Cangaceiros de Paulo Afonso

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A primeira vez que encontramos com este grupo de cangaceiros foi na cidade de Serra Talhada. Acontecia o grande Festival de Xaxado dos "Cabras de Lampião", foi quando entre um grupo e outro nos apareceu algo totalmente inusitado; no lugar de jovens artistas, meninas com corpos bem torneados, coreografias rebuscadas... vieram os irreverentes e extremamente diferentes, Cangaceiros de Paulo Afonso.


O figurino com certeza era o mesmo; os apretechos, assessórios, armamento, cartucheiras...mas o jeitão dos Cangaceiros de Paulo Afonso não pode ser comparado a nada que já houvesse visto, a irreverencia dos passos, das músicas, da perfeita harmonia de sentimentos de seus componentes é algo inigualável, a partir daquele dia o grupo havia ganho mais um fã.

Os cangaceiros de Paulo Afonso é um grupo cultural que existe há mais de 50 anos na cidade de Paulo Afonso. Levando muita cultura e história ao conhecimento das pessoas, "Os Cangaceiros" travam batalhas com as volantes que vivem no encalce de Lampião e seus cangaceiros. A história de Virgulino Ferreira é contada pelo grupo de forma concreta e extrovertida.

Guilherme Luiz dos Santos, o grande fundador dos "Cangaceiros de Paulo Afonso"

"Maria Bonita, Arvoredo e Dadá"

Sargento Filho, ferrenho caçador de cangaceiro

Pois é, esse é o grupo tradicional Cangaceiros de Paulo Afonso que vem animando, divertindo e encantando todo o nordeste por onde tem passado. Dessa forma prestamos nossa homenagem a esse simpático e aguerrido grupo folclorico da terra de Maria Déa, e de quebra ainda abraçamos a todos os amigos da ilha mais acolhedora do Brasil; João de Sousa, Galdino, Gilmar, Voldi, Janio, Luiz Alberto, Rubinho e tantos outros...

Para conhecer mais de perto o maravilhoso grupo, visite:
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A Sedição traz Padre Cícero de volta a Juazeiro

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As filmagens da minissérie Sedição de Juazeiro, chegam a Meca Nordestina. Durante toda a semana a equipe de produção, atores e figurantes estiveram participando das últimas tomadas na região do Cariri. As filmagens acontecem ainda nas cidades de Crato, Barbalha, Lavras da Mangabeira e Quixeramobim. De acordo com os produtores executivos da Minissérie, no final de julho teremos a estréia da tão aguardada Sedição de Juazeiro.

Elenco em Juazeiro do Norte

Um dos momentos marcantes da passagem das filmagens pela "terra mãe", foi sem dúvidas a presença do ator cearense Ari Sherlok, 81 anos, que vive o personagem de Padre Cícero na mini-série. Na missa tradicional de semana santa, na Matriz de Nossa Senhora das Dores, um dos pontos mais visitados da "fé romeira". A equipe chegou cedo para os preparativos das tomadas e a multidão presente à missa se encantou com a presença dos atores e principalmente do "santo padre".

"Podia-se perceber nitidamente a emoção da nação romeira com a presença do Ari Sherlok, interpretando Padre Cícero, haviam alguns que vinham com olhos brilhando e chegavam a pedia as bençãos ao Ari, foi sensacional" , nos confirma o co-produtor da minissérie, Aderbal Nogueira.

A minissérie "Sedição de Juazeiro" conta o embate entre as forças do governo de Franco Rabelo (Presidente da Provínicia do Ceará) e as forças ligadas a Padre Cícero e Floro Bartolomeu, no início do século XX, na famosa guerra de 1914.

Nos próximos dias estaremos trazendo a esse blog do Cariri Cangaço imagens e um pouco dos bastidores da Sedição, com momentos em Crato e Barbalha.

Para saber tudo sobre essa grande produção da televisão cearense, visite:
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Novo Blog na Praça!

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Estamos montando o blog dos CABRAS DE LAMPIÃO, que servirá para divulgarmos as ações, eventos e programações culturais e artisticas dos Pontos de Cultura do Sertão, editais de patrocínio e diversos assuntos relacionados ao nosso fazer cultural.
Nos envie sua programação, sua agenda, sua opinião, seu comentário, seu recado e fique certo que divulgaremos para milhares de pessoas todos os dias. 
Ficamos gratos com sua preciosa atenção.
CLEONICE MARIA
MUSEU DO CANGAÇO
Ponto de Cultura Cabras de Lampião
Serra Talhada - PE.
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A generosidade de André Vasconcelos

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Manoel Severo e André Vasconcelos

Através do amigo e conterrâneo Dr. Paulo Medeiros Gastão (ilustre triunfense radicado em Mossoró -RN) tive o prazer de conhecer o pesquisador Manoel Severo (nascido em Fortaleza e radicado no Crato - CE). Severo é daquelas figuras carismáticas, de fino trato, que cativa a todos que com ele tem o prazer de manter contato. Além de ser o idealizador, construtor e curador do Seminário Cariri Cangaço (como também do respectivo blog), Severo é sócio da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, a qual congrega renomados historiadores, escritores e pesquisadores de temática nordestina, tendo sido idealizada em 1993, por Paulo Gastão, na cidade de Mossoró.

Em dezembro passado, tive o prazer de receber em Triunfo a visita de Severo e sua esposa Danielle Esmeraldo e esta semana via e-mail nos chega: - "Querido amigo André e companheiros do BOOM, é sempre uma grande satisfação visitar esta casa e me permitam, sinto-me em casa, abraço a todos e saibam de nosso compromisso de 20 a 25 de setembro: Cariri Cangaço no sul do Ceará. Hoje postamos uma matéria "pescada" no BOOM, grande abraço: Severo."

Zé Manoel, André e Danielle Esmeraldo
Agradeço a Severo pela visita no Boom e a cortesia com que nos trata. Desde o primeiro Cariri Cangaço recebo seu convite para participar do evento e conhecer o Cariri. Espero retribuir sua visita este ano.

O Seminário Cariri Cangaço circula por 05 municípios cearenses e conta na sua programação com visitas técnicas e debates com historiadores, escritores e intelectuais que se interessam pela pesquisa histórico-sociológica do Nordeste e do Brasil, atendendo uma plateia diversificada composta por estudiosos dos temas, como também alunos e curiosos. Tudo isso unido a hospitalidade de Severo, sua equipe e parceiros, fazem o sucesso do Cariri Cangaço.


Vem o III Festival de Xaxado do Alto Sertão


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A ASSOCIAÇÃO CULTURAL PISADA DO SERTÃO informa que já estão abertas as inscrições para Grupos de Xaxado interessados em participar do III FESTIVAL DE XAXADO DO ALTO SERTÃO PARAIBANO, que será realizado nos dias 05, 06 e 07 de agosto, em Poço de José de Moura – PB. As inscrições poderão ser feitas até o dia 10 de junho, pessoalmente ou pelos correios. A Associação Cultural Pisada do Sertão contemplará até 09 (nove) grupos, que serão selecionados seguindo os critérios de:Originalidade; Autenticidade da dança; Autenticidade na indumentária. A lista com os grupos selecionados será divulgada no dia 30 de outubro de 2010. Regulamento e ficha de inscrição podem ser solicitados através dos e-mail's abaixo:

Os interessados deverão enviar curriculum : pisadadosertaocultura@bol.com.br ou neiry.ana@hotmail.com
Este projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Festivais de Artes Cênicas 2010, maiores informações entrar em contato: Ana Neiry de Moura Alves, Presidente da ACPS - 83 – 35641085 / 99152415 / 96548299
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Bicicarro só em Juazeiro do Norte Por:Beto Fernandes



O nosso amigo João Carlos fez este registro na Praça Padre Cícero no último domingo. Um senhor adaptou uma bicicleta de carga fazendo um espécie de brinquedo para os netos com quem passeia todos os domingos.

Adaptação é muito criativa e chama a atenção das pessoas. Como disse o Joca através de e-mail: "Tem coisas que só existem no Juazeiro do Padre Cícero". Boa idéia do avô coruja.

FONTE: www.blogdejuazeiro.blogspot.com
do amigo Beto Fernandes
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Os pés que pisaram a Casa de Maria Bonita

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Uma das marcas registradas do Cariri Cangaço 2010 ainda "anda pisando" por este Brasil afora. Depois de encontrá-la nos calçadões de Copacabana e na Esplanada dos Ministérios em Brasília; vai que encontramos pisando as terras da Malhada da Caiçara, na casa onde nasceu Maria Bonita, em Paulo Afonso.


Falo da maravilhosa arte em xilogravura do companheiro José Lourenço, um dos principais artesãos xilógrafos da Lira Nordestina, de nosso Juazeiro do Norte. José Lourenço criou e o Cariri Cangaço encampou a idéia do chinelo com a xilo do casal mais famoso do cangaço. Para conhecer um pouco mais você terá duas alternativas: Ou encontra algum companheiro que ganhou um par, ou arruma o matulão e vem ao Cariri Cangaço 2011. Seja bem vindo!
 
Manoel Severo
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Os Tiroteios de Lampião Contra Quelé Por:Rostand Medeiros

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Seja através de uma, ou de outra versão, o certo é que tempos depois desta desavença no seio do bando, o chefe Lampião, apoiado pelo fazendeiro Marcolino Diniz (foto ao lado), filho do coronel Marçal, vem para Santa Cruz com o objetivo de matar Clementino e seus irmãos. Este encontro ocorreu no dia 5 de janeiro de 1924, um sábado. Antônio Ramos informa que era um “-Meninote de doze anos”, que a sua casa antiga era próxima a sua atual morada e seu pai possuía uma bodega pequena, mas bem surtida.



Era ainda de madrugada, quase amanhecendo, quando o jovem Antônio Ramos acordou com o barulho de muitas vozes de homens no oitão da sua casa. Era um grupo numeroso de cangaceiros. O garoto notou que todos vinham alegres, animados, equipados, armados e com muita munição. Muitos deles estavam embalados por aguardente e segundo suas próprias palavras, os cangaceiros pareciam estar “-Com fogo saindo pelas orelhas”. 

Eles pediram tudo que seu pai tivesse de comida no estabelecimento, além de mais cachaça. Este prontamente passou a servir o bando, especialmente Lampião. Os homens armados não fizeram nada com seu pai ou sua família nesta ocasião. 
Antônio assistiu Lampião comendo uma rapadura com queijo e comentando alegremente com a rapaziada sobre a futura luta. Ele se apresentava animado, doido para brigar. Neste momento pronunciou uma frase que Antônio Ramos jamais esqueceu.


“-Da família de Quelé, hoje só se salva quem avoa”. 
O Rei do cangaço ainda afirmou que 
“- Hoje eu vou beber o sangue de todo mundo”. 


Nesta ocasião, durante o nosso encontro, o nonagenário entrevistado alterou-se, ficando visivelmente emocionado. Ele recordou que se tremeu todo, no momento que escutou estas frases do famoso bandoleiro. Comentou veementemente que viu Lampião falar exatamente da forma anteriormente descrita e narrou este fato agarrando fortemente o braço do autor, tal a emoção.


Ele descreveu Lampião como sendo moreno, alto, rosto comprido, cego de um olho, não usava óculos naquele dia e que mesmo assim enxergava bem. Pouco tempo depois o bando saiu da bodega. 


A desproporção da luta que se avizinhava era enorme, pois Quelé tinha junto com ele apenas outros cinco companheiros para lhe ajudar. Para Antônio Ramos os cangaceiros seriam em torno de “-Uns cinquenta homens”. Já Carvalho (op. cit.) afirma que seriam quarenta e cinco. O pesquisador Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho (in “Pernambuco no tempo do Cangaço-Volume I”, 2002, págs. 328 a 330) reproduz o “Boletim Geral nº 05”, emitido pela polícia pernambucana no dia 7 de janeiro de 1924, onde consta que o número de cangaceiros era de sessenta homens. 

Casa fortaleza, de Quelé

Mas diante da resistência feroz realizada por Clementino e seus companheiros, a polícia se deslocou para evitar a pecha de conivência e covardia. Apesar da evidente falta de vontade dos policiais de irem a lutar, ficamos imaginando o conflito dentro da própria volante, entre aqueles que queriam ir e dos que não queriam, pois certamente nem todos eram covardes e honravam a farda que vestiam.

Mas para os familiares de Antônio Ramos, naquele momento o que importava era buscar de alguma maneira se proteger dentro de casa diante do que iria acontecer e em pouco tempo “-A bala comeu”. Ele e seus familiares ficaram escutando o tiroteio, mas não lembra a duração, só comentou que “-Demorou muito”. Falou que “-Quando deu fé”, chegou a sua casa um rapaz da família de Quelé com cerca de 16 anos, dizendo que estava dentro de um partido de mandioca quando os cabras chegaram e comentou que “-A bala tava cortando tudo”. Narrou que o rapazinho tinha escutado os gritos dos cangaceiros prometerem “-Derrubar a casa” e o pessoal da casa avisando aos gritos para os atacantes que “-Se derrubar e entrar um, nóis mata na faca”. 



A testemunha da batalha de 5 de janeiro de 1924 afirmou que este rapaz avisou que iria a Triunfo buscar uma volante. Nesta cidade o delegado era o tenente Malta e havia uma volante comandada pelo sargento Higino José Belarmino.  Entretanto, para nosso entrevistado, a polícia ficou “insonando”. No seu linguajar típico, onde Antônio Ramos utilizava expressões difíceis de serem ouvidas atualmente no sertão nordestino, ele quis dizer que os homens da lei ficaram enrolando e só foram chegar a Santa Cruz por volta das 11 horas da manhã.


O jovem disse que seguiria através de um caminho alternativo, evitando a vereda que levava normalmente para esta cidade, pois com certeza os cangaceiros deviam ter “-Botado uma emboscada aculá na frente”. O jovem deixou a casa de Ramos, seguindo em direção a serra dos Nogueiras, saindo no lugar chamado Gameleira e de lá para Triunfo. 
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Esta volante levou várias horas para percorrer os seis quilômetros entre as duas localidades. Provavelmente para os policiais, a ocorrência em Santa Cruz era um problema entre bandidos e quanto mais deles se matassem entre si, melhor.



Continua...
Rostand Medeiros
Fonte:http://santacruzbaixaverde.blogspot.com
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O Vingador do Sertão Por: Rostand Medeiros

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Depois dos tiroteios, Quelé ficou meio perdido pela região, sendo protegido por Higino Berlarmino. Para Antônio Ramos, foi o coronel José Pereira (foto ao lado), o chefe político da vizinha cidade paraibana de Princesa, que deu o apoio decisivo para Quelé se tornar um implacável caçador de Lampião. Após o grande assalto ocorrido na cidade de Sousa, em 27 de julho de 1924, Pereira exigiu que seu parente Marcolino Diniz não desse mais apoio a Lampião e o expulsasse da região dos Patos. Por indicação de alguém que Antônio Ramos não recorda, foi sugerido ao “dono” de Princesa o nome de Quelé, para que este servisse no comando de uma volante em perseguição a Lampião. A solicitação foi feita ao então governador paraibano João Suassuna e Clementino Furtado passa a ser conhecido como o Sargento Quelé.


Sua volante, a famosa “Coluna Pente Fino”, ficou marcada na história do cangaço pela selvageria como combatia os cangaceiros e infligia o terror aos coiteiros. 

Muitos parentes fizeram parte do grupo. Se não faltam relatos de valentia do seu pessoal, infelizmente não faltam informações que inúmeros inocentes sofreram nas mãos dos homens de Quelé, além de inúmeros atos de pura rapinagem.

De toda maneira o “investimento” do governo da Paraíba em Quelé não foi em vão. Três anos e meio depois dos combates em Santa Cruz, no dia 14 de junho de 1927, ele e seus homens eram a primeira força policial a adentrar em Mossoró, após a fracassada tentativa de Lampião para conquistar a maior cidade do interior potiguar. Nesta ocasião consta que no currículo de combates de Quelé contra o Rei do cangaço, estavam listados vinte e um tiroteios.
Para Antônio Ramos, mesmo com toda coragem e capacidade para caçar cangaceiros, foi o analfabetismo de Quelé que deixou que ele permanecesse nas fileiras da polícia da Paraíba apenas com a graduação de sargento.


Quelé morreu já idoso na Paraíba, no lugar chamado Prata, próximo a cidade de Monteiro. Segundo Antônio Ramos, ele sempre vinha visitar o sítio Conceição e a pequena Santa Cruz. A história de Clementino Quelé e sua vingança contra Lampião se tornariam quase uma lenda no imaginário das futuras gerações dos sertanejos do Nordeste. 

Rostand Medeiros
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Sua Morte Passada a Limpo! Por: Bassetti e Megale

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Continua à venda, o novo livro da dupla de pesquisadores, Sabino Basseti e Carlos Megale; Lampião: Sua Morte Passada a Limpo. O preço é R$ 35,00 (trinta e cinco reais) já incluso o valor do frete; para adquirir entrar em contato:

Sabino Bassetti: 11 - 4029 4209 / cel. - 11 - 9795 8943
Carlos Megale: 35 - 9172 2822
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De Homem da Lei a Cangaceiro Por: Rostand Medeiros

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Manoel Severo e Rostand Medeiros

Um pouco de Clementino Quelé, a partir de uma entrevista do sertanejo Antônio Ramos a Rostand Medeiros, que ainda faz citações a partir da obra de Frederico Pernambucano de Mello... 
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O bravo Quelé alcançou o posto de subdelegado do seu lugar e impunha a ordem, mas igualmente angariava inimigos. O autor informa que em uma diligência Quelé matou dois ladrões de cavalo, respondeu processo e foi destituído do cargo. Em seu lugar assumiu seu irmão Pedro José Furtado, ou Pedro Quelé. .

Em 1922, para livrar o valente chefe da família Furtado do processo, o líder político Aprígio Higino D’Assunção solicita deste e de seus irmãos votos na próxima campanha eleitoral em Triunfo. Diante da recusa de Quelé em apoiá-lo, Aprígio ordena que uma força policial com um oficial e quatorze praças saíssem à caça do valente.
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Na tranquilidade do alpendre de sua casa, o sertanejo Antônio Ramos contou que um dia, certo morador do lugar chamado Tomé Guerra, antigo amigo de Quelé, arranjou uma encrenca com o mesmo e entendeu de matá-lo. Tomé chamou outro morador do lugar, também “chegado na espingarda”, de nome Cícero Fonseca. Estes, juntos com um grupo de policiais, colocaram uma tocaia contra Clementino ás cinco da manhã, “-Para pegá-lo com as mãos”.
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Quelé ao perceber o ardil, pulou desviando dos tiros e respondeu ao fogo, atingindo certeiramente a cabeça de Cícero Fonseca, tendo o mesmo caído mortalmente ferido em um barreiro. Os outros membros da emboscada “botaram” em Quelé, que conseguiu fugir para sua casa. Clementino teria escapado através de um local onde havia um curral que pertencia a um cidadão conhecido como Sebastião Pedreiro e por uma área onde existia certa quantidade de cactos do tipo palma, utilizados como comida para o gado. 


Major Aprígio Higino

Mello (op. cit.) aponta que um “certo Tomé de Souza Guerra”, do sítio Santana e outros homens engrossaram a força policial que perseguia Quelé. Mas Cícero Fonseca era um companheiro de Quelé, onde os dois bebiam na bodega de Sebastião Pedreiro, quando a polícia cercou o lugar e deu voz de prisão. Na versão do respeitado pesquisador, que conseguiu suas informações através do relato de Miguel Feitosa, o antigo cangaceiro Medalha, o pobre Cícero ao colocar o pé para fora da bodega foi crivado de balas. Vendo que a força policial e os paisanos não vinham para prendê-lo, mas para exterminá-lo, Quelé solicita aos gritos o apoio de amigos das proximidades, estes atenderam ao chamado e a balaceira foi grande. Diante da resistência inesperada a força policial e os paisanos batem em retirada.

Independente de qual a versão correta, todos são unânimes em afirmar que a partir deste confronto os perseguidores passam a “apertar” Quelé, sendo esta a verdadeira razão para ele e seus irmãos entrarem no cangaço junto a Lampião. 

continua...
Rostand Medeiros
FONTE: http://santacruzbaixaverde.blogspot.com/
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A Briga de Quelé com o cangaceiro Meia Noite Por:Rostand Medeiros

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O comerciante e almocreve Miguel Moura nutria uma boa relação com Clementino, a quem chamava de “primo”. Este comentou com seu filho que a razão de sua saída do bando de Lampião foi uma briga com o valente cangaceiro “Meia Noite”. Este era alagoano, do lugar Olho D’água, atual Olho D’água do Casado, próximo a cidade de Piranhas. Seu nome verdadeiro era Antônio Augusto Correia e pelo fato de possuir a pele negra, recebeu a famosa alcunha. Para o genitor de Antônio Ramos, o negro Meia Noite foi o mais valente de todos os homens que andaram com Lampião, do tipo de gente que “-Dava medo só de olhar”. 

Segundo Mello (op. cit.), a razão da briga entre Quelé e Meia Noite foram dois irmãos cangaceiros chamados José e Terto Barbosa. Este último havia assassinado no Ceará o irmão de um chefe cangaceiro, tendo se refugiado com seu mano na serra do Catolé, a cerca de 30 quilômetros da cidade pernambucana de Belmonte, próximo às fronteiras do Ceará e da Paraíba.

Em uma ocasião que os cangaceiros de Lampião e Quelé se encontravam na fazenda Abóbora, pertencente ao tradicional coiteiro Marçal Diniz, chegou uma mensagem de José e Terto para seus tios Neco e Chico Barbosa, igualmente cangaceiros do bando de Lampião. O que os dois sobrinhos solicitavam aos tios era uma maneira de salvarem a pele. Neco e Chico sabendo que o chefe cangaceiro cearense, conhecido como “Casa Velha”, cujo irmão foi morto por Terto, era amigo de Lampião, acharam por bem pedir a Clementino Quelé que recebesse os dois sobrinhos. O chefe dos Furtados se sobressaía cada vez mais no cangaço junto com seus irmãos e não pôs obstáculo à entrada dos dois rapazes no seu grupo.
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Coronel Marçal Diniz
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Quando Meia Noite soube da história se colocou totalmente contrário, pois foi amigo do homem morto por Terto Barbosa e disse que se ele viesse para o bando iria atirar nele. O resumo da ópera foi que após Quelé tomar conhecimento da alteração de Meia Noite se coloca ao lado de Terto. Corajosamente disfere uma saraivada de impropérios contra Lampião, Meia-Noite e os outros cangaceiros. Segundo Mello (op. cit), Clementino teria dito textualmente “-Que juntassem tudo que ele brigava do mesmo jeito”.

Antônio Ramos relata que depois da discursão, Quelé aparentemente não se satisfez com o posicionamento de Lampião e reclamou. No entendimento do chefe dos Furtados, Lampião “-Teria dado mais valor a um negro do que a ele”. Sentindo-se rebaixado no seu racismo tardio, Quelé abandonou a vida do cangaço e ficou marcado por Virgulino.

Continua...
Rostand Medeiros