De Matinha a Água Branca Por: Manoel Severo


 Casarão da Baronesa de Água Branca

Todo pesquisador com certeza, já fez esse roteiro! Mas, todo curioso ou o mínimo interessado sobre a temática Cangaço deveria, pelo menos uma vez na vida, percorrer as trilhas dos sertões das fronteiras entre os estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia; ali; pelos lados de Paulo Afonso, Tacaratu, Inhapi, ,Pariconha, Delmiro, Olho d'Agua do Casado, Piranhas, Poço Redondo, Canindé, Água Branca, enfim.

 Alagoas, em destaque: Água Branca

A região foi cenário do último ato do Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira. Por último ato se entenda o fogo do Angico, grota encravada a cerca de 1 km do leito do São Franscisco em sua margem Sergipana, no atual município de Poço Redondo, em 28 de julho de 1938. Entretanto, curiosamente, a região também havia sido palco do primeiro grande ato da longa vida fora da lei de Virgulino. Ali em 1922; 16 anos antes; Lampião, recém "nomeado" líder do bando de Sinhô Pereira ataca Água Branca e assalta o casarão da Baronesa Joana Vieira, viúva do Barão de Água Branca.
Água Branca, também vem a ser o berço de um dos mais destacados cangaceiros da história: Cristino Gomes da Silva Cleto, Coriso - O Diabo Louro (foto ao lado) ; quando o local ainda se chamava "Matinha de Água Branca" ,ainda povoado de Mata Grande. Passando a Água Branca em função de haver na serra do mesmo nome, uma magnifica fonte de água muito branca. 

A baronesa de Água Branca, dona Joana Vieira Sandes, era viúva do Barão de Água Branca;  JoaquimAntônio de Siqueira Torres; e já contava mais de 90 anos quando sua residencia foi invadida e assaltada por Lampião e seu bando, nesse que é contado em prosa e verso, como o primeiro ato do Rei do Cangaço, como chefe efetivo de um bando. Era o mês de Junho de 1922. Por muito tempo as jóias roubadas da Baronesa de Água Branca, ornaram a figura da rainha do Cangaço, Maria Bonita.

 
Matriz de Água Branca

Quem não conhece, precisa conhecer. Água Branca é uma região de serra, segundo ponto mais alto do estado de Alagoas, clima bom e de povo acolhedor, atualmente tem uma população estimada em 22 mil pessoas. Vale a pena, e; estando lá, podemos dá uma esticadinha a Paulo Afonso, Delmiro, Piranhas, etc.. etc... etc...

Recomendamos.

Manoel Severo.

21 comentários:

Anônimo disse...

Sempre tive curiosidade de conhecer esse casarão, minha avó mantinha um livro de cabeceira sobre do cangaço da escritora Aglae, que tinha uma foto desse episódio de àgua branca, incrível, voltei no tempo ao ver essa postagem.

Obrigada

Renata Filomeno
Uece - Fortaleza

Lima Verde disse...

Uns autores falam que esse ataque na verdade não foi um "ataque", que inclusive Lampião agiu com tranquilidade e que a Baronesa não foi molestada, apenas lhes levaram os pertences; já outros falam em selvageria, que o bando entrou simulando um enterro em uma rede e tudo mais... quem está com a razão?

saudações,

Fernando Lima Verde

Anônimo disse...

Meu avô nasceu em matinha de agua branca, conta historia desta epoca para gente até hoje ele tem 88 anos, e fala que somos parente do barão de agua branca.

Flávio Torres.

Anônimo disse...

Simplesmente lido esse Casarão, lindo.

Nádia Lemos ; Crato

CARIRI CANGAÇO disse...

É isso aí caros amigos, realmente o Casarão é belo e imponente, ainda mais quando guarda tantas historias. A visita a Água Branca é fenomenal,

Ao senhor Flávio Torres, satisfação te-lo como leitor, parabéns pela maravilhosa terra berço de seus antepassados; convido ao amigo para estar conosco em agosto, em nosso Cariri Cangaço 2010.

Manoel Severo.

Anônimo disse...

Parabéns ao povo de Agua Branca por manter esse Casarão secular para mostrar o valor da história e da memória do lugar.

Ricardo Morais.

Anônimo disse...

Caro Severo,

Parabenizo-o pelo excelente post sobre o Casarão do Barão de Água Branca. Fiquei emocionado por ali ser a cidade natal de minha mãe e minha avó.
Tenho algum material sobre o barão de água branca, inclusive relato de um jornal da região sobre o ataque de Lampião. Penso no futuro fazer alguma publicação a respeito.

Até mais,

Professor David Bandeira
Maceió - Alagoas

Helio disse...

Matinha de Água Branca, terra do Diabo Louro! Não sabia que era a mesma Água Branca da Baronesa e do primeiro assalto de Virgulino.

Vivendo e aprendendo.

Abraços, professor Mario Hélio.

Mendes e Mendes disse...

Confrade Manoel Severo:
Observando o casarão da baronesa Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, viúva do Barão Joaquim Antônio de Siqueira Torres, vi que o prédio está em perfeito estado de conservação, sem nenhuma deterioração. Gostaria de saber: Esta foto foi tirada recentemente, ou foi feita no tempo em que ela era viva?

Eduardo disse...

Foi me contado uma historia interessante sobre o meu bisavo o Cel. Ulisses Luna. O lampião maldou-lhe uma carta "pedindo" dinheiro, munição e armas, "ou uma tragédia cairia em cima de sua família", disse o famigerado. Mas o mais interessante foi a resposta do Coronel: "Venha buscar"...

Eduardo José Torres Gouvêa

CARIRI CANGAÇO disse...

Prezado Eduardo, é uma satisfação tê-lo como nosso leitor, receba o abraço de todos que fazem o Cariri Cangaço e sinta-se convidado para neste 2011, quando setembro chegar, conhecer nosaas terras e esse bando de cangaceiros da família Cariri Cangaço.

Manoel Severo

Anônimo disse...

O palacete da Baronesa, como diziam os mais velhos, na verdade está em péssimo estado de conservação. Na foto não se percebe isso. Se o poder público e a comunidade não se mobilizarem para tomar providências, ele vai ruir como outros tantos já ruiram - ou pior que isso: vão demolir, como estão demolindo o belíssimo casarão de Abel Torres (creio que um dos netos da Baronesa, falecido ainda nos anos 80), na praça principal.
Parabéns pelo blog
Rogério de Mello

nivia disse...

Agua Branca, antiga matinha de Água Branca está em minhas memórias de infância, sei que é o berço da minha família LACERDA e junto com minha avó que vem dai muitas histórias sobre Lampião, que ela chegou a conhecer.
Ainda existe ai a Fazenda Lacerda (interrogação)..

comentários disse...

Manoel Vieira do Nascimento, meu avô,nasceu nessa cidade em 1888. Veio para o Acre com aproximadamente 44 anos, Casou, teve 6 filhos e uma filha.Morreu em 1974, e nunca tivemos notícia de seus familiares em água branca. Gostaria de encontrar esses familiares. Meu nome é Jose da Silva Nascimento

Márcio Maia, Recife disse...

Estou fazendo uma reportagem sobre Lampião para a revista Movimentto, editada no Recife, e descobri este blog muito bem feito e com informações precisas e interessantes. Parabéns. Márcio Maia, Recife, PE.

Anônimo disse...

Realmente é uma cidade rica em cultura...
Moro em Agua Branca desde que nasci algum dia pretendo fazer algumas viagens mais nunca abandonarei minha terrinha querida

Anônimo disse...

Caro Severo, eu faria a mesma pergunta do amigo Mendes: O palacete da baronesa está tão preservado como indica a foto? Se assim for, a família tem bom gosto. Parabéns familiares da Baronesa de Água Branca. Parabéns a você caro Severo.
Antonio Oliveira - Serrinha - Bahia
E-mail: antonioj.oliveira@yahoo.com.br

CARIRI CANGAÇO disse...

Estimado Antonio, quando estive visitando o palacete da Baronesa o aspecto físico externo era exatamente como apresentado na foto, naquela oportunidade não tivemos a permissão de entrar na casa, estimo que os descendentes continuem cuidando desse que é sem dúvida um espetacular patrimonio não só das Alagoas, mas de todo o Brasil. Abração
Severo

Fidelis Rabelo disse...

Meu pai nasceu e viveu em Matinha de Água Branca até os 16 anos.Saindo de lá para Pernambuco em companhia de Virgulino,( Lampião)época em que se afastou do bando e vindo para o Ceará, onde casou e viveu até 1985 data de seu falecimento.De seus familiares só conheci uma irmã que morou em Brasilia até o seu falecimento.

Rosalvo Ramos disse...

Boa noite! Imagino que nós somos parentes, pq o barão de água Branca era tio do meu avô!
Rosalvo Torres

Unknown disse...

Eu tenho acompanhado essas informações e verifiquei tamanha riqueza nos fatos meu bisavô perambulou naquelas terras e por meio do meu avô Benedito Paiva colhi boas informações esses mudaram_se para princesa Isabel e lá se fixaram de onde foram obrigados a se retirarem devido as incursões do coronel Zé Pereira que mandou queimar as propriedades do meu bisavô José Paiva