Cariri Cangaço e o III Encontro da Familia Pereira das Ribeiras do Pajeú das Flores Por:Cicero Aguiar

A Homenagem do Cariri Cangaço no III Encontro da Família Pereira

No dia 16 de novembro de 2019, ocorreu na cidade de Serra Talhada-PE, o III Encontro da Família Pereira do Pajeú. Família que tem grande importância desde o início da colonização desta parte do interior do Nordeste brasileiro. Em meados do século XVIII chega na região do Pajeú egresso da região dos Inhamuns no Ceará, José Pereira da Silva, que se casa com Jacintha Océlia de Santo Antonio (Jacinta Rodrigues) filha do português José Carlos Rodrigues do Nascimento e de Ana Joana Batista Pereira da Cunha, foi a partir da fazenda Carnaúba, de propriedade do casal, que a família Pereira do Pajeú dar início a sua grandiosa história de lutas nesse sertão nordestino. 

O capitão José Pereira da Silva (Cap. Zezinho) patriarca da maior parte dos Pereiras do Pajeú, é quem inicia essa saga do clã na região, que depois é exercida por muitos outros de seus descendentes, figuras como: Cap. Simplício Pereira da Silva, considerado por muitos o maior revolucionário do sertão; Vitorino Pereira da Silva, foi presidente da câmara em Vila Bela; Manoel Pereira da Silva, Coronel da Guarda Nacional, Comandante Superior das Ordenanças de Flores, Ingazeira e Vila Bela, Cavaleiro de Cristo e Comendador da Imperial Ordem da Rosa; Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú), primeiro prefeito de Vila Bela, hoje Serra Talhada-PE; Antonio Andrelino Pereira da Silva filho do Barão, terceiro prefeito de Vila Bela; Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira), segundo prefeito de Serra Talhada; Major Sebastião Pereira da Silva; Arcôncio Pereira da Silva, bacharel e primeiro deputado provincial da família; Tenente Coronel José Sebastião Pereira da Silva, primeiro prefeito de São José do Belmonte-PE; Antonio Cassiano Pereira da Silva, segundo prefeito de São José do Belmonte.



Seguimos com o Cel. José Pereira de Aguiar, terceiro prefeito de São José do Belmonte; Izidoro Conrado de Sá, também foi prefeito de Belmonte; Manoel Pereira Lins (Né da Carnaúba) sétimo prefeito de São José de Belmonte, e vereador por três legislaturas em Serra Talhada; Argemiro Pereira de Menezes, filho de Né da Carnaúba, foi vereador em Serra Talhada e deputado estadual por 8 legislaturas, seus filhos Hildo Pereira de Menezes foi prefeito de Serra Talhada por duas vezes, e Nildo Pereira de Menezes uma vez; Leônidas Pereira de Menezes, filho de Né da Carnaúba, foi vereador, presidente da câmara e vice prefeito de São José do Belmonte, sua esposa Dona Zuleide Carvalho foi vereadora por quatro legislaturas, sua filha Cicera Pereira foi vereadora por dois mandatos, seu filho Marcelo Pereira recentemente foi prefeito de Belmonte; João Pereira de Menezes (João de Ciba) foi prefeito de Belmonte; Manoel Pereira de França (Padre Mina) foi vereador em Belmonte, seu filho Genivaldo Pereira Leite (Geni Pereira) foi vereador por dois mandatos e prefeito de Serra, Gilson Pereira Leite, também filho de Padre Mina, vem exercendo o mandato de vereador de Serra já a algumas legislaturas; Custódio Conrado de Lorena e Sá, foi vereador por dois mandatos e vice prefeito de Serra Talhada; Isivaldo Conrado de Lorena e Sá, vereador por três mandatos em Serra; Carlos Evandro Pereira de Menezes, vice prefeito e prefeito por dois mandatos em Serra Talhada; Luiz Conrado de Lorena e Sá (Lorena) grande memorialista, foi prefeito de Serra Talhada por quatro mandatos. Aqui citados alguns que participaram e participam da luta política administrativa de municípios da região do sertão do Pajeú.

Richard Pereira e Cícero Aguiar, representantes do Cariri Cangaço 
no III Encontro da Família Pereira em Serra Talhada

O III Encontro da Família Pereira das Ribeiras do Pajeú das Flores aconteceu nas dependências do Rufino Fest Club de Serra Talhada durante todo o sábado, dia 16 e reuniu membros da família Pereira de todo o Brasil, numa autentica demonstração de integração de harmonia.

Um dos pontos de destaque do III Encontro foi a homenagem prestada pelo Cariri Cangaço à tradicional família Pereira. Na oportunidade o Cariri Cangaço foi representado oficialmente pelos pesquisadores Richard Pereira Torres e Cícero Aguiar, que em momento solene realizaram a entrega de Comenda Comemorativa à Família Pereira pelo transcurso do III Encontro em Serra Talhada.


 Helvécio Feitosa, Richard Pereira, Valdenor Feitosa

Para o pesquisador Richard Pereira: "Entregar a comenda Cariri Cangaço-10 anos à família Pereira do Pajéu; um reconhecimento do maior grupo de estudos da história nordestina e do cangaço; tive o privilégio junto com o primo Cícero Aguiar; de sermos os escolhidos de representar o seu presidente Manoel Severo ao qual eu quero deixar o nosso muito obrigado pelo carinho e reconhecimento em nome de toda  FAMÍLIA PEREIRA DO PAJÉU"

Cícero Aguiar e Paulo Lampião

Para o pesquisador Cícero Aguiar: "Nossos parabens a todos os membros da família Pereira que compareceram ao encontro, também agradecer a comissão organizadora: Auridete Pereira, Ceiça Sá e Myrella Gomes e ao Cariri Cangaço em nome do nosso curador Manoel Severo pela honrosa homenagem a Família Pereira do Pajeú."

Palavras de Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço, lidas pelo pesquisador Cícero Aguiar na solenidade do III Encontro da Família Pereira: "Quem estuda a historia e a memoria do querido nordeste, sabe que obrigatoriamente precisa abrir um capitulo todo especial a homens e mulheres que se destacaram a partir da força de seus laços familiares e foram decisivos na construção da força dessa imensa nação sertaneja. Já vão longe os primeiros séculos da nossa colonização, já vai longe o tempo em que um verdadeiro desbravador, vindo dos sertões do meu Ceará aportou no querido Pernambuco para ser origem de um dos mais destacados troncos familiares do sertão nordestino. A partir do pioneiro; Capitão José Pereira da Silva se consolidava a origem da Família Pereira das Ribeiras do Pajeú de Flores!" 

E continuou Severo,"desde a época do Brasil Colônia, passando pelo Brasil do Império e da República o sertão do Pajeú veio produzindo nomes de peso e destaque a partir da augusta família Pereira; de Vila Bela, Flores, Ingazeira, São José de Belmonte... Nomes impolutos como o do Capitão José Pereira da Silva, e mais tarde sua descendência; Coronel Manuel Pereira da Silva, o grande Coronel Andrelino Pereira da Silva, o “Barão do Pajeú”, Cazuzinha da Fazenda Cachoeira; Coronel Manuel Pereira da Silva Jacobina o “Padre Pereira” ; Coronel Antônio Pereira da Silva, da Fazenda Pitombeira; Manoel Pereira Lins o “Né da Carnaúba” ; Crispim Pereira de Araújo o “Ioiô Maroto” sem esquecer dois dos principais personagens desta imensa e gloriosa família: Luiz Pereira da Silva Jacobina o “Luiz Padre” e o grande Sebastião Pereira da Silva o “Sinhô Pereira”. Revendo todos esses nomes e suas historias e diante de todos os senhores permitam unir o sentimento de todos nós que fazemos o CARIRI CANGAÇO, ao sentimento de Celebração e Festa pela harmonia e união da memoria da família Pereira das Ribeiras do Pajeú de Flores! Dessa forma é como muita honra que representados pelos senhores Richard Torres Pereira e Cícero Aguiar o Cariri Cangaço outorga Comenda Comemorativa ao grande momento, desejando a todos, saúde e prosperidade e que venham o IV, o V, o VI e inúmeros outros encontros da Família Pereira; família essa pela qual temos estima e respeito; para fortalecer ainda mais o valor da verdadeira Alma Nordestina. Muito Obrigado.Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço, em nome do Conselho Alcino Alves Costa."


Ainda sobre a força da Família Pereira. Além da militância na luta política, alguns membros do clã dos Pereiras têm importante destaque em eventos que marcaram a história de todo o sertão nordestino, exemplo foi a participação no desalojamento dos fanáticos da Pedra do Reino no ano de 1838 em São José do Belmonte-PE, participaram decisivamente desse evento, o então Major Manoel Pereira da Silva, que depois veio a se tonar Comandante Superior, Cap. Simplício Pereira da Silva, Alexandre Pereira da Silva e Cipriano Pereira da Silva, esses dois últimos, Alexandre e Cipriano, morreram neste referido episódio, todos filhos do Cap. José Pereira da Silva o patriarca da família Pereira do Pajeú. Se destaca também a questão entre a família Pereira e a importante família Carvalho, assim como a Pereira, também povoadora de todo o sertão do Pajeú. Foi a renhida luta entres os clãs Pereira e Carvalho, que surgiram personagens como: Manoel Pereira da Silva Filho (Né Dadu), com o assassinato do seu tio Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira), tomou para si a tarefa de fazer a vingança, tendo a participação em alguns desses eventos de Manoel Pereira Valões (Neco Valões) e Pedro Pereira Valões, Né Dadu sendo morto a traição enquanto dormia no dia 16 de outubro de 1916, pelo um cabra chamado Palmeira. 


Sinho Pereira e Luiz Padre

Com a morte de Né Dadu, seu irmão mais novo Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira) junto com o primo Luiz Pereira da Silva Jacobina (Luiz Padre) que era filho de Padre Pereira, entram na questão para vingarem a morte de Padre Pereira, pai de Luiz Padre e também a morte de Né Dadu, irmão de Sinhô Pereira, foi a partir de 1916 que Sebastião Pereira da Silva (Sinhô pereira) e Luiz Pereira da Silva Jacobina (Luiz Padre) se tornam o braço armado da família na luta contra a família Carvalho. Além da luta aqui no sertão do Pajeú e depois em Goiás, Sinhô Pereira fica conhecido como o homem que comandou Virgulino Ferreira da Silva (Lampião), entregando o comando de seus homens em agosto de 1922, quando deixa o sertão nordestino e vai viver em Goiás no Planalto Central do Brasil. Outra figura que marcou a história da família, foi Crispim Pereira de Araújo (Ioio Maroto), que em outubro de 1922 participa junto com José Pereira Terto Brasil (Cajueiro), José Pereira Bizarria (Zé Bizarria) e outros membros da família e mais o bando de Lampião, do celebre episódio da invasão da cidade de São José do Belmonte-PE, resultando na morte do Cel. Luiz Gonzaga Gomes Ferraz.

A história dessa família também foi feita por aqueles que de forma anônima sem a visibilidade da história, deram sua grande contribuição com luta e honradez, e que hoje, muitos de seus descendentes têm um imenso orgulho por todo esse legado deixado por seus antepassados.

Por: Cicero Aguiar Ferreira, 
Penta neto do casal José Pereira da Silva e Jacintha Océlia de Santo Antonio.
Fonte: Genealogia Pernambucana, site familiapereira.net. 
O livro “O Patriarca” de Venício Feitosa Neves.
16 de novembro de 2019, Serra Talhada-PE

Cariri Cangaço e Manoel Severo Homenageados pela Assembléia Legislativa no Dia da Literatura Cearense

Pedro e Luana Barbosa, Manoel Severo e Ingrid Rebouças e Gabriel Barbosa
Aconteceu na noite desta terça-feira, dia 19 de novembro de 2019; no Plenário 13 de Maio; da Assembléia Legislativa do estado do Ceará, Sessão Solene celebrando o Dia da Literatura Cearense; a solenidade atendeu requerimento do deputado Heitor Férrer , subscrito pelos parlamentares Carlos Felipe e Manoel Duca da Silveira. O Dia da Literatura Cearense é celebrado em 17 de novembro, criado para festejar a data do nascimento da escritora e romancista cearense Rachel de Queiroz.
A Sessão Solene homenageou várias personalidades do universo literário cearense, dentre esses, o Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, que ressaltou:"Realmente é uma noite memorável. Na verdade, representamos nesta Assembléia todos os valorosos pesquisadores e escritores que fazem nosso Cariri Cangaço de todo o Brasil; grandes responsáveis pelos incríveis lançamentos de 76 novas obras literárias sobre temáticas voltadas para a memoria, historia e tradições nordestinas, tornando o Cariri Cangaço uma das mais exitosas iniciativas do gênero no Brasil." 

Em suas palavras o deputado Heitor Férrer lembrou que a literatura brasileira, como tudo mais na formação de nossa sociedade, surgiu como herança do mundo português. O parlamentar comentou ainda sua posterior emancipação literária, apontando seu crescimento no contexto das demais literaturas, sobretudo em termos de América Latina:“No seio desta assoma, sem dúvida, a literatura cearense, que desde os Outeiros – passando pela Padaria Espiritual e uma dezena mais de grupos e entidades literárias, como a pioneira Academia Cearense de Letras, de 1894 – tem legado ao presente uma produção literária de respeitabilidade, por intermédio de nomes que tanto ontem como hoje alcançaram legítima preeminência no contexto local e nacional”, destacou.
Público lotou o plenário 13 de Maio em Fortaleza 
Bruno Paulino, Pedro Igor e Manoel Severo
Maria Ósia Carvalho ao lado de Manoel Severo e Ingrid Rebouças
Paulo Neves, Arnaldo Nogueira, Francisco Moura e Moreira Lopes

Entre os homenageados; além do curador do Cariri Cangaço Manoel Severo Barbosa; estavam: Os escritores Bruno Paulino, Ary Bezerra Leite, Juarez Leitão, Luiz Carlos Paulino, Lineu Jucá, Odaílson da Silva, as escritoras Rejane Costa, Maria Ósia, Oneida Pinheiro, dentre muitas outras personalidades da vida literária cearense.


 Dr Herton Cabral, Professor Carlos Alberto Carneiro, Tomaz Cisne, Manoel Severo, 
Joaquim Furtado e Arnaldo Nogueira 
Professor Carlos Alberto Carneiro, Manoel Severo e Dr Herton Cabral
Barros Alves, Ósia Carvalho e Manoel Severo

O escritor e sócio efetivo da Academia Cearense de Médicos Escritores, Luiz Gonzaga de Moura Júnior, salientou a figura de Patativa do Assaré como uma das maiores expressões da literatura cearense, tendo sido inclusive estudado na Universidade de Sorbonne, em Paris. Luiz Gonzaga também frisou que os escritores “parecem ter seu cerne mais envolvido com as dores e os amores da população”, incluindo neste contexto os médicos e ressaltando a existência da Academia Cearense de Médicos Escritores.


Manoel Severo e Ingrid Rebouças

 Luiz Carlos Paulino, Zé Wilson Paulino e Manoel Severo

Zé Wilson, Bruno Paulino, Heitor Ferrer e Luiz Carlos 
Ary Bezerra Leite
Já o poeta Juarez Leitão, que falou em nome de todos os homenageados, enfatizou que a literatura acolhe os filhos da paixão. “Não apenas os tristes e os abandonados, mas todos os que têm como massa de trabalho as forças do afeto e a alma cheia de claridades”.


 Silas Falcão , Bruno Paulino e Antônio Miranda
Francisco Almeida, Manoel Severo e Francisco Moura
Pedro Igor, Manoel Severo , Presidente da Câmara Municipal de Quixeramobim Idelbrando Rocha, Bruno Paulino, Vereador José Wilson Paulino e Silas Falcão.
Também estiveram presentes na solenidade o presidente da Sociedade Brasileira dos Médicos Escritores – Regional Ceará, Marcelo Gurgel; o presidente da Academia Cearense de Cinema, Régis Frota; o presidente da Academia Cearense Evangélica de Letras (Alace), Francisco Alves de Alencar; a presidente da Academia de Letras Juvenal Galeno, Maria Linda Lemos Bezerra; o presidente da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (ACLJ), Reginaldo Vasconcelos, e o economista, professor e escritor Pedro Sisnando Leite, representando o Instituto do Ceará.

Dia da Literatura Cearense
Assembléia Legislativa do Ceara
19 de Novembro de 2019

Cariri Cangaço Presente na I FLICAN Feira Literária de Canudos



Com o tema “O Sertão vai virar arte”, a I FLICAN - Feira Literária de Canudos celebra os 122 anos da Guerra de Canudos, um dos acontecimentos mais importantes da história do Brasil, quando homenageará , Antônio Conselheiro e Euclides da Cunha. O organizador da Feira, professor Luiz Paulo Neiva, destacou a importância da realização do evento para o movimento da economia e turismo, ainda pouco explorado na região. “Esse evento é fundamental para celebração do livro, da literatura, da cultura e da arte. Aqui o público vai encontrar uma programação rica, com forte compromisso de preservação da memória, da história desse lugar e da cultura regional”, ressaltou o organizador. 

Bruno Paulino, Oleone Fontes, Zé Bezerra e Pedro Igor
Representam Oficialmente o Cariri Cangaço na I FLICAN

O Cariri Cangaço estará representado oficialmente pelos escritores Bruno Paulino, Oleone Coelho Fontes, José Bezerra Lima Irmão e ainda pelo produtor cultural Pedro Igor Pimentel, quando na oportunidade estarão entregando a curadoria do evento, Diploma do Cariri Cangaço celebrando a realização da I FLICAN.

A programação da FLICAN apresentará conferências, mesas de conversa e debates, apresentações artísticas , lançamento de livros, visitas técnicas, teatro, exposições, filmes e shows, que terão como pano de fundo a cultura sertaneja. Um dos destaques será a conferência “As sete faces de Antônio Conselheiro”, na abertura do encontro, com professor Leopoldo Bernucci, da Universidade da Califórnia (UC-Davis) no Espaço Edivaldo Boaventura.


Os públicos infantil e juvenil também sera contemplado pela programação; com a Flicanzinha, que reunirá música, encenação, contação de histórias, atividades lúdicas e educativas e ainda tendas culturais, oficinas de robótica, produção textual e audiovisual, além da participação de estudantes de seis escolas da região, que apresentarão repertório artístico e científico, inspirados em Canudos e no sertão.

A FLICAN tem o apoio do Centro de Estudos Euclydes da Cunha (CEEC) da UNEB, da Prefeitura Municipal de Canudos, das secretarias estaduais de Educação (SEC), da Cultura (Secult), da Justiça e Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), também apoiam a iniciativa a Fundação Pedro Calmon, a Universidade do Sudoeste da Bahia (Uesb), a Universidade Católica de Salvador (Ucsal) e do Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC).


I FLICAN
Feira Literária de Canudos
21 a 24 de Novembro de 2019

Assembléia Legislativa Homenageia Manoel Severo e o Cariri Cangaço no Dia da Literatura Cearense

É com muita satisfação que convidamos a todos para participar da Sessão Solene celebrando o Dia da Literatura Cearense; quando o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, será homenageado em nome do Cariri Cangaço; ao lado de outras personalidades da vida literária cearense; pela Assembléia Legislativa do estado do Ceara. A solenidade acontece na próxima terça-feira, dia 19 de novembro às 19 hrs no Plenário 13 de Maio, em Fortaleza.
A Sessão Solene é uma iniciativa da Assembléia Legislativa do estado do Ceará a partir de requerimento do deputado Heitor Ferrer. Para o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "o presente reconhecimento, compartilho de maneira humilde com a imensa família Cariri Cangaço de todo o Brasil; grande responsável nestes últimos 10 anos pelo lançamento de 76 novas obras literárias sobre temáticas voltadas para a memoria, historia e tradições nordestinas, tornando o Cariri Cangaço uma das mais exitosas iniciativas do gênero no Brasil.


Nazaré Reverencia Manoel Neto !


Missa de Aniversário dos 40 anos da morte do grande volante e destemido 
MANOEL DE SOUZA NETO, 
Capela de Nazaré do Pico 
Dia 16 de Novembro de 2019
as 10 horas da manhã.

Lamartine e o Tiro que Matou Lampião...


Lamartine Lima entre os Conselheiros do Cariri Cangaço, Juliana Pereira, 
João de Sousa e Manoel Severo

Transcrevemos depoimento do pesquisador e médico, Lamartine Lima a cerca da palestra do Conselheiro Cariri Cangaço, Ivanildo Silva por ocasião do Cariri Cangaço 10 Anos na cidade de Juazeiro do Norte no Ceará com o tema:"O tiro que matou Lampião".

"Meu caro Ivanildo, parabenizo-lhe pelo seu muito bem pesquisado trabalho que resultou na cuidadosa, minudente e substancial conferência “O tiro que matou Lampião”, por você proferida no dia 25 de julho de 2019, às vésperas do 81 aniversário da morte daquele chefe cangaceiro. Como você sabe, passei 25 anos vinculado ao meu Mestre Estácio de Lima, que me preparou e nomeou Médico Legista do Instituto Nina Rodrigues, que o fui durante 30 anos, em consequência do que também fui seu Assistente nas suas quatro Cátedras de Medicina Legal - Faculdade de Medicina da Bahia da UFBA, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Faculdade de Direito da UFBA e Escola de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Estado da Bahia - antes havendo sido universitário voluntário guia do Museu Estácio de Lima daquela instituição. 

Mesmo antes das cabeças dos sete cangaceiros - Lampeão, Maria Bonita, Corisco, Azulão, Zabelê, Canjica e Maria de Azulão - terem sido colocadas no museu, eu as conheci no gabinete vizinho da Sala Oscar Freire, de autópsias do antigo Nina, onde trabalhava o embalsamador de todas elas, o francês Dr. Charles René Pittex, com quem depois eu laboraria durante uma década. Estudei todas aquelas cabeças, antes e depois de sepultadas, no intervalo de trinta anos, e apenas Lampeão e Canjica haviam recebido tiro no crânio, em combates diferentes. 

Eu havia estado acompanhando o Prof. Estácio e sua futura sucessora Profa. Maria Theresa Pacheco em viagem de estudos pela Europa durante três meses do ano de 1973, quando tivemos a oportunidade de conhecer bem, através do Prof. Césare Gerini, o Gabinete do Prof. Césare Lombroso, de quem aquele era o quarto sucessor na Cátedra de Medicina Legal da Universidade de Turim, onde estavam guardadas, junto com a cabeça do próprio Lombroso, outras partes corpóreas dele e muitos cérebros de criminosos por ele estudados, mas sobretudo chamava-me a atenção o crânio do famoso assassino Giuseppe Villela, em que Lombroso identificara a anormal fosseta mediana occipital (regressão anatômica), à qual aquele célebre homem de gênio atribuía o grave desvio comportamental e criminal de Villela. 

Pensamos em procurá-la em Lampeão. Acontece que o tiro que o famoso cangaceiro recebera na região fronto-parietal direita e produzira ampla fratura craniana, deformara a sua cabeça e, ainda em Alagoas, o Dr. Lages Filho a recompusera ajustando e suturando os tecidos moles cefálicos, o que foi reforçado depois pelo Dr. Pittex. Assim, o Prof. Estácio, e mais tarde eu também, estudaria através de Raios X o endocrânio do bandido nordestino, sem muitas conclusões. 

Conselheiro Cariri Cangaço, Ivanildo Silva por ocasião do Cariri Cangaço 10 Anos

Há muitos anos, quando eu era Secretário Geral do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, estive com o Dr. Jaime de Altavila Filho, Presidente do Instituto Histórico de Alagoas, que me mostrou aqueles objetos, o punhal e a cartucheira de Lampeão, com as evidências dos tiros que receberá no tronco. Depois que Mestre Estácio se aposentou, o seu despeitado sucessor no Nina mandou fechar o museu e sepultar todas as cabeças. Só 30 anos depois disso, no início deste século XXI, quando as descendentes de Lampeão e Maria Bonita me pediram para conseguir a exumação das cabeças, e eu a fiz, pude encontrar sem as partes moles e exposto o crânio fraturado de Virgulino Ferreira da Silva, tendo o osso occipital indene e absolutamente normal. A sua conferência enriquece bastante o décimo ano do Cariri Cangaço e engrandece a academia de estudos cangaceiros." 

Muito agradecido, amplo e firme abraço do velho amigo
Lamartine".

O Sertão Sob as Lentes de Nova Iorque: Silvino Ataca Novamente



No dia 27 de outubro do corrente ano, O CPDoc-Pajeú, através de um artigo assinado pelo coletivo, trouxe ao conhecimento do público uma reportagem publicada no dia 27 de março do ano de 1971 no jornal americano The New York Times que, a partir da análise de cunho etnográfico acerca da procissão de São José ocorrida em 19 de março desse mesmo ano São José do Egito (PE), descrevia o flagelo enfrentado pela população do município durante a seca de 1970 e tecia uma  crítica à política de desenvolvimento regional até então implementada pelos governos que, segundo o articulista americano, negligenciava “a agricultura rural” e “manteve nordestinos em suas terras inóspitas e vivos nos níveis de subsistência durante a seca”.

Diante da repercussão que esse artigo teve, tendo sido veiculado em vários sites, blogues e programas de rádio da região, o CPDoc-Pajeú decidiu disponibilizar parte de seu acervo e de sua produção através da publicação de uma série intitulada “O Sertão sob às lentes de Nova Iorque”, conjunto de artigos a serem produzidos a partir das reportagens publicadas pelo The New York Times que tem como foco as áreas do Sertão nordestino. Nesse sentido, hoje estamos reportando a publicação de 04 de agosto de 1907, que descreve a ação do cangaceiro Antônio Silvino e seu grupo ao atacar um engenho (plantação de açúcar) localizado a “duzentas milhas” da Capital, o que colocou 400 praças da força policial do Estado de Pernambuco em seu encalço.

Nessa ação, que sofreu reação de apenas um homem, morto de imediato, Antônio Silvino e seu grupo conseguiram do proprietário, a título de extorsão, a bagatela equivalente a dois mil dólares e obrigou a abertura da loja (bodega ou barracão) do engenho para que os trabalhadores dessa propriedade distribuíssem, entre si, a mercadoria estocada na loja. Silvino ainda ameaçou retornar e punir o proprietário se este perseguisse algum dos trabalhadores que, porventura, recebessem os produtos provenientes da loja.   Na reportagem, não existe indicação precisa da localização do engenho em questão, mas a informação de que a última ação do grupo de Antônio Silvino registrada pela imprensa teria sido realizada em janeiro daquele ano em um engenho localizado perto da povoação de Santa Cruz nos faz presumir tratar-se da região serrana de Triunfo/Baixa-Verde, histórica produtora de cana-de-açúcar e que fica, justamente, a mais de 200 milhas da Capital. Nessa ação, que culminou com a invasão da povoação de Santa Cruz o grupo de Silvino teria cometido mortes e estabelecido uma cobrança de valor equivalente a 50 dólares a título de extorsão.


Apesar de Antônio Silvino já ter sido muito referido na bibliografia especializada sobre cangaço, o retorno à sua história, bem como às de outros cangaceiros, ainda é um campo fértil para compreendermos as dinâmicas sociais que se desenvolveram nos sertões nordestinos nos séculos passados, mas que ainda não foram plenamente evidenciadas do ponto de vista historiográfico nem tampouco analisadas com profundidade sob o ponto de vista sócio-antropológico. Por exemplo, sobre a origem social dos cangaceiros, a bibliografia nacional e internacional sobre cangaço, de um modo geral, trata-os, de forma quase automática, como sendo de origem pobre, pertencente aos estratos sociais explorados, despossuídos ou alijados dos postos de decisão política. Mas esforços recentes de estudo em cooperação realizados por Aldo Branquinho e Yony Sampaio, ainda não publicados, já apontam para a origem distinta da família de Antônio Silvino. Ele simplesmente descende de Gonçalo Ferreira da Costa, beneficiário por concessão de datas de sesmarias no Cariri da Paraíba, cujos filhos foram também sesmeiros no Cariri e rendeiros das fazendas da Casa da Torre no Alto Pajeú.

Compreendemos que caberá ao esforço de novos estudiosos o desvendamento dos detalhes e as nuances de dinâmicas sociais não evidenciadas (obscurecidas muitas vezes por apegos a pressupostos teóricos simplificadores) e analisar os processos sociais (com as devidas repercussões psicológicas) de empobrecimento, disputas internas e entre grupos rivais, crise e ascensão de elites agrárias e políticas que possibilitaram, por exemplo, a vida, o surgimento e a ação de Manoel Batista de Moraes, o célebre cangaceiro Antonio Silvino.


Quem somos?
"O Centro de Pesquisa e Documentação do Pajeú – CPDoc, nasceu da carência de estudos e pesquisas sobre a história do pajeú e suas adjacências feitos por pesquisadores autóctones. A necessidade de conhecer e tornar notória nossa história secular levou a um pequeno grupo de estudiosos e pesquisadores de vários ramos do saber a se unirem em torno de um grupo cujo elo mais forte é o amor por sua terra, por seu povo, sua cultura e suas raízes."


Hesdras Souto
CPDoc-Pajeú


Francisco Ferreira de Mello ...


Força Policial Volante sob o comando do Tenente PMAL Francisco Ferreira de Mello (Chico Ferreira), em fotografia colhida quando a tropa retornava da fazenda Angico, local da morte do cangaceiro Lampião.O registro foi feito dias após a morte do Rei do Cangaço, ocorrida após cerco policial em 28 de julho de 1938, pelo fotógrafo do jornal carioca A Noite. Ao lado do Tenente Chico Ferreira (promovido após a morte de Lampião) está o jornalista Melquíades da Rocha, do jornal A Noite e que fez uma ampla cobertura jornalística sobre a operação militar que resultou no extermínio de Lampião, Maria Bonita e mais 9 elementos do famoso bando e também na morte do Soldado PMAL Adrião Pedro de Souza. 

Foto cortesia de Paulo Britto.
Postagem por Wasterland Ferreira

Gustavo Barroso e a Casa de Conselheiro Por:Bruno Paulino


"O contista e jornalista Gustavo Barroso quando foi correspondente da revista ''O Cruzeiro'', na década de 40, uma vez visitou Quixeramobim, estava escrevendo sobre a vida de Antônio Conselheiro para o periódico de maior circulação nacional. Fausto Nilo - cujo pai costumava ler "os sertões" - era menino e leitor da revista, ficou entusiasmadíssimo ao saber que a história de sua morada iria sair no Cruzeiro. Gustavo Barroso foi quem primeiro divulgou nacionalmente a casa do conselheiro, num momento em que se iniciava um revisionismo e reconstrução histórica do personagem"
Bruno Paulino

Romeiros do Padim Ciço Por:Rangel Alves da Costa


Dá-se o nome de romaria aos grupos de pessoas que viajam em peregrinação aos locais sagrados, guiados pela fé e pela crença, objetivando sempre a demonstração de gratidão religiosa ou a retribuição por graças alcançadas. Romeiros, pois, são tais pessoas que seguem a pé, em animais ou outros meios de transportes, vencendo cansaço e até as dores de enfermidades, para ter-se diante daquilo que reputam como divino ou milagroso. Muitas vezes, a simples presença é como alívio ou cura.
Os objetivos da romaria podem ser diversificados, mas a real penitência sempre se volta para o pagamento de promessas, a alimentação da fé e a demonstração de amor e gratidão ao templo, ao santo ou ao local tido como sagrado. É neste sentido que os romeiros de antigamente faziam quando, neste período do ano, já ao findar o mês de outubro, seguiam em grupos até Juazeiro do Norte, na região do cariri cearense, para louvar a vida, os feitos e os milagres de Cícero Romão Batista, o Padre Cícero Romão, ou simplesmente “Padim Ciço”.


Hoje a ida até Juazeiro do Norte, terra do Padre Cícero e da fé do nordestino, é feita de modo muito mais seguro, ligeiro e através de meios de transporte modernos e confortáveis. É uma viagem qualquer, a passeio, com hora de partida e de chegada, acaso algum contratempo não surja. Muito diferente de antigamente, quando viajar a terra sagrada dos nordestinos significava esforço, sacrifício e extrema abnegação. Somente a fé para chamar e conduzir o sertanejo em meio a tantas atribulações na viagem e estadia.


Nos dias de agora, basta fretar um ônibus de turismo ou tirar da garagem o possante de luxo e seguir viagem. As paradas são poucas, os restaurantes oferecem do bom e do melhor nos instantes de fome, as vias são asfaltadas e as distâncias parecem muito mais encurtadas. Agora imaginem uma viagem longa e cansativa, por muitos trechos de chão batido, em cima de uma caminhonete, rural ou caminhão pau de arara. E num apinhado tão grande de gente que mal dava para abrir a boca para as cantigas e rezas de romaria.


Mas quanto mais sacrifício mais demonstração de amor ao santo padrinho do nordestino e do sertanejo. E assim porque desde muito que o Padim Pade Ciço foi santificado pelo povo, desde muito que a fé em seus milagres está presente na vida de tantos. Mesmo sem o reconhecimento oficial do Vaticano, o Santo do Juazeiro já foi entronizado pela fé de um povo que o devota proteção, cura e desatribulação. Exemplo disso está na sala dos ex-votos onde troncos e membros em madeira, representando as partes curadas, estão expostos como demonstração das graças alcançadas.

Dona Maria havia sido desenganada pela medicina. Com problema tamanho e sem mais jeito a dar pela ciência humana, um dia se ajoelhou perante a imagem do Padim Pade Ciço e, após lágrimas e orações, ao santo pediu intercessão de cura e prometendo que se boa ficasse, a partir daquele ano não faltaria a mais nenhuma romaria. E no mês de outubro lá estava ela subindo num pau de arara e levando consigo a prova da cura em madeira: duas pernas. Desenganada estava, mas o santo nordestino lhe permitiu restabelecer suas forças e ficar curada daquelas dores terríveis que até a impediam de caminhar.

Assim com Sebastião, com Jurema, com Quitéria, com Leontino. Todos curados pela intercessão do Padim Pade Ciço, pelo desejo do santo dos pobres e dos desvalidos. Por isso mesmo que dificilmente há uma casa onde não esteja presente a imagem do milagreiro ou mesmo uma fitinha de fé. E não adianta querer justificar que a cura foi obtida por outros meios. Ora, o povo não quer saber se houve receita e médico, se houve injeção ou comprimido, se houve dieta e cuidado. O que importa mesmo ao povo é a certeza de que através da fé foi atendida pelo Santo de Juazeiro.


Daí que, no passado, tanto sacrifício para pagar promessas, para visitar o túmulo do santo padre, para entrar ajoelhado nas igrejas, para ouvir missas e sermões, para receber a água benta de Juazeiro, para avistar a estátua, para chorar a seus pés. Mais de dia de viagem, levando a devoção no peito e farofa com carne seca no saco de viagem. Mulheres já partindo com lenços na cabeça, vestidos compridos, dinheirinho escondido nas pregas das anáguas, em atitudes que somente a fé e a devoção extremadas podiam justificar.

E de Juazeiro retornar renovadas, espiritualmente fortalecidas, e trazendo sempre uma garrafinha de água benta, meia dúzia de rapaduras e um punhado de fitas. E a promessa de retornar. E a certeza de que o altar nordestino está mesmo em Juazeiro e no pedestal santificado está o Santo Padim.


Rangel Alves da Costa, Pesquisador e escritor - Conselheiro Cariri Cangaço.
29 de Outubro de 2019 - blograngel-sertao.blogspot.com

Sessão Solene da Academia Lavrense de Letras Acontece em Fortaleza

Cristina Couto e Manoel Severo: Conselho do Cariri Cangaço na Festa da Academia Lavrense de Letras

Aconteceu na noite desta ultima quinta-feira, 31 de outubro de 2019, no bairro Meireles na cidade de Fortaleza mais uma Sessão Solene da Academia Lavrense de Letras. Presidida pela escritora Cristina Couto, a Arcádia empossou um novel acadêmico que tomou assento na cadeira de número 30. Assumiu como mais novo membro efetivo da ALL o escritor e poeta Jesus Alves Pereira.

O mais novo acadêmico da ALL, escritor Jesus Alves Pereira
Cristina Couto, Benedito Vasconcelos e Fátima Lemos
Ingrid Rebouças, Manoel Severo, Cristina Couto e Susana Goreti

Em noite concorrida que contou com a presença; além de membros efetivos e correspondentes da Academia Lavrense de Letras; representantes de várias outras instituições literárias, familiares e convidados que participaram da Sessão Solene que contou ainda com a entrega oficial da Estola de Conselheira do Cariri Cangaço, pelo curador Manoel Severo, à presidente da Academia e também Conselheira do Cariri Cangaço, Cristina Couto.

Manoel Severo na Sessão Solene da ALL
Cristina Couto recebe a Estola do Conselho do Cariri Cangaço
Manoel Severo e Rômulo Alexandre

A solenidade ainda marcaria a Conferência "Martin Soares Moreno: A fundação do Ceará e a Jornada do Maranhão" pelo advogado e representante da Câmara Brasil-Portugal, Dr Rômulo Alexandre Soares; como também de forma solene houve o lançamento da edição de número 03 da Revista da Academia Lavrense de Letras, com artigos de vários colaboradores, dentre esses: Cristina Couto, Manoel Severo, Calixto Junior, Rômulo Alexandre, Ângelo Osmiro, dentre outros.

3ª Edição da Revista da Academia Lavrense de Letras
Linda Lemos, presidente da ALJUG, Benedito Vasconcelos, presidente da SBEC
 e Manoel Severo, presidente do Cariri Cangaço
Ingrid Rebouças, Manoel Severo,Cristina Couto, Benedito Vasconcelos e Susana Goreti

Ainda dentro da solenidade da Academia Lavrense de Letras-ALL, foi lançado o livro “ Vivências de um Menino em uma Fazenda Sertaneja”, de autoria do Prof. Benedito Vasconcelos Mendes, presidente da SBEC. A Presidente da ALL, Cristina Couto solicitou  à escritora Linda Lemos, Presidente da Academia de Letras Juvenal Galeno-ALJUG para fazer a apresentação protocolar do livro do Professor Benedito. Após o discurso de apresentação da citada obra, o Prof. Benedito Mendes agradeceu à escritora  Linda Lemos e à Presidente Cristina Couto pelos elogios que fizeram ao livro recém-lançado.

Manoel Severo, Cristina Couto e Rômulo Alexandre
Susana Goreti, Benedito Vasconcelos, Cristina Couto, 
Manoel Severo, Ingrid Rebouças e Ruy Gabriel
Fátima Lemos
Marcelo Leal


Sessão Solene da Academia Lavrense de Letras
Fortaleza, 31 de Outubro de 2019.