João Saturnino Por:Aderbal Nogueira

.
Mais uma vez temos a satisfação de trazer outra pérola do grande e espetacular acervo de Aderbal Nogueira. Desta vez temos a inédita entrevista de João Saturnino, filho do primeiro inimigo de Lampião, José Saturnino. Neste vídeo vamos ter depoimento do amigo Zé Alves, filho do senhor Luiz de Cazuza, nos trazendo a passagem do ataque de Virgulino a fazenda de Zé Saturnino.

"Se eu morrer e não matar Zé Saturnino antes de morrer eu vou pro inferno pra dentro em tres dias de viagem..."




"No dia em que encontrar com Zé Chucalho ou eu ou ele tem que morrer"...

NOTA CARIRI CANGAÇO: A peleja entre Virgulino Ferreira da Silva e José Saturnino, durou por longos vinte e dois anos. Ao Rei do Cangaço e seu bando são atribuidas mais de duas mil mortes, entretanto, Lampião nunca conseguiu cumprir a promessa de matar seu primeiro inimigo.

Produção Cariri Cangaço
Acervo Laser Vídeo / Aderbal Nogueira
.

A mangueira, a tesoura e a onça do coronel Santana Por:Bosco André

.

O Cel. Santana, homem de pulso, chefe político e respeitado no seu Clã familiar, certa feita foi chamado para árbitro de uma questão entre duas pessoas da sua família. A questão era um "pé de manga" entre vizinhos, localizado na cerca da estrema entre as duas propriedades, que a matrona, já viúva, exigia que as mangas que caíssem na propriedade do seu parente e vizinho, lhes fossem entregues. O Cel. Santana, tentou por todos os meios sanar a briga, mas sem êxito. Resolveu colocar um terceiro na história e o peitou para que toda noite colocasse uma lata d'agua quente e urinasse no pé da mangueira. Ao cabo de um mês, a mangueira estava morta, caso solucionado, sem deixar mágoa a nenhum dos seus parentes e seus eleitores e o mais importante, sem que aparecesse aquela estratégia do ardiloso coronel, o local ainda hoje é conhecido como: “A MANGUEIRA MIJADA” ...

Cel Santana
 
Certa feita o Cel. Santana, chegou a casa de uma sua parenta nas redondezas de Missão Velha, a qual se encontrava chorando muito, ao que foi interpelada pelo coronel, o que estava acontecendo? Ela, lhe disse que havia desaparecido uma tesoura de ouro, que fora herança da sua avó e que suspeitava de umas mulheres que estavam apanhando um feijão na sua roça, em número de oito trabalhadoras rurais. O Cel. Santana, pediu calma e perguntou a que horas aquelas mulheres voltariam da roça, tendo a sua parenta dito que ao final da tarde; lá para as quatro e meia da tarde. À hora marcada, o coronel chegou a casa da sua parenta e mandou que as mulheres desocupassem os lençóis, jogando o feijão ao pé da parede e mandou que pegassem quatro lençóis daqueles e cada uma, pegasse numa ponta do lençol e tentassem rasgá-lo, a certa altura o Cel. Santana, disse: “a mulher que roubou a sua tesoura minha prima, não vai conseguir rasgar o lençol! ao que uma das circunstantes, disse: “não Coronel eu vou conseguir!”, então aí o Cel. Santana, mandou que ela fosse buscar a tesoura e entregasse a sua legítima dona. Terminando assim o segredo do roubo da tesoura.

a famosa tesoura de ouro

Numa de suas fazendas o Cel. Santana, mantinha um criatório de bodes e começou a desaparecer os bodes e o coronel chamou ao seu encarregado e disse: “Compadre, isso é a onça que está pegando estes bodes e vamos pastorar a onça para matar”, lhe entregando um rifle. Debalde aquela ordem do coronel, pois o compadre sempre alegava que não conseguia matar a onça e os bodes sumindo. Um dia o Cel. Santana, manda chamar o compadre a Serra do Mato e conversa vai, conversa vem, escureceu e o Cel. Santana diz ao compadre: "Você hoje vai dormir aqui e pode amarrar o seu cavalo perto daquela cana que replantei  a poucos dias, mas amarre bem seguro para não estragar a cana e ainda porque lá perto tem uma bola de capim que dá para o cavalo alimentar-se bem durante a noite". O compadre preparou um torno, fincou ao chão e amarrou o burro com uma corda nova. Por tras, o Cel. Santana, manda um seu cabra a noite velha, cortar a corda com pedras, para que o compadre de nada desconfiasse. Madrugada cedo, o compadre levantou-se e foi até onde estava amarrado o seu cavalo e para seu espanto o mesmo estava dentro da cana tão recomendada pelo coronel. Ao retornar a casa grande, o Cel. Santana, já estava de pé e perguntou: “como foi compadre, o cavalo estava amarrado no lugar que você deixou?” e o compadre disse: “compadre o burro soltou-se e deu um estrago muito grande na sua cana, isso eu não posso negar”. Então o Cel. Santana, disse: “pode ir pra casa compadre, pois o homem que não mente, também não rouba”. Tirando a limpo a história de que a onça, realmente era quem estava comendo os bodes do Coronel e não o compadre, como ele desconfiava.
 
João Bosco André
.

Luitgarde Oliveira em noite de Revelações

.
Professora Luitgarde Oliveira

Na noite da última sexta-feira, dia 12, estivemos eu, Aderbal Nogueira e Felipe Caxeta tendo a oportunidade de participar de uma das mais reveladoras entrevistas já concedidas pela renomada pesquisadora e escritora, professora da UFRJ, Luitgarde de Oliveira. Eram quase oito da noite quando chegamos ao Ponta Mar Hotel em Fortaleza, depois de definirmos um local mais apropriado para as tomadas das imagens e da entrevista, tivemos o privilégio de por mais de tres horas conversar com Luitgarde sobre temas palpitantes e polêmicos da história recente de nosso nordeste. Em pauta: Lampião, Padre Cícero, Luiz Carlos Prestes, Setembrino de Carvalho, Goes Monteiro, Agamenom Magalhães, José Lucena, João Bezerra... para ficar só em alguns dos muitos personagens protagonistas desta grande saga que é história de nosso sertão.

 Revelações Importantes de Luitgarde

Felipe Caxeta

Aderbal e Adriano, mais um trabalho com o talento da Laser Vídeo

Luitgarde sem reflexos; estilo duro e forte na direção da construção da verdade histórica

Luitgarde, Felipe Caxeta e Manoel Severo

Luitgarde Oliveira, conhecida por sua natureza determinada e dedicação plena em tudo o que faz; autora de uma das mais completas obras sobre o cangaço; "A Derradeira Gesta", se mostrou inteira, sem rodeios, na inteireza de seu espetacular carater e talento, resultando em uma de suas mais marcantes e reveladoras entrevistas. O encontro faz parte do mais novo trabalho do documentarista Aderbal Nogueira, que não nos conta muito sobre o que está planejando, o fato é que a partir do que vivemos ao lado de Luitgarde na noite desta sexta-feira, e dando-se sua entrevista como o ponta pé inicial do novo documentário com a marca da Laser Vídeo, com certeza não perdemos por esperar.

Vem coisa muito boa por aí...

Gostaria de postar pelo menos uma pequena amostra de tudo o que ouvimos, discutimos, refletimos e sentimos, juntos; nesta noite que se prolongou depois em um agradável jantar. O reencontro com velhos amigos, como Luitgarde e Felipe Caxeta, e a energia que fluiu durante toda noite nos dão a certeza de um momento que guardaremos por muito tempo.

Manoel Severo
.

A Saga de Lampião Por: Ozi dos Palmares

.
Olá amigos do cariri cangaço!!!
Tudo jóia? Vejam este video, uma homenagem ao rei do cangaço. Faz parte de meu cd "No canto da boca" já lançado.

Fraternalmente,

Ozi dos Palmares.



O cantor, compositor e instrumentista Ozi dos Palmares, como seu próprio nome denuncia, é pernambucano da cidade localizada na zona da mata do estado. Em casa, começou a tomar gosto pela música, desde muito cedo, ora ouvindo os ensaios de clarinete que seu pai realizava, como integrante da Banda dos Ferroviários, ora dedicando-se a escutar as canções transmitidas por uma velha radiola, se possível, ao longo de todo o dia. Autodidata, Ozi cresceu cercado da diversidade e riqueza cultural presente na sua Palmares, celeiro de grandes nomes como o poeta Ascenso Ferreira, do escritor Hermilo Borba Filho e do artista plástico Darel Valença.


Manifestações populares comumente desfilavam pelas ruas através de maracatus, cirandas, blocos, caboculinhos , cantadores, emboladores e repentistas de ruas e feiras livres. Nesse fervilhar de poesias, artes plásticas, teatro, música e manifestações folclóricas, aflorou, no então menino, um apelo a inteligência musical.A riqueza de sons e as dificuldades do nordeste fizeram com que Ozi não fugisse à regra da inventividade e da criatividade humanas. Ele consegue fazer fluir sons interessantes de sua garganta, solando músicas com a voz, como se ela fosse um instrumento. É um trabalho inédito na música brasileira, explorando ritmos diversos. Algumas de suas canções trazem característica própria com a construção de uma linguagem não articulada logicamente, ou seja, uma transgressão da lógica. Ozi é também um incansável e voluntário divulgador do frevo, ritmo que completou 100 anos em 2007.

FONTE:tramavirtual.uol.com.br
.


Universidade Federal recebe doação de Documentos do Padre Cícero

.
Renato Cassimiro, Maria do Carmo e Regis Lopes

Aconteceu na manhã desta sexta-feira, dia 12, no auditório do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará, Campus do Benfica, a solenidade de doação de conjunto de Documentos do padre Cícero, pertencentes ao pesquisador Renato Cassimiro. Na oportunidade foi entregue ao Diretor do NUDOC - Núcleo de Documentação Cultural, professor Regis Lopes as versões originais dos documentos e a versão digitalizada.

Padre Roserlândio, Luitgarde Oliveira e Aderbal Nogueira

Renato Cassimiro

Manoel Severo e Océlio Teixeira

Marcelo Camurça, Luitgarde Oliveira e Océlio Teixeira

São 12 volumes encadernados no total de mais de 3 mil folhas, que nos trazem telegramas que registram a comunicação do santo do Juazeiro com várioas personalidades de seu tempo. O acervo é composto por registros das comunicações telegráficas do Padre Cícero a partir de copias feitas a pedido do próprio sacerdote ao encarregado da estação telegráfica de Juazeiro, Pelúsio Correia de Macedo. Estavam em poder de Dona Generosa Ferreira Alencar, uma das muitas afilhadas do Padre Cícero. Após sua morte, o herdeiro vendeu os volumes a Renato Casimiro. "No total, a coleção cobre os telegramas recebidos e enviados pelo Padre Cícero entre 1912 e 1934. Acredito que pode haver hiatos, perdas, mas o essencial da correspondência está aqui", ressalta.

O NUDOC já possuia outros tres volumes de mesma natureza, segundo Renato Casimiro, nos anos 60, o professor Francisco Sousa Nascimento cedeu esses três volumes, com 498 páginas, ao historiador norte-americano Ralph Della Cava, cuja pesquisa de 12 anos sobre o Padre Cícero deu origem ao livro "Milagre em Juazeiro". Posteriormente, Della Cava doou os telegramas ao então reitor da UFC, Paulo Elpídio Menezes Neto, que os encaminhou ao NUDOC.

A solenidade contou com a presença de Renato Casimiro, padre Roserlândio Souza, diretor do Departamento Histórico Diocesano Padre Antônio Gomes de Araújo; da Diocese do Crato, a pesquisadora Maria do Carmo Forti, o diretor do Nudoc, Régis Lopes, a professora da UFRJ, Luitgarde Oliveira, do professor da URCA Océlio Teixeira e representando a SBEC e o Cariri Cangaço, Manoel Severo e Aderbal Nogueira, além de outros professores e universitários.

Produção Cariri Cangaço
.

Frederico e Honório debatem Estética do Cangaço

.

Começa no próximo dia 18, sexta-feira, o II Festival Literário da Pipa, no município paradisíaco de Tibau do Sul, litoral maravilhoso do Rio Grande Norte. Dentro da extensa e rica programação teremos um encontro imperdível: Em uma das Mesas de discussão: A Estética do Cangaço. Com  mediação de Clotilde Tavares; de um lado, Frederico Pernambucano de Mello, autor de uma das mais festejadas obras literárias sobre o tema, da atualidade: "Estrelas de Couro - A Estética do Cangaço", um dos maiores escritores e pesquisadores da temática. Do outro o professor de Filosofia do Direito, pesquisador e escritor Honório de Medeiros, reconhecidamente uma das mais gratas revelações do universo da pesquisa sobre o cangaço.

Frederico Pernambucano de Melo e jornalista Bezerrinha da NE VinteUM

Honório de Medeiros entre Lemuel Rodrigues e Manoel Severo

O evento sem dúvidas é certeza de sucesso, desta feita em sua segunda edição, irá nos proporcionar um debate realmente enriquecedor. Quem conhece os dois pesquisadores, que inclusive dispensam qualquer cometário, principalmente meu, sabe que todo esforço será válido para chegar até a Pipa; na verdade... que esforço heim!!! Um lugar sem atrativos como aquele... e ainda por cima encontrar essas duas feras: Frederico e Honório, é brincadeira !!!

Aos queridos amigos Frederico e Honório, o abraço de respeito e profunda admiração. Somos gratos pelo esforço e dedicação dos senhores, por tudo que já representam para a pesquisa e o fortalecimento de nossa história e cultura.

Manoel Severo
Cariri Cangaço

Maiores Informações: www.flipipa2010.blogspot.com
.

Nordeste do Brasil, Terra, mar e gente por: Melquíades Pinto Paiva

.

Acontece na noite do próximo dia 16 de novembro, na Livraria da Vila - Alameda Lorena; Jardins - São Paulo
o lançamento da mais nova obra do professor Melquíades Pinto Paiva.

O respeitado escritor, cientista e professor, Melquíades Pinto Paiva une seu conhecimento sobre a história e a geografia do Nordeste à sua formação de biocientista para desenvolver um estudo abrangente e atualizado da região.

BEI Editora
Livraria da Vila
.

Saudades daquelas manhãs...Cariri Cangaço 2010

.
O sol  parecia nascer mais cedo na Chapada do Araripe, no Pasargada Park Hotel, para os momentos inesquecíveis de harmonia e integração da família Cariri Cangaço...

Manoel Severo e Tenente Marins

Rubinho Lima e Alfredo Bonessi

Narciso Dias, Ângelo Osmiro, Afranio, João de Sousa e Lívio Ferraz

Luiz Ruben e Gilmar Teixeira

Carlos Elydio, Antonio Amaury, Chagas Nascimento e Alcino Costa

Manoel Severo, João de Sousa Lima, Antônio Amaury e Carlos Elydio

Ivanildo Silveira, Rostand Medeiros, João de Sousa Lima, Lívio Ferraz, Kiko Monteiro e Paulo Gastão

 Danielle Esmeraldo e Lemuel Rodrigues

José Alves e Professor Pereira

Antônio Vilela, Ivanildo Silveira e Rostand Medeiros

Kydelmir Dantas, Professor Pereira e Honório de Medeiros

Juliana Ischiara, Alcino Costa e Ana Lúcia

Wescley Rodrigues, Lili e Danielle Esmeraldo

Prontos para mais um dia! Antônio Vilela e Aderbal Nogueira...mas

não pensem que passaram o dia com as mãos  nos bolsos!

Imagens para Guardar...
Produção Cariri Cangaço
.

Mais Angico, só para não perder o ritmo.... Por:Mendes e Mendes

.
Transcrevemos em Post, comentário do amigo Zé Mendes; primeiro lugar no pódio dos comentarista do Cariri Cangaço. Deste feita, comenta a belíssima entrevista de Alfredo Bonessi a Juliana Ischiara, então: Um pouco mais de Angico, só para não perder o ritmo...

O capitão Bonessi tem razão em dizer que os asseclas e os policiais não deram as informações corretas sobre o acontecido na grota de Angicos, em 1938. Ou esconderam fatos verdadeiros ou aumentaram nas entrevistas. Em novembro de 1973, Balão cedeu entrevista à Revista Realidade, e nela eu tenho minhas dúvidas. “-Estávamos acampados perto do Rio São Francisco. Lampião acordou às 5 horas da manhã e mandou um dos homens reunir o grupo para fazer o ofício de Nossa Senhora. Enquanto lia a missa em voz alta, todos nós ficamos ajoelhados ao lado das barracas, respondendo amém e batendo no peito na hora do Senhor Deus. Terminado o oficio Lampião mandou Amoroso buscar água para o café. Mas quando ele se abaixou no córrego veio o primeiro tiro. Havia uma metralhadora atrás de duas pedras, a 20 metros da barraca de Lampião. Pedro de Cândida, um dos nossos, havia nos traído, e acho que tinha dado ao sargento Zé Procópio até a posição das camas."

Numa rajada de metralhadora serrou a ponta da minha barraca...

E continua:"Meu companheiro Mergulhão, levantou-se de um salto, mas caiu partido ao meio por nova rajada. Eu permaneci deitado, e com jeito coloquei o bornal de balas no ombro direito, o sobressalente no esquerdo, calcei uma alpargata. A do pé esquerdo não quis entrar, e eu a prendi também no ombro. Quando levantei, vi um soldado batendo com o fuzil na cabeça de Mergulhão. De repente ele estava com o cano de sua arma encostada na minha perna e eu apontava meu mosquetão contra sua barriga. Atiramos. Caímos os dois e fomos formar uma cruz junto ao corpo de Mergulhão.Levantei-me devagar. O soldado estava morto e minha perna não fora quebrada."

Então vi Lampião caído de costas, com uma bala na testa...

"Moeda, Tempo Duro (este não aparece na lista dos abatidos); Quinta-feira, todos estavam mortos. Contei os corpos dos amigos. Nove homens e duas mulheres. Maria Bonita, ferida, escondeu-se debaixo de algumas pedras. Mas foi encontrada e degolada viva. Não havia tempo para chorar. As balas batiam nas pedras soltando faíscas e lascas. Ouviam-se os gritos por toda parte. Um inferno. Luiz Pedro ainda gritou: "-Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião”. Não conseguiu. Caiu atingido por uma rajada. (Esta afirmação, contraria o que disse Mané Veio, pois nas declarações que deu aos repórteres, ele levou um bom tempo para assassinar Luiz Pedro). Corri até ele, peguei seu mosquetão e com Zé Sereno conseguimos furar o cerco.Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus".

Fala Zé Mendes...

1 - Será que depois da missa ele voltou a se deitar?

2 - Como foi que ele viu que a bala que atingiu o rei foi mesmo no meio da testa, quando ele diz que Lampião estava de costas?

3 - Como foi que no meio de um tiroteio ele teve coragem de ir pegar o mosquetão de Luiz Pedro que já estava morto?

4 - Como foi que ainda deu tempo para ele contar os mortos, pois no meio de um tiroteio, qualquer ser humano não espera por nada, muito menos para contar quem lá morreu?

5 - Como foi que ainda deu tempo para ele calçar as alpargatas?

6 - Por que Balão caiu quando ele e o policial ambos atiraram, se ele não sofreu nenhum impacto para ser derrubado? O amigo Balão fantasiou algumas respostas. Muitas verdades. É claro. Mas outras, fantasiadas. Gostaria muito que as suas respostas fossem verdades. Mas pelo que ele disse, não há como eu acreditar em todas. Acredito em partes.

Felicidade aos confrades do Cariri Cangaço, e que o amigo Severo aprove a minha discordância.

José Mendes Pereira - Mossoró-Rn.

NOTA CARIRI CANGAÇO: Estimado Zé Mendes, como diz o confrade e Mestre Alcino Alves Costa "Mentiras e Mistérios de Angico!!!!" Com a palavra Alcino, o Caipira do Poço Redondo.
.

Sarinha, seja bem vinda, a casa é sua!

.
Segunda-feira. Estréia do Cariri Cangaço na Saraiva Mega Store. Bom, todos sabem da minha dificuldade com a disciplina história. Mas reconheço a importância dela e admiro quem tem tamanho dom em decifrá-la. O negócio é : Eu não tenho esse dom. Esforcei-me, mas como o evento estava preenchido com um ''grande e qualificado público",confesso que fiquei perdida.

O que eu estava fazendo alí? - Fiquei a observar o entusiasmo com que as pessoas discutiam um assunto tão distante à minha realidade.Os poucos nomes que sabia, como Virgulino Ferreira da Silva, Padre Cícero e Luís Carlos Prestes, e o superficial que aprendi na escola fez-me atenta ao que os mestres discutiam.Fiquei intrigada.


Se não fossem esses homens, que para mim são de outro ''planeta'', terem tamanha curiosidade e afeição para com a história de sua terra, do seu povo, o que seria das tradições, da cultura, da perpetuação desse fatos?

Eles são como detetives que buscam solucionar os mistérios que a história nos deixou.A 'investigação' que existe por trás do que nos é apresentado em sala de aula. Foi uma experiência engraçada.Sai da Saraiva ainda confusa -alienação- mas com uma concepção menos preconceituosa em relação a história. Como estudante que tem afinidade com exatas, saber que o professor Renato Cassimiro é Engenheiro, e ainda tem tamanho conhecimento em relação a história, mostrou-me o quanto sou limitada. Bom, abramos a mente.


NOTA: Bem, apresentar a Sarinha a família Cariri Cangaço é uma grande satisfação, com certeza poucos a conhecem. Todos sabem que tenho cinco filhos; Gabriel, Pedro, Manoelinha, Sawanna e Emily; mas... na verdade, saõ seis: Tem também a querida Sarinha, uma menina simplesmente sensacional, deu prá notar! Por isso fiz questão de também apresentá-la aos meus amigos. Sarinha, com sua presença 'o público do Cariri Cangaço ficou muito mais qualificado". Beijo de amor.
Manoel Severo
.

Veja o que acontece no Cariri do Brasil e apaixone-se definitivamente pela terra do Cariri Cangaço

.
Danielle Esmeraldo e David Duarte, vencedor da etapa nacional

Festival Cariri da Canção em Crato...
No último fim de semana tivemos a terceira edição do Festival Cariri da Canção - Etapa Nacional, união de sons, ritmos, cultura e talento. Foram mais de 200 inscrições de todos os lugares do país e 12 selecionados para a finalissima que aconteceu no último sábado dia 06. O Complexo Cultural da RFFSA em Crato, recebeu durante todo o desenvolvimento do Festival Cariri da Canção, um público ávido por música de qualidade, plural e democrática. Ao final tivemos o grande vencedor: compositor, músico e interprete, David Duarte, da cidade de Fortaleza.

Luiz Carlos Salatiel, ícone da música da região - Terceiro lugar

 
 
Mais Festival a partir das lentes do competente Wilson Bernardo

Mostra Instrumental, foto: Dihelson Mendonça

 
O evento que é uma promoção da prefeitura do Crato, através da Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo, contou ainda com Etapa Estudantil, Oficinas de Instrumentos Musicais, Mostra Instrumental e uma vasta programação de apresentação de Bandas Locais nas praças e bairros da cidade do Crato.



VI Salão de Outubro
O VI Salão de Outubro aconteceu em Crato também nesta última quinzena, trazendo arte do mundo inteiro ao Cariri do Brasil a partir da Galeria de Arte do Complexo Cultural do Araripe. O Blog do Crato www.blogdocrato.blogspot.com faz uma homenagem a Edilma Rocha, pela garra, força de vontade em realizar tão belo evento para o Cariri, visite o blog do crato e confira.


 
Um pouco mais do VI Salão de Outubro pelas lentes de Dihelson Mendonça




Bienal de Dança no Teatro Municipal de Crato
Com apoio logístico da Secretária de Cultura do Crato,o teatro Salviano Arrais recebeu o melhor da dança cearense a partir dos espetáculos do Circula Dança dentro da programação da Bienal de Dança do Ceará. O evento aconteceu na noite do último dia 03 de Novembro e contou com a participação além de Crato, dos municípios de Juazeiro do Norte e Nova Olinda. 

Cacá Araujo e Orleina Moura

GUERRILHA CONSOLIDA A CENA CARIRIENSE
GUERRILHA DO AMOR, NAÇÃO CARIRI
ESPAÇO DE INCLUSÃO CULTURAL 
A Guerrilha do Ato Dramático, uma idealização do grande artista Cacá Araujo, iniciativa que reune mais de 50 grupos de teatro e dança do Cariri, acontece entre os dias 05 e 22 de novembro na cidade do Crato, apresenta mais de 50 espetáculos para todos os públicos.
A cultura brasileira tem se afirmado pela diversidade. O Nordeste, e nele o Cariri cearense, se destaca como emblema cultural resultante de intenso caldeamento de influências, notadamente a ibérica, a africana e a ameríndia, iniciado nos tempos de colonização das terras brasileiras pelos portugueses. Entretanto, atualmente, forças midiáticas movidas pelo interesse econômico privado e alimentadas pela ideologia hegemonista do grande capital internacional ferem cruelmente o direito à livre existência da pluralidade de linguagens e tendências artísticas e culturais, na tentativa de estabelecer a estética do consumo capitalista como única via de comportamento intelectual e material.

Em meio a essa avalanche destruidora, a resistência de afirmação da identidade popular tem se dado pela bravura de grupos alternativos, reforçados por programas públicos de desenvolvimento cultural e parcerias com entidades de classe, sempre almejando oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.

A "GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE” se insere no contexto de luta em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira, especialmente por destacar a dramaturgia e a encenação produzidas na região como fortes elementos identitários do povo radicado nesta localidade do país.

Foi, portanto, pensada a partir do debate com atores, diretores, dramaturgos e produtores, como forma de valorizar a produção dramatúrgica e a realização de espetáculos na região do Cariri, posto ser necessária intervenção de impacto que abra espaços de difusão da arte e do artista caririense, nordestino, brasileiro!

"Guerrilha do amor, nação Cariri
no sol da batalha conquistando aplausos
atores, atrizes, brincantes, cantores
poetas do drama, do corpo e das cores

A arteque brota das mãos guerrilheiras traz
amando e lutando, sorrindo e sonhando
a mensagem dos deuses em busca da paz"
(Trecho da música Guerrilha Caririense, de Cacá Araújo e Lifanco)


XXII Mostra SESC Cariri de Cultura
Ariano Suassuna é o grande convidado para ministrar a aula-espetáculo na abertura da 12ª Mostra SESC Cariri de Cultura. A abertura da 12ª Mostra irá acontecer na próxima sexta-feira (12), às 19h, com uma aula-espetáculo do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, na RFFSA, Crato. A Mostra SESC Cariri de Cultura, já consolidada no calendário nacional, atua fortemente na propagação e divulgação da arte e da cultura. O evento reúne no sul do estado do Ceará núcleos de literatura, música, artes cênicas, artes plásticas, audiovisual, meio ambiente e artes visuais.

Durante a realização da Mostra, dez municípios irão compor o quadro geral do festival: Crato, Barbalha, Nova Olinda, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Campus Sales, Araripe, Assaré, Santana do Cariri e Potengi. Seis países e 12 estados da federação farão parte do contexto abrangente do evento. Estão previstas 107 apresentações, envolvendo cerca de 300 artistas. No núcleo audiovisual, serão exibidos 78 filmes entre curtas e longas da produção cinematográfica cearense. Na seção literária, uma programação que inclui um jornal literário, recitais de poesias, oficinas de troca de experiências e lançamento de cordel.

Viva o talento, a arte, a cultura, viva o Cariri do Brasil, terra abençoada do
Cariri Cangaço.
.

Juazeiro desnudado por Renato Cassimiro

.
Renato Cassimiro na noite Cariri Cangaço GECC na Saraiva

A noite de estréia Cariri Cangaço na Saraiva Mega Store não poderia ter sido mais brilhante. A conferência de abertura sob a responsabilidade do professor doutor Renato Cassimiro, tendo como pano de fundo a passagem de Virgulino Ferreira Lampião, por Juazeiro do Norte, sob a tutela de Floro Bartolomeu, em março de 1926, acabou contagiando a todos e se estendendo "noite a dentro", fazendo com que o primeiro encontro do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará na livraria Saraiva no shopping Iguatemi em Fortaleza fosse coroado de sucesso.

Para Danielle Esmeraldo, sócia da SBEC e promotora do Cariri Cangaço a Conferência do professor Renato Cassimiro "trouxe um conjunto de informações novas que em muito enriqueceram nosso conhecimento, como por exemplo a marcante atuação da Beata Mocinha com relação aos negócios do Padre Cícero, simplesmente fantástico, imperdível, valeu a estréia do Cariri Cangaço  no shopping Iguatemy". Já o documentarista Aderbal Nogueira, sócio da SBEC  e do GECC e Conselheiro do Cariri Cangaço, "o professor Renato Cassimiro nos trouxe um Juazeiro desnudado, foi de uma importancia tremenda sua palestra, só temos que parabenizar".

Aderbal Nogueira e Tomaz Cysne

Manoel Severo

Jornalista Plínio Bortolotti, Diretor do Grupo O Povo de Comunicação

Já antes das 19 horas os amigos e sócios da SBEC, GECC e Cariri Cangaço começavam a chegar ao Espaço Raquel de Queiros na Livraria Saraiva Mega Store no Shopping Iguatemi, em Fortaleza; às 19:30 H foi dada inicio a programação com a fala do Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo que ressaltou a presença do "grande e qualificado público" que se fazia presente à noite de abertura. Logo após representando a SBEC, falou o ex-presidente Ângelo Osmiro, ressaltando o grande trabalho que a Sociedade desenvolve na direção do fortalecimento da cultura nordestina, já Aderbal Nogueira falou em nome do GECC e parabenizou a parceria com a Saraiva.

"Padre Cícero sabia com antescedencia da chegada de Lampião ao Juazeiro, e fez o que lhes cabia fazer..."

Ângelo Osmiro e Barros Alves, editor da Revista Nordeste VinteUM

Afrânio e Wilton Dedê

O personagem principal: padre Cícero

 Ângelo Osmiro e Alfredo Bonessi

Aderbal e Ricardo Sabadia


Antônio Júnior e as raízes em Serra Talhada

Sara, Carol e Nalu


Manoel Severo e Haroldo Felinto

Para uma platéia seleta e atenta, o professor Renato Cassimiro desenvolveu sua Conferência sobre Lampião e Padre Cícero, sobre a Sedição de Juazeiro, as implicações do polêmico processo da Santa Sé e todas as repercussões da história do Santo Padre de Juazeiro do Norte. Foram quase tres horas de conferência e "poderiam ser cinco, dez, vinte" diante do talento do conferencista e da riqueza do tema. Ao final ficou a certeza e gostinho de quero mais. A primeira noite Cariri Cangaço GECC na saraiva Mega Store será ainda tema de postagens posteriores.

A todos os amigos que estiveram conosco, um grande abraço. A Renato Cassimiro, nossos parabéns, certamente um momento único, uma noite ímpar e que será lembrada sempre.

Cariri Cangaço
.