Cosme e Damião do mundo do cangaço...

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Neste último mês, tivemos as celebrações alusivas aos santos gêmeos, Cosme e Damião; os irmãos médicos, nascidos na Arábia e que deram suas vidas em defesa dos enfermos e da fé cristã

Também na família dos pesquisadores sbequianos, temos um par de gêmeos, também concorrendo à "santidade", tamanha gentileza, cordialidade, lanheza e elegancia na conduta e nos relacionamentos, hoje o Cariri Cangaço abre espaço para homenagear os irmãos Assis e Chagas; dupla dinâmica que ao lado do estimado Manelzim, fazem valer uma das mais fortes máximas literárias: família que pesquisa unida, permanece unida para sempre...

Chagas Nascimento

 Assis Nascimento

Os irmãos Nascimento são amigos valorosos e nos deram a satisfação de estarem nas duas edições do Cariri Cangaço. Dessa forma como membros efetivos desta família, recebem o nosso afetuoso abraço de gratidão.

Manoel Severo
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Um estranho no ninho...

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Sem dúvidas o amigo Tomaz Cysne acaba nos provocando uma das mais polêmicas semelhanças do mundo da pesquisa e estudo do cangaço, na verdade, Antônio Vilela e Kydelmir Dantas, são ou não são discipulos de Cosme e Damião?

Produção Cariri Cangaço
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A bárbara Bárbara!

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Há trinta anos Caetano Ximenes Aragão publicava o seu Romanceiro de Bárbara, livro cujo título nos remete imediata e não casualmente ao Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. O autor parece querer estabelecer desde o princípio um paralelo entre os episódios da Conjuração Mineira tão magistralmente recriada em versos pela poetisa carioca, e a Confederação do Equador que, no concernente à participação do Ceará, teve na família Alencar alguns dos significativos protagonistas.

Caetano Ximenes Aragão

Movidos pelo descontentamento frente às medidas do então recente governo imperial de Dom Pedro I, camadas representativas de Pernambuco, da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará unem-se em oposição ao poder monárquico centralizador. Em nosso estado, depois de aguerridos combates, Tristão Araripe chega a empossar-se como Presidente da Província em 1824, no entanto pouco demorando como tal. A pronta e violenta reação das tropas legalistas leva-o à morte em combate, bem como instaura furiosa perseguição aos revoltosos, culminando com o fuzilamento, em 1825, dos mártires Azevedo Bolão, Ibiapina, Carapinima, Padre Mororó e Pessoa Anta — no antigo Campo da Pólvora, atual Passeio Público.

Se Bárbara de Alencar não esteve envolvida diretamente na intentona de 1824, foi figura emblemática em 1817. Não apenas “acobertara” as conspirações de seus filhos Tristão e José Martiniano (este, pai do autor de Iracema), mas alimentara o ideal revolucionário com sua força de — mais do que matrona — matriarca esclarecida do Crato. É o que atesta a carta-testamento do padre, médico e naturalista Manuel de Arruda Câmara: “A D. Bárbara de Crato, devem olhá-la como heroína”.

Heroica seria realmente sua postura quando do fracasso, em apenas uma semana, dessa primeira experiência republicana cearense: assim como seus filhos, é presa e conduzida ao antigo Quartel de 1ª. Linha da capital, e encarcerada sem direito a regalia de qualquer espécie. Pelo contrário, viveria dias de extrema penúria até sua transferência por mar para a Fortaleza das Cinco Pontas em Recife e, dali para Salvador, onde finalmente fora libertada, após uma devassa que com seus respectivos sofrimentos e represálias, durara cerca de três anos.

Crato, Ceará

O retorno para casa não resultou, porém, exatamente numa alegria: com os bens tomados pelo Império, e o nome enxovalhado (os adversários políticos naturalmente aproveitando-se da ocasião para a disseminação de toda sorte de maledicência), tornaram-se uma espécie de “exílio domiciliar” seus últimos anos. Não se tem notícias do pertencimento de Bárbara de Alencar às insubordinações que se seguiram à sua soltura. Morre em 1832, a vinte e oito de agosto, aos setenta e dois anos.

Eis os fatos que servem de motivo à lírica de Caetano Ximenes Aragão e ao Romanceiro: escrito num período marcado pela agonia do regime militar e início da Abertura, o livro faz do canto a Bárbara um canto à liberdade. O que é simbolizado exemplarmente pela contínua aparição no poema da Ave da Madrugada que “canta de noite e de dia/ é sua maldição cantar/ cantares de rebeldia/ e aquele que ouvir seu canto/ nunca mais se concilia/ será sempre um encantado/ da ave da madrugada”.

E que é revelado ainda pelo poeta no Posfácio à obra: “Este poema é uma metáfora sobre a liberdade. Nasceu em tempos de incertezas. Havia medo, exílio, prisões, torturas, homens e mulheres banidos. Bárbara Pereira de Alencar, primeira presa política do Brasil, na ordem do tempo, sofreu prisão, violência, maus tratos, exílio e teve seus bens confiscados. Mas resistiu e por isso e outras razões, é uma heroína marginalizada na História de nosso País”.

Praça dos Mártires, em Fortaleza; o famoso Passeio Público

“Uma heroína marginalizada na História de nosso País”, diz-nos o poeta. Não deixa de ser verdade, se pensamos no espaço concedido a diversos vultos tornados referências nacionais. Não deixa de ser verdade, se pensamos no espaço concedido a outros vultos tornados referências em nosso próprio estado. Não deixa de ser verdade se confrontamos o que representam as imagens de Bárbara de Alencar e seu filho Tristão Araripe, quando comparadas à imagem que atualmente exportamos como sendo a tradutora de nossa cearensidade: a de um Ceará não só Moleque, mas cuja molecagem vem identificando-se, gradualmente, com o baixo humorismo.

Enaltecemos com orgulho a figura de um povo irreverente a ponto de vaiar o próprio sol. Mas diminuímos o valor dessa mesma irreverência quando a igualamos ao riso fácil resultante da piada mal-contada, reprodutora de preconceitos e estereótipos, incapazes de sugerir quaisquer maiores enfrentamentos do status quo. Forjamos cada vez mais a face de um povo que sabe rir (de si); porém, não será esse contentamento algo um tanto forçado, esgar ao invés de sorriso? Quando Caetano Ximenes elege Bárbara de Alencar motivo de sua poética, contribui para o resgate de outra fundamental expressão de nossa formação como povo: a expressão da luta, do confronto, do heroico e do trágico, igualmente cearenses.

Bárbara de Zenon Barreto

Tomemos como simbólico o não nos ter chegado um registro, desenho, nenhum esboço sequer, dos rostos de Bárbara ou Tristão: e empreendamos o avivamento de suas feições, o avivamento de nossas feições, estimulando a presença de seu exemplo entre nós. Se Zenon Barreto soube representar a ausência de tal registro na estátua erigida em homenagem à “Guerreira do Brasil” (para lembrar a obra de Roberto Gaspar), soube também postá-la retilínea e altiva, conforme a vemos na Praça Bárbara de Alencar, na Avenida Heráclito Graça.

Felizmente há sempre quem insista na representação de um Siriará combativo, e que sabe fazer da festividade, inclusive, também um momento de exaltação dessa “outra face” de que falamos: é o caso de inúmeros anônimos. É o caso também de Maria do Amparo, que mantém um pequeno museu na Casa do Sítio Caiçara em que Bárbara de Alencar nasceu, no município de Exu, sem apoio governamental ou particular algum. É o caso de Oswald Barroso à frente do anual Cortejo dos Confederados; e agora do Maracatu Nação Fortaleza e seu tema “Bárbara Luz da Liberdade”.

Vejam que não é absolutamente necessário que tomemos a vida negativamente, por a assumirmos heroica e tragicamente: é condição maior do trágico, não a dor, mas a insubmissão ante um destino demarcado. Sorriamos, pois: não com escárnio, mas com a felicidade dos que se sabem encantados pela “ave da madrugada/ que canta de noite e de dia/ (...) cantares de rebeldia”.

Auriberto Cavalcante

"Bárbara era feita
de pedaços de brisa
certezas
e terra ensanguentada”
Caetano Ximenes Aragão

FONTE:auribertoeternochocalheiro.blogspot.com
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O dono da Passagem Por:Lampião Aceso

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Tomaz Cisne, Carlos Eduardo, Ângelo Osmiro e Afrânio

"2001 foi um ano importante para a rota do cangaço em Pernambuco. Uma certa propriedade localizada no povoado São Domingos, as margens do riacho São Domingos e aos pés da Serra Vermelha estava com placa de venda. Era um sítio, mas não era um sítio qualquer era a Passagem das Pedras que um dia pertenceu à dona Jacosa a avó de Virgulino. Neste local o jovem foi criado e educado por ela. O valor imobiliário estava ao alcance de muitos conterrâneos do antigo e ilustre morador, mas o valor histórico não estava sendo considerado. Quem sabe a cancela e a memória fossem fechadas para sempre aos estudiosos e curiosos do assunto? Carlos Eduardo Gomes pensou assim e adquiriu o lugar....

Lampião Aceso entrevistou o "cangaceiro carioca" durante o Cariri Cangaço 2010.


Qual o livro preferido de Carlos Eduardo?
Como já relatei O livro de Chandler que me introduz nesta saudável confraria. Mas o trabalho que considero a de maior importância na literatura é sem dúvida Guerreiros do Sol do Frederico Pernambucano.

Qual o capitulo?
A polêmica morte de Lampião em 1938. Polêmica porque me diverte: Chego a comparar com a convocação da seleção brasileira... Ninguém está satisfeito, não se chega a uma conclusão. Tem sempre uma tese tentando explicar o porquê daquele acontecido. Por que Lampião estava distraído? Houve ou não envenenamento? Olha, eu tenho convicção que se tivéssemos a presença de uma câmera registrando toda a cena, ainda não seria suficiente para evitar estas opiniões contraditórias. Pensando bem se acabar... perde a graça.

Trecho da fantástica entrevistra concedida pelo amigo Carlos  Eduardo Gomes ao amigo Kiko Monteiro, por ocasião do Cariri Cangaço 2010. Para ver toda a entrevista e conhecer um pouquinho mais de nosso "Cangaceiro Carioca" , visite lampião aceso:


Abraço fraterno aos amigos, Carlos Eduardo Gomes e Kiko Monteiro

Manoel Severo
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Frederico Pernambucano e as Estrelas de Couro

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Os amigos, Frederico Pernambucano e o jornalista Bezerrinha, Presidente da Revista Nordeste XXI

Autoridade no tema Cangaço – expressão do irredentismo popular brasileiro -, o historiador Frederico Pernambucano de Mello nos apresenta o livro Estrelas de couro: a estética do cangaço (Escrituras Editora), com prefácio de Ariano Suassuna.

Pernambucano, chamado por Gilberto Freyre de “mestre de mestres em assuntos de cangaço”, mergulha no universo desconhecido de sua cultura material, promovendo a leitura profunda do requinte e dos significados presentes nas poucas peças autênticas de uso dos cangaceiros, a exemplo do signo-de-salomão, da cruz-de-malta, da flor-de-lis, do oito contínuo deitado, das gregas, de variações sublimadas da flora local, e das tantas combinações possíveis de que se valia o cangaceiro na construção de um traje que atendia à vaidade ornamental de seu brado guerreiro e a anseios bem compreensíveis de proteção mística.

Resultado de estudo profundo a que se dedicou Pernambucano desde 1997, a obra é um ensaio interdisciplinar, um livro de arte com mais de 300 fotos históricas, que contou com a colaboração da Aba-Film (Fortaleza-CE), Fundação Joaquim Nabuco (Recife-PE), Instituto da Memória (Aracaju-SE), Instituto Cândido Portinari (Brodowski-SP), Instituto Ricardo Brennand (Recife-PE), Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (Maceió-AL), Museu Estácio de Lima / Instituto Nina Rodrigues (Salvador-BA), Museu da República (Rio de Janeiro-RJ) e do autor, que possui o maior acervo de peças de uso pessoal dos cangaceiros, com cerca de 160 objetos, que teve lugar de destaque na Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 Anos (2000, São Paulo).

O livro é a primeira produção de história íntima sobre o fenômeno de insurgência social de maior apelo popular do Brasil. Sem perda do caráter epidérmico de banditismo, Pernambucano nos mostra uma tradição brasileira de insurgência recorrente, irmã do levante indígena, do quilombo e da revolta social. E conclui que nos veio do fenômeno a própria marca visual da região Nordeste: não mais que uma estilização da meia-lua com estrela do arrebitado da aba do chapéu de couro dos velhos capitães de cangaço.

“Habitando um meio cinzento e pobre”, conclui Pernambucano, “o cangaceiro vestiu-se de cor e riqueza. Satisfez seu anseio de arte, dando vazão aos motivos profundos do arcaico brasileiro. E viveu sem lei nem rei quase em nossos dias, deitando uma ponte sobre cinco séculos de história. Foi o último a fazê-lo com tanto orgulho. Com tanta cor. Com tanta festa”.

“Estrelas de couro, o livro que eu gostaria de ter escrito” – diz Ariano Suassuna


Estrelas de Couro – A Estética do Cangaço 2010 – 112 anos de nascimento de Virgulino Ferreira, o Lampião
Gênero: História/Cangaço e cangaceiros/ Usos e costumes/
Ensaio interdisciplinar
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Cariri presente na Cesta Básica de Cultura e Conhecimento Por:Elmano Rodrigues

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Dos trinta e um títulos da coleção Cesta Básica de Cultura e Conhecimento, que serão lançados na Feira do Livro de Brasília de nove a dezessete de outubro, pelo menos dois são de autores do Cariri.

Juanito e o monstro marinho, de Nezite Alencar, e O Beato Zé Lourenço e o Boi Mansinho, de José Normando Rodrigues, fazem parte dos primeiros cordéis enviados pela Academia dos Cordelistas do Crato e que foram selecionados, e estão abrindo as portas para os autores que enviaram seus trabalhos, e ainda a inclusão de ilustrações de Maércio Lopes Siqueira na obra Bezerra de Menezes - Guia de Luz, de Gonçalo Ferreira da Silva.

O trabalho de Josenir Lacerda foi de suma importância na realização desse projeto, mostrando o quanto é importante a sua visão pelo coletivo, sem preocupar-se em momento algum na inclusão da sua obra. Parabéns a Josenir pelo seu empenho e dedicação.

Elmano Rodrigues Pinheiro
Fonte: Blog do Crato

NOTA CARIRI CANGAÇO: Nos unimos a mais que oportuna homenagem atraves de seu artigo ao amigo Elmano e em nome do Cariri Cangaço abraçamos aos amigos da Academia de Cordelistas do Crato; minhas estimadas Josenir e Nezite, e aos amigos Normando e Maécio Lopes.
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Saudações Lusitanas Por:Geraldo Ferraz

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Regressando de fantástica viagem a nossa querida Portugal, envio-lhe notícias da nossa participação no Congresso da UMEAL/Lisboa. A União Brasileira de Escritores, Seccional de Pernambuco, em comemoração aos seus 52 anos de existência, através do seu vice-presidente, Geraldo Ferraz, e de alguns bravos ubeanos, esteve participando do VII Congresso Mundial de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos - UMEAL, entre os dias 15 a 19 de Setembro de 2010, na cidade de Lisboa, Portugal.


Geraldo Ferraz com a prosa Viagem Histórica, Cultural e Sentimental, ao berço materno dos nossos antepassados , tendo como presidentes da mesa o Dr. Meraldo Zisman (Recife) e a Dra. Leonor Duarte de Almeida (Lisboa), levou aos irmãos portugueses a força do povo pernambucano e conclamou para que todos lutassem pela bandeira da União Pelas Letras.


Geraldo Ferraz fez doação de sua obra (Pernambuco no Tempo do Cangaço e Theophanes na Cavalaria) para a Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos – SOPEAM e para a União dos Médicos Escritores e Artistas Lusófonos – UMEAL, além de informativo da Polícia Militar de Pernambuco, nos seus 185 anos de fundação, revistas de turismo da Prefeitura do Recife (Recife te quer) e livros de freqüentadores do Programa Quartas às Quatro, como foi o caso de Luiz de Souza Leão (Brincando de Viver), História do Clube dos Oficias da PMPE e Bombeiros Militares, Antologia do Programa Quartas às Quatro e o Fim da Velhice. Carlos Graça (São Tomé), Noé Massango (Moçambique) e Filipe Matusso (Maputo), também receberam informativos sobre nossa região. Os cinco dias do congresso saciaram, com toda certeza, nossa fome por cultura, integrando, de forma fraterna, brasileiros, portugueses e africanos.


Aproveitando sua permanência em Portugal, Geraldo fez explanações sobre a UBE, seus programas - com ênfase ao Quarta às Quatro -, suas participações em outras entidades literárias (Academia de Letras e Artes de Gravatá - ALAG, Academia de Letras e Artes do Nordeste - ALANE, Sociedade Amiga da Briosa - SABRI, Centro de Estudos de História Municipal CEHM/CONDEPE-FIDEM, Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC), bem como, ofereceu sua obra e material informativo do nosso Estado, para Carlos Vieira Reis (médico do Exército português) – da SOPEAM, General Nelson Santos, comandante da Guarda Nacional Republicana (similar a nossa Polícia Militar), ao comando da Cavalaria Portuguesa, Biblioteca Municipal da Cidade do Porto e Biblioteca Nacional de Portugal.

Abraços do amigo
Geraldo Ferraz
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Imagens da Reunião do GECC em Fortaleza

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O GECC, Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, esteve reunido na noite desta terça-feira, primeiro encontro depois do Cariri Cangaço. Na oportunidade, avaliações, sugestões e a idéia de um calendário unificado dos eventos do Cangaço no Brasil.

 Lívio Ferraz, Aderbal Nogueira, Edilson e Ângelo Osmiro

 Alfredo Bonessi e Comendador Mariano 

 Tomaz Cisne, Alfredo Bonessi e Comendador Mariano

 Vicente Alencar e Edmilson Cisne

As reunião do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, acontece às primeiras terças de cada mês. Divulgação através deste Blog.

Produção Cariri Cangaço
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Procura-se um Livro!

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Recebemos a solicitação do amigo professor
Euzébio Cardozo, que neste momento compartilho com a família Cariri Cangaço. Procura-se o livro:
"PORQUE DEIXEI A INDÚSTRIA DO CRIME"
de Narciso Lemos de Almeida.

Cariri Cangaço
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Os Cangaceiros se reunem em Fortaleza

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Ilustração: Sérgio Sdrous

Comunicamos a todos os amigos que nesta
terça-feira teremos mais um encontro dos companheiros pesquisadores do Cangaço em Fortaleza; nosso encontro mensal será hoje
dia 05 de Outubro de 2010 as 19:00hs;

no Chopp Gril, na rua Nunes Valente esquina com Júlio Siqueira, bairro Dionisio Torres,
Fortaleza-CE.

Você e nosso convidado.
Cariri Cangaço
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A SBEC avisa!

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COMUNICADO SBEC

Caros sócios,

O prazo para o recadastramento se encerra no próximo dia 30/10. Pedimos aos sócios que já efetuaram o recadastramento e que conheça alguém que ainda não o tenha feito, que nos ajudem no sentido de divulgar e até orientar àqueles que tiverem alguma dificuldade.

Outro assunto é com relação ao nosso estatuto. Poucas foram as sugestões que nos chegaram. É preciso que os sócios se manifestem no sentido de enviar sugestões para o nosso novo estatuto. O prazo também se encerra no próximo dia 30.

Lemuel Rodrigues
PRESIDENTE
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Martiniano, Tristão e Pinto Madeira, heróis da história do Cariri do Brasil...

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No primeiro quartel do século XIX, a Vila do Crato já se sobressaía entre as congêneres interioranas do Nordeste brasileiro. Residiam na vila, ou nas suas adjacências, famílias abastadas, possuidoras de patrimônio amealhado quase sempre, à custa das fainas agrícolas. Alguns jovens dessas famílias tinham o privilégio de aperfeiçoar seus conhecimentos em escolas da longínqua capital da Província de Pernambuco. Para lá se deslocavam, em longas e penosas viagens que duravam semanas. Sempre feitas em lombo de animais.

Alguns desses estudantes retornavam ao torrão natal impregnados de idéias libertárias, assimiladas nas sociedades secretas, existentes em Olinda e Recife. Sonhavam esses jovens com um Brasil independente da metrópole portuguesa. Alguns iam mais longe. Acalentavam o sonho de mudar a forma de governo, substituindo - num eventual Brasil soberano - a monarquia pela experiência republicana já testada nos Estados Unidos da América e França.

José Martiniano de Alencar

Esses sonhos libertários resultaram no primeiro confronto ideológico ocorrido no Cariri. Os liberais eram liderados pelo subdiácono José Martiniano de Alencar, estudante do Seminário de Olinda e adepto dos princípios republicanos e laicos da Revolução Francesa de 1789. Foi este jovem enviado pelos líderes da Revolução Pernambucana de 1817, para deflagrar o processo revolucionário no conservador Vale do Cariri. Num gesto audaz e corajoso, no dia 3 de maio de 1817, José Martiniano de Alencar proclamou do púlpito da Matriz do Crato a independência do Brasil, sob o regime republicano.

A contra-revolução veio rápida. Oito dias depois, Leandro Bezerra Monteiro, o mais importante proprietário rural do Cariri, dotado de profundas e arraigadas convicções católicas e monarquistas, pôs termo ao sonho do jovem José Martiniano de Alencar. Os revolucionários foram presos e enviados para as masmorras de Fortaleza e posteriormente para as de Salvador, na Bahia. Entre os prisioneiros estavam Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e Dona Bárbara de Alencar, irmão e mãe de José Martiniano. Após sofrerem as agruras das prisões, por cerca de quatro anos, os revolucionários cratenses foram anistiados pela autoridade real. Por sua lealdade à Monarquia, Leandro Bezerra Monteiro, foi agraciado, pelo Imperador Dom Pedro I, com o posto de Brigadeiro, o primeiro a ser concedido no Brasil.

TJunta de Pernambuco, durante a Confederação do Equador

Em 1824, eclode nova revolução republicana em Pernambuco denominada Confederação do Equador (Bandeira em foto abaixo). Esse movimento uniu lideranças das províncias de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte; descontentes com a Constituição outorgada pelo primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I. O movimento repercute intensamente no Crato.Tristão Gonçalves de Alencar Araripe aderiu, com todo entusiasmo e idealismo, à Confederação do Equador. Em 26 de agosto daquele ano, foi ele aclamado pelos rebeldes republicanos como Presidente do Ceará. Entretanto a reação do Governo Imperial foi implacável. As instruções para debelar o movimento eram assim sintetizadas: (...) não admitir concessão ou capitulação, pois a rebeldes não se deve dar quartel. Debelado o movimento restou a Tristão Araripe duas alternativas: exilar-se no exterior ou morrer lutando. Escolheu a última opção.

Tristão colecionou vários inimigos. Dentre eles o proprietário rural, José Leão da Cunha Pereira. Esse utilizou um capanga, Venceslau Alves de Almeida, para pôr fim à vida do herói da Confederação do Equador no Ceará. Tristão Araripe faleceu, em 31 de outubro de 1825, combatendo o grupo armado de José Leão, na localidade de Santa Rosa.

O Cariri continuou, durante algum tempo, dividido entre simpatizantes da ideologia republicana e adeptos da Monarquia. O confronto dessas idéias foi motivo de contendas as mais variadas. Joaquim Pinto Madeira era o que poderíamos chamar de caudilho. Rico proprietário rural e chefe político da Vila de Jardim, era por índole um afeiçoado às coisas da Monarquia. Foi fundador da sociedade secreta Trono do Altar, que defendia a monarquia absoluta.

Tristão Gonçalves de Alencar Araripe

Joaquim Pinto Madeira lutou ativamente contra os promotores dos movimentos libertário-republicanos da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador de 1824. Após a derrota da família Alencar, em 1817, coube a Pinto Madeira, à época ocupando o posto de Capitão de Ordenança, conduzir até a cidade de Icó os 20 malogrados presos políticos. Provavelmente, durante o percurso, esses prisioneiros sofreram humilhações por parte do caudilho. O que era esperado, face ao temperamento belicoso de Pinto Madeira.

Em 1831 o imperador Dom Pedro I abdica do trono brasileiro e volta para Portugal, onde toma o nome de Dom Pedro IV. Os adversários de Pinto Madeira aproveitaram esse acontecimento para dele se vingar. Acuado, o caudilho, com a ajuda do vigário de Jardim, Padre Antônio Manuel de Sousa, armou cerca de dois mil homens, a maioria com rudimentares espingardas, e invadiu o Crato, em 1832, para dar caça aos seus inimigos liberais.

Dizem que de tanto abençoar as espingardas dos jagunços e, na falta destas, dar bênçãos a cacetes (pequenos bastões de madeira) o Padre Antônio Manuel de Sousa ficou conhecido como "Padre Benze-Cacetes". Pinto Madeira e o Vigário Manuel foram vitoriosos no Crato, mas logo começaram a sofrer reveses. Terminaram por se render ao General Pedro Labatut, um mercenário francês que atuava no Brasil, desde as lutas pela independência. Presos, ambos foram enviados para Recife e depois para o Maranhão. Pinto Madeira retornou preso ao Crato, em 1834, onde, num júri parcial - composto por antigos inimigos seus - foi condenado à forca, sentença posteriormente comutada para fuzilamento, em face do réu ter alegado sua patente militar de Coronel.

Morreu virilmente Pinto Madeira. Conta a tradição, ouvida por mim desde menino, que momentos antes do fuzilamento, ofereceu-lhe um lenço, para que vedasse os olhos, um dos seus mais implacáveis inimigos. Recusou o condenado a oferta (...) Durante anos a fio, fez-lhe promessas o rude povo do sertão, considerando-o um mártir, isto é um santo.


Irineu Pinheiro
FONTE:www.crato.ce.gov.br
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