Onde a Alma Nordestina se Encontra...


Muitos me perguntam qual o segredo do Cariri Cangaço... A todos tenho respondido que na verdade não há segredos, o que acontece é uma união de propósitos e muito trabalho. Nosso principal combustível é o entusiasmo e uma unica paixão: O sertão. Encerramos a agenda 2015 de nosso Cariri Cangaço com a realização do Edição de Luxo - Ano V; tendo como anfitrião o estado do Ceará, e as cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira e Missão Velha, entre o dias 23 e 26 de setembro de 2015, coroando de êxito um ano simplesmente espetacular.

 Raul Meneleu e Manoel Severo
Jorge Remígio, Nilton Fidalgo e Jair Tavares
Gerlane Carneiro, Neli Conceição e Alcides Carneiro
Elane Marques e Oleone Fontes

Mais uma vez reunimos no Cariri Cangaço pesquisadores de todo o Brasil, as regiões; norte, nordeste, sudeste e centro-oeste estiveram presentes, consolidando a integração da alma sertaneja num dos mais festejados eventos do ano, que ao lado das edições, em Março do Cariri Cangaço Princesa; nas cidades de Princesa Isabel e São José de Princesa e em Julho do Cariri Cangaço Piranhas, nas cidades de Piranhas e Poço Redondo, confirmam o Cariri Cangaço como o mais importante e respeitado evento sobre a temática do Brasil.

O Cariri Cangaço é realizado pelo Instituto Cariri do Brasil e prefeituras parceiras nos estados; do Ceará, Paraíba, Alagoas e Sergipe. Conta com o apoio vital da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço e possui um conselho consultivo formado por personalidades de reconhecimento nacional, é o Conselho Consultivo Alcino Alves Costa.

Pedro Barbosa e Elane Marques; Tereza Cristina e Manoel Serafim; Juliana Pereira e Wescley Rodrigues; Neli Conceição e Narciso Dias 
Tereza Cristina, Neli Conceição e Manoel Serafim
Neli Conceição e Iris Mendes; Elane e Archimedes Marques; Antonio Edson e José Bezerra; Oleone Fontes e Manoel Serafim 
Voldi Ribeiro e Heitor Feitosa Macedo 
Josué Macedo e Louro Teles

"O Cariri Cangaço, é hoje uma festa que atrai muita gente e não deixa de ser um Fórum de Estudos e Debates sobre temas importantes da história do Cangaço no Nordeste Brasileiro! Tem importância relevante para o conhecimento das novas gerações que, infelizmente desconhecem o assunto, por inexistentes nas grades curriculares do Ensino Básico e das Universidades! Acredito que em futuro próximo, dado a relevância do assunto, a história do cangaço será inclusa como matéria nas escolas do Nordeste, como mais um valor do conhecimento e da pesquisa na área da Geografia Social! Que essa idéia evolua e fortaleça a história social do Nordeste!" fala o Coronel Vasques Landim de Missão Velha. Já o pesquisador de Agua Branca, Alagoas; Edvaldo Feitosa diz:"Que família contagiante, a família Cariri Cangaço. Todos em um só coração. Fui a este solo sagrado, a região do cariri, no Ceará, pela primeira vez, adorei, aplausos para todos. No próximo não esqueçam de mim."

 Veridiano Dias, João de Sousa Lima e Celsinho Rodrigues
Francimary Oliveira, Neli Conceição e Fátima Cruz
Jorge Remígio, João de Sousa Lima, Manoel Severo e Urbano Silva
Antônio Vilela e Juliana Pereira

Manoel Serafim, pesquisador de Floresta- Pernambuco: "A saudade é imensa, saí do Juazeiro do Norte já com saudades e o melhor é que é contagiante, levei antes minha esposa Tereza Cristina para Piranhas e agora para o Ceará; ela também está totalmente contagiada, fazendo planos para o próximo Cariri Cangaço, esse evento foi perfeito, ficamos muito orgulhosos em sermos acolhidos no coração da Família Cariri Cangaço", já o advogado e pesquisador Luiz Antonio de Caicó revela:"Como foi gratificante reencontrar os amigos, abraçá-los e compartilhar o que de bom foi proporcionado mais uma vez pelo Cariri Cangaço! Pena que foram poucos dias!"

Gerlane Cavalcante de Serraria, Paraiba confirma: "Sou muito feliz por fazer parte dessa grande família "Cariri Cangaco" onde tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas e valorosas. Nosso curador Manoel Severo, verdadeiro líder, que sabe ser amigo e demonstra toda sua liderança, conciliando tudo com maestria. Um grande abraço e vamos aguardar o próximo encontro pra matar as saudades" 

 Francimary Oliveira e Ana Lúcia; Elane, Joventino e Neli Conceição; Narciso Dias e Jorge Remigio; Sonia Jaqueline e Ingrid Rebouças
Ingrid Rebouças e Wescley Rebouças 
Dona Francisca e Raul Meneleu, Veridiano Dias e Renato Bandeira
Cel. Vasques Landim, Bosco André, Dr Fernando e Ivanildo Silveira
Francimary Oliveira, Aderbal Nogueira, Oleone Fontes e Manoel Severo

"Manoel Severo, talvez não existam palavras suficientes e significativas que me permitam agradecer a todos com justiça, com o devido merecimento. sua ajuda e seu apoio foram para mim de valor inestimável, contudo, é tudo o que me resta, me expressar através da limitação de meras palavras, e com elas lhe prestar esta humilde, mas sincera, homenagem. Muito obrigado! Com todo o carinho e de coração eu lhe agradeço, e pelo resto da minha vida lhe agradecerei! Pelos momentos felizes que sempre passo nesse extraordinário evento, Cariri Cangaço a minha família nordestina, amigos são a família Cariri Cangaço que escolhi , mas que apenas alguns privilegiados como eu, podem construir com pessoas tão extraordinárias, e por esse fato eu agradeço."

E continua Neli, "agradeço a bênção, a dádiva enorme que é poder compartilhar a vida com pessoas tão maravilhosas como os amigos que sempre tive a sorte de ir encontrando pela vida. Meus amigos são um tesouro precioso, uma graça quase divina, uma felicidade constante! Enfim obrigada por tudo por essa família que hoje é a minha casa. Deixo aqui os parabéns pelo lindo evento , sei que foi uma luta , você foi valente e novamente foi maravilhoso. Somos vitoriosos e privilegiados por ter você como nosso grande amigo." é o testemunho de Neli Conceição, filha dos ex-cangaceiros Moreno e Durvinha . 

 Comando do GPEC, Jair Tavares, Narciso Dias e Jorge Remígio
 Francimary Oliveira e Iris Mendes Medeiros
Celsinho Rodrigues, Manoel Severo e Arlindo Barreto
Veridiano Dias, Urbano Silva, João de Sousa Lima, Louro Teles e Luiz Antonio
Ranaíse Almeida, Neli Conceição e Francimary Oliveira

Para Jorge Remígio, de João Pessoa, diretor do GPEC "O Cariri Cangaço 2015 na minha opinião , o dia 24 de setembro, ficou marcado na história desse conceituado seminário itinerante. Para mim foi muito profícuo o painel em Lavras da Mangabeira. Uma verdadeira aula dos professores Heitor Feitosa Macedo de Crato-CE e Urbano Silva de Caruaru-PE, discorrendo sobre o Pacto dos Coronéis. Posteriormente fomos contemplados com a brilhante exposição itinerante do competente professor João Tavares Calixto Junior, sobre a invasão de Lavras por Quinco Vasques, pelas ruas da acolhedora cidade, coroando o evento com a sua excelente conferência na Câmara de Vereadores, sem dúvidas um sucesso. "

Já o pesquisador e escritor Calixto Junior fala "registro aqui o meu agradecimento aos organizadores do Cariri Cangaço 2015, em especial à Secretária de Cultura Lavrense Cristina Couto, pelo convite a fazer parte de tão importante movimento de exaltação á nossa história e cultura popular e a Manoel Severo , a minha admiração pela retidão e caráter."

 Gerlane e Alcides Carneiro
 João de Sousa Lima e Ivanildo Silveira
Geraldo Ferraz e Rosane Ferraz
Juliana Pereira e Aderbal Nogueira
Jorge Remigio e Junior Almeida
Antônio Vilela e Juliana Pereira

O pesquisador e professor de Caruaru, Urbano Silva, em sua primeira participação como painelista do Cariri Cangaço se diz "honrado pela oportunidade e também pelo convite para participar do debate. Identidade cultural do nordeste tratada com a marca dos seus maiores guardiões. Dr. Severo, seu prestígio e dedicação faz toda a diferença. Deus nos ilumine sempre!" Já o pesquisador e maior livreiro do cangaço, do Brasil, Professor Pereira de Cajazeiras:"Amigo Manoel Severo obrigado pela acolhida e proporcionar aos estudiosos do Cangaço e temas afins, um excelente evento, como sempre nosso Cariri Cangaço."

Para o pesquisador e escritor Emerson Monteiro, o "Cariri Cangaço é um movimento cultural que resgata a história do feudalismo nordestino pelos caminhos de interpretação consistente, eis o que sintetiza o empenho dessas personalidades, sob a coordenação do pesquisador Manoel Severo, que fazem o esforço de seguir as mesmas estradas percorridas pelos cangaceiros, andanças de conhecer os meandros de um tempo que ficou relegado ao ostracismo do segundo plano, estigmatizado na memória brasileira".

 Ingrid Rebouças, Neli Conceição, Wescley Rodrigues, Archimedes e Elane Marques
 Neli Conceição, Sabino Bassetti, Juliana Pereira e Pedro Barbosa
Veridiano Dias, Afrânio Mesquita, Tomaz Cisne, Aderbal Nogueira, Louro Teles, Joventino e Geraldo Ferraz
Bosco André, Manoel Severo, Dona Orlandina e Aderbal Nogueira
Alan Ferreira, Elane Marques e Voldi Ribeiro

"O Cariri Cangaço cumpre galhardamente mais uma missão. Hoje, sábado vinte e seis de setembro, em Juazeiro do Norte, Ceará; tivemos a grata satisfação de participarmos do encerramento da Edição de Luxo Ano V do Cariri Cangaço. Excelente evento cujo registro ficará armazenado nos corações e nas mentes de quem amoldou os seus afazeres incluindo e prestigiando o magnífico evento. No final o balanço positivo de multi-atividades de cultura e lazer durante quatro dias. Encontros, fotos, abraços, sorrisos e o diletante prazer de ter participado de mais uma indizível sessão da nossa confraria. Seus líderes, em suas variadas preleções sempre enalteceram a presença de todos." Ressalta Jair Tavares de João Pessoa.

 Renato Bandeira e Oleone Fontes
Voldi Ribeiro e Manoel Severo
Nilton Fidalgo e Afrânio
Narciso Dias, Ivanildo Silveira, Ângelo Osmiro, Jorge Remigio e João de Sousa Lima
Cristina Couto e Manoel Severo

Iris Mendes Medeiros, de Nazarezinho; uma das organizadoras do Cariri Cangaço na Paraíba, "meu amigo Severo, quero lhe parabenizar por mais um espetacular evento de sucesso, bravo !" Tereza Barros de Água Branca, em Alagoas:"Agradeço imensamente pela oportunidade de participar desse grande evento da cultura nordestina, o Cariri Cangaço e seus pesquisadores enriquecem nosso conhecimentos".

A pesquisadora de Quixadá, advogada e historiadora Juliana Pereira confessa" que faltam-me palavras para agradecer quão feliz sou por fazer parte desta história, desta família... O evento deste ano, foi um dos melhores, sem sombra de dúvidas. Saímos mais ricos em conhecimentos, fortalecemos laços afetivos e fraternos, fizemos outras tantas amizades... O bom, é confirmar a máxima de que, "só sabemos a força e a coragem que temos, até ser esta nossa unica alternativa." Manoel Severo consolidou o respeito, a amizade, a admiração e a eterna gratidão que a família Cariri Cangaço tem por ele. Não canso de externar minha eterna gratidão... Deus sabe o quanto esta família é importante pra mim, afinal, foi ele mesmo que me deu de presente... por motivos vários. Obrigada meu amigo, meu irmão, meu mestre Manoel Severo... por tudo, você sabe o que tudo isto significa pra mim, você tem o dom de enxergar com o coração... Já estou morrendo de saudade de todos. Um abraço fraterno."

Coronel Donizete e Manoel Severo 
Junior Almeida, Oleone Fontes, Francimary Oliveira, José Bezerra e Antonio Edson
Narciso Dias, João de Sousa Lima, Wolney Oliveira, Aderbal Nogueira e 
Archimedes Marques

Para o presidente do GPEC, pesquisador Narciso Dias, "a magia do Cariri Cangaço, nos transporta no tempo,possibilitando-nos a ter um melhor entendimento histórico. Conviver com essa família embora que por um período curto, rejuvenesce a alma. São confrades dos mais diversos estados proporcionando um intercâmbio cultural agradável. A saudade é um sentimento cruel, mais com os avanços tecnológicos nos permite em tempo real interagir com os amigos. Ao meu grande amigo timoneiro de tantas caminhadas Manoel Severo Barbosa, quero expressar aqui em nome do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço o nosso sentimento de gratidão. Grande abraço a todos!!!"

Ivanildo Silveira, Marcos Borges e Neli Conceição
Reclus de Plá de Santana, Antonio Tomaz e Sabino Bassetti 
 Raul Meneleu, Renato Bandeira e Manoel Severo
Laílson Feitosa, Manoel Severo e Emerson Monteiro

Uma das convidadas que pela primeira vez participava do Cariri Cangaço, pesquisadora do estado do Piauí, Francimary Oliveira: "Sinto me honrada de ter participado desse Cariri Cangaço em um momento muito especial. O meu abraço a todos os participantes, e em especial a ele, Manoel Severo, que além de todas as qualidades, é um grande ser humano."

Já o pesquisador e escritor Jose Bezerra Lima Irmão, "O Cariri Cangaço é uma entidade cultural que a cada dia se agiganta e se impõe como um fórum de estudos e debates sobre temas relevantes da história do Nordeste, envolvendo cangaço, coronelismo, movimentos messiânicos, Padre Cícero, Antônio Conselheiro, é simplesmente sensacional, é sem duvidas o maior do Brasil !"

José Bezerra Lima Irmão, Archimedes Marques, Ivanildo Silveira, Luiz Antônio, Padre Agostinho, Fátima Cruz, Professor Pereira, Raul Meneleu e Elane Marques 
Antônio Tomaz, Jaqueline Rodrigues, Ingrid Rebouças e Celsinho Rodrigues
Wescley Rodrigues, Jorge Remigio, Iris Mendes, Narciso Dias, Professor Pereira 
e Fátima Cruz
Neli Conceição, Luiz Antônio, Manoel Severo e Padre Agostinho
Luiz Ruben e Ivanildo Silveira

Para o pesquisador cratense, advogado Aglézio de Brito, "Manoel Severo mantém viva a História do cangaço. Como Virgolino Ferreira , ele percorre as vias íngremes de Estados do Nordeste com o "bando" do Cariri Cangaço, só que para estudar e discutir essa saga nordestina vacinante de cidadãos que se tornaram fora-da-lei levados pelo rolo compressor cruel da opressão econômica e da excludente injustiça social. Lampião, não sei, mas Severo é um herói." Marcos Borges, pesquisador de Caririaçu completa:"Tive hoje com esse grande Homem que só quem conhece sabe a dedicação e amor por essa causa, Manoel Severo, parabéns por tudo que tens feito na luta para manter nossas tradições e história vivas."

Manoel Severo e Marcos Borges
Djalma, Idalina e Maria Eliene Costa 
Sabino Bassetti, Manoel Severo e Ivanildo Silveira
 Pedro Barbosa, Manoel Severo e João Paulo Gomes 
Wescley Rodrigues, Juliana Pereira e Celsinho Rodrigues

Para o presidente da Câmara Municipal de Missão Velha, vereador Cícero Macedo,a festa do Cariri Cangaço em Missão Velha e a homenagem aos Terésios:"gostaria de agradecer ao Cariri Cangaço, em nome do seu curador Manoel Severo e a Bosco André pela homenagem feita ao meu tio Edson Olegário que sem sombra de dúvida um dos maiores homens que referência nossa família até hoje, que escreveu sua história e que muito nos deixa orgulhoso, o Cariri Cangaço foi um sucesso".

O pesquisador Laílson Feitosa, também estreando como painelista no evento, "ser painelista de um evento da envergadura do Cariri Cangaço é sem dúvida um compromisso de maior grandeza. Um pouco tenso, em virtude da ansiedade, porém consciente, pois eu estava a passos largos para o meu amadurecimento dentro da pesquisa historiográfica, uma experiencia extraordinária."

 Jaqueline Rodrigues, Ivanildo Silveira e Celsinho Rodrigues
Archimedes Marques, Antonio Edson, Ângelo Osmiro e Celia Magalhães
Oswaldo Alves e Reclus de Pla de Santana

O Cariri Cangaço é isso; o encontro de homens e mulheres obstinados em consolidar a memória de nosso nordeste, reunidos em torno de um evento único no planeta, onde a historia se une à arte, às tradições, ao folclore, ao amor que cultivamos por nossas origens, nosso chão. 

Nos resta agradecer a todos que fazem parte dessa grande família Cariri Cangaço; ao nosso Conselho Consultivo, à nossa equipe de produção, à nossa equipe de comunicação e articulação institucional, aos grupos de estudos que com muita determinação se dedicam a garimpar fragmentos desta verdade; SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceara e GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, às municipalidades que acreditam que podem sim construir um futuro diferente a partir da valorização de nosso passado; Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro, Lavras da Mangabeira, Sousa, Nazarezinho, Lastro, Princesa Isabel, São José de Princesa, Piranhas e Poço Redondo. Muito obrigado. 

Muitos desafios se avizinham neste magnifico ano de 2016, mas isso é assunto para depois, por enquanto anotem estes nomes... E nos aguardem: Brejo Santo, Floresta, Triunfo, Água Branca, Quixeramobim, Crateús, Tauá ... Afinal de contas o Cariri Cangaço é "Onde o Brasil de Alma Nordestina se Encontra!" 

Cariri Cangaço
Assessoria de Comunicação Institucional
Instituto Cariri do Brasil

Memorial Revive as varias Faces de Padre Cicero no Edição de Luxo 2015


A ultima noite de Cariri Cangaço - Edição de Luxo - Ano V, teve como palco o Memorial Padre Cicero, na cidade de Juazeiro do Norte. Para uma plateia seleta de pesquisadores de todo o Brasil o ultimo Painel do evento trouxe como tema As Varias Faces do Santo do Juazeiro, quando os pesquisadores Emerson Monteiro e Laílson Feitosa com a moderação do presidente do GECC, Ângelo Osmiro, fecharam com `chave de ouro` uma das edições mais festejadas do Cariri Cangaço.

A noite teve inicio com as apresentações do colecionador do cangaço e Conselheiro Cariri Cangaço Ivanildo Silveira trazendo "Lampião Moderno" de Carlos Araujo e da cordelista juazeirense Rosário Lustosa que trouxeram a arte do cordel para a grande abertura do ultimo dia de evento. "Este meu cordel foi elaborado a partir de uma provocação de Paulo Gastão, que me mandou o livro dele Lampião por ele mesmo, então dai fui construindo o cordel como uma autobiografia do rei do cangaço" revela Rosário Lustosa.

 Ivanildo Silveira e o poema Lampião Moderno de Claudio Araujo
Cordelista Rosário Lustosa e a obra de Paulo Gastão


Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço responsável pelas boas vindas aos convidados presentes, ressaltou a "magia" de "estarmos encerrando o Cariri Cangaço no solo sagrado de Juazeiro do Norte, terra de tantas historias, forca e tradição, notadamente por seu grande ícone, Padre Cicero Romão Batista" e na oportunidade o Conselho Cariri Cangaço outorgou ao pesquisador e escritor de Juazeiro do Norte, Daniel Walker o Titulo de Amigo do Cariri Cangaço.

Para o homenageado da noite, Daniel Walker, "o trabalho do Cariri Cangaço se traduz como admirável, não sei onde Manoel Severo encontra tanta forca para diante de tantas dificuldades realizar um evento tao qualificado e gigante, com tanto significado para o Brasil".

Manoel Severo e Francimary Oliveira outorgando o Titulo a Daniel Walker

"O relógio assinalava cinco horas quando Cícero Romão Batista nascia numa humilde casa de número 157 da Rua Grande, hoje Rua Miguel Limaverde, no Centro de Crato. O dia era 24 e corria o mês de março do ano de 1844, durante uma madrugada fria motivada pelo inverno e a tradicional temperatura amena inerente a uma cidade privilegiada por se localizar no sopé da Chapada do Araripe. Era o segundo filho do casal de agricultores Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana.
Oriundo de uma família pobre do sertão cearense, ele foi criado entre duas irmãs: “Mariquinha” e Angélica. Ainda jovem, com 18 anos, viu seu pai morrer vitimado por uma epidemia de cólera e, dezesseis anos após, a morte da irmã Angélica. Nesta época, já era o Padre Cícero Romão que acompanhava a recomendação do corpo da mana mais velha. Ele começou a sentir sua vocação para o sacerdócio após ter lido sobre a vida de São Francisco de Sales, fazendo voto de castidade ainda aos doze anos.


O ingresso no Seminário da Prainha, em Fortaleza, ocorreu quando tinha 21 anos de idade e, cinco anos após, já estava sendo ordenado. Padre Cícero retornou ao Crato no ano seguinte, mas sua identidade maior foi com o vilarejo denominado “Joazeiro”, pertencente àquele município. Daí em diante tornou-se o evangelizador e líder espiritual da comunidade, que passou a respeitá-lo. Faltavam apenas 18 dias para o sacerdote completar 45 anos quando um fato despertou a atenção de todos. Após consagrar a hóstia e pôr na boca da beata Maria de Araújo, viu a mesma transformar-se em sangue.
Segundo historiadores, a notícia correu e passou a atrair fiéis de todos os lugares. Enquanto a localidade ia se transformando num centro de romarias, Padre Cícero era suspenso das ordens. Muitas foram as versões para os fatos ainda hoje objeto de estudos. As peregrinações tiveram continuidade e até cresceram após a morte do “Padim”. Hoje, Juazeiro do Norte acolhe cerca de 2,5 milhões de romeiros por ano."

 Emerson Monteiro, Ângelo Osmiro e Laílson Feitosa

Emerson Monteiro revela "nossa principal intensão `e contextualizar a historia do nordeste e nesse contexto a figura mítica de Padre Cicero Romão Batista, dentro deste sertão feudalista sempre esquecido pelas elites do litoral e do sudeste." E continua Emerson Monteiro, "na verdade vamos procurar falar desta briga entre os poderosos e a alma sertaneja que procurava se preservar e procurava uma salvação, dai o messianismo e dentre desse vemos padre Cicero, padre Ibiapina, e mais recentemente frei Damião, e diante disso que me proponho nesta noite fazer algumas considerações" e pontua, "Padre Cicero foi um de nos, nascido nas mesmas dificuldades que os sertanejos possuem, foi apaniguado por um grande coronel local e com a partir dai teve a oportunidade de ir ao seminário e de tornar padre, numa época em que não haviam oportunidades, onde aqui e em todo o nordeste imperava a lei do mais forte"

"Foi nesse cenário que padre Cicero veio a Juazeiro e come;ou a atender aos necessitados  mostrando o que mais sabia fazer, amor, conselheiro, compreensão, generosidade e começa a tratar o pobre com consideração e assim passou a ser considerado um revolucionário pela igreja, ele trazia em si o desejo de apostolar o sertão a partir da necessidade daquele pobre povo, realizando um apostolado mistico cristão".

Emerson Monteiro, Angelo Osmiro e Lailson Feitosa

Emerson Monteiro pondera, "quando chegam em Juazeiro vindos da Bahia o Conde Van De Brule e Floro Bartolomeu perceberam imediatamente toda forca do santo padre e a confiança do povo romeiro em padre Cicero e aqui vamos começar a identificar a capitalização politica para si, por parte deles, da forca de Padre Cicero. E ai vamos ver padre Cicero ate se tornando vice-presidente do Ceara e deputado federal, sem nunca ter saído de Juazeiro para tomar posse, naquela época Juazeiro era um mundo de insegurança onde pesava a forca do bacamarte. E dai se estabelecia Cicero com personalidade mistica, messiânica e dai a gente ver na linguagem de Gláuber Rocha, "Deus e Diabo na terra do sol".

 Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço
Josué Macedo e Reclus de Pla, Sabino Bassetti e Ivanildo Silveira
Antonio Tomaz e Aderbal Nogueira, Rosário Lustosa e Nezite Alencar 
Jose Bezerra, Rosário Lustosa, Padre Agostinho e Renato Bandeira em noite de debate sobre Padre Cicero
Heitor Feitosa, Narciso Dias e Renato Bandeira, Jair Tavares, Fátima Cruz e 
Professor Pereira, Geraldo e Rosane Ferraz

O professor Laílson Feitosa, segundo painelista da noite nos traz um pouco da genealogia de Cicero Romão Batista "apenas uma casca dessa grande arvore" , remontando a epoca da colonização do Ceara, da região dos Inhamuns e do próprio Cariri. "Cicero tinha como tetravô Joao de Sousa que manteve uma relacao com uma india da nacao Juca de nome Angela, depois tivemos sua trisavó Ana, bisavós Ana de Faria e Jose Ferreira Gastão pais de Vivencia Gomes que casou com Joaquim Romão Batista, pais de Cicero Romão Batista."

E continua com detalhes o professor Laílson Feitosa, "Ana de Faria, bisavó do Padre Cícero nasceu aos 23 de agosto de 1778, recebeu a 20 do mês seguinte na pia batismal da igrejinha de Cococi o nome de sua mãe, isto é, Ana, sendo seu padrinho José de Araujo Chaves, da Carrapateira,José de Araújo Chaves foi um proeminente membro da família Feitosa no período colonial cearense) Ja os pais de Ana de Faria (Homônima da mãe e desconheço o nome do pai, ainda sendo analisado alguns nomes), se casaram aos 13 de junho de 1764, a cerimônia foi celebrada na dita capela de Cococi e compareceram as mais altas figuras da região, tendo por testemunhas Coronel Francisco Alves Feitosa, patriarca da Família Feitosa no Ceará, e seu filho, o não menos famoso Coronel Manoel Ferreira Ferro, que foi Comandante do Regimento de Cavalaria dos Inhamuns."
Laílson Feitosa ainda provoca, "para quem disse que a religiosidade e o Padre Cícero se apagarão ao longo do tempo, outros que enaltecem o Cangaço apenas pela violência e não analisam filosófica e sociologicamente, argumentar com adversidade: Coronel de batina, padre coiteiro etc é de uma falta compreensão incrível, leem e não entendem o que estão lendo, ou o que leem não é ciência, só especulação".

Manoel Severo na abertura do Cariri Cangaço em Juazeiro do Norte
Cariri Cangaço - Edição de Luxo - Ano V em Juazeiro do Norte
Família Cariri Cangaço em Juazeiro
Grande noite de encerramento no Memorial Padre Cícero: Manoel Severo, Ivanildo Silveira, Antonio Vilela, Veridiano Dias, Sabino Bassetti, Hilton, Jose Bezerra Lima Irmão, Luiz Ruben e Oleone Fontes.
Elane Marques, Ingrid Rebouças e Juliana Pereira

A noite ainda se prolongou com um amplo debate com a participação de inúmeros pesquisadores de todo o Brasil, provocando uma lucida releitura sobre esse personagem vital para a historia do nordeste que foi Padre Cícero. Participaram ativamente do debate, Aderbal Nogueira, José Bezerra Lima Irmão, Renato Bandeira, Padre Agostinho, dentre outros.

Edna Ferreira de Caruaru afirma: "O Cariri Cangaço é um projeto valioso, pois nos remete aos fatos que deram origem à nossa história nordestina, e o melhor de tudo isso é a forma como essa história é apresentada. Torna-se um “conto” pois seus narradores são pessoas preparadas e hábeis, nos encantam com a simplicidade e a espontaneidade de suas falas e nos passam um conhecimento ímpar, extraordinário. Como professora, se eu fosse destacar um momento especial, seguramente seria a aula que tivemos embaixo das árvores, principalmente pela presença de vários alunos. Isso foi fantástico, acho fascinante poder compartilhar com as novas gerações, estimulando novas pesquisas, e despertando nos discentes o gosto pela história de nossa gente. Parabéns a todos os que fazem parte desta grande empreitada."

Antônio Tomas, João de Sousa Lima, Juliana Pereira, Lena Costa, Antonio Vilela, Veridiano Dias e Neli Conceição
Juliana Pereira, Narciso Dias, Jorge Remigio,Manoel Serafim e Tereza Cristina, Neli Conceição, Ana Lúcia e Iris Mendes de Medeiros
Celsinho e Jaqueline Rodrigues
Padre Agostinho e Elane Marques

O pesquisador Antonio Edson de Alagoinhas complementa: "Meu grande e estimado amigo Severo. De coração, você com certeza percebe isso, a honra é minha de fazer parte da família Cariri Cangaço. Cada participação, uma surpresa. Desta vez em Juazeiro do Norte foi minha terceira participação. Confesso que minha presença será indiscutível sempre - só se Deus não permitir - em todo Cariri Cangaço a ser realizado futuramente. Para mim não existe dificuldades nem distância. Estar com essa família não tem preço!"

Ao final uma unica certeza, mais uma vez o desafio havia sido vencido, com determinação, trabalho e compromisso de uma equipe valiosa, o Cariri Cangaço - Edição de Luxo - Ano V, comemorou em alto estilo, primando pela organização, qualidade e ética nas discussões e por toda a programação, sua quinta edição no Ceará. Agora se avizinham os auspiciosos momentos de uma agenda cheia de novidades inéditas e muita ousadia, então que venha a Agenda Cariri Cangaço 2016... Aguardem.

Cariri Cangaço
Edição de Luxo - Ano V
Memorial Padre Cícero, 25 de setembro de 2015
Juazeiro do Norte, Ceará - Brasil