Quem foi o Idealizador do Ataque de Lampião a Mossoró ? Por Honório de Medeiros

Argemiro Liberato e Esposa

Quem foi o idealizador da invasão de Mossoró, em 13 junho de 1927? Não o planejador ou o executor, mas o idealizador? Sabemos que o planejamento coube ao Coronel Isaías Arruda, a Massilon, e a Lampião. A execução, a Massilon e Lampião. Mas quem foi seu idealizador?

O ponto de partida para respondermos essa pergunta é a análise da participação, no episódio, desses três personagens principais: Lampião, o Coronel Isaías Arruda, e Massilon. A importância deles é tal, que sem qualquer um dos três, não teria havido a invasão. Todos os outros participantes são secundários, embora possam ser importantes.

Entretanto, Lampião pode ser retirado, com alguma segurança, dentre os possíveis idealizadores, por uma razão muito simples: Jararaca, testemunha da conversa entre o cangaceiro e o Coronel Isaías Arruda, acerca do projeto de ida a Mossoró, foi muito claro quando afirmou que nunca houve a intenção, do bando, de penetrar no Rio Grande do Norte. Manoel Francisco de Lucena Filho, o “Ferrugem”, Manoel Ferreira, o “Bronzeado”, assim como Francisco Ramos de Almeida, o “Mormaço”, disseram o mesmo. E é praticamente consenso na literatura do cangaceirismo, a resistência inicial de Lampião de levar a frente tal aventura. Sobram o Coronel Isaías Arruda e Massilon.

Cel Isaias Arruda

O Coronel Isaías Arruda também poderia ser retirado, levando-se em consideração o seguinte: ele não chamou Lampião a Aurora, pois vinha sendo pressionado insistentemente pelo Governador do Estado, José Moreira da Rocha, o “Moreirinha”, seu aliado, para se afastar de cangaceiros e jagunços. “Moreirinha”, por sua vez, sofria intensa pressão do Governo Federal nesse sentido.

Mas é notória a participação do Coronel no ataque a Apodi, em 10 de maio de 1927. Como é notório o viés político desse ataque: Coronéis cearenses, paraibanos e potiguares agiram em conjunto, nas sombras, contra a liderança do Coronel Chico Pinto, em crime executado por Massilon. Então, é de se supor que o Coronel Isaías Arruda não chamou Lampião, mas aproveitou a oportunidade de sua chegada repentina. Dizemos que aproveitou a oportunidade porque, aparentemente, o projeto de invadir Mossoró já existia há algum tempo e, para tanto, Massilon já recrutava cangaceiros pelo Sertão paraibano, provavelmente em comum acordo com o Coronel. Existem dois fatos que asseguram a forte ligação entre o Coronel Isaías Arruda e Massilon, fundada em interesses mútuos:

a) em junho de 1926, Massilon e José Gonçalves de Figueiredo mataram João Vieira, em uma emboscada cujo objetivo era eliminarem integrantes da família Paulino, inimigos figadais do Coronel Isaías Arruda. Isso significa que Massilon era da mais estrita confiança do Coronel[1];

b) em maio de 1927, Massilon atacou Apodi, executando projeto do Coronel Isaías Arruda e seu sobrinho José Cardoso, a pedido de Décio Holanda, genro de Tylon Gurgel, chefe da oposição ao Coronel Chico Pinto naquela cidade.

O recrutamento de cangaceiros por Massilon, no intuito de invadir Mossoró, pode ser indiretamente comprovado: antes de Lampião chegar inesperadamente a Aurora, ele não sabia, mas o projeto de invadir Mossoró já existia. É o que se lê às folhas 30, da quarta edição de A Marcha de Lampião[2], Raul Fernandes, no item 2, do 1º Capítulo:

"Em dezembro de 1926, Joaquim Felício de Moura, sócio da firma Monte & Primo, em Mossoró, viajava pelo interior da Paraíba. Na cidade de Misericórdia, encontrou-se com o destacado comerciante e fazendeiro Antônio Pereira de Lima, que lhe falou da acirrada perseguição do bandido Virgulino Ferreira a sua família. Sem maiores rodeios, contou-lhe o plano de Jararaca, Sabino, Massilon e Lampião de assaltarem Mossoró com quatrocentos homens. Adiantou ser impossível reunirem tanta gente. Advertiu-o, porém, sobre o costume de mandarem espiões disfarçados de feirantes, mendigos e cantadores, aos lugares previamente escolhidos. Conversou sobre a possibilidade de defesa da cidade e pediu-lhe levar esses fatos ao conhecimento do Prefeito Rodolpho Fernandes.

Massilon

Daí por diante os boatos se sucederam. Na última quinzena de abril, 27, a notícia veio à luz de modo concreto. Argemiro Liberato, de Pombal, escreveu ao compadre Rodolpho Fernandes sobre a pretensão do chefe dos bandidos. Dos remotos sertões de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará surgiam indícios dos agenciadores da vergonhosa empreitada".

Em “Notas” (p. 40) ao 1º Capítulo, Raul Fernandes observou: "Afonso Freire de Andrade e inúmeras outras pessoas conheceram a carta. Mossoró (RN), 23.12.1971. - Informações prestadas ao autor. 
Obs.: Ouvi de meu pai referências à missiva"[3]

Quanto a Argemiro Liberato, no meu Histórias de Cangaceiros e Coronéis[4] (p. 119), transcrevo artigo de Kydelmir Dantas, Cofundador e ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), intitulado Cartas e Bilhetes Antes de Lampião, no qual se lê o que segue: “Esta carta[5] foi levada ao conhecimento dos amigos de confiança do prefeito, por este, que estavam preparando a estratégia para a formação das trincheiras nos pontos principais da resistência. Dentre estes, Joaquim Felício de Moura, Afonso Freire de Andrade e outras pessoas mais chegadas confirmaram tê-la visto nas mãos do ‘coronel Rodolpho’. Para a família, dias após o ataque, Rodolpho Fernandes fez referências sobre esta missiva do amigo paraibano de Pombal.

Outra confirmação do envio desta carta está no artigo “Major Argemiro Liberato de Alencar: o amigo de Rodolpho Fernandes”, escrito pelo seu neto Geraldo Alves de Alencar, hoje residente em São Luiz do Maranhão, que cita o seguinte sobre o avô: ‘Era fazendeiro, proprietário da Fazenda Estrelo, situada em sua cidade natal. Exercia também a profissão de comerciante, trazendo da Paraíba algodão transportado em costas de burros e vendido em Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. O principal comprador era a firma cujo maior acionista era seu amigo e compadre o Cel. Rodolfo Fernandes. Em suas viagens como almocreve retornava a Pombal com sal e outros gêneros. Mesmo tendo um sobrinho nas hostes do cangaço, o qual atendia pelo nome de Ulisses Liberato de Alencar, Argemiro era profundamente contra o banditismo rural, chegando inclusive a avisar ao Cel. Rodolfo Fernandes, quando este era prefeito de Mossoró em 1927, que o cangaceiro tencionava atacar a cidade considerada capital do oeste potiguar. Declaradamente anti-Lampiônico, Argemiro Liberato de Alencar nunca chegou a ser perseguido pelo “rei do cangaço” porque Lampião sabia da amizade existente entre ele e o Padre Cícero.’ Evidentemente o aviso não era acerca de um futuro ataque de Lampião, mas, sim, de um futuro ataque de cangaceiros”.

Honório de Medeiros, Bárbara e Manoel Severo em dia de Cariri Cangaço em Missão Velha

Provavelmente Joaquim Felício estivesse errado quanto a José Leite de Santana, o Jararaca. Como nos assevera Frederico Pernambucano de Mello[6], a área de atuação do cangaceiro a área de atuação do cangaceiro eram as ribeiras do Moxotó e Pajeú, em Pernambuco. E o próprio Jararaca, declarou, quando preso em Mossoró, além de outros cangaceiros, que Lampião nunca pensara em atacar a cidade[7].

Já Sabino Gomes de Góis, embora atuasse nos arredores do município de Cajazeiras, Paraíba, estava, naquele momento, integrado ao bando de Lampião, desde o ataque à Souza, no mesmo Estado, em 27 de julho de 1924, do qual não se separará até sua morte (dele), em fevereiro de 1928, após o conhecido tiroteio de Piçarra, em Porteiras, Ceará.

Ora, se Sabino tinha intenção de aventurar-se até Mossoró, é evidente que Lampião seria o primeiro a sabê-lo. Repita-se, entretanto: Lampião nunca teve a intenção de invadir o Rio Grande do Norte. Sequer sabia da existência desse projeto. Os escritos acerca da história da invasão de Mossoró são consensuais quanto a isso, a partir dos depoimentos de vários cangaceiros, dentre eles, Jararaca.

Ainda a favor dessa hipótese, a de que o ataque foi idealizado bem antes de sua realização há, também, além da correspondência de Argemiro Liberato e do recado de Joaquim Felício, a notícia veiculada pelo “O Mossoroense” de 15 de maio de 1927, de que na invasão de Apodi, por Massilon, o projeto de invadir Mossoró já existia, insinuando, sem rodeios, que essa pretensão, a ocorrer em dias vindouros, integrava empreitada de grande vulto, e dele dera conhecimento, ao Coronel Rodolpho Fernandes, a carta de Argemiro Liberato.

Observe-se que essa edição de “O Mossoroense”, jornal dirigido por Rafael Fernandes, primo e correligionário do Coronel Rodolpho Fernandes, veio a lume cinco dias após a invasão de Apodi por Massilon. Basta, então, darmos a devida importância à ligação entre essa matéria do jornal e a anterior correspondência de Argemiro Liberato encaminhada ao Prefeito, bem como ao recado de Joaquim Felício.

Se assim o é, se de fato o Coronel Isaías Arruda e Massilon trabalharam juntos nessa empreitada antes da chegada de Lampião, desde, pelo menos, meados de 1926, se a ambos podemos atribuir todo o planejamento do projeto, a pergunta, agora passa a ser outra: foram eles que idealizaram (arquitetaram) o projeto da invasão a Mossoró?

É muito difícil acreditar que Massilon recrutasse cangaceiros e jagunços pelo Sertão, sem que disso soubesse o Coronel Isaías Arruda.

Outra questão: por que Mossoró? Por que não Cajazeiras, Souza, Patos ou Pombal, na Paraíba? Caicó, Currais Novos, São Miguel, Pau dos Ferros ou Martins, no Rio Grande do Norte, ou as cidades do Vale do Jaguaribe, no Ceará, se o objetivo fosse meramente arrancar dinheiro? E se o objetivo era meramente arrancar dinheiro, por que o alvo do ataque foi a residência do Coronel Rodolpho Fernandes, e, não, a agência do Banco do Brasil ou o comércio da cidade? Então, cabe perguntar: quem, na verdade, idealizou (arquitetou) o ataque a Mossoró?

Qualquer que seja a resposta, de tudo quanto se disse algo fica claro: o Coronel Isaías Arruda e Massilon foram os grandes responsáveis pela invasão de Mossoró. Principalmente Massilon, que planejou com o Coronel, e executou com Lampião. Ele é o personagem principal desse drama épico, e somente é possível uma história de tudo quanto aconteceu, uma história que tenha causas e efeitos, e não apenas a descrição horizontal do acontecimento em si, se o investigarmos, bem como suas conexões com os coronéis da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, para os quais “jagunçou”, mas sempre como chefe de bando.

[1] Conforme Vida e Morte de Isaías Arruda; TAVARES CALIXTO JÚNIOR, João. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora; 2019.

[2] Natal: Editora Universitária, 1982.

[3] Raul Fernandes era filho do Coronel Rodolpho Fernandes. 

[4] MEDEIROS, Honório de. Natal: Sebo Vermelho, 2015. 

[5] A de Argemiro Liberato para o Coronel Rodolpho Fernandes. 

[6] “GUERREIROS DO SOL”; 2a. edição; A Girafa; 2004; São Paulo, SP. 

[7] No “Auto de Perguntas” feitas a Jararaca consta, também, a seguinte declaração sua: “que saíram em dias do mês de maio findo, do Pajeú, estado de Pernambuco, e que acompanhava Lampião há pouco mais de um ano”. Antes de Lampião, Jararaca, ainda segundo seu depoimento, estava no Primeiro Regimento de Cavalaria Divisionária, tomando parte na revolta de São Paulo a favor da legalidade, com a Coluna Potiguara (“LAMPIÃO EM MOSSORÓ”; NONATO, Raimundo; sexta edição; Coleção Mossoroense; 2005; Mossoró).

Honório de Medeiros, Advogado, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), Instituto Câmara Cascudo (Ludovicus), e  Conselho Consultivo do Cariri Cangaço.

O Ataque a Mossoró, Todos os Mistérios da Trama, nos Grandes Encontros Cariri Cangaço


"Quem foi o idealizador da invasão de Mossoró, em 13 junho de 1927? Não o planejador ou o executor, mas o idealizador? Sabemos que o planejamento coube ao Coronel Isaías Arruda, a Massilon, e a Lampião. A execução, a Massilon e Lampião. Mas quem foi seu idealizador? O ponto de partida para respondermos essa pergunta é a análise da participação, no episódio, desses três personagens principais: Lampião, o Coronel Isaías Arruda, e Massilon." Honório de Medeiros

O Cariri Cangaço te convida para ao lado de Manoel Severo receber nossos convidados; pesquisadores renomados do universo da pesquisa do Cangaço; Honório de Medeiros e Kydelmir Dantas, para responderem a essas perguntas e muito mais sobre um dos episódios mais marcantes da historiografia do cangaço de Virgulino Ferreira.

Grandes Encontros Cariri Cangaço
O ATAQUE A MOSSORÓ
Todos os Mistérios da Trama,
NESTA SEXTA FEIRA, dia 14 as 20h 
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No Leito de Morte da Cangaceira Adelaide Por:Rangel Alves da Costa


Companheira de Criança no cangaço, nascida em Poço Redondo, a cangaceira Adelaide teve uma das mais tristes e dolorosas mortes da história do banditismo nordestino. E assim porque não teve morte rápida, repentina, em confronto com a volante, mas de modo lento, demorado, angustiante e agonizante. Estava grávida, e de uma gravidez de risco. A filha da Família Soares de Poço Redondo (irmã de Rosinha e prima da também cangaceira Áurea) morreu debaixo deste velho umbuzeiro, na região do povoado Curituba, em Canindé de São Francisco, e enquanto era conduzida em rede após ter perdido a criança que ainda continuava em seu ventre. Após sua morte, injustamente deram ao local o nome de Umbuzeiro da Bandida. Não há, contudo, que meramente qualificar como bandida uma mulher que, na sua luta pela gestação, havia passado por sofrimentos terríveis. Apenas uma mulher – e uma mulher já tendo perdido seu filho no nono mês de gravidez - e suas dores, suas agonias, suas aflições. A denominação continua, mas também desde muito provocando um contrassenso. E assim porque este umbuzeiro passou a ser local de grande visitação, de gente levando suas preces e orações, de sertanejos buscando santificar a falecida. Aos pés da cruz, promessas, rogos, pedidos, como se a sofrida Adelaide pudesse interceder perante os infortúnios terrenos e dar proteção aos tantos desvalidos. A cruz (que sempre é renovada pela ação do tempo) marca o local do último suspiro da cangaceira, mas o seu corpo foi sepultado no cemitério de Curituba.

Rangel Alves da Costa, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço, Poço Redondo-SE
09 de Agosto de 2020

Zezé Patriota e sua curta vida no Cangaço Por:Hesdras Souto

No final da década de 20 do século passado, o banditismo assombrava o nordeste brasileiro a todo vapor. O cangaceirismo, fruto, dentre outras coisas, da profunda concentração de renda e terra, era matéria recorrente em jornais de vários cantos do Brasil. Um homem notabilizou-se e ganhou fama por suas estratégias e afrontas, chamava-se Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, O Rei do Cangaço, epíteto ganhado não por acaso. Lampião foi, sem dúvida, o mais bem sucedido líder cangaceiro que houve no Brasil. E por que não no mundo?

Apesar de ser o nome mais emblemático quando falamos sobre o Cangaço, diversos outros cangaceiros salteavam vilas e cidades por todo o Nordeste. O Sertão do Pajeú, no interior de Pernambuco, foi o solo mais fértil a parir cangaceiros. Assim como Lampião, herdeiro de Sebastião Pereira e Silva, o Sinhô Pereira, que também nasceu no Pajeú, outros grandes vultos do cangaço brotaram pelas margens desse mítico rio. Quem nunca ouviu falar em Manoel Baptista de Morais, o lendário Antônio Silvino, O Rifle de Ouro, que precedeu o “Rei do Cangaço”, ou ainda Adolpho Meia-Noite, o cangaceiro de ascendência inglesa, que por sua vez precedeu o Rifle de Ouro? Todos são filhos do Pajeú, todos banharam-se nesse rio e todos beberam de suas águas.

Outros dois cangaceiros contemporâneos de Lampião e igualmente nascidos na região do Pajeú foram Manoel Rodrigues e José Patriota, que agiram principalmente entre Flores, Afogados da Ingazeira, São José do Egito e nas cidades paraibanas limítrofes com Pernambuco, como Teixeira, Desterro e Patos. 

Vamos nos ater a figura de José Patriota ou Zezé Patriota, como ficou conhecido. Nascido no povoado de Umburanas, atual cidade de Itapetim, em 01/05/1896, segundo consta em cruz aposta em sua homenagem, localizada na zona rural do município citado. Era filho do casal Miguel Archanjo Patriota e Antônia Maria do Espírito Santo. É importante salientar que não acreditamos nessa data de nascimento já que não encontramos nenhum registro de batismo com seu nome, ao contrário de seus irmãos, Levino, Antônio, Argemiro e Miguel.

As informações sobre a vida de Zezé Patriota ainda são escassas. O que sabemos sobre ele, até o presente, é o que foi repassado pela história oral e o que consta nos jornais. Por exemplo, não sabemos precisamente o motivo de ele ter entrado para o cangaço. O que podemos especular, baseado nas notícias dos jornais, é que sua vida no cangaço foi curta.

Segundo a história oral, em 1926, Zezé Patriota cometeu um homicídio no povoado de Bom Jesus, hoje Tuparetama (PE), vitimando o senhor Francisco Fidelis. O possível motivo foi uma desavença familiar envolvendo uma criança. Em setembro desse mesmo ano saem as primeiras notícias sobre os crimes de Zezé Patriota.Numa delas (Jornal do Recife – 18/09/1926), Manoel Rodrigues e José Patriota tinham feito um grande assalto à Fazenda Europa, de propriedade do senhor Secundino de Souza Limeira, tendo os criminosos espancado até os seus familiares, fato noticiado pelo próprio Secundino em carta enviada à redação do jornal. Essa notícia nos leva a crer que Zezé (José) Patriota começou sua vida de cangaceiro no bando de Manoel Rodrigues, que de acordo com o referido jornal tinha apenas nove homens (Jornal do Recife – 31/06/1926).Posteriormente, Zezé Patriota formou seu próprio bando, sendo o substituto de Manoel Rodrigues, como consta na matéria do Diário de Pernambuco, de 14 de setembro de 1926, também reproduzida no jornal paulista O Combate (SP) em 24/09/1926.

Cruz marcando o local onde Zezé Patriota foi morto - Sítio Mocambo, Itapetim – PE. 

No mês de abril do mesmo ano, Zezé Patriota tinha ido ao Rio Grande do Norte cometer crimes, lá encontrou outros cangaceiros que se juntaram a ele. Após resistência da polícia potiguar, eles passam pela Paraíba e entram em Pernambuco, indo assaltar a Fazenda São Pedro, no município de São José do Egito, à época pertencente ao senhor Alfredo Dantas Vilar. O bando foi recebido a tiros pelos defensores da propriedade. Nesse combate Zezé Patriota foi ferido no pé e fugiu em direção ao Sítio Mocambo.

Após o assalto frustrado na Fazenda São Pedro, a Volante do Tenente Alencar e do Sargento Arlindo Rocha foram no rastro de Zezé Patriota, quando, no dia 12 de maio de 1927, por volta das 17 horas, fim de tarde no Sítio Mocambo, lugar de seu nascimento, sua vida de cangaceiro chegou ao fim. Zezé Patriota foi encontrado dentro da caatinga e lá foi morto pela Volante.A notícia foi imediatamente reportada ao Chefe da Polícia em Recife através de um telegrama enviado pelo Tenente Alencar.O primeiro jornal a noticiar o fato foi o pernambucano A Província, em 13 de maio de 1927. Posteriormente o Diário de Pernambuco, em 15 de maio de 1927. 

A notícia da morte do Zezé Patriota também foi notícia em dois jornais do sudeste, no Gazeta de Notícias (RJ) em 15/12/1927 e no Diário da Noite (SP) em 26/12/1927. José (Zezé) Patriota foi um dos muitos cangaceiros do nosso Pajeú e sua vida errante ainda precisa ser estudada. Afinal, a história do cangaço também faz parte de nossa história.

Hesdras Souto é Sociólogo, Pesquisador e Membro-Fundador do Centro de Pesquisa e Documentação do Pajeú – CPDOC-Pajeú               

Respeita Januário nos "Grandes Encontros Cariri Cangaço"


Falar de Nordeste e de sertão, é falar de um dos maiores ícones de nosso chão e para todo o sempre: Seu Luiz; Luiz Lua Gonzaga; o Rei do Baião! O Cariri Cangaço te convida para ao lado de Manoel Severo receber os convidados; pesquisadores renomados do universo "Gonzaguiano", Wilson Seraine Filho, Paulo Vanderley e Rodrigo Honorato, para numa Sala de Reboco bater um papo pra la de especial sobre Luiz Gonzaga.

Grandes Encontros Cariri Cangaço
RESPEITA JANUÁRIO:
 Vida e Obra de Luiz Lua Gonzaga,
SEXTA FEIRA, as 20h 
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Casarão do Coiteiro Adauto Felix em Cajueiro Por:Rangel Alves da Costa

Rangel Alves da Costa no casarão dos Félix

Pela sua proximidade com o Rio São Francisco, a Gruta de Angico, os sertões de Poço Redondo e as alagoanas Piranhas e Entremontes, pelos idos dos anos 30 Cajueiro era um verdadeiro reduto de famosos coiteiros, principalmente os da família Félix, como os irmãos Manoel Félix e Adauto Félix. Também de outros renomados nomes como Lourival Félix, Erasmo Félix e Messias Caduda. 

Adauto Félix era figura de proa na comunidade ribeirinha, sempre vivendo nas suas entranhas e arredores. Um dia, depois de juntar os trocados na sua lida do dia a dia, lançou o olhar sobre uma casa grande, verdadeiro sobrado, de paredes largas e dependências confortáveis, com muro à frente e arquitetura esmerada, e resolveu adquirir para nela fincar sua família. E foi assim que o sobrado então pertencente a Durval Rodrigues Rosa (o mesmo Durval político e ex-prefeito de Poço Redondo, que nasceu e por muito tempo viveu na região) passou a ser de propriedade do famoso ribeirinho. 

Mas hoje, infelizmente, o casarão do saudoso Adauto Félix está praticamente abandonado, sem portas, tomado pelo mato e pela força do tempo. Ao adentrar, logo se percebe a pujança de outrora, o que deixa o visitante entristecido pelo abandono a que foi relegada esta grandiosa página da história de Cajueiro e de Poço Redondo. Dizem (e não era nem pra dizer isso) que discordâncias entre os herdeiros se tornou o grande empecilho para que o casarão tenha uma digna destinação. Esperamos que logo tudo se resolva. Ou os verdadeiros donos de tudo logo resolverão a questão: O tempo vai se arvorar do que é seu. Dos escombros não restarão nem a poeira nem o pó.


Em Cajueiro, o casarão do coiteiro Adauto Félix fica em elevação privilegiada, de onde se pode avistar a beleza rústica e bucólica da povoação ribeirinha estendida no município de Poço Redondo. Desde os degraus aos fundos, tudo parecendo fundido no ferro da paciência. Entretanto, tudo já envelhecido pelo abandono humano e o desgaste do tempo. Mas a estrutura é tão sólida que sua inteireza impressiona. Galhagens e folhas vão se acumulando para dificultar a subida nos degraus. Na mureta da frente ainda a beleza do encosto de proteção e das vigas, onde muita gente no passado se debruçou para apreciar a beleza do rio logo adiante, do Velho Chico e sua passagem em fina flor. 

A firmeza da velha construção de paredes grossas, largas, em tijolo dobrado e cimento grosso, faz lembrar uma fortaleza assim construída como proteção contra os ataques de hordas inimigas. Apenas um pedaço ou outro do reboco mostrando suas chagas abertas. Que feridas feias são as do abandono! Os sulcos nas paredes causados por pontas de paus ou outros objetos, mas não pela ação do tempo. Salas e quartos grandes, amplos, espaçosos demais. Portas e janelas altas, estreitas, mas com a madeira já carcomida de tempo. No chão, o cimento duro, corroído pelos passos dos anos e o solado da renegação. Pelos cantos, paredes e chão, o amarelado da poeira e do pó que vão se acumulando nas coisas velhas. Tudo tão belo e tão triste. Tudo tão nostálgico e angustiante. Difícil imaginar que uma construção com tamanha beleza tenha se tornado, ao invés de símbolo da preservação das memórias familiares, em mera estrutura ao deus dará. E ao adentrar, é como se vozes chamassem, dissessem, clamassem: venha, estou aqui, me faça renascer!

Rangel Alves da Costa
Pesquisador e Escritor
Conselheiro Cariri Cangaço, Poço Redondo-SE

Chico Jararaca Por Geraldo Júnior

Ao centro da imagem está o ex-cangaceiro Chico Jararaca, tendo a sua esquerda o Jornalista Ailton Medeiros e ao lado oposto o Professor Adauto Guerra.

Quando tudo parece estar caindo no ostracismo, surgem pessoas, fatos e imagens inéditas para reacender a chama das pesquisas e da curiosidade e isso nos dá força para seguir adiante por saber que ainda há muito para ser resgatado. Hoje me deparei com a fotografia de um ex-cangaceiro do bando de Antônio Silvino, que ao menos para mim, era até então desconhecida. Trata-se de Chico Jararaca, natural da região do seridó no estado do Rio Grande do Norte, que andou com o "Rifle de Ouro" no tempo em que este dava as cartas e era apontado como o "Governador do Sertão", denominação que a imprensa e populares da época cederam a Lampião anos depois.

A partir de agora vou começar a preparar um documentário sobre o personagem e em breve trarei outras novidades a respeito de outros personagens da história que tanto corremos atrás.


Mais um resgate.

Cortesia: Alexandre Muniz - Trapiá Cia Teatral de Caicó RN

Geraldo Antônio de Souza Júnior

O Marco Cordeliano: Um lembrete para incentivar o estudo Por Carlos Alberto Silva

Carlos Alberto: "O MARCO CORDELIANO: um lembrete para incentivar o estudo..."

O marco no cordel recebeu a influência do desafio da cantoria. Entende-se, que, o marco é uma obra-prima de um cordelista, rica em extensão e profundidade, difícil de ser desafiada e similar, metaforicamente, a um marco fronteiriço ou de propriedade, a uma fortaleza, a um castelo, etc..

Na história do cordel brasileiro, vários cordelistas produziram e publicaram os seus marcos, entre outros: Leandro Gomes de Barros (1865-1918), com O MARCO BRASILEIRO; João Martins de Athayde (1880-1959), com O MARCO DO MEIO MUNDO; José Adão Filho, O MARCO PARAIBANO; Manoel Tomaz de Assis (ou Tomaz Limão), com O MARCO DO SERIDÓ; Joaquim Francisco de Santana (1877-1917), com A FORTALEZA QUE LEVANTEI DENTRO DE UMA LAGOA...


De acordo com as informações existentes, do conjunto de marcos publicados, o único que teve contestador foi O MARCO DO MEIO MUNDO, do grande Athayde, por Leandro Gomes de Barros, através, do COMO DERRIBEI O MARCO DO MEIO MUNDO; e, por José Adão Filho, pelo meio de DESTRUIÇÃO DO MARCO DO MEIO MUNDO.

Como sugestão de leituras:
1) MARCOS E VANTAGENS, de Átila Almeida e José Alves Sobrinho (Seleção e Organização).
2) CANTOS DE GUERRA: Cantadores Negros e as Disputas em torno do Gênero do Marco (1970-1930), de Paulo Teixeira Iumatti. (publicado recentemente).
3) O MARCO: Uma Metodologia de Análise, da professora Luciany Aparecida Alves Santos (artigo).
 




As imagens foram copiadas da cordelteca do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, da cordelteca da Fundação Casa de Rui Barbosa e da hemeroteca da Biblioteca Nacional.

Carlos Alberto Silva

Pesquisador, Natal-RN

Reminiscências de Maria Bonita Por:Raul Meneleu Mascarenhas


Dia 28 de julho de 2020 fez 82 anos da morte de Maria Bonita. Muito de sua história, desde o seu nascimento até o dia de sua morte, a única certeza que tínhamos era esta data de 28 de julho de 1938, o dia de  sua morte.E mesmo assim ainda paira dúvidas para alguns, aquele acontecimento da fuzilaria do Angico onde ela e Lampião, com mais nove companheiros foram mortos pelas volantes comandadas pelo tenente João Bezerra.

O título desse artigo diz bem com a imagem lembrada do passado dela, pois o que se conserva na memória são lembranças vagas ou incompletas fornecidas por parentes e escassas fontes da Igreja Católica, material este carcomido por traças e descasos de conservação. Infelizmente as autoridades religiosas não conservaram a tais, não por má fé, mas por talvez faltarem a tais uma consciência histórica por não enxergarem o futuro, talvez por não perceberem tais documentos como história de sua própria igreja, paróquia  e rebanho.

Os escritores da Saga Cangaço foram ao campo, investindo seus recursos de tempo e dinheiro do próprio bolso pois faltavam-lhes patrocínios de entidades de cultura, tanto as  particulares como as governamentais, como aliás aconteceu na história do homem sobre a face da terra, sendo que apenas poucos destes pesquisadores foram amparados oficialmente. Imaginem agora no nosso Brasil onde a cultura sempre foi posta em patamar inferior.

Obra do pesquisador e escritor Voldi Ribeiro

Na página 79 sob o título "UMA ANÁLISE ACERCA DO DIA 08 DE MARÇO DE 1911" data defendida sem comprovação documental por alguns escritores, Voldi analisa em síntese crítica, os registros de tais, que a partir do ano de 1997 passaram a defender esta data, isto sem comprovação documental e que simplesmente se basearam em relatos verbais familiares que também não foram comprovados. 

Antes as datas defendidas por autores mais antigos, variava de ano, desde 1906 a 1912.

Na análise Voldi apenas indica os autores e não indica as obras.

Voldi traz o resultado de sua pesquisa com documentos comprobatórios encontrados nas Paróquias de Santo Antônio da Glória e São João Batista de Jeremoabo, em sua busca, juntamente com o Pesquisador, Teólogo e Comunicador Social, Padre Celso Anunciação. Em conversa de mais de uma hora por telefone, entrevistei o autor dias 26 e 28 de julho de 2020, que me informou está sendo elaborada uma segunda edição,  ampliada.

Estive com Voldi em diversos encontros do Cariri Cangaço, onde ele compartilhava comigo o assunto e ano passado estivemos em Juazeiro do Norte, onde o autor entregou-me em mão sua obra com uma dedicatória amável que agradeço imensamente. Nesta obra, ele traz fotografias de tais documentos, onde não pode existir mais dúvidas de data de nascimento de Maria Bonita. Abaixo exponho as fotos e procuro fazer argumentações extra-livro.

Transcrição do trecho da página: "Aos sete dias do mês de setembro de mil nove centos e dez, baptisei solenemente a Maria, nascida a desessete de janeiro de mil nove centos e dez filha natural de Maria Joaquina da Conceição. Foram padrinhos Agripino Gomes Baptista e Maria Joaquina da Conceição. E para constar fiz este assento que me assigno.

Vigário Euthymio José de Carvalho”

Que dúvida pode persistir se a evidência maior é o Batistério de Maria? E por que duvidar de um atestado de Batismo (conforme foto abaixo) emitida pela Paróquia de São João Batista e assinada pelo Pároco e Padre José Ramos Neves?

Alguém pode dizer: Por que os pesquisadores de renome não encontraram esse Batistério da mulher mais famosa do cangaço? 

Respondo com um talvez: Talvez porque faltou-lhe um amparo maior que o Pesquisador Voldi Moura obteve, ao aliar-se com um Pesquisador entendido no assunto religioso dos batismos da Igreja Católica e conhecedor dos meandros e aceito por seus pares de religião, onde pode escarafunchar as documentações que estavam por assim dizer, aguardando o momento propício para ser revelada ao público. O escolhido e abençoado foi Voldi Moura Ribeiro.

Mas vamos além e foquemos nas demais documentações que nunca tinham sido acessadas por pesquisadores mais afamados. Temos o Batistério de uma das irmãs de Maria Bonita, que se chamava Antônia

 

O nome completo de Antônia era Antonia Maria da Conceição. (foto aCIMA)

Essa certidão de Batismo traz também apenas o primeiro nome, como era o costume da época, pois o batizando automaticamente levaria o nome dos pais. Vejam que esta certidão traz o nome do pai. A de Maria Bonita não. Por certo o pai não estava presente ou Maria Bonita “poderia” ser filha de outro homem. Mas vou deixar essa tese para em outra ocasião dissertar sobre ela.

Em vista desse “achado” os próximos livros que forem escritos sobre o assunto com certeza irão trazer essa data de 17 de janeiro de 1910 mesmo que não queiram dar o crédito ao autor da descoberta, Sr. Voldi Moura Ribeiro.

Na internet existem diversos blogs e páginas com a data não comprovada de 8 de março, seguindo escritores que não pesquisaram e basearam suas afirmativas pelos livros lidos. Coincidentemente o Dia Internacional da Mulher é 8 de março. Claro que gostaríamos de ter essa data internacional como sendo a do nascimento de Maria Bonita, mas infelizmente não é.

Frederico Pernambucano de Melo, historiador e membro da Academia Pernambucana de Letras, veio a reconhecer a descoberta de Voldi Moura, quando em palestra no Museu do Estado de Pernambuco, Recife, em 14 de dezembro de 2011, transcrita no próprio livro LAMPIÃO E O NASCIMENTO DE MARIA BONITA quando disse:

“... o Brasil, a quem a história acendeu uma vela no dia 8 de marco útimo, julgando assinalar os cem anos de seu nascimento. Acendeu por engano, ao que se constata no momento, a data festejada parecendo não ser a verdadeira.

No vazio de registro escrito, que persistiu até meses atrás, esse 8 de março teria prosperado com base no testemunho de parentes, fonte reconhecidamente precária quando se trata de datas. Para não falar do caráter confuso e pouco explicado desse testemunho. Contra o qual se insurge agora o resultado de levantamento feito há pouco no arquivo da Diocese de Jeremoabo, Bahia, pelo sociólogo Voldi Ribeiro, auxiliado pelo padre Celso Anunciação, que deu como resultado a descoberta do batistério da cangaceira-mor. Documento que a torna mais velha em pouco mais de um ano, vez que nascida aos 17 de janeiro de 1910, ao que reza o papel da sacristia amarelecido pelo tempo. Teria morrido, assim, com 28 anos e seis meses de idade, naquele 28 de julho de 1938, para os que apreciam as exatidões. E conseguido negar um pouquinho de idade para o marido famoso, como toda mulher que se preza...”

Não sabemos como o grandioso pesquisador Antônio Amaury Correia de Araújo veio a obter essa data refutada de 8 de março, mas se corrige ao referenciar a descoberta do Sociólogo Voldi Moura, quando em seu livro “Lampião - As Mulheres e o Cangaço” segunda edição, de 2012, página 162 faz constar uma devida correção:

"Maria veio ao mundo em 8 de março de 1911*

*Data invalidada após o amigo pesquisador Voldi de Moura Ribeiro, haver encontrado uma carta enviada por mim em 16 de março de 1971, buscando informações sobre documentos de Maria Bonita. Essa carta foi encontrada por Voldi em 22 de agosta de 2011. ”

Reconhece então o nobre Escritor e Pesquisador, a declaração de Certidão de Nascimento feita pelo Padre José Ramos Neves em que atesta o nascimento de Maria Bonita em 17 de janeiro de 2010. (veja foto acima)

Na enciclopédia Wikipedia no link   abaixo  

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Bonita), 

encontramos ainda a falsa data de 8 de março de 1911 onde foi posta uma pequena nota que pode ser aberta ao teclar nesse um [1] que diz: “Segundo o Antônio Amaury, a certidão de batismo em nome de Maria Bonita não pode ser localizada. Maria deve ter nascido por volta do ano de 1908 (ARAÚJO 1984, fls. 168) e creio que os administradores da página, já deveriam ter mudado a data para 17 de janeiro de 1910 o ano de seu nascimento.


Aqui encerro minhas considerações a respeito da data de nascimento de Maria Bonita.

Raul Meneleu , pesquisador e escritor - Conselheiro Cariri Cangaço.

Fonte:https://meneleu.blogspot.com - Caiçara do Rio dos Ventos

Cariri Cangaço e Antônio Amaury - Lampião e Isaías Arruda Por:Aderbal Nogueira

Fonte: YouTube  Canal: Aderbal Nogueira

Mais uma vez o documentarista e Conselheiro Cariri Cangaço Aderbal Nogueira, nos brinda com o resgate de momentos marcantes de nosso Cariri Cangaço, com Temas e Conferencistas de primeira linha. Desta vez Aderbal nos traz , momentos da participação do Mestre Antônio Amaury em nosso Cariri Cangaço Aurora 2010, na manha do sábado, dia 21 de agosto de 2010. 

Em nossas edição em Aurora 2010 o tema foi “Os 83 anos da passagem de Lampião pelo território aurorense” e teve palestra pelo secretário de Cultura do município professor José Cícero. As dependências do salão paroquial ficaram totalmente lotadas com o grande número de pessoas que compareceram ao evento. A mesa contou dentre outros com o curador Manoel Severo, o escritor Dr. Antonio Amaury, o Secretário de Cultura de Aurora José Cícero, Dr. Napoleão Tavares Neves e Aderbal Nogueira.

Antônio Amaury no Cariri Cangaço 2010
Aurora, Ceará
Imagens e Produção: Aderbal Nogueira
Fonte: YouTube canal Adebal Nogueira