Hoje me despeço de uma das mais gratas amizades que fiz nesta vida. Eu não seria o mesmo pesquisador se não tivesse a chance de ter conhecido, Dr. Antônio Amaury Correia de Araújo.
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Eu não seria o mesmo pesquisador se não tivesse a chance de ter conhecido, Dr. Antônio Amaury Correia de Araújo.
Hoje me despeço de uma das mais gratas amizades que fiz nesta vida. Eu não seria o mesmo pesquisador se não tivesse a chance de ter conhecido, Dr. Antônio Amaury Correia de Araújo.
Antônio Amaury Correa de Araujo, o Cangaceiro Desarmado
Soube agora pela manhã do falecimento de Antonio Amaury Correia de Araújo. Trata-se do mais conceituado autor e pesquisador sobre a história do cangaço. Amaury, ao contrário do que inicialmente poderíamos pensar não era nordestino. Nasceu em Boa Esperança do Sul, interior de São Paulo. De formação acadêmica era odontólogo, mas aproximou-se do cangaço através da sua profissão, quando cuidou de pacientes ligados ao semiárido nordestino de forma direta e indireta. Fez-se amigo e recolheu depoimentos na capital paulista de personagens históricos como Zé Sereno, Balão, Sila, e tantos outros que agora me fogem da memória - aliás, a dele era prodigiosa - indo também como rastreador incansável bater alpercatas nos territórios nordestinos assolados pelo homens que vestidos de mescla azul percorreram os ásperos terrenos das caatingas, em busca de ouro, dinheiro e , também, de liberdade, de espaços que ocupavam e desocupavam longe da tutela dos coronéis. Amaury, podemos dizer, não os perseguia, desejava reconstituir seus caminhos para conhecê-los melhor, desvendá-los, humanizá-los e auscultar aqueles, familiares, amigos, adversários, que assistiram, participaram como parceiros ou algozes ou ouviram dos seus antepassados as façanhas de Lampião, Corisco, Zé Baiano, Gato, Zé Sereno, Mariano, Luis Pedro, Antonio e Ezequiel Ferreira, Maria Bonita, Dadá, Ignacinha, Lídia, Nenê de Luis Pedro, Enedina, Sila e muitos mais.
Seu Falecimento Enlutece a Todos e Profundamente Consterna a Casa de Alcino: o Sertão e o Memorial Alcino Alves Costa.
27 de fevereiro de 2021, Rangel Alves da Costa
Era a Referência, o Farol, o Modelo a ser Seguido... Por Luiz Ruben
Um Nordestino, sim, senhor ! Por:Frederico Pernambucano de Mello
Parte o Maior de Todos... Doutor Antônio Amaury Correa de Araujo !
É com muita tristeza que o Cariri Cangaco comunica o falecimento de Antônio Amaury Corrêa de Araújo, acontecido na noite desta ultima sexta, dia 26, na cidade de São Paulo. Perde o Brasil o maior pesquisador da temática Cangaco , de todos os tempos, um homem extraordinário que dedicou sua vida à família, à profissão e à Alma Nordestina. Vá com Deus Doutor Amaury, seu legado se eterniza a partir de suas obras e de seu inigualável trabalho. Somos devedores eternos de sua dedicação . O Cariri Cangaço agradece ao senhor todo o cuidado, zelo, apoio e confiança ; somos o que somos por causa do senhor . Parta em paz querido amigo e que Deus possa confortar o coração de dona Rene, Júnior, Sérgia, Carlo e netos. Leve a certeza que permanece em nossos corações .
Manoel Severo- Conselho Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço
Kydelmir Dantas no Canal Futura
Nota de Pesar: Voldi Moura Ribeiro
NOTA DE PESAR
É com muita tristeza e consternação que o Conselho Alcino Alves Costa, do Cariri Cangaço, informa o falecimento do sociólogo, pesquisador e escritor Voldi Moura Ribeiro na manha desta quarta-feira, dia 20 de janeiro de 2021 na cidade de Jatobá, Pernambuco, em decorrência de um infarto fulminante. Voldi Ribeiro tinha 63 anos e era membro permanente de nosso Cariri Cangaço, membro da ABLAC e de outras instituições literárias e acadêmicas. Nossos mais sinceros sentimentos de pêsames à toda família enlutada e aos inúmeros amigos do pesquisador e escritor Voldi Moura Ribeiro.
"Uma triste notícia circulando nas redes sociais dá conta do falecimento do sociólogo, escritor, aposentado da Chesf, Voldi Moura Ribeiro. A notícia chegou ao conhecimento do também escritor e seu grande amigo Luiz Ruben no final tarde desta quarta-feira, 20 de janeiro, que foi informado pela secretária do Padre Antônio que mora em uma fazenda próxima da fazenda de Voldi Ribeiro, no município de Jatobá-PE, onde ele estava morando ultimamente.O Padre Antônio pediu para informar a Luiz Ruben que Voldi Ribeiro foi encontrado morto, vítima de um infarto. Voldi nasceu em Picos, no Piauí, em 1957. Estudou no Recife, onde fez Ciências Sociais, Sociologia, na Universidade Católica de Pernambuco.
Foi admitido na Chesf no ano de 1977 e teve atuação importante no apoio às ações da Chesf para os reassentamentos dos moradores que precisaram ser deslocados dos municípios que foram inundados com a construção da barragem de Itaparica.Concluído esse trabalho, Voldi ocupou uma assessoria da Administração da Chesf em Paulo Afonso que cuidava, dentre outras atividades, dos contratos relacionados a administração da Usina de Angiquinho por outras instituições.
Como sociólogo, era um apaixonado pelos estudos e pesquisas relacionadas ao Nordeste e ao cangaço e foi justamente nessa área que deixa uma grande contribuição quando, com o apoio do Padre Celso da Anunciação encontrou documentos que provam que o nascimento de Maria Gomes, conhecida como Maria Bonita, a companheira de Lampião, o Rei do Cangaço, que nasceu no Povoado Malhada da Caiçara, hoje pertencente ao município de Paulo Afonso, foi no dia 17 de janeiro de 1910 e não no dia 08 de março de 2011, como sempre foi divulgado até por renomados escritores sobre esse tema.
Voldi defendeu essa sua descoberta em um dos eventos do Cariri Cangaço, publicou inicialmente no jornal Folha Sertaneja e no ano de 2019 publicou esse seu achado sobre a data do nascimento de Maria Bonita no livro Lampião e o nascimento de Maria Bonita.(Editora Oxente. Paulo Afonso-BA. 2019).O livro, de 196 páginas, ricamente ilustrado com fotos e documentos inéditos, traz vários textos do Padre Celso da Anunciação, Luiz Ruben Alcântara e de Frederico Pernambucano de Melo, que faz também o seu Prefácio.
Além do seu trabalho na Chesf, onde contribuiu de forma grandiosa para a região Nordeste, esta sua obra é um marco muito importante para os estudiosos do cangaço e da história do Nordeste brasileiro. Muitos escritores de Paulo Afonso que conviveram com Voldi Ribeiro, estão pesarosos com a sua partida. Aos familiares e aos amigos, nos solidarizamos nesse momento de tristeza e dor. Muitos escritores da Academia de Letras de Paulo Afonso, embora Voldi ainda não fosse membro dessa instituição, deixaram sua tristeza no grupo de Whatsapp, como Rubinho Lima, o diretor da Editora Oxente, que fez o seu livro, Jotalunas, Luiz José, Professor Fernando, Luiz Ruben e Ângela, seus amigos de longa data e muitos outros."
Reportagem da Folha Sertaneja-Paulo Afonso BA
Na Quixabeira onde o Cangaceiro Juriti foi Queimado Vivo Por:Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa
Mas Juriti teve seu destino selado por uma saudade sentida de sua ex-companheira dos tempos cangaceiros: Maria de Juriti. Assim, como a ex-cangaceira havia retornado para o lar familiar na região da Fazenda Pedra D’água (nas proximidades da famosa Fazenda Cuiabá), e após vaguear pelo mundo como ser comum e trabalhando pela sobrevivência, em 1941 resolveu retornar ao sertão sergipano, e certamente com vontade de rever Maria e alguns conhecidos. Contudo, a notícia da chegada do cangaceiro logo chegou aos ouvidos do Sargento Deluz.
Não demorou para que o feroz militar providenciasse o cerco da residência de Rosalvo Marinho, onde Juriti se arranchava. Preso, foi logo amarrado e conduzido em direção a Canindé. Mas na estrada, a solução encontrada foi outra. Deluz mandou que seus soldados preparassem uma fogueira grande, com toco de pau e mato seco, logo abaixo de uma quixabeira, e nas chamas lançou o indefeso cangaceiro. E pelos sertões, os versos ainda ecoam: “A fogueira de Deluz, deu luz de gemido e dor. Entre as chamas da fogueira, Juriti não mais voou. O cangaceiro perverso, pelas mãos da perversidade em cinzas se transformou...”.
Rangel Alves da Costa, pesquisador, poeta e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço, Poço Redondo-SE
O Adeus a Sabino Bassetti
É com muita tristeza e consternação que o Conselho Alcino Alves Costa, do Cariri Cangaço, informa o falecimento do pesquisador e escritor José Sabino Bassetti na manha deste sábado, dia 12 de dezembro de 2020 na cidade de Salto, São Paulo, em decorrência de um câncer. Bassetti tinha 79 anos e era membro permanente de nosso Cariri Cangaço. Nossos mais sinceros sentimentos de pesames à toda família enlutada e aos inúmeros amigos do inesquecível Sabino Bassetti.
Livros do Cangaço em Grandes Encontros Cariri Cangaço !
Manoel Severo Barbosa recebe o renomado livreiro do cangaço; Professor Pereira; Conselheiro Cariri Cangaço e o professor Adriano de Carvalho Duarte, para uma conversa que ficara na história. Até lá !!!











