Os Labirintos de Lampião Parte III Por:Alcino Alves Costa


Não imaginava teimar tanto com “As mentiras e os mistérios de Angico”. Mas, dominado por uma poderosa obsessão, aqui estou, espicaçando muitos de nossos historiadores e pesquisadores, especialmente aqueles tidos e havidos como os mais profundos conhecedores da história cangaceira e em particular a de Virgulino Ferreira – Lampião. O meu maior desejo é ter o prazer de conhecer as opiniões, contra ou a favor, postadas por todos os nossos queridos companheiros, cada um declarando com sinceridade o seu ponto de vista sobre as mentiras e os mistérios de Angico, ou mesmo de sua verdade.

A minha vontade e o meu interesse é fazer com que os vaqueiros da história do cangaço coloquem o seu pensamento em relação a este apaixonante tema. Não me conformo que se deixe perpetuar na saga do grande e genial homem do Riacho São Domingos, tantos labirintos não identificados e aceitos pelos pesquisadores. É por esta razão que aqui estou fazendo chegar aos escravos da vontade de Lampião justamente aquilo de mais estranho e misterioso que possa ter acontecido em Angico.

Sinceramente, ficarei muito feliz e agradecido se os nossos queridos companheiros de caminhadas pelas veredas e bibocas dos cafundós do sertão, bravos rastejadores da jornada heróica de Virgulino Ferreira da Silva, se dignassem em opinar sobre as possíveis mentiras e mistérios de Angico. Cada um dos comentários registrados no blog me encherá de prazer e felicidade. É este o meu desejo. Discutir e, todos nós, juntos, tentar colocar algumas pedrinhas que faltam no tabuleiro da história.

Meus companheiros e amigos, antes de tentar destrinchar o meu pensamento sobre as mentiras e os mistérios de Angico, eu lhes peço, por favor, tenha em mãos o livro “Assim morreu Lampião”, do correto, sincero e o mais profundo conhecedor da história do cangaço, Antonio Amaury Correia de Araújo. Analise com cuidado, paciência e imparcialidade os depoimentos neste livro existente e registre o seu pensamento sobre o assunto.

Os Mestres Antônio Amaury e Alcino Costa; Mentiras e Mistérios de Angico...Também  no Cariri Cangaço 2010

Não levarei em consideração o depoimento de Zé Sereno quando ele afirma que a bebida tinha veneno, mesmo tendo Balão em seu testemunho dito que ouvira Zé Sereno dizer que o cinzano, apenas o cinzano, estava envenenado. Como se sabe esta afirmativa do companheiro de Sila caiu num descrédito total. Por qual motivo? Para não contrariar o desejo e a vontade dos vencedores, aqueles que registram a história conforme suas conveniências? Não sei.

Balão ainda diz que matou um soldado quando este batia na cabeça do cangaceiro Mergulhão. A história conta que morreu apenas o soldado Adrião, mas ele estava ao lado de Bezerra e Antônio Jacó quando foi atingido pelas balas do cangaceiro Elétrico. Quem mente. Balão ou a própria história? Uma outra distorção da verdade dos fatos é aquela versão que apareceu dizendo que Pedro de Cândido seguiu da Forquilha até o riacho do Angico amarrado ao corpo de um soldado.

É impossível que alguém acredite que Maria Bonita gritou para Luiz Pedro: - Cumpadi Luiz Pedro, cumpadi Luiz Pedro, ocê num dissi qui quando Lampião morresse ocê morria tamém? Estas palavras de Maria Bonita estão na página 49 do “Assim morreu Lampião”. E os dois tiros e sua morte quando ia apanhar água no poço aconteceram ou não? A Grota de Angico devia chamar-se a Grota da Mentira. Mentiras, mentiras e mais mentiras – e elas são intocáveis. Vamos nos aprofundar sobre os depoimentos estranhos e desencontrados de Abdom, Panta de Godoy, e um trecho do de Balão.

Juliana Ischiara, Alcino Alves Costa e os Mistérios e Mentiras...

1 – Na página 110, do “Assim morreu Lampião” Abdom diz: “O cangaceiro veio i começô a panhá água no cantil quase qui im cima di ondi nóis tava ajoeiado i aí eu atirei”. Continua: “Daí nóis avancemo i caimo im cima du meio di ondi tava Lampião i nóis recuemo pra trais um pouco di Lampião”. “Quando nóis recuemo um pouco nóis si intrincheiremo i mandamo bala nos cangaceiros i o pau quebrô”.

2 – Agora trechos do depoimento de Panta de Godoy, contidos na página 89 do “Assim morreu Lampião”. “Quando nóis tava subindo i chegando nessas pedra, topemos com um cabra qui tava apanhando água a uma déis braças, mais o menos, di distância”. “Nóis corremo pra dentro, corremo dentro i quando chegamo na frenti um pouquinho topei cum Maria Bonita, que vinha buscar água, com uma bacia de queijo do reino na mão”. E Panta prossegue: “Aí quando avistei cum ela, ela deu meia volta, correu i disse: - Valha-me Nossa Sinhora”!  “Aí eu atirei nas costas dela i ela caiu”. “No qui ela caiu ela feiz corcunda e levantou-si i ia saindo i Antonho Ferro gritô: - Cumpadi, sigura a bandida qui ela vai-si imbora”! “Eu dei otro tiro, na barriga dela, assim por ditrais, ela caiu i morreu”. E Maria Bonita ainda teve tempo e se lembrou de chamar por Luís Pedro avisando-o que Lampião estava morto? Você acredita nesta aberração?

3 – Em seu depoimento, à página 111, do “Assim morreu Lampião”, Balão diz:“...Durmimo um pedaço de tempo quando Lampião falô: Zé Sereno. Chama todu mundo aí qui nóis vamu rezá u ofício de Nossa Sinhora”. “O pessoá si levantô si ajoeiô i adispois qui eli acabô di rezá tornô a si deitá”. E ninguém escutou os tiros, quase naquele mesmo instante?
 
Os nossos companheiros e especiais amigos Aderbal Nogueira e Severo Barbosa tem em DVD um depoimento de Panta de Godoy ele dizendo que do poço onde Amoroso estava enchendo o cantil até a barraca de Lampião tem mais de 50 metros de distância. Esta distância entre o poço e a barraca eu precisava conhecê-la.

Foi o que fiz. Convidei Vicente Rodrigues do Nascimento, aquele rapaz que levou a máquina para Maria Bonita costurar a roupa do sobrinho de Lampião, ainda vivo, e que era neto de dona Guilermina, a mãe de Durval e Pedro de Cândido. Com ele caminhei do poço até a barraca, a distância entre um ponto e outro é de quase 100 metros.

Não desconheço que existem afirmações atestando que a distância não passava de 20 metros. É uma lástima que assim digam, não é verdade. Eu abomino mentiras e jamais iria afirmar algo que não fosse real e verdadeiro. Eu sei, porém não me envergonho e não escondo de minha nenhuma formação escolar, no entanto, mesmo assim, procuro ser consciente naquilo que faço. Assim agindo, não posso deixar de reconhecer que nestes três célebres testemunhos estão documentadas verdadeiras aberrações. Aberrações que me surpreende. Uma delas é saber que pessoas cultas, de uma capacidade e competência muito além da normalidade, acreditam nestes depoimentos que agridem a inteligência humana, e os defende com todo vigor de seu sentimento e de seu espírito.

Juliana, Alcino e Aninha do Ó
 
É inacreditável que estes historiadores e pesquisadores, homens da mais alta responsabilidade, teimarem em desprezar e até mesmo escarnecer quando se fala das mentiras e mistérios de Angico. Ora, meus companheiros, quem em sã consciência poderá acreditar que após o tiro que Abdom deu em Amoroso, Panta de Godoy dar dois tiros em Maria Bonita e ninguém, nem Lampião, nem os outros cangaceiros e nem os cachorros, ouviram nada?

Como é que se entende Maria Bonita ir descendo o riacho à procura do poço para também apanhar água, acontecer o disparo no cangaceiro, e ela continuar descendo o riacho, caminhando tranquila, sem escutar o estampido? Ainda mais. Balão diz que antes do primeiro tiro, Lampião e os cangaceiros estavam rezando o Ofício de Nossa Senhora e logo após foram novamente se deitar. Aconteceram três tiros; Maria Bonita gritava chamando por Nossa Senhora; Abdom e seus companheiros avançaram e chegaram tão próximo de onde estava Lampião que tiveram que recuar com tempo suficiente para se entrincheirarem e então atirarem em Lampião.


Você acredita nesta versão? Eu não. Qual a pessoa inteligente e imparcial que acredita nestas anomalias que circundam a Grota de Angico? Sinceramente, não posso acreditar que ninguém neste mundo aceite uma distorção histórica de tamanha monta. É por estas e outras fortíssimas razões que este velho Caipira de Poço Redondo, teima com convicção total e absoluta que a Grota de Angico é envolta em mentiras e mistérios. Meus amigos, eu posso garantir, se os depoimentos de Abdom, Panta e Balão forem verdadeiros, a morte de Lampião é tão misteriosa que a nossa pobre mente jamais conseguirá decifrá-la. Mas, por favor, não vamos perpetuar tantas e tantas mentiras e contradições.

A todos vocês o meu muito obrigado pela deferência. Abraços!!!

Alcino Alves Costa,
O Caipira de Poço Redondo
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28 comentários:

Marcos Assunção disse...

Quanto a Angico vamos passar séculos e parece que não vamos chegar a qualquer conclusão?

Mistérios!!!

Só queria ponderar com relação a um ponto. é notório o fato de tanto cangaceiros como volantes terem necessidade de "florear" sua ação durante esse ou aquele fato do cangaço; com certeza o conjunto de contradições que o escritor Alcino coloca deva-se a isso, mas não é motivo para que se dê o fat como consumado, apesar de passados mais de 80 anos é salutar levantar essas questões para os apaixonados pelo tema. Até hoje muitos não entendem como um Lampião deixou se pegar daquele jeito: Era mesmo o dia dele?????

Assunção

Anônimo disse...

Meus caros, não é possível, novamente Angico? Rapaz o que já se pesquisou e debateu sobre a morte do Cego não é brincadeira. Alcino que me desculpe, mas a história tá aí para mostrar e provar. Lampião morreu em Angico naquela madrugada de julho,pelo amor de Deus.

Demétrius

ALCINO disse...

Demétrio, pelo amor de Deus, parece que você dorme com as mãos entre as pernas! Jamais, em tempo algum, eu disse que Lampião não morreu em Angico. Digo apenas que tudo que se disse e registrou sobre Angico, em relação ao cerco a Lampião, é algo repleto de mentiras e em razão destas mentiras despontam claramente alguns mistérios. Quais? Não sei.

Infelizmente, na história brasileira a mentira se tornou a verdade. Foi este o gosto de muitos.

Tenho certeza que uma pessoa tão inteligente como você percebe perfeitamente que uma nuevem de mentiras foram registradas nos livros da história de Lampião, especialmente sobre Angico. Aceitarmos estas mentiras deslustra a nossa inteligência.

Abraços

Alcino

Julio Cesar disse...

Amigo Alcino
Concordo com voce que alguns fatos devem ser esclarecidos. Desconsiderar essas contradições sem discuti-las é o mesmo que aceitar que D. Pedro I estava montado num elegante corcel quando deu o seu famoso "Grito do Ipiranga".
De fato, voce nunca negou que Lampião morreu em Angico e suas dúvidas são em relação à maneira como os fatos relatados aconteceram.
Grande abraço meu amigo

Yuri Luna disse...

Prezado Julio Cesar, concordo com você, como não tentar esclarecer os fatos que ainda se mantêm encobertos pela poeira do tempo e da história? Alcino, esse grande "garimpador" da história do cangaço, quero te dizer:Não abra mão de provocar essa discussão, estamos ao lado da investigação séria, parabens!

Não tive o prazer de lhe cumprimentar no cariri cangaço, mas ano que vem estaremos lhe dando um grande abraço.

YURI

Yuri Luna disse...

Severo ainda sobre a postagem de Alcino; queria lhes parabenizar pelas fotos, principalmente a do título, quando temos as fotos dos maravilhosos livros do Amaury e do próprio Alcino, parabéns amigo Severo pelo senso de oportunidade das fotografias, mas não é de estranhar, a partir de sua imensa sensibilidade. Abração amigo.

YURI

Anônimo disse...

a ultima foto dessa matéria???????? De que se trata??????

Anônimo disse...

Todo o debate é salutar, mesmo vendo algumas versões que me parecem absurdas como o fato do senhor Geraldo (Minas Gerais) do famoso Lampião dos Buritis. Aqui mesmo em Missão Velha, o grande empresário Maraton Linard, assevera que teve notícias através de clientes seus, que Virgulino havia sido visto pelos lados de Goiais na década de 50; bem, daí é partir para ilações, hipóteses e tudo o mais; de qualquer forma o debate é e será sempre salutar.
E a contribuição de Alcino para o debate é muito importante.

Mario Henrique Lemos
Milagres CE

Anônimo disse...

Êita gôta serena! O vaqueiro da história, de Poço Redondo-SE, bota pra lascar em banda... Pra virar cabaço em cuia!
É assim o Mestre Alcino... Vai a procura da verdade e demonstra isto sem arrogância.
Quer ver outro mistério? Pergunte a ele sobre aqueles que morreram na grota... A relação dos cangaceiro(a)s, que existem mais de uma em livros distintos. Segundo o Mestre, 5 daqueles eram filhos 'do Poço', que nem eles falam lá.
Perguntem... Perguntem!
Também é bom lembrar, muita gente nem cita, que, além de Lampião e 8 cabras e 2 cabrochas, morreu o soldado Adrião. Esquecem disto até na Missa... É mais uma vítima do cangaço, já que este tema é uma moeda de duas faces: Cangaceiros (coronéis e coiteiros) X Policiais (Volantes militares e civis).
Abração Mestre Alcino e aos demais que participam das veredas do cangaço.
Kydelmir Dantas
Mossoró - RN.

Anônimo disse...

Parabéns Alcino, pela excelente postagem. O tema além de palpitante é inesgotável. Os que não gostam, terão que ter paciência, pois Lampião, coronéis, beatos e afins ainda vai dar muito panos pra manga. Alguem la em cima perguntou de que trata a foto das cabeças; acredito tratar-se dos componentes de uma quadrilha junina que se apresentou la no Crato no Cariri Cangaço deste ano, por sinal uma belissima apresentação.

Assis Nascimento // Mossoro (Rn)

Juliana Ischiara disse...

Falar sobre cangaço, ou sobre Lampião, não é uma tarefa das mais fáceis. Além da complexidade do fenômeno por si só, ainda estaremos falando das diversas facetas política, econômica, social, histórica e cultura da qual o cangaço fez parte como um micro poder, frente o macro poder do Estado.

Para alguns, o assunto está esgotado, para outros ainda há muito a ser dito e ou esclarecido. O fato é que, um fato histórico por menor que seja sua magnitude, jamais se esgotará. Cada pesquisador percorre vieses diferentes, mesmo sendo o objeto de pesquisa comum a todos. Daí a diversidade historiográfica, alguns discordam de datas, outros de lugares, outros de nomes e origens dos personagens e assim por diante. Isso tudo é muito salutar para o mundo das pesquisas e principalmente para o universo dos pesquisadores.

Quantos fatos históricos tidos como reais, contados de formas irrefutáveis pelos mais sérios pesquisadores foram, ao longo do tempo e da história, reescritos? Milhares, quando fenômenos sociais da magnitude do cangaço acontecem, estes fenômenos são contados sobre várias óticas, as dos vencidos, as dos vencedores, as testemunhas oculares, as auditivas que ouviram de seus parentes, amigos ou conhecidos. É comum encontrarmos na história personagens que não participaram nem da metade do que a ele foi atribuída, devendo-se ao fanatismo de uns em valorar as ações do ídolo ou ícone ou no caso contrário daqueles que preferem endiabrar ainda mais a personalidade daquele que se fez aparecer.

O fato é que em se tratando de cangaço e em especial de Lampião, e por tabela, o episódio Angico, ainda há muito a se saber. Claro, é possível que jamais nos aproximemos da verdade real, como é possível que ela seja tão óbvia que preferimos o inacreditável e isso por vários motivos. Por não querer ir contra o senso comum, por ter medo de ser ridicularizado, por achar que não se sabe ou não se entende o suficiente, por acreditar realmente no que está posto. Porém, em se tratando do universo das pesquisas, se faz necessário entender que alguns pensam diferente e possam defender seus pontos de vistas. Tais pesquisadores são tão sérios e comprometidos com a verdade quanto aqueles que escolhemos como sendo os papas da verdade absoluta. Uma pesquisa investigativa pode levar anos, até séculos, por isso não podemos descartar as teorias diversas das defendidas por nós. Seria uma ignorância tamanha e sem procedência.

Em se tratando de Lampião, por que os depoimentos são tão controversos? Porque só aceitar como verdadeiro o depoimento de uns em detrimento de outros? Quem garante que um é real e outro não? Bem, o fato é que, pegando o artigo em comento, quem em sã consciência acredita que Lampião acordou cedo, pediu para todos rezarem um terço como de costume e logo depois voltaram a dormir? Penso que o pesquisador que acreditar que parte dos cangaceiros estavam dormindo em plena 5:30 da manhã, não conhece a realidade dos homens e mulheres nordestinos que acordam muito cedo, por dormirem muito cedo. Porque será que em quase vinte anos de cangaço, tais cangaceiros jamais haviam se descuidado de pequenos detalhes e exatamente neste dia até capitão Virgulino se descuidou? Porque será que os primeiros tiros não foram ouvidos? O que sei é que são muitos porquês, sei também que muitos deles jamais serão respondidos.

Sobre o artigo em questão, concordo e ratifico tudo que foi escrito por mestre Alcino Costa, ou uma pesquisadora que prefere analisar o que está posto até o momento, como possibilidades do que realmente pode ter sido, jamais como tendo sido o que de fato aconteceu. Penso que ainda estamos longe de esgotar os mistérios, mentiras e verdades que envolvem ou envolveram o cangaço.

Saudações cangaceiras

Juliana Ischiara

Anônimo disse...

Gostaria de dizer que como um curioso, longe de ser um estudioso, sou obrigado a concordar com o que nos colocam os senhores Kydelmir, Assis e senhora Juliana: Parabens ao Alcino Alves Costa de Poço Redondo. Seu artigo além de oportuno é extremamente pertinente. Porque calar diante das evidencias? Porque preferir aceitar o que já está posto e que já foi posto.
A investigação séria e determinada de homens como o Alcino e o doutor Amaury, são o legado que os estudantes e futuros pesquisadores herdarão, tanto um como outro merecem todo nosso respeito. Parabéns ao Manuel Severo belo belíssimo trabalho de promover a cultura e história de nosso nordeste.

Martinho Alves

CARIRI CANGAÇO disse...

Caros amigos do Cariri Cangaço. Que bom ter o velho e bom Caipira de Poço Redondo em forma!!! Grande Alcino Costa vc conquistou nosso coração.

Amigos Assunção e Yuri, penso que não há mais desculpas para não virem ao Cariri Cangaço 2011, rs. Meus caros, se preparem desde já, com certeza teremos muita honra em recebê-los e contarmos com suas contribuições certamente valiosas. Assunção recebi seu email no endereço do cariricangaco@hotmail, mas me mande no meu email: manoelsevero@bol.com.br, abração querido amigo.

Prezado Júlio, que bom reencontrá-lo. Seja sempre bem vindo a esta humilde casa. Maravilhosa Juliana, que coisa menina!!! Me permita ter seu comentário acima postado como "matéria", com certeza será importante ter suas considerações, a partir dos Labirintos de Alcino, compartilhado com todos os nossos amigos de família Cariri Cangaço.

Estimada família de Mossoró, representada pelos amigos Kydelmir e Assis; que saudade de todos...mandem nosso abraço a todos os confrades.

Martinho, obrigado pelas palavras gentis, saiba que é uma honra tê-lo com leitor.

Abraçpo fraterno a todos.

Manoel Severo

CARIRI CANGAÇO disse...

Assis, vc tem razão quanto a foto, foi mesmo da parte final do grande espetáculo da Quadrilha em noite no Centro Cultural da RFFSA em Crato.

Valiosos e atentos participantes dessa família. valeu Assis. Abração para Leila; Manelzin e Chagas.

Manoel Severo

Anônimo disse...

GRANDE CONFRADE ALCINO: PARABÉNS PELO OPORTUNO TRABALHO AQUI APRESENTADO. ABRAÇOS: BOSCO ANDRÉ.

Anônimo disse...

Senhores, é verdade que no caso da morte de Lampião, se mantem ainda muitas perguntas a serem respondidas; atualmente o tempo e a ausencia dos principais protagonistas não nos permitirá chegar a muito longe, entretanto é uma realiadade que existem coisas que permanecem em baixo do tapete.Com explicar que homens calejados na arte da luta nas caatingas possam ter deixado se pegar daquela forma, como explicar que a volante de João Bezerra, com muitos policiais completamente bêbados possam ter seguido pela trilha do Angico, de madrugada sem fazer barulho, sem pisar num galho ou deslocar uma pedra? Como explicar que nenhum animal tenha percebido a aproximação da volante? Como explicar o encontro de João Bezerra com um coiteiro não identificado? Por essa e outras é que para os amantes do cangaço ainda se tem muito a investigar.

Professor Dario Arruda

Anônimo disse...

A polêmica da morte de Lampião de forma não esperada, em 28/07/38, parece o tema preferido dessa comunidade que estuda o assunto se divertindo. Digo que o acontecimento foi de forma inesperada, porque tanto na época do fato, quanto nos dias atuais, os que viveram no tempo do cangaceiro e os que hoje estudam sua história, nunca imaginaram Lampião pego como um rato numa ratoeira. Eu mesmo gostaria de escrever outro fim para essa epopéia.
O texto do nosso “rastejador” principal da história de Lampião, Alcino, deve bater o recorde de comentários aqui no blog Cariri Cangaço. Com toda razão.
Responder cada pergunta que Alcino nos apresenta, não vai encerrar essa discussão e nem poderia. Se chegássemos a uma definição clara de como e porque aquilo aconteceu. O que iríamos debater em seguida? Alcino não quer esclarecer, Alcino quer questionar. Com sua perspicácia o grande “rastejador” coloca para os “rapazes” do seu bando várias provocações e fica feliz em ver os seus seguidores debaterem com entusiasmo o assunto.
Esse Alcino com sua sabedoria, simpatia e humildade é o grande animador dessa comunidade.
O Homem de Poço Redondo, poderia promover a reconstituição da madrugada de 28/07/38. Seria um programão assistir esse espetáculo elucidativo lá na beira do Velho Chico.

C Eduardo Gomes.

Anônimo disse...

Lendo o cometário do Eduardo Gomes, logo acima, sobre o texto do "rastejador" Alcino Costa e seus Labirintos, me veio uma publicidade do canal Futura: "Não são as respostas que movem o mundo; e sim as perguntas!" . Concordo com o comentarista: Alcino além de ser um grande escritor é um grande "provocador", no melhor dos sentidos. Parabens, isso tudo torna o história sempre viva.

Fernando Lima Verde

Juliana Ischiara disse...

Caríssimo Severo,

É com grande satisfação que expresso minha admiração ao mestre Alcino Costa, pessoa que aprendi a respeitar não só pelo grande pesquisador que é, mas por ser também uma pessoa maravilhosa, um ser humano fantástico.

Este blog tornou-se um veículo de comunicação imprescindível para os pesquisadores, não só do cangaço, mas dos que pesquisam a formação histórica e cultural nordestina. Sendo este mais um motivo para agradecermos e reverenciarmos sua competência, dedicação e determinação frente à coordenação do Cariri Cangaço e à excelente administração deste blog.

Agradeço por suas palavras sempre gentis e por sua atenção a todos os participantes deste blog, seja como visitante ou colaborador.
Severo, somos gratos por existir pessoas como você, aglutinador, harmonizador e principalmente humilde, que sabe manter a serenidade mesmo na adversidade. O processo de criação é muito difícil, mas a manutenção da criação é bem mais difícil e complicada, principalmente quando se alcança a visibilidade, o sucesso e o reconhecimento. Criticas, estas são muitas, nos magoam, chateiam, mas, elas têm uma função, servem de termômetro para avaliarmos nossas condutas e nossas relações, a forma como ela é proferida, sinaliza a intenção do crítico, nos mostrando quem de fato são nossos amigos e torcem pela continuidade do trabalho. Os elogios sinceros, estes sim, devem prevalecer. Afinal, somos demasiadamente humanos, precisamos de incentivos, além de ser muito bom sentir que os amigos estarão sempre ao nosso lado, mesmo a distância.

No mais, permissão concedida, use o comentário como lhe parecer melhor. Conte sempre conosco, mesmo que seja para lhe dar trabalho rsrsrsrsrs

Saudações Cangaceiras
Juliana Ischiara

Anônimo disse...

Severo... De parabéns estamos todo(a)s os que participam desta confraternização.
Juliana, como sempre, ponderada e, ao mesmo tempo, instigadora. Peço, também, pata postar o comentário nos blogs da SBEC.
Abraços e bom final de semana a todo(a)s.
Kydelmir Danats.
Mossoró - RN

Anônimo disse...

um comentario.

Mendes e Mendes disse...

Confrade Alcindo Alves da Costa:
Até poucos dias eu não acreditava tanto no que sempre o caipira de Poço Redondo insiste em dizer, que lá na Grota de Angicos, a maior parte do que os depoentes contaram, tanto os policiais, como os remanescentes de Lampião, não passou de uma grande mentira. É verdade. Lendo o seu texto sobre o que disse Panta de Godoy, descobri que agora ninguém sabe qual dos dois fantasiou mais o que aconteceu com Maria Bonita. Panta disse que a matou com um tiro. O amigo Balão afirmou à Revista Realidade (com certeza, o repórter da revista não iria aumentar o que Balão disse. É óbvio que muitas vezes o repórter não usa as palavras do depoente, e sim, as suas, mas dentro do contexto) que Maria Bonita correu e se escondeu em baixo de uma pedra. Mas foi encontrada e logo os perseguidores degolaram-na ainda viva. Pelo meu pouco conhecimento sobre o cangaço do nordeste, e principalmente sobre o ataque aos cangaceiros na madrugada de 28 de julho de 1938, na grota de Angicos, lá em Sergipe, o companheiro Balão, pelo o que ele afirmou, eu entendo que ele presenciou quase tudo que se passou na grota de Angicos. Aí é a aonde surge uma pergunta: Teria sido o Balão mais um traidor do rei Lampião? Pela as informações dele, a gente entende que permaneceu lá, não correu logo, ficou como um repórter que faz cobertura numa guerra registrando tudo que se passa. Se os policiais aumentaram as suas declarações, mesmo assim, dá para se acreditar, não tudo, é claro, já que quem estava atacando, eram eles, e continuaram vendo os rios de sangue escorrendo em busca do velho Chico.
A traição que fizeram com Lampião foi bem estudada. Afirmam que o principal traidor de Lampião foi o Pedro de Cândido. Eu pergunto: Qual é o ser humano que debaixo de peia e muita peia, vendo as suas unhas sendo arrancadas, pancadas por todo corpo, pontapés e humilhações, que se nega a dizer o que os seus agressores o perguntam? Dessa maneira qualquer um entregará até o Cristo ao carrasco.

Felicidades aos confrades do Cariri Cangaço e todos os seus familiares.

José Mendes Pereira - Mossoró-Rn.
Fonte de Pesquisas: Material do escritor Alcindo Alves da Costa.

José Mendes Pereira disse...

Eu querendo memorizar o texto escrito por Alcindo Alves da Costa, voltei a fazer outra leitura, a qual acreditando nas palavras que ele citou, em dizer que as mentiras na grota de Angicos foram absurdas. Alcindo cita o seguinte: "Balão diz que antes do primeiro tiro Lampião e os cangaceiros estavam rezando o Ofício de Nossa Senhora e logo após foram novamente se deitar". Em relação a voltarem a se deitar, Balão mentiu, que mesmo eu não sendo cangaceiro, mas sei que eles dormiam intranqüilos, como dorme Tetéu, um pé na rede e o outro no chão, justamente para facilitar se levantarem em um possível combate. Eu não sei se tenho o direito de colocar este texto que o escritor Paulo Medeiros Gastão escreveu. Mas que eu tenha ou que não tenha o escritor não se sinta chateado, já que eu vou colocá-lo na íntegra, e em partes, devido o meu direito de caracteres. Se eu não tiver direito, o confrade Manoel Severo desconsidere-o. “Revista Jornal de Fato, da Edição 315/2008 – exemplar - escrito por Paulo Gastão de Medeiros”. Angico se constitui no calcanhar de Aquiles do cangaço lampiônico. A construção do mito e seus asseclas desmoronam de forma vertiginosa Se Desejam o término do cangaço com o episódio de Angico, considero uma aberração, final trágico e desabonador da saga de homens assassinos, porém, valentes e destemidos. A história dos cangaceiros deve ser vista de vários ângulos. A descrição concebida pelos escritores, jornalistas, pesquisadores deixam Gengis Kan, Napoleão, Júlio César (O imperador), Al Capone, Billys the Kid, Kelly (e seu bando), Hitler e muitos outros, fichinha frente aos cangaceiros.

José Mendes Pereira disse...

CONTINUAÇÃO:
O cangaceiro Candeeiro me fez o seguinte relato, em sua residência na vila de Guanumbi, no município de Buíque, estado de Pernambuco: “Na noite anterior ao ocorrido, ou seja, 27 de julho de 1938, Lampião reuniu seus homens e assim falou: “-Amanhã cedinho vou viajar. Vou embora para Minas ou Goiás. “Quem quiser ficar, fica, quem quiser ir comigo se prepare.” Continua o chefe cangaceiro: “-Não posso mais ficar por aqui, pois, vou começar a matar até meus amigos; voltar para Pernambuco, não volto, pois, lá só tenho inimigos e a matança vai continuar. Assim o melhor é terra nova, onde ninguém me conhece”. A conversa foi encerrada e todos foram dormir pensando na decisão e na hora de ficar ou seguir o comandante. Tenho este depoimento gravado, com testemunhas na hora da gravação. De última hora é colocado um parente que dizem, ser parente de Lampião e de nome José. Foi arranjada máquina de costura para confeccionar roupa para o rapaz. Não é descrito como o mesmo lá chegou, e muito menos após o tiroteio do dia seguinte, qual teria sido seu destino. Até parece com história de Dom Sebastião, Rei de Portugal. O belo e valente monarca foi lutar no norte da África e após a renhida luta, ninguém encontra o Rei. Caracteriza-se que Dom Sebastião havia se “encantado”. Não se fala em morte em ambos os momentos. Os cachorros pela primeira vez estavam sonolentos e teriam perdido o faro. Dormiam nas pernas dos seus donos. Junto aos cachorros deveriam estar às sentinelas que devem ter esquecido as suas responsabilidades junto ao grupo. Falha lamentosa. Naquela manhã chovia na área. Comprove esta afirmação no livro de João Bezerra, onde solicita aos seus comandados que: “-Tenham cuidado em pisar no chão para não fazer barulho com as folhas secas”. Parece-nos que a chuva não atingia as folhas, enquanto o restante do chão corria água. A coragem da volante (grupo de militares) era tamanha que o comandante permitiu o uso de cachaça para quem desejasse criar coragem. Esta declaração me foi prestada por um membro da volante que ainda está vivo.

José Mendes Pereira disse...

CONTINUAÇÃO
Aos registros feitos por todos que escreveram sobre o tema, mostram que as relações entre o chefe cangaceiro e o militar aconteciam para um jogo de 31, compra e venda de armas e munição, além de um bom trago de bebida especial. Sendo o coito a margem de um caminho, que liga a casa da fazenda ao Rio São Francisco, logo mais abaixo, verificamos que as descrições, todas, todas são falhas, pois na realidade não existia nenhuma segurança para com a permanência do grupo. As águas que correm no riacho do Tamanduá descem com muita velocidade até o rio, desde que a serra forma um plano inclinado muito acentuado. Tempo de inverno, água no riacho, onde fixar a tolda e dormir? Cangaceiros acordados, inclusive o chefe, que manda o companheiro de nome Amoroso ir buscar água logo abaixo do coito, no poço (formado na época das chuvas) que fica a 200 metros para fazer o café. Amoroso é baleado com um tiro de fuzil. Este momento não foi o suficiente para deixar os cangaceiros em condição de luta? O matador dos onze cangaceiros diz que feito o cerco tiveram que recuar. Ora, difícil era chegar perto daquelas feras, quanto mais, ter a chance de ir e voltar. Momento único desde o início do cangaço no século anterior. O suicídio de Luiz Pedro é fantástico. É advertido ao cangaceiro que Lampião estava morto e que ele fosse à luta. Ao chegar junto ao amigo, assim falou: “-Compadre, eu lhe disse que lutaria com você até a morte”. No trajeto, o Pedro perdeu a coragem que foi possuidora desde os tempos em que esteve no Rio Grande do Norte, em 1927. O conceito de cerco efetuado pela volante não determina a figura geométrica do círculo. Acredito que definir como lua crescente é razoável. Teria que se deixar uma válvula de escape e ela existiu. Os cangaceiros se evadiram em busca da parte da alta da fazenda e, por incrível que pareça, não foram perseguidos. A saída esteve sob comando do Ten. Bezerra. Que você acha disto? Houve traição? Existe divergência. Um grupo diz que não. Outro diz que sim. Quem traiu? Afirmam que o grande traidor foi o homem que se caracteriza como seu matador, ou seja, João Bezerra.

José Mendes Pereira disse...

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E o envenenamento? No coito o cangaceiro Zé Sereno avisou: “-Capitão, a tampa da garrafa tem um pequeno furo”. O chamamento da atenção não foi levado em consideração. Por quê? Se salva Sila. Personagem único que ficou para contar a história. Foi a predestinada para fazer o relato em nome de todos os sobreviventes. Por quê? O que na realidade aconteceu o que não podia existir divergências nos relatos? Impossível. Se vamos a uma festa, ou a qualquer lugar, cada um tem uma visão própria do ocorrido. Os primeiros escritores deixaram-se levar na conversa. O resultado é o que aí está. A polícia queria os cangaceiros ou o ouro e dinheiro que eles transportavam? Por que a retirada dos anéis, cortando-se os pulsos e levando-se o conjunto, mãos e anéis? O governo da Bahia oferecia 50:000$000 (cinquenta contos de réis), a quem entregasse Lampião vivo ou morto. Não se tem notícia do ganhador do prêmio milionário. Por quê? Quem nominou as cabeças errou gravemente. Muitos escritores colocam nos seus relatos que metade das cabeças tem o mesmo nome. A partir do meio (fotos das cabeças) para cima seja como Deus quiser. Encontraram um cangaceiro que só aparece naquele momento chamado de Desconhecido? Até então não existe nenhuma informação sobre este personagem? Por outro lado Amoroso foi baleado ou morto, em primeiro lugar, e seu nome é totalmente esquecido. Como explicar? Se a volante possuía duas metralhadoras não ficava um pé de macambira para contar a história. Por que conseguiram se salvar muitos cangaceiros? O cerco não foi cerco. É piada.

José Mendes Pereira disse...

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Durval Rosa, irmão de Pedro de Cândido, em depoimento a mim prestado e registrado em fita de vídeo, declara que na noite anterior ele desceu a serra e foi levar um saco de balas, dividido em duas porções, em cima de um jumento. “Era muito peso”, dizia o entrevistado. Para que tantas balas? Que desejaria o capitão fazer com o material? Existia a compra de armas e balas, porém, se quem servia de intermediário para que farto material chegasse às mãos dos bandidos? Um militar que atuou na volante que chegou a Angico foi curto e grosso. “-A polícia!” Minha intenção é fazer um artigo, porém, se nas páginas de um jornal coubesse as informações, conclusões a que cheguei escreveria um livro. E mais, o livro já estaria em fase de acabamento. Existindo alguma dúvida do leitor, lhe faço um convite – vamos ao estado de Sergipe e lá você encontrará os elementos que lhe darão o norte de toda a história. Não sou o dono da verdade, porém, não quero lhe deixar enganado, nem tão pouco morrer na ignorância, na mentira. A história do povo nordestino e dos cangaceiros é outra, não se iluda. Caso o leitor não fique satisfeito, farei um outro artigo ainda mais contundente sobre o episódio. Chega de tanto embuste.

Mossoró, 21 de julho de 2008. Paulo Medeiros Gastão.
“Com este texto escrito por Paulo Medeiros Gastão, Alcindo Alves da Costa, o caipira de Poço Redondo, assim se considera ele, não está sozinho nas mentiras e mistérios de Angicos”.
Aos confrades do Cariri Cangaço – “UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO”
José Mendes Pereira – Mossoró-Rn.

José Mendes Pereira disse...

Escritor Alcindo Alves:
Eu não estou exigindo, mas o bom é que o senhor faça uma leitura no texto do escritor Paulo Medeiros Gastão, o qual está nesta página, e com certeza, ele é um dos que concordam com o senhor. Não é que ele fala que está ao seu lado, mas as suas palavras a gente entende que lá na grota de Angicos tudo não passou de uma mentira, e grande, contada pelos depoentes na época do ataque a Lampião. Em uma postagem, eu coloquei o texto de Paulo Gastão, mas na íntegra.

Desejo ao mestre e seus familiares: “UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO”.
José Mendes Pereira – Mossoró-Rn.