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De Bosta Seca a Volta Seca Por: Guilherme Machado
No Rastro de Lampião - Lançamento do Podcast Cariri Cangaço
A Gruta do Angico em Poço Redondo Por:Manoel Belarmino
No Ar o Novo Projeto: Podcast Cariri Cangaço , primeiro episódio NO RASTRO DE LAMPIÃO
Há 118 Anos é Apeado do Poder em Crato, o Coronel José Belém de Figueiredo pelos Rifles do Santo André Por: Valdir Nogueira
"A Bala e a Mitra" - Terceira Edição Lançada em Garanhuns Por: Junior Almeida
A colunista Kitty Lopes foi a mestre de cerimônias do evento, tendo a mesa das autoridades composta por Ivonete Xavier, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns – IHGG -, Dom Paulo Jackson, Bispo Diocesano, do psiquiatra Bruno Lopes, presidente da Confraria Dom Expedito Lopes, além do seu irmão, Padre Thiago, que é postulador da causa de beatificação de Dom Expedito, em sua fase romana, e que escreveu um dos capítulos de A Bala e a Mitra.
Ana Maria, visivelmente emocionada, disse que se sentia agradecida a Deus por ser, segundo ela, um instrumento Dele para reparar a verdade histórica, pois, antes dela publicar sua obra, existiam várias versões equivocadas sobre o episódio, como por exemplo, a que “Padre Hosana tinha matado Dom Expedito por que o bispo estaria namorando com a sua mulher”. Ao final de suas palavras, Ana Maria César foi aplaudida calorosamente.Um momento de grande emoção do evento, foi quando a Irmã Justina, de 87 anos, uma das sete freiras da primeira turma da congregação fundada por Dom Expedito, falou. A religiosa do Instituto das Missionárias de Nossa Senhora de Fátima do Brasil estava com o Bispo no Hospital Dom Moura, segurando seu oxigênio enquanto ele estava ferido, e junto com outros religiosos, presenciou a sua morte.
Irmã Justina, junto com Cândida, residem no Rio de Janeiro e, são as últimas religiosas vivas que estavam com o 5º Bispo de Garanhuns no momento de sua passagem. Apoiada em uma bengala, a religiosa contou que no hospital, vendo seu fim se aproximar, Dom Expedito fazia orações em latim, nas quais pedia o perdão para o Padre Hosana e, que um o médico que o assistia achou que ele delirava, passando, então, o Bispo a falar em português.Dom Paulo, ao falar, lembrou de alguns momentos da vida de seu antecessor. Destacou a humildade e a pobreza material de Dom Expedito, citando o caso em que seu pai, pedreiro de profissão, não foi à sua ordenação de padre por que não possuía um simples par de sapatos. Lembrou também que seu algoz, o destemperado Padre Hosana zombava dele, pois se dizia um fazendeiro, enquanto seu Bispo e superior não passava de um pobretão.
O atual Bispo de Garanhuns ainda relembrou algumas transgressões do Padre Hosana, como uma agressão ao próprio Dom Expedito, um ano antes de seu assassinato e, também do aborto da mulher Maria José, concubina do então padre de Quipapá, isso em 1953. Disse também que Padre Hosana queria a todo custo que Maria José abortasse novamente, no ano de 1955, tendo ela fugido para não cometer mais esse pecado.
Dom Paulo Jackson disse que em 24 de março de 1956, nasceu o filho de Padre Hosana e Maria José, bem longe de Pernambuco. O Bispo revelou ainda que Quitéria, a outra mulher de Hosana, teve um filho dele. Que um pintor de paredes, que trabalhou no “Palácio do Bispo” foi que lhe revelou que era neto de Quitéria e Padre Hosana, se dizendo filho do pecado.
Dom Paulo destacou que mesmo Dom Expedito sendo acusado injustamente de dar ouvidos à fofocas, de ter sido agredido pelo Padre Hosana em 1956, e no ano seguinte ser baleado, vindo a morrer por conta dos ferimentos, perdoou tudo; as pessoas que o caluniavam a até seu próprio algoz. O bispo finalizou dizendo que “vai fazer um decreto para que todos os padres da Diocese rezem para Dom Expedito, pedindo a sua beatificação.” Padre Thiago, como dito, postulador da causa de beatificação de Dom Expedito em Roma, disse não ter dúvidas de “que ele é santo”.
Depois das falas sobre o livro e o trágico episódio de julho de 1957, Ana Maria César autografou os exemplares da nova edição de A bala e a Mitra, obra, que ao lado de A Vida de Dom Expedito Lopes Bispo Mártir de Garanhuns, de Frei Fernando Francisco da Silva, são indispensáveis para a História de Garanhuns, bem como a História da Igreja.
Junior Almeida, pesquisador e escritor - Conselheiro Cariri Cangaço
Capoeira, PE 03 de julho de 2022
Fonte: Blog do Roberto Almeida
Cyra Britto Bezerra Homenageada como Personagem Histórica do Sertão no Cariri Cangaço Piranhas 2022
Muitos são os personagens que se imortalizam por sua coragem, destemor e bravura. Em Piranhas o Cariri Cangaço 2022 presta uma justa homenagem a um desses personagens da história, aliás, uma personagem: Cyra Britto Bezerra, ou dona Cyra Britto, eternizada pelo ato de bravura em defesa de sua casa e de sua cidade; Piranhas; em 1936 quando da invasão dos bandos dos cangaceiros Gato e Corisco. Dona Cyra era a esposa do festejado personagem histórico, tenente João Bezerra, comandante das volantes que deram cabo de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo, Lampião.
Para conhecer um pouco mais de dona Cyra, vamos recorrer às linhas de Carlos Jatobá: "Cyra Britto Bezerra (nascida Correa de Britto), nasceu no interior de Alagoas, no município de Piranhas, às margens do rio São Francisco, em 12 de março de 1915. Filha de Francisco Correa de Britto e de Emiliana Gomes de Britto prósperos fazendeiros e, também neta do chefe político da região dos dois lados do rio São Francisco: Piranhas (Alagoas) e Canindé do São Francisco (Sergipe), o Cel Antonio José Correa de Britto (conhecido como "Antonio Menino", "Sinhozinho do Gerimum" ou "Pai-Nosso") e de Prima Gomes de Britto ("Mãe-Nossa"). De família numerosa, dividia com seus 14 irmãos: Carlos, Célia, Ciro, Claudemiro, Clodovil, Cordélia, Guiomar, João, José, Maria José, Nair, Noélia, Raimundo e Yolanda, as brincadeiras entre a Fazenda Gerimum (no lado sergipano) e a casa grande em Piranhas."
Homenagem a Celso Rodrigues no Cariri Cangaço Piranhas 2022
É Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço quem completa: "perdemos as vezes em que passávamos horas e horas explorando a memória e a companhia extraordinária de seu Celso, sempre solícito, atencioso e ávido a nos contar tudo sobre sua querida Piranhas, um homem de um memória e um coração, gigantes. Para nós prestar essa homenagem a seu Celso nos enche de alegria e satisfação."
Um dos momentos mais marcantes do Cariri Cangaço em suas edições em Piranhas foi sem dúvidas no ano de 2015, em momento memorável na Fazenda Patos , revivendo o horror da familia de Domingos Ventura. Ali, durante mais de uma hora Celso Rodrigues com um precisão e lucidez incomuns, traçou o passo a passo de toda a penosa trama que acabou traçando o destino final de Domingos Ventura... No ano seguinte, 2016, novamente seu Celso se destacava dentro da Programação do Cariri Cangaço Piranhas, sendo um dos grandes anfitriões no Primeiro no Tour pelas ruas de Piranhas elucidando a fatídica invasão da cidade pelos bandos de Gato e Corisco em 1936.
"É com muita honra que nossa família recebe esta homenagem do nosso Cariri Cangaço a meu avô, todos nós estamos festejando o reconhecimento ao trabalho, à dedicação e a honradez de toda uma vida de Vô Celso, por parte de tantos escritores e pesquisadores de nosso Brasil, sem dúvidas uma grande honra para todos nós", declara Celsinho Rodrigues, Conselheiro Cariri Cangaço e presidente da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Piranhas 2022 e neto do homenageado. Celso Rodrigues Rego, patriarca da familia Rodrigues, viria a falecer no dia 26 de setembro de 2021, aos 81 anos.
Cariri Cangaço Piranhas; 28 a 31 de Julho de 2022 - Alagoas Brasil
Ervas na Pedra do Reino Por: Valdir Jose Nogueira
100 Anos do Assalto ao Casarão da Baronesa de Agua Branca Por:Luiz Ferraz Filho
Cerca de um ano após a morte dos pais, Lampião retornou para o sertão alagoano. Pertencente ao bando de Sinhô Pereira, o cangaceiro se juntou aos irmãos e companheiros da vida de crime e andou pela região em busca de dinheiro para manter armando seu bando. Para isso, mandou bilhetes aos principais fazendeiros da região, porém, em um desses bilhetes que chegou ao consentimento da baronesa, a mesma mandou uma resposta para o portador que tinha dinheiro, mais era pra comprar de bala para seus jagunços “arrancar a cabeça dos bandidos”. Sem se intimidar com a defesa que a jagunçada da baronesa poderia fazer, Lampião preparou uma artimanha colocando seus homens com roupas comuns para conduzir redes cheias de armamentos, servindo assim de isca para ludibriar a guarnição local que imaginava ser um comboio fúnebre, muito comum naqueles idos.
Fuzis, punhais e cartucheiras eram carregados no lugar dos mortos. Ninguém desconfiou. Dirigiram-se esses à porta da delegacia de polícia local e, aos berros, um dos cabras de Lampião, disfarçado, gritou para o soldado de plantão: “Acuda, praça! Mande gente lá para as bandas do povoado da Várzea, que a cabroeira de Lampião está acabando com tudo ali; mataram estes daqui e ainda há mais gente morta aos montes".
O despreparado soldado chamou imediatamente o corneteiro, que tocou reunir. Foi o momento propício para a execução do plano de Lampião: as armas foram retiradas das redes e nisso todos os volantes acabaram rendidos pelos cangaceiros. Enquanto a polícia era rendida, outra parte do grupo já havia entrado na cidade e agia no saque ao casarão da Baronesa de Água Branca. Somente nesse assalto ao casarão sabe-se que o cangaceiro roubou a quantia de 20 contos, que a baronesa tinha escondido em um surrão de couro. Foi após esse assalto, que o cangaceiro se tornou conhecido pela imprensa da época, liderando ele um grupo próprio de bandoleiros. Depois disto, retornou Lampião ao Estado de Pernambuco, encontrando-se com Sinhô Pereira que decidiu deixar a vida criminosa, passando ele o comando do bando e a 'coroa de Rei do Cangaço' para Lampião.
Luiz Ferraz Filho, Pesquisador - 23 de junho de 2020 ; Serra Talhada PE
FONTE: Lampião, Seu Tempo e Seu Reinado (MACIEL, Padre Frederico Bezerra Maciel); Lampião, Memórias de Um Soldado de Volante (LIRA, João Gomes de Lira); O Canto do Acauã (FERRAZ, Marilourdes); De Virgulino a Lampião (AMAURY, Antônio - FERREIRA, Vera); O Espinho de Quipá, Lampião a História (AMAURY, Antônio - FERREIRA, Vera) ; Lampião em Paulo Afonso (SOUSA LIMA, João de) ; Lampião, Nem Herói, Nem Bandido, A História (SOUZA, Anildoma Williams de) ;Serra Talhada, 250 anos de História (LORENA, Luiz Conrado de)
Os Lançamentos do Cariri Cangaço Piranhas 2022
Eleita Nova Diretoria da SBEC
A Chapa única apresentada ao pleito tem como presidente o pesquisador Lemuel Rodrigues, na vice presidência a pesquisadora Patrícia Gastão, como secretário temos Geraldo Maia tendo como suplente o escritor Leandro Cardoso Fernandes e como tesoureiro, o pesquisador Marcílio Falcão com Honório de Medeiros como suplente. A chapa apresentada foi eleita por unanimidade e em ato contínuo foi declarada empossada pela diretoria que encerrava seu mandato.
Uma das presenças marcantes na solenidade de eleição e posse da nova diretoria da SBEC foi da senhora Graça Gastão, viúva e grande companheira do fundador e primeiro presidente da SBEC, o inesquecível Paulo Gastão. "Novamente nos emocionamos e temos certeza que Paulo esta conosco também na manha de hoje, ao lado dos amigos que ele tanto gostava e da SBEC que ele amava", palavras de Graça Gastão.
Para o ex-presidente Benedito Vasconcelos, "depois de muitos desafios conseguimos através desta competente Comissão Eleitoral realizar o pleito nesta manha, só temos a agradecer a confiança em mim depositada inicialmente por Paulo Gastão e a todos os sócios e confrades da SBEC ao longo desses anos. Destaco aqui a instituição das comendas: Alcino Alves Costa que teve como primeiro comendador, o nobre curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa e da comenda Paulo Gastão, que teve como primeira comendadora, para nossa honra, sua esposa, Graça Gastão; comendas essas que com certeza serão mantidas pela nova diretoria".
Em seguida à posse da diretoria, o novo presidente Lemuel Rodrigues no uso de suas palavras ressaltou as primeiras ações que serão assumidas por sua diretoria com destaque para as possíveis regulamentações burocráticas necessárias, uma ampla renovação cadastral e as primeiras ações no planejamento tanto dos Fóruns do Cangaço como do futuro Congresso Nacional do Cangaço.
Para o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, "testemunhar a eleição e posse da nova diretoria da SBEC é sem dúvidas uma grande honra; na verdade o Cariri Cangaço é resultado do amplo e irrestrito apoio recebido a partir da SBEC. Gostaria de ressaltar a figura de Gastão, sempre a nos orientar e nos mostrar os caminhos para consolidar nosso Cariri Cangaço que hoje é uma realidade, e mais, uma diretoria recém eleita com a qualidade de seus integrantes como Lemuel Rodrigues, a Patrícia, Geraldo, Marcilio, Leandro e Honório, é garantia de tempos alvissareiros, salve nossa SBEC; desses ilustres confrades, tenho a honra de ter dois deles; Leandro e Honório; Conselheiros Cariri Cangaço", conclui Manoel Severo.
Para o jornalista Heldemar Garcia, assessor do Cariri Cangaço, e também presente à solenidade, um dos pontos importantes do encontro da SBEC "foi também a apresentação aos presentes do projeto do Cariri Cangaço Mossoró 2023, realizado pelo Severo, e sem dúvidas Cariri Cangaço, SBEC, Museu do Sertão, UERN, Prefeitura, enfim, irmanados iremos realizar mais um espetacular Cariri Cangaço, isso para 2023", revela Heldemar.
Para o presidente eleito da SBEC, professor Lemuel Rodrigues, "estaremos realizando em breve, uma reunião da atual diretoria para apresentar a proposta de realização do Cariri Cangaço em Mossoró". revela o atual presidente da SBEC.
Eleição da Nova Diretoria da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, cidade de Mossoró em 15 de junho de 2022, nas dependências da Biblioteca Municipal Ney Pontes.

















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