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Resenha do Cangaço - Lampião: duas vidas, duas mortes? Por: Lemuel Rodrigues
Entre Rezas e Bacamartes a Obra Prima de Valdir Nogueira
O CEHM comunicou nessa segunda-feira 11 de outubro a publicação do já esperado livro de seu associado Valdir Nogueira, cujo título: ENTRE REZAS E BACAMARTES, possui prefácio do historiador e membro da Academia Pernambucana de Letras, Frederico Pernambucano de Mello, e integra a Coleção Tempo Municipal do referido Centro de Estudos de História Municipal – CEHM/Agência Condepe/Fidem.
CALDEIRÃO E CONTESTADO - Um Estudo Comparativo de uma Guerra do Sertão
O Tribunal do Júri de Villa Bella , PE julga o Coronel Chico Chicote - 1913 – Análise de Autos de Processo-Crime
Há alguns anos venho desbravando as fontes históricas, sejam na bibliografia conhecida ou nos documentos dos arquivos, acerca do personagem central de um romance, já em adiantada fase. Trata-se da pessoa do coronel Chico Chicote, brejo-santense radicado em Porteiras, na famosa localidade Guaribas, atacada em 1927, por quatro forças policiais e pelo consórcio de seus inimigos. Ele foi símbolo de poder naquela época, típico líder da era do bacamarte.
Qual não é minha surpresa quando recebi os preciosos documentos: o processo de primeiro grau e a respectiva apelação.Ao folhear as velhas páginas destes autos, senti-me como talvez se sentiram os arqueólogos que abriram a tumba de Tutancámon; ao transcrever os rebuscados manuscritos, senti-me como um Sherlock Holmes. Foi o mais próximo que consegui chegar do famigerado coronel.
O Tiro no Pé nos Grandes Encontros Cariri Cangaço
"A Santa do Joazeiro" Por Fátima Pinho
A trama, que teve como protagonistas Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo, popularmente conhecida como “beata Maria de Araújo” e o padre Cícero e que, além dos dois, contou com muitos outros personagens, mudou a história e o contexto do sertão brasileiro, consistindo no encontro entre uma menina de família humilde e numerosa, de cor negra e um homem devotado à Igreja do seu tempo.
O primeiro encontro do padre Cícero com a então menina Maria Magdalena do Espírito Santo ocorreu no início de 1872, ano em que fixou residência no povoado do Juazeiro como sexto capelão.
Segundo o padre Cícero, em documento intitulado “Exposição dos fatos extraordinários ocorridos com a beata Maria de Araújo”, escrito do próprio punho a pedido do bispo Dom Joaquim, conheceu a menina Maria quando ela tinha entre 8 e 10 anos ao confessá-la em preparação para a primeira comunhão, percebendo, já naquele momento, que se diferenciava de outras crianças da mesma idade. Nesse tocante, afirma o sacerdote que nela encontrou “[…] as melhores disposições […] para a vida interior”, aconselhando-a, portanto, “[…] a se consagrar a Nosso Senhor; o que ela executou do modo o mais íntimo e perfeito, considerando-se desde aquela data como uma verdadeira esposa de Jesus Cristo.”
Ao confessar que reconheceu na menina “disposições para a vida interior”, aconselhando-a a consagrar-se à vida religiosa, incentivando-a a viver e portar-se moderadamente como “esposa de Cristo”, impõe-se, por assim dizer, como o responsável pela descoberta da vocação para a santidade daquela que será, anos depois, a protagonista dos fatos que mudarão completamente a vida do povoado, de seus habitantes e, sobretudo, do próprio sacerdote, estabelecendo entre os dois uma relação de cumplicidade que irá permear a convivência de ambos até a morte da beata em 1914, cabendo ao padre Cícero o papel de mentor e orientador espiritual.
Ainda nesse documento, padre Cícero relata outros momentos em que Maria de Araújo teria desenvolvido a habilidade de se conectar ao sobrenatural. Segundo ele, em 1880 se deu uma aparição da Virgem Santíssima e, a partir de então, encontros com Cristo. Em 1883/84, ao assistir uma missa, afirma que Maria recebeu um “[…] amplexo, ficando impressa no peito uma cruz a deitar sangue”, do qual ele mesmo foi testemunha.
Os fatos sobrenaturais que envolviam Maria de Araújo desde a sua infância – mas que eram mantidos em segredo -, passam a ser testemunhados pela população local a partir de 1885, quando começam a acontecer em atos públicos.
Em 1887, com a manchete UMA SANTA NO CEARÁ oriundos de dois jornais de Fortaleza – A Constituição e O Libertador – e replicados em periódicos de sete províncias do Brasil e um jornal de Portugal, circula uma matéria tratando do assunto: “[…] Todo o povo do Crato acha-se alarmado com a notícia de uma virgem piedosa residente no Juazeiro e confessada do padre Cícero. Diz o rumor público que ela é santa em carne viva e que tem como Anna Catharina de Emmerich, visíveis em seu corpo todos os estigmas da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Durante dois anos, após a publicação desta notícia os fatos relativos à santidade da beata ficaram restritos à oralidade, discutidos em rodas de conversa, nas residências, igrejas, etc., até por que o padre Cícero não concordava com a divulgação de tais acontecimentos antes de um posicionamento oficial da Igreja Católica.
Contudo, em 1° de março de 1889, na sexta-feira que antecede o Carnaval, após uma noite de vigília e penitência para que houvesse inverno, a jovem Maria de Araújo, ao receber a comunhão das mãos do padre Cícero percebeu que a hóstia consagrada havia se transformado em sangue. Era a primeira das mais de centenas de vezes que o fato viria a acontecer.
Entendido como uma manifestação divina e um milagre, o fato chegou à imprensa em 19 de julho de 1889. O jornal cearense Pedro II publica uma carta enviada do Crato com a pergunta: SERÁ MILAGRE?
A notícia dizia que “[…] na povoação do Joazeiro, termo do Crato, existe uma mulher moça, de reconhecidas virtudes. Desde algum tempo, a datar de sexta-feira santa do corrente ano, que nas confissões que faz, por ocasião de commungar, a partícula sagrada desfaz-se em sangue, de modo que a toalha da mesa de comunhão está completamente manchada de sangue […]. O Rvd. Padre Cícero Romão Baptista, que é o coonfessor de Maria de Araújo (assim se chama a virtuosa moça) afirma o fato já descrito, que ainda ontem, antes da missa cantada e sermão, reproduziu-se, de modo que o sangue estava visivelmente novo.”
Os chamados “Milagres do Juazeiro” passaram a ser noticiados pela imprensa nacional e até por periódicos de outros países que publicavam cartas, artigos e testemunhos de pessoas que vinham ver in loco Jesus se manifestando na “santa beata do Juazeiro”
Somente no ano de 1889, 16 jornais dentro e fora do Brasil reverberaram os “milagres do Juazeiro”. Até 1898, ano em que o padre Cícero vai a Roma em busca do reconhecimento da Igreja Católica de que os fatos eram manifestações divinas, centenas de notícias circulavam em periódicos, folhetos e cordéis instaurando o debate sobre a veracidade dos fatos e colocando o padre, a beata e o povoado no cerne da discussão, transformando-os, respectivamente, em santo e santa e o povoado, na “Nova Jerusalém”.
Ainda no final do século XIX, a Igreja Católica, ao não reconhecer os fatos do Juazeiro como milagre, condenando-os como “prodígios vãos e supersticiosos”, cassou as ordens sacerdotais do padre Cícero e proibiu os fiéis de falarem sobre a beata e os ditos acontecimentos sob pena de excomunhão.
Instaura-se aí a chamada “Questão religiosa do Juazeiro”, começando uma devoção popular que, à margem do consentimento eclesiástico que só crescia ao longo dos anos.
Na atualidade, o lugar foi transformado na “capital da fé nordestina”, recebendo, em tempos normais, mais de 2 milhões de romeiros por ano. Padre Cícero e Maria de Araújo, igualmente, ganharam visibilidade e projeção através da imprensa, de livros e de centenas de estudos realizados nas mais diversas áreas do conhecimento ao longo dos anos.
No entanto, tamanha visibilidade não ocorreu de forma igual para os protagonistas dos fatos do Juazeiro. Enquanto o padre Cícero foi transformado numa das personalidades mais conhecidas do Brasil, cuja biografia é descrita em centenas de livros, objeto de milhares de reportagens, julgado, defendido, analisado, polemizado, estudado, etc., coube à beata Maria de Araújo apenas o papel de coadjuvante.
A beata Maria Araújo, que antes da condenação da Igreja foi tratada na imprensa como a protagonista dos chamados “milagres”, descrita comumente com adjetivos elogiosos – virtuosa moça, devota de reconhecidas virtudes, santa, virgem, sendo em muitas matérias apresentada como a “A beata Maria do Crato”, “A beata Maria do Juazeiro”, “A beata Maria de Araújo e os fatos do Juazeiro”, “A santa do Juazeiro”, “pobre e humilde serva de Deus” – passou, sobretudo a partir de 1897, a ser descrita como “cavilosa”, “embusteira”, “celebre impostora”, “a grande embusteira do Juazeiro”, “ardilosa embusteira”, “histérica”.
Embora continuasse a ser amada e respeitada por milhares de sertanejos, no transcorrer do século XX Maria de Araújo caiu no ostracismo, no esquecimento, pouco se falando sobre ela e quando o faziam, despontava como coadjuvante do padre Cícero.
Felizmente, na década de 1980, no meio acadêmico, a memória de Maria de Araújo começa a emergir através da bela dissertação de mestrado – depois publicada em livro – de Maria do Carmo Pagan Forti, intitulada “Maria do Juazeiro: a beata do Milagre”. A partir daí as narrativas sobre Maria Magdalena do Espírito Santo, a “santa beata Maria de Araújo do Juazeiro”, ressurgem em livros, monografias, dissertações, teses, artigos científicos, reportagens, ritos, celebrações, devoções.
Hoje existe um grupo constituído por devotos, pesquisadores e religiosos chamado “Movimento pela reabilitação da memória da santa beata Maria de Araújo”, cujo intuito é realizar encontros acadêmicos e religiosos para discutir sua importância nas questões religiosas do Juazeiro e reivindicar dos poderes públicos o seu reconhecimento, como a lei que obriga a colocação do retrato da beata em repartições públicas. Chegou a hora de falar e conhecer a “Santa do Juazeiro”,
Fátima Pinho, Professora Dra do Curso de História da Universidade Regional do Cariri – URCA. Fonte: https://vermelho.org.br/2021/06/03/a-santa-do-joaseiro-narrativas-sobre-a-beata-maria-de-araujo/
O Milagre da Hóstia: Padre Cícero e a Beata Maria de Araújo nos Grandes Encontros Cariri Cangaço
Clementino Quelé e sua Ficha Militar na Polícia Paraibana Por:João de Sousa Costa
As Turbulências Politicas em Triunfo e o Assassinato do Cel Deodato Monteiro Por:José Tavares de Araujo Neto
Em 1919, parte da imprensa
pernambucana apontou o envolvimento do coronel José Pereira e do empresário
João Pessoa de Queiroz no assassinato do coronel Deodato Monteiro, chefe
político de Triunfo. No dia 24 de junho
daquele ano, Deodato Monteiro havia sido morto em emboscada nas proximidades da
cidade de Flores por um grupo composto por cerca de 15 homens, reconhecidamente
sob o comando do seu desafeto, o bandoleiro Luiz Leão.
Havia entre coronel Deodato
Monteiro e Luiz Leão uma desavença que perdurava desde os trágicos
acontecimentos ocorridos nos dias 22 e 23 janeiro de 1910, quando Triunfo foi
transformada em uma sangrenta praça-de-guerra, palco de confronto entre dois
grupos políticos, que também davam nomes a dois blocos carnavalescos, o “Fumos”
e o “Garras”, que protagonizaram horrendas cenas de selvagerias, tendo como
resultado diversas vítimas, entre mortos e feridos.
Neste triste episódio, dentre
outros, foram mortos Belarmino de Sousa Lima, delegado de Flores, mais
conhecido por seu Belo, irmão do delegado de Triunfo, o truculento Joaquim de
Sousa Lima, mais conhecido por Né da Barra. Seu Belo foi acertado por uma bala
alvejada por Luiz Leão; e, também foi a óbito, o médico dr. Agostinho de Araujo
Jorge, membro do grupo de oposição, que teve sua casa invadida por
correligionários do coronel Deodato Monteiro.
Dr. Agostinho Luiz era acusado de
ter fornecido uma arma ao alfaiate Manuel Antonio para se defender de agressão
do delegado Né da Barra, que já o havia agredido e ameaçado de prisão. Em torno
das 17 horas do dia 22, Né da Barra manda três homens surrar a cacete Manuel
Antonio, que reage disparando contra seus agressores, inclusive acertando um
deles. Né da Barra e seu irmão Belo vem ao ataque a Manuel Antonio, neste
momento Luiz Leão atira em Belo, que, baleado, é removido para a residência do
coronel Deodato Monteiro, onde vai a óbito pouca mais de uma hora depois. Após
uma rápida conferência, o grupo que estava no velório, fortemente armado e bem
municiado, decide atacar a casa do médico e de outas figuras importantes da
oposição.
Neste ínterim, outro grupo de
cidadãos, constituído por major Isaías Lima, Pedro Alves, José Vieira e outros
oito integrantes do “Garras”, se refugia na Casa de Caridade, lugar que acharam
ser mais seguro para se proteger da fúria dos componentes do Grupo “Fumos”, os
correligionários do coronel Deodato Monteiro.
O cerco à Casa de Caridade só foi encerrado na manhã do dia 23, graças à
intervenção do coronel José Pereira, que deslocando-se da cidade de Princesa,
e, juntando-se ao comerciante Manuel de Siqueira Campos (Dudu) e seu sócio
Carolino de Arruda de Campos, conseguiu, em conversação com os sitiantes
Deodato Monteiro, Né da Barra e Cândido Cajazeiras, negociar o cessar fogo.
À medida que o tempo foi passando
foi acentuando ainda mais a contenda entre o coronel Deodato Monteiro e Luiz
Leão. Notadamente após o assassinato de Arthur Leão, irmão de Luiz, cujo crime
ele atribuía ao chefe político de Triunfo. E, mais recentemente, em um dos dias
da festa de carnaval próximo passado, quando o delegado João Gomes, genro de
Deodato Monteiro, havia tentado efetuar a prisão de Luiz Leão, que
estrategicamente fugiu da cidade, e, à noite, retornou com um grupo, que abriu
fogo contra o destacamento policial local.
Naquela manhã do dia de São João
de 1919, quando o veículo que transportava o coronel Deodato Monteiro foi
abordado pelo grupo capitaneado por Luiz Leão, este, antes de executá-lo,
perguntou-o pelo delegado de Triunfo João Gomes, estranhando a ausência do
genro do coronel, que certamente também seria alvo da operação criminosa.
Aliás, é oportuno registrar, que o delegado João Gomes foi destaque na imprensa
nacional por dar proteção ao seu irmão José Gomes, um dos indiciados no
assassinato do industrial Delmiro Gouveia, crime ocorrido em 10 de outubro de 1917.
Parte da imprensa pernambucana
atribuiu motivação política no atentando contra o coronel Deodato Monteiro. Na
época, o Jornal do Comércio de Recife, propriedade João Pessoa de Queiroz vinha
publicando uma série de acusações contra o coronel Deodato Monteiro, que
pretendia ser candidato a prefeito de Triunfo, cargo que já havia ocupado. Por
outro lado, o coronel José Pereira tornou-se suspeita porque, segundo dizia-se,
após o crime o bando havia se homiziado em uma de suas propriedades no
município de Princesa, no vizinho Estado da Paraíba.
O promotor, dr. José Carlos
Cavalcante Borges, denunciou Luiz Leão como responsável material intelectual
pelo crime, alguns dos seus companheiros que foram identificados como
executores e o coronel José Pereira Lima como conivente moral do crime, por
haver facilitado a fuga e homiziado os criminosos em sua propriedade. Não
apurando absolutamente nada que incriminasse o empresário João Pessoa de
Queiroz.
O Juiz de Direito, dr. Joaquim
Correia de Oliveira Andrade Lyra, pronunciou como responsaveis pelo referido
crime os indivíduos de nome Luiz Leão, Cabral de tal, Cicero Manoel Romão,
vulgo Cícero Ventania, Salú Leovigildo, Nezinho Leovigildo e Jonas Gabriel,
sendo julgada improcedente a denúncia contra Odilon de tal, Dionísio e coronel
José Pereira Lima.
Segundo o Juiz, não ficou
comprovado que houvesse conveniência do coronel José Pereira, mesmo porque
todas as testemunhas ouvidas garantiram ou desconheciam que existisse qualquer
tipo de desentendimento entre os chefes políticos de Princesa e o de Triunfo. O
máximo que se comprovou durante as oitivas foi que Luiz Leão, após ser
indiciado em crimes praticados em Triunfo, Estado de Pernambuco, sob o pretexto
de ser vítima de perseguições políticas, teria ido residir no lado paraibano da
serra da Baixa Verde, em propriedade pertencente ao coronel José Pereira, na
região do povoado de Patos, município de Princesa.
José Tavares de Araujo Neto, pesquisador , Pombal-PB
Chico Heráclito, o Último dos Coronéis Por:Paulo Goethe
O coronel faleceu em 17 de dezembro de 1974. No dia 18, o Diario de Pernambuco trouxe em uma página um perfil do homem que era o chefe influente de mais de 30 municípios, elegendo prefeitos e deputados. Uma das histórias de Chico Heráclio era de que em dia de votação distribuía aos eleitores, em envelopes lacrados, as chapas de seus candidatos. Um mais afoito dirigiu-se a ele, depois de ter votado: “Fiz tudo certinho, coronel, como o senhor mandou. Agora me diga uma coisa: em quem eu votei?'”. A resposta veio rápido: “Nunca me pergunte uma coisa dessa. O voto é secreto, meu filho”.
Outro episódio engraçado foi o do pênalti que o coronel mandou o juiz cobrar a favor de seu time, o Colombo. Foi em um jogo com um clube do Recife. O empate sem gols permanecia quando, a poucos minutos do fim, o árbitro marca a penalidade máxima para os visitantes. A confusão foi armada, sem que Chico Heráclio soubesse o que estava ocorrendo. Ao ouvir as razões do juiz, decidiu dar a razão a ele. Um assessor disse-lhe no ouvido que o Colombo perderia o jogo. Então o coronel ordenou: “cobra, sim: mas contra a outra barra”.
Por trás de todo este folclore encerrava-se de vez o coronelismo em Pernambuco, pelo menos na forma dos homens que, de suas fazendas, decidiam pelos outros. Antes de Chico Heráclio haviam saído de cena Clementino Coelho, o Quelé (Petrolina), Chico Romão (Serrita), Zé Abílio (Bom Conselho) e Veremundo Soares (Salgueiro).
Chico Heráclio ainda estava “dando suas pancadas no eixo e na roda” quando foi lançado, em 1965, o livro “Coronel, Coronéis – apogeu e declínio do coronelismo no Nordeste”, de Marcos Vinícios Vilaça e Roberto Cavalcanti de Albuquerque. É leitura obrigatória para quem pretende mergulhar mais nesta história.
Paulo Goethe
Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/diretodaredacao/2016/01/07/o-ultimo-dos-coroneis/




