto, ainda não estamos na Rota do Cangaço em Pernambuco. Vamos combater o bom combate e exigir os nossos direitos e a pronta restauração do Batalhão".

Rosemere Novaes de Sá, responsável por iniciativa semelhante, quando lançou um abaixo assinado pela restauração do Batalhão revela: " O meu agradecimento é eterno. A oportunidade única de lutar pelo Batalhão e concedida pelo Cariri Cangaço junto a tantos intelectuais de renome, meu grande abraço ao senhor Manoel Severo."


 Marcos de Carmelita assina o Manifesto
Archimedes Marques da SBEC assina o Manifesto
Rosemere Novaes de Sá assina o Manifesto
Veja o Manifesto Cariri Cangaço pela Restauração do Batalhão de Floresta
"As Razões do Manifesto...
O município de Floresta, a tradicional “Terra dos Tamarindos”, a “Filha do Pajeú”, “Floresta do Navio”; encravado em uma das mais importantes regiões de nosso sertão pernambucano, com história marcante e pujante desde os tempos quando era primitivamente ocupada por aldeia indígena, catequizada pelas primeiras missões dos jesuítas e capuchinhos franceses, passando pelas fazendas Curralinho, Paus Pretos e Fazenda Grande, ainda no século XVIII às margens do Rio Pajeú, e desaguando como o principal berço combatente ao banditismo rural – o Cangaço; através de seus filhos, homens bravos e probos, se une hoje, depois de 151 anos de sua fundação, na defesa da restauração de seu mais significativo monumento histórico: O Prédio do Batalhão.
Floresta tem o reconhecimento nacional a partir de sua clássica arquitetura, formada por um espetacular casario, referencia em todo o estado de Pernambuco e no nordeste, notabilizada principalmente pela sua beleza e uniformidade de suas fachadas, patrimônio esse ligado intimamente à sua tradição, memória e história e objeto de inúmeros estudos e trabalhos acadêmicos, como o realizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Estatístico de Pernambuco – FUNDARPE, ainda no ano de 1983, quando foi constituída equipe multidisciplinar; formada por arquitetos, pesquisadores de história e outros auxiliares; coordenada pela arquiteta Neide Fernandes de Souza, para dar início ao inventário do patrimônio cultural do Sertão pernambucano do São Francisco, que teve seu resultado o “Inventário do Patrimônio Cultural do Estado de Pernambuco – Sertão do São Francisco – IPAC/PE”.
Na “Apresentação” do referido trabalho, vê-se que a microrregião foi escolhida por uma série de razões, podendo-se destacar, dentre elas, o aspecto de tratar-se de uma das regiões pioneiras na ocupação do interior do Estado, cujo acervo cultural é importante preservar, além de sua inegável potencialidade turística.
No momento em que todos se unem em prol da defesa da Restauração do antigo Batalhão de Floresta, nos cabe ainda ressaltar a importância do referido patrimônio como indutor do desenvolvimento da região, enquanto fomentador de iniciativas turísticas, voltadas para as áreas da cultura, tradição e conhecimento; molas mestras na direção da consolidação de um desenvolvimento saudável, inteligente e sustentável.
A partir desse significativo Inventário feito pela Fundação do Patrimônio Histórico e Estatístico de Pernambuco – FUNDARPE, que utilizou método de trabalho adotando o sistema desenvolvido pelo Conselho de Cooperação Cultural da Europa, atendendo às recomendações da UNESCO, contido na ‘Recomendação de Palma’” (Maiorca), reforça nosso empenho na direção dessa urgente iniciativa de restauração e preservação do referido “Batalhão de Floresta” ou como muitos chamam: Edifício da Antiga Força Pública.
O Edifício da Antiga Força Pública – O Batalhão de Floresta ...
De acordo com o “Inventário do Patrimônio Cultural do Estado de Pernambuco”, situa-se na Praça Major João Novaes, n.° 251, o edifício conhecido localmente como o prédio da Antiga Força Pública, ou como “o Batalhão”. “O edifício, assim como todo o passeio público de sua vizinhança, assenta-se elevado do nível da rua uns 60 centímetros. Apresenta fachada com 40 metros de extensão, destacando-se das demais edificações locais, formadas por casas de um pavimento”. Quanto à implantação do terreno, encontra-se livre dos dois lados e “integra o sítio histórico de Floresta”. “Edifício de interesse arquitetônico com planta retangular, desenvolvendo-se em dois pavimentos, apresentando na parte posterior, em perpendicular, ala de serviços com um pavimento. A fachada principal acompanha a maior dimensão do edifício e é simétrica em relação ao eixo vertical, configurando cinco tramos. O central, com a porta principal e uma janela rasgada com balcão e um pequeno frontão em arco. Colateralmente, segue-se um amplo tramo com duas linhas de seis janelas correspondentes, seguindo-se os tramos extremos, onde no térreo há uma porta e, no pavimento superior, duas janelas. As esquadrias são de pranchas verticais de madeira. Todos os vãos externos da fachada principal têm meia cercadrua em forma de sanefa. O corpo principal é coberto em duas águas com telha canal paralelas à rua e com platibanda apenas na fachada principal. Ainda nessa fachada correm duas cornijas paralelas, uma na linha da platibanda e a outra na linha do balcão, dando ao edifício maior sentido de horizontalidade. No corpo anexo, a coberta tem águas em três sentidos. Os interiores sofreram pequenas intervenções, com o fechamento de alguns vãos, para adequação de uso. Nenhum dos ambientes é forrado, o que permite deixar à vista, no pavimento superior, o sistema de coberta: linhas com pontaletes. No térreo, piso de cimento queimado; no superior, assoalho, deixando à vista, para os ambientes térreos, o seu travejamento”.
Quanto à tipologia, vê-se no Inventário que o edifício foi “construído com a finalidade de seminário, sendo posteriormente ampliado. O corpo principal é do início do século XX, e o anexo que lhe foi acrescido, dos meados deste século. Apresenta corpo principal de planta retangular, com a extensão maior paralela à rua e circulação longitudinal no centro do edifício, normal ao acesso principal. A solução de planta, tendo circulação longitudinal paralela ao lado maior do retângulo, é encontrada em edificações deste tipo, podendo ser vista a do prédio de aulas do Colégio Nóbrega do Recife”.
Com relação ao Histórico, esclarece-se que, em 1912/1913, foi “construído o prédio para servir de seminário”. Em 1920, o “capitão Antônio David Gomes Novaes comprou o prédio, que estava inacabado, e ficou sem uso”. Em 1928, o “Grupo de Engenharia da Polícia Militar reformou e terminou o prédio para abrigar o 3.° Batalhão da Força Pública, para combater o cangaço”. Depois da Revolução de 1930, o Batalhão foi transferido de Floresta, ficando o prédio desativado. Em 1950, “por iniciativa da Professora Lindaura Gomes de Sá, passou a funcionar o Pensionato da Divina Providência, quando foi construído o anexo”, que, segundo o historiador Leonardo Ferraz Gominho, abrigava as atividades de tecelagem, corte e costura, oficina, todos do Centro Profissional fundado pela educadora florestana. 
Pelo Inventário, vê-se que, quanto ao sistema construtivo e materiais, trata-se de “construção em paredes auto-portantes de alvenaria de tijolos que suportam o travejamento do tabuado do pavimento superior e as linhas e pontaletes que formam a estrutura da coberta”.
Um Pouco da História...
Em seu livro “Floresta – memórias duma cidade sertaneja no seu cinqüentenário” (2.ª edição, pp. 217 a 219), o historiador Álvaro Ferraz registrou parte da história do prédio da antiga Força Pública, estreitamente vinculado ao combate ao cangaço. Segundo ele, aquele fenômeno, o cangaceirismo, “degenerou posteriormente para o banditismo de grupo que atingiu o máximo do seu desenvolvimento com a figura sinistra de Lampião”. “Para que fosse erradicado” – diz o historiador –, “tornou-se necessário que o Governador Estácio Coimbra localizasse em Floresta o 3.º Batalhão da Polícia Militar, depois duma perseguição tenaz por forças volantes que pagaram um pesado tributo à sua bravura e ao seu desprendimento”. E mais: “O chefe-de-polícia, Dr. Eurico de Souza Leão, foi o orientador dessa campanha, coroada aliás de um êxito quase completo”. Álvaro Ferraz esclarece que, “Depois da Revolução de 1930, o 3.º Batalhão voltou a aquartelar no Recife. Mas antes disto, a cidade presenciou, um tanto atônita, o espetáculo contristador de um levante de quartel, na noite do dia 6 de outubro de 1930, no qual perderam a vida estupidamente dois oficiais: o capitão João Jacó de Carvalho e o tenente José Coutinho da Costa Pereira”.
O historiador Carlos Antônio de Souza Ferraz, em seu livro “Floresta do Navio – Capítulos da história sertaneja” (p. 230), lembra que, “por escritura lavrada a 5 de julho de 1928, no recife, o Estado de Pernambuco adquiriu por 15.000$000 (quinze contos de réis), ao Sr. Antônio David Gomes Novaes, um imóvel de dois pavimentos” para aquartelar a tropa da Força Pública, recebendo a edificação melhoramentos e adaptações. “O prédio fora do bispado, com vistas ao seminário”, esclarece o historiador, acrescentando que no dia 16 de novembro de 1928 o 3.º Batalhão já estava devidamente aquartelado no imóvel, sob o comando do major Urbano Ribeiro de Sena.
O historiador Leonardo Ferraz Gominho afirma que o soldado Luís registrou, na parte posterior central da platibanda, a conclusão da pintura do prédio: agosto de 1928. No seu livro “Floresta – uma terra, um povo”, Vol. 14 (Coleção Tempo Municipal – Centro de Estudos de História Municipal da Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco - FIAM, p. 178), conta que foi decisiva a atuação do Dr. Olympio de Menezes – florestano e deputado estadual nas legislaturas de 1925/27 e 1928/30 (Governos de Sérgio Loreto e Estácio Coimbra) – “para a instalação do Terceiro Batalhão da Polícia, em Floresta”. Gominho narra (vol. 15, pp. 79 a 80, mesma coleção), com detalhes, o levante referido por Álvaro Ferraz, por ocasião da Revolução de 1930. Segundo ele, “os fatos desenrolados no 3º Batalhão, por ocasião desse movimento revolucionário, ficariam por muito tempo na memória do seu povo. O major Nélson Leobaldo – amigo de Theóphanes –, no Comando havia quatro meses, conquistara a confiança e a amizade dos comandados. Manifestou o propósito de reação, ‘salientando que dispunha de muito elemento civil que podia armar com os fuzis disponíveis existentes em depósito’. Já havia, entretanto, um plano de revolta. Aderiram à Revolução o capitão Pedro Cavalcanti Malta, os tenentes José Coutinho da Costa Pereira e Francisco Ibraim de Lira, o sargento José de Andrade e outros companheiros. Por volta das cinco da tarde teve início o movimento. O comandante foi ferido. O capitão João Jacó observou o sargento Andrade apontar-lhe o fuzil. O sargento, que estava sentado no pedestal da bandeira que havia em frente ao Batalhão, disparou sua arma, atingindo o capitão no peito, fazendo-o tombar sem vida e cair à direita do portão central do prédio. A mesma bala que lhe varou o tórax perfurou a janela em frente à qual o capitão estava. O sargento Pedro Monteiro foi alvejado pelo tenente Costa Pereira e reagiu, atingindo-o com um tiro de fuzil, matando-o. Iniciou-se então a luta armada entre os fiéis do governo e revolucionários, todos militares. Foram trocadas balas entre os soldados que se entrincheiravam na escadaria que havia em frente à casa de Fortunato Gominho (Siato) e os que estavam no prédio do Batalhão. Em desvantagem, o capitão Pedro Malta correu e se escondeu na casa de Cícero Rufino de Sá (rua Fausto Ferraz, n.º 176). Os outros revolucionários, sentindo a derrota, também deixaram o local. A população estava apavorada e insegura. Boa parte dos habitantes da cidade buscou refúgio nas fazendas, dificultando-se o abastecimento da tropa que, ‘no dia 8, outra coisa mais não tinha, se não carne verde’. ‘Todas as forças revolucionárias se aproximavam de Floresta e insistiam para que o major Nélson depusesse as armas’. As primeiras forças a entrar em Floresta foram as comandadas pelo coronel Sobreira e  major João Costa, que se entenderam  com o comandante”.
Considerações Finais...
Diante do acima exposto, empreendemos o presente Manifesto na direção da pronta Restauração do Prédio da Antiga Força Pública – Batalhão de Floresta, situado na Praça Major João Novaes, n. ° 251, no centro histórico desta cidade por sua declarada a importância ambiental, urbanística, histórica, arquitetônica e cultural, não só para o município de Floresta, mas para todo o estado de Pernambuco e todo o Brasil.

Assinaturas dos Signatários"

Cidadania Sertaneja desde pequena...Yasmim Almeida, filha do casal Junior e Ranaíse Almeida assina o Manifesto.
Atual situação do prédio do Batalhão de Floresta

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço comenta "estaremos a partir de agora, juntamente com as autoridades locais e também com os grupos de estudos do cangaço e sociedade civil organizada iniciando os contatos para a entrega do Manifesto às autoridades estaduais de Pernambuco, como também estaremos acompanhando passo a passo as repercussões e providências".

Cariri Cangaço Floresta
26 de Maio de 2016, Câmara Municipal
Fotos: Kiko Monteiro , Junior Almeida e Elvis Lima

Cariri Cangaço Floresta e a Grande Festa em Nazaré do Pico

Manoel Severo e Ulisses Flor

A atual Nazaré do Pico, já foi Carqueja, que já foi Nazaré. A vila que nasceu da antiga fazenda Algodões, foi o resultado de um sonho do filho do professor Domingos Soriano Ferraz, "Manu" ; que via nascer naquele lugar uma vila. Dali até a realização do sonho foi rápido. Ao sonho se uniram outros jovens e entre esses, os filhos de João Flor, era agosto de 1917 quando foi inaugurada a primeira feira de Nazaré. Depois dos primeiros embates entre os "filhos de Zé Ferreira" com Zé Saturnino, a família mudou para os arredores de Nazaré, já estamos em 1919 e a fazenda Poço do Nêgo era a nova morada do futuro rei do cangaço. Dali para frente o conflito entre Virgulino e seus irmãos com o povo de Nazaré só aumentaria e viria a se tornar uma verdadeira saga, envolvendo mais de 100 integrantes do afamado vilarejo que entraram na luta contra o cangaço.


Sejam bem vindos ao Cariri Cangaço Floresta em Nazaré do Pico


 Bacamarteiros do Vale do Pajeú e a recepção em Nazaré do Pico
 
Manoel Severo e Ulisses Flor, começava a Festa em Nazaré
Mabel Nogueira e Manoel Severo
Crianças de Nazaré e Banda de Música Municipal

A mais famosa vila da historiografia do cangaço recebeu o Cariri Cangaço Floresta em dia de festa simplesmente inesquecível. Por volta das nove horas da manhã do dia 27 de maio de 2016, os convidados do Cariri Cangaço Floresta chegaram em caravana a Nazaré do Pico quando foram recebidos pelos organizares locais; Netinho Flor, Rubelvan e Cristina Amaral Lira e Mabel Nogueira, além de uma infinidade de descendentes dos valorosos nazarenos no prenúncio precioso do que seria o dia Nazareno dentro do Cariri Cangaço Floresta 2016.

Depois da recepção na entrada da vila com direito a presença festiva do grupo Bacamarteiros do Vale do Pajeú, da Banda Municipal e dos alunos das escolas locais, os convidados que lotavam as ruas de Nazaré entraram na vila em cortejo festivo, tendo a frente a Banda de Música e a família Nazarena.


 Mabel Nogueira e Manoel Severo
  Ivanildo Silveira, Manoel Severo, Mabel Nogueira, Netinho Flor e Ulisses Flor: Homenagem do Cariri Cangaço aos bravos nazarenos. 
 Homenagem do Cariri Cangaço aos Nazarenos

O primeiro compromisso dentro da programação foi o hasteamento do pavilhão local, quando foi hasteada sob o hino de Nazaré a bandeira da vila mais famosa do cangaço. Mabel Nogueira uma das organizadoras locais dirigiu palavras de boas vindas aos participantes quando convidou a todos para "um minuto de silêncio em memória dos nazarenos que tombaram em luta contra o cangaço". 

Ato contínuo o Cariri Cangaço através de seu Conselheiro Ivanildo Silveira passou às mãos de Ulisses Flor, placa em homenagem a seu pai, Euclides Flor, representando todos os Nazarenos. Logo após a solenidade de abertura em Nazaré do Pico, a Caravana Cariri Cangaço Floresta 2016 partiu para as visitas técnicas programadas para o dia.


Hino de Nazaré, Fonte: YouTube


Cariri Cangaço Floresta 
27 de Maio de 2016 , Nazaré do Pico
Fotos: Higor Silva e Louro Teles


Nazaré em Festa recebe o Brasil de Alma Nordestina

Paulo Cangaceiro e a alegria do primeiro Cariri Cangaço em Nazaré do Pico

O Brasil de norte a sul, de leste a oeste esteve presente ao Cariri Cangaço Floresta 2016. Em Nazaré do Pico os vaqueiros da história pisavam o solo sagrado dos Nazarenos. Representados pelos principais grupos de estudo e vindos de todos os estados e regiões do país, provaram mais uma vez que o Cariri Cangaço é o local onde a alma nordestina se encontra.

Convidamos a todos a percorrer a Vila de Nazaré do Pico e a Caravana Cariri Cangaço Floresta 2016 em Nazaré do Pico.

Ingrid Rebouças e os Bacamarteiros do Vale do Pajeu
Antonio Edson, Veridiano Dias, Antonio Vilela, Josué Santana, Amelia Araujo, Louro Teles e Ana Lúcia
Gerlane Carneiro e Juliana Pereira
Cristiano Ferraz, Silvania Nascimento, Vanessa Ferraz, Assiszão e Ranaíse Almeida
Juliana Pereira e Aderbal Nogueira
Antonio Vilela, José Tavares, Ivanildo Silveira, Archimedes e Elane Marques, Afranio e Carlos Mendonça
José Tavares, Junior Almeida, Jorge Remígio, Luiz Ferraz, Luiz Antônio, Débora Ferraz
Antônio Vilela, Leonardo Gominho, Manoel Severo, Archimedes e Elane Marques
Presença Feminina Nazarena no Cariri Cangaço
Gerlane Carneiro, Maria Aparecida, Roberto e Rosane Pereira Soares
Hildegardo e Odilon Nogueira, Kiko Monteiro
Alcides e Gerlane Carneiro e  Maria Aparecida ao lado do Bacamarteiro
Ingrid Rebouças, Múcio Procópio, Aderbal Nogueira e Camilo Lemos
Sonia, Manoel Severo e George Nogueira
Geraldo e Rosane Ferraz, Juliana Pereira e Afranio Gomes
Manoel Severo e Maria Amélia
Ana Lúcia, Ingrid Rebouças e Elane Marques
Zé Alves, Manoel Severo, Aderbal Nogueira, Rebeka e Kydelmir Dantas
Ingrid Rebouças, Louro Teles, Juliana Pereira e Rosane Ferraz
Elane Marques, Manoel Severo, Ulisses Flor, Ana Lúcia
Gerlane Carneiro e Juliana Pereira
Manoel Severo, Múcio Procópio e Aderbal Nogueira
Casal Luiz Abreu e Júnior Almeida, Yasmim Almeida
Manoel Serafim, Manoel Severo e Debora Ferraz
Carlos Alberto, Edvaldo Feitosa e Manoel Severo
Assis e Chagas Nascimento, Manoel Severo e Manoel Serafim
Célia Maria e os Bacamarteiros do Vale do Pajeú
Júlio Cesar, Manoel Severo, Netinho Flor e Zezinho
Rubelvan Lira e Kydelmir Dantas
Coronel Antenor Sobrinho e Manoel Severo
Jorge Remígio, Quirino Silva, Juliana Pereira, José Tavares, Neli Conceição, Louro Teles, Ivanildo Silveira, José Irari, Elane Marques, Maria Amélia, Archimedes Marques, padre Agostinho, Veridiano Dias, Luiz Antonio e Junior Almeida
Manoel Severo, secretário de governo Gatão e Aglézio de Brito
Raul Meneleu, Magno Araujo, Junior Almeida, Rubelvan Lira, Jose Tavares, Antonio Vilela e Manoel Severo

Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016, Nazaré do Pico
Fotos: Ingrid Rebouças, Kiko Monteiro, José Tavares, Louro Teles

Fazenda Jenipapo no Cariri Cangaço Floresta 2016

Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço

Eram quase 11 da manha do dia 27 de maio de 2016 quando a Caravana Cariri Cangaço Floresta 2016, saindo de Nazaré do Pico chegava a tradicional Fazenda Jenipapo; propriedade de Abel Tomaz de Souza Nogueira e Maria Gomes, a cerca de 5 km da vila nazarena, na estrada que liga Nazaré a Betânia. 

Recebidos pelos descendentes dos Gomes Jurubeba, tendo a frente Mabel Nogueira, os convidados do Cariri Cangaço puderam conhecer de perto um dos principais cenários da história da refrega dos filhos de Zé Ferreira com os nazarenos, aqui vamos encontrar memória, história, coragem, valentia, sangue e dor...

João Simplício, Narciso Dias, Ivanildo Silveira e Kiko Monteiro
 Fazenda Jenipapo um dos principais cenários em Nazaré do Pico

"Alguns episódios marcaram as lembranças da família em relação ao cangaço. Certa vez estava Antônio Gomes Jurubeba; pai de Maria Gomes; retelhando a casa do Jenipapo, era o ano de 1919, juntamente com seu sobrinho João Jurubeba, quando viram aproximarem-se os cangaceiros. João avisou: “são os cangaceiros”, no que seu tio Antônio permaneceu calado, trabalhando no retelhamento." Conta Mabel Nogueira.


 Mabel Nogueira, Rubelvan Lira e Manoel Severo recepcionam os convidados no Jenipapo
Flagrantes das boas vindas de Mabel Nogueira no Jenipapo
Ivanildo Silveira, Louro Teles e Padre Agostinho
 "Nossa emoção é muito grande em novamente pisar o solo da fazenda Jenipapo, palco de acontecimentos marcantes da refrega em Lampião e os Nazarenos da família de Gomes Jurubeba."
Manoel Severo 

E continua Mabel Nogueira: "Os cangaceiros aproximaram-se da casa, eram os irmãos Ferreira: Virgulino, Antônio e Levino, quando Lampião falou: “benção tio Gomes !” e Gomes Jurubeba sem olhar para o grupo, respondeu: “ não dou benção a cangaceiro.” Ouvindo isso Lampião insistiu: “tio Gomes me dê umas balas”... tendo como resposta de Gomes: “não tenho bala pra cangaceiro, se quiser compre, como eu comprei”. Lampião se dirigindo aos irmãos falou: “vamos embora, hoje Gomes não quer conversar” e saíram na direção da serra do Pico, foi quando Antônio Ferreira retrucou: “vou voltar e matar Gomes!”, entretanto foi contido por Lampião."
Bacamarteiros do Vale do Pajeú no Jenipapo e a presença da Cantoria de Raiz

Grande Festa do Cariri Cangaço na Fazenda Jenipapo

Mabel Nogueira ainda complementa: "Em outra ocasião, no ano de 1926, quando os membros da família Jurubeba estavam na Vila de Nazaré, o grupo de Lampião tocou fogo nas casas de Maria e Abel Jurubeba, de Maria Jurubeba, de Zeca e de Elói Jurubeba, todas próximas ao Jenipapo, como também mataram várias cabeças de gado. Foi na sua casa da filha Maria; no Jenipapo; que Antônio Gomes Jurubeba, passou os últimos anos de sua vida até o falecimento em 1953."

Espetacular Registro do Cariri Cangaço Floresta 2016 na Fazenda Jenipapo
por Raul Meneleu
Fonte: http://meneleu.blogspot.com.br/2016/05/lampiao-e-fazenda-jenipapo.html

É essa história de bravura e que denota a força do sertanejo do Pajeú e a tradição da família Gomes Jurubeba que consta na contra capa de um presente inigualável, recebido pelo Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo; das mãos dos descendentes de Antônio Gomes Jurubeba: Dona Maria, Seu Assis, Mabel, Maelbe e Moabe; um belo e valioso trabalho de artesanato em cerâmica em prato, com a inesquecível imagem da Fazenda Jenipapo, por ocasião da última visita do Cariri Cangaço a Nazaré do Pico, em fevereiro de 2016, visita preparatória para o grande Cariri Cangaço Floresta, entre os dias 26 e 28 de maio. O Jenipapo será uma das visitas do Cariri Cangaço Floresta 2016.

Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016, Fazenda Jenipapo - Nazaré do Pico
Fotos: Ingrid Rebouças, Kiko Monteiro, Junior Almeira, José Tavares e Louro Teles
Vídeo: Raul Meneleu Mascarenhas

Tendo a Serra do Pico como Testemunha...


Caatinga...Esse bioma mais que precioso. Na língua de nossos ancestrais tupi-guarani caatinga significa "mata branca", quem não conhece não consegue entender o tamanho de nossa paixão por território tão espetacular, forte, gigante, que a tudo suporta e que nos faz um povo único.

O Cariri Cangaço Floresta 2016 percorre as trilhas da caatinga pernambucana, do espetacular Vale do Pajeú, de nossa Floresta do Navio, de Nazaré do Pico, da Fazenda Jenipapo... 

Sejam bem vindos ao Jenipapo no 
Cariri Cangaço Floresta 2016
Louro Teles e os Bacamarteiros do Vale do Pajeú
 Kiko Monteiro e Jorge Remígio
Quirino Silva, o Quirino Lampião
Luiz Ferraz, George Nogueira, José Tavares e Júnior Almeida
Alexandre Wagner
Getúlio Bezerra e José Tavares
Netinho Flor e Kiko Monteiro
Ingrid Rebouças

A Caatinga é o único sistema ambiental exclusivamente brasileiro. Possui extensão territorial de  734.478 km², correspondendo a cerca de 10% do território nacional.  Ela está presente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e norte de Minas Gerais. As temperaturas médias anuais são elevadas, oscilam entre 25°C e 29°C. O clima é semiárido; e o solo, raso e pedregoso, é composto por vários tipos diferentes de rochas.

Junior Almeida, José Tavares, Manoel Severo, Aglézio Brito, Josué Santana e João de Sousa
Junior Almeida e Luciano Costa
Luma Holanda
Kiko Monteiro e Paulo Lampião
Priscila Ferraz, Magno Araujo, Luiz Ferraz
Carlos Miranda 
Rebeka Lúcio
Louro Teles, Bacamarteiro, Manoel Severo, Ingrid Rebouças e Afrânio Gomes

As plantas da caatinga são xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água. Algumas armazenam água, outras possuem raízes superficiais para captar o máximo de água da chuva. E há as que contam com recursos pra diminuir a transpiração, como espinhos e poucas folhas. A vegetação é formada por três estratos: o arbóreo, com árvores de 8 a 12 metros de altura; o arbustivo, com vegetação de 2 a 5 metros; e o herbáceo, abaixo de 2 metros. Entre as espécies mais comuns estão a amburana, o umbuzeiro e o mandacaru. Algumas dessas plantas podem produzir cera, fibra, óleo vegetal e, principalmente, frutas. 

Narciso Dias, Ivanildo Silveira e Kiko Monteiro
Camilo Lemos
Sérgio Jardim, Manoel Severo, Ricardo Ferraz e Manoel Serafim
Ingrid Rebouças
Manoel Serafim, Priscila Ferraz e Manoel Severo
Luciano Lira comanda o Clã e a alegria da Família Lira
 Manoel Severo e a Festa do Cariri Cangaço na fazenda Jenipapo, Nazaré do Pico

Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016, Fazenda Jenipapo - Nazaré do Pico
Fotos: Ingrid Rebouças, Kiko Monteiro, Junior Almeira, José Tavares e Louro Teles


O Solo Sagrado da Ema...

Uma das mais emocionantes recepções ao Cariri Cangaço em terras Florestanas foi sem dúvidas na Fazenda Ema. Logo após a visita ao Jenipapo e à fazenda de Eloy Jurubeba, a Caravana Cariri Cangaço Floresta partiu para a Fazenda Ema, berço inegável da mais fina flor da tradição nazarena, ali, recepcionados por uma imensidão de descendentes das famílias Jurubeba, Flor, Araujo, dentre tantas outras a emoção tomou conta do lugar sob a fumaça festiva dos Bacamarteiros do Vale do Pajeú.  
Família Nazarena da Ema; boas vindas ao Cariri Cangaço e Festa dos Bacamarteiros do 
Vale do Pajeú
"No Campo da Ema, terra pertencente à antiga Fazenda Algodões – arrendada em 1819 pelo conselheiro Manoel de Souza Ferraz -, nasceu, em 1917, o povoado de Nazaré do Pico, há 46km de Serra Talhada e 40Km de Floresta.Marco divisório entre Floresta e Serra Talhada, no final do século XIX, o governo de Gonçalves Ferreira dividiu os municípios em varias subdelegacias que contrariam com cartórios de registro civil, local de votação, subdelegados e inspetores policiais. Na região do vale do Riacho São Domingos foi criada a subdelegacia do povoado de São Francisco, em Serra Talhada (PE), com outra, igualmente criada, na Fazenda Ema, no município de Floresta (PE)." Trecho do livro Floresta, uma Terra, um Povo, do pesquisador e escritor florestano Leonardo Ferraz Gominho. 
Maria Amélia Araujo comandou as boas vindas a Família Cariri Cangaço
Ivanildo Silveira na Ema
A programação da Fazenda Ema constou das boas vindas ao convidados, seguida de uma apresentação do lugar e de seus personagens por um de seus ilustres descendentes, coronel Antenor Araujo Sobrinho, filho de um dos mais destacados soldados de Nazaré, nascido na Ema: Tenente Cirilo de Souza Araujo.   
"Cirilo de Souza Araujo, “O Tenente Cirilo”, como era conhecido pela grande maioria dos nossos conterrâneos nasceu no Sítio Marmeleiro da Fazenda Ema, Distrito de Nazaré, Floresta, PE... Nascido em 07 de Setembro de 1913, aos 22 anos de idade incorporou-se à Polícia Militar de Pernambuco, indo servir na F.C.C.B – Força de Combate Contra o Banditismo (Lampião), popularmente conhecida por “Forças Volantes” até 1940. Como soldado pertenceu as Volantes sob o Comando do então Sargento Euclides Flor e do Tenente Manoel de Souza Neto .
Teve participação destacada no sangrento Combate da Berdoelga contra o grupo do bandido “Moreno”, quando arriscando a sua própria vida, protegeu o nosso saudoso conterrâneo “Seu Dé”, baleado gravemente naquela ocasião. Encerrada as operações da F.C.C.B. continuou trabalhando com o brilhante policial Capitão Euclides Flor, na vila de Nazaré onde casou-se com a sua parenta Alaíde Maria de Araujo. Como escrivão serviu ao Estado nas cidades de Serra Talhada, Água Preta, Correntes, Arcoverde e Petrolândia. 

Ascendeu na hierarquia militar graças à pertinácia e capacidade, freqüentando cursos de aperfeiçoamento profissional-militar, destacando-se como um dos melhores alunos. Sargento, comandou vários destacamentos. Como era permitido pela legislação, exerceu o cargo de Comissário e Delegado de polícia de várias cidades, entre elas a cidade de Sertânia, onde firmou domicílio desde 1950 e onde nasceram cinco (5) dos seus filhos. Veio a falecer no dia 28 de janeiro de 2001 na cidade de Recife" 


Maria Amélia Souza e Coronel Antenor Araujo Sobrinho


Rubelvan Lira, Manoel Severo, Améia e Cel. Antenor

 Família Cariri Cangaço e família da Ema na festa do Cariri Cangaço Floresta 2016


  Coronel Antenor Araujo Sobrinho e Manoel Severo
Ainda dentro da programação na Fazenda Ema, foi procedida as bençãos da vila pelo Capelão do Cariri Cangaço, Padre Agostinho que convidou a todos para uma Oração em memória dos bravos nazarenos que tombarem em combate.

Marcante também foi o simbólico ato de plantar as sementes do Cariri Cangaço na fazenda Ema, dentro do Cariri Cangaço Floresta 2016. A partir da iniciativa de uma das organizadoras locais, Maria Amélia Araujo, foi entregue pelo Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e pelos pesquisadores Quirino Silva e Manoel Serafim, mudas de árvores nativas aos descendentes e moradores locais.

 Manoel Severo, Coronel Antenor e Padre Agostinho
Coronel Antenor, Leonardo Ferraz Gominho e Padre Agostinho
Roberto, Manoel Severo e Rosane Pereira Soares
 A semente do Cariri Cangaço plantada na fazenda Ema
A próxima visita seria ao campo santo da Ema, no Cemitério do lugar repousam vários personagens ilustres desta saga, e no mausoléu de um de seus filhos mais ilustres; Tenente Cirilo, a homenagem do Cariri Cangaço.

"Verdadeiramente inesquecível a visita do Cariri Cangaço Floresta a Fazenda Ema..." 

Caravana Cariri Cangaço e o Campo Santo da Fazenda Ema
 Zé Alves; sobrinho de José Saturnino, Cel. Antenor, Ricardo Ferraz e Manoel Severo
Luiz Ferraz Filho, Manoel Severo, Luiz Abreu e Luciano Costa
Camilo Lemos
 Manoel Severo, Rebeka Lucio e Neli Conceição
Carlos Alberto, Edvaldo Feitosa e Manoel Severo
 Secretário de Governo Gatão ao lado da família nazarena
Voldi Ribeiro e Manoel Severo
Louro Teles
 Kiko Monteiro, Juliana Pereira e Olimpyo Jurubeba
Cristiano Ferraz e os Bacamarteiros do Vale do Pajeú
 Ana Lúcia Souza
Antonio Vilela, Antonio Edson e Jorge Remígio
 Manoel Severo e Marcos de Carmelita
Jose Tavares Neto
Carlos Alberto, José Tavares e Junior Almeida
Antonio Vilela, Leonardo Gominho, Manoel Severo, Archimedes e Elane Marques


Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016, fazenda Ema - Nazaré do Pico
Fotos: Magno Araujo, Louro Teles, Ingrid Rebouças, Junior Almeida e Kiko Monteiro
Consulta:http://www.petrolandiape.com/ Blog do Jair Ferraz
O Cariri Cangaço Floresta 2016 continua em terras Nazarenas. A partir do berço da mais famosa vila do cangaço, antiga Fazenda Algodões... Depois do Jenipapo partimos para a Fazenda de Eloy Jurubeba, um dos valorosos nazarenos, quando fomos recepcionados por Zinho Flor e o espetacular relato do Fogo do Enforcado.

"O ódio de Lampião contra a família Jururubeba trouxe perdas irreparáveis. Eloi Jururubeba perdeu a casa destruída por Lampião em 1925. A história revela que nas proximidades da casa de Eloi morava também sus sogra Mariquinha Conrado, mãe de Lero, Hercílio e Adalgiso. Hercílio e Adalgiso perderam suas vidas e foram sepultados na Maranduba-Se."
Fazenda de Eloy Jurubeba e o Fogo do Enforcado
  Ricardo Ferraz, Jorge Remígo e casal Voldi Ribeiro na Fazenda de Eloy Jurubeba 
 Pesquisadores de todo o Brasil pisam as terras Nazarenas
Junior Almeida, Luiz Antônio, Rubelvan Lira, Luiz Ferraz e Kydelmir Dantas
A festa do Cariri Cangaço teve seu prosseguimento com a sensacional recepção com um café nordestino nas terras dos ancestrais "Jururubeba" ; iguarias tipicamente sertanejas encantaram os convidados da Caravana Cariri Cangaço que vieram dos quatro cantos do Brasil. Bolo de milho, bolo de macaxeira, milho cozido, milho assado e carneiro na brasa se uniram a mungunzá salgado temperado com uma das mais espetaculares histórias cangaceiras de todos os tempos, realmente um momento inesquecível do Cariri Cangaço Floresta 2016 em Nazaré do Pico.
Manoel Severo, Manoel Serafim, Maria Amélia e a recepção calorosa dos Jurubebas através de Gildete
Oswaldo Alves, Ivanildo Silveira, Manoel Severo, Ingrid Rebouças e Higor Silva
Ivanildo Silveira, Maria Amélia e Quirino Silva e a festa gastronômica dos Nazarenos

Juliana Pereira, Olimpyo Jururubeba e Junior Almeida

Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016, Fazenda de Eloi Jurubeba
Nazaré do Pico
Fotos: Louro Teles, Ingrid Rebouças, Magno Araujo, Junior Almeida


Viva Nazaré do Pico ! Viva o Cariri Cangaço Floresta 2016



Após as espetaculares visitas às fazendas; Jenipapo, Eloy Jurubeba e Ema, a Caravana Cariri Cangaço retorna a vila mais famosa do cangaço, Nazaré do Pico. Na programação do Cariri Cangaço Floresta 2016 ficaríamos em Nazaré até o final da noite e toda a programação seria marcada com momentos marcantes e cheios de história e emoção. 

Nazaré do Pico recepcionava com um grande almoço sertanejo os mais de 300 convidados do Cariri Cangaço presentes a Nazaré. O Almoço festivo com direito a show inesperado do grande Assiszão e seu inigualável Forró Pé de Serra; para em seguida a realização das Conferências e Homenagens aos mais valentes homens que já combateram Lampião. 


 Urbano Silva e Louro Teles, sob as bençãos de Mané Neto
Kydelmir Dantas, José Tavares, Ivanildo Silveira e Voldi Ribeiro
Veridiano Dias, Antônio Vilela, Josué Santana, Louro Teles e Ana Lúcia 
Zé Alves, Ulisses Flor, Assizão e Junior Almeida

A atual Nazaré do Pico, já foi Carqueja, que já foi Nazaré. A vila que nasceu da antiga fazenda Algodões, foi o resultado de um sonho do filho do professor Domingos Soriano Ferraz, "Manu", que via nascer naquele lugar uma vila. Dali até a realização do sonho foi rápido. Ao sonho se uniram outros jovens e entre esses, os filhos de João Flor, era agosto de 1917 quando foi inaugurada a primeira feira de Nazaré.

Depois dos primeiros embates entre os "filhos de Zé Ferreira" com Zé Saturnino, a família mudou para os arredores de Nazaré, já estamos em 1919 e a fazenda Poço do Nêgo era a nova morada do futuro rei do cangaço. Dali para frente o conflito entre Virgulino e seus irmãos com o povo de Nazaré só aumentaria e viria a se tornar uma verdadeira saga, envolvendo mais de 100 integrantes do afamado vilarejo que entraram na luta contra o cangaço.


"Quando se diz que ao participar do primeiro Cariri Cangaço não queremos perder mais !!!! Estou pronto para Piranhas!" Paulo Lampião

"Os antigos dizem que os mais valentes eram Odilon Flor e Manel Neto e o mais estrategista era Euclides Flor, mas na verdade todos eram muito valentes e destemidos, umas feras", afirma Netinho Flor. "Esse pessoal antigo aqui dos Nazarenos, Manel Flor, Euclides, Manel Neto, esse pessoal não conversava sobre a campanha do cangaço não, eles não falavam, parece que era uma página virada na vida deles", acentua Zezinho Nogueira, que é sobrinho direto dos irmãos flor e também de Manoel Neto.


 Casal Veridiano Dias, Neli Conceição, Nazareno Ulisses Flor, Aline Melo, Noádia Costa e José Tavares
Yasmim, Junior e Ranaise Almeida, Antônio Edson, sob as bençãos de Joao Gomes de Lira
"A essa pessoa chamo: simpatia, humildade, competência, responsabilidade, capacidade de liderança, você Manoel Severo; a isso chamo Cariri Cangaço! Alegria, conhecimento, amizade, amor pelo sertão, respeito, integração de gerações, paixão... EITA!!! não cabe tudo aqui... então, finalizo com estas: imenso prazer em reencontrar os amigos, uma saudade danada quando termina e um desejo bem grande que o outro Cariri Cangaço chegue logo!
Maria Amélia Araujo

"A possibilidade de reunir a "primarada" e os queridos parentes de Floresta e Nazaré, e falar sobre a ação dos valorosos florestanos que combateram a criminalidade nas três primeiras décadas do Século XX, é motivo de muito orgulho e muita responsabilidade. Parabéns para os organizadores, palestrantes, participantes das palestras e, principalmente, a grande família Cariri Cangaço. Que venha Piranhas 2016" Geraldo Ferraz, pesquisador e escritor.


Kátia Ferraz

"Mabel Nogueira e Netinho Flor fizeram uma linda homenagem a nossa família, avós e tios avos , filhos de João Flor. Temos muito orgulho desses tios que passaram a mocidade perseguindo Lampião e seu bando. Tenho orgulho do seu sangue correr em minhas veias. Tia Emília Flor foi uma das mulheres Nazarenas que pegou em arma para defender seu lugarejo, enquanto seus irmãos andavam nas brenhas da caatinga, com o sol escaldante em perseguição aos cangaceiros. Obrigada Mabel e Netinho, por nos ter dado essa oportunidade de agradece-los, mesmo pós-morte, por ter defendido sua terra e seu povo. Agora resta colocar os seus bustos na pracinha como agradecimento, por todos seus combates e ter deixado a família que temos hoje. Graças a sua força, sua coragem permaneceram vivos. E hoje levamos adiante seu sangue através dos seus filhos, netos, bisnetos e trinetos... Não pararemos aqui." Kátia Ferraz.


 Mabel Nogueira e Manoel Severo
Gerlane Carneiro e Juliana Pereira
 Junior Almeida, "Manoel de Souza Neto" e Zezinho Flor
 Manoel Severo, "Chico de Miguel" e Carlos Mendonça
Carlos Mendonça, Archimedes Marques e Manoel Severo
 Alcides e Gerlane Carneiro
Manoel Severo, Mucio Procópio e Aderbal Nogueira
 José Tavares, Zé Alves e Luiz Antônio
Neli Conceição, Sálvio Siqueira e Noádia Costa
Rubelvan Lira e Kydelmir Dantas

Vaqueiros da História de todos os recantos do Brasil pisavam o solo sagrado de Nazaré. Alguns pela primeira vez entravam em contato com a forte magia do lugar. Ali, andando por suas ruas, observando seu casario, a vegetação, conversando com as pessoas, sentindo a brisa leve apesar do sol a pino que reina na maravilhosa caatinga do sertão, pode-se voltar no tempo e esperar que a qualquer momento os filhos de Zé Ferreira venham entrando por um lado e os encardidos filhos de João Flor de armas em punho, se coloquem para mais um confronto épico, razão maior de nossa visita...    
Assiszão, Urbano Silva e João de Sousa Lima
Alcides Carneiro, Paulo Lampião e Ingrid Rebouças
Maravilhosos filhos de Nazaré, a matéria prima mais preciosa do lugar
"O Corpo Dirigente das escolas Domingos Soriano e Terezinha Lira, transforam-se nas grandes estrelas da festa do Cariri Cangaço em Nazaré, todo o cuidado, carinho e zelo com a recepção ficarão em nossos corações."
Manoel Severo e Ulisses Flor
Jose Tavares, Ivanildo Silveira, Junior Almeida e Netinho Flor
Ivanildo Silveira, Raul Meneleu e dona Francisca, Ulisses Flor, Jose Tavares, Casal Edvaldo Feitosa, Yasmim e Ranaíse Almeida
Antonio Vilela e Carlos Alberto
Sônia Jaqueline, Celsinho Rodrigues, Petrúcio Rodrigues e Jose Tavares
Jose Tavares, Narciso Dias, Manoel Serafim, Junior Almeida, Antonio Vilela e Jorge Remigio
Luiz Ruben, Jorge Remigio, Petrucio Rodrigues, Ulisses Flor, Ivanildo Silveira, Raul Meneleu, Edvaldo Feitosa, Junior Almeida e Jose Tavares
Manoel Severo, Elane Marques e Ingrid Rebouças: Em tela..Sila
Manoel Severo e  o casal Maelbe Nogueira
Aparecida, Alcides e Gerlane Carneiro e Ingrid Rebouças
Celsinho Rodrigues, Ivanildo Silveira, Sonia Jaqueline e Manoel Severo
Manoel Severo e Paulo Sérgio
Ingrid Rebouças, Nancy Nogueira, Manoel Severo e Zezinho Flor
Espetacular presença de descendentes da Valorosa Família Flor, abaixo: Odilon Nogueira, neto do grande Odilon Flor

Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016
Nazaré do Pico
Fotos: Junior Almeida, Louro Teles, Ingrid Rebouças, Higor Silva, 
Magno Araujo, José Tavares, Solange Araujo, Urbano Silva


Assiszão Também é Cariri Cangaço


Silvania, Manoel Severo, Assizão, João de Sousa Lima e Narciso Dias

Numa época em que se trava uma batalha hercúlea para a valorização de nossa música de raiz, o Cariri Cangaço Floresta 2016 ganhou um grande presente. Em nossa edição em Nazaré do Pico, na tarde do último dia 27 de maio de 2016, uma das presenças marcantes e responsáveis pela grande e inesperada festa foi o Forró Pé de Serra do cantor e compositor pernambucano Assiszão.

Não houve nem tempo para o descanso do almoço, o Cariri Cangaço impõe a nossos convidados uma dinâmica digna dos sertanejos da "gota serena"; o forró já tomava conta de Nazaré do Pico, estendendo até a hora de nosso próximo compromisso, a grande homenagem do Cariri Cangaço aos heróis de Nazaré no Clube Recreativo, no final da tarde.

Silvania, Vanessa, Assiszão, Cristiano Ferraz e Netinho Flor
Antônio Vilela, Assizão, Junior Almeida e José Tavares
Assiszão e Neli Conceição
Ana Lúcia, Assizão e Elane Marques

Assisão com seus 74 anos e mais de 50 de carreira, contados do primeiro compacto gravado na Rozenblit, em 1962, fez os convidados do Cariri Cangaço esquecerem o cansaço e se entregarem ao que temos de melhor em nossa música e fez um desabafo: "É necessário cuidarmos de nossa música de raiz, o verdadeiro forró de nosso sertão, temos que está todos juntos nessa grande batalha".

Assizão fala do começo de sua carreira:“Naquele tempo não era fácil gravar. Fiz este compacto, voltei para minha cidade. Continuei cantando carnaval, baile. Participei de um grupo, o Azes do Baião. Compunha e mandava para as gravadoras”. Assiszão lançou ainda em 2012 DVD e CD para marcar as datas redondas: 50 anos de forró - Assisão ao vivo, registro de um show em Rio Formoso, Pernambuco.

 E o forró pé de serra contagiou Nazaré do Pico
 Quirino Silva, Neli Conceição e Ulisses Flor
 Francisdo de Assis, Kydelmir Dantas e Aline Melo, Juliana Pereira, Neli e Quirino Silva
 Show de Ulisses Flor, Juliana Pereira e o casal Geraldo e Rosane Ferraz

A relação de nomes que o gravaram as composições de Assiszão é extensa. Sua fama como compositor antecedeu a de cantor. Em 1975, o Trio Nordestino emplacou dois grandes sucessos com Forró pesado e Esquenta moreninha, de Assisão. O que levou os concorrentes dos Três do Nordeste e recorrer ao talento do pernambucano no ano seguinte. No LP Forró pra juventude, de 1976, cinco das 13 faixas são assinadas por Assisão. 

"Ulisses Flor, uma das personalidades mais marcantes de Nazaré do Pico, filho do grande Capitão Euclides de Souza Ferraz foi destaque em alegria e disposição, ao lado da pesquisadora Juliana Pereira" 
 Jorge Remígio e Juliana Pereira
 Casal Junior e Ranaise Almeida e Marcos de Carmelita e Silvania e a festa do Cariri Cangaço em Nazaré do Pico

"O dia 27 de maio de ficou escrito na história dos nazarenos e emeiros. A família Cariri Cangaço nos deu muita alegria e emoção fazendo reviver momentos dos nossos antepassados quando defendeu por duas vezes o nosso lugar de ser destruído por Lampião. Obrigado Severo obrigado família Cariri Cangaço", Rubelvan Lira, um dos organizadores do Cariri Cangaço em Nazaré, filho do tenente João Gomes de Lira.

Rubelvan Lira, Marcos de Carmelita e Assiszão
 A Festa do forró pé de serra de Assizão tomou conta dos corações de todos em Nazaré 
Manoel Severo e Cristina Lira

"Ainda eram perto das 16 horas e o dia parecia estar só começando... Avante Nazaré do Pico, avante Cariri Cangaço Floresta 2016."

Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016 , Nazaré do Pico
Fotos: Louro Teles, Ingrid Rebouças e Junior Almeida
Consulta: Jornal do Comércio on line


Nazaré...O Teu Nome Está Escrito na História...




Eram 17 horas de uma tarde histórica quando o Clube Recreativo de Nazaré recebeu a solenidade de homenagem aos Nazarenos pelo Cariri Cangaço Floresta 2016. Para um auditório completamente lotado; presentes mais de 300 pessoas, entre escritores e pesquisadores e principalmente descendentes dos Nazarenos, o momento solene ficou marcado pela profunda emoção.

Souza, Nogueira, Gomes, Jurubeba, Araujo, Ferraz, Lira... Linhagens nobres do sertão; nascidas no solo sagrado da fazenda algodões, berço de homens e mulheres destemidos e bravos, que não mediram esforços para defender a honra, a família e o lugar que amam: Nazaré.

Com a presidência do Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, a solenidade iniciou com as homenagens do Cariri Cangaço aos organizadores locais. Mabel Nogueira, Netinho Flor e Rubelvan Lira receberam o Diploma de Amigo do Cariri Cangaço, em reconhecimento ao espetacular trabalho desenvolvido para a realização do evento.

Manoel Severo e as homenagens aos organizadores do evento em Nazaré
Juliana Pereira entrega a Mabel Nogueira o Diploma de Amiga do Cariri Cangaço
Cristina Amaral e Manoel Severo passam as mãos de Netinho Flor o Diploma de amigo 
do Cariri Cangaço
Aderbal Nogueira Passa às mãos de Rubelvan Lira o Título de Amigo do Cariri Cangaço

Em seguida o Conselho Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço conferiu à vultos da história de Nazaré, combatentes da mais espetacular saga do sertão, o Título de "Personalidade Eterna do Sertão" aos Nazarenos: Pedro Tomaz de Souza, Sargento Odilon Nogueira de Souza; "Odilon Flor", Sargento Luiz de Souza Nogueira; "Luiz Flor",, Tenente João Gomes de Lira, Tenente João Gomes Jurubeba, Sargento Hercílio de Souza Nogueira, Tenente Davi Gomes Jurubeba, Tenente Cirilo de Souza Araujo, Antônio Capistrano de Souza Ferraz, Coronel Manoel de Souza Ferraz; "Manoel Flor", Coronel Manoel de Souza Neto; "Mané Neto", Herculano de Souza Nogueira e Capitão Euclides de Souza Ferraz; "Euclides Flor".

"Personalidades Eternas do Sertão"

Maelbe Nogueira recebe de Manoel Severo o Título de Pedro Tomaz
Kydelmir Dantas entrega a Luiz e Odilon Nogueira o Título de Odilon Flor
Antônio Gomes Jurubeba Neto recebe o Título de seu pai, Tenente João Gomes de Lira das mãos de Geraldo Ferraz
Rita Jurubeba recebe de Veridiano Dias o Título de João Gomes Jurubeba
Hildegardo entrega a Edilene Lira o Título de Herculano de Souza Nogueira
Olimpio Jurubeba recebe das mãos de Alcides Carneiro o Título de seu pai, Davi Jurubeba
Rubelvan Lira passa às mãos de Gilson Araujo o Título de seu pai, Tenente Cirilo Araujo
Ivanildo Silveira entrega a Suely Jurubeba o Título de Antônio Capistrano Ferraz
Urbano Silva entrega o Título de Manoel Flor a George Ferraz Nogueira
Marcos Nogueira recebe de Rosane Pereira Soares o Título de Luiz Flor
Luiz Ferraz Filho entrega a João Lucas o Título de Euclides Ferraz
Netinho Flor recebe das mãos de Aderbal Nogueira o Título de Manoel Neto

As homenagens não pararam por aí na solenidade do Cariri Cangaço Floresta 2016 em Nazaré, ato contínuo a Comissão Organizadora local prestou homenagens a diversos pesquisadores que possuem uma forte ligação com a vila mais famosa do cangaço que receberam Diplomas de "Amigo de Nazaré", tendo a frente Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço e ainda, Ivanildo Silveira, Juliana Pereira, Jorge Remígio, Geraldo Ferraz, Narciso Dias, Aderbal Nogueira, Jair Tavares e Rostand Medeiros. 

 Família Cariri Cangaço homenageada pela família Nazarena

As conferencias da tarde/noite com a Mesa formada pelos pesquisadores José Tavares, Juliana Pereira e Aderbal Nogueira, tiveram Netinho Flor com o tema: "Genealogia dos Flor" e Cristina Amaral com "João Gomes de Lira - O Soldado e o Pai", fecharam com chave de ouro a programação no Clube Recreativo de Nazaré.

Kydelmir Dantas e as homenagens aos Nazarenos
 Netinho Flor e a Genealogia dos Flor
Cristina Amaral fala do soldado e do pai: João Gomes de Lira
 Aderbal Nogueira fala da sua experiencia ao lado de João Gomes de Lira
Juliana Pereira e os verdadeiros Heróis: Nazarenos 
 Lucinha, Elane e Archimedes Marques, Cristiano Ferraz, João de Sousa Lima, Ana Lucia, Oleone Fontes e Geraldo Ferraz
Manoel Severo recebe das mãos de Cristina Amaral, Luiz Ferraz Filho e Rubelvan Lira a Camisa Comemorativa de Nazaré do Pico - Fazenda Ema

Cariri Cangaço Floresta
27 de Maio de 2016, Clube Recreativo de Nazaré do Pico
Fotos: Magno Araujo e Louro Teles

Poço do Ferro e a morte de Antônio Ferreira no Cariri Cangaço Floresta

Marcos de Carmelita o grande anfitrião do Poço do Ferro

No terceiro dia de Cariri Cangaço Floresta 2016, a programação nos reservava um conjunto de visitas significativas: A fazenda Poço do Ferro do emblemático Coronel "Anjo da Gia" pela manhã e marcante Fazenda Tapera da família Gilo, a  tarde. 

Um dos pontos mais visitados por Lampião e seus cangaceiros foi a fazenda Poço do Ferro, de propriedade do coronel Ângelo da Gia. A fazenda, na época do cangaço, pertencia a cidade de Floresta e hoje pertence a Ibimirim. A fazenda não teria tanta importância para os pesquisadores do cangaço se lá tivesse sido apenas mais um dos inúmeros coitos dos cangaceiros. Nessa fazenda o Rei do Cangaço perdeu seu irmão Antônio Ferreira, num "sucesso" famoso que envolveu seu lugar tenente, Luiz Pedro do Retiro.


Coronel Angelo da Gia
 Logo na entrada da fazenda Poço do Ferro, o local onde primeiro foi enterrado Antônio Ferreira, irmão de Lampião: "Foi enterrado no local onde está a cancela"
 Washington, neto de Angelo da Gia da as boas vindas ao Cariri Cangaço, ao lado de Magno Araujo, Luiz Ruben e Manoel Severo
 José Tavares, Ana Lúcia, Alexandre Wagner, Verluce Ferraz...
 Rosane e Geraldo Ferraz, Juliana Pereira, Neli Conceição, Angela e Célia Maria
 Junior Almeida, Silvania Nascimento, Raul Meneleu, Betinho Numeriano e Jorge Remígio
Carlos Alberto, Rosane e Geraldo Ferraz, Roberto Soares e Magno Araujo


"Era começo de Janeiro de 1927. Antônio Ferreira, junto de Luiz Pedro, Jurema e um outro rapaz, estavam acoitados pelo coronel Ângelo da Gia, na fazenda Poço do Ferro e jogavam baralho. Luiz Pedro estava numa rede e Antônio em pé. Antônio estava perdendo muito no jogo, enquanto disse a Luiz: 

-Luiz, você está sentado nesta rede há muito tempo! Agora deixe que eu me sente um pouco aí. 
 
O rapaz segurando o cano do fuzil, ao apoiar-se para levantar, bateu com a coronha no chão. A arma, destravada, disparou a bala que atingiu Antônio em cheio. Este, antes de cair, só teve tempo de falar: 
 
-Matou-me, Luiz." Trecho de uma das obras de Antônio Amaury...



 Washington apresenta aos convidados do Cariri Cangaço o local exato do sepultamento
Luiz Antonio, Afranio Gomes, Rosane, Célia Maria, Francisco de Assis e Geraldo Ferraz
 Quirino Silva, uma festa a parte no Cariri Cangaço Floresta 2016


E vamos continuar com o relato de Antônio Amaury: "Lampião, que estava longe, ao receber a notícia, passou a noite na cavalgada para acertar-se do ocorrido na fazenda de seu amigo Ângelo. Perdera assim mais um irmão em sua história de cangaceiro, por um acidente estúpido. Ouviu e concordou com o parecer do próprio coronel sobre o acidente. Jararaca, um dos chefes cangaceiros, no entanto, propôs que todos os envolvidos pagassem com a vida, por não acreditar que se tratasse de um acidente. Ao saber que seria perdoado, Luiz Pedro fez um juramento a Lampião, que passou para a história: 


"Seu capitão... O senhor poupou minha vida. 

Eu juro acompanhá-lo até o fim. 

No dia em que o senhor morrer, 

eu morro também!"


O primeira das fotos oficiais no Poço do Ferro, no local do primeiro sepultamento



Celsinho Rodrigues e Manoel Severo

 Louro Teles, Celso Rodrigues, Petrúcio Rodrigues, Sonia Jaqueline, Archimedes Marques e Luiz Antonio
 Juliana Pereira e abaixo: Ana Lúcia, Celsinho, Petrúcio, Veridiano, Luiz Antonio e ainda, Celso Rodrigues, Sonia Jaqueline e Archimedes Marques

Na sede da Fazenda Poço do Ferro, recepcionados pelos descendentes de Angelo da Gia, a magia do encontro da história com a integração da alma nordestina proporcionada pelo Cariri Cangaço, unindo pesquisadores de todo o território nacional.

Antonio Ferreira, irmão de Lampião
 Segunda foto oficial na sede da Fazenda Poço do Ferro
 Caravana Cariri Cangaço rumo ao local onde foi sepultada a cabeça do irmão de Lampião, Antonio Ferreira
 No local exato, Marcos de Carmelita indica a partir das cruzes onde a volante enterrou a cabeça decapitada de Antônio Ferreira

"Uma das informações importantes nos forneceu Washington que contou que dois dias depois da morte de Antônio Ferreira, uma volante chegou na fazenda Poço do Ferro, descobriu o túmulo do cangaceiro morto; aquele mesmo que visitamos no inicio de nossa caravana; desenterrou-o e cortou a cabeça e colocou em uma estaca da porteira do curral do casarão do coronel. Quando a polícia saiu o coronel mandou enterrar a cabeça no antigo cemitério da família, que é o local onde estamos visitando hoje. Antônio Ferreira tem, portanto dois túmulos, sendo um para o corpo e outro pra cabeça." Revela o pesquisador João de Sousa Lima.

 Raul Meneleu e a sepultura da cabeça de Antonio Ferreira
Ricardo Ferraz e Cristiano Ferraz
Benção do Padre Agostinho, ao lado de Petrucio Rodrigues
Neli Conceição e Padre Agostinho
Terceira foto oficial no Poço do Ferro, local da sepultura da cabeça de Antonio Ferreira

Logo apos a chegada à sepultura partimos para o local exato onde houve o "sucesso", na verdade onde a rede estava armada e se deu o acidente onde Luiz Pedro alvejou e matou Antônio Ferreira na fazenda de Ângelo da Gia no Poço do Ferro.

 Caravana Cariri Cangaço a caminho do local onde o tiro de Luiz Pedro matou Antônio Ferreira
No local do "sucesso" novamente Washington nos contou a história
Descendentes de Ângelo da Gia e novamente bençãos de Padre Agostinho
Padre Agostinho, José Tavares,Junior Almeida, Washington, Rute, Marcos de Carmelita, Ana Lucia e Jose Irari
Petrúcio Rodrigues, Luiz Antônio, Padre Agostinho, José Tavares, Raul Meneleu e dona Francisca, Marcos, Verluce Ferraz e Maria Amélia

Por fim a última sepultura do copro do cangaceiro Antônio Ferreira, irmão e braço direito de Virgulino Lampião, morte em um acidente na fazenda Poço do Ferro de propriedade de Ângelo da Gia no Poço do Ferro nos meados de 1926 ou começo de 1927.

Na oportunidade a Caravana Cariri Cangaço, a partir de iniciativa do GPEC-Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço representado por seu presidente Narciso Dias, confeccionou e fixou uma cruz com o registro do sepultamento de Antonio Ferreira, aqui também a benção de Padre Agostinho.
Registro Histórico dentro do Cariri Cangaço Floresta
 Narciso Dias e a Cruz de Antônio Ferreira
 O Cariri Cangaço através do GPEC e a fixação da Cruz de Antônio Ferreira

 Jorge Remígio e as polêmicas que envolveram a morte do irmão de Lampião
Padre Agostinho
 Getúlio Bezerra, Manoel Severo, Ivanildo Silveira, Francisco de Assis e Josué Santana
Ivanildo, Narciso, Severo, João Simplício, Luiz Ruben, Celsinho, Getúlio e Marcos
Padre Agostinho e a Benção do lugar
 Rute e Washington, Narciso Dias, José Tavares, Jorge Remigio, Ivanildo Siveira e Descendentes de Angelo da Gia 
Foto Oficial do Cariri Cangaço Floresta 2016 na Fazenda Poço do Ferro, Ibimirim-Pernambuco, local da morte e sepultamento de Antônio Ferreira, irmão de Lampião

Cariri Cangaço Floresta
28 de Maio de 2016, Fazenda Poço do Ferro
Ibimirim, Pernambuco
Fotos: Louro Teles, Ingrid Rebouças, Narciso Dias, Igor Silva, Magno Araujo

Os Personagens do Poço do Ferro

Cariri Cangaço na Fazenda Poço do Ferro

A primeira visita do terceiro dia do Cariri Cangaço Floresta 2016 a Fazenda Poço do Ferro em Ibimirim, lendária propriedade do coronel Ângelo da Gia, local que marcou a morte por acidente do irmão de Lampião, Antônio Ferreira, marcou também a presença da Família Cariri Cangaço de todo o Brasil...

Agora, um pouco da espetacular família Cariri Cangaço, presente no Poço do Ferro...

 Magno Araujo e Geraldo Ferraz
Sonia Jaqueline, Manoel Severo e Verluce Ferraz
Casal Alexandre Wagner
Louro Teles
Getúlio Bezerra

De Norte a Sul, de Leste a Oeste, os vaqueiros da história abrilhantam com suas presenças o Cariri Cangaço Floresta. Na fazenda Poço do Ferro, em Ibimirim, não foi diferente, uma imensidão de pesquisadores rastejavam em busca de fragmentos da verdade histórica. 

 Neli Conceição e Petrúcio Rodrigues
 Anfitriões do Cariri Cangaço Piranhas/Água Branca presentes em Ibimirim: Edvaldo Feitosa, Zilda Lima e Celsinho Rodrigues
 Juliana Pereira, Neli Conceição e Dona Ângela
Luiz Ruben e Josué Santana
Sonia Jaqueline e Aline Marques
 Oswaldo Alves, Urbano Silva e Antônio Edson
Ingrid Rebouças e Quirino Silva

"Acompanhava o Cariri Cangaço pela internet, pelos blogs, pelas redes sociais, via as fotos, as visitas, os debates, mas nada se compara a participar, estar ao lado de Severo e dessa verdadeira família, o Cariri Cangaço é verdadeiramente surpreendente, incrivelmente surpreendente, sensacional"

 Kiko Monteiro e Narciso Dias
Afrânio
 Manoel Severo e Magno Araujo
Ingrid Rebouças, Célia Maria, Neli Conceição, Quirino Silva e Aline Melo
Veridiano Dias

"Quero agradecer de coração todo acolhimento da família Cariri Cangaço.Valeu a pena todo esforço que eu fiz para chegar até a cidade sede do cariri em Floresta do Navio-PE, esse foi meu primeiro Cariri Cangaço que acompanhei,fiz novos amigos,pude observar os grandes gigantes estudiosos da história, a forma carinhosa,cheia de sensibilidade,charme e beleza como essa historia e cultura é tratada por esses mestres.Me sinto imensamente feliz de fazer parte dessa família."
Aline Melo

 Marcos de Carmelita
Ingrid Rebouças
 Juliana Pereira
Louro Teles
"É uma verdadeira confraria. A alegria, o respeito, o companheirismo, inesquecível o Cariri Cangaço, sem falar neste gentleman, um homem sem igual, de uma capacidade de harmonizar e cuidar de todos de forma muito especial, Manoel Severo, muito obrigado meu irmão, você é a alma o Cariri Cangaço"

Quirino Silva, um show a parte no Cariri Cangaço Floresta 2016
Noádia Costa
Kiko Monteiro, Juliana Pereira, Geraldo e Rosane Ferraz
Silvania Nascimento e Manoel Severo
 Afranio Gomes
Padre Agostinho

"Esse Cariri Cangaço aqui em Floresta como também em Nazaré nos proporcionou conhecer lugares emblemáticos da história e ainda mais importante foi ouvir os relatos de quem tem excelência, ou seja, de quem vive aqui, de quem conheceu de perto o episódios, ou seja, mais uma vez o Cariri Cangaço fazendo algo extraordinário"

Manoel Severo e Celsinho Rodrigues
Manoel Severo, Celso Rodrigues, Washington e Manoel Serafim
Juliana Pereira
Archimedes e Elane Marques e Manoel Severo
Amélia Araujo, Aninha Ferraz e Manoel Serafim
Giovane Macário Gomes de Sá
Manoel Severo e Ingrid Rebouças

Cariri Cangaço Floresta
28 de Maio de 2017, Fazenda Poço do Ferro
Ibimirim- Pe
Fotos: Ingrid Rebouças, Igor Silva, Magno Araujo, José Tavares e Louro Teles



A Chacina da Tapera dos Gilo no Cariri Cangaço Floresta

Caravana Cariri Cangaço na Tapera dos Gilo

A tarde do terceiro dia de Cariri Cangaço Floresta 2016 também nos reservava surpresas. Na programação sob o comando de Marcos de Carmelita e Cristiano Ferraz: Fazenda Tapera, cenário da tragédia que envolveu a família Gilo.

Chegando a Fazenda Tapera, Cristiano Ferraz e Marcos de Carmelita apresentaram aos convidados do Cariri Cangaço o lugar dos principais acontecimentos que culminaram com a chacina da família de Manoel Gilo na trama de Horácio Novaes que se valeu do chefe maior do cangaço, Virgulino Ferreira em 1926, há exatos 90 anos.

 Marcos de Carmelita e a recepção na Tapera dos Gilo
 
 

Registro do Cariri Cangaço Floresta 2016 na Tapera dos Gilo
Por Raul Meneleu
Fonte:http://meneleu.blogspot.com.br/2016/05/a-chacina-da-familia-gilo-por-lampiao.html

Quem nos conta também um pouco dessa história é o pesquisador e escritor João de Sousa Lima: "Em dezembro de 1925 o senhor Gino Donato do Nascimento descobriu que 12 burros de sua propriedade tinham desaparecidos. Manoel Gilo, filho mais velho de Gilo Donato, seguiu as pistas dos animais indo encontra-los em Lavras de Mangabeira, Ceará, em posse do coronel Raimundo Augusto, que havia comprado os animais de Horácio Grande. A verdade é que Horácio Grande foi processado e preso por esse roubo e depois jurou matar Gilo Donato.

Tempos depois realizou um frustrado ataque a residência de Gilo onde saiu baleado e perdeu o comparsa apelidado de Brasa Viva. Horácio Grande depois entrou no bando de Lampião e através de sua irmã e sua esposa forjou cartas falsas como se fossem de Gilo Donato afrontando o Rei do Cangaço." 

 Caravana Cariri Cangaço a caminho do local exato da Chacina dos Gilo
Quixabeira centenária, testemunha muda da grande chacina: As marcas das balas permanecem para a eternidade na Tapera dos Gilo
 Marcos de Carmelita no local onde outrora foi a casa sitiada dos Gilo, totalmente destruída pela sanha de Horácio Novaes e Virgulino Ferreira

"Manoel Gilo ! Um homem não podia ser mais valente que aquele, era atirando do alto da cumieira e pulando na sala tocando sanfona e metendo fogo nos cangaceiros, quando acabou a munição foi arrancado de dentro da casa ainda vivo pelos cangaceiros e levado diante do rei do cangaço, Virgulino Ferreira."
Marcos de Carmelita

 
Caravana Cariri Cangaço a caminho do Cemitério onde estão sepultados os corpos da Família Gilo, vitimas da chacina de 1926.


"Todo Florestano tem conhecimento que a luta se deu em um sábado, dia da feira, não existia feira na quinta, sábado era dia 28. Os filhos dos almocreves que foram capturados na estrada também confirmam a data. Os depoimentos do Senhor Eliseu que conviveu com os moradores da Fazenda Monte em Belém do São Francisco e que foram presos junto com os outros na Quixabeira do Riacho do Arcanjo, confirmaram a mesma história. Véio, filho de Zé de Anjo, ainda vivo e extraordinariamente lúcido, teve um caso amoroso quando era muito jovem, tinha uns dezoito anos, com Luciana Barros , a Lulu, que estava dentro da casa dos Gilos na hora do ataque e que perdeu seu pai, também morto pelos cangaceiros na casa de Joaquim Damião. O problema é que a Tapera e os outros grandes combates em Floresta foram muito pouco escritos e pesquisados", revela Marcos de Carmelita.

 Campo Santo da Tapera, onde repousa a família Gilo
 
 Pesquisadora Ana Lúcia , de Petrolina e Prof. Urbano Silva de Caruaru
 
José Irari, pesquisador de São José de Piranhas 
 
Ingrid Rebouças


O episódio se deu em 28 de agosto de 1926, um sábado, dia de feira. Pela madrugada Lampião com um grupo de mais de 90 cangaceiros e tendo a seu lado Horácio Novaes, depois de prender almocreves que se dirigiam para a feira, atacou a Tapera, sitiando a família Gilo depois da trama que reuniu os Gilo para um jogo de baralho. 

O tiroteio rompeu o silencio do local e foi ouvido em Floresta. Na cidade, o capitão Antônio Muniz de Farias, comandante das forças volantes que estavam na cidade, apesar do clamor e da provocação de Manoel Neto, decidiu não socorrer os valentes Gilo, sob a despeita de não deixar desprotegida a cidade de Floresta.


Dona Djalmira de Sá (de vestido azul) e Rosa Amaral (de saia marrom), descendentes dos Gilo recebem a Caravana Cariri Cangaço na Tapera
 Manoel Severo e a emoção de Rosa Amaral, falando sobre a cachina da Tapera..."Meu avô nos proibia de brincar com as balas que a gente achava, ele dizia que elas eram a prova da desgraça que caiu sobre nossa família" 

"Rosa Cleonice Amaral é filha de Deusdeth Manoel Amaral e de Cleonice Nascimento Amaral. Filha de 
 um relacionamento amoroso de Manoel de Gilo da Tapera e uma mulher conhecida por Maria Romeira, nasceu uma menina chamada Elenita. De Elenita nasceu Deusdeth que casou - se com a prima em segundo grau, Cleonice, filha de seu tio avô Cassimiro Gilo. 

Portando a jovem da foto, é bisneta de Manoel de Gilo e neta de Cassimiro Gilo, da fazenda Tapera." nos fala Marcos de Carmelita.


 
Narciso Dias, Roberto Soares, Rosane Soares, Ivanildo Silveira e João Simplício na Tapera
 
 Manoel Severo e José Bezerra Lima Irmão na Tapera
Manoel Severo, Carlos Mendonça e Louro Teles

Continua Marcos de Carmelita..." Outro fato curioso e histórico é que Cristino Gomes da Silva Cleto, entrou para o bando de Lampião no dia 24 de agosto de 1926. No dia 28 ele participou efetivamente da Chacina na Tapera dos Gilos. Devido a sua rapidez e valentia, foi batizado nesse fogo com o apelido de Corisco."

E recorremos novamente a João de Sousa Lima:" Manoel Gilo foi capturado ainda vivo, estando morto seu pai Gino Donato, o irmão Evaristo, o cunhado Joaquim Damião e Ângelo de Rufina. Na estrada ficaram mortos Perminio, Henrique (casado com uma irmã de Gilo), Zé Pedro, Ernesto (da fazenda São Pedro), Janjão, Alexandre Ciriaco (morto quando tentava defender os Gilos e que tinha vindo da fazenda São Pedro), Pedro Alexandre (na Barra do Silva)."

E continua João: "ainda tombou morto um soldado que havia ido com Mané Neto, que mesmo estando baleado e com poucos homens sob seu comando, mesmo assim contrariou as ordens do capitão Muniz e foi tentar salvar a família Gilo. Com a quantidade de cangaceiros sendo muito superior ao grupo de Mané Neto ele comandou uma retirada. Lampião pegou Manoel Gilo e perguntou o porquê dele mandar as cartas confrontando Lampião. Manoel Gilo respondeu que era analfabeto e não sabia escrever..."

 
 

Na visita do Cariri Cagança a Tapera, a filha de Cassimiro, dona Djalmira Maria de Sá, relembrava os fatos narrados por inúmeras vezes por seu pai. Seguindo a caravana nos levou aos escombros da casa onde houve a chacina e ao campo santo onde estão sepultados seus ancestrais. 

 Ingrid Rebouças, Magno Araujo, Manoel Severo, Gerlane Carneiro, Maria Aparecida e Marcos Antonio
  Ivanildo Silveira, Betinho Numeriano, Manoel Severo e Ricardo Ferraz; 
abaixo, Veridiano Dias e Geraldo Ferraz

Cariri Cangaço Floresta
28 de Maio de 2016, Fazenda Tapera dos Gilo
Floresta, Pe
Fotos: Louro Teles, Ingrid Rebouças, Igor Silva, José Tavares, Urbano Silva, José Irari e Magno Araujo


Floresta recebe a última noite do Cariri Cangaço



Novamente nos salões da Câmara Municipal de Floresta aconteceu a terceira e última noite do Cariri Cangaço Floresta 2016. Com três conferências de peso, os convidados Cariri Cangaço tiveram uma noite de luxo e de muita qualidade, tanto pelas temáticas como pelos conferencista da noite.

Manoel Severo e o terceiro dia de Cariri Cangaço Floresta 2016
Manoel Severo e a homenagem da família de Neli Conceição
 Pesquisador Ivanildo Silveira recebe o Troféu Moreno e Durvinha

Na abertura da noite, Neli Conceição, filha dos ex-cangaceiros, Moreno e Durvinha prestou uma homenagem ao pesquisador e colecionador do cangaço, Ivanildo Silveira, passando às suas mãos o Troféu "Moreno e Durvinha". Neli ressalta "o grande esforço que o amigo Ivanildo Silveira fez junto às autoridades de Belo Horizonte para conseguir um lugar digno para que pudessem repousar os restos mortais de meus pais, nossa família tem uma gratidão eterna."

Ainda dentro da noite, foi apresentado o V Congresso Nacional do Cangaço, uma promoção da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço a se realizar em 2017. A cidade escolhida foi Aracaju, capital de Sergipe, ficando sob a coordenação da escritora Elane Marques, esposa do pesquisador e escritor Archimedes Marques. Para Elane Marques "estamos prontos para todos juntos, realizarmos o V Congresso Nacional do Cangaço e a SBEC conta com todos."

 Manoel Severo e Elane Marques: Lançamento do V Congresso Nacional do Cangaço em Aracaju, capital sergipana.

Com a Mesa formada pelos pesquisadores Archimedes Marques e Narciso Dias e ainda pelos conferencistas, Leonardo Ferraz Gominho, Denis Carvalho e Geraldo Ferraz, teve inicio a terceira e última noite do Cariri Cangaço Floresta 2016.

Leonardo Ferraz Gominho teve a responsabilidade de iniciar as conferências. Por mais de uma hora o destacado memorialista e historiador florestano apresentou para todos os presentes a história do município de Floresta. A riqueza de detalhes e de informações tecidas ao longo da apresentação de Gominho transformou a  noite numa autentica viagem no tempo onde cada participante conseguiu acompanhar toda a vida de Floresta desde a sua fundação, passando inclusive pelos principais episódios ligados ao cangaço.

 Narciso Dias, Denis Carvalho, Archimedes Marques, Geraldo Ferraz e Leonardo Gominho
Leonardo Gominho e a História de Floresta
Denis Carvalho e os "Punhais do Cangaço"
Pesquisador Ivanildo Silveira, cobaia do ritual da sangria...
Acervo da coleção de Denis Carvalho

Denis Carvalho, com perspicácia  e talento, trouxe aos participantes do Cariri Cangaço Floresta outro tipo de "viagem". Como especialista e pesquisador de armas, Denis com sua conferencia "Os Punhais do Cangaço" apresentou de forma didática, a origem, as naturezas, os usos, os artesãos e o papel que desempenharam os punhais dentro do fenômeno cangaço, desde seu surgimento. "Denis Carvalho foi sensacional , nos deu uma verdadeira aula, só não gostei da parte em que ele explicou a questão da ritual da sangria (risos)" revela Ivanildo Silveira.

A terceira e ultima conferência da noite de encerramento continuou com a mesma dinâmica das duas anteriores. Coube ao pesquisador e escritor Geraldo Ferraz apresentar aos presentes, a história e a vida de seu avô, florestano ilustre, valoroso oficial da polícia militar de Pernambuco, comandante destacado de volantes; Theophanes Ferraz Torres. "O Cariri Cangaço Floresta realiza um grande e particular sonho. Hoje trazer uma conferencia sobre meu avô e ainda mais vestido com o uniforme à semelhança do que ele usava, não tenho palavras para tanta emoção, uma festa inesquecível." Confessa Geraldo Ferraz.

Geraldo Ferraz e a Conferencia : "Theophanes Ferraz Torres"
Juliana Pereira, Geraldo Ferraz e Ingrid Rebouças
 Manoel Severo e Narciso Dias
 Jose Tavares , Louro Teles e Oswaldo Alves
Louro Teles e Denis Carvalho

Pela grandeza das apresentações e o talento dos conferencistas, a noite teve seu encerramento perto da meia-noite, coroando de pleno êxito o conjunto de conferências programadas para o Cariri Cangaço Floresta 2016. Para o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo "a noite foi extraordinária, tivemos o privilégio de três grandes conferências, na verdade três aulas, com os palestrantes sendo aplaudidos de pé e isso mostra o zelo de todo o Cariri Cangaço com seu publico, sempre procurando trazer temas e pesquisadores de renome e que sem dúvidas abrilhantam o evento, mas não acabou, amanha pela manha ainda temos o encerramento com o lançamento do GFEC e muito forró no Floresta Hotel".

Manoel Severo e João de Sousa Lima
Dona Laíde, mãe de Manoel Serafim e  o publico da terceira noite do Cariri Cangaço Floresta 2016
Os dois lados da moeda: Lili, filha de Moreno que atacou  a fazenda dos pais de dona Adália. 
Denis Carvalho, Jorge Remigio e Rosane Pereira 
Manoel Severo e Múcio Procópio
Geraldo Ferraz, Amélia Araujo, Neli Conceição, Denis Carvalho e Solange Araujo

Cariri Cangaço Floresta
28 de Maio de 2016, Câmara Municipal de Floresta
Fotos: Ingrid Rebouças, Louro Teles, Denis Carvalho

GFEC lançado na Festa de Encerramento do Cariri Cangaço Floresta 2016


Caravana Cariri Cangaço Floresta no lançamento do GFEC

Floresta nos acolheu de uma forma extremamente especial. Foram mais de seis meses de planejamento e muito trabalho, reunindo amigos apaixonados que "olhavam na mesma direção", e o encerramento não poderia ser diferente: Emoção, gratidão, saudade e o sentimento do dever cumprido. Muito obrigado Floresta, muito obrigado Nazaré do Pico, até 2017 !!!


A manhã do dia 29 de maio, domingo, ultimo dia de Cariri Cangaço Floresta teve como palco o Floresta Hotel que veio a se transformar numa grande festa com direito a forró pé de serra autêntico das "brenhas do sertão". Na programação, o lançamento oficial do GFEC - Grupo Florestano de Estudos do Cangaço.

Com o apoio do Cariri Cangaço, da SBEC, do GECC e do GPEC, a solenidade marcou o inicio oficial dos trabalhos do grupo de estudos com sede em Floresta que tem a frente os confrades, Marcos de Carmelita, Cristiano Ferraz, Manoel Serafim, Maria Amélia, Denis Carvalho, Leonardo Gominho, Ana Gleide, Maria de Fátima, Betinho Numeriano, Rubelvan Lira, Rosemere Novaes e muitos outros companheiros de todo o vale do Pajeú.


 Manoel Severo recebe das mãos de Marcos e Cristiano as "Cruzes do Cangaço"
Rubelvan Lira, representante dos Nazarenos no GFEC
Dona Ângela, Luiz Ruben, Manoel Severo e Neli Conceição
Oleone Fontes, Abreu Mendes, Manoel Severo e Jose Bezerra Lima Irmão

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço lançou oficialmente o GFEC e em sua fala ressaltou: "Hoje realmente é um dia histórico, além da grande festa que foi o Cariri Cangaço Floresta, o lançamento do GFEC consolida o sentimento forte na defesa e preservação de nossa memória e história, sem dúvidas o GFEC vem se somar a iniciativas como a SBEC, o GECC e o GPEC na direção do fortalecimento do estudo de temática tão importante", passando as mãos dos representantes do GFEC, Diploma de Apoio do Cariri Cangaço ao GFEC.

Em seguida os representantes do GFEC, entregaram Títulos de Sócios Honorários ao Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo que recebeu também a honraria de Patrono do GFEC; ao Presidente do GECC, Ângelo Osmiro, representado na ocasião pela pesquisadora Juliana Pereira, ao Presidente do GPEC, Narciso Dias e representando a SBEC, o pesquisador João de Sousa Lima.


Manoel Serafim, Ricardo Ferraz, Cristiano Ferraz, Rubelvan Lira e Marcos de Carmelita e o Diploma do Cariri Cangaço ao GFEC
 Juliana Pereira, recebe em nome de Ângelo Osmiro o título de sócio do GFEC
João de Sousa Lima recebe o Título do GFEC das mãos de Marcos de Carmelita
 Narciso Dias recebe o Título do GFEC das mãos de Ivanildo Silveira
Manoel Severo recebe de Manoel Serafim o Título de Patrono do GFEC
 Dona Aparecida, Ingrid Rebouças, Gerlane e Alcides Carneiro
Raul Meneleu e Jorge Remígio
Archimedes Marques, Raul Meneleu e Manoel Severo

O lançamento do GFEC dentro da programação do Cariri Cangaço Floresta 2016 teve a oportunidade de contar com a presença de vários pesquisadores do Brasil, ali também vários grupos de estudos representados, segundo a pesquisadora do GECC e SBEC, Juliana Pereira: "Nossa missão é o resgate e o fortalecimento da história e da cultura nordestina. Mais um grandioso evento com a marca Cariri Cangaço coroado com o lançamento do GFEC. Gratidão aos florestanos, nazarenos e a todos do Cariri Cangaço".

 A arte de Camilo Lemos e o presente a Geraldo Ferraz
Camilo Lemos e Múcio Procópio
Cristiano Ferraz e a gratidão do GFEC ao Cariri Cangaço
Marcos de Carmelita e as palavras finais do lançamento do GFEC

O lançamento do Grupo Florestano de Estudos do Cangaço marcou de forma definitiva a consolidação do esforço de todos os pesquisadores da região do Pajeú, que terão a partir do GFEC, um organismo sério e responsável com todas as condições de aprofundar a pesquisa e estudos do cangaço, o ato fechou com chave de ouro a edição empreendedora do primeiro Cariri Cangaço no estado de Pernambuco: Cariri Cangaço Floreta 2016, e ao final novamente o Forró Pé de Serra fez as honras da Casa na despedida de mais um grande evento.

Jorge Remígio e o Forró Pé de Serra na festa de encerramento

Cariri Cangaço Floresta
29 de Maio de 2016, Floresta Hotel
Fotos: Louro Teles


Uma Cidade inteira que se vestiu de Cariri Cangaço



O Cariri Cangaço inaugura mais uma etapa dentro de seu desenvolvimento. A chegada ao estado de Pernambuco com a realização do Cariri Cangaço Floresta 2016 no município de Floresta e distrito de Nazaré do Pico marca de forma muito especial nossa presença em mais um estado nordestino; o quinto, além de Ceará, Paraíba, Alagoas e Sergipe.

Desde seu planejamento, a partir das premissas que norteiam a realização de eventos com a marca do Cariri Cangaço; passando pela formação da Comissão Organizadora Local, formada por Manoel Serafim, Marcos de Carmelita, Cristiano Ferraz e Maria Amélia, em Floresta e Netinho Flor, Rubelvan Lira e Mabel Nogueira em Nazaré do Pico, um dos pontos mais fortes e de importância significativa foi sem dúvidas a espetacular participação da sociedade florestana e nazarena.

 Boas vindas em toda a cidade em outdoors da Prefeita Rorró Maniçoba
 Câmara Municipal de Floreste e seu Presidente, Vereador Murilo de Almeida saudam o Cariri Cangaço

Começando pelo poder público; o apoio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores, através de Rorró Maniçoba, Gatão, Izabela Maniçoba, Amanda Goiana, dentre outros secretários; o vereador Murilo Almeida e vereadores; Bia Numeriano, Ézio Feitosa, Chichico Ferraz, Flavinho Ferraz e Beto Souza, dentre outros, se somaram ás boas vindas ao Cariri Cangaço em Floresta, numa Festa sem cor partidária, na direção do fortalecimento da memória do povo florestano.

Vereadora Bia Numeriano
Vereador Ezio Feitosa
Vereador Chichico Ferraz
Vereador Beto Souza
Flavinho e Carla Ferraz

"De braços e corações abertos recebemos todos os visitantes para participar do evento Cariri Cangaço. Momento muito esperado, que gerou em nós grandes expectativas. Parabenizo aos idealizadores, organizadores e todos os envolvidos no Cariri Cangaço, por essa iniciativa de resgate e preservação da memória." Ressalta a Prefeita municipal Rorró Maniçoba.
Novamente a Prefeita Rorró Maniçoba nas boas vindas ao Cariri Cangaço em Nazaré
A família Nazarena e toda a comunidade se uniu para recepcionar o Cariri Cangaço
Nazaré se vestiu de Cariri Cangaço
Manoel Severo e corpo dirigente das escola Terezinha Lira e Domingos Soriano em Nazaré do Pico

"A vila se transformou em festa para receber o Cariri Cangaço, onde a história e os sentimentos mais belos andaram de mãos dadas. Todos de parabéns!!"
Elizabete Meneses.


"Amigos componentes do histórico Cariri Cangaço vocês escreveram uma história linda nos livros que por certo irão ser escritos por algum nazareno e com certeza serão todos citados juntamente com Severo e outros amigos:27/05/2016 ficou em nossa história mais uma vez obrigado Cariri Cangaço, um abraço a todos" Rubelvan Lira.

 Sob a coordenação de Mabel Nogueira a Fazenda Jenipapo se uniu às boas vindas ao Cariri Cangaço
Junior Almeida e recepção na Fazenda de Eloy Jurubeba

"Há algum tempo vendo a situação que se encontrava a casa do Jenipapo, local histórico e que amamos, meu irmão Moabe, orando pediu a Deus que o Jenipapo voltasse a ter o valor que teve no passado, quando meus avós deram continuidade a história da família. O fato é que durante muitos anos meus tios não conseguiram mantê-la como deveria, a idade e os problemas de saúde impediram. Hoje vejo que o Jenipapo é forte e está ressurgindo "das cinzas". Quero destacar a importância do curador do Cariri Cangaço, esta pessoa que na nossa concepção foi guiada por Deus até o Jenipapo e quantos amigos seus também estão chegando... Manoel Severo tornou-se "amigo do Jenipapo". Mais uma vez obrigada por levar o "Brasil" para a Fazenda Jenipapo. Nos resta agora a missão de não deixar essa história morrer e reconstruir essa casa." Mabel Nogueira.

 Igreja do Rosário e Floresta Hotel

Não podemos deixar de ressaltar a vital importância da parceria com a CESVASF e com a GRE de Floresta; os professores Walmir e Ana Gleide, da CESVASF e a professora Dilma Marques da GRE Floresta, foram molas mestras na realização do Cariri Cangaço Floresta. 

Professora Dilma Marques da GRE Floresta e Manoel Severo na recepção ao Cariri Cangaço em Floresta.
Almoço e Forró Pé de Serra na GRE Floresta para recepcionar o Cariri Cangaço
 Manoel Severo e alunas da CESFASV , recepcionistas da noite de abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016
Professoras Ana Gleide e Isa Belford Caribé ao lado de Geraldo Ferraz e alunos da CESFASV  na festa do Cariri Cangaço em Floresta.

"Agora Somos uma Só Família: Floresta!"
Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo na noite de abertura do Cariri Cangaço Floresta 2016.

Cariri Cangaço Floresta
26 a 29 de Julho de 2016
Floresta e Nazaré do Pico

Um comentário:

marco pollo disse...

Um dos momentos altos da noite foi a assinatura por parte das autoridades presentes e grupos de estudos do Manifesto Cariri Cangaço pela restauração do prédio do antigo Batalhão de Floresta. O BATALHÃO REALMENTE VAI SER RESTAURADO, ou é mais um descaso a história da cidade? Eric M. guimarães - Recife - PE