Fátima Pinho Defende Tese sobre Padre Cícero Por:Cláudio Sousa

 Maria de Fátima de Morais Pinho, professora adjunta do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri – Urca.

Estará neste dia 11/12/2019 , às 10h da manhã no Campus Gragoatá, a defender sua tese visando obtenção do grau de Doutor, Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense.  

A tese em foco tem por objetivo analisar as teias de notícias e representações construídas na imprensa sobre o padre Cícero Romão Baptista ao longo de cinco décadas (1870-1915). Durante sua vida e após sua morte, o sacerdote foi transformado numa espécie de celebridade, tudo a seu respeito e em torno dele desperta a atenção da grande e pequena imprensa dentro e fora do Brasil, constituindo-se, possivelmente, no personagem mais polemizado, noticiado e debatido do sertão brasileiro da história contemporânea do Brasil. Nesse sentido, busca-se discutir, a partir de dois momentos distintos - a instauração, na imprensa, do debate sobre os “fatos extraordinários do Juazeiro” nas últimas décadas do século XIX e a inserção do sacerdote na política partidária na segunda década do século XX - a formação de teias de notícias acerca do acontecimento chamado “padre Cícero”, identificando as permanências ressignificadas na produção e na construção de múltiplas representações e sentidos. 

Na primeira parte, portanto, é discutida a presença do padre Cícero na imprensa antes e depois dos fatos extraordinários do Juazeiro com a análise da formação de uma rede de notícias na divulgação dos mesmos, buscando perceber as representações construídas sobre os principais protagonistas - a beata e o padre -, mas, sobretudo, identificando em que momento da narrativa Cícero assumiu o papel de destaque e de que forma se deu a instauração do debate maniqueísta sobre o sacerdote. Na segunda parte, é observado um conjunto de narrativas e imagens (fotos, charges, alegorias carnavalescas e teatrais) que circularam na imprensa sobre a atuação política do padre Cícero, analisando como essas redes de notícias contribuem na formação, conformação e consolidação de representações do sacerdote enquanto politiqueiro, cangaceiro, criminoso, explorador, fanatizador.

Fátima Pinho em sua palestra no Cariri Cangaço Fortaleza 2018

Saiba mais sobre a postulante...
Maria de Fátima de Morais Pinho nasceu em Várzea Alegre em 1966. Filha do ex-vereador e conhecido político da cidade, Raimundo Morais Pinho e de Vicência Alves Pinho, mais conhecida como Noêmia. Na década de 80, após voltar a residir em Várzea Alegre, começou a integrar a Sociedade São Vicente de Paula, na conferência dos Jovens, da qual foi presidente. Sendo indicada pelo padre Mota para representar a paróquia na Comissão diocesana, passou a militar na Pastoral de Juventude do Meio Popular – PJMP. Era um momento político marcado pela redemocratização do País, após 20 anos de ditadura Militar. Os movimentos da chamada “Teologia de Libertação”, tinham grande atuação no seio da Igreja Católica e nas comunidades. Neste período, começou a trabalhar como professora de religião na escola Presidente Castelo e no Colégio São Raimundo Nonato.

Em decorrência da sua militância na PJMP e como servidora, fez parte do grupo que protagonizou a primeira greve dos servidores municipais de Várzea Alegre em 1988, reivindicando melhorias salarias. Como consequência da greve, começou a organizar, juntamente com outros servidores (as) o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Várzea Alegre, constituindo-se sua primeira presidente. Nos anos que ficou à frente do Sindicato, empreendeu a luta pela implantação do salário mínimo (neste período o salário dos servidores não chegava nem a meio salário). Para tal ingressou na justiça do trabalho com mais de duzentas ações, luta concluída por Vicente Julião que lhe sucedeu em 1992, quando foi morar em Fortaleza.



Fátima Pinho é hoje professora adjunta do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri. Doutorando em História Social pelo programa de Pós-graduação (Interinstitucional UFF/URCA) em História, Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade Regional do Cariri (2002), possui especialização em Planejamento Educacional pela Universidade Vale do Acaraú (1998) e graduação em História pela Universidade Regional do Cariri (1992). Desenvolve pesquisa sobre Religiosidade Popular com foco no padre Cícero. É também seu o Trabalho de pesquisa intitulado: NO SILÊNCIO OBSEQUIOSO, PREPARO MINHA PRÓPRIA DEFESA PADRE CÍCERO: arquivista de si mesmo

O presente trabalho tem por objetivo analisar a prática contumaz do padre Cícero Romão Baptista em, ao longo de sua trajetória religiosa e política, copiar e guardar todos os documentos escritos, hemerográficos e iconográficos, constituindo um considerável e consistente arquivo de si que dava conta, igualmente, de aspectos da história política, econômica e social não apenas da localidade em se estabelecera, Juazeiro do Norte, mas do Ceará e do Brasil nas primeiras décadas da República Velha. O chamado “grande arquivo do padre Cícero” é composto por cartas e telegramas tanto de natureza eclesiástica quanto cartorial, fotografias, artigos de jornais, películas de filmes, etc. Neste trabalho tomando como referência as reflexões do historiador francês Philippe Artierés publicadas na revista Estudos Históricos em 1998, intituladas “Arquivar a própria vida”.

Maria de Fátima de Morais Pinho
Universidade Regional do Cariri

Cariri Cangaço Homenageia Cangaço Overdrive do Roteirista Zé Wellington

Zé Wellington e Manoel Severo

Já há muito tempo conhecia o trabalho e o talento de Zé Wellington, depois esse talento acabou chegando ainda mais próximo através de minha filha; Manoela Barbosa, estudante do curso de Sistemas e Mídias Digitais na Universidade Federal do Ceará; uma apaixonada por todas as manifestações de mídia; imagem, comunicação, literatura, enfim. Certo dia Manoela me abordou e perguntou: "Pai você já viu o novo e espetacular gibi, Cangaço Overdrive do Zé Wellington?" Na verdade Manoela já era fã incondicional de um dos maiores roteiristas de quadrinhos do Brasil...

"Cangaço Overdrive" é a mais nova e festejada obra desse cearense de Sobral, nascido em 1984, José Wellington Alves Granjeiro Filho. Administrador, escritor e roteirista de história em quadrinho, Zé Wellington já vem se destacando há algum tempo no universo dos gibis de vanguarda. Foi indicado dois anos consecutivos ao Troféu HQMIX na categoria "Novos Talentos", nos anos de 2015 e 2016 tendo sido vencedor no ano de 2016 e com seu trabalho Cangaço Overdrive foi indicado para o Prêmio Jabuti 2019.

O cordel se une à batalhas cibernéticas no universo futurista para trazer a obra cyberpunk genuinamente nordestino em quadrinhos, Cangaço Overdrive justamente com o roteiro de Zé Wellington, que já havia produzido; Quem Matou João Ninguém? e Steampunk Ladies: Vingança a vapor; os desenhos são de Walter Geovani (Red SonjaSala Imaculada) e Luiz Carlos B. Freitas e cores ficaram a cargo de Dika Araújo (Quimera) e Tiago Barsa (The few and the cursed). 

Se nas terras áridas das caatingas sertanejas os protagonistas principais  eram Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião e Maria Bonita, nas ousadas e inéditas páginas de Cangaço Overdrive o principal personagem é Capitão Cotiara seguido de sua amada Flor de Lis. O cenário do cangaço real se passa no sertão dos sete estados nordestinos, já o cyberpunk se passa no nosso Ceará, num futuro próximo e num cenário de seca das mais terríveis, onde vão se enfrentar novamente os lendários cangaceiros e os coronéis do futuro, representados pelos grandes conglomerados empresariais. 

"O cangaço é um destes exemplos que chegam a ser paradoxais. A partir de uma história de deslocamento, imaginando um cangaceiro reanimado num futuro distópico, Cangaço Overdrive quer mostrar como o contraste social pode também tornar frágeis os limites entre bem e mal. Como dizia Chico Science: o medo dá origem ao mal" revela Zé Wellington ao portal judao.com e continua o portal, o Nordeste possibilitou alguns paralelos interessantes. Por exemplo, qual é o cenário comum das histórias cyberpunks? Cidades sem vida e interesses das grandes corporações sobrepujando interesses sociais, com ricos muito ricos e pobres em situação de extrema pobreza. E conclui Zé Wellington “veja só, foi num cenário parecido com esse que surgiu o cangaço, no século XIX. O produto final é um legítimo cyberpunk, mas sem perder a regionalidade. Os cangaceiros, um dos assuntos preferidos dos cordelistas, viviam em seu próprio mundo pós-apocalíptico — e aí eu penso agora que esse apocalipse começou para o Nordeste quando o Brasil foi descoberto, a luta de classes que representa o PUNK do cyberpunk possibilitou alguma relações interessantes com o banditismo social".

 Zé Wellington recebe Comenda do Cariri Cangaço das mãos de Manoel Severo

O Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo confirma, "para nós que fazemos o Cariri Cangaço foi uma grande honra poder homenagear na noite de hoje o talento, a arte, e principalmente a determinação e perseverança deste que sem dúvidas é um dos maiores roteiristas de quadrinhos do Brasil, Zé Wellington Filho". Em suas palavras o festejado roteirista confessa: "A honra é inteiramente nossa, sua fã do Cariri Cangaço e do trabalho do Severo há muito tempo e quis o destino que hoje nos encontrássemos nessa noite muito importante para mim"encerra Zé Wellington.

Por fim mais um trecho da entrevista de Zé Wellington ao portal judao.com de Thiago Cardim: "Mesmo depois de ler romances como Grande Sertão: VeredasVidas Secas e Os Sertões, ainda sentia um certo formalismo na minha escrita: ainda parecia um cyberpunk escrito fora do país, dai dei de frente com alguns experimentos do cordelista e quadrinista Klévisson Viana, entre eles adaptações de cordéis clássicos para quadrinhos, respeitando integralmente o texto original. Funcionava muito bem. Já havia na história uma personagem no futuro que tinha uma forte relação com a cultura popular e pensei: e se ela fosse a narradora da história e o fizesse como cordel?" E assim nasceu Cangaço Overdrive. 

Homenagem a Zé Wellington e Cangaço Overdrive
Shopping Benfica - Fliace 2019 - Fortaleza,CE
29 de Novembro de 2019

Todas as Redes que o Cariri Cangaço Proporcionou ao Longo do Tempo Por:Guerhansberger Tayllow


Filósofa argentina Esther Díaz e Guerhansberger Tayllow

Escrever para este blog é sempre um exercício de memória: rememoro os primeiros passos, os primeiros eventos e todas as redes que o Cariri Cangaço proporcionou. Sempre acreditei na possibilidade do diálogo entre a universidade e as produções que são desenvolvidas cotidianamente para além de seus muros. Nessas produções encontrei amigos, afetos e espaços. Sonhei desde o primeiro dia na possibilidade da criação, de entregar algo assinado por mim, mas que ao mesmo tempo estivesse em conexão com outros. Foi assim que surgiu meu primeiro livro, através do encontro com o Cariri Cangaço e as orientações recebidas enquanto aluno do curso de História na UFCG/Cajazeiras.

É verdade que também contei com a sorte, pois em Cajazeiras vive um dos maiores livreiros sobre o cangaço. Trata-se do professor Pereira; Conselheiro Cariri Cangaço; homem digno, sábio e de espírito iluminador. Conversar com Pereira, sentí o clima do seu livreiro sempre foi um disparate de estímulo. Para quem gosta desse universo a companhia de Pereira é um acontecimento, momento de leitura de muitas páginas. Daí surgiram as primeiras indicações de livros, direcionamentos que me encaminhavam para a realização de projetos. Sou muito grato ao amigo e professor Pereira, obrigado!

No decorrer do tempo fui afunilando minhas reflexões em torno do cangaceiro paraibano Chico Pereira. Enquanto muitos estavam interessados na verdade histórica sobre o personagem, percebi que essa “verdade” biográfica foi construída por meio de múltiplos interesses em redes de memórias. A medida que dissecava as redes memorialísticas do passado  em torno de Chico Pereira, costurava outras no presente com pessoas incríveis. Em Nazarezinho (terra de Chico Pereira)  conheci Iris Mendes, mulher militante nas causas culturais e de um coração encantador. Iris é sertaneja que, assim como Jarda, sabe  soletrar a mensagem do perdão e do amor que o padre Pereira deixou em sua construção narrativa sobre seu pai cangaceiro.  Iris, muito mais do que amiga tornou-se uma irmã.

Guerhansberger Tayllow recebe o Diploma do Cariri Cangaço durante o Cariri Cangaço na cidade de Lastro, Paraíba. 
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Nesse mesmo momento tive a oportunidade de conhecer e estabelece amizade com o professor e escritor José Romero, que já não está entre nós, mas que nunca deixou de fazer presença nos meus escritos e nas minhas lembranças. Romero nunca se recusou em ajudar foi um dos grandes divulgadores dos meus escritos. Obrigado eterno amigo!

Vejam só quantas redes costurei. Na verdade, muitos e muitas que fazem parte dos eventos do Cariri Cangaço me ajudaram de alguma forma. Esse é o lado humano e corpóreo da pesquisa, atravessado por afetos e recordações. Não por acaso o resultado foi um livro plural desde o título: Nas redes das memórias: as múltiplas faces do cangaceiro Chico Pereira até as ultimas páginas que inconformadas com essa condição, isto é, de serem as últimas, apontaram para  novos caminhos, outros territórios.



Agora venho oferecer ao olhar crítico do leitor meu mais novo livro VIRGULINO  CARTOGRAFADO:  RELAÇÕES  DE  PODER  E TERRITORIALIZAÇÕES  DO  CANGACEIRO  LAMPIÃO. O  mesmo foi fruto  de uma pesquisa de mestrado pela qual busquei lançar reflexões sobre a primeira fase do cangaço lampiônico (1920-1928) através de conceitos espacias (como espaço e território). Espero ter conseguido lançar novas interpretações, tarefa difícil dada a quantidade de trabalhos sobre a vida do cangaceiro Lampião. Trata-se de uma conversa criativa  entre um jovem historiador com geógrafos, antropólogos e filósofos já consagrados. É um livro que não tem medo de dialogar, argumentar,  entra e sair de territórios. A tese principal é que Lampião viveu e constituiu uma multiterritorialidade. É um trabalho inspirado por autores do pensamento nômade, que em sua feitoria possibilitou o nomadismo profissional do próprio autor. É um escrito de vida diante de tantos eventos de morte. Isso porque minha vida está diretamente relacionada com os meus estudos. Foi nesse universo que encontrei amigos, respeito, admiração e conhecimento.

Guerhansberger Tayllow
Pesquiador e escritor do Cariri Cangaço
La Rioja, Argentina, 28 de novembro de 2019.

O Sertão de Antonino Peregrino Por:Bruno Paulino


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Muito já se escreveu sobre Antônio Conselheiro, o personagem central e emblemático da Guerra de Canudos – episódio dos mais sangrentos da história do Brasil. Durante muito tempo, como asseverou o grande pesquisador José Calassans, o peregrino ficou preso com a pencha de fanático - “gnóstico bronco” ou “grande homem pelo avesso” - na “gaiola de ouro” que lhe colou Euclides da Cunha, no clássico maior de nossas letras, Os Sertões, de 1902.

Com o passar do tempo, sobretudo, após a década de 50 do século passado, vários de seus biógrafos fugindo a leitura euclidiana trouxeram à luz dos fatos, um Conselheiro de boa paz, manso, humilde, quase um ermitão, após a edificação da cidade santa do Belo Monte - que num massacre hediondo viria a ser completamente destruída pelo exercito brasileiro. Agora já se sabe que o beato era versado em boas leituras, escrevia razoavelmente bem, citava filósofos e transcrevia uma bíblia para uso próprio. Era um homem “biblado”, como definiu o professor Pedro Lima Vasconcelos, importante pesquisador do tema.

Foi partindo dessa forma outra de narrar à saga de Antônio Conselheiro, com um olhar distante da “gaiola de ouro” euclidiana e com uma prosa poética muito particular – embebido dos universos estéticos de Guimarães Rosa e Manoel de Barros – que Osvaldo Costa escreveu o romance infanto-juvenil Antonino Peregrino. Um texto potente, enriquecido pelas vivas ilustrações da talentosa Luci Sacoleira. O sertão bonito pintado em cores, mesmo quando seco e sem vida. O resultado é um livro daqueles que a gente tem vontade de morar dentro.

Osvaldo Costa e Luci Sacoleira

Osvaldo Costa souber manter com maestria na obra o equilíbrio entre o caráter histórico e a ficção. É um livro para todos – gente pequena e gente grande. Para os que nada sabem sobre o Conselheiro, para quem o pesquisa de muito tempo; e, claro, para quem quer apenas encontrar boa literatura. Tudo isso sem cair na armadilha ardilosa do sentimentalismo, na imagem idealizada, devocional que muitos caem quando se propõem a tal empreitada.

Antonino Peregrino é narrado em primeira pessoa. É o Conselheiro que se conta através da escrita quase mediúnica do autor. “Minha chegança se deu no sertão, no pedaço de um campo maior, chamado de Quixeramobim. Lá a cor do mundo se derrama diferente, o sol grita luz e as sombras das árvores são afagos que a natureza faz nas gentes”. É assim, como um afago por entre ruinas, que Antonino nos convida a viajar nas páginas de sua história, para junto dele reconstruir a peregrinação de suas dores, dramas e sonhos – a grande utopia revolucionaria do Nordeste – que ainda hoje teima em viver, porque também é a utopia de muitos, coletiva e plural.

Com engenho, como num convite a calçar as alpercatas, o autor nos faz penetrar no mundo interior de Antonino, e segui-lo na sua peregrinação tanto física quanto espiritual partindo de Quixeramobim até os dias finais no Belo Monte: suas dúvidas, alegrias, decepções, temores e esperanças.Antonino Peregrino é, por fim, um livro sobre o existir e o lutar no sertão. Resistência!

Bruno Paulino, poeta e escritor.
09 de Dezembro de 2019 - Quixeramobim, Ceará
Cariri Cangaço

Poeta Paulo de Tarso Lança "13 Cordéis para Gonzaga" em Fortaleza

Benigno Junior, Manoel Severo e Paulo de Tarso

Um dos mais tradicionais endereços culturais da cidade de Fortaleza; Restaurante Caravelle; espaço gastronômico com mais de sessenta anos de tradição na capital cearense; acolheu na noite do último sábado, dia 30 de novembro de 2019, o lançamento de caixa com treze cordéis celebrando o talento, arte e legado do Rei do Baião, Luiz Gonzaga de autoria do poeta cordelista Paulo de Tarso, o "Poeta de Tauá".

 Manoel Severo faz a apresentação de "13 cordéis para Gonzaga" 
do poeta Paulo de Tarso

A caixinha contendo os 13 cordéis, revive através da arte do cordelista de Tauá, a trajetória do cantor e compositor pernambucano , maior ícone da música nordestina, Luiz Lua Gonzaga. "Resolvemos produzir essa caixinha com 13 cordéis, celebrando a data de nascimento do rei do baião, que foi dia 13 de dezembro de 1912 em Exu, na serra do Araripe, trazendo toda trajetória, o talento e arte de Luiz Gonzaga", revela o autor, Paulo de Tarso.

 Poeta Vinícius Gomes e Manoel Severo

Para o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "foi uma grande honra ter sido convidado para fazer a apresentação dessa extraordinária Obra que é a caixinha com os "13 Cordéis para Gonzaga" , do poeta e cordelista, meu querido amigo Paulo de Tarso Bezerra Gomes, o poeta de Tauá. Paulo de Tarso é um desses poetas que se guarda no coração, um ser humano cheio de Luz e Entusiasmo. A espetacular "Caixinha de Cordéis" para seu Luiz, o Lula Gonzaga traz um recorte de vários momentos da vida do Rei do Baião, tendo como pano de fundo a sensibilidade do grande poeta, realmente uma grande honra".

Lançamento de "13 Cordéis para Gonzaga"
Poeta Paulo de Tarso, o "Poeta de Tauá"
30 de Novembro de 2019, Restaurante Caravelle, Fortaleza-CE

"Vida e Morte de Isaías Arruda - Sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião" Lançado no Cariri do Ceará


Os municípios de Missão Velha e Aurora, no cariri cearense, testemunharam neste último final de semana; nos dias 29 e 30 de novembro respectivamente; o lançamento de uma das mais esperadas obras da literatura sobre as temáticas cangaço e coronelismo. Após mais de seis anos de intensa e zelosa pesquisa o escritor João Tavares Calixto Junior, apresenta seu mais novo livro: "Vida e Morte de Isaías Arruda. Sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião", quando traz a saga desse que sem dúvidas é um dos personagens mais emblemáticos e marcantes do universo do coronelismo sertanejo.

Conselheiros Cariri Cangaço, Sousa Neto e Calixto Junior
 Carlos Macedo em Missão Velha
Cícero Macedo e Calixto Junior

Sexta, dia 29 de novembro, o lançamento aconteceu no plenário da câmara municipal de Missão Velha, sob coordenação do também pesquisador e escritor Bosco André; Conselheiro Cariri Cangaço; já no sábado dia 30 de novembro foi a vez do salão paroquial da cidade de Aurora receber o lançamento da esperada obra.

Para o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "Isaias Arruda possuía uma personalidade arrebatadora, era líder inconteste e acima de tudo um predestinado. Isaias escreveria sua saga no livro de historia do sertão... Às vezes fico pensando o que esse “Coronel Menino” assassinado aos 29 anos poderia ainda ter feito... Mas para responder essa pergunta nada melhor que adentrarmos no universo do “Vida e morte de Isaías Arruda- Sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião”, capitaneado pelo brilhante pesquisador e escritor, meu particular amigo e conselheiro, Calixto Júnior; uma das mais gratas surpresas no campo da pesquisa do coronelismo sertanejo.

Lançamento no Salão Paroquial de Aurora
Isaias Arruda de Figueiredo

Calixto Júnior ; também Conselheiro do Cariri Cangaço; a partir de um trabalho espetacular; minucioso, dedicado e responsável; de muitos anos, nos apresenta não só os acontecimentos da época, mas e principalmente o perfil, a personalidade, as relações perigosas e principais fatos que tronariam Isaias Arruda quase uma unanimidade: Um homem a frente de seu tempo. O lançamento que aconteceu na região do cariri, acontece neste próximo mês de janeiro em Fortaleza.

Lançamento de "Vida e Morte de Isaías Arruda - 
Sangue dos Paulinos, abrigo de Lampião
Missão Velha e Aurora
29 e 30 de novembro de 2019

"Olhares sobre Antônio Conselheiro -Novas escritas de r(e)existência" na FLIACE 2019

Bruno Paulino, Renato Pessoa e Manoel Severo
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Aconteceu na noite última sexta-feira, 29 de novembro de 2019, o lançamento seguido de debate, do livro "Olhares sobre Antônio Conselheiro -  Novas escritas de r(e)existência", obra organizada por Bruno Paulino, Pedro Igor e Manoel Severo Barbosa e uma produção do Cariri Cangaço e da AquiLetras. O livro possui prefácio da escritora Grecianny Cordeiro e apresentação de Ricardo Machado. O lançamento  e debate aconteceu dentro da programação da FLIACE , Feira Literária da ACE - Associação Cearense de Escritores, em Fortaleza.
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 Manoel Severo 
Bruno Paulino, Renato Pessoa e Manoel Severo
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O livro foi apresentado pelo escritor Bruno Paulino e pelo curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo com mediação do escritor Renato Pessoa. A obra é resultado do concurso literário patrocinado pelo Cariri Cangaço, AquiLetras e Fundação Canudos, por ocasião da realização do Cariri Cangaço Quixeramobim ainda em maio de 2019. Manoel Severo esclarece: "Uma das grandes e curiosas indagações que tínhamos naquela época era justamente como a atual Quixeramobim se relacionava com a figura histórica de seu filho mais famoso, como as novas gerações; os meninos e meninas, as escolas, os professores, a comunidade em geral, via e sentia a presença e o legado desse imenso ícone da história sertaneja do Brasil". Dessa forma surgiu a ideia do concurso que resultou em livro contendo os textos vencedores.
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 Público presente à FLIACE
Bruno Paulino, Renato Pessoa e Manoel Severo
Shopping Benfica recebe a IV FLIACE
Silas Falcão e Manoel Severo
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Para o escritor Bruno Paulino, "foi fantástica a participação dos alunos de Quixeramobim, uma adesão extraordinária e o mais bacana foi o resultado; textos com muita qualidade e uma lucidez que nos surpreendeu." Os autores; naturalmente vencedores do concurso literário, alunos e alunos da rede pública e privada de Quixeramobim são; Yarley de Sousa Leitão,  Vitória Barros, Jayane Carneiro Andrade,  Ana Luiza Almeida Sampaio, Lucas Medeiros , Gabrielly Pereira , Vitória de Sousa Silva, Vitória Holanda de Andrade , Johelen Amâncio , Andressa de Sousa Nogueira, Dávila Roberta, Damares Alves, Melissa Belisário, Flávio Pereira da Silva, Mel Anny Paiva, Maria Emanoeli , Hillary Barbosa e Kalyne Ribeiro. A Capa é de autoria de Matheus Rayner, Debora e Victor, alunos da Escola Humberto Bezerra.
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Renato Pessoa, Ingrid Rebouças e Bruno Paulino
Paulo de Tarso e Manoel Severo
Manoel Severo e Pedro Sampaio
Gevandir e Manoel Severo
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E para a escritora Grecianny Cordeiro, da Academia Cearense de Letras em seu prefácio: "Antônio Conselheiro deixou um legado que inspirou e ainda inspira diversas gerações. É um símbolo de resistência à opressão, às injustiças sociais, à política de institucionalização da miséria e do medo, exemplo e orgulho para os jovens de Quixeramobim, que expressaram os mais belos sentimentos e suas recorrentes angústias por meio dos textos inteligentes e ricos que integram a presente obra. Canudos resiste e vive em cada um de nós que sonha com um mundo melhor, onde possa reinar a decência, a honestidade, o respeito ao próximo, a solidariedade, a esperança e a fé."
Manoel Severo e Ingrid Rebouças

 Manoel Severo, Terciana Martins e Bruno Paulino
Pedro Sampaio de Marcelo Leal
Eudismar Mendes, Manoel Severo e Bruno Paulino
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Para o curador da FLIACE, Silas Falcão: "Foram quatro meses elaborando uma programação múltipla com sessenta horas de muitas atividades nos cinco dias do evento, com 108 pessoas mobilizando as várias e múltiplas linguagens da programação, grandes nomes da literatura cearense estiveram em nosso palco e outros escritores e escritoras ainda anônimas, mostraram suas literaturas criativas. Tivemos como ponto alto nossa patronesse: A Mestra da Cultura e Pajé Raimunda Tapeba".
Mestra da Cultura e Pajé Raimunda Tapeba, recebe homenagem na FLIACE
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Diego Barbosa em reportagem do Diário Nordeste nos traz:"Foi dentro da mata, junto ao verde, que Raimunda Rodrigues Teixeira cresceu. À época da mocidade, banhava-se no rio limpo, caçava caranguejo para comer e ornava a cabeça com coloridos penachos. Era também ali, no seio da natureza, que ela ouvia e contava histórias. Primeiro, num movimento de conhecer as próprias origens; e depois, com a missão de repassá-las às novas gerações, perpetuando as leituras dos povos da terra sobre a vida, o meio e o mundo.A força com a qual expressava saberes logo traduziu-se em reconhecimento: tornou-lhe a primeira mulher a ocupar o papel de pajé numa etnia indígena no Ceará. Fez-lhe igualmente Raimunda Tapeba, Mestra da Cultura e líder de uma comunidade estimada em oito mil habitantes. Vivem às margens do rio Ceará, em Caucaia, e têm a memória, os costumes e as lendas, passadas de geração em geração, como armas para preservar aquilo de mais precioso: a ancestralidade. É sobretudo essa sabedoria dos livros vivos que ganhará destaque na IV Festa Literária da Associação Cearense de Escritores (FliAce) no Shopping Benfica. A ação elege como patronesse desta edição exatamente Raimunda Tapeba – que ontem completou 75 anos de idade – e, consequentemente, toda a herança milenar carregada no semblante ativo, forte e inspirador. 

 Pedro Sampaio, Manoel Severo e Nonato Araujo
 Manoel Severo e Nonato Araujo
Gevandir, Manoel Severo e Bruno Paulino

Lançamento de "Olhares sobre Antônio Conselheiro"
IV FLIACE , Shopping Benfica
29 de Novembro de 2019, Fortaleza-CE