O Coronelismo e o Cangaço Por Honório de Medeiros

Honório de Medeiros, Bárbara e Manoel Severo
O coronelismo e o cangaço, tão característicos de certo período histórico do Sertão nordestino brasileiro, mais precisamente de meados do século XIX a meados do século XX, são manifestações do Poder, de como ele é obtido, mantido e até mesmo combatido, em intrincada trama, ao longo do processo histórico.
A forma como o Poder é instaurado diz respeito a fatores circunstanciais, tais quais o avanço tecnológico ou cataclismos ambientais, mas a essência, qual seja a presença da imposição da vontade de alguns sobre outros, permanece a mesma desde que o Homem surgiu na face da terra.
As narrativas acerca do coronelismo e cangaço devem ser analisadas levando-se em consideração o fator de "ocultamento" próprio da atuação dos que detêm o Poder. Nesse sentido, escrever, dizer, omitir, acrescer, manipular, enfim, tudo isso e mais, cumprem o papel de narrar como os fatos ocorreram a partir da perspectiva de quem pode impor sua percepção das coisas e dos fenômenos, em detrimento da verdade.
Bando de Lampião em Limoeiro do Norte, CE em 1927
Sempre tratamos o coronelismo e o cangaço pelo “como” os fatos aconteceram, até mesmo de forma folclórica, no sentido negativo do termo, mas precisamos nos indagar acerca de suas causas e intenções e suas relações com o Poder. Quem critica o estudo do Cangaço, mesmo de forma oblíqua, tratando-o como algo menor dentre os epifenômenos da cultura sertaneja, hostiliza a História e não entende o que é o Poder.
Não houve manifestações violentas do Coronelismo no Sertão nordestino sem um entrelaçamento com o banditismo rural; não houve Cangaço sem Coronelismo. Acrescentemos a esses ingredientes o fanatismo messiânico e teremos um ponto-de-partida concreto e verossímil para a real história da época dos coronéis e cangaceiros. O ponto-de-partida é o cangaceiro, começando com Jesuíno Brilhante, o primeiro dos grandes, a história dos coronéis do Cariri cearense, e a vida do mítico Padre Cícero do Juazeiro.
No Rio Grande do Norte é difusa, porém persistente, a concepção de que seus coronéis eram homens afastados da violência, bem como é persistente a concepção de que o cangaço, excetuando a invasão de Apodi, por Massilon, e Mossoró por Lampião, tratados como “pontos fora da curva”, pouca relevância teve em nosso Estado.
Arte de Eduardo Lima
São "esquecidas" as relações dos coronéis com José Brilhante, o “Cabé”; a do Coronel João Dantas com Jesuíno Brilhante; a invasão de Martins; a invasão de Apodi e sua relação com coronéis apodienses; a invasão de Mossoró e sua relação com coronéis paraibanos e cearenses; a morte de Chico Pereira e sua relação com o coronelismo paraibano e potiguar. O mesmo ocorre quanto a “hecatombe de 1918” em Pau dos Ferros, verdadeira briga entre coronéis potiguares, semelhante àquelas travadas entre seus congêneres do Cariri cearense.
As invasões de Apodi e Mossoró são indissociáveis, e se constituem em epicentro de um processo político que durou aproximadamente dez anos, terminando tragicamente na famosa eleição de 1934-1935, na qual houve o assassinato do Coronel Chico Pinto e o de Otávio Lamartine, filho do ex-governador Juvenal Lamartine, e dizem respeito a disputas políticas entre famílias senhoriais do Sertão paraibano e potiguar.
Todas essas atividades violentas protagonizadas por cangaceiros estão conectadas com o coronelismo. Todas elas são faces da disputa pelo Poder Político.
O cangaço, por si somente, é a história do último suspiro dos desbravadores do Sertão nordestino, nossos ancestrais, aqueles mesmos que disputaram a terra contra índios ferozes, palmo a palmo, sangue a sangue, a ferro e fogo, numa guerra longa, cruel e esquecida por todos. A guerra dos bárbaros.
O cangaço é a história de homens que resolveram se vingar de uma injustiça; de homens que não aceitaram ser escravos e optaram por fazer das armas meio-de-vida; de homens que optaram por sobreviver SEM LEI E SEM REI, em uma liberdade absoluta, uma liberdade de fera, aquela liberdade anterior ao surgimento do Estado, da qual nos falou Hobbes em O Leviatã.
O cangaço é a história de rebeldes, certos ou errados. Podemos subjugar rebeldes. Podemos condenar rebeldes. Podemos matar rebeldes. Mas não podemos impedir que a memória de suas existências nos provoque. Podemos não aceitar os rebeldes, mas podemos tentar compreendê-los, tenham sido cangaceiros, coronéis, ou fanáticos, e em os compreendendo, aprendermos as lições da história.

Honorio de Medeiros, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço
Natal-RN 23/11/2019

Nazaré e a Festa de 40 Anos de partida de Manoel Neto


Nazaré do Pico, que um dia foi Carqueja e em outros tempos apenas Nazaré, a vila que se concretizou a partir da antiga fazenda Algodões, resultado de um sonho do filho do professor Domingos Soriano Ferraz, que via nascer neste lugar uma vila. Dali até a realização do sonho foi rápido. Ao sonho se uniram muitos e em agosto de 1917 foi inaugurada a primeira feira de Nazaré. Neste solo sagrado de Nazaré, o Brasil veio a conhecer um povo Bravo, Destemido, Defensor da Honra e da verdadeira Alma Nordestina.

No último sábado, 16 de novembro de 2019 a família Nazarena se reuniu mais uma vez para celebrar um de seus mais ilustres filhos: Coronel Manoel de Sousa Neto, o “Valente Mané Neto”; que nasceu no dia 01 de novembro de 1901, na fazenda Ema no mesmo município de Floresta. Desde cedo Manoel Neto demonstrou ser destemido, valente e de uma coragem que beirava a loucura, foi um dos nazarenos que mais destacou no combate ao banditismo, notadamente ao cangaço, tendo sua entrada nas forças volantes em janeiro de 1925,  a partir dali o nordeste conheceu um dos mais ferrenhos combatentes ao bando de Lampião, sendo alcunhado pelo chefe dos cangaceiros de "Cachorro Azedo".

 Missa em homenagem aos 40 anos de falecimento do bravo Manoel Neto

A programação; sob a responsabilidade dos pesquisadores Rubelvan Lira e Sulamita Buriti; constou inicialmente de missa na igreja de Nossa Senhora da Saúde, no centro da vila de Nazaré, celebrando 40 anos de falecimento do militar nazareno. Um dos pontos altos da celebração foi a homenagem prestada pelo toque da corneta da Policia Militar.

De forma mais que oportuna; neste mesmo sábado, dia 16; aconteceu uma outra programação também importantíssima em Nazaré: O lançamento oficial da Pedra Fundamental e da Ordem de Serviço do Museu dos Combatentes do banditismo lampiônico - em Nazaré do Pico - Floresta do Navio- Pernambuco, com a presença do Secretario de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, além de autoridades municipais e familiares nazarenas.

 Secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes
Vereadora Bia Numeriano
Vereador Pedro Henrique

Seguindo com a programação comandada por Rubelvan Lira e Sulamita Buriti, após o almoço festivo também oferecido pela comunidade nazarena, houve Mesa de Debates sobre "A Vida e o Legado de Manoel Neto" tendo como Conferencista uma das mais novas revelações entre os pesquisadores da temática: Luiz Ferraz Filho; além dos debatedores; Aderbal Nogueira, Ulisses Flor, Marcos Antônio de Sá, Manoel Serafim, Dr Tadeu e Rubelvan Lira. Ainda dentro da programação festiva em Nazaré do Pico, o Cariri Cangaço se uniu às homenagens prestadas ao bravo nazareno com a entrega oficial de comenda "Personagem Histórico do Sertão".

Conselheiros Cariri Cangaço, Junior Almeida e Manoel Serafim passam às mãos de Rubelvan Lira e Sulamita Buriti a Comenda em homenagem a Manoel Neto
"A Vida e o Legado de Manoel Neto" tendo como Conferencista uma das mais novas revelações entre os pesquisadores da temática: 
Luiz Ferraz Filho
 Conselheiro Cariri Cangaço, Manoel Serafim, de Floresta
 Promotor do evento, pesquisador Rubelvan Lira
 Manoel Serafim e Wasterland Ferreira
Sulamita Buriti, Verluce Ferraz, Ulisses Flor e demais convidados.

O Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, revela: "para nós que fazemos o Cariri Cangaço e que possuímos uma enorme ligação com a querida Nazaré do Pico e suas famílias, é uma honra poder participar de todas essas homenagens; preparadas pelo querido Rubelvan Lira e a Sulamita; e representados oficialmente por nossos Conselheiros Manoel Serafim e Junior Almeida, além de nossa embaixadora Mabel Nogueira, o Cariri Cangaço tem a satisfação de conceder ao bravo Mané Neto a Comenda de "Personagem Histórico do Sertão".

Confraria reunida para celebrar Manoel de Sousa Neto.

Para a vereadora Bia Numeriano:"Nazaré do Pico é lugar onde a história pulsa. História de coragem, valentia e resistência. Foi deste lugar que saiu a força volante que Lampião mais temia. Uma figura importante foi responsável por esse temor: Manoel de Souza Neto. Coronel da Polícia Militar de Pernambuco, combatente feroz, fez parte das forças volantes nazarenas e é considerado um dos maiores perseguidores de Lampião. Hoje, celebrou-se missa pelos 40 anos de sua partida. Além disso, foi dada ordem de serviço para a construção do Museu das Forças Volantes de Nazaré, um marco para esta história que tanto nos orgulha."

Acompanhe na íntegra a Conferência
 de Luiz Ferraz Filho, imagens a partir do You Tube, 
canal do Mestre Aderbal Nogueira




Imagens fonte: You Tube - Canal Aderbal Nogueira

Celebração dos 40 Anos de Morte de Manoel Neto
Nazaré do Pico, 16 de novembro de 2019.
Floresta-PE

Cariri Cangaço e o III Encontro da Familia Pereira das Ribeiras do Pajeú das Flores Por:Cicero Aguiar

A Homenagem do Cariri Cangaço no III Encontro da Família Pereira

No dia 16 de novembro de 2019, ocorreu na cidade de Serra Talhada-PE, o III Encontro da Família Pereira do Pajeú. Família que tem grande importância desde o início da colonização desta parte do interior do Nordeste brasileiro. Em meados do século XVIII chega na região do Pajeú egresso da região dos Inhamuns no Ceará, José Pereira da Silva, que se casa com Jacintha Océlia de Santo Antonio (Jacinta Rodrigues) filha do português José Carlos Rodrigues do Nascimento e de Ana Joana Batista Pereira da Cunha, foi a partir da fazenda Carnaúba, de propriedade do casal, que a família Pereira do Pajeú dar início a sua grandiosa história de lutas nesse sertão nordestino. 

O capitão José Pereira da Silva (Cap. Zezinho) patriarca da maior parte dos Pereiras do Pajeú, é quem inicia essa saga do clã na região, que depois é exercida por muitos outros de seus descendentes, figuras como: Cap. Simplício Pereira da Silva, considerado por muitos o maior revolucionário do sertão; Vitorino Pereira da Silva, foi presidente da câmara em Vila Bela; Manoel Pereira da Silva, Coronel da Guarda Nacional, Comandante Superior das Ordenanças de Flores, Ingazeira e Vila Bela, Cavaleiro de Cristo e Comendador da Imperial Ordem da Rosa; Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú), primeiro prefeito de Vila Bela, hoje Serra Talhada-PE; Antonio Andrelino Pereira da Silva filho do Barão, terceiro prefeito de Vila Bela; Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira), segundo prefeito de Serra Talhada; Major Sebastião Pereira da Silva; Arcôncio Pereira da Silva, bacharel e primeiro deputado provincial da família; Tenente Coronel José Sebastião Pereira da Silva, primeiro prefeito de São José do Belmonte-PE; Antonio Cassiano Pereira da Silva, segundo prefeito de São José do Belmonte.



Seguimos com o Cel. José Pereira de Aguiar, terceiro prefeito de São José do Belmonte; Izidoro Conrado de Sá, também foi prefeito de Belmonte; Manoel Pereira Lins (Né da Carnaúba) sétimo prefeito de São José de Belmonte, e vereador por três legislaturas em Serra Talhada; Argemiro Pereira de Menezes, filho de Né da Carnaúba, foi vereador em Serra Talhada e deputado estadual por 8 legislaturas, seus filhos Hildo Pereira de Menezes foi prefeito de Serra Talhada por duas vezes, e Nildo Pereira de Menezes uma vez; Leônidas Pereira de Menezes, filho de Né da Carnaúba, foi vereador, presidente da câmara e vice prefeito de São José do Belmonte, sua esposa Dona Zuleide Carvalho foi vereadora por quatro legislaturas, sua filha Cicera Pereira foi vereadora por dois mandatos, seu filho Marcelo Pereira recentemente foi prefeito de Belmonte; João Pereira de Menezes (João de Ciba) foi prefeito de Belmonte; Manoel Pereira de França (Padre Mina) foi vereador em Belmonte, seu filho Genivaldo Pereira Leite (Geni Pereira) foi vereador por dois mandatos e prefeito de Serra, Gilson Pereira Leite, também filho de Padre Mina, vem exercendo o mandato de vereador de Serra já a algumas legislaturas; Custódio Conrado de Lorena e Sá, foi vereador por dois mandatos e vice prefeito de Serra Talhada; Isivaldo Conrado de Lorena e Sá, vereador por três mandatos em Serra; Carlos Evandro Pereira de Menezes, vice prefeito e prefeito por dois mandatos em Serra Talhada; Luiz Conrado de Lorena e Sá (Lorena) grande memorialista, foi prefeito de Serra Talhada por quatro mandatos. Aqui citados alguns que participaram e participam da luta política administrativa de municípios da região do sertão do Pajeú.

Richard Pereira e Cícero Aguiar, representantes do Cariri Cangaço 
no III Encontro da Família Pereira em Serra Talhada

O III Encontro da Família Pereira das Ribeiras do Pajeú das Flores aconteceu nas dependências do Rufino Fest Club de Serra Talhada durante todo o sábado, dia 16 e reuniu membros da família Pereira de todo o Brasil, numa autentica demonstração de integração de harmonia.

Um dos pontos de destaque do III Encontro foi a homenagem prestada pelo Cariri Cangaço à tradicional família Pereira. Na oportunidade o Cariri Cangaço foi representado oficialmente pelos pesquisadores Richard Pereira Torres e Cícero Aguiar, que em momento solene realizaram a entrega de Comenda Comemorativa à Família Pereira pelo transcurso do III Encontro em Serra Talhada.


 Helvécio Feitosa, Richard Pereira, Valdenor Feitosa

Para o pesquisador Richard Pereira: "Entregar a comenda Cariri Cangaço-10 anos à família Pereira do Pajéu; um reconhecimento do maior grupo de estudos da história nordestina e do cangaço; tive o privilégio junto com o primo Cícero Aguiar; de sermos os escolhidos de representar o seu presidente Manoel Severo ao qual eu quero deixar o nosso muito obrigado pelo carinho e reconhecimento em nome de toda  FAMÍLIA PEREIRA DO PAJÉU"

Cícero Aguiar e Paulo Lampião

Para o pesquisador Cícero Aguiar: "Nossos parabens a todos os membros da família Pereira que compareceram ao encontro, também agradecer a comissão organizadora: Auridete Pereira, Ceiça Sá e Myrella Gomes e ao Cariri Cangaço em nome do nosso curador Manoel Severo pela honrosa homenagem a Família Pereira do Pajeú."

Palavras de Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço, lidas pelo pesquisador Cícero Aguiar na solenidade do III Encontro da Família Pereira: "Quem estuda a historia e a memoria do querido nordeste, sabe que obrigatoriamente precisa abrir um capitulo todo especial a homens e mulheres que se destacaram a partir da força de seus laços familiares e foram decisivos na construção da força dessa imensa nação sertaneja. Já vão longe os primeiros séculos da nossa colonização, já vai longe o tempo em que um verdadeiro desbravador, vindo dos sertões do meu Ceará aportou no querido Pernambuco para ser origem de um dos mais destacados troncos familiares do sertão nordestino. A partir do pioneiro; Capitão José Pereira da Silva se consolidava a origem da Família Pereira das Ribeiras do Pajeú de Flores!" 

E continuou Severo,"desde a época do Brasil Colônia, passando pelo Brasil do Império e da República o sertão do Pajeú veio produzindo nomes de peso e destaque a partir da augusta família Pereira; de Vila Bela, Flores, Ingazeira, São José de Belmonte... Nomes impolutos como o do Capitão José Pereira da Silva, e mais tarde sua descendência; Coronel Manuel Pereira da Silva, o grande Coronel Andrelino Pereira da Silva, o “Barão do Pajeú”, Cazuzinha da Fazenda Cachoeira; Coronel Manuel Pereira da Silva Jacobina o “Padre Pereira” ; Coronel Antônio Pereira da Silva, da Fazenda Pitombeira; Manoel Pereira Lins o “Né da Carnaúba” ; Crispim Pereira de Araújo o “Ioiô Maroto” sem esquecer dois dos principais personagens desta imensa e gloriosa família: Luiz Pereira da Silva Jacobina o “Luiz Padre” e o grande Sebastião Pereira da Silva o “Sinhô Pereira”. Revendo todos esses nomes e suas historias e diante de todos os senhores permitam unir o sentimento de todos nós que fazemos o CARIRI CANGAÇO, ao sentimento de Celebração e Festa pela harmonia e união da memoria da família Pereira das Ribeiras do Pajeú de Flores! Dessa forma é como muita honra que representados pelos senhores Richard Torres Pereira e Cícero Aguiar o Cariri Cangaço outorga Comenda Comemorativa ao grande momento, desejando a todos, saúde e prosperidade e que venham o IV, o V, o VI e inúmeros outros encontros da Família Pereira; família essa pela qual temos estima e respeito; para fortalecer ainda mais o valor da verdadeira Alma Nordestina. Muito Obrigado.Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço, em nome do Conselho Alcino Alves Costa."


Ainda sobre a força da Família Pereira. Além da militância na luta política, alguns membros do clã dos Pereiras têm importante destaque em eventos que marcaram a história de todo o sertão nordestino, exemplo foi a participação no desalojamento dos fanáticos da Pedra do Reino no ano de 1838 em São José do Belmonte-PE, participaram decisivamente desse evento, o então Major Manoel Pereira da Silva, que depois veio a se tonar Comandante Superior, Cap. Simplício Pereira da Silva, Alexandre Pereira da Silva e Cipriano Pereira da Silva, esses dois últimos, Alexandre e Cipriano, morreram neste referido episódio, todos filhos do Cap. José Pereira da Silva o patriarca da família Pereira do Pajeú. Se destaca também a questão entre a família Pereira e a importante família Carvalho, assim como a Pereira, também povoadora de todo o sertão do Pajeú. Foi a renhida luta entres os clãs Pereira e Carvalho, que surgiram personagens como: Manoel Pereira da Silva Filho (Né Dadu), com o assassinato do seu tio Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira), tomou para si a tarefa de fazer a vingança, tendo a participação em alguns desses eventos de Manoel Pereira Valões (Neco Valões) e Pedro Pereira Valões, Né Dadu sendo morto a traição enquanto dormia no dia 16 de outubro de 1916, pelo um cabra chamado Palmeira. 


Sinho Pereira e Luiz Padre

Com a morte de Né Dadu, seu irmão mais novo Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira) junto com o primo Luiz Pereira da Silva Jacobina (Luiz Padre) que era filho de Padre Pereira, entram na questão para vingarem a morte de Padre Pereira, pai de Luiz Padre e também a morte de Né Dadu, irmão de Sinhô Pereira, foi a partir de 1916 que Sebastião Pereira da Silva (Sinhô pereira) e Luiz Pereira da Silva Jacobina (Luiz Padre) se tornam o braço armado da família na luta contra a família Carvalho. Além da luta aqui no sertão do Pajeú e depois em Goiás, Sinhô Pereira fica conhecido como o homem que comandou Virgulino Ferreira da Silva (Lampião), entregando o comando de seus homens em agosto de 1922, quando deixa o sertão nordestino e vai viver em Goiás no Planalto Central do Brasil. Outra figura que marcou a história da família, foi Crispim Pereira de Araújo (Ioio Maroto), que em outubro de 1922 participa junto com José Pereira Terto Brasil (Cajueiro), José Pereira Bizarria (Zé Bizarria) e outros membros da família e mais o bando de Lampião, do celebre episódio da invasão da cidade de São José do Belmonte-PE, resultando na morte do Cel. Luiz Gonzaga Gomes Ferraz.

A história dessa família também foi feita por aqueles que de forma anônima sem a visibilidade da história, deram sua grande contribuição com luta e honradez, e que hoje, muitos de seus descendentes têm um imenso orgulho por todo esse legado deixado por seus antepassados.

Por: Cicero Aguiar Ferreira, 
Penta neto do casal José Pereira da Silva e Jacintha Océlia de Santo Antonio.
Fonte: Genealogia Pernambucana, site familiapereira.net. 
O livro “O Patriarca” de Venício Feitosa Neves.
16 de novembro de 2019, Serra Talhada-PE

Cariri Cangaço e Manoel Severo Homenageados pela Assembléia Legislativa no Dia da Literatura Cearense

Pedro e Luana Barbosa, Manoel Severo e Ingrid Rebouças e Gabriel Barbosa
Aconteceu na noite desta terça-feira, dia 19 de novembro de 2019; no Plenário 13 de Maio; da Assembléia Legislativa do estado do Ceará, Sessão Solene celebrando o Dia da Literatura Cearense; a solenidade atendeu requerimento do deputado Heitor Férrer , subscrito pelos parlamentares Carlos Felipe e Manoel Duca da Silveira. O Dia da Literatura Cearense é celebrado em 17 de novembro, criado para festejar a data do nascimento da escritora e romancista cearense Rachel de Queiroz.
A Sessão Solene homenageou várias personalidades do universo literário cearense, dentre esses, o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, que ressaltou:"Realmente é uma noite memorável. Na verdade, representamos nesta Assembléia todos os valorosos pesquisadores e escritores que fazem nosso Cariri Cangaço de todo o Brasil; grandes responsáveis pelos incríveis lançamentos de 76 novas obras literárias sobre temáticas voltadas para a memoria, historia e tradições nordestinas, tornando o Cariri Cangaço uma das mais exitosas iniciativas do gênero no Brasil." 

Em suas palavras o deputado Heitor Férrer lembrou que a literatura brasileira, como tudo mais na formação de nossa sociedade, surgiu como herança do mundo português. O parlamentar comentou ainda sua posterior emancipação literária, apontando seu crescimento no contexto das demais literaturas, sobretudo em termos de América Latina:“No seio desta assoma, sem dúvida, a literatura cearense, que desde os Outeiros – passando pela Padaria Espiritual e uma dezena mais de grupos e entidades literárias, como a pioneira Academia Cearense de Letras, de 1894 – tem legado ao presente uma produção literária de respeitabilidade, por intermédio de nomes que tanto ontem como hoje alcançaram legítima preeminência no contexto local e nacional”, destacou.
Público lotou o plenário 13 de Maio em Fortaleza 
Bruno Paulino, Pedro Igor e Manoel Severo
Maria Ósia Carvalho ao lado de Manoel Severo e Ingrid Rebouças
Paulo Neves, Arnaldo Nogueira, Francisco Moura e Moreira Lopes

Entre os homenageados; além do curador do Cariri Cangaço Manoel Severo Barbosa; estavam: Os escritores Bruno Paulino, Ary Bezerra Leite, Juarez Leitão, Luiz Carlos Paulino, Lineu Jucá, Odaílson da Silva, as escritoras Rejane Costa, Maria Ósia, Oneida Pinheiro, dentre muitas outras personalidades da vida literária cearense.


 Dr Herton Cabral, Professor Carlos Alberto Carneiro, Tomaz Cisne, Manoel Severo, 
Joaquim Furtado e Arnaldo Nogueira 
Professor Carlos Alberto Carneiro, Manoel Severo e Dr Herton Cabral
Barros Alves, Ósia Carvalho e Manoel Severo

O escritor e sócio efetivo da Academia Cearense de Médicos Escritores, Luiz Gonzaga de Moura Júnior, salientou a figura de Patativa do Assaré como uma das maiores expressões da literatura cearense, tendo sido inclusive estudado na Universidade de Sorbonne, em Paris. Luiz Gonzaga também frisou que os escritores “parecem ter seu cerne mais envolvido com as dores e os amores da população”, incluindo neste contexto os médicos e ressaltando a existência da Academia Cearense de Médicos Escritores.


Manoel Severo e Ingrid Rebouças

 Luiz Carlos Paulino, Zé Wilson Paulino e Manoel Severo

Zé Wilson, Bruno Paulino, Heitor Ferrer e Luiz Carlos 
Ary Bezerra Leite
Já o poeta Juarez Leitão, que falou em nome de todos os homenageados, enfatizou que a literatura acolhe os filhos da paixão. “Não apenas os tristes e os abandonados, mas todos os que têm como massa de trabalho as forças do afeto e a alma cheia de claridades”.


 Silas Falcão , Bruno Paulino e Antônio Miranda
Francisco Almeida, Manoel Severo e Francisco Moura
Pedro Igor, Manoel Severo , Presidente da Câmara Municipal de Quixeramobim Idelbrando Rocha, Bruno Paulino, Vereador José Wilson Paulino e Silas Falcão.
Também estiveram presentes na solenidade o presidente da Sociedade Brasileira dos Médicos Escritores – Regional Ceará, Marcelo Gurgel; o presidente da Academia Cearense de Cinema, Régis Frota; o presidente da Academia Cearense Evangélica de Letras (Alace), Francisco Alves de Alencar; a presidente da Academia de Letras Juvenal Galeno, Maria Linda Lemos Bezerra; o presidente da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (ACLJ), Reginaldo Vasconcelos, e o economista, professor e escritor Pedro Sisnando Leite, representando o Instituto do Ceará.

Dia da Literatura Cearense
Assembléia Legislativa do Ceara
19 de Novembro de 2019

Cariri Cangaço Presente na I FLICAN Feira Literária de Canudos



Com o tema “O Sertão vai virar arte”, a I FLICAN - Feira Literária de Canudos celebra os 122 anos da Guerra de Canudos, um dos acontecimentos mais importantes da história do Brasil, quando homenageará , Antônio Conselheiro e Euclides da Cunha. O organizador da Feira, professor Luiz Paulo Neiva, destacou a importância da realização do evento para o movimento da economia e turismo, ainda pouco explorado na região. “Esse evento é fundamental para celebração do livro, da literatura, da cultura e da arte. Aqui o público vai encontrar uma programação rica, com forte compromisso de preservação da memória, da história desse lugar e da cultura regional”, ressaltou o organizador. 

Bruno Paulino, Oleone Fontes, Zé Bezerra e Pedro Igor
Representam Oficialmente o Cariri Cangaço na I FLICAN

O Cariri Cangaço estará representado oficialmente pelos escritores Bruno Paulino, Oleone Coelho Fontes, José Bezerra Lima Irmão e ainda pelo produtor cultural Pedro Igor Pimentel, quando na oportunidade estarão entregando a curadoria do evento, Diploma do Cariri Cangaço celebrando a realização da I FLICAN.

A programação da FLICAN apresentará conferências, mesas de conversa e debates, apresentações artísticas , lançamento de livros, visitas técnicas, teatro, exposições, filmes e shows, que terão como pano de fundo a cultura sertaneja. Um dos destaques será a conferência “As sete faces de Antônio Conselheiro”, na abertura do encontro, com professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia (UC-Davis) no Espaço Edivaldo Boaventura.


Os públicos infantil e juvenil também sera contemplado pela programação; com a Flicanzinha, que reunirá música, encenação, contação de histórias, atividades lúdicas e educativas e ainda tendas culturais, oficinas de robótica, produção textual e audiovisual, além da participação de estudantes de seis escolas da região, que apresentarão repertório artístico e científico, inspirados em Canudos e no sertão.

A FLICAN tem o apoio do Centro de Estudos Euclydes da Cunha (CEEC) da UNEB, da Prefeitura Municipal de Canudos, das secretarias estaduais de Educação (SEC), da Cultura (Secult), da Justiça e Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), também apoiam a iniciativa a Fundação Pedro Calmon, a Universidade do Sudoeste da Bahia (Uesb), a Universidade Católica de Salvador (Ucsal) e do Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC).


I FLICAN
Feira Literária de Canudos
21 a 24 de Novembro de 2019

Assembléia Legislativa Homenageia Manoel Severo e o Cariri Cangaço no Dia da Literatura Cearense

É com muita satisfação que convidamos a todos para participar da Sessão Solene celebrando o Dia da Literatura Cearense; quando o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, será homenageado em nome do Cariri Cangaço; ao lado de outras personalidades da vida literária cearense; pela Assembléia Legislativa do estado do Ceara. A solenidade acontece na próxima terça-feira, dia 19 de novembro às 19 hrs no Plenário 13 de Maio, em Fortaleza.
A Sessão Solene é uma iniciativa da Assembléia Legislativa do estado do Ceará a partir de requerimento do deputado Heitor Ferrer. Para o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "o presente reconhecimento, compartilho de maneira humilde com a imensa família Cariri Cangaço de todo o Brasil; grande responsável nestes últimos 10 anos pelo lançamento de 76 novas obras literárias sobre temáticas voltadas para a memoria, historia e tradições nordestinas, tornando o Cariri Cangaço uma das mais exitosas iniciativas do gênero no Brasil.