Triunfo recebe Orquestra Criança Cidadã Por: Diana Lopes

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Cine-Teatro Guarani, em Triunfo, Pernambuco

Triunfo sediará o projeto “Circulação de música instrumental – Orquestra Criança Cidadã” que atua com os crianças e adolescentes do Coque, no Recife . Será no dia 15 de abril no salão nobre do Stella Maris começando a partir das 15 horas com aula-concerto direcionada aos estudantes de escolas públicas do município. O projeto ainda será apresentado no mesmo dia às 19h30min na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores aberto a população triunfense, visitantes e turistas.
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Abraços a todos,
Diana Lopes
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Os Cangaceiros Alvinegros...

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Esta é exclusivamente para os cearenses, especialmente para nosso amigo particular Ângelo Osmiro... 

Sabemos a maravilhosa riqueza estética do figurino cangaceiro: A harmonia, o incrível e inusitado senso de equilibrio, as cores...Pois é, as cores. Sabemos que as cores foram o forte da estética cangaceira, principalmente na ultima decada do clico lampionico, entretanto temos que convir que o Preto e Branco se torna incomparável.o


Essa torcida foi formada por um grupo de parceiros e amigos considerados torcedores fiéis e incondicionais do Ceará Sporting Club.


A torcida "Os Cangaceiros Alvinegros" foi idealizada por Mário Verissimo, Davi Hempel e Érico Rocha.


Essa torcida vai dar o que falar, afinal todo integrante terá que vestir juntamente com a camisa personalizada um Chapéu de Couro. Essa foi a maneira de trazer para o estádio de futebol o resgate da cultura Cearense e Nordestina de forma bem humorada. No lugar de armas, nós portamos as caninhas velhas de guerra.

Então a partir de hoje a torcida "Cangaceiros Alvinegros" está lançada para toda Nação alvinegra conhecer e se integrar nessa festa.

Já estamos em fase de confecções das camisas, que será vendida com o chapéu, formando o kit Lampião. 

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Homenagem ao soldado Adrião Pedro de Souza Por: Antônio Vilela

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Antônio Vilela ao lado de dona Belizia


Caro Severo e amigos do Cariri Cangaço,
Ontem estive com a filha e os netos do soldado Adrião Pedro de Souza, a senhora Belizia Canuto de Souza; foi um dia fantástico. Ganhei da família uma foto rara do soldado, certidão de nascimento e casamento, muitos documentos e uma caderneta que o mesmo fazia anotações pessoais. Além disso, informações bombásticas. Como sou analfa-cibernetico divulgue em nosso blog do Cariri Cangaço.

Abraços,
Antônio Vilela

Dona Belizia, o esposo e filhos; família de Adrião Pedro de Souza.

NOTA CARIRI CANGAÇO: Nós que fazemos parte da família Cariri Cangaço, junto com os amigos do Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita, assumimos um compromisso, a partir de uma provocação do confrade Antônio Vilela, de prestar justa homenagem ao soldado Adrião Pedro de Souza, tombado em Angico naquele 28 de julho de 1938. Compromisso assumido e será cumprido.Bem,agora é aguardar as novas revelações de Vilela!!!
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Nas veredas do Cangaço Por:Cleonice Maria

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O GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO está arrumando os bisacos, matulões, sanfona, triângulo e zabumba para se estambocar no oco do mundo fazendo um pilé de presepadas culturais homenageando alguns ícones do cangaço, homenageando os cabras que cospiam bala e passaram a inspirar nossa arte, criando a identidade cultural do homem sertanejo.

GRAÇAS AO PROGRAMA BNB DE CULTURA  2011 / BNDES ESTAMOS SEMEANDO CULTURA NOS SERTÃO DOS GUERREIROS DO SOL - NAS VEREDAS DO CANGAÇO.
A primeira parada será em AFOGADOS DA INGAZEIRA - Terra de Antonio Silvino -  dia 28 de abril/11.(Quinta feira).Em seguida deixaremos os rastros no seguinte roteiro (com datas à definir):

Terra de Chico Pereira – Sousa (PB).
Terra de Lampião - Serra Talhada (PE).
Terra de Corisco - Santana do Ipanema (AL).
Terra de Sila - Poço Redondo (SE).
Terra de Jesuino Brilhante – Patu (RN).

CLEONICE MARIA
Presidenta


Programação completa e tudo sobre a Fundação Cabras de Lampião, acessar:

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Hoje tem reunião na Saraiva do Iguatemi !

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Atenção !!!

É HOJE..
Noite Cariri Cangaço-GECC na
Saraiva Mega Store.


"Reunião do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará"

HOJE, terça-feira; 05 de Abril,
logo mais às 19 H
Livraria Saraiva - Shopping Iguatemi 
Fortaleza

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Na Trilha do Cangaço é finalista do Prêmio Conrado Wessel

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Imagem captada por Márcio Vasconcelos

Com o projeto “Na Trilha do Cangaço – O Sertão que Lampião pisou”, Márcio Vasconcelos foi um dos finalistas do concurso mais cobiçado pelos fotógrafos brasileiros. Este mesmo projeto foi vencedor do XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia (www.natrilhadocangaco.com.br). A Fundação Conrado Wessel (FCW) anunciou em seu site www.fcw.org.br nesta quarta-feira, dia 30 de março, os três vencedores do Prêmio FCW de Artes, na categoria de Fotografia.

Com o ensaio intitulado “TV P&B”, o fotógrafo gaúcho Luis Tadeu Vilani ficou com o primeiro prêmio , o segundo colocado foi Guilherme Mohallem com o ensaio “Drom, o caminho Cigano”. O terceiro lugar ficou com o fotógrafo Denis Kenji Arimura com o ensaio “Índios Contemporâneos”. 

Os premiados foram escolhidos entre 15 finalistas de um universo de 207 profissionais inscritos no concurso, que abordou a temática “O Brasil e os Brasileiros”. A escolha foi feita por sete jurados coordenados pelo professor Rubens Fernandes Junior, crítico de fotografia, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e diretor da Faculdade de Comunicação da FAAP. Ele é ainda membro do conselho curador da Coleção Pirelli-MASP de Fotografia (Museu de Arte de São Paulo) e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Cerca de 100 fotos dos ensaios dos 15 finalistas serão publicadas no livro da Fundação Conrado Wessel e os ensaios premiados em 1º, 2º e 3º lugares serão expostos na noite da premiação, cerimônia marcada para o dia 13 de junho, na Sala São Paulo, na capital Paulista.

Fotógrafos finalistas do Prêmio FCW de Arte 2010

ADRIANA MEDEIROS - Nascidos Brasileiros
ANDRÉ VIEIRA - Intérpretes da Roça Nova
ARAQUÉM ALCÂNTARA - Fotografias
BRENO ROTATORI - Manélud
LALO DE ALMEIDA - A Retomada
MÁRCIO VASCONCELOS - Na Trilha do Cangaço - O Sertão que Lampião Pisou
MARCO MENDES - Tribos Urbanas
PAULO PEREIRA - Corpo de Passagem
RICARDO TELES - A Estrada
RIPPER - Retrato Escravo
RODRIGO ZEFERINO - Arredores do Aço
YÊDA BEZERRA DE MELLO - O casamento

NOTA CARIRI CANGAÇO: Um grande abraço ao mais novo membro da família Cariri Cangaço, esse grande mestre das imagens, o grande fotografo maranhense Márcio Vasconcelos, que já é presença garantida no  Cariri Cangaço 2011. Boa sorte meu caro, você tem talento e merece.
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O Médico e o Cangaceiro Por:Archimedes Marques

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Archimedes Ferrão Marques

A minha avó Helena Motta Marques, quando ainda com vida e lúcida, contava uma história ocorrida em Nazaré das Farinhas, cidade do sertão da Bahia, na madrugada do dia 27 de maio de 1929, época em que ela e o meu avô Archimedes Ferrão Marques, então médico, naquele município residiram por alguns anos.
O meu avô que era médico daqueles que de tudo fazia para ajudar as pessoas, além de ter um cargo estadual como sanitarista possuía também uma farmácia tipo drogaria onde atendia aos doentes e ali mesmo quase sempre manipulava e vendia os remédios que ele próprio receitava. A farmácia que servia de aprendizado e de complemento de renda familiar lhe dava outros bens de consumo, além da satisfação de curar doentes e salvar vidas, vez que, quando os seus pacientes não podiam pagar com dinheiro, presenteavam-no com galinhas, patos, cabritos, porcos e outros animais. Assim eles viveram uma vida dura e simples em Nazaré das Farinhas naquele tempo de muito trabalho, mas também de boas realizações e excelentes lições de vida.

O meu avô Archimedes era muito caridoso e atendia qualquer um a qualquer hora, independente da pessoa ter ou não como pagar pela consulta ou pelo medicamento utilizado. Bastava bater na porta da sua casa que ficava anexa a sua farmácia, que ele medicava, fazia curativos, pequenas intervenções cirúrgicas, engessamento em traumatismo de pernas e braços e até partos realizava com o maior prazer possível. Era médico por vocação, amava a sua profissão e tentava seguir fielmente o Juramento de Hipócrates.

Naquele dia, mais de perto na calada da madrugada, em meados das primeiras horas, chegaram a sua casa dois homens montados a cavalo, um deles com um dente bastante inflamado e "urrando" de dor, querendo a qualquer custo que ele o arrancasse e lhe livrasse daquele atroz sofrimento. Não bastaram as desculpas do meu avô em dizer que somente poderia aliviar a sua dor, pois não era dentista e sim um médico e, além disso, nunca tinha arrancado um dente na sua vida, além de não possuir os instrumentos pertinentes necessários para uma perigosa extração como aquela demonstrava ser.

Nazaré das Farinhas, Bahia

O homem desesperado puxou de um punhal dizendo que se ele não arrancasse o seu dente seria sangrado ali mesmo sem dó ou piedade. Diante do novo "argumento" não restou outra alternativa senão cumprir a vontade do bandido. Aflita e trêmula de medo a minha avó logo foi buscar um alicate comum na caixa de ferramentas e o colocou para esterilizar em água fervente, enquanto o meu avô aplicava injeção de morfina na boca inchada do intransigente paciente e depois de muito suor, desespero, gemidos e luta do alicate com a boca, o dente do cidadão finalmente foi extraído. Em seguida o meu avô fez uma boa limpeza em toda a boca infeccionada do paciente, aplicando-lhe uma injeção antibiótica e, recomendando por fim, além da higiene necessária, repouso absoluto nos dois dias seguintes.

O homem agradecido e aliviado, em demonstração de possuir algum sentimento, tirou um anel de ouro de um dos seus dedos e o deu como paga ou presente para o meu avô que então mais à vontade, criou coragem para perguntar pelos nomes deles, obtendo a resposta do outro cidadão acompanhante, que os seus nomes não lhe interessava e se ele tivesse juízo que ficasse calado sobre o ocorrido para não ter um dia a sua garganta cortada. Em seguida montaram nos seus cavalos e desapareceram no escuro da noite para sempre.

Por via das dúvidas, diante do iminente perigo da ameaça e com receio dos homens voltarem em vingança caso fossem denunciados e presos, os meus avós preferiram guardar segredo dos fatos durante o tempo em que naquela cidade permaneceram, não prestando queixa à Polícia nem tampouco comentando com vizinhos e amigos sobre o desespero e terror pelos quais passaram naquela noite.

Diz o velho ditado que não há um mal que não traga um bem. Assim, a lição e o exemplo vividos pelo casal que inclusive já tinha filhos menores, serviram para que o meu avô adquirisse os instrumentos dentários essenciais e passasse também a extrair dentes, sendo então, mais uma fonte de satisfação e caridade aos mais necessitados que passavam pela angustia dessa insuportável dor, além do somatório próprio da renda familiar, vez que no município não existia um dentista sequer. Contava a minha avó que por vezes a fila para extrair dentes era bem maior do que as consultas médicas tradicionais realizadas pelo meu avô Archimedes.

Quanto aos dois desconhecidos que a minha avó dizia ser de compleição física sertaneja e rude, de cor morena queimada pelo sol e que usavam roupas grosseiras com bornais de couro e outros apetrechos, nunca souberam de quem se tratavam. 

Teriam sido cangaceiros desgarrados de algum grupo de Lampião ou teriam sido criminosos outros procurados pela Polícia?... Como não há nenhum registro de ataque ou presença de cangaceiros no município de Nazaré das Farinhas é mais provável a segunda opção.

A titulo de ilustração transcrevo o breve currículo do meu avô, colhido no site http://linux.alfamaweb.com.br/asm/dicionariomedico/dicionario.php?id=31900:

Archimedes Ferrão Marques.

Nasceu em 2 de julho de 1892, em Salvador/BA, filho de Ernesto dos Santos Marques e Ana Ferrão Moniz Marques. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1917, defendendo a tese "Raspagem Uterina". Iniciou suas atividades médicas em 1918, combatendo a epidemia de varíola que grassava em todo o interior da Bahia, sendo em razão disso nomeado Inspetor Sanitário do 10º Distrito da Bahia e membro da Comissão Sanitária Federal de Combate à Febre Amarela. Em seguida, ainda em Salvador, foi transferido para o serviço de Saneamento Rural, onde fez carreira como médico, subinspetor, inspetor e chefe de distrito e zona até dezembro de 1930. Nomeado Sanitarista do Ministério da Saúde, atuou na Delegacia Federal de Saúde da 5ª Região da Bahia. Transferiu-se para Recife, onde atuou na Delegacia Federal de Saúde e Inspetoria de Saúde dos Portos, durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1945 é designado para a Delegacia de Saúde da 6ª Região, em Aracaju.

Cumulativamente exerceu o cargo de médico da Caixa de Aposentadorias e Pensões da Leste Brasileira. Atuou como clínico e obstetra. Faleceu em 17 de março de 1968, em Salvador/BA, com 76 anos.


Archimedes Marques
Delegado de Policia no Estado de Sergipe. 
Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Seg.Publica pela Universidade Federal de Sergipe 
archimedes-marques@bol.com.br

NOTA CARIRI CANGAÇO: Archimedes Marques é mais uma destas gratas surpresas dentro do mundo da pesquisa do Cangaço. Profissional de valor reconhecido em sua corporação, preparado, intelectual determinado e que nos presenteia com mais um espaço de qualidade na internet para a felicidade da grande família Cangaceira e Volante. Nós do Cariri Cangaço recomendamos com satisfação: www.cangacoemfoco.jex.com
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Algumas brasas acesas Por:Valdenor Neves Feitosa

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Virgulino Ferreira em foto de 1922

Valdenor Neves Feitosa sobre a postagem

Parabéns, ao meu primo, Napoleão Tavares Neves, pelo excelente trabalho acerca de Sinhô Pereira. Como neto de "Ioiô Maroto", sei que o entrevero que o protagonizou Com Luiz Gonzaga Gomes de Ferraz, teve como causa a abordagem truculenta do Tenente Peregrino Montenegro, da polícia do Ceará, em 22 de abril de 1922. Neste ano e mês, Sinhô Pereira ainda encontrava-se na Região, em Pernambuco. Fato é que, logo que soube da "desfeita" sofrida pelo primo, em sua Fazenda Cristovão, Belmonte, acorreu até lá, mesmo estando de viagem marcada para o Duro, Goiás. 

Ofereceu-se ao primo para resolver a parada, ou seja, praticar a vindita sobre "Gonzaga". Logo, conclui-se que a sua segunda partida rumo ao Goiás, aconteceu logo após abril de 1922. Segundo meu avô Ioiô Maroto, após o episódio, Sinhô Pereira chegou à Fazenda Cristóvão, e assim falou: Ioiô, soube que você sofreu uma agressão, amando de Gonzaga? Já estou de saída para minha viagem, mas antes de ir, quero resolver essa "parada". Meu avô, respondeu-lhe: não. Vá sua viagem. Você já está de saída. Sinhô retrucou-lhe: assim é covardia, você sofrer uma desfeita e ficar por isso mesmo? Ioiô respondeu-lhe: não adianta eu sofrer uma desfeita e você querer resolver por mim. Vá sua viagem que, se um dia eu tiver coragem, eu mesmo resolvo. Sinhô disse: assim vou partir, mas vou recomendar a Virgulino pra que um dia, se você precisar, ele possa lhe ajudar a resolver isso. 

Diz-se ser fato uma das, “algumas brasas acesas” que Sinhô Pereira deixou prá Lampião apagar. Como se sabe, logo depois, Sinhô partiu rumo ao Duro, hoje Dianópolis onde reencontrou o seu primo, Luiz Padre. Ademais, todos sabem que em outubro de 1922, aconteceu o desfecho em Belmonte. 
Um fraternal abraço ao primo Napoleão Neves. 

Valdenor Neves Feitosa
( filho de Otacília Neves de Araújo) 
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Padre Bosco, o irmão do Papa e o concílio de Missão Velha

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Padre Bosco e Padre Cícero

Este incrível mundo do cangaço é realmente surpreendente. A cada viagem, a cada encontro, a epopéia é recheada de fatos e atos "inusitados"; apenas esses já poderiam fazer tudo valer a pena. Nesta última empreitada que assumimos, o Seminário Internacional em Paulo Afonso, não poderia ser diferente, e as "marmotas" começaram bem antes da partida... Ainda em nosso amado cariri, sob a batuta do Padre Bosco André, calma, explico...

Em 2010 quando estávamos construindo o Cariri Cangaço 2010 e visitávamos a fazenda de Marica Macedo no Tipi, encontramos uma família e começamos a conversar, a senhora dona da casa toda animada foi logo dizendo que tinha uma filha que era noviça, etc, etc, então olhei para o lado e vi Bosco André todo compenetrado olhando para o horizonte e aí falei imediatamente para a senhora, veja quem me acompanha: é um padre, Padre Bosco. Imediatamente Bosco tomou um susto mas não teve tempo de negar ou reagir, teve que assumir o papel sacerdotal, o fato é que não teve coragem de acabar com  a alegria daquela sertaneja por está ao lado de um representante de "Sua Santidade"; Bosco a partir dali era cumprimentado com toda reverência em todas as casas do Tipi, na Aurora, teve que sair de lá e ainda abençoar umas 10 a 20 crianças...Ossos do ofício!

Guarda-roupa secreto de Bosco André

Pois bem, antes de sairmos para Paulo Afonso fomos recebidos pelo amigo pároco de Missão Velha, Padre Ivo. Lembrando do acontecido em Aurora fui logo sugerindo, já que temos tantas autoridades eclesiásticas seria bom promovermos logo um concílio; tinhamos padre Ivo, padre Bosco e ainda um francês com uma cara de cardeal. Seria o primeiro concílio da história do cangaço: Concílio de Missão Velha.

Concílio de Missão Velha: Severo, o cardeal Jack e os padres, Ivo e Bosco

Como andávamos com a autoridade eclesiástica não haveríamos de perder a oportunidade de aproveitar tão maravilhosa dádiva, e conseguimos por duas vezes: A primeira já em Paulo Afonso, na Malhada da Caiçara, todos estavam receosos de ir até a casa do irmão de Maria Bonita, daí, olhei atentamente para o nosso querido Jack de Witte e decretei: Eis aí a nossa salvação... Jack de Witte a partir daquele momento se tornou o "Irmão do Papa", ele resmungou, reclamou, tudo em francês, mas não havia jeito, ele seria o nosso trunfo para chegar à família de seu Ozéias. Ora, logo que chegamos fomos apresentando a grande autoridade divina, Jack - O irmão do Papa; a esposa de seu Ozéias foi logo dizendo: "logo vi, com esses cabelinhos brancos..." Só faltamos dizer a ela qual dos Papas!

O irmão do Papa visita irmão de Maria Bonita

Jack a contragosto teve seu minuto de fama "papal". No outro dia pela manhã fomos a Delmiro Gouveia visitar a ex-cangaceira Aristéa; sem dúvidas a esse grande encontro também haveríamos de sugerir uma benção sacerdotal. Não teve outra: Quando chegamos e nos abancamos, chamei a querida amiga Damaris; nora de Aristéa e esposa de Pedim; para um canto e sacramentei: - Damaris tá vendo esse senhor velhinho aí, de fala esquisita? É o irmão do Papa! Damaris ficou logo branca, e começou logo a se emocionar, quase se ajoelha na frente de Jack de Witte, foi uma emoção só... mas Jack, a beira do desespero começou logo a gritar: "É mentirrra, é mentirrra, é brincadêrra, brincadêrra de severo...." 

Ah! Grande Jack, muito obrigado por esses momentos inesquecíveis e de onde você estiver; seja na França ou no Vaticano, não temos dúvidas que levou um pedaço desse maravilhoso nordeste em seu coração. E os Vaqueiros da Histórias continuam suas andanças...Depois conto mais.




O sertão é realmente sensacional e generoso. Vejam que até a caatinga resolveu homenagear tamanha reunião eclesiástica e mandou também seu representante o destemido e majestoso "Coroa de Frade"...

Manoel Severo
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Geraldo Ferraz na Academia Brasileira de Letras

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 A Academia Brasileira de Letras através de seu presidente Marcos Vinicios Vilaça convida ao Dr. Geraldo Ferraz para participar como Palestrante de Mesa no "Seminário Brasil, brasis", onde o tema será o Cangaço e a Literatura.
O Seminário acontece no próximo dia 26 de Maio às 19:30 H, 
no Teatro R Magalhães Jr.

Assessoria Cultural da Academia Brasileira de Letras
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O fascínio do Angico Por:Alcino Alves Costa

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Decano Alcino Costa entre, José Cícero e Bosco André; no Angico

Os vaqueiros da história que participaram do magno evento de Paulo Afonso, na Bahia, comemorando os 100 anos de Maria Bonita, no dia 24 de março se deslocaram das terras pauloafonsinas e foram realizar conferências em Piranhas, nas Alagoas e Canindé de São Francisco, em Sergipe.Como não poderia deixar de ser, vencidos pelo fascínio da Grota de Angico, a caravana foi até o lendário riacho onde Lampião, Maria Bonita e nove de seus companheiros perderam as vidas e, também o soldado Adrião.

Um dos componentes da caravana era o nosso querido confrade Dr. Leandro Cardoso, que carrega em sua bagagem de profundo e zeloso conhecedor da história do cangaço e de Lampião, a sua sincera e louvável maneira de pensar em relação aos acontecimentos daquele dia 28 de julho de 1938. Assim que chegou à grota, o Dr. Leandro cuidou em convidar Jairo Luís para tirar uma dúvida que desde muito se instalara em sua cabeça. Conhecer a distância entre o Poço do Tamanduá e a barraca de Lampião. Foi naquele poço que Abdom deu o primeiro tiro, disparado no cangaceiro Amoroso quando o mesmo estava apanhando água. Após o percurso, o nosso querido rastejador me disse que a distância está em torno de 50 metros.



Pois bem! Todos sabem que eu vivo a lutar contra as mentiras e os mistérios de Angico. Mentiras e mistérios que muitos de nossos historiadores e pesquisadores se aborrecem e ficam com vontade de vomitar quando se fala e se repete este assunto chato e sem nenhuma serventia para muitos – assim eles pensam. Mas, este entrançado da história é minha paixão. Relevante motivo que me deixa triste em aborrecer todos vocês, meus queridos companheiros, pessoas que eu tanto estimo, considero e respeito, porém o que hei de fazer, pois sou um pobre ser humano dominado por essa obsessiva vontade.

Não quero com isto criticar ou muito menos menosprezar o brilhante trabalho e profundo conhecimento desses nossos vaqueiros da história. Acho uma maravilha cada um desses confrades terem a sua própria análise, a sua própria percepção disto ou daquilo que defende. Triste dessa linda e comovente história se não fosse as discordâncias, as controvérsias, as diversas e infindáveis versões, os pontos de vista diferentes, a visão e opinião de cada um. Se assim não fosse e se tudo ocorresse na base do AMÉM, a história seria murcha e não despertaria interesse de ninguém. O que me deixa desgostoso é quando esse ou aquele, para justificar a sua opinião, procura denegrir o conhecimento de seus colegas, companheiros e amigos.

Todos sabem que eu sou a “ponta de lança” que discorda de quase tudo ou mesmo tudo que se registrou sobre os acontecimentos de Angico. Mas, meus amigos, nesta postagem eu irei descobrir um segredo. Acreditem se quiser. Eu nunca discordei de nada que aconteceu nem antes e nem no instante do cerco de Angico. Vocês querem saber quem discordou? Vejam se eu tenho ou não razão. Quem discordou de tudo que se diz e que se fala da Grota de Angico foram os que estavam lá, foram os que viveram de corpo presente aquele especial momento e dia da vida sertaneja.
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Alcino Alves Costa
O Caipira de Poço Redondo, O Decano!

CONTINUA...
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Quem mentiu em Angico? Por:Alcino Alves Costa

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Portanto repito, eu nunca discordei de nada. Quem discordou e quem mentiu em profusão alarmante e jamais imaginada foram os que estavam lá, desde o soldado e os oficiais graduados, passando pelos coiteiros, até chegar aos cangaceiros. Detectar todas essas mentiras que muitas delas podem desaguar em mistérios insondáveis, não quer dizer que eu e todos os que concordam com esse meu velho pensamento, sejamos “conspiracionistas”. Que não somos capazes de separar a verdade da mentira e, em assim agindo, além de não aceitar a “história oficial”, que realmente eu não aceito, nós não passamos de maus intencionados caçadores das “Mentiras e mistérios de Angico” – assim somos classificados.

Eu pergunto ao Dr. Leandro e a todos os nossos confrades: como é que se compreende que em uma distância de 50 metros, acontece um disparo e quase imediatamente mais dois tiros, os de Panta de Godoy, desferidos em Maria Bonita e depois, segundo testemunho de Abdom, eles correram até tão próximo de Lampião que tiveram que recuar, se amparar por detrás de umas pedras para, aí sim, atirar em Lampião. Estas declarações de dois dos principais personagens de Angico são reais? São verdadeiras? Ou são mentirosas?

Meus queridos confrades, eu peço a cada um de vocês que, por favor, acreditando ou não na tese que eu defendo, cada um se digne a comentar e registrar a sua opinião. É isto que os que gostam e procuram se aprofundar na saga do cangaço e de Lampião querem. Os nossos leitores são pessoas inteligentes e nós precisamos despertar ainda mais o seu interesse por esse extraordinário passado de nosso povo sertanejo e nordestino.

Alcino Costa e Aninha Lúcia do Ó

Será mesmo que na Grota de Angico não tem mais nada para se falar? Todavia, eu pergunto a você meu estimado companheiro do rastejar dos bandos cangaceiros: Que segredo Lampião tinha que só Pedro de Cândido podia saber? Por que os dois, na noite da terça-feira, dia 26, ficaram por mais de uma hora, sozinhos, na calada da noite, no meio da caatinga, numa conversa altamente sigilosa? Que assunto tão delicado era esse?

Quem foi o coiteiro, que na tarde da quarta-feira, dia 27, foi ao encontro de João Bezerra, no trajeto Pedra de Delmiro - Piranhas, coiteiro que João Bezerra já esperava e que o mesmo diz em seu livro "Como dei cabo de Lampião", pg 207, "Assim juntou-se a sopa no mel". Quem foi este coiteiro que o resto da volante não viu? Será que esta afirmação do próprio matador de Lampião é mentirosa? Se for mais uma das grandes mentiras, em quem acreditar?

Por que os que defendem a "história oficial" fazem questão absoluta de não falar, comentar, escrever e registrar, nada sobre a ida de Bida e Elias buscar Pedro de Cândido? Como se sabe, o mesmo, primeiramente, não atendeu a intimação do comandante da volante e na segunda vez, por incrível que possa parecer, o famoso coiteiro veio por terra, ele e Bida, caminhando por uma estradinha deserta naquela hora avançada da noite. O soldado Elias, coitado, teve que retornar para o Remanso na canoa. Se isto não é também uma grotesca mentira, na minha amalucada opinião eu acho que aquela caminhada redunda em um fantástico mistério.



Já estou cansado em dizer e me vejo obrigado a repetir. Como é que se pode acreditar que após três tiros, um deles em Amoroso, os outros dois em Maria Bonita e, segundo Panta de Godoy, a distância do coito para o Poço do Tamanduá, o local onde Amoroso foi apanhar a água, está entre 50 e 100 metros? O Dr. Leandro calcula em 50 metros. E como no coito, apesar da reza e de quase todo o bando acordado, ninguém escutou os tiros? Quem é que acredita nesta aberração? E tem mais. Mesmo após o tiro em Amoroso, Maria Bonita continuou caminhando para o poço até receber os dois tiros – durma-se com uma zoada dessa.

Será que não houve os tiros com esta distância? Será que não houve a reza? Em seu depoimento, registrado no livro de Antônio Amaury, pg 110, Abdom diz esta maravilha: "...Daí nóis avancemo i caimo im cima du meio di ondi tava Lampião i nóis recuemo di Lampião pra trais um pouco". E continua: "Quando nóis recuemo um pouco nóis si intrincheiremo i mandamo bala nos cangaceiro i aí o pau quebrou...".

Será que foi assim mesmo? Será que nós somos os conspiradores da trama de Angico? Ainda mais. Quem matou Maria Bonita? Foi Panta ou Noratinho? Em que lugar está o verdadeiro chapéu de Lampião. E o seu famoso mosquetão? Aguardo respostas.

Obrigado e me desculpem pelo abuso.

Alcino Alves Costa
O Caipira de Poço Redondo, o Decano!